terça-feira, 27 de dezembro de 2005

friday i´m in love

I don´t care if Monday is blue, Tuesday´s gray and Wednesday too, Thursday I don´t care about you, it´s Friday I´m in love.
Monday you can fall apart, Tuesday Wednesday break my heart, Thursday doesn´t even start, it´s Friday I´m love.
Saturday wait and Sunday always comes too late, but Friday never hasitate.
I don´t care if Monday´s black. Tuesday, Wednesday heart attack. Thursday never looking back it´s Friday I´m love.
Monday you can hold your head, Tuesday Wednesday stay in bed. Oh Thursday watch the walls instead it´s Friday I´m in love.
Saturday wait and Sunday always comes too late but Friday never hesitate.
Dressed up to the eyes it´s a wonderful surprise to see your shoes and your spirits rise throwing out your frown and just smiling at the sound and as sleek as a shriek spinning round and round. Always take a big bite it´s such a gorgeous sight to see you eat in the middle of the night, you can never get enough , enough of this stuff it´s Friday I´m in love.  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

de paz com o mundo?

Queria terminar o ano sem pendências, desavenças ou rancor, mágoas no coração. Querer nem sempre é sinônimo de poder. Mas hoje, alguém me mostrou que podemos rir da nossa própria desgraça. Alguém  me mostrou que sempre teremos escolhas. Podemos sentar, chorar e lamentar. E ali permanecer, fraco e triste, infeliz. Ou podemos encarar que nada é pra sempre, essa pode ser mais uma situação passageira. E podemos sim rir dela. Podemos sorrir pra vida mesmo diante de um tapa, porque hoje, finalmente, percebi que a vida pode ser vivida sem tantas lamentações. E só.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

quem sabe eu ainda sou uma garotinha

tenho medo do escuro, tenho medo da vida. Sou aquela mesma garotinha que se agarrava à esperança de que o mundo seria um lugar melhor e que minha mãe duraria pra sempre. Eu sou aquela que ainda quer acreditar que mamãe estará lá, sempre, pronta pra resolver todos os problemas e me defender com unhas  e dentes para esse mundo cruel.
eu sou aquela mesma, não mudei. Ainda acredito em gnomos e seres mágicos, ainda tenho vontade de brincar de boneca, ainda amo e penso que será um amor eterno, que não acabará nem mesmo com a morte. Quero filhos lindos, um casal, um moleque e uma molecota.
eu sou ainda aquela que se surpreende quando o Papai Noel vem, quando as estrelas se mostram mais brilhantes, que acredita que São Jorge vive na Lua travando sua eterna guerra contra o Dragão, que as nuvens têm gosto de algodão doce. Eu sou aquela mesma, sem tirar nem por.
se bem que se tivesse que por alguma coisa na minha vida, acho que acrescentaria os problemas. Mas alguém há de resolvê-los por mim. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

seu time ganhar de virada? não tem preço

Sabe aqueles domingos perfeitos que não deveriam ter fim? Pois é. Acabei de viver um domingo assim. E embora me entristeça ter que acordar numa segunda-feira, não cinza mas também não rosa, meu domingo não tinha que terminar. Isso porque como há muito, eu não vivia um domingo tão colorido, tão ensolarado e tão perfeitamente feito pra mim. Um domingo fanático, histérico, romântico, faminto. Um domingo do Timão ganhando de virada aos 30 e poucos do segundo tempo.
Um domingo de beijos na boca. Um domingo de conversas engraçadas, cheias de mimo, cheias de agrado. Um carinho no rosto, um beijo na testa, um amor testemunhado por um Morumbi lotado e alegre. Um domingo charmoso e cheio de requinte que nos cercou no Outback.
Um domingo alegre, como há muito tempo eu ansiava.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

frenética claustrofóbica psicótica

E naquele maldito dia fatídico de minha infância, eu fiquei presa naquele banheiro enorme de azulejos verdes. Frio e enormemente grande me senti perdida e sozinha pra sempre, naqueles segundos que pareceram horas. Agora não consigo mais... desde então, coisas fechadas me deixam louca. Me enfraquecem as pernas, me adormecem os lábios, me secam a boca. Não consigo pegar um metrô sequer sem ter o pensamento de que não estou no controle e isso me enlouquece. Não posso ficar fechada em lugares cheios, pequenos e apertados. Só faço soar frio e ficar tendo pesadelos acordada. É horrível, é um pânico.
Dos dias de hoje, tenho medo da velocidade em que as coisas acontecem, das situações desenfreadas, do medo da solidão, da morte, das coisas que voam e das pessoas que correm. Tenho medo de ser atropelada pela ciência e pela tecnologia. Tenho medo de me sentir só no meio da multidão, medo de ser esquecida, medo das mudanças bruscas e medo de situações repentinas. Medo de me perder, medo de me encontrar. Medo.


domingo, 20 de novembro de 2005

pra onde a vida me leva?

Às vezes me sinto tão perdida num emaranhado de pensamentos. Ao mesmo tempo quero fugir e ao mesmo tempo me levantar e dizer: sou forte, vou te vencer... mas não sei se consigo. Sei que ainda sou muito nova pra me sentir cansada, mas o peso que carrego comigo de muitas mágoas e desgostos antigos me fazem parecer uma velha de 500 anos. Não vivi muito e não sei nada da vida, sei apenas que muitas coisas me aguardam e que muitas delas têm a força de um elefante pra me derrubar. Mas sei também que algumas delas podem me elevar como uma pluma ao mais colorido do céu e posso me realizar com coisas pequenas, tão pequenas quanto o riso de uma criança que eu não conheço.
A vida é bela? Sim, ela é. Mas algumas vezes tudo teima em permanecer cinza, me impedindo de enxergar aquele rosa tão alegre do qual gosto tanto. Ainda bem que tenho amigos, poucos, muitos, amigos verdadeiros. Ainda bem que tenho uma mãe que vale por uma família (que não tenho). Ainda bem que tenho um emprego até que bacana e que às vezes me tira do sério. Aqui devo me perguntar: é isso mesmo que eu quero pro resto da minha vida? (...) Ainda bem que tenho um amor que parece ser forte e verdadeiro (mas que às vezes me engana). Ainda bem que tenho saúde e não me falta nada. Ainda bem que tenho minha fé e também a minha raiva.
Só queria saber pra onde tudo isso me leva... e só posso esperar que, como um sopro de vento, me leve pra bem longe de toda essa bagunça que minha vida está.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

take me to the neverland






Quero um pouco de pó de Pirlimpimpim e assim voltar à minha Terra do Nunca. Eu tinha o mundo no fundo do meu quintal e eu era feliz, feliz. Quero andar descalça pela rua, sentir o barro molhado roçar a sola do meu pé e lambuzar meus dedos, sujar minhas unhas. Quero procurar mamona na selva que se esconde perto da casa da minha vó. Quero guerrear com as mamonas, entrelaçá-las por meus cabelos finos e compridos. Quero ganhar ovos e farinha no meu aniversário. Sentir aquele cheiro de bolo que só minha vó sabia fazer e fazia como ninguém. Quero todos aqueles meus problemas do "faz de conta" de volta. Quero voltar a ser a mãe das minhas bonecas e como toda mãe, ter a solução pra todos os dilemas. Quero virar a madrugada imaginando que estou na floresta, na selva, num navio, no espaço, numa fazenda, na praia, numa ópera. Quero pegar o binóculo escondido e vigiar as estrelas, torcer por uma cadente e desejar ver desenhos nas nuvens. Quero tudo aquilo de volta e quero poder ficar por lá. Sem ter que voltar ou sair. Sem ter que crescer. Crescer traz dores e angústias que não valem a pena.
Sininho, me salva!


sexta-feira, 4 de novembro de 2005

retrospectiva de um ano que começou mal... e não vai terminar diferente

deusdeusdeus!!!!!este ano foi uma verdadeira piada, um fiasco, um horror. O terceiro ano da faculdade, um lixo, uma gozação, um chute dolorido no saco. Professores chatos, outros vagabundos, outros péssimos, outros belíssimos artistas. Aulas inúteis, futilidades, pessoas infantis, nada de novo. Péssimo é um resumo de tudo que a faculdade representou em mais um ano que não aprendi nada de bom, nada de novo indo pra lá. Na verdade eu perdi muitos passes de metrô e perdi muito do meu tempo. Depois um emprego que foi um sonho no começo mas que na verdade, não é tudo isso, não é nada disso. Não contente com isso, meu glorioso e precioso titio vem para São Paulo com a cara mais lavada que ele tem, fingindo ser o filho mais pródigo, o irmão mais brother, o tio mais legal... coitado. A única coisa que consigo sentir é pena. Pois ele não consegue enganar nem a minha cachorra, que ao menor sinal de sua falsidade, abocanha-lhe qualquer parte do corpo inútil. Não contente com isso, mamãe perde toda sua regalia de poder ficar em casa e cuidar de tudo sem se preocupar com as contas do banco. Fora isso, a casa não vende. Fora isso, meu namorado passou por coisas horríveis. Fora isso, perdi meu celular. Fora isso, meu relacionamento também não vai bem, uma hora eu quase caso e na outra me divorcio. Num dia estou em honey moon e no outro estou no inferno. Num dia eu o amo no outro eu o odeio. Sei que não posso ficar sem ele, pois como uma droga me viciei em muitas das coisas que ele significa pra mim. É muito amor pra pouca ação. Fora isso... eu não sei mais o que esperar deste ano que pretendo apagar completamente da minha memória. Não há nada em 2005 que valha a pena. Ah, esqueci de dizer que meu vô está péssimo também. Fora o problema cardíaco e o fato de seu coração estar aumentando, ele ainda está com falta de oxigenação no cérebro, que o faz se desligar do mundo e dizer nadacomnada, e parkinson. Ou seja, o que mais preciso dizer pra que alguém me conceda o desejo de ver esse ano derrubado por terra.
Nada como a sensação de que um ano novo pode trazer coisas novas e boas. I hope so.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

as coisas não são o que parecem ser

Meu coração está inquieto com essa falta de carinho que estou sentindo... queria, ao mesmo tempo, consertar e melhorar as coisas. Queria poder voltar no tempo cada vez que eu fizesse uma grande cagada. Mas infelizmente não posso. As coisas já aconteceram, o mundo está mudado e as pessoas não são mais as mesmas. Nem os sentimentos são. Ai que dor que me dá!

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

queria tanto ser normal

aiai, vai começar tudo de novo... e pensar que eu poderia ser uma pessoa normal se naquele dia eu não tivesse ido à escola. Mas não! eu tinha que ir e ficar trancada naquele banheiro verde horroroso que até hoje eu não sei se é a causa dos meus grandes pânicos de lugares fechados. Não gosto nem de pensar na idéia de ficar em um lugar que não tenha saída...
mas eu preciso aprender a gostar... afinal, pra chegar ao paraíso é preciso atravessar céus e terras e tem que ser dentro de alguma coisa que seja fechada. Ai que frios na barriga que me dá de pensar que não há saída. Só Deusinho sabe o quanto eu queria curtir ser normal e andar de metrô sem carregar um dragão alvoroçado dentro do meu estômago.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

i say a little pray for me

Aquela sensação boa de felicidade se acabou... é triste e duro voltar à realidade, acordar e perceber que o sonho da felicidade se acabou, o pesadelo agora bate em minha janela e por mais que eu não queira abrir, ela vai entrar. Vai entrar e me dar um tapa seco na cara me mostrando que nem tudo são flores. Triste é dormir vendo a mãe chorar e saber que seu coração guarda segredos que talvez eu nunca saiba. Que saudades do tempo em que meus problemas eram resolvidos enquanto tirava uma soneca a tarde ou enquanto confabulava com minhas amigas ao telefone. Que saudades da época em que um milk shake de chocolate resolvia todas as minhas dores de cabeça, que saudade... ontem me ocorreu que assusta-me o passar dos anos, assusta-me a velhice que chega sem avisar e quando menos se espera. Me assusta também toda a debilitação que a acompanha e que arranca toda a vida que existe aqui dentro.
Que medo de não conseguir resistir a certas coisas que vêm com o tempo. Que medo de não poder corresponder às expectativas que tenho em relação a mim. Que medo saber que agora, por mais que eu queira fechar os olhos e acreditar que alguém lá de cima vai dar um jeito em tudo, estou sozinha pra resolver problemas maiores do que eu. Meu ombro não suporta mais o peso de tanta coisa ruim que acontece. Quero e preciso aprender a perdoar certas pessoas que tão cedo não sairão da minha vida. E talvez essa seja a minha tarefa - árdua, muito árdua - mas eu preciso aprender ou vou acabar destruindo aquela menina bonita que eu sei que existe ainda dentro de mim.
Preciso ser forte para carregar o peso dos problemas e corajosa para saber enfrentá-los. E na verdade, pensando bem, não estou sozinha não.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

a vida pode ser uma festa

Tenho até medo quando começo a me sentir muito feliz ou quando as coisas parecem estar dando certo. Depois, normalmente, acabo levando um balde de água fria... mas na verdade, tenho que admitir: estou feliz. Seria crime dizer: olha, hoje estou feliz, acordei feliz e não tem nenhum motivo pra isso.
Eu estou me sentindo assim... feliz. Talvez porque eu tenha amigos ótimos, porque tenho uma mãe maravilhosa, um namorado que eu amo até o fim da vida, um avô que consegue me fazer rir muito feito uma criança boba, uma cachorra que fica louca quando me vê. Então, o que mais eu posso querer da vida?
Hoje estou feliz e agradeço à vida!

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

armar um tabuleiro de palavras

AMOR. CASAMENTO. ALEGRIA. LEALDADE. AMIZADE. ETERNO. PROFUNDO. ALMA. CALMA. LUZ. PAZ. FIDELIDADE. ENCONTRO. CHOCOLATE. SEXO. CAMA. SONHO. CRIANÇA. SORRISO. SAUDADE. INFINITO. IMENSIDÃO. ABRAÇO. BEIJO. CARINHO. AFAGO. ROMANCE. CINEMA. raiva. angústia. dor. tristeza. fim. rompimento. briga. desavença. lágrima. feio. rispidez. frio. distância. ignorância. resistência. impaciência. egoísta. teimoso. pirraça. porre. longe. difícil. impossível. nunca. não. morte. dúvida. crueldade.

olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa...

Por que diabos o salto do meu sapato enrosca em TODOS os buracos da calçada da avenida Paulista???????
Ai que raiva que eu fico dos meus pés que teimam em cair em todos os buracos daquela calçada esburacada. Todos os meus saltos estão se acabando naquela buraqueira. E você, mulher que já usou um saltinho qualquer e que já andou na calçada assassina de sapatos, sabe do que estou falando.
Três dos meus sapatos prediletos já tiveram o salto estraçalhado... já troquei e já perdi e já troquei de novo e já perdi outra vez... êta calçadinha braba!! Fico indignada cada vez que ando nela... e por mais que meus olhos tentem caçar os buracos, em qualquer lugar que ponho os pés tem um buraquinho malvado me esperando...
ai que saudade das minhas havaianas...

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem

nem sol, nem mar refrescando nada... foi frio com chuvisco e chuvona... bom pra dormir agarradinho...
nem cor do pecado, nem camarão frito... mas tive um final de semana maravilhoso, na praia com meu amorzão, que estava um fofo... ai que amor... vale a pena registrar... estou de novo apaixonada e quantas vezes mais for preciso, todo dia, toda a hora.
brisa e beijo... friozinho na orelha... gostoso!!!!!!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

eu quero castelo de areia tocando o azul do céu

... e embora esteja nessa cidade de pedra atolada de serviço e pepinos amargos pra descascar, minha cabeça está na beira da praia... cercada de boas companhias e do sol me deixando feito açúcar queimado. Meus pés descalços tocam a areia quente e fina e a água gelada e salgada vem refrescar minha alma...
e já quase consigo ouvir o barulho das ondas e a brisa que toca meu rosto... e tudo sorri
ai, ai, ai... não vejo a hora de te ver Mar!


terça-feira, 11 de outubro de 2005

nem toda brasileira é bunda...

por mais que pareça tudo uma grande bobagem, não consigo desviar a minha atenção de mais essa manobra do governo a fim de desviar a atenção do povo brasileiro... como se não bastasse toda essa lameira em se encontra nossa pátria amada, ainda temos esse grande panis et circenses pra enganar os trouxas...
pois bem, sendo ou não sendo uma manobra política, eu não quero carregar a responsabilidade de uma decisão que pouco ou nada mudará as nossas vidas... tenho horror a armas mas não quero que as pessoas vivam com medo em meio ao caos... não posso votar não depois de assistir Tiros em Columbine, mas também não quero votar sim e ver o Brasil cair em mãos erradas... enquanto não me decido, concordo com Madame Lee, que diz:
 Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até
porque elas são desarmadas pela própria natureza:

Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão
bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.

Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem
os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres
detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação
ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues
urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam
na marginalidade,na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande
articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao
corpo da mulher.
Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas
d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a
firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao
seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas
e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a
doçura de seus corações.
Nem toda feiticeira é corcunda.
Nem toda brasileira é só bunda.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

vamos referendar?(!)

se eu apertar o botão vermelho, serei a culpada pelas milhares de mortes que acontecem a todo instante no Brasil? e se eu apertar o botão verde não seria hipócrita, já que conheço pessoas que usam armas pra se protegerem e que já foram bem úteis para salvar até mesmo a minha vida?
tudo bem que ninguém tem a frieza de num momento de desespero, refletir sobre puxar ou não o gatilho. Mas o que eu tenho a ver com isso? sim, porque minha resposta será indiferente. As armas continuarão a ser vendidas, e o pior, poderão gerar um mercado negro paralelo... e serão mais impostos a menos (...)
não sei ainda o que vou apertar... mas será mesmo que ESSA responsabilidade cabe a um povo que nem sequer entendeu o que a pergunta do tal referendo quer dizer?
santa brasilidade!!

terça-feira, 27 de setembro de 2005

***

os dias estão tão tristes e monocromáticos e tristes e sem vida e tristes e cheio de guarda-chuvas cinzas e pretos e tristes e solitários e tristes e chorosos e tristes e frios...

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

suburbanidade

depois de assistir Doutores da Alegria percebi minha insignificância... meu deus! preciso urgente fazer alguma coisa pelos outros, nem que for pra lhe arrancar um simples sorriso... vejo que minhas atitudes não são de alma lavada e nem de cara limpa... o do palhaço sim, por mais que estejam de nariz vermelho
depois vim no metrô - chateada por meu namorado mais uma vez furar comigo - fiquei observando aquela gente agitada, reclamando, resmungando... o tempo frio lá fora... e então comecei a ler a TPM roubada para uma amiga que não pôde ir na aula sexta... o texto estava super interessante... mesmo! entra um molecote e ele me assusta, pois subitamente joga papéis sobre meu colo. quando ameaçado por outro mais velho que tenta vender - não sei bem o quê - no mesmo vagão, o molecote que não tinha nem 1 metro e meio o botou para correr... assim, simplesmente disse: sai daqui agora! e o rapaz bem mais velho e principalmente BEM mais alto, saiu.
depois um gesto dentro do mesmo vagão me deixou cheia de inveja. Uma garota deitada sobre o colo de seu amor e seu amor estava cantando alguma música muito bonita em seu ouvido... taí uma coisa bonita de se ver.
ontem vi a estréia da Madame Lee... muito louca, completamente louca !!! non sense
hoje de manhã ouvi uma mulher no ônibus dizer indignada: melhor do que arrumar as vacas seria se o governo se preocupasse mais com o povo... o povo todo f***** e as vacas sendo arrumadas! - coitadinha das vaquinhas, tão bonitinhas... - e o povo, bom, o povo é outros quinhentos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

ano que vem. quando é?

Ontem parei pra pensar que o ano que vem nunca chega. Isso porque todo ano eu faço promessas e mais promessas de ser uma pessoa melhor, ou pelo menos de tentar ser. Mas nunca consigo. Ou seja, ou não existe ano que vem ou realmente eu consigo me enganar muito bem.
Das coisas que prometi não consegui cumprir nenhuma, nenhumazinha sequer. Isso me entristece. Me entristece porque eu realmente queria ser uma pessoa melhor e eu acho que preciso muito me auto-transformar em algo melhor.
Sou uma mulher escondida num mundo que ainda é cor de rosa, embora eu já tenha espiado pela janela e percebido que o mundo tá bem mais pra cinza do que pra rosa. Por não querer acreditar ou viver nessa realidade, me escondo dentro de mim mesma.
Eu queria viver mais, viajar mais, ler mais livros, ver mais filmes, gostar mais de saladas, beber mais água, caminhar, fazer yôga, sorrir de mim mesma, me desprender de pensamentos egoístas e destrutivos, parar de falar mal dos outros, parar de reparar nos outros, deixar de ser mesquinha, brigar menos, ser mais amiga, ser mais mulher, fazer mais sexo, aprender a cozinhar, faltar menos na facu, dirigir mais, trabalhar, estudar, comer mais peixe, mentir menos, me aproximar mais de minha mãe, de meus amigos, ser mais paciente, ser menos possessiva, discutir menos, me zangar menos, abraçar mais árvores, aprender a tirar foto, escrever roteiros de cinema, curtir a vida, dormir menos ou mais - tanto faz, depende da canseira, ter mais coragem, ser mais resistente, ser mais flexível, parar de fazer careta, ficar de bom humor, perder preconceitos, esquecer más lembranças, mergulhar de cabeça na piscina, pisar na grama com os pés descalços, aprender a fajutar fotos no photoshop, terminar o inglês, terminar o espanhol, viajar pra outro país num balão mágico, conhecer novas praias, nadar com golfinhos, tomar sol, fazer exercícios, andar com meus cachorros, jogar fora coisas velhas, dar as roupas que não gosto, me desprender de coisas que não uso e guardo não sei por quê, esvaziar o coração pra enchê-lo novamente, trocar de travesseiro, sonhar mais, acreditar mais em Deus, rezar.
Eu prometi tudo isso ano passado para o ano que vem. Assim acontece todos os anos e eu nunca faço nada disso. Será que o ano que vem tá mesmo tão longe assim ou depende de mim buscá-lo?

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

why you have to go and make things so complicated?

Gostava quando meus problemas eram um olho da boneca que caía, uma chuva que estragava meu passeio de bicicleta à tarde... ai de mim que agora meus problemas multiplicaram-se por mil e sinto que a cada dia terei mais problemas pela frente.
Caramba! Parece que nunca acaba. É no trabalho que não está lá muito satisfatório, pois ao invés de aprender com alguém capacitado, esse alguém fica no msn com a filha, rindo a tarde inteira. Legal. É na faculdade, com aqueles professores que acham que os alunos vivem para fazer trabalhos unicamente da matéria específica de cada um deles. É em casa, com contas a pagar e problemas de família. É no relacionamento, que parece um mar de torturadoras ondas que parecem sempre prontas pra me derrubar.
Quero gritar chega e ao menos por um dia esquecer que tenho todos esses problemas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

hoje eu acordei assim

Eu queria poder parar o tempo em algum lugar do presente passado agorinha pouco. Queria imensamente que meu despertador tocasse no mudo e eu pudesse dormir com aquela chuvinha gostosa que cai perfeitamente sobre meu telhado. Ainda agora eu sonhava acordada no ônibus, no caminho de volta. Ainda agora eu desejava poder sentir a sensação gostosa do ventinho que subia pela minha escada e fazia um carinho no meu pé. Todo o calor do meu corpo se refrescava nessa hora.
Queria poder ver o sorriso do nascer do dia, mesmo nas manhãs mais tristes... mesmo nas manhãs mais cinzas... queria poder contar com Deus do meu lado. Exclusivamente do meu lado. E aí sim eu me sentiria segura. Embora eu saiba que não estou sozinha nunca. E nem você e nem ninguém.
Queria ter a certeza de que tudo vai dar certo assim como a certeza de que comer bolo de chocolate é delicioso. Eu queria poder ver o futuro e mesmo assim queria viver um pouco do meu passado.
Não seria fantástico se pudéssemos voltar no tempo?

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

te lembra o que?

Domingos me lembram
... a alegria gradativamente caminhando para a tristeza de que o fim de semana está acabando
... nhoque da minha vó no fim da noite, depois de brincadeiras na rua e um banho bem gostoso
... topa tudo por dinheiro e porta da esperança, que foram meus sonhos de consumo durante muitos domingos
... os trapalhões e o quanto eu detestava e ainda detesto o Didi, pois o melhor pra mim era o Zacarias
... churrascos intermináveis e visitar torturantes de pessoas que infelizmente caíram na mesma família que eu
... algumas brigas que aconteciam e que eu gostaria muito de esquecê-las
... brincadeiras com as minhas bonecas e eram dias que eu assumia a vida-fantasia que eu desejava pra mim
Segundas-feiras me lembram
... a cor cinza de que tudo começa outra vez, com o pesar de outros 5 dias pela frente, cansáveis e intermináveis, seja na escola ou em algum novo emprego
... aulas chatas, pois não sei por quê sempre tem aula chata em plena segunda-feira, ou pelo menos uma reunião indesejável e insuportável
... comida requentada daquilo que sobrou do almoço do domingo, se for macarrão, nhoque ou lasanha tá valendo
... trânsito mais do que lento, ônibus mais do que cheio, pessoas enlouquecidas nas ruas atrás de algum sentido pra vida
Terças-feiras me lembram
... que a semana ainda está só começando
... como era gostoso dormir no sofá a tarde depois de uma manhã cansativa ou muito agitada na escola
... chuva, não sei também por quê, mas parece que chove sempre às terças-feiras
... sofá, cobertor e sorvete de chocolate
... que é dia de ir ao shopping ou se preferir, de ir pra facu, afinal você já embalou a sexta e a segunda-feira
Quartas-feiras me lembram
... feijoada, e olha que eu detesto
... os melhores seriados dos últimos tempos sempre passam nesse dia
... felicidade, a semana está no meio e o que vier depois é lucro
... cineminha mais barato
Quintas-feiras me lembram...
... que o final de semana se aproxima
... uma comidinha gostosa
... vontade de ficar em casa
... pizza
Sextas-feiras me lembram
... agitação, tumulto, correria, excitação
... amor, sexo, companhia
... balada em casa, na casa do amor ou em qualquer outro lugar desde que estejamos sempre juntos
... pizza frita (de novo, mas numa variação)
... dentista (arrghhh) – fazer o quê se eu vou sempre na dentista às sextas??
... teatro
Sábados me lembram
... sofá e algum programa idiota na televisão, que na verdade só serve mesmo de trilha sonora enquanto tiro uma soneca
... comida da minha mãe
... compras, compras e mais compras
... mc e qualquer outro tipo de junk food
... viagens, bate-volta e qualquer outro tour por aí
... coisas ótimas para se fazer na cama do namorado (ops!)

terça-feira, 26 de julho de 2005

einstein tinha razão

Quando Einstein disse que o tempo é relativo, ele estava coberto de razão. Ontem tive o prazer de reencontrar uma amiga que não via há muito tempo. Tanto tempo, que pareciam séculos. No entanto, em poucos minutos de conversa, que na verdade foram horas, conseguimos fazer com que o tempo todo que passamos longe, encurtasse. Em segundos colocamos nossas vidas numa tela, apertamos o play e assistimos o nosso próprio filme.
Engraçado... algumas pessoas certamente surgem em nossas vidas com algum propósito. É claro que existem muitos tipos de anjos, quero dizer, de amigos. Uns surgem num segundo e no próximo já se foram, mas isso não quer dizer que não tenham marcado algo em nossa vida. Outros aparecem e por algum motivo, somos obrigados a nos distanciar. Distância essa que não importa muito quando a amizade é verdadeira e forte. Distância essa que sentimos com a certeza de que não é pra sempre.
Acredito que o acaso não existe. Tudo acontece por um motivo, por um bom motivo. Aline é uma das amigas que eu não me importaria de não ver mais, porque sinto a certeza de que nos encontraremos em todas as nossas próximas vidas.
Horas que parecem minutos, anos transformados em sorrisos. É relativamente ligeiro o tempo, tanto que escapa por entre os dedos. Quando vi, já era hora de ir pra cama.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

felicidade não se compra, mas estou vendida...

Pensei que a felicidade não tivesse preço, mas descobri que a minha custa apenas um sorriso. Aquele sorriso que me ilumina por completo, o sorriso que consegue refletir na minha alma. Basta um sorriso e sou feliz de novo.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

a saudade saúda minha memória

Todo dia que eu entro naquele vagão me dá uma vontade quase incontrolável de continuar naquela linha e seguir. Seguir o caminho até aquela estação onde se encontra a minha felicidade, onde está escondido o meu amor. Sei que poderia continuar naquele caminho e então poderia ser feliz. Me aconchegar nos braços queridos e desejados, com o abraço daquele com quem tenho sonhado todas as noites, desde daquele último tchau. É triste, eu sei, esperar por um telefone que nunca toca, por uma despedida que nunca vem. E sem essa definitiva despedida, me encontro perdida nesse vai-e-vem, não sei como agir. Só sei esperar. Esperar e esperar. Não quero fechar os meus olhos com a certeza de que aquela seria a última vez que eles veriam você.

terça-feira, 19 de julho de 2005

sem você... não dá mais

Mis dias sin ti son tan oscuros, tan largos, tan grises mis dias sin ti...
Mis dias sin ti son tan absurdos, tan agrios, tan duros mis dias sin ti...
Mis dias sin ti no tienen noches, si alguna aparece és inutil dormir...
Mis dias sin ti son un derroche, las horas no tienem principio ni fin...
Mis dias sin ti son como un cielo sin lunas plateadas ni rastros de sol...
Mis dias sin ti son solo un eco que siempre repite la misma cancion...
Mis dias sin ti... como duelen los dias sin ti...  

sexta-feira, 15 de julho de 2005


De tudo ficaram 3 coisas:
a certeza de que estamos sempre começando...
a certeza de que é preciso continuar...
a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar...
Façamos da interrupção um novo caminho: da queda um passo de dança - do medo uma escada - do sonho uma ponte.
E da procura ... um encontro.
Fernando Sabino

sinto uma dor profunda

Fico tentando me enganar, mas a verdade é que meu namorado anda tendo umas atitudes de deixar qualquer um revoltado. Melhor parar por aqui, antes que eu comece a chorar!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

um jeito de amar só meu

Por que diabos você não pode me amar exatamente do jeito que eu te amo??
Já disse mais de cem vezes que eu amo de uma maneira tão louca e tão doente, tão inconsequente e tão dependente, que eu preciso de sua presença para sobreviver. Que complicado essas coisas do coração...
Um dia li um texto que questionava se morremos de amor... de amor se morre!
Literalmente.

um domingo no parque

Não foi qualquer parque, nem qualquer domingo. Nem qualquer companhia. Nem qualquer atividade. Fui com minha amiga Alice, ou melhor, Lu. Guiadas pelo non sense da direção, acabamos encontrando o Ibirapuera. Ou ele nos encontrando, o que é mais fácil.
Isso porque não dá nem 15 minutos de carro. Mas chegamos muito bem, obrigada. Fomos assaltadas por um flanelinha que cobrou 20 reais pra olhar o carro. E quando a gente voltou não tinha ninguém olhando. Ainda bem que pagamos só 10. Mas continua sendo um roubo.
A exposição corpos pintados é maravilhosa. Quero bis!!! Já o Fashion Week... bom... deixa pra lá. Não pertenço muito ao mundo fashion...
E houve a queda de uma estrela!!!! Euzinha... caída, esborrachada no chão. Ainda bem que era noite e ninguém viu. Só Alice e talvez o Gato que ri.

segunda-feira, 27 de junho de 2005

i´m in love (always)

Depois de assistir Shakespeare Apaixonado pela enésima vez e ainda conseguir me surpreender (apesar de saber as falas de cor), me pergunto se um dia conseguirei viver um amor daqueles? Um amor capaz de sufocar, de fazer faltar o ar, um amor capaz de unir corpos e almas num singelo abraço.
Ai de mim, será que um dia conseguirei achar um amor assim? Sim! Eu amo dessa maneira, sufocante, mais completamente louca... apaixonadamente, amo todas as suas virtudes e também consigo amar seus defeitos. Amo de uma maneira até doente, mas acabo encontrando minha cura em seus braços. Preciso de um beijo porque são seus beijos que me alimentam e dão sentido à minha vida.
Dizem que não podemos exigir atitudes iguais às nossas de outras pessoas, mas para mim, meu amor não basta. Preciso encontrar um amor que complete o meu, que por maior que seja ainda precisa de outro amor que o faça ainda maior, que o torne ainda mais forte.
Preciso disso para viver, porque só consigo viver apaixonada. Por que não posso encontrar um amor assim em você? Por que seu jeito de amar não consegue ser como o meu? E por que, mesmo assim, eu ainda o amo cada minuto mais e mais?? Por quê?

às vezes me sinto assim...

PALHAÇA

ode a quem me fez

Aquela mulher que um dia resolveu que tinha que fazer alguém. Eu, lá de cima, resolvi que aquela era a minha hora e aquela era a Maria que me carregaria por 9 meses e que me aguentaria pro resto de sua vida. Sorte minha, não teria feito melhor escolha.
Só queria dizer aqui, pra que todos saibam, que essa Maria é a mulher que mais admiro no mundo e a mulher que mais amarei em toda a minha vida. Não há palavras que consigam expressar minha gratidão por tudo o que ela me fez, por tudo que ela me faz e por tudo aquilo que ainda fará, incansávelmente.
Não há gratidão ou carinho que consiga pagar suas nobres atitudes. Não dá pra explicar, mas qualquer pessoa que tenha uma mãe como a minha consegue entender. Entender sim, mas sentir dessa maneira que eu sinto, não.
Minha mãe é meu porto seguro, é minha amiga, é meu colo, é meu ombro amigo, é aquela que me salva sempre, é meu pai, é minha família, é minha fé e é o espelho do meu caráter. Se cresci uma pessoa correta foi porque mirei-me em seu exemplo. Quisera eu ter um pouquinho de sua força, de sua coragem.
Não me cansarei nunca de admirá-la. Não importa se suas decisões nem sempre são as mais corretas, se nem semore ela acerta, o que admiro (bestificada) é a bravura com que ela tomas as decisões. Isso me falta, me falta essa coragem... acho que isso não herdei... que pena!
Maria, Maria. Minha mãe. Tem todo o meu amor. Sempre.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

politicamente incorreta

Não queria ser como essas pessoas politizadas. Elas falam, falam, falam mas nunca conseguem de fato fazer a diferença. Que o Brasil é e sempre foi a melhor palhaçada assim como é o melhor lugar do mundo para exercer a carreira política, isso ninguém nunca poderá negar.
Com tantas coisas que me envergonham de dizer "sou brasileira", me pego assim... querendo mudar o mundo (ou ao menos o Brasil), mas tô com uma certa preguiça... na verdade, nem sei se é preguiça porque a política é um assunto que me fascina mas ao mesmo tempo me irrita.
Me irrita porque ela não é totalmente clara (qual é??) para o povo e eu ouço muitos absurdos ao longo do dia. As pessoas são muito ignorantes. Mas ainda me espanto quando vejo e percebo que o motorista da linha 6414 Terminal Bandeira, entende mais dessa confusão toda do que eu.
Votei no Lula sim. Não me arrependo. Não sou PT, na verdade, não sou partidária. Nem candidatária. Sou brasileira. Uma brasileirinha que cresceu ouvindo maravilhada os discursos do companheiro Lula. Acreditando que aquilo era o que o país precisava.
Que pena! Não deu certo!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

é cedo ou tarde demais?

Me peguei pensando se teria eu cometido algum crime por brincar de boneca até os meus 15 anos. Confesso que sempre gostei de bonecas e brinquei mesmo até essa idade. O pior é que ao mesmo tempo em que eu era criança eu começava a ser mulher e a confusão estava na minha cabeça.
Curti muito, talvez porque como filha única, acabei fazendo amizades com pessoas mais velhas e acabava frequentando os mesmos lugares que elas. Eu tinha 14 anos e ia em baladas publicitárias com pessoas muuiittoo mais velhas do que eu. E sabe do quê? Eu curtia muito.
Aos 15 anos meus amigos tinham o dobro da minha idade. É claro que eu tinha aquelas amigas (poucas) da minha idade, e certamente eu podia contar tudo para elas. Curti, então, muita coisa ao mesmo tempo de épocas e gerações diferentes da minha. Influências do mundinho porra louca dos publicitários (mamãe é do meio).
Daí, comecei a amadurecer cedo demais. O que pra mim foi ótimo. Agradeço a Deus por não ter uma cabecinha de merda como tantas menininhas por aí, mais velhas do que de idade e de espírito, mas com uma mentalidade... que puta que pariu!! (desculpem o palavreado)
Para algumas pessoas, eu não estou aproveitando a vida. Eu deveria sair mais, zoar mais e viver mais. Mas quem foi que falou que eu não faço tudo isso???????? Só porque eu não bebo de cair, não falo palavras ridículas em alto e bom som me achando a rainha da cocada preta, só porque eu gosto de dormir, pelo menos umas 5 horas por noite, as pessoas acham que eu não vivo.
Pois saibam que eu vivo e vivo muito. Não só hoje como sempre. Até com as minhas bonecas eu vivia muito bem sim, obrigada. Vivi muita fantasia e a fusão da minha adolescência com a minha parte adulta se deu cedo demais. Mas o mais importante é que ainda sou criança e se bobear, tô brincando com minhas bonecas de novo.
Se isso também não é viver, então não sei de mais nada. Pro diabos!! Cada um vive a sua maneira e eu vivo muito bem!! Curto coisas especiais pra mim e que não preciso esfregar na cara de ninguém, porque afinal de contas, minha vida só interessa a mim!