Continuando os posts sobre minhas viagens (que aliás, estou adorando fazer, espero também que possa ser útil a quem estiver planejando viajar pra um desses lugares), vamos agora falar de Roma.
Antes de mais nada, quero deixar registrado as principais impressões que tive sobre lá: a Itália é linda, no verão é realmente MUITO quente, lá não existe fila e os italianos são MUITO grossos!
Mas, mesmo assim, vale MUITO a pena conhecer a Itália.
Bem, chegamos no aeroporto Ciampino no começo da noite, após um vôo terrível com muita turbulência e uma tempestade. O aeroporto era muito, mas muito ruim. Além de ser minúsculo, parecia até que estava abandonado. Não tinha ninguém lá. Descemos do avião, pegamos nossas malas e ninguém nem pediu pra ver passaporte, aliás, ninguém nem notou nossa presença por ali.
De lá, pegamos um ônibus fretado até um terminal próximo ao hostel que ficamos. Durante esse trajeto, que deve ter durado uma meia hora, caiu a maior tempestade de todos os tempos. E no caminho constatei mais algumas coisas: lá só tem carro minúsculo e o povo dirige muito mal.
Graças a deus, quando chegamos ao terminal, a chuva tinha passado. Andamos um pouco até chegar no hostel. A princípio ficaríamos no Ciak, mas chegando lá descobrimos que ficaríamos no "anexo", o tal do Secret Garden. Fizemos o check-in e fomos andando até o outro hostel, atrás de uma senhora atrapalhada.
O bom é que ambos eram perto, além de perto também do metrô e da estação de trem (embora não me lembre de ter feito nada de metrô). Vejam no mapa.
O hostel era bem bonitinho, estilo antigo (como quase tudo naquele país). Tinha uma atmosfera bem anos 40/50. Ficamos em dois quartos separados (2 casais em cada). O quarto que pegamos tinha uma cama de casal e uma beliche, além de banheiro e sacada. Já nossos amigos não deram tanta sorte, o quarto deles era separado do banheiro (mas o banheiro era de uso exclusivo deles).
O café da manhã era o ponto alto do hostel, servido no terraço, com algumas ótimas opções de comidinhas. É aí que você entende porque o hostel leva o nome de Secret Garden. Achei fofo.
Como chegamos muito tarde, não havia quase nada aberto, então fomos numa portinha que estava aberta, quase em frente ao hostel, onde encontramos uma raridade: um italiano simpático! Lá comemos os últimos salgados que existiam e tomamos toda a cerveja dele.
No dia seguinte, conhecemos a cidade praticamente a pé. O Coliseu foi a primeira parada e de cara, aquele monumento, tão antigo, tão cheio de história, se impõe no meio do caos de uma cidade grande e moderna. É uma sensação indescritível estar perto de algo como o Coliseu. Mais indescritível ainda é poder entrar lá. Mais uma vez me senti no cinema, no filme Gladiador. Quanta energia aquele lugar guarda... é incrível!
Quando fomos, estava tendo uma exposição sobre Nero, mas tenha muita, mas MUITA paciência, porque pra comprar o ingresso você vai ter que enfrentar uma fila, só que isso é uma coisa que não existe por lá, então imagine o caos e o estresse.
O ingresso dá direito a visitação ao Palatino. Diz a lenda que foi lá que os gêmeos Rômulo e Remo fundaram a cidade. Ali também funcionava o Fórum Romano, e portanto, era um lugar muito famoso e frequentado na Antiga Roma.
Dali, fomos caminhando atrás da Fontana di Trevi. É muito gostoso caminhar por Roma, apesar do calor, você se depara com história e beleza em qualquer esquina.
Foi durante essa caminhada que nos deparamos com o Monumento a Vitor Emanuel II, uma obra toda feita em mármore branco, gigante e completamente apaixonante, é linda, colossal. Lá dentro há uma exposição gratuita sobre a história da imigração italiana.
Dizem que os italianos mesmo a detestam, pois acreditam que é muita ostentação. Realmente é, mas eu achei maravilhoso.
Andando, andando e andando, chegamos a Fontana, outra visão maravilhosa demais pra ser verdade. O lugar é lotado de turista e diz a lenda que você deve jogar uma moeda na fonte e fazer um pedido, e que isso certamente o fará voltar a cidade (tomara!).
Ali tem muitas sorveterias, aliás, sim, eles tem o melhor sorvete do mundo! E alguns espertinhos que tentam caçar as moedas que são jogadas na fonte.
À noite demos mais uma volta pela cidade e jantamos num restaurante de rua. As opções lá são pizza ou pasta. E não, eles não tem a melhor pizza do mundo, mas a pasta, essa é bem boa!
No dia seguinte, resolvemos conhecer o Vaticano. Como sabem, lá é a sede da Igreja Católica no mundo, considerada como uma cidade-estado independente, dentro de Roma (loucura, loucura, loucura!). Pois bem, loucura ou não, já fiz um post especial só sobre essa visita por aqui, pois tive uma das experiências mais incríveis da minha vida.
Não sou católica, nem crente, nem descrente, apenas acredito em Deus e em mais algumas coisas, mas não sou praticante, louca ou abitolada. Recorro a Deus quase sempre, em pensamento, ou seja, não frequento igreja, templo, nada disso, acredito que Ele habita em mim, mas dentro do Vaticano a energia é realmente outra. Enfim, vamos deixar isso pra lá, porque o objetivo do post é outro.
Lá não é possível visitar com roupas curtas, decotadas, indecentes, etc. Tem um monte de camelô nas redondezas vendendo calças, cangas e blusas compridas. Então se prepare pra não passar vergonha e ter que desembolsar uma grana com esses pilantras.
A primeira sensação que tive ao entrar no Vaticano era de que estava no filme Código da Vinci (de novo). É muito louco estar lá dentro.
Não subimos até a Cúpula e nem visitamos o Castelo de Sant´Angelo, mas fica aí a dica pra quem for e tiver mais tempo do que nós. Optamos por visitar o museu do Vaticano, mais por obrigação do que por qualquer outra coisa, afinal, a gente queria mesmo era conhecer a Capela Sistina.
Lá não se pode falar alto, nem ficar muito tempo, nem tirar foto, mas eu tirei (ê Brasil!), mas não usei flash, enfim, eu precisava ter registro daquilo. Afinal, aquela pintura de 1480, com participação de Rafael, Michelangelo, Bernini e Botticelli, era muita história pra ignorar uma foto.
E sim, valeu toda a volta no museu.
Ganhei um pingente lindo do divino espírito santo que o Ri comprou lá dentro, mas as lojinhas ao redor são mais em conta. Tudo lá dentro é muito caro. Mas vale a experiência.
À noite, saímos para passear e conhecer mais um pouco da cidade. Infelizmente não comemos em nenhum restaurante tão espetacular ao ponto de registrar por aqui. E como disse, fizemos tudo a pé, ou seja, também não tenho muitas dicas de metrô.
Roma é deliciosa, só é preciso mesmo ter paciência pra aturar os italianos. Dali, pegamos o trem rumo a Florença, assunto do próximo post.