segunda-feira, 28 de novembro de 2005

seu time ganhar de virada? não tem preço

Sabe aqueles domingos perfeitos que não deveriam ter fim? Pois é. Acabei de viver um domingo assim. E embora me entristeça ter que acordar numa segunda-feira, não cinza mas também não rosa, meu domingo não tinha que terminar. Isso porque como há muito, eu não vivia um domingo tão colorido, tão ensolarado e tão perfeitamente feito pra mim. Um domingo fanático, histérico, romântico, faminto. Um domingo do Timão ganhando de virada aos 30 e poucos do segundo tempo.
Um domingo de beijos na boca. Um domingo de conversas engraçadas, cheias de mimo, cheias de agrado. Um carinho no rosto, um beijo na testa, um amor testemunhado por um Morumbi lotado e alegre. Um domingo charmoso e cheio de requinte que nos cercou no Outback.
Um domingo alegre, como há muito tempo eu ansiava.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

frenética claustrofóbica psicótica

E naquele maldito dia fatídico de minha infância, eu fiquei presa naquele banheiro enorme de azulejos verdes. Frio e enormemente grande me senti perdida e sozinha pra sempre, naqueles segundos que pareceram horas. Agora não consigo mais... desde então, coisas fechadas me deixam louca. Me enfraquecem as pernas, me adormecem os lábios, me secam a boca. Não consigo pegar um metrô sequer sem ter o pensamento de que não estou no controle e isso me enlouquece. Não posso ficar fechada em lugares cheios, pequenos e apertados. Só faço soar frio e ficar tendo pesadelos acordada. É horrível, é um pânico.
Dos dias de hoje, tenho medo da velocidade em que as coisas acontecem, das situações desenfreadas, do medo da solidão, da morte, das coisas que voam e das pessoas que correm. Tenho medo de ser atropelada pela ciência e pela tecnologia. Tenho medo de me sentir só no meio da multidão, medo de ser esquecida, medo das mudanças bruscas e medo de situações repentinas. Medo de me perder, medo de me encontrar. Medo.


domingo, 20 de novembro de 2005

pra onde a vida me leva?

Às vezes me sinto tão perdida num emaranhado de pensamentos. Ao mesmo tempo quero fugir e ao mesmo tempo me levantar e dizer: sou forte, vou te vencer... mas não sei se consigo. Sei que ainda sou muito nova pra me sentir cansada, mas o peso que carrego comigo de muitas mágoas e desgostos antigos me fazem parecer uma velha de 500 anos. Não vivi muito e não sei nada da vida, sei apenas que muitas coisas me aguardam e que muitas delas têm a força de um elefante pra me derrubar. Mas sei também que algumas delas podem me elevar como uma pluma ao mais colorido do céu e posso me realizar com coisas pequenas, tão pequenas quanto o riso de uma criança que eu não conheço.
A vida é bela? Sim, ela é. Mas algumas vezes tudo teima em permanecer cinza, me impedindo de enxergar aquele rosa tão alegre do qual gosto tanto. Ainda bem que tenho amigos, poucos, muitos, amigos verdadeiros. Ainda bem que tenho uma mãe que vale por uma família (que não tenho). Ainda bem que tenho um emprego até que bacana e que às vezes me tira do sério. Aqui devo me perguntar: é isso mesmo que eu quero pro resto da minha vida? (...) Ainda bem que tenho um amor que parece ser forte e verdadeiro (mas que às vezes me engana). Ainda bem que tenho saúde e não me falta nada. Ainda bem que tenho minha fé e também a minha raiva.
Só queria saber pra onde tudo isso me leva... e só posso esperar que, como um sopro de vento, me leve pra bem longe de toda essa bagunça que minha vida está.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

take me to the neverland






Quero um pouco de pó de Pirlimpimpim e assim voltar à minha Terra do Nunca. Eu tinha o mundo no fundo do meu quintal e eu era feliz, feliz. Quero andar descalça pela rua, sentir o barro molhado roçar a sola do meu pé e lambuzar meus dedos, sujar minhas unhas. Quero procurar mamona na selva que se esconde perto da casa da minha vó. Quero guerrear com as mamonas, entrelaçá-las por meus cabelos finos e compridos. Quero ganhar ovos e farinha no meu aniversário. Sentir aquele cheiro de bolo que só minha vó sabia fazer e fazia como ninguém. Quero todos aqueles meus problemas do "faz de conta" de volta. Quero voltar a ser a mãe das minhas bonecas e como toda mãe, ter a solução pra todos os dilemas. Quero virar a madrugada imaginando que estou na floresta, na selva, num navio, no espaço, numa fazenda, na praia, numa ópera. Quero pegar o binóculo escondido e vigiar as estrelas, torcer por uma cadente e desejar ver desenhos nas nuvens. Quero tudo aquilo de volta e quero poder ficar por lá. Sem ter que voltar ou sair. Sem ter que crescer. Crescer traz dores e angústias que não valem a pena.
Sininho, me salva!


sexta-feira, 4 de novembro de 2005

retrospectiva de um ano que começou mal... e não vai terminar diferente

deusdeusdeus!!!!!este ano foi uma verdadeira piada, um fiasco, um horror. O terceiro ano da faculdade, um lixo, uma gozação, um chute dolorido no saco. Professores chatos, outros vagabundos, outros péssimos, outros belíssimos artistas. Aulas inúteis, futilidades, pessoas infantis, nada de novo. Péssimo é um resumo de tudo que a faculdade representou em mais um ano que não aprendi nada de bom, nada de novo indo pra lá. Na verdade eu perdi muitos passes de metrô e perdi muito do meu tempo. Depois um emprego que foi um sonho no começo mas que na verdade, não é tudo isso, não é nada disso. Não contente com isso, meu glorioso e precioso titio vem para São Paulo com a cara mais lavada que ele tem, fingindo ser o filho mais pródigo, o irmão mais brother, o tio mais legal... coitado. A única coisa que consigo sentir é pena. Pois ele não consegue enganar nem a minha cachorra, que ao menor sinal de sua falsidade, abocanha-lhe qualquer parte do corpo inútil. Não contente com isso, mamãe perde toda sua regalia de poder ficar em casa e cuidar de tudo sem se preocupar com as contas do banco. Fora isso, a casa não vende. Fora isso, meu namorado passou por coisas horríveis. Fora isso, perdi meu celular. Fora isso, meu relacionamento também não vai bem, uma hora eu quase caso e na outra me divorcio. Num dia estou em honey moon e no outro estou no inferno. Num dia eu o amo no outro eu o odeio. Sei que não posso ficar sem ele, pois como uma droga me viciei em muitas das coisas que ele significa pra mim. É muito amor pra pouca ação. Fora isso... eu não sei mais o que esperar deste ano que pretendo apagar completamente da minha memória. Não há nada em 2005 que valha a pena. Ah, esqueci de dizer que meu vô está péssimo também. Fora o problema cardíaco e o fato de seu coração estar aumentando, ele ainda está com falta de oxigenação no cérebro, que o faz se desligar do mundo e dizer nadacomnada, e parkinson. Ou seja, o que mais preciso dizer pra que alguém me conceda o desejo de ver esse ano derrubado por terra.
Nada como a sensação de que um ano novo pode trazer coisas novas e boas. I hope so.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

as coisas não são o que parecem ser

Meu coração está inquieto com essa falta de carinho que estou sentindo... queria, ao mesmo tempo, consertar e melhorar as coisas. Queria poder voltar no tempo cada vez que eu fizesse uma grande cagada. Mas infelizmente não posso. As coisas já aconteceram, o mundo está mudado e as pessoas não são mais as mesmas. Nem os sentimentos são. Ai que dor que me dá!