sexta-feira, 28 de outubro de 2005

queria tanto ser normal

aiai, vai começar tudo de novo... e pensar que eu poderia ser uma pessoa normal se naquele dia eu não tivesse ido à escola. Mas não! eu tinha que ir e ficar trancada naquele banheiro verde horroroso que até hoje eu não sei se é a causa dos meus grandes pânicos de lugares fechados. Não gosto nem de pensar na idéia de ficar em um lugar que não tenha saída...
mas eu preciso aprender a gostar... afinal, pra chegar ao paraíso é preciso atravessar céus e terras e tem que ser dentro de alguma coisa que seja fechada. Ai que frios na barriga que me dá de pensar que não há saída. Só Deusinho sabe o quanto eu queria curtir ser normal e andar de metrô sem carregar um dragão alvoroçado dentro do meu estômago.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

i say a little pray for me

Aquela sensação boa de felicidade se acabou... é triste e duro voltar à realidade, acordar e perceber que o sonho da felicidade se acabou, o pesadelo agora bate em minha janela e por mais que eu não queira abrir, ela vai entrar. Vai entrar e me dar um tapa seco na cara me mostrando que nem tudo são flores. Triste é dormir vendo a mãe chorar e saber que seu coração guarda segredos que talvez eu nunca saiba. Que saudades do tempo em que meus problemas eram resolvidos enquanto tirava uma soneca a tarde ou enquanto confabulava com minhas amigas ao telefone. Que saudades da época em que um milk shake de chocolate resolvia todas as minhas dores de cabeça, que saudade... ontem me ocorreu que assusta-me o passar dos anos, assusta-me a velhice que chega sem avisar e quando menos se espera. Me assusta também toda a debilitação que a acompanha e que arranca toda a vida que existe aqui dentro.
Que medo de não conseguir resistir a certas coisas que vêm com o tempo. Que medo de não poder corresponder às expectativas que tenho em relação a mim. Que medo saber que agora, por mais que eu queira fechar os olhos e acreditar que alguém lá de cima vai dar um jeito em tudo, estou sozinha pra resolver problemas maiores do que eu. Meu ombro não suporta mais o peso de tanta coisa ruim que acontece. Quero e preciso aprender a perdoar certas pessoas que tão cedo não sairão da minha vida. E talvez essa seja a minha tarefa - árdua, muito árdua - mas eu preciso aprender ou vou acabar destruindo aquela menina bonita que eu sei que existe ainda dentro de mim.
Preciso ser forte para carregar o peso dos problemas e corajosa para saber enfrentá-los. E na verdade, pensando bem, não estou sozinha não.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

a vida pode ser uma festa

Tenho até medo quando começo a me sentir muito feliz ou quando as coisas parecem estar dando certo. Depois, normalmente, acabo levando um balde de água fria... mas na verdade, tenho que admitir: estou feliz. Seria crime dizer: olha, hoje estou feliz, acordei feliz e não tem nenhum motivo pra isso.
Eu estou me sentindo assim... feliz. Talvez porque eu tenha amigos ótimos, porque tenho uma mãe maravilhosa, um namorado que eu amo até o fim da vida, um avô que consegue me fazer rir muito feito uma criança boba, uma cachorra que fica louca quando me vê. Então, o que mais eu posso querer da vida?
Hoje estou feliz e agradeço à vida!

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

armar um tabuleiro de palavras

AMOR. CASAMENTO. ALEGRIA. LEALDADE. AMIZADE. ETERNO. PROFUNDO. ALMA. CALMA. LUZ. PAZ. FIDELIDADE. ENCONTRO. CHOCOLATE. SEXO. CAMA. SONHO. CRIANÇA. SORRISO. SAUDADE. INFINITO. IMENSIDÃO. ABRAÇO. BEIJO. CARINHO. AFAGO. ROMANCE. CINEMA. raiva. angústia. dor. tristeza. fim. rompimento. briga. desavença. lágrima. feio. rispidez. frio. distância. ignorância. resistência. impaciência. egoísta. teimoso. pirraça. porre. longe. difícil. impossível. nunca. não. morte. dúvida. crueldade.

olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa...

Por que diabos o salto do meu sapato enrosca em TODOS os buracos da calçada da avenida Paulista???????
Ai que raiva que eu fico dos meus pés que teimam em cair em todos os buracos daquela calçada esburacada. Todos os meus saltos estão se acabando naquela buraqueira. E você, mulher que já usou um saltinho qualquer e que já andou na calçada assassina de sapatos, sabe do que estou falando.
Três dos meus sapatos prediletos já tiveram o salto estraçalhado... já troquei e já perdi e já troquei de novo e já perdi outra vez... êta calçadinha braba!! Fico indignada cada vez que ando nela... e por mais que meus olhos tentem caçar os buracos, em qualquer lugar que ponho os pés tem um buraquinho malvado me esperando...
ai que saudade das minhas havaianas...

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem

nem sol, nem mar refrescando nada... foi frio com chuvisco e chuvona... bom pra dormir agarradinho...
nem cor do pecado, nem camarão frito... mas tive um final de semana maravilhoso, na praia com meu amorzão, que estava um fofo... ai que amor... vale a pena registrar... estou de novo apaixonada e quantas vezes mais for preciso, todo dia, toda a hora.
brisa e beijo... friozinho na orelha... gostoso!!!!!!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

eu quero castelo de areia tocando o azul do céu

... e embora esteja nessa cidade de pedra atolada de serviço e pepinos amargos pra descascar, minha cabeça está na beira da praia... cercada de boas companhias e do sol me deixando feito açúcar queimado. Meus pés descalços tocam a areia quente e fina e a água gelada e salgada vem refrescar minha alma...
e já quase consigo ouvir o barulho das ondas e a brisa que toca meu rosto... e tudo sorri
ai, ai, ai... não vejo a hora de te ver Mar!


terça-feira, 11 de outubro de 2005

nem toda brasileira é bunda...

por mais que pareça tudo uma grande bobagem, não consigo desviar a minha atenção de mais essa manobra do governo a fim de desviar a atenção do povo brasileiro... como se não bastasse toda essa lameira em se encontra nossa pátria amada, ainda temos esse grande panis et circenses pra enganar os trouxas...
pois bem, sendo ou não sendo uma manobra política, eu não quero carregar a responsabilidade de uma decisão que pouco ou nada mudará as nossas vidas... tenho horror a armas mas não quero que as pessoas vivam com medo em meio ao caos... não posso votar não depois de assistir Tiros em Columbine, mas também não quero votar sim e ver o Brasil cair em mãos erradas... enquanto não me decido, concordo com Madame Lee, que diz:
 Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até
porque elas são desarmadas pela própria natureza:

Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão
bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.

Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem
os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres
detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação
ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues
urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam
na marginalidade,na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande
articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao
corpo da mulher.
Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas
d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a
firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao
seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas
e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a
doçura de seus corações.
Nem toda feiticeira é corcunda.
Nem toda brasileira é só bunda.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

vamos referendar?(!)

se eu apertar o botão vermelho, serei a culpada pelas milhares de mortes que acontecem a todo instante no Brasil? e se eu apertar o botão verde não seria hipócrita, já que conheço pessoas que usam armas pra se protegerem e que já foram bem úteis para salvar até mesmo a minha vida?
tudo bem que ninguém tem a frieza de num momento de desespero, refletir sobre puxar ou não o gatilho. Mas o que eu tenho a ver com isso? sim, porque minha resposta será indiferente. As armas continuarão a ser vendidas, e o pior, poderão gerar um mercado negro paralelo... e serão mais impostos a menos (...)
não sei ainda o que vou apertar... mas será mesmo que ESSA responsabilidade cabe a um povo que nem sequer entendeu o que a pergunta do tal referendo quer dizer?
santa brasilidade!!