sexta-feira, 21 de abril de 2017

#chateada*

Nos últimos dias, alguns conhecidos mudaram de emprego. Fico feliz (de verdade), porque sei que é a coisa mais normal e natural dessa vida: ir atrás de coisas melhores pra nós. E é tão gratificante quando acontece, especialmente quando é merecido, que nem sei descrever a sensação.
Nesses meus doze anos de carreira, até ter sido demitida no ano passado porque, além de carregar o cliente mais importante nas costas e fazer o trabalho da minha diretora, falei por aqui que meu chefe era mole (o que não era mentira nenhuma), era isso que acontecia na minha vida.
Sempre que eu conseguia um trabalho novo, era uma oportunidade de grana melhor. E também de aprendizados. Mesmo os lugares mais escrotos sempre me ensinaram algo: não ser escrota como eles, por exemplo.
E, tirando o fato de tudo ter sido mérito próprio e não pagação e babação de ovo, eu sempre sentia aquele orgulhinho quando conseguia esses tão esperados up grades da vida. Mas, já completei um ano em que tive que tomar uma decisão, que sim foi a mais acertada no momento, de andar pra trás.
Sim, eu ocupo um cargo abaixo do que eu tinha, ganho muito, muito menos do que há 3 anos atrás e não vejo nenhuma perspectiva de melhora. Ouço promessas, blá blá blá, até acredito nelas, mas honestamente, me vejo estagnada.
Continuei procurando coisas melhores, mas elas não parecem destinadas a mim nesse momento. Muito também em função da minha decisão de voltar um cargo pra trás. Sim, minha carreira é muito preconceituosa.
Então a gente segue a vida, segue o jogo e eu continuo fazendo meu trabalho. Acompanhando, dia após dia, um colega conseguir um melhor trabalho, todo mundo caminhando pra frente, seguindo pra cima, crescendo.
E eu fico um pouco chateada por ter sido a única a ir pra trás e continuar lá, mesmo sabendo que não é exatamente isso que eu mereço. E sim, estou morrendo de inveja dessas pessoas. Mas, por favor, entendam que inveja não é desejar o mal (pelo menos não no meu caso, ou neste caso). De verdade. Só queria ter um pouco disso também.
Mas, dizem que estamos exatamente onde deveríamos estar, então quero acreditar que algo de muito bom está por vir. Tá difícil, mas quero muito acreditar.

*aos 45" do segundo tempo, troquei o título desse post (era inveja anteriormente)

terça-feira, 18 de abril de 2017

futilidades úteis

Já faz um tempo que venho procurando me desconectar da vida real através de duas coisas: academia e netflix. Tem ajudado bastante porque assim dou um descanso à minha cabeça que pensa demais. E, nas descobertas boas que a netflix {❤} me deu, resolvi partilhar aqui algumas indicações do que andei vendo, caso você também precise dessas pausas na vida.

Duas séries que já acabaram há mais de 10 anos e eu nunca tinha assistido (me julguem) e que acabei me apaixonando e virando fã são: Friends e That 70s Show. Parece meio óbvio o que vou dizer, mas se você assim como eu, nunca tinha visto os episódios em ordem cronológica, fica aí a dica, as séries são realmente apaixonantes. Ambas tratam de um grupo de melhores amigos (como não amar?) dividindo os problemas da vida.
Só me faz ser mais agradecida por ter amigos e poder contar com cada um deles. É muito amor!!! Embora as duas séries tenha uma veia mais cômica, alguns episódios são bem a realidade mesmo, afinal quem nunca experimentou as delícias e dores da vida com um bom amigo do lado, não é mesmo?
Outra dessas das antigas e que eu também não tinha visto por motivos de "torcia o nariz pra coisas da modinha" é The OC. É bem teen mesmo, do tipo leve e beirando a bobeira, mas é gostosinho de ver. Além de ter me apaixonado pela trilha da abertura (California, da banda Phantom Planet). Então fica mais essa diquinha aí.

Das produções originais Netflix (que tem muuuuuita coisa boa e de qualidade), vi Narcos, Stranger Things e Black Mirror. Essas não são lançamentos tão recentes, mas acho que valem a pena. Narcos conta um pouco da #vidaloka de Pablo Escobar e tem Wagner Moura mara no papel do próprio, Stranger Things é ficção científica, total estilo anos 80, meio Goonies, meio Conta Comigo e ainda tem Winona no elenco e Black Mirror que é uma mistura de ficção com um pouco do que vivemos hoje (pelo menos no meu ponto de vista).
Aliás, Black Mirror tem uma história desconectada da outra em cada episódio e confesso que não gostei da maioria deles, mas fiquei com muito medo em alguns. Meus episódios favoritos foram Hated in the Nation, San Junipero, Nosedive, Shut up and Dance e The National Anthem.

E das produções mais recentes, The Crown, que conta um pouco da história da realeza britânica e eu sou simplesmente apaixonada por essa temática. E a mais comentada e famosa do momento: 13 Reasons Why, que trata sobre suicídio e bullying. Essa vale muito, muito a pena ver.

domingo, 16 de abril de 2017

sonhos ou devaneios?

Outro dia li não sei onde, algo que dizia mais ou menos assim: já pensou que se você desistiu fácil é porque não era sonho, era só uma vontade?
Isso me fez pensar nas diversas vezes que já desisti de algo. Um projeto,  uma ideia, um desejo, um plano, um amor, um passeio, um filme na tv, etc, etc, etc. Sim, eu sou dessas que desiste fácil pelo jeito. 
Eu tô sempre desistindo de alguma coisa. No momento, e tem sido um momento bem difícil e delicado, estou desistindo da nossa casa. Aquela que escolhi com todo zelo e carinho e que fiz mil planos e que sonhei mil sonhos e tive mil ideias pra transformá-la no eterno castelo onde fomos felizes para sempre.
E também parei pra pensar que às vezes essa desistência é meio que uma consequência natural da vida. Porque sim, às vezes desistimos porque cansamos e vemos que não temos mais energia pra investir naquilo, e às vezes simplesmente somos obrigados.
Aí eu percebi que nunca desisti de um sonho de fato. E então constatei que talvez nunca tenha tido um grande sonho. Muito se fala em sonho, mas qual é o tal sonho da vida? Será mesmo que não temos muitas vontades disfarçadas de sonhos? E aí a cada desistência, um sentimento novo de fracasso?
Eu mesma já me fiz cobranças sobre essas tais desistências. Vivo falando que tenho vontade de mudar de profissão, mas ela passa logo que chegam as contas pra pagar e eu vejo que não tenho essa coragem toda de largar tudo e apostar num plano novo.
Mesmo já tendo tentado até. Ao menos posso dizer isso, tentei. Mas, pelo visto, não foi um sonho. Porque eu quero acreditar que quando existe mesmo um sonho, aquele sonho, a gente vai atrás com toda a coragem e com todo medo do mundo, mas vai. Que por mais que a gente caia, a gente levanta e continua. Por mais porrada que se tome, isso só vai fazer da gente mais forte pra continuar perseguindo aquele sonho. 
E aí percebi essa triste realidade: não tenho sonhos. Tenho vontades, muitas. Mas, que tal qual uma característica do meu signo (porque né, tudo é culpa das estrelas), vai e vem, muda e acaba, simples assim.
Fiquei triste, porque beirando os trinta e cinco anos, não realizei grandes feitos, não tenho grandes sonhos. E também fiquei aliviada por esse novo ponto de vista que me mostra que, na verdade, só estou deixando uma vontade passar. Ou trocando por outra, sabe-se lá.

quarta-feira, 29 de março de 2017

e se

Que grande poder tem essas pequenas palavrinhas na nossa vida. Inevitavelmente me pego pensando em muitas suposições a partir desse tal de "e se". Não acho e nunca achei saudável. Mas, vira e mexe {especialmente em casos que nos vemos sem rumo}, me pego fazendo essa viagem maluca das possibilidades que nunca vão existir.
Por isso eu sempre procuro aproveitar as oportunidades que me surgem da melhor forma possível: sendo verdadeira comigo mesma. Não existe receita pro não arrependimento, mas em todos esses meus trinta e tantos anos, eu aprendi que prefiro mesmo me arrepender de ter feito, de ter tentado, de ter vivido, de ter experimentado, do que de ver a vida passar.
No máximo, fica uma lição. E nessa vida, não há bem mais valioso do que tirar proveito de toda situação, especialmente com as lições que a vida nos dá. 
O passado é passado. Ninguém tem poder pra modificá-lo. Só nos resta tentar fazer diferente lá na frente, ou melhor, fazer diferente no agora. O agora é a única "certeza" que a gente tem mesmo. Tentar controlar os perrengues ou surpresas da vida não vão levar a gente a lugar algum. Infelizmente eu sofro de ansiedade, então aqui fica um exercício diário mais trabalhoso pra mim: ter paciência pra viver o agora sem fantasiar muito o futuro e sem lamentar o que poderia ter acontecido de diferente no passado.
E aí eu evoco um outro mantra que vem fazendo parte da minha vida, mais precisamente desde o ano passado, quando levei a maior e inesperada rasteira da vida: "a gente está exatamente onde a gente deveria estar".
E eu acredito muito nisso. O motivo, nem sempre a gente entende na hora. Ou precisamos passar por isso, conhecer alguém, ajudar alguém ou aprender algo. Normalmente aprende-se algo sempre. Enfim, estou passando por uma fase em que eu mesma me coloquei, de certa forma. Mas, é como disse um leitor num comentário dia desses, isso é vida. E que bom estar viva pra poder passar até pelos perrengues. 
Tudo vale a pena.

terça-feira, 21 de março de 2017

...

E quando a gente tá tão perdida, sem direção, sem rumo, sem saber ao certo onde se quer chegar, mas só sabe, lá no fundo, que precisa ir, como faz?

segunda-feira, 20 de março de 2017

desapega, amor, desapega

Quando quase vendemos nossa casa, no final do ano passado, talvez deus já estivesse nos preparando pra que isso pudesse acontecer de verdade. Não deu certo na época, o comprador deu pra trás, mostrando que a palavra, hoje em dia, vale porra nenhuma. Mas, foi muito triste ter que desistir daquele sonho naquele momento.
Por dias repeti o mantra "é só uma casa", com o intuito de acreditar mesmo naquilo. E eu não acreditei, só aceitei, porque é como dizem, aceita que dói menos. A gente decidiu vender por um simples e importante motivo: falta de grana.
Hoje, o motivo continua sendo o mesmo, acrescido de outros mais. E ainda dói abrir mão daquela casinha. Porque né, era um sonho, depositamos muitos planos dentro daquelas paredes. Pensei em cada detalhe, de cada canto. No que combinava com que, nas cores, nos móveis, nos detalhes.
Ainda dói abrir mão. Não é só uma casa, embora aqui dentro eu ainda siga repetindo o mantra. Era e é muito mais que isso. Mas, a casa não é nossa. É do banco e vai continuar sendo ainda por muitos e muitos anos (ou enquanto durar o nosso financiamento). E confesso, tá pesado de pagar.
A vida tem reversos e o que antes era tranquilo pagar, do nada passa a não ser mais. E aí você precisa fazer escolhas: viver pra pagar contas ou viver, simplesmente. E eu escolhi viver. Porque a vida é uma só e ela passa. E a casa, é só uma casa.
Dá pra ser feliz em qualquer outra, ainda mais quando o dinheiro passa a sobrar pra gente fazer outras coisas que valem muito mais a pena. Porque a casa eu não vou levar dessa vida, então, sim é só uma casa. 
Sim, é difícil. Porque abrir mão, ou simplesmente fazer essa escolha, é ter que matar os sonhos que tive, os planos que fiz. E sim, eu sei que são consequências normais das escolhas que fazemos, mas, sim, dói.
O desapego não é um exercício assim tão fácil e indolor. Mas, espero conseguir ainda.

quarta-feira, 8 de março de 2017

drops de ânimo

Num mesmo dia, duas pessoas queridas, que as condições naturais da vida (vulgo dia a dia) afastam da gente, te procuram pra te oferecer uma nova oportunidade. Você, que nada mais esperava naquela sexta chuvosa, de repente "pá" < essa surpresa boa >.
Nada deu certo, mas na verdade, tudo deu certo. Uma boa conversa ao telefone que serviu pra abrir horizontes, ampliar conhecimento e trocar um dedo de prosa que vai ajudar em propostas futuras.
Sentir-se lembrada e querida, reconhecida, não tem preço que pague.
E pra terminar, ainda recebo essa mensagem:
"Ju, fiquei muito feliz em almoçar contigo. A gente vive no meio de tanta hipocrisia... Tanta gente chata... E você tão real... Amiga... Verdadeira...Que saudade viu..."
Como é bom a gente ter amigos verdadeiros, que sabem e conhecem tua história, tua essência, enfim. Pequenos sinais do universo pra mostrar que sim, ainda estamos no caminho certo.