terça-feira, 21 de março de 2017

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E quando a gente tá tão perdida, sem direção, sem rumo, sem saber ao certo onde se quer chegar, mas só sabe, lá no fundo, que precisa ir, como faz?

segunda-feira, 20 de março de 2017

desapega, amor, desapega

Quando quase vendemos nossa casa, no final do ano passado, talvez deus já estivesse nos preparando pra que isso pudesse acontecer de verdade. Não deu certo na época, o comprador deu pra trás, mostrando que a palavra, hoje em dia, vale porra nenhuma. Mas, foi muito triste ter que desistir daquele sonho naquele momento.
Por dias repeti o mantra "é só uma casa", com o intuito de acreditar mesmo naquilo. E eu não acreditei, só aceitei, porque é como dizem, aceita que dói menos. A gente decidiu vender por um simples e importante motivo: falta de grana.
Hoje, o motivo continua sendo o mesmo, acrescido de outros mais. E ainda dói abrir mão daquela casinha. Porque né, era um sonho, depositamos muitos planos dentro daquelas paredes. Pensei em cada detalhe, de cada canto. No que combinava com que, nas cores, nos móveis, nos detalhes.
Ainda dói abrir mão. Não é só uma casa, embora aqui dentro eu ainda siga repetindo o mantra. Era e é muito mais que isso. Mas, a casa não é nossa. É do banco e vai continuar sendo ainda por muitos e muitos anos (ou enquanto durar o nosso financiamento). E confesso, tá pesado de pagar.
A vida tem reversos e o que antes era tranquilo pagar, do nada passa a não ser mais. E aí você precisa fazer escolhas: viver pra pagar contas ou viver, simplesmente. E eu escolhi viver. Porque a vida é uma só e ela passa. E a casa, é só uma casa.
Dá pra ser feliz em qualquer outra, ainda mais quando o dinheiro passa a sobrar pra gente fazer outras coisas que valem muito mais a pena. Porque a casa eu não vou levar dessa vida, então, sim é só uma casa. 
Sim, é difícil. Porque abrir mão, ou simplesmente fazer essa escolha, é ter que matar os sonhos que tive, os planos que fiz. E sim, eu sei que são consequências normais das escolhas que fazemos, mas, sim, dói.
O desapego não é um exercício assim tão fácil e indolor. Mas, espero conseguir ainda.

quarta-feira, 8 de março de 2017

drops de ânimo

Num mesmo dia, duas pessoas queridas, que as condições naturais da vida (vulgo dia a dia) afastam da gente, te procuram pra te oferecer uma nova oportunidade. Você, que nada mais esperava naquela sexta chuvosa, de repente "pá" < essa surpresa boa >.
Nada deu certo, mas na verdade, tudo deu certo. Uma boa conversa ao telefone que serviu pra abrir horizontes, ampliar conhecimento e trocar um dedo de prosa que vai ajudar em propostas futuras.
Sentir-se lembrada e querida, reconhecida, não tem preço que pague.
E pra terminar, ainda recebo essa mensagem:
"Ju, fiquei muito feliz em almoçar contigo. A gente vive no meio de tanta hipocrisia... Tanta gente chata... E você tão real... Amiga... Verdadeira...Que saudade viu..."
Como é bom a gente ter amigos verdadeiros, que sabem e conhecem tua história, tua essência, enfim. Pequenos sinais do universo pra mostrar que sim, ainda estamos no caminho certo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

feliz ano novo!

Percebi que pela primeira vez, em mil anos deste blog, não postei nada mês passado. É mais ou menos como se fevereiro nem tivesse existido. Não que não tenha acontecido muita coisa, aconteceu, e foi justamente por isso que não consegui tempo pra escrever nada.
Nem organizar as ideias. E isso também não quer dizer que eu não tenha pensado. Aliás, isso é o que mais tenho feito. Tanto, mas tanto, que tem horas que sinto que meu cérebro vai fundir feito motor de carro quando não dá mais conta.
Fico repassando a recente história da minha vida na minha cabeça, tentando entender por que as coisas tomaram o rumo que tomaram e tudo ficou meio perdido, e não consigo entender direito nada. Fico buscando respostas, justificativas, tentando encontrar saídas, soluções, me apegando à coisas que não tem mais volta, sonhando sonhos que não tem mais lugar nessa nova vida.
Como é difícil a gente ter que se reconhecer num mundo que não é mais o nosso. E a gente tem que se reinventar e tirar forças de onde nem imagina pra continuar tocando a vida, porque ela segue e não pára.
Não posso reclamar, afinal, não me falta - teoricamente - nada. Exceto tempo. Tempo pra poder pensar, ponderar decisões, traçar novas estratégias, procurar alternativas, cozinhar, terminar de arrumar o armário, organizar as bijuterias, limpar os pincéis de maquiagem, ver todas as séries e filmes atrasados, ler os livros, escrever no blog, começar o curso, ir pra academia, comer tranquila, dormir oito horas por noite, fazer nada.
Tenho a sensação de que botei a vida no modo automático e fui. E olha que a vida passa viu. Mas, como dizem que o ano começa só depois do carnaval, que assim seja. Então que venha, venha ano novo, novo ano. Quero tentar fazer tudo diferente ou igual, mas quero viver de novo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

vida em cápsula

Quando paro pra pensar que já estamos praticamente em fevereiro, me assusto um pouco. Tenho a sensação de que o tempo realmente anda muito maluco, sem o menor sentido. Ou como já dizia um cara mais inteligente, o tempo é bem relativo mesmo.
O que eu fiz nesses vinte e poucos dias do novo ano não foi, de fato, novo. Continuo com as mesmas dúvidas que tinha no final do ano passado, sem saber que rumo seguir ou que decisão tomar. Sofrendo como nunca, mas isso são coisas que ninguém sabe. Trato de esconder esses medos e angústias bem lá dentro de mim e ocupar a cabeça com outras coisas, na torcida pro tempo passar mais depressa.
Como se ele já não passasse...
Pois bem, neste começo de ano mergulhei de cabeça na academia e tenho feito exercícios físicos praticamente quase todos os dias. O intuito é manter a saúde, mas se de quebra puder manter o corpo em forma, não vou achar ruim não.
Repiquei todo o cabelo e marquei uma tatuagem nova pro próximo dia 4. Vai ser a maior de todas as minhas quase vinte tattoos. Estou numa dieta maluca que eu mesma inventei, onde eu como menos, mas como o que gosto. E ainda me dou o direito de comer uma ou outra besteira quando me dá uns ataques de ansiedade.
Não vou morrer passando vontade porque eu não vim nessa vida pra isso. Depois eu corro, pulo corda, derreto na academia. É a tal lei da compensação. Sim, ela existe.
Estou fazendo um tratamento estético que promete diminuir a gordura do abdômen. Já fiz 3 das 10 sessões do pacote e honestamente não vi nenhuma diferença. Espero não ter jogado o dinheiro no lixo. Oremos.
E por fim, comecei a arrumar meu closet. Digo comecei porque eu tenho muita tralha acumulada. Ou melhor, tinha. Resolvi separar pra doação tudo aquilo que eu não uso mais, ou porque não gosto ou porque não serve. E me dei conta que tinha coisa que usei uma vez só e guardava por puro apego.
E assim foi, tirei muita, mas muita roupa do armário, sapato, enfim, sobrou tanto cabide que eu nem sei dizer pra que eu tinha tanto. Deixei aquilo que efetivamente eu uso e gosto. E tenho peças de uns 10 anos que ainda estão em bom estado.
Tentei montar o tal do "armário cápsula". Se bem que cheguei a conclusão que é um pouco impossível pra mim, porque eu gosto muito de cores e tal. De todo modo, percebi que tirar o que está parado é um exercício que faço sempre - ao menos com as roupas, e agora preciso aprender a fazer na vida.
Tanta coisa parada e que vai parando a gente no mesmo lugar. Fica aí pra gente pensar, acumular coisas/memórias sem uso é besteira.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

perdida

Já estamos na metade de janeiro e parece que foi ontem que estava contando as horas pra que o tempo levasse embora aquele ano tão horroroso de 2016. Nada, de fato, mudou. Parece até que estou presa no espaço e no tempo, estilo aqueles filmes de ficção científica ou até mesmo aquele desenho em que ninguém consegue voltar pra casa.
Mas, por incrível que pareça, apesar dessa sensação maluca, muita coisa já aconteceu. Fiz uma entrevista (que não deu em nada), sobrevivi a um corte que já teve na agência, Ri inaugurou a segunda unidade do seu estúdio de pilates e vida que segue.
Me meio a tudo isso, o caos do final do ano ainda permanece enraizado em mim. Ainda tenho um zilhão de coisas pra pensar e decidir, coisas importantes. Enfim, o tempo não pára pra gente descer não. Ou a gente vai ou a gente vai, não tem outro jeito.
Então, vamo que vamo!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

a alegria de estar vivo

Conheci o Pedro numa dessas agências que já trabalhei na vida. A gente nunca teve muito contato, mas lembro que ele era um cara que sempre estava de bom humor, e vou te dizer que é mesmo muito difícil manter o humor bom todo dia na nossa profissão.
Mas, pode ser também uma questão de escolha. Melhor encarar a vida e os problemas com um sorriso do que com a cara amarrada. E ele sempre estava assim, leve e sorrindo, mesmo quando o mundo parecia estar acabando.
Certa vez o encontrei em outra agência, ele tinha levado sua filhinha pra conhecer o pessoal. Foi aí que fiquei sabendo que ele já tinha perdido um filho antes e que essa menina tinha sido muito esperada. Parecia que ela tinha alguma complicação também, mas já superada.
Passei a acompanhá-lo nas redes sociais e soube que ele tinha se tornado pai de novo. Mais uma menininha, porém, essa ainda mais especial. Acompanhei a luta diária que eles tiveram, diversas internações, cirurgias até que finalmente esses problemas deram uma trégua e aparentemente a menina ficou bem.
Há um belo tempo atrás, encontrei Pedro na rua e parei pra perguntar como ia a vida e tal. E ele todo sorridente disse que estava tudo bem, mas que tinha descoberto um câncer. Mas, que tudo bem. Como se ele tivesse descoberto alguma outra coisa bem menos complicada e temerosa. Até achei difícil entender o que ele tava falando, afinal, era câncer, mas parecia uma gripe.
Nos despedimos com ele super alto astral, pra cima. E eu me lembro de ter pensado: caramba, esse cara é iluminado demais.
Aí que há mais de um mês ele está internado, lutando contra três tipos de câncer. Sofreu algumas hemorragias e parece estar numa situação bem delicada. Mas, pouco antes do ano novo ele postou uma mensagem no face dizendo que estava muito agradecido por ainda estar vivo e por toda a força que estava recebendo. E que a gente também devia se lembrar de agradecer por esse milagre (o da vida). 
E isso é tão verdade. Eu tô sempre agradecendo, mas nessas horas é que parece que a gente dá mais valor ainda. E depois outra, não custa a gente ser grato por ter saúde e estar vivo mesmo, é uma bênção.
E o Pedro segue internado, precisando muito da nossa ajuda. Seja em vibrações, orações ou ações. Portanto, se você tem sangue O negativo, por favor, doe. Ele também precisa de plaquetas. Ele está no Hospital Oswaldo Cruz, é só falar que a doação é pra ele: Pedro Franco.
E se não puder doar, compartilhe. Avise os amigos, sei lá. Estar vivo é uma dádiva e poder ajudar alguém a continuar vivo com tão pouco é uma verdadeira alegria.
Obrigada.