quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

40 minutos esperando e ele queria que eu não dissesse nada

E então ele disse: vai lá pegar o buquê pra gente se casar ano que vem. Ela olhou com ar de desaprovação, mas no fundo acreditou e achou bonito. Mesmo assim, se fez de difícil e desistiu de ir. Foi arrastada. Dias depois veio a confirmação. Era só uma brincadeira, não passava disso.
Ela acreditou ainda, uma vez mais. Ela aos 23, uma das poucas pessoas que pensam: caramba! é ele, o amor pro resto da minha vida. Mas não! Era só uma brincadeira.
Ou você já viu alguém se casar só porque pegou o buquê?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

o dia que eu me vi em você

Sinto que posso voar. Que por mais alto que eu possa chegar, você será minha terra, meu porto seguro. Você será aquele que vai me dar asas e que terá todo o carinho de podá-las quando eu estiver muito longe. Você será aquele que abrirá os braços pra me prevenir da queda e ainda assim será aquele que afagará meus cabelos curtos com a doçura de um anjo. Você é aquele que está no meu coração e que estará lá, pra sempre.
Passem os dias, passem as encarnações e reencarnações, passem os milênios, o seu lugar no meu coração é imortal. E eu me vejo refletida na íris dos seus olhos e sinto a pureza do seu sorriso por um gesto meu. Se eu faço alguma coisa errada, você estará lá pra me repreender e pra me ensinar.
Sinto que, agora, estamos um pouco mais maduros e assim conseguimos estar mais enamorados. Eu me sinto meio boba por ter recebido tanto carinho, tanta ternura. Seu sorriso consegue afastar qualquer pensamento ruim e você tem o dom de elevar minha alma.
Quero você, como ontem, pra sempre. Todos os dias. Quero compartilhar todos os dias da minha vida ao seu lado. Até o fim. E não seria diferente. Cada dia seria um novo dia, uma nova surpresa, uma nova paixão, um novo amor pela mesma pessoa. E poderíamos tomar nosso café da manhã na cama, sem pressa. Entrelaçar nossos pés, os meus de meias e os seus descalços. Poderíamos fazer juras de amor infinitas. Passearíamos com nossa meia dúzia de cães. Vira-latas, tomba-latas, misturados e até puros.
Poderíamos, ainda que bem velhinhos, torcer pelo nosso time do coração. Poderíamos tomar outro banho de chuva. E você riria por eu ter trancado todas as chaves dentro do carro. E assim poderíamos continuar, amando... sempre.