quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

ano novo, casa nova


Pro ano que vem, tudo novo. Troca-se de casa, troca-se de bairro, troca-se os móveis, o travesseiro, o endereço, o telefone. Ontem estava arrumando as coisas que não vão embora comigo. Separei roupas e sapatos que não uso mais ou que já não me servem. Ainda faltam as bolsas, mas uma coisa de cada vez. Separei todas as tralhas de faculdade que eu também não quero. Joguei tudo no lixo. Aliviada. Olhando meus trabalhos do primeiro ano, me senti realizada. Melhorei muito até então, constatei. Separei fotos antigas e cartas de amor. Foram pro lixo. Na minha casa nova eu não quero nada do passado que eu não use mais. As lembranças sim, todas elas irão comigo. Aqui dentro do peito. Só senti uma vez na vida um aperto assim quando mudei de casa. Na verdade, não foi nem por causa da mudança e sim por causa da venda da casa. Da casa onde eu cresci, onde vivi os melhores momentos da infância e todas as angústias da adolescência. Olhava pras paredes do meu quarto, testemunhas de tudo o que eu já sorri e chorei ali dentro. Olhava pro quintal enorme e vazio, onde haviam churrascos e piscinas em dias ensolarados. Olhava pra alguns cantos da casa e lembrava alguém. É difícil deixar certas coisas pra trás. Hoje, passo em frente à casa e o que vejo é algo novo e desconhecido no lugar, nada mais me lembra a casa que foi minha um dia. Hoje eu me mudo de uma casa alugada e vou para uma casa minha. Minha e de minha mãe. De verdade. De papel passado. Mas não tem como não levar lembranças dessa casa que não é minha. Joguei fora algumas coisas, sim. Mas não há como esquecer do meu avô abrindo a geladeira no meio da noite ou colocando a cachorra pra dormir com ele, escondido. Ou das pessoas chegando e gritando, já que não tinha campainha. Ou do sol que batia na minha cama sábado de manhã. Sempre fica alguma coisa... e isso não tem como descartar. Ainda bem que a vida não é só papel e pano. Bora lá pra casa nova. 2007 tenho endereço novo!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

há que se cultivar aquilo que se quer bem













Viver uma vida a dois é como brincar de amarelinha. O céu e o inferno moram perto e você tem que tomar muito cuidado para não estacionar o pezinho na casa errada e voltar ao começo do jogo. Afinal de contas, como é que se faz para manter o mistério quando a gente dorme e acorda na mesma cama? O “até que a morte nos separe” não é exatamente um caminho sem sustos e desgostos. Somos e seremos um pro outro esta matéria impenetrável, constante motivo de assombro, de dor e de alegria.
Uma união estável requer uma boa cota de intimidade, mas é preciso ler a bula antes... intimidade demais, aquela intimidade invasiva e triste, nossa! - tem uma lista de contra-indicações para amores de todas as faixas etárias.
O tempo é uma montanha – pode impedir que a gente siga em frente, por ser íngreme demais, pedregosa demais, ou pode nos levar até o céu.
O sucesso da jornada vem de saber seguir por esse caminho sem pisar no pé do outro. Escalar a dois a montanha, todos os dias, é um trabalhinho lindo, mas complicado. Dividir casa, comida e roupa lavada, dividir amor, décimo terceiro, sonhos, garagem e banheiro, dividir gavetas, dividir medos. E as vontades também. Você vai primeiro, eu vou depois. Dividir silêncios, guardar pequenos segredos. E pensamentos. Ai, como é importante aceitar o mistério alheio e seus reveses...
A nossa rosa pode morrer de sede e quem sabe, tolos, nem notaremos. Como o planeta é nosso, como a rosa foi plantada por dois, ai, é preciso falar sobre os dois exaustivamente. É preciso prevê-los, reformá-los, colori-los e organizá-los duas vezes por semana. Como é que vai haver mistério neste outro que vive ao toque da minha mão?
Como vai haver encanto em cuidar desta mesma rosa? Em habitar este planetinha pra sempre, esta montanha, esta casa, este contrato de casamento? O caso é que decifrar o nosso amor não é devorá-lo.
Guarde um pouco de si. Como um chef que guarda a sua receita num cofre, guarde também um pouco de si. Não há egoísmo nisso. Guardar é preservar. Não há poesia que resista ao outro usando fio dental na nossa frente. Essa máquina que é o corpo humano guarda lá suas pequenas miseriazinhas, e é para isso que existem as portas e as chaves. A mente humana também merece os mesmos segredos. Amar não é dizer tudo, tudinho, mas sim viver neste jogo de erros e acertos, colocando cartas na mesa e escondendo outras.
Com o tempo caem os mistérios. Com mais tempo ainda caem outras coisas. Não adianta. Seguir  com alguém não é viver esse alguém, e sim descobri-lo, inventá-lo, saboreá-lo. Não há tempo para um verdadeiro amor, mas há sim um talento para cuidar desse amor com o passar do tempo.
O importante é ir descobrindo aos poucos. Com muito jeito e um pouco de sorte, tira-se dos baobás a sua sombra e a sua poesia e seguem os planetas, inteiros, no seu curso inexplicável.
Por Letícia Wierzchowski


terça-feira, 26 de dezembro de 2006

merry christmas


Em casa nunca teve chaminé. As janelas sempre tiveram grades ou eram pequenas demais. Eu sempre quis entender por onde o bom velhinho entrava em casa no dia de natal. Sempre achei absurda a idéia de que ele tocava a campainha ou que precisava de licença pra poder entrar. Achava absurdo também que ele aparecesse na esquina ou no portão de casa como passe de mágica, eu sempre ficava me perguntando onde estariam as renas de nariz vermelho e seu belo trenó. Achava loucura também que um cara pudesse viajar o mundo numa mesma noite perdendo tanto tempo em cada casa. Loucura também que uns fossem mais magros, outros mais novos, outros de olhos escuros. E aos poucos eu desacreditei que esse cara existisse. Por muito tempo todas as cartas que eu escrevi nunca foram atendidas. Até que um dia eu parei de escrever. Parei até de acreditar na magia natalina. O natal é mais ou menos como todos os outros feriados que existem, é puro comércio. Infelizmente ninguém nem se lembra do que comemoramos de verdade no natal. As pessoas se preocupam muito mais com o que se come, com o que se bebe e com o que se ganha do que com quem repartimos a comida ou em quem damos o primeiro abraço. Claro que natal significa alguma coisa pra mim e claro que eu também gosto dessa data. Por todos os motivos fúteis que eu já citei, inclusive. Mas também porque é quando abraço meus amigos e sinto que, ano vai e ano vem, consigo manter mais uma amizade importante. Porque posso ver um sorriso no rosto da minha mãe por causa de um simples presente. Porque posso sentir o cheiro do tempero que me lembra os dias em que eu ainda acreditava. Porque posso desembrulhar os presentes com o mesmo brilho nos olhos. Porque posso, mesmo que por um instante, acreditar que aquele velhinho passou por ali e ouviu meu pedido. Porque é natal e nessa época a gente fica meio sentimental demais. Acreditando na bondade das pessoas e em um mundo melhor. Utopia ou não, com magia ou sem, natal é sempre natal. E sempre bom.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

retrospectiva


Vai chegando o fim do ano e, apesar de eu já ter repetido mil vezes, este ano foi grandioso demais pra mim. Cheio de conquistas e realizações, conforme eu pedi no fim de 2005. E com o fim do ano bate aquela saudade de tudo o que ficou pra trás, de cada minutinho de alegria ou de satisfação comigo mesma. Parei pra pensar e vi que este ano foi tudo de bom por vários motivos. Mas também vale lembrar daquilo que nem foi tão bom, mas que aconteceu e marcou de certa forma. Este ano eu comecei com o pé direito e, como já dito também, saí da 50ª e fui para a 1ª agência de propaganda do Brasil. Teoricamente é muito melhor que na prática, mas tudo bem, de qualquer forma é um grande salto e também uma grande conquista. Depois disso conquistei um ótimo cliente pro meu TCC, a TV Rá Tim Bum e essa escolha fez toda a diferença pro resto do ano ter dado tão certo. Com um cliente tão bacana e apaixonante fizemos um dos 3 melhores trabalhos de conclusão da faculdade e fortaleci meus laços de amizade com o trio Nath, Celso e Guto. Companheiros de todas as horas e de todas as desgraças que acompanham um tcc. Até que o nosso teve pouco, foi abençoado por fim. Terminei meu namoro de 6 anos com uma pessoa maravilhosa, mas que não dava certo. Éramos por demais diferente um do outro e não conseguíamos conviver com tanta diferença. Reencontrei uma paixão antiga com a qual pude viver alguns momentos de alegria e que graças a ele, muita coisa na minha vida mudou e por isso (ainda mais por isso) ele será pra sempre inesquecível pra mim. Reencontrei a galera do colégio, e acreditem, me senti como no primeiro dia de aula. Eufórica e afoita pra saber as novidades. Foi muito bom reencontrar toda aquela galera que eu não via há quase 10 anos. Também me reaproximei da Aline, minha melhor amiga desde sempre e que mesmo com a distância percebemos que a nossa amizade nunca mudou. Juntei a Janaína e o Vitorino (eu sou ótima cupido) e agora eles vivem no maior conto de fadas. Minha mãe comprou um apartamento e eu estou extremamente feliz por mim e especialmente por ela. Reencontrei um cara que vem me fazendo feliz todos os dias e com quem venho descobrindo que o amor pode existir e que as coisas podem dar certo. Fui pra praia com a Yuri e me diverti pra caramba. Viajei e fui à todas as festas e baladas da agência. Fui a todos os shows que eu queria (exceto U2, mas deixa pra lá). Engordei 5 kg (tá, deixa pra lá isso também). Terminei a faculdade com chave de ouro. Conheci pessoas maravilhosas na Young e que vou levar pra sempre. É, tenho um saldo bastante positivo de 2006. E tudo o que eu mais quero nessa vida é que 2007 possa ser, ao menos, a metade de tudo o que foi viver esses últimos 354 dias. I hope so.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

e então é Natal



Acho que por ter sido uma boa garota, colhi bons frutos o ano inteiro. Papai-Noel deixou os presentes espalhados e eu ainda estou desembrulhando os pacotes. Este ano eu só tenho a agradecer. As coisas começaram a dar certo e às vezes chega a dar medo. Mas acho que um pouco acaba sendo por merecimento. Pelo meu bom comportamento. Se eu pudesse resumir em uma palavra como foi meu ano, eu resumiria em alegria. Uma retrospectiva de tudo me mostra que em 2006 eu fui muito, muito feliz. Coisa que geralmente acontece em anos pares, mas que eu queria muito que se repetisse em anos ímpares, em especial no ano que vem. No começo do ano eu troquei de agência, conheci pessoas maravihosas. A vida me trouxe pessoas especiais de volta, fiz novas amigas e me aproximei das antigas. Reencontrei uma pessoa maravilhosa, com quem estou vivendo um conto de fadas e que está me fazendo muito feliz. Mamis comprou seu merecido apartamento e agora temos uma casinha nossa. Terminei a faculdade com mérito e pude constatar que tenho amigos ali pro resto da vida. E agora é natal de novo. E tudo fica mais iluminado, o clima fica mais alegre e as pessoas se sentem mais felizes. É tempo de fazer novos pedidos ao velho Noel. Mas hoje eu só tenho a agradecer. Claro que vou pendurar minhas meias, presente é sempre bem vindo. Mas estou de bem com o bom velhinho. Ele me deu muitos bons presentes. Muitos mesmo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

festa de fim de ano da Y&R


tá bom vai... essa festa promete! o melhor é o final... ser publicitário é compensador, ganhamos pouco, trabalhamos feito burro de carga, mas a diversão é garantida...
http://www.youtube.com/watch?v=5sXk0l2RRZE

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

fim de semana


Fim de semana sempre cheio. O Rappa completou a lista de shows que eu queria ter ido este ano e foi muito bom. Adoro. Sábado, compras com mamis pela manhã, à tarde churras com o pessoal da facu. À noite, pizza com o amor. Aliás, este amor que é companhia até para fazer nada, ficar à toa na cama, rindo dos nossos próprios pés, sem ter o que fazer ou com o que se preocupar. Almoço em família e afazeres de casa, tudo isso acompanhada de quem me quer bem. Presente por mais 90 dias juntos e comemorações singelas, porém não menos importantes. A vida é mesmo bela e os dias estão mais bonitos. Fim de semana agora é assim. Sempre cheio de queridos ou sempre cheios de nada pra fazer, mas sempre, sempre em boa companhia.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

inimigo secreto


Sexta almoço com inimigas-mais-que-amigas no Milk & Mellow. Sorteio do inimigo secreto. Muito engraçado. Estávamos em 5 e éramos 6. O garçom participou pra certificar que a Grazi não ia se tirar, já que ela não foi. As meninas são muito divertidas. Quero só ver como vai ser essa entrega dos presentes. Como mulher é um bicho engraçado. A gente falou tanta besteira, tanta coisa fútil, mas como é divertido poder ter essas companhias tão especiais. Pra mim foi um prazer trabalhar com cada uma delas; Grazi que foi pra Fischer, Lud que foi pra Rapp, Mari que tá na Hershey´s... ai ai que saudade... e pra completar Sté e Nati. Que demais!! Foi muito bom e logo mais tem mais, na entrega do inimigo. Fantástico. Como é bom cultivar amigas assim. ADORO!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

saudade é uma coisa à toa


Ontem fomos jantar num rodízio japonês. Celso, Guto, Nath e eu. Comemoração do nosso TCC. Conseguimos 9,66, uma das 3 melhores notas da faculdade. Orgulho lá em cima. Uns de nós esperavam mais, eu achei que foi até justo e razoável. Estava tudo maravilhoso e pudemos falar dos nossos planos para o futuro a curto prazo. É muito estranho pensar que ano que vem estamos livres pra fazer o que quisermos. Não temos mais nenhuma responsabilidade qualquer, embora agora sejamos “gente grande”. Na verdade, eu não fiz nenhum plano especial. A Nath já até planejou seu casamento para 2012… ano que vem, Europa. Celso e Guto vão fazer GV. Eu ainda não decidi nada. Queria descansar mesmo. Ficar de boa. Afinal, saio super tarde da agência, não seria nada mau tentar dormir ao menos 6 horas por dia. Lembramos do primeiro ano, das aulas chatas, dos professores legais. Falamos mal de algumas pessoas, rimos das palhaçadas do Andrei, Raphy. Falamos sobre esses quatro anos, esses anos incríveis que não voltam mais. É muito estranho pensar que acabou quando ontem mesmo eu estava comemorando meu nome na lista dos aprovados. É complicado falar sobre esse sentimento da saudade. É inexplicável. Vou sentir falta de tudo um pouco, como tenho dito ultimamente. A faculdade não é como o colégio, a sensação não é a mesma. Mas a saudade sim. A saudade é um bicho complicado, que pega a gente meio que sem jeito e pode até nos fazer chorar. A saudade vai ser grande, eu sei. O colégio e a faculdade têm uma coisa em comum: a amizade. Sem os verdadeiros amigos não seria possível enfrentar todas as dificuldades, não seria fácil aguentar as aulas cansativas, não teria companhia no metrô, não seria divertido descobrir lugares baratos para comer na Paulista, não teria ânimo para as aulas de sábado. Sem os amigos, muitas provas poderiam ter sido piores, sem os amigos, realmente seria impossível. E então me vem à cabeça uma música que muita gente da minha geração conhece e que traduz todo esse sentimento saudosista e melancólico a cerca de tudo que termina e a respeito dos amigos; what would you think if I sang out of tune, would you stand up and walk out on me? Lend me your ears and I´ll sing you a song and I´ll try not to sing out of key. I´ll get by with a little help from my friends, I´ll get high with a little help from my friends, I´ll get by with a little help from my friends
Amigo é tudo nessa vida e é ele que faz a vida valer a pena. São os amigos que transformam os anos comuns em  anos incríveis, realmente, inesquecíveis.

* trecho de With a little help from my friends, do seriado Anos Incríveis

terça-feira, 28 de novembro de 2006

an ordinary Sunday... but fantastic!


Se um dia te disserem que a felicidade está nas pequenas coisas, acredite. Você provavelmente vai encontrá-la onde menos espera. No domingo recebi um convite muito especial. Um almoço. Um almoço feito especialmente pra mim pela pessoa mais importante. Quem diria... o amor tem dessas coisas. Dessas pequenas surpresas, de um gesto carinhoso, um olhar, um sorriso, um abraço, um beijo, palavras de afeto. E o amor tem o tempero da paixão, e amor quando temperado dessa forma, tem tudo pra dar certo. Foi tudo de bom! Amei.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

os milagres estão nas pequenas coisas


Talvez você precise de uma atitude mais firme para resolver a questão. Um verbo mais enfático, uma frase mais direta, expressar sua vontade... Não basta simplesmente pensar, desejar, sonhar... Há que realizar, desenhar táticas, tecer argumentos e partir pra luta. Vencer não é só ganhar, mas também se superar, evoluindo sempre. Libra 23/11

Ontem eu recebi meu signo por email – coisa que Ludmilla faz todo santo dia. Na terça-feira eu conversei com meu diretor pra poder saber o meu futuro aqui na Young e as perspectivas de crescimento e tal, já que agora eu terminei a faculdade e, teoricamente, sou uma publicitária.
Confesso que eu andava muito desanimada, afinal, nove meses de estágio é muita coisa, considerando que eu já não era mais estagiária. Mas tudo bem. Eu aceitei o desafio e devia ter me conformado. Na verdade, eu procurava compensar o fato nas pequenas coisas, como incrementar meu currículo com os cursos que ando fazendo no IBOPE e na Marplan, além também de ter o “peso” do nome Y&R como parte das minhas experiências profissionais.
Sinto um pouco de orgulho de mim. Isso porque, como filha e afilhada de publicitários, muitas pessoas poderiam achar que estou onde estou por causa dos outros. Mas não. Sou o que sou e estou onde estou por mérito meu. E é isso que me dá essa pontinha de orgulho.
Pois bem. Meu diretor disse que não sabia o que aconteceria comigo. Eu provavelmente seria efetivada, mas ele não saberia quando. Eu – toda entristecida porque não teria meu precioso 13º - achei que deveria insistir um pouco mais, explicar que era fogo passar o fim de ano no aperto,  mas não tive coragem. Fiquei na minha. Pensando sobre meu desempenho e comprometimento, pensando se eu merecia ou não. Fiquei emputecida, pra dizer a verdade.
Aí, ontem, a Lud mandou meu signo e aí não tive dúvidas. Precisava mesmo chorar e dizer que precisava muito ser efetivada ainda este ano. Mas como??? O que eu iria dizer?? Eu, toda tímida e embaraçada... sim, porque pra falar com todos eu tenho coragem, mas aqui a coisa engrossa e eu só sei ficar calada. Que raiva!! Mas o horóscopo estava a meu favor, eu tinha que fazer alguma coisa. E a coincidência é que na terça – quando eu estava borocoxô – foi a Lud que me incentivou a conversar com meu diretor.
Pois bem. Ontem no fim da noite – sim, porque agora que sou teoricamente publicitária – eu tenho que trabalhar além do limite, pois todo publicitário que se preze, se não tem serviço, ao menos faz média. Bom... eu estava aqui – trabalhando mesmo e não fazendo média – quando me chamaram pra conversar. Na hora, eu pedi a Deus que fosse o que eu estava pensando, afinal uma conversa com meus dois diretores (sim, aqui tem bastante cacique e o resto da frase você certamente conhece) não seria à toa.
E é isso. Fui contratada. Agora acho que posso ser publicitária de verdade, na prática. E estou muito feliz, obrigada.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

e agora, José?


Antigamente as pessoas se casavam aos 20 – no máximo – e já aos 25 tinham – no mínimo – 5 filhos, um pra cada ano de casamento. As mulheres ficavam em casa e cuidavam das roupas, da comida, das crianças e os homens chegavam no fim do dia com um pacote de pães embaixo do braço. Então eles se sentavam à cabeceira da mesa, faziam uma prece e comiam seu jantar, em silêncio. Os homens pagavam as contas e tudo era perfeito. As crianças cresciam, as mulheres tornavam-se aquelas vovós fofas – literalmente – que sabiam fazer todos os bolos e guloseimas do mundo. E fim. Mas e hoje?? Acabei a faculdade aos 24, comecei um namoro há pouco mais de 2 meses, não tenho casa própria, não tenho carro, mal tenho um emprego de verdade, não me sinto preparada para a vida adulta, muito menos casar e ter filhos. Não me vejo conseguindo conciliar todos os meus anseios e planos com uma vida de dona-de-casa. E tenho medo. Medo e inveja, porque esse “antigamente” aí de cima, nem é tão antigamente assim. Mas depois desse tempo, outros tempos vieram. E as mulheres casavam um pouco mais tarde, terminavam os estudos, tinham carreira, casa, marido e filhos. E deram conta. Ai que invejinha... não dou conta nem de mim. Ainda quero que mamãe me pegue no colo, me faça um cafuné e diga que tudo vai acabar bem. Quero a certeza de que meus problemas são pequenos e que todos têm solução. Quero bolas de sorvete e bolas de sabão. Quero ser criança pra sempre, sem responsabilidades, contas a pagar, débito em conta, pendências na empresa, divergências entre equipes, mestrado, pós, etc. Quero terminar meus cursos de espanhol e inglês, quero viajar o mundo, quero ser fudida no que faço, quero fazer mestrado, quero dar aula na faculdade e ter milhões de projetos pra concluir, quero um amor pra vida toda, quero marido, casa, cachorro e filhos. Enfim, quero abraçar o mundo mas meus braços são muito pequenos.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

como lembrar do que é impossível esquecer


“Ele é bonito no seu jeito normal de ser, ele é natural, sensual quase sem querer... menino maneiro, não tem frescura, ele é doce e tem a cor da doçura. Te ver me faz viver e me faz feliz a vida inteira. Quando eu lembro você sorrindo, não há nada mais lindo que contemplar a beleza límpida, sem mentiras, a beleza simples, a luz cristalina do teu olhar. E isso me faz viver, me faz feliz a vida inteira. Quero voltar, parar em teu porto, te abraçar, ficar bem juntinho, coração com coração, batendo apertadinho.” – trecho adaptado por mim da música Morena Raiz, da Tribo de Jah

Lembrar nós dois na praia, velejando em nossos próprios sonhos, sonhando com nossos futuros, fazendo planos, promessas e juras. Lembrar nossos pés tocando o mar, nossas mãos entrelaçadas, um abraço selando um amor de fim de tarde. Lembrar do que foi ainda agora há pouco. Lembrar do seu abraço terno durante a noite. Lembrar de você me protegendo das pererecas e dos mosquitos que teimavam em estragar o feriado. Lembrar de você elogiando minha comida meio estranha. Lembrar de você cuidando de mim como se fosse sua menina. Lembrar de você se preocupando se eu tomei o remédio, se passei o repelente, se escovei os dentes. Lembrar você dormindo, lembrar você acordando, lembrar do seu bom dia e da sua companhia para o café da manhã. Lembrar seu amor pelo mar e pelas ondas, lembrar dos seus olhinhos brilhando diante da felicidade.
Lembrar sempre de você é ser feliz.

A vida nos ensina que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direção. – Antoine de Saint-Éxupéry

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

juntos é mais divertido!


Enfim mais uma etapa da vida encerrada. Dizem que a vida é cheia de fases. Quando eu era criança, queria logo ser mulher. Hoje que sou mulher, quero logo voltar a ser criança. Crescer é muito chato e difícil. Não é nada fácil, como eu imaginava. De menina, me diziam, que aos 15 eu viraria mulher. Esperei ansiosa por esse dia, mas não aconteceu nada de novo. Depois esperei pelos 18, porque me prometeram a tão sonhada liberdade. Nada de novo, de novo. Aos 21 eu estava entrando na faculdade. Atrasada, eu sei, mas fiquei de boa depois do colégio, queria “descansar”. Mal sabia o que era cansaço e acho que ainda não sei. Depois, 1 ano de cursinho. Entrei na faculdade em 2003. Hoje, não acredito que já se passaram 4 longos e penosos anos. Hoje, não acredito que já fazem 2 dias que apresentei meu TCC. Eu estava com dragões no estômago de tanto nervoso, e hoje, já passou. Apesar de todos os contratempos, de todas as coisas direcionadas para sairem erradas, deu tudo certo, ficou tudo lindo e eu quase morri do coração. Não via a hora de apresentar meu projeto e acreditem, eu daria tudo pra passar por isso de novo. Todas as reuniões intermináveis, as noites mal dormidas, as brigas, as risadas, as conversas, as confissões, os brainstorms no metrô, as ligações e emails desesperados... tudo valeu a pena. E já começo a sentir saudade. Hoje apaguei meus arquivos do projeto, limpei minha caixa pessoal, joguei os rascunhos e revisões fora. Me deu uma dor no coração. Apesar de ter dado graças a Deus que tudo acabou, vou mesmo sentir falta. E já consigo sentir até uma pontinha de choro querendo brotar dos meus olhos. Vou sentir saudade das salas apertadas, das aulas chatas, das pessoas que eu mal falava, dos corredores esfumaçados, dos elevadores cai-não-cai, dos professores legais, da Monet, do yakissoba no escadão, do Black Dog, da confusão da Paulista, dos buracos na calçada, do metrô super lotado. Da falação do Celso, das conversas com a Nath, das risadas com o Guto, dos amigos de quase-nunca, até das aulas de sábado. Pois é... mais uma fase terminada. Não sei ainda quantas etapas da vida eu vou ter que cumprir, só sei que, apesar de nada de novo acontecer ou mudar, é uma delícia ver cada fase completada e conquistada da maneira que é. É uma vitória após a outra e pra todas elas eu olho com saudade. As fases são parte da vida e o que vem com elas fica pra sempre. Seja um simples aniversário de 15 ou 18 anos, seja sua primeira carta de motorista, seja o fim do colégio, seja o fim da faculdade. Todas são maravilhosas. Eu amei meu projeto experimental e sei que vou poder levar meus amigos pro resto da vida dentro do coração. Enfim, fechei com chave de ouro. Ufa!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

não conheço mais Alice











Quando conheci Alice, ela era uma menina doce, cheia de encantos. Confusa, indecisa, sem muita confiança em si. Alice parecia uma criança perdida num parque. Mas ela tinha aquele brilho nos olhos, aquela meiguice no coração e uma amizade que era importante de se manter. Alice estava a espera do coelho branco e eu a criticava por isso. Por deixar a vida passar frente a seus olhos, por deixar as chances escaparem por entre os dedos. Mas fazer o quê? Alice era assim e eu gostava dela. Gostava muito mesmo. Da companhia, das conversas, da sua saia rodada, dos seus olhos verdes, até da sua insegurança. Mas Alice se perdeu no caminho e me decepcionou. Não como amiga apenas, mas como pessoa. Alice se deixou levar, talvez por sua inocência, talvez por sua insegurança. Não sei. Só sei que Alice voltou através do espelho e nunca mais foi a mesma. Pena...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

sunscreen


Como boa publicitária que se preze, por mais careta ou clichê que possa parecer, não posso deixar de propagar as coisas boas que vi ao longo do meu curso. Uma das coisas que me fez realmente perceber que propaganda era a alma, não só do negócio mas da minha vida, foi naquela aula (pra variar, MEGA chata) de teoria da comunicação. Mas valeu a pena!
Quem nunca viu o vídeo, vale a pena baixar na net. Hoje já tem até no YouTube! Então, lá vai...


“Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria: usem filtro solar. O uso em longo prazo foi cientificamente provado. Já os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minhas próprias experiências. Eu lhes darei estes conselhos: desfrute do poder e da beleza da sua juventude. Oh, esqueça... você só vai compreender o poder e a beleza quando ambos já tiverem desaparecido. Mas acredite em mim. Dentro de vinte anos você vai olhar suas fotos e compreender, de um jeito que você não pode compreender agora, quantas possibilidades se abriram pra você e o quão fabuloso você era. Você não era tão gordo como imaginava. Não se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida, são aqueles que nunca passaram pela sua cabeça, tipo aqueles que tomam conta da sua mente às 4 horas da tarde de uma terça-feira ociosa. Todos os dias faça alguma coisa que te assuste. Cante. Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação aos seus sentimentos. Relaxe. Não perca tempo com inveja. Às vezes você ganha, às vezes você perde. A corrida é longa e no final tem que contar só com você. Lembre-se dos elogios que você recebe. Esqueça os insultos (se você conseguir fazer isso, me diga como). Guarde suas cartas de amor. Jogue fora seus velhos extratos bancários. Estique-se. Não tenha sentimento de culpa por não saber o que você quer fazer da sua vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, a menor idéia do que fariam da vida. Algumas dessas pessoas interessantes que eu conheço, aos 40, ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja gentil com seus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais. Talvez você se case, talvez não. Talvez você tenha filhos, talvez não. Talvez você se divorcie aos 40. Talvez você dance uma valsinha no seu 75º aniversário de casamento. Seja lá o que você fizer, não se orgulhe e nem se critique demais. Todas as suas escolhas têm 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais. Curta seu corpo da maneira que puder. Use-o de todas as formas que puder. Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele. Ele é o maior instrumento que você pode possuir. Dance. Mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar. Leia todas as indicações, mesmo que você não as siga. Não leia revistas de beleza. Elas só vão te fazer sentir feio. Saiba entender os seus pais. Você não sabe a falta que vai sentir deles quando eles forem embora pra valer. Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, nunca deixarão você na mão. Entenda que os amigos vão e vem, mas que há um punhado deles, preciosos,  que você deve guardar com muito carinho. Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e os obstáculos da vida, porque quanto mais você envelhece, mais vai precisar das pessoas que te conheceram quando você era jovem. More em Nova York uma vez. Mas mude-se antes que ela te torne duro demais. More no norte da Califórnia uma vez. Mas mude-se antes de se tornar uma pessoa muito mole. Viaje. Aceite algumas verdades eternas: os preços vão subir, os políticos são mulherengos e você também vai envelhecer. E quando você envelhecer, vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos. Não espere apoio de ninguém. Talvez você tenha um fundo de garantia. Talvez você se case com alguém rico. Mas você nunca sabe quando um ou outro pode desaparecer. Não mexa muito em seu cabelo. Senão, quando tiver 40 anos vai ficar com aparência de 85. Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos. Mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma maneira de resgatar o passado do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço muito maior do que realmente vale. Mas acredite em mim quando eu falo do filtro solar.”
Wear Sunscreen – texto lido na formatura de 1997 e usado no institucional da DM9DDB

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

there´s no place like home


Ontem peguei meu projeto de TCC e fiquei babando por ele. Realmente ficou muito bonito. Aí, aproveitamos pra decorar a faculdade com nosso mascote, o Simão, e não é que a faculdade ficou muito mais bonita?? Ontem também tive que digerir um sapo, ou melhor, duas pererecas. A digestão foi péssima e por isso, decidimos não falar sobre o assunto.  Hoje acordei toda empolgada. Na verdade eu mal dormi, porque meu estômago doía de tanta ansiedade por terça-feira que vem. Fui pro IBOPE e como o curso acabou super tarde, decidi andar pela Paulista e comer alguma coisa. Encontrei o Andrei, trocamos palavras. Uma cigana me agarrou e não me largava. Fiquei com medo porque vovó dizia que ciganas arrancam tudo da gente num piscar de olhos. Depois de checar se nada tinha sumido, um vendedor ambulante me parou e disse: por que essa cara de brava??? Bem que as pessoas dizem que eu tenho essa cara... Fui até a Cásper e aproveitei pra fazer minha carteirinha de estudante, já que me formo, melhor aproveitar a chance. Depois encontrei alguns professores do primeiro ano e me dei conta de como o tempo passa depressa. Sentei nas mesinhas do 3º andar e almocei por lá mesmo. Fiquei reparando que a alegria e motivação dos bixos não é a mesma no último ano. E por incrível que pareça, senti um aperto no coração. Um aperto de saudade de tudo o que aquilo significou um dia pra mim. Toda aquela garotada rindo, despreocupada... quem me dera... olhei a entrada do auditório onde há 2 anos apresentei a Banca de Marketing. Dizem que fui bem, mas por dentro, só eu sabia como estava. Dores de barriga, calafrios, mãos suadas, pernas bambas... no fim, deu tudo certo. O PPC tava lá apoiando, incentivando. Os meus amigos também. No palco, na platéia, no coração. Aí lembrei que terça que vem isso se repete. Me deu medo. Sorri. Lembrei que ainda terei amigos. No palco, na platéia e no coração.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído


Faz um tempinho que eu li em algum lugar que não devíamos criar expectativas a respeito de ninguém. Que o mais sensato é não esperar nada de ninguém, porque isso é uma das coisas mais frustrantes que existe. Eu discordava, mas agora concordo. Aliás, estou sempre esperando o pior das pessoas. Pelo menos eu me engano, mas não me frustro, caso o resultado seja positivo. Coisa que raramente acontece. Pra esse ano eu planejava fazer um puta projeto experimental, dei o melhor de mim, como muitos no grupo. Mas não saiu como queria. Não saiu perfeito como imaginava e pra dizer a verdade, tô frustrada porque nem tudo saiu como o esperado. Aí, como certas coisas sempre tendem a dar errado, todos os nossos vídeos com pessoas bacanas como Tas e Arnaldo... simplesmente sumiram!!! Os vídeos-testes não se apagaram, só os vídeos bacanas. Ontem fomos entregar o tão aguardado book. Eu fui esperando até o pior, já que o resultado que eu conhecia era bem ruim. Mas então, mais uma vez Murphy opera em nossas vidas e os books foram entregues por engano para outra pessoa. De tantos trabalhos na maldita gráfica, entregaram o nosso... sinceramente eu não sei mais o que esperar desse projeto. O que me mantém ainda um pouco motivada e até orgulhosa de tudo isso, é saber que dei o melhor de mim, fui ao meu limite e que em meio a tudo isso, ainda consigo me divertir com meus amigos do grupo como se ainda fôssemos crianças.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

danço eu, dança você na dança da solidão


Depois de um tempo eles se reencontraram e por dentro não foi a mesma coisa. Ela olhou, olhou, procurando por defeitos, talvez. Ele olhou, olhou, tentando entender o que deu errado, talvez. Por dentro, a eterna sensação de que poderia ter dado certo. Por fora, alegria. As pessoas mudam com o tempo. Ele estava todo eufórico e ela mais gordinha. Ele alisou seus cabelos e disse que estava tudo em ordem, tudo perfeito. Ela sorriu. Por dentro queria chorar. Não de tristeza, mas de saudade. De dúvida, talvez. Algumas coisas nas pessoas não mudam com o tempo. Com o tempo você aprende a não errar de novo, a não magoar as pessoas, a dar valor a alguém no seu devido tempo. E com o tempo você precisa aprender que perder, às vezes, pode ser ganhar. Conversaram por alguns minutos, mataram a saudade no olhar. Saudade de tudo o que já foi um dia, saudade do que poderia ter sido, saudade de segredos compartilhados. Saudade. Ele olhou mais uma vez, um beijo na testa. Por dentro, vontade de abraçar o mundo. Ela aceitou o beijo e por dentro, vontade de parar o tempo. Nada acontece por acaso, mas certas coisas simplesmente não dão certo. 

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

... I don´t want to grow up ...


Tem dias que a gente se sente um lixo. Mesmo com um dia bonito, um céu todo azul e o sol a pino, a gente se sente um lixo. Eu não sei o que quero da vida e tenho muito medo de não ter nenhuma certeza aos 24 anos. Aos 24 anos, também, não ganho o suficiente pra pagar minhas contas, ajudar com as despesas da casa, gastar comigo, ter meu carro. Aos 24 anos eu não sou nada e nem ninguém. Embora eu saiba disso, algumas coisas teimam em esfregar na cara, como se eu já não soubesse disso o suficiente. Eu às vezes páro pra pensar na vida e acho que as coisas não são bem o que eu queria. Não sei se é a desmotivação daqui ou se simplesmente não tenho tesão pelo que faço. Mas tem dias que é exatamente disso que eu gosto. Como tem dias que é exatamente tudo isso que eu odeio. Não sei se quero continuar aqui ou nessa profissão. Tem dias que sim, tem dias que não. Principalmente os dias que eu erro. E olha que eu acerto bem mais do que erro, mas isso não tem muito valor. Ninguém me aplaude ou faz comentários bacanas quando eu acerto. Mas quando eu erro sim, aí sim. E aí eu penso: será que errar é mesmo humano??? Ou será que eu estou de saco cheio de tudo isso aqui?? Será que 2 anos fazendo a mesma coisa não seria suficiente pra que eu não errasse mais, no mínimo??? Não sei... será que 2 anos fazendo a mesma coisa, me formando numa das faculdades mais importantes do país (dizem!), falando inglês e espanhol não são suficientes para um salário mais digno???? Será que toda a dedicação, entusiasmo e empenho não me deixam digna de um emprego legal??? Não sei... pensei que quando me formasse, teria um cargo bacana, estaria ganhando uma boa grana, teria no mínimo o meu carro, mas o que eu tenho são dívidas. E o que eu tenho no banco é nada. O que eu aprendi em 4 anos de faculdade? Nada. O que eu aprendi de diferente trocando a Full Jazz pela Y&R? Nada. Eu tô perdida. Não sei pra onde ir, pra onde correr, onde ficar. Não sei pra quem pedir ajuda, não sei pra quem gritar, não sei em que ombro eu posso chorar... algumas pessoas, ao terminar a faculdade, vão fazer pós, outras vão para Europa, outras pros Estados Unidos, outras não faço idéia... eu??? Fiz alguns planos pra mim. Mas acho que nada vai se concretizar muito efetivamente. Não sei mais nada. Só sei que tem dias que a gente levanta com o saco bem cheio da vida e parece que nada faz mudar esse pensamento. É... crescer não é nada fácil.  

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor



Quando eu era criança eu me apaixonei pela torcida do Corinthians quando vi pela TV. Desde então eu decidi que seria corintiana. E eu nem gostava muito de futebol. Eu gostava mesmo era do Corinthians. Aquela torcida me encantava. Como podia tanta gente junta passar energia e força pra um time? Como podia uma torcida levantar seus jogadores? Mas a torcida do Corinthians, ela pode. A minha torcida pode tudo. E com o passar do tempo, fui sendo mais corintiana. Gostando mesmo. Entender de futebol veio com o tempo, junto com outras paixões. Como a de ir ao estádio. Minha primeira camiseta do Corinthians foi do Souza. Era a única que tinha, quando o patrocinador ainda era a Suvinil. Eu queria mesmo era a 9 do Viola. Mas já tinha acabado. Depois me apaixonei pelo Marcelinho, Luizão, Ronaldo, Dida, Carlitos, Nilmar, Carlos Alberto. Eu me apaixonei pela vibração do estádio e agora não consigo mais deixar de ir. Acompanho meu time de coração por onde quer que ele passe. E sei que minha torcida, única e pessoal, faz toda a diferença, mesmo no meio da enorme nação corintiana. O Corinthians não é só time. O Corinthians é a tradução de raça, de determinação. O Corinthians é paixão platônica, é espírito de vitória, é sofrimento, é angústia, mas é alegria. Muita alegria. Mesmo quando estamos ruim, o time surpreende. Mesmo em meio as crises e todas as outras intrigas da oposição, o Corinthians prevalece. O Corinthians incomoda muita gente. E olha que nem tem o título da tal Libertadores... e mesmo que um dia o Corinthians não jogue entre os grandes, ele vai continuar incomodando. Porque entre os grandes, Corinthians é o primeiro. Eu tenho orgulho de ser corintiana. Mesmo perdendo, mesmo ruim na classificação, seja como for, amo o meu time e continuo orgulhosa por ser o que sou. Apesar de todo o sufoco, ontem foi lindo. Nada melhor do que vencer a porcada. Poucas coisas têm esse sabor indescritível. E se tem um time que é o meu eterno rival, esse time é o da porcada. Mas ontem foi dia de glória e dia de gritar muito. Gritar com gosto, até perder a voz. Bater o pé, xingar, vibrar a cada bicão pra frente, aplaudir cada roubada de bola, e poder encher a boca pra dizer: chupa porco!!! Que delícia. Obrigada Corinthians! Ontem valeu pelo campeonato.


segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Como uma borboleta!!


Fiz minha tatoo no sábado. Dói pra caraca. Não lembrava que era tão dolorido. Na verdade, há 10 anos, não doeu nada. Mas essa sim, doeu pacas. Fiquei com os pés pra cima o findi inteiro e por isso, perdi o camarote na Fórmula 1. Meu pé inchou e mal entra no chinelinho. Continua doendo e morro de aflição de enconstar a mão. Não consigo andar direito. E fora isso, vaza a todo instante. Cheia de mimos, boyfriend e mamis lavaram meus pés com todo o cuidado e carinho do mundo. Quase não senti dor. Mas morri de medo. Está muito sensível. Fora tudo isso, a tatuagem é perfeita. Linda. Combina com meu espírito. Só o que não combina é esse inchaço todo. Mas acho que vai valer a pena. Porque quando está lavadinha e sequinha, a borboleta quase consegue voar.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

pé n´água


Chuva fina cai, cai. Sem parar. É uma garoa chata com um vento cortante na avenida mais famosa da cidade. Páro e tomo um café. Observo as pessoas que passam e a chuva que continua a cair. A chuva é até bonita de se ver pra quem a olha da janela do carro, pra quem a ouve cair sobre o telhado, pra aqueles que refrescam o corpo e alma, para um beijo roubado ao entardecer. Mas para quem usa tênis e meias... não, a chuva não é nada agradável. Apesar da prova mega difícil do IBOPE pela manhã, a chuva fina e o vento que me cortava, fiquei com os pés molhados o dia inteiro. E eu odeio pés molhados. Odeio meias molhadas. Queria mesmo era meu edredom, minha caneca de chocolate e um bom filme de sessão da tarde no sofá. Mas hoje teve almoço com querida, matei as saudades. Mousse de maracujá com chocolate, fofocas em dia. Pronto. Faço uma média com o chefe, trabalho, trabalho, trabalho. Acho que vou aproveitar os pés molhados e escrever os agradecimentos finais do meu tcc. Aleluia. Nem tudo tem que ser cinza. Está finalmente acabando.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

enquanto as férias não vêm


O feriado chegou e todas as promessas e pendengas ficaram para trás. Nada do que eu planejei colocar em ordem, eu consegui cumprir. Não arrumei meu quarto, não tirei pó dos meus sapatos, não separei as roupas que não uso mais, não joguei fora os rascunhos do tcc. Não comecei nenhuma dieta, não fiz depilação, não fiz limpeza de pele, não cortei o cabelo. Não vi os filmes pendentes, não li os livros da cabeceira. Nadica de nada. Aliás, descobri que estou alguns quilos mais gordinha e não tive coragem de me pesar. O quarto continua a maior zona, os sapatos todos empoeirados (os que eu não uso, claro, que aliás, são mais numerosos do que aqueles que uso normalmente). O cabelo tá todo quebrado, sem brilho e sem vida. A pele toda oleosa, um horror. Depilação então?? ai ai... como ser gente grande é chato. Esse bando de responsabilidades... é muito chato mesmo. E ser mulher então??? afe! Não descansei, sequer. A vida é muito corrida e não dá tempo pra nada. Quanto mais se tem o tempo, mais rapidamente se gasta. Não consegui colocar a vida em ordem nesses 4 dias que eu fiquei à toa. Tenho prova no IBOPE na quarta, planejamento de mídia pra sexta, tcc a revisar, ensaios, autorizações na agência, vida social. Como é difícil conciliar tudo. Preciso de no mínimo uns 40 dias pra colocar tudo em ordem; a vida, o quarto, as roupas, o corpo, a mente. Mas minhas férias virão em 2008, apenas. Isso se não houver mudança nos planos. A princípio é isso. Quatro dias em casa não foram suficientes.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

trinta dias


Um mês é muito pouco pra dizer eu te amo. Um mês é muito pouco pra afirmar que você é o homem da minha vida. Em tão pouco tempo, eu não seria capaz de dizer que estou tão perdidamente apaixonada por você, que sem você meu mundo não seria completo.
Tudo o que eu queria era ficar em paz. Mas o destino não quis assim e colocou você na minha vida de novo. Com esse seu jeitinho você vai me conquistando e a cada dia, desses trinta-e-poucos, você me pega de jeito.
Invadiu, sem sequer pedir licença, meu coração. Invadiu minha cabeça, é dono dos meus pensamentos, consegue estar nos meus sonhos, tomou meu corpo e está pouco a pouco se apoderando da minha alma.
O amor tem dessas coisas. Um amor assim, que vem de sopetão, de surpresa. Um amor que nasce de uma paixão louca. Um amor que se alimenta da admiração mútua. Um amor que respeita a individualidade do outro e um amor que permite ser você mesmo. Um amor que não recrimina, um amor calmo e ao mesmo tempo enlouquecedor. Um amor meio sem jeito, meio tímido. Um amor sereno e platônico. Um amor ardente, cheio de saudade e mimos pequenos. Um amor que pode ser visto de longe e sentido de perto. Um amor que está escrito na testa, um amor até de fazer inveja. Um amor sem cobranças, um amor de primavera, um amor de momento, um amor que pode ser eterno.
Eu sempre acho que esse negócio de amor precisa ser alimentado, cuidado e semeado. E isso precisa acontecer todos os dias, todos os momentos porque do contrário, não há amor que resista. E ele morre.
Mas hoje eu não quero falar de possibilidades negativas. Não! Hoje estou radiante por comemorar 30 dias, em teoria, do seu lado. Hoje estou contente porque tenho seus olhinhos pra mim. Tenho o seu sorriso maroto, seu corpo, seu abraço, seus beijos. Sei que tenho parte do seu dia, de seus pensamentos e tenho o seu abraço. Tenho palavras amigas, palavras de amante, palavras de amor.
Você é assim e assim você está me conquistando. Você trouxe a felicidade de volta pra minha vida e eu já nem acreditava mais que certas coisas pudessem mesmo existir.
Eu queria um conto de fadas em que as pessoas pudessem ser felizes para sempre. O conto se desfez por um tempo. Mas agora eu vejo que quem constrói um conto, é a gente mesmo. E você faz parte dele. Do meu conto de fadas, onde eu sou a princesa e você o príncipe encantado.
E eu quero assim. Pra sempre.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

o tempo escorre pelas mãos


O resumo dos últimos dias em uma só palavra: correria. Não consegui nem ainda descrever meu aniversário, o que foi bom e o que foi ruim. Bom, da minha balada eu posso dizer que foi legal, cheia de pessoas queridas, embora uma das mais e melhores amigas não foi porque confundiu as datas. Sábado, churras de formatura com meus amigos da facu. Guerra de cotonete e arena palco dos malucos que pulavam feito crianças bobas. Domingo, bolo prestígio, mais amigos queridos e presentes. A semana foi corrida, tcc pra lá e pra cá. Outro curso no IBOPE. Pendengas pra resolver. Pessoas com a mesma hipocrisia de sempre, mas agora ninguém atrapalha ou estraga meu dia. O mau humor de alguns passa muito longe de mim. Final de semana chegando, outro. Tô com muitos sonos atrasados... todas as horas do dia juntinho de quem se gosta. Balada da nova cunhadinha. Tcc de novo. Amigos no msn. Estreei uma cama nova. Dormi o sonho da Bela Adormecida, perdi a hora. E hoje, tudo de novo. Tcc, hipocrisia... saudade. Mas tudo bem, algumas coisas já estão acabando e logo logo eu vou ter tempo de voltar a escrever com mucho gusto. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

happy birthday for you


Mamãe costumava dizer que no meu aniversário sempre chovia e fazia frio. E com o passar dos anos, fui percebendo que na maioria das vezes, chovia mesmo e até fazia frio. Mas é primavera, e primavera sempre traz flores. E é aniversário, e festa de aniversário é sempre colorida, cheia de balões, bolo, brigadeiro. Aniversário é nostalgia, pessoas queridas, balas de côco, cartões cheios de alegria. Fazer aninhos é completar primaveras, outonos, invernos e verões. Aniversário é um ciclo que se renova e mais dias de experiência acumulada em algum canto da nossa consciência. Aniversário é reencontrar os amigos, são telefonemas inesperados, abraços apertados, emails trocados e hoje em dia, scraps. Este ano Deus embrulhou a felicidade num papel bem bonito, colocou numa caixinha, amarrou com um laço de cetim azul-marinho e me deu. Todo dia eu pego um pouquinho daquela felicidade e a carrego comigo pra que eu possa ter um bom dia. E por isso hoje, mesmo com a previsão certeira de mamãe de que pode chover e ser frio, o dia amanheceu colorido na minha janela. E o sol está brilhando por mim, festejando meus vinte e quatro aninhos. E o amor bateu à porta e eu abri. E os presentes estão chegando. E a primavera é mesmo a estação mais estranha do ano. A mais indecisa, mas também a mais bonita. E hoje é meu aniversário. Obrigada, obrigada, obrigada.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

arrumar o coração para o novo amor que quer entrar


Enfim é primavera. Os dias estão mais alegres e coloridos. Mais gostosos de serem vividos. Primavera tem gosto de chocolate com morango. Primavera tem a aparência de um fim de tarde alaranjado com bolas de sabão. Primavera tem jeito de palavras sussurradas ao pé do ouvido e hoje eu quero viver um grande amor. Guardei as fotos antigas e os depoimentos largados. Coloquei tudo junto numa caixinha junto com as boas lembranças. Agora é abrir os olhos pra essa nova realidade e enxergar a beleza das flores, sentir que finalmente é primavera. O amor está voltando e ele vem em boa companhia. Ele está voltando e junto com ele tem voltado a minha fé. Estou aprendendo a amar de novo e acho que nunca vou aprender o suficiente. E essa é a melhor fase de todas e de tudo. Estou apaixonada-amando, estou comprometida-namorando, estou nas nuvens e não quero voltar. E mesmo que um dia isso acabe, eu sei que posso aprender tudo de novo. Mas por ora, é lá nas nuvens que eu quero estar.  

... in off ...


...o tcc está me matando... por isso estou off line...
socorro!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

My stomach was filled by butterflies


Hoje é sexta-feira e uma semana atrás eu estava vendo o mar, sentindo a brisa emaranhar meus cabelos. Hoje, a realidade colorida é o que eu consigo enxergar através da janela da agência. No computador, pedidos intermináveis de autorizações, planos, planilhas. No caderninho, lista de pendências. Revisar texto pro tcc, iniciar planejamento do tcc. Dormir, acordar, comer, respirar, viver tcc. Isso está me consumindo. Abro a cortina e despedaço o aviãozinho da Tam... ai minha nossa! Comemoro a vitória do Boca, brinco com todos os sãopaulinos. Continuo com as janelinhas do msn piscando incessantemente. Não consigo falar com todo mundo. Minha cabeça está tão embaralhada, cheia de projetos, números dançantes. A impressora quebrou, não dá mais pra ter cores no sulfite. Não gosto dos meus planos em pb. Minha vida é full of colors all-the-time! Tcc me chama mais tarde, orientação com a ararinha azul. Quero ser o melhor grupo, quero vender a melhor criação, quero ver o sorriso no rosto do meu cliente. Eu satisfeita comigo. À noite, show do Rappa. Talvez. Amanhã? Não sei. A certeza de hoje é poder sair daqui com todas as pendências encerradas e com o caderninho em branco. O tcc? Não, o tcc continua, ainda restam 2 meses. Então fecho os olhos por um momento e até consigo escutar o barulho das ondas daquele mar. Sinto até o sol no meu rosto. Posso sentir também o cheiro do seu corpo. Aí meu estômago se alvoroça e isso me lembra que no fim do dia será no seu abraço que vou aconchegar meu corpo. E eu posso estar lá, no paraíso, de novo.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

quando você me abraça o mundo gira devagar


Feriadão prolongado em clima de honey moon. Nada mais justo para uma pessoa que há 2 anos não sabe o que são umas boas férias. Se o paraíso existe, acreditem, eu estive lá por esses dias. O espírito voltou a brilhar, a alma voltou a sorrir e o meu coração... ah, o meu coração... voltou enxergar por entre o emaranhado das coisas da vida. Tudo foi tão mágico que chega a dar medo, frio na espinha. Mas não quero pensar no que pode ser daqui pra frente. Só quero botar meu fone no ouvido e ouvir aquela música que me faz lembrar você. De você e da imensidão do seu sorriso, de você e do infinito dos seus olhos, de você e da delicadeza do seu abraço, de você e do seu toque suave, de você e de suas palavras carinhosas, de você e do seu bom dia e boa noite, de você e dos seus beijos infinitamente perfeitos. Quero esquecer que ontem foi segunda-feira e abrir a janela pra permitir que o sol volte a entrar. Quero que cheguem as noites e que elas sejam eternas enquanto houver você ao meu lado. E assim eu posso ter de volta a vontade de dissertar sobre as coisas maravilhosas da vida, posso dizer bobagens. Sim, eu posso. Eu quero acreditar que o amor pode realmente existir. Por enquanto há paixão, o que já é um bom começo. Um sinal de que aqui dentro ainda existe alguma coisa que clama pra que as coisas sejam realmente perfeitas. E que tudo se encaixe no seus devidos lugares e que tudo possa ser possível para aqueles que realmente acreditam que sempre haverá amor pra recomeçar.
Amém!

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

pieces of me


Desde princesa acreditava em contos de fada. Mas o encanto se quebrou e hoje, a princesinha aqui não acredita em mais nada. Contos de fada não existem, amor-perfeito menos ainda. Amor eterno, nem me fale. Felicidade é um estado momentâneo de pura ilusão. Fidelidade não existe, amor pra vida toda ficou pra trás. Aquele encanto, aquele brilho nos olhos, o soar dos sininhos quando os corações se encontram, isso tudo é um grande clichê de romance americano. Nada é real de verdade. Os relacionamentos estão cada vez mais desgastados e o respeito mútuo é uma coisa que, com o tempo, acaba. E com o tempo acaba o carinho, acaba a paixão. Tudo vai ficando tão igual, tão chato que o final é a única saída plausível para um coração despedaçado. Agora não quero mais recolher os caquinhos e juntá-los com cola, porque por mais que me digam que o coração se regenera, eu deixei minhas expectativas pra trás. Não consigo mais acreditar em nada daquilo que ouvia quando princesa. A vida é bem mais cruel do que aparenta ser. Fiquei desiludida, sim, é verdade. Não consigo acreditar na beleza das coisas mais simples e tá meio difícil enxergar o amor por detrás dos seus belos olhos verdes. Ainda me questiono porque diabos as coisas não deram certo?? Por que um amor tão bonito acaba?? Por que não podemos ser felizes até que a morte nos separe?? Por quê?? Eu queria muito saber das coisas do coração... mas eu não sei nada. É, tem dias que é fogo. Principalmente dias como hoje... frios e cinzas... 

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

o mundo e suas teorias


É começo de mês. Um novo mês, um novo dia. A cada dia, uma nova vida, talvez. O mundo é mesmo uma coisa engraçada. Einstein dizia que tudo na vida é relativo. Cara esperto esse! E não é que ele tinha razão. Todos os dias eu vou dormir super tarde. Do minuto em que me deito até o minuto que meu celular desperta, passam-se segundos. Eu mal fecho os olhos, já tá na hora de abrí-los de novo. Daí quando chego na empresa, a menos que eu tenha muita coisa pra fazer, as horas não passam nunca, são como longos meses, daqueles sem feriados prolongados. Tem também um cara, o Murphy. A teoria dele é ainda mais legal. Ele dizia que tudo o que pode dar errado, dará. E ele também estava certo. Basta eu acordar atrasada para que o ônibus não passe nunca, para que todos os semáforos estejam fechados. Para que ocorram todos os possíveis acidentes no caminho que eu faço, para que as pessoas mais lesadas do mundo travem a catraca com uma nota de 50 paus. Ok, ok! Não adianta. Quando eu acordo no horário, sempre dá tudo certo. Mal chego no ponto, o ônibus passa, pega todos os faróis abertos, sem trânsito e o motorista é “o” veloz. É... é mesmo engraçado. Daí, tem uma outra teoria recente, que mamis me enviou por e-mail, que falava sobre os burros motivados. Essa teoria é mesmo muito boa e interessante. Essa teoria dizia que hoje as pessoas estão “fazendo de conta” que são alguém e o que realmente conta, não é o que você é, mas sim o que você tem. Que quem assume cargos de responsabilidade, nem sempre são aqueles que realmente sabem, entendem ou que são competentes para tal. Normalmente são aqueles que mais sabem vender seu peixe, são aqueles que mais têm marketing pessoal, são aqueles tais dos burros motivados. Sim, porque motivação pra eles, não falta. Afinal, são deles também os melhores salários. Interessante como os caras podem ter tanta razão em relação às coisas. Esses dias, eu quietinha no meu canto e feliz com meu emprego (porém nada motivada), recebi uma proposta de uma outra casa. Fui meter as caras e fazer a tal da entrevista. Percebi, mais do que nunca, que realmente o que importa não é o que você é, o que você sabe ou o que você faz. Falamos o tempo todo sobre as pessoas que eu conheço, com quem trabalhei, como é o sr. Roberto Justus, se ele tem o cabelo duro, se ele é antipático, se ele blá blá blá blá... e eu??? E minhas qualidades como profissional??? Não sei... enfim, tô a mercê da virada do mês, a mercê da nova proposta, a mercê do meu inferno astral... sim, meus cumpleaños se aproximam...
Ai, que medo!

terça-feira, 29 de agosto de 2006

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Pororoca Louca



tudo-de-bom! Apesar de ter ido uma galera bem reduzida, a balada se garantiu pelo bom humor dos meus queridos André e Lui, ou melhor, da Branca de Neve e do capitão Jack Sparrow. A balada foi ótima. Mas acho mesmo é que eu tô ficando velha. Não curto muito essa pegação que rola nas baladas. Acho muito nojento, meio bizarro. Como podem as pessoas sairem beijando assim, sem nem sequer saber o nome da criatura dona daquela boca beijada... arrrgh! Não gosto não!!! Mas... como o Cabelo estava, digamos, feminino demais pra “pegar” alguém, fizemos companhia um ao outro, e mais Fabixu e Andrei-surpresa! que apareceu no fim da festa! Frank tava o próprio Jack Sparrow, inclusive bêbado, ficou igualzinho. Voltamos pra casa depois que as luzes da balada acenderam, nos expulsando de lá. Figura que não podia faltar na noite: Raphy, a lenda (eu não mereço!!!). Eu de viúva alegre, quase numa alusão ao meu finado relacionamento. Com o carro guiado pela Samambas, voltamos pra casa em segurança. Afinal, se beber não dirija, certo?

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

The net...


Preciso confessar que me rendo a este mundo novo da tecnologia. Porque, se antes, eu usava esta maravilha apenas para games e outros tipos de passatempos, hoje, isso aqui é meu mundinho. E o bom disso tudo é que ele não é meu mundinho virtual. Não. Este é definitivamente meu mundinho real. Passo quase 10 horas por dia em frente ao computador. Isso quando não almoço com ele. Até converso com ele. Eu, maluca, no meu diálogo-monólogo com meu próprio eu, com meu próprio computador. Coisa da era moderna. Da vida maluca que a gente vai levando.

Só tenho a agradecer porque a internet, o orkut e o msn trouxeram pessoas de volta pra minha vida. Pessoas que eu não imaginava reencontrar jamais. A menos que acontecesse um daqueles acasos do destino. A tecnologia só acelerou todos os acasos. E isso eu agradeço de montão.

Isso só me trouxe felicidade, alegria. Me trouxe vida aqui dentro.

Poxa! Isso me deixa incrivelmente e imensamente feliz. Porque agora eu sei que nunca mais perco ninguém da minha vida, por mais que os caminhos sejam outros, por mais que o barco teime em remar em direção oposta. Nunca mais.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

lembra que o plano era ficarmos bem?


Tem dia que você procura ânimo pra levantar da cama. Ok! Tenho um puta emprego legal, mas às vezes me pergunto se vale mesmo a pena, se é isso que eu quero fazer pro resto da minha vida. Se por muito mais tempo terei que aturar gente tão grossa, gente tão mal educada, gente com tanto mau humor. Daí, eu me lembro que em meio a tanta cara feia, existem umas pessoas que salvam nosso dia. Que vem com um sorriso, uma palavra amiga. Que te escutam e te explicam as coisas que você ainda não sabe. Tem certas frases que teriam outro efeito se ditas de outra maneira. Detesto pessoas desesperadas que saem gritando como se tudo fosse o fim do mundo e como se as coisas não tivessem solução. Tirando isso, sim, eu tenho um emprego legal. Mas ainda resta a dúvida se é assim mesmo que vou querer viver minha vida, engolindo sapos e pererecas que não descem redondo, definitivamente. Aí eu venho na van ouvindo uma música total brega que dizia você é a saudade que eu gosto de ter... e então eu páro um pouco meus pensamentos e presto atenção àquela letra, que pode ser brega, mas traduz tudo aquilo que eu possa estar sentindo, e percebo que ainda é difícil pensar nele. Ainda é difícil acreditar que tudo aquilo que tínhamos terminou. É duro saber que já fazem 3 meses que nos separamos e algumas semanas que não nos falamos. Logo ele... pra quem eu corria e desabafava todas as minhas angústias, todo o meu saco cheio, todas as minhas lamentações... e ele me falava sempre as mesmas coisas que, por mais que eu não acreditasse, me dava convicção pra continuar. Era mais ou menos como aquele estalo que te faz levantar da cama e ter ânimo pra aturar toda essa gente horrorosa.
Hoje está difícil pensar em certas coisas. Muitas não fazem nexo. É fim de ano quase. Não ganho o salário que almejava, meu tcc tá mau das pernas, minha faculdade foi uma mera ilusão, meus planos de amor eterno caíram por terra, minha formatura estará desfalcada de sua presença, meus amigos pensam em deixar o Brasil, outros, ocupados com seus mundinhos e suas vidas, aos poucos, acabarão se distanciando também.
A vida de adulto me mete cada vez mais medo. Não me sinto nada pronta pra assumir quaisquer responsabilidades. Não me sinto nada segura pra dizer que sou dona do meu nariz. Tenho tanta insegurança e tantos medos... e não tenho ninguém pra me dizer aquelas palavras tão certas.
É... tem dia que é difícil...

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

trouble melts like lemon drops



Somewhere over the rainbow, way up high, there's a land that I heard once in a lullaby. Somewhere over the rainbow, skies are blue. And the dreams that you dare to dream really do come true.
Somewhere over the rainbow, blue birds fly. And the dreams that you dreamed of, dreams really do come true.
Someday I'll wish upon a star, wake up where the clouds are far behind me, where trouble melts like lemon drops, high above the chimney tops that´s where you'll find me.
Well I see trees of green and red roses too, I'll watch them bloom for me and you, and I think to myself what a wonderful world!
Well I see skies of blue and I see clouds of white, and the bright bless day, the dark sacred night and I think to myself… what a wonderful world!
The colors of the rainbow so pretty in the sky are also on the faces of people passing by. I see friends shaking hands, saying: how do you do? They're really saying: I...I love you.
I hear babies cry and I watch them grow. They'll learn much more than I'll never know, and I think to myself what a wonderful world!
Somewhere over the rainbow, way up high. And the dreams that you dare to dream, why, oh why can't I?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho


Das necessidades humanas, a que considero mais engraçada é essa tal necessidade de se sentir com alguém, em grupo, acompanhado. Sozinhos? jamais! As pessoas buscam estar entre os amigos mais queridos, na companhia de quem se ama, ao lado de um irmão ou até mesmo de um cachorrinho, que seja. Nunca, nunquinha, queremos ficar sozinhos. É certo que a solidão me causa calafrios, mas é certo também que sozinha consigo colocar meus pensamentos em ordem e aquietar meu coração. Puxar a cordinha que está no meu tornozelo e trazer meus pés de volta pro chão. Mas sozinha, sozinha, não de estar só, mas de ser só, ah, isso não... não mesmo.
A condição solitária é opção de cada um, e acreditem, você pode ser sozinho ou estar sozinho. É uma questão de perspectiva. Como aquela história do copo meio cheio ou meio vazio. Tudo é uma questão da ótica pela qual se percebe a situação. Digo isso porque, voltando às necessidades, estar sozinho é uma condição que vivo agora, porém daqui alguns instantes não vivo mais. Eu posso estar rodeada de amigos e estar só, cá comigo. Agora ser só não é uma necessidade que tenho, mas sei muito bem quando ser ou estar uma coisa e outra.
Acho que as pessoas que estão só escolheram esta opção por algum motivo. Acho que elas são felizes assim, até. Mas a felicidade também é algo passageiro e mutante. Mesmo assim, a solidão pode ser uma escolha. E ainda sendo escolha me coloca medo.
A única coisa que sei mesmo, é que mesmo sendo engraçada essa tal necessidade, minha opção é estar sozinha, ora sim, ora não. Mas ser sozinha, jamais.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

o que é que a Bahia tem?

Glauber Rocha, Cristo Redentor, cafezinho, Jorge Amado, tema do Jornal Nacional, feijoada, carnaval, dunas, pimentas vermelhas, DJ da periferia, Carmem Miranda, criatividade, água de coco, hino nacional, Tom Jobim, rodízio, milho verde, samba, Palácio da Alvorada, merenda escolar, futebol, Oscar Niemeyer, dívida externa, paçoca, praia, Pelé, publicidade, cerveja, curvas femininas, buzina do Chacrinha, frango de padaria, fita de Nosso Senhor do Bomfim, Santos Dumont, Copacabana, guaraná, fogueira de São João, Machado de Assis, camisetas Hering, boto, nega maluca, festa junina, Gregório de Matos, bauru, Castro Alves, misto quente, teatro de besteirol, Ayrton Senna, floresta amazônica, acarajé, barraca de praia, Bispo do Rosário, arroz com feijão, pau brasil, Monteiro Lobato, banana, vôlei de praia, Caetano Veloso, canga de crochê, brigadeiro, fuxico, Avenida Paulista, pão de queijo, saci pererê, Roberto Carlos, microfone do Silvio Santos, biscoito de polvilho, verde e rosa, Lampião e Maria Bonita, cachaça, cavaquinho, Gisele Bündchen, pelourinho, caipirinha, garota de Ipanema, guarapa, flanelinha. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

where the streets have no name


E de repente, quando menos se espera e quando menos se procura, surge alguém que consegue embaralhar todas as coisas por dentro e bagunçar a vida de quem procurava se acalmar por uns tempos. Então ele surge, com suas táticas infalíveis. Embalados por Jack Johnson e U2, aquela boca vem.
Enfim... fim de semana cheio, do jeito que gosto! Jogo do Timão, acendo uma vela de 7 dias. Rezar é o que me resta e fazer um minuto de silêncio pelo Corinthians, que apaticamente morre a cada jogo. Tá fogo viu... e o Carlitos parece uma bolinha em campo... o que acontece com esses caras??? Bom, pelo menos nos livramos do Geninho! Aleluia!!!
Ai que saudade das minhas amigas... de poder fofocar e contar como andam as coisas. Aqui na Y&R elas foram embora, pra facu quase não vou... e as amigas do peito mesmo, passaram o findi na praia...
E tudo o que eu quero é uma fatia beeeeem grande de bolo de morango com chocolate!

terça-feira, 8 de agosto de 2006


Fiquei triste. Num momento você estava aqui, no outro já não estava. Igual a um bicho de estimação que morre de repente e somem com o corpo. Para onde foi tudo aquilo? Que tínhamos tão seguro. Tão certos de sua eternidade. Para onde foi, hein? Meu peito, depósito subitamente esvaziado, aperta-se no meio de tanto espaço.

Tento identificar o instante, quando o que tínhamos se perdeu. Mas nem sei se o perdemos juntos ou se juntos já não estávamos. Me desespera saber que um amor; um dia desses tão grande, possa ter desaparecido com tanta facilidade.

Como já disse, estou triste; e isso me faz acreditar no poder das cartas. Não falo de tarô, mas destas, escritas e mandadas ou não mandadas. Cheias de questões e metáforas, que assim, misturadas cuidadosamente, num cafona português polido, soam mais sensatas.

Qual poder espero desta carta? Simples: que deixe registrado este meu estranho momento. Quando o que devia ser alívio revela-se angústia. E a cabeça não pára, vasculhando cantos vazios.

Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?

Aposto que você está pouco se lixando para isso tudo. Que segue sua vida tranquilamente, como se nada de tão importante tivesse ocorrido. E está até achando graça desta minha carta, julgando-a patética e ridícula. Você, redundante como sempre.

Só há uma coisa certa a respeito disso: não desejo resposta sua. É, esta é uma daquelas cartas que não são para ser respondidas. Apenas lidas, relidas, depois picadas em pedacinhos. Sendo esse o destino mais nobre para as emoções abandonadas.

Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos. Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas como estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula. Neste amor e, por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto – escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria, enfim, feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas.

Então é isso – como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que eu senti. E deixando este testamento de dor: onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.

Para o amor perdido – Fernanda Young – publicada na Cláudia de agosto