segunda-feira, 27 de junho de 2005

i´m in love (always)

Depois de assistir Shakespeare Apaixonado pela enésima vez e ainda conseguir me surpreender (apesar de saber as falas de cor), me pergunto se um dia conseguirei viver um amor daqueles? Um amor capaz de sufocar, de fazer faltar o ar, um amor capaz de unir corpos e almas num singelo abraço.
Ai de mim, será que um dia conseguirei achar um amor assim? Sim! Eu amo dessa maneira, sufocante, mais completamente louca... apaixonadamente, amo todas as suas virtudes e também consigo amar seus defeitos. Amo de uma maneira até doente, mas acabo encontrando minha cura em seus braços. Preciso de um beijo porque são seus beijos que me alimentam e dão sentido à minha vida.
Dizem que não podemos exigir atitudes iguais às nossas de outras pessoas, mas para mim, meu amor não basta. Preciso encontrar um amor que complete o meu, que por maior que seja ainda precisa de outro amor que o faça ainda maior, que o torne ainda mais forte.
Preciso disso para viver, porque só consigo viver apaixonada. Por que não posso encontrar um amor assim em você? Por que seu jeito de amar não consegue ser como o meu? E por que, mesmo assim, eu ainda o amo cada minuto mais e mais?? Por quê?

às vezes me sinto assim...

PALHAÇA

ode a quem me fez

Aquela mulher que um dia resolveu que tinha que fazer alguém. Eu, lá de cima, resolvi que aquela era a minha hora e aquela era a Maria que me carregaria por 9 meses e que me aguentaria pro resto de sua vida. Sorte minha, não teria feito melhor escolha.
Só queria dizer aqui, pra que todos saibam, que essa Maria é a mulher que mais admiro no mundo e a mulher que mais amarei em toda a minha vida. Não há palavras que consigam expressar minha gratidão por tudo o que ela me fez, por tudo que ela me faz e por tudo aquilo que ainda fará, incansávelmente.
Não há gratidão ou carinho que consiga pagar suas nobres atitudes. Não dá pra explicar, mas qualquer pessoa que tenha uma mãe como a minha consegue entender. Entender sim, mas sentir dessa maneira que eu sinto, não.
Minha mãe é meu porto seguro, é minha amiga, é meu colo, é meu ombro amigo, é aquela que me salva sempre, é meu pai, é minha família, é minha fé e é o espelho do meu caráter. Se cresci uma pessoa correta foi porque mirei-me em seu exemplo. Quisera eu ter um pouquinho de sua força, de sua coragem.
Não me cansarei nunca de admirá-la. Não importa se suas decisões nem sempre são as mais corretas, se nem semore ela acerta, o que admiro (bestificada) é a bravura com que ela tomas as decisões. Isso me falta, me falta essa coragem... acho que isso não herdei... que pena!
Maria, Maria. Minha mãe. Tem todo o meu amor. Sempre.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

politicamente incorreta

Não queria ser como essas pessoas politizadas. Elas falam, falam, falam mas nunca conseguem de fato fazer a diferença. Que o Brasil é e sempre foi a melhor palhaçada assim como é o melhor lugar do mundo para exercer a carreira política, isso ninguém nunca poderá negar.
Com tantas coisas que me envergonham de dizer "sou brasileira", me pego assim... querendo mudar o mundo (ou ao menos o Brasil), mas tô com uma certa preguiça... na verdade, nem sei se é preguiça porque a política é um assunto que me fascina mas ao mesmo tempo me irrita.
Me irrita porque ela não é totalmente clara (qual é??) para o povo e eu ouço muitos absurdos ao longo do dia. As pessoas são muito ignorantes. Mas ainda me espanto quando vejo e percebo que o motorista da linha 6414 Terminal Bandeira, entende mais dessa confusão toda do que eu.
Votei no Lula sim. Não me arrependo. Não sou PT, na verdade, não sou partidária. Nem candidatária. Sou brasileira. Uma brasileirinha que cresceu ouvindo maravilhada os discursos do companheiro Lula. Acreditando que aquilo era o que o país precisava.
Que pena! Não deu certo!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

é cedo ou tarde demais?

Me peguei pensando se teria eu cometido algum crime por brincar de boneca até os meus 15 anos. Confesso que sempre gostei de bonecas e brinquei mesmo até essa idade. O pior é que ao mesmo tempo em que eu era criança eu começava a ser mulher e a confusão estava na minha cabeça.
Curti muito, talvez porque como filha única, acabei fazendo amizades com pessoas mais velhas e acabava frequentando os mesmos lugares que elas. Eu tinha 14 anos e ia em baladas publicitárias com pessoas muuiittoo mais velhas do que eu. E sabe do quê? Eu curtia muito.
Aos 15 anos meus amigos tinham o dobro da minha idade. É claro que eu tinha aquelas amigas (poucas) da minha idade, e certamente eu podia contar tudo para elas. Curti, então, muita coisa ao mesmo tempo de épocas e gerações diferentes da minha. Influências do mundinho porra louca dos publicitários (mamãe é do meio).
Daí, comecei a amadurecer cedo demais. O que pra mim foi ótimo. Agradeço a Deus por não ter uma cabecinha de merda como tantas menininhas por aí, mais velhas do que de idade e de espírito, mas com uma mentalidade... que puta que pariu!! (desculpem o palavreado)
Para algumas pessoas, eu não estou aproveitando a vida. Eu deveria sair mais, zoar mais e viver mais. Mas quem foi que falou que eu não faço tudo isso???????? Só porque eu não bebo de cair, não falo palavras ridículas em alto e bom som me achando a rainha da cocada preta, só porque eu gosto de dormir, pelo menos umas 5 horas por noite, as pessoas acham que eu não vivo.
Pois saibam que eu vivo e vivo muito. Não só hoje como sempre. Até com as minhas bonecas eu vivia muito bem sim, obrigada. Vivi muita fantasia e a fusão da minha adolescência com a minha parte adulta se deu cedo demais. Mas o mais importante é que ainda sou criança e se bobear, tô brincando com minhas bonecas de novo.
Se isso também não é viver, então não sei de mais nada. Pro diabos!! Cada um vive a sua maneira e eu vivo muito bem!! Curto coisas especiais pra mim e que não preciso esfregar na cara de ninguém, porque afinal de contas, minha vida só interessa a mim!

terça-feira, 14 de junho de 2005

business is business... será?

Por que diabos as pessoas do mundinho imundinho dos negócios se acham os últimos frangalhos do pacote??!! Me diz, pra que e por que algumas pessoas conseguem mentir tão descaradamente e lavadamente, sem nenhuma vergonha na cara?? Como pode alguém dizer com um sorriso largo na cara: "nossa, como você está linda hoje", e essa linda é a coisa mais horrorosa do mundo, e justamente no dia do elogio ela estava mais gorda e brega do que nunca... e quando um grupo dessas pessoinhas resolvem dar altas gargalhadas de uma piada sem graça e muitas vezes preconceituosas do grande cabeça-chefe da empresa??
Fico eu, na minha simplória posição de estagiária, me perguntando: onde está a beleza daquela fulana e o pior, onde foi parar a graça dessa piada estúpida que acabou de ferir meus ouvidos!!!?
Depois disso, queria entender por que as pessoas de cargos "superiores" costumam dar esporros nas pessoas, gritando e gesticulando como se fossem os grandes donos da verdade... e fazem caras e bocas (feias) e não aguentam (nem querem) ouvir o que o outro tem a dizer. Não! Pra quê? Chefe nunca erra mesmo, apenas se engana. E quando se engana, com certeza foi culpa de alguém.
E aquelas pessoas que ligam pros outros às 6 da tarde, dizendo que ainda não almoçaram... dizendo que tudo está na maior correria... e dali a 5 minutos, o cara tá na copa bebendo café pela 34 vez...
Ah, não sei... se minha carreira um dia depender disso... prefiro continuar estagiária... ou abrir meu próprio negócio. Seria uma boa idéia, só não sei se aguentaria esses puxa sacos atrás de mim.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

... esqueci de me esquecer

A vida é mesmo engraçada. De repente você se pega pensando em coisas inimagináveis. Na verdade, você não sabe o pensamento original que o levou aos turbilhões de pensamentos, nem sabe a intensidade da velocidade que eles vieram, mas percebe e pára naquele pensamento que mais lhe chamou atenção. Daí, esteja onde estiver, um leve sorriso aparecerá em seu rosto. Você vai balançar a cabeça e pensar: meu Deus, como isso era bom! Daí eu me lembro do cheiro, sinto até o gosto daquela lembrança inesquecível.
O que mais me dá medo na vida, não é envelhecer ou saber que um dia tudo acaba. O pior, pra mim, com certeza é justamente não ter certeza se serei parte do jogo da memória que a nossa própria cabeça nos prega. É triste pensar que um dia pode acontecer dessas lembranças simplesmente sumirem. Ah, não. Isso eu não quero, nem aceito. Seria injusto, seria um inferno. Perder todas as boas coisas pelas quais passei?
Não!
Não quero esquecer de quem foi a Peposa, nem do que eu mais  gostava de brincar. Não quero esquecer da sensação gostosa de ser acariciada pelo meu avô. Não quero esquecer o sorriso difícil de arrancar da minha mãe, não quero esquecer do cheiro do pernil na manhã de Natal, nem quero esquecer da maneira que minha mãe ajeitava os presentes ao pé da árvore.
Não quero me esquecer da dor de cada bichinho que eu perdi, porque não quero esquecer das alegrias que cada um me trouxe. Não quero me esquecer do medo dos trovões porque assim não me esquecerei do quanto me tornei corajosa. Não quero me esquecer nenhum segundo daquelas pessoas que passaram por 1 segundo em minha vida e fizeram toda a diferença. Nem quero esquecer nenhuma daquelas que me acompanham nessa super aventura.
Não quero esquecer de quem amei, de quem amo. Não quero esquecer nenhuma decepção, pois graças a elas hoje eu me lembro de como devo agir. Não quero esquecer de ser educada com quem menos merece. Não quero esquecer que um dia fui criança. Não quero esquecer de como foram os dias na escola. Ai de mim se um dia me faltarem as lembranças!

quinta-feira, 9 de junho de 2005

2005 é o ano do rato

Como uma boa publicitária que se preze, ou ao menos que tente, hoje lembrei-me da campanha da Folha e indignei-me ao perceber que este, é realmente, o ano do rato. Ou melhor, dos ratos. Tá bastante complicado, digamos assim, continuar remando este barquinho diante das tormentas que estão surgindo.
Definitivamente este é o ano dos parasitas, dos ratos nojentos. Primeiro, tenho tantas sequências de coisas ruins, que como até já disse antes, fica difícil manter a fé e acreditar que as coisas podem melhorar. Não quero parecer pessimista demais, mas não posso ser hipócrita e dizer que acho que ainda tudo pode melhorar. Acho essa frase tão vazia... tudo pode melhorar sim, mas quando?
Tenho pressa, porque já tô meio cansada e ainda estamos em junho. Sabe quando você não vê a hora de um ano acabar, só porque tem aquela sensação de que tudo pode ser esquecido, apagado e que há a chande de um novo começo? Pois é. Este ano, tá f***!
A minha maior indignação dessa semana (embora fútil) seria o fato de terem roubado meu celular. Tô muitíssimo chateada (pra não dizer PUTA mesmo) ops! acabei de dizer... enfim, tô fula da vida, afinal meu celular nem era tão assim. Era simples, mas era meu. Perdi toda a minha agenda e outra, eu o tinha ganhado da minha mãe.
Sei lá... fico imaginando por onde ele estará agora... é tão estranha a sensação. Queria só poder saber quem foi o rato nojento que mexeu na minha bolsa e teve a cara de pau (e a burrice) de roubar meu celular. Burrice porque tinha muitas outras coisas muito mais valiosas que poderiam ter roubado, mas não. O ratinho deve ser aquele de esgoto mesmo. Nojento
!

namorados

Quando tudo parece impossível... eis que algo de bom acontece. De muuuuito bom. Vou ter uma espécie de "lua-de-mel" nesse dia dos Namorados, quer dizer, no meu dia. Que fofo! É, quero mais é que tudo se exploda mesmo! E dá-lhe 3 a 1 pra Argentina.

eis que se fez a luz

Não sei não, mas às vezes parece que tem alguém brincando comigo. Até porque depois da indignação de hoje cedo a respeito da minha vida, à tarde recebi notícias boas. E quem foi que disse que tudo pode melhorar? Até que pra quem achava que as coisas iam demorar, as respostas vieram rápido demais.
É... seria mais uma pegadinha pra abrir meus olhos pra algo que teimo em não acreditar? Acho que estou enfrentando uma crise pessoal e religiosa... são os conflitos da idade.