quarta-feira, 31 de maio de 2006

cásper líbero, vou sentir sua falta ainda


Ontem me deu uma tristeza ao ver aquele grupo tão desconhecido e tão comum unido pra tirar uma fotografia. Uma fotografia simples, em p&b, reunindo a todos como há muito não acontecia. A galera toda junta, agitando, causando, gritando, sorrindo, se agarrando. Essa talvez seja a última vez que todos estarão juntos numa mesma foto. Ainda como se fosse ontem me lembro da alegria que senti ao ver meu nome entre os aprovados na melhor faculdade de comunicação da América Latina. Que honra enorme pra mim, estudar num ícone do jornalismo, num ícone do que simbolizava a liberdade de imprensa. Enfim, pra mim, era a realização de um sonho. A primeira pessoa que veio falar comigo foi o Ulysses. O primeiro grupo que eu fiz trabalho foi um verdadeiro desastre. Um horror! Ainda bem que não deu certo! Detestei muitas das aulas do primeiro ano, principalmente a louca da Jurema. Ai que raiva dessa mulher. Raiva maior dos puxas-saco!!! Como alguém como essa mulherzinha pode ter alguém que puxe seu saquinho?! Adorava as aulas de história da arte, que maravilha de aula. Aliás, graças a essa aula fui pela primeira vez ao Masp. Adorei todas as festinhas em sala, com direito a bolo e tudo. Inclusive o meu, eleito o melhor daqueles últimos aniversários. No segundo ano não suportei o Miaxato, mas mesmo assim me dediquei ao máximo naquele projeto de marketing que foi o mais decepcionante da minha vida. Depois dele aprendi que não importa o quanto seu trabalho esteja bom, bons relacionamentos são o que lhe garante os primeiros lugares, competência, não. Das aulas de sábado (credo!) só gosto porque andava de tênis na Paulista, observando a tudo e a todos. Parava em todos os camelôs, comprava um monte de tranqueira. Almoçava por lá, ia no cinema, tomava um chá no fim da tarde. Sentava no escadão, tirava fotos. Cantava com os meninos em rodinha de violão. Chegava em casa e tirava um cochilho no sofá, assim, como nos tempos do colégio. Biblioteca, estúdio de revelação, Toshio. Mercado Municipal, fotos em pb. Black Dog e Mc. Yakissoba no escadão. Shopping Paulista para as provas das fotografias que nunca davam certo. Pororoca Louca. Juca? Não, ainda não fui. Tenho tempo, mas acho difícil. Meu espírito de “luxo” não me permite dormir num alojas (coisa de gente velha, eu sei), mas querer um colchão e um edredom não é pedir demais, é? Este ano é o último. Acaba. E passa tão rápido. Ontem me dei conta disso. Os 4 anos passaram como meus passos largos pelo calçadão da Paulista. Rápidos, ligeiros. Falta pouco agora. E embora eu deseje que tudo acabe, até pra ter mais dinheiro no bolso, ontem fiquei triste. Triste porque sei que essas coisas não voltam mais. Não é como no colégio, claro. Tem um outro sabor, um novo significado. Mas as brincadeiras bobas, as piadas sem graça, o metrô bombando de gente feliz e louca... ah, não, isso não volta mais. É, cada vez mais estou ficando mais adulta.
Droga!

 

segunda-feira, 29 de maio de 2006

dos meus gostos, eu sei


Gosto de ficar na cama, enrolada no meu edredom florido e agarrada à minha hipopótama rosa. Adoro abrir a janela de manhã e sentir o sol entrar, sentir o frescor do ar sendo trocado. Gosto de acender meus incensos e poder contemplar o poder mágico dos meus elfos e gnomos em cima da prateleira. Adoro o barulho dos meus sinos do vento. Gosto de comer nhoque ao molho sugo e dormir no sofá enquanto vejo TV. Gosto da brisa do fim de tarde, gosto do som do mar e da água que toca meus pés. Gosto de biquínis coloridos, gosto do sol. Gosto da minha pele morena, queimada feito torrão de açúcar. Gosto de animais, gosto de pisar na grama e sentir o vigor da terra úmida. Gosto do cheiro de pão assando, gosto de batata na manteiga. Adoro cinema, amo filme brasileiro. Gosto de Coca-Cola e de Mc Donald´s. Amo ir ao estádio, minha paixão é o Corinthians. Adoro pijamas coloridos e meias de algodão. Gosto de parque de diversão e fotos preto e branco. Adoro saia rodada e brincadeira de rua. Gosto de música, adoro o silêncio. Amo ler bons livros, adoro meus amigos. Amo praia, adoro passarinhos. Gosto da vida e de rir das pequenas coisas. Adoro suco de limão e tortinhas de limão. Gosto de sujar os dedos enquanto chupo um sorvete numa tarde quente de verão. Gosto de rodar no shopping mesmo sem nada no bolso. Gosto do SPFW e do MAM. Adoro arte brasileira. Adoro teatro. Adoro calça jeans e quanto mais velha, melhor. Adoro meu adidas. Adoro minha mochila estilo pára-quedas. Amo altura e a melhor coisa que fiz foi saltar 1000 vezes do Sky Coaster. Amo publicidade e assisto todos os breaks comerciais. Coleciono sorrisos e adoro andar sem rumo. Amo a avenida Paulista, adoro brechós. Gosto de comer cachorro quente da esquina e sentar no escadão da Cásper com meu velho amigo japa. Adoro rodinhas de violão. Adoro conversar até altas horas com amiga querida. Gosto de viajar e de ser o passageiro. Motorista? Só quando a estrada é meu tapete vermelho. Gosto de balões coloridos e de algodão-doce. Gosto do Chaves e de Anos Incríveis. Meu sonho de consumo é o quarto do Nino. Quero uma casa na árvore e quero que meus sonhos nunca tenham fim. Gosto de finais felizes. Gosto de pirulitos coloridos, daqueles que mancham a língua. Gosto de beijo na testa. Gosto do pôr-do-sol. Gosto de cada minuto que escorre por entre meus dedos. Gosto de ver o dia passar e gosto de ter paz para apreciar as boas coisas da vida. 

quarta-feira, 24 de maio de 2006

top of the tops: men


Hoje o dia tá muito frio e muito denso! Além de denso, está tenso e a tensão me faz muito mal. Naquele tom que eu apagaria da minha aquarela, eu quero me alegrar com coisas pequenas. E coisas pequenas, hoje, são os homens. Mas, eu bem que gosto. Por isso, resolvi colocar uns que são meu número. Pelo menos o dia fica mais quente e mais colorido. Nem que seja no meu imaginário!!
Meninas, divirtam-se!


  


Gael Garcia Bernal (delícia em duas versões), Joseph Fiennes (estilo Shakespeare), George Clooney (sem comentários!!!), Antonio Banderas (ai como o sangue latino me enlouquece) e Rodrigo Santoro (sim, porque homem brasileiro é tudo de bom!)



quarta-feira, 17 de maio de 2006

maior que nós duas


Aline. Preciso dizer isso de alguma forma. A nossa amizade não se encontra em qualquer lugar, não. Eu te liguei pra fofocar, depois de 8 anos. E você fez com que esses 8 anos se tornassem 8 minutos. Era como se nós tivéssemos acabado de chegar da escola e eu te ligasse, como fazia sempre. Você me compreendeu, exatamente como costumávamos fazer. Foi tudo igual, não teve nenhuma diferença, nem sequer no timbre da sua voz que eu reconheci prontamente assim que você atendeu o telefone. Sabe, fiquei feliz de falar com você e de perceber que todo esse tempo não significou nada, que continuamos com a mesma importância de antes. Você sabe que mora no meu coração e sempre vai estar lá. Você sabe. Você sabe que eu te amo com tamanha intensidade que nada poderá mudar nunca o que temos. Nossa amizade é valiosa demais pra essa vida, grande demais pra uma vida. Bom saber que tenho amigos de verdade. Bom saber que tenho você.

terça-feira, 16 de maio de 2006

It´s the end of the world, yes we know it and I feel fine


A cidade viveu o caos no dia de ontem. Mas eu não vou comentar os acontecimentos porque o pânico foi maior do que a própria desgraça. Quero falar que paralelamente a tudo isso, consegui me divertir ao máximo no Skol Beats e o show do Prodigy foi a melhor coisa dos últimos tempos. Mais uma, depois de anos, que eu consegui conquistar. Sim, porque em 97 mamis não me deixou ir ao show dos insanos prodígios e só agora, depois de tanto tempo é que eu pude pular e gritar como louca Smack my Bitch Up. TudodeBom! Ontem cheguei em casa cedo e pude assistir Anos Incríveis e por coincidência era um capítulo da minha história atual. Fiz um macarrão com almôndegas e esperei mamãe chegar. Jantamos e assistimos ao dvd Crash, muito bom e mais uma indicação minha. O filme também combinou com o cenário caótico de ontem a tarde. Liguei pra minha surpresa preferida. Fui dormir tarde tarde ouvindo Love Generation e Jack Johnson, que eu nem gostava mas agora canto. Hoje acordei mais tarde, vim de carona. Gostoso enrolar na cama um pouco mais... Hoje são seus cumpleaños e não preparei nenhuma surpresa como de costume. Não arrumei festa surpresa, não fiz bolo. Só comprei um presente e fiz um cartão bem bonito, mas não tanto quanto antes. Você me pediu pra que eu voltasse a ser como era, que sentia falta da antiga Ju. Desculpe, mas esse presente eu não vou poder te dar.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

tudo igual e ao mesmo tempo diferente


Minha cabeça dá voltas e voltas e voltas. A procura de um cais seguro onde possa atracar meu coração inquieto. Com tantas coisas acontecendo, entendo que nada esteja fácil pra essa menina. Aqui dentro, tudo mudou e ao mesmo tempo parece intocável. Sei que nada será como antes, como sei também que nunca mais serei a mesma. Acredito em contos de fada, acredito em amor eterno, acredito em felicidade. Acredito, sim, nas mesmas coisas de ontem. Porém, hoje, é tudo diferente. Não sou mais a mesma, nosso amor não é mais o mesmo, nossos sonhos não são mais os mesmos, nossos gostos não são mais os mesmos. Você diz que vai tentar e está realmente tentando. Mais do que deveria, mais do que eu gostaria e mais do que eu esperava. Está surpreendendo e tornando as coisas cada vez mais difíceis. Não posso dizer que não te amo, mas não tenho a mesma convicção. E pensar que você foi e é o único responsável por isso, me dói. Dói porque você demorou muito tempo pra perceber o quanto eu "era" louca por você e o quanto estava disposta a me dar completamente a você. Mas hoje não. Eu posso me dar, sim, porque quando amo não há quem me segure. Mas hoje, minha prioridade sou eu. Não faço mais o que eu não quero só pra te agradar, não sou mais quem eu não quero só pra te ver feliz. Já nem consigo dizer que te amo na mesma frequência de antes. E então algumas coisas me lembram outra sexta-feira e aí minha cabeça torna a dar voltas e voltas e mais voltas. Preciso colocar as coisas no lugar, meu coração está uma bagunça e as coisas aqui dentro estão alvoroçadas. Nada é como antes. Nunca mais será. Tá tudo muito difícil...


"Tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo." - Heráclito

quarta-feira, 10 de maio de 2006

estou numa fase Lua Nova

A lua sempre me fascina. Eu sempre que posso perco um bom tempo admirando toda sua beleza, toda sua magia. A lua renova os espíritos e existem várias supertições a cerca de suas fases. Hoje posso dizer, com certeza, que estou vivendo um momento Lua Nova. A vida me trouxe uma grande surpresa, que por sua vez me trouxe a vida de volta. Me trouxe a certeza de algumas dúvidas, mas também me trouxe a dúvida de algumas certezas. Sou grata, pois meu ego está nas alturas e minha auto-confiança voltou. Cortei os cabelos, repicados e todo mundo notou. Ontem fui almoçar com os queridos da Full Jazz. Um almoço rápido, ligeiro. E fiquei ainda mais feliz, mais lisonjeada. Escutar do VP de criação dizer: nossa, mas você tá linda só pra variar um pouquinho... escutar de todos que a Young me fez mais young, perceber que minha felicidade está se refletindo, me faz um bem. Consegui um encontro com o Marcelo Taz... olha só... Outro dia estava na impressora e alguém me disse: o que foi??? e eu disse: não foi nada, e a pessoa: nada?? não existe uma cara tão boa como essa pra um nada!!! Estou tão feliz, tão segura, tão tudo, que nada consegue apagar o brilho da minha lua. É, estou com tudo e não estou prosa. E agora pouco um papo com uma fofa-querida me deu ainda mais brilho, mais força, mais alegria. Eu tô assim, lua nova... porque quando a lua é nova, ela brilha até de dia.  

terça-feira, 2 de maio de 2006

melancolie but no infinite sadness

O feriado parecia prometer muito, porém a sexta-feira já começou como um grande ponto de interrogação. Reuniões mais reuniões, faculdade, reunião de grupo, casa. Finalmente, casa. Nada de novo. Solidão. Ligo a TV, nada presta. Resolvo assistir uma antiga versão de um antigo romance de Franco Zefirelli. Poderia ter ido dormir, mas alguma coisa me dizia que ainda não estava na hora. Sábado foi um dia muito bom. Fui às compras com mamis, almoçamos juntas, só nós duas, como há muito tempo não acontecia. Gastei muito dinheiro, mas pelo menos me mimei como há tempos também não acontecia. À tarde, cortei os cabelos. Dizem que o cabelo é uma arma poderosa de qualquer mulher, e não é que é mesmo? À noite, jantei com meu namorado. Mais tarde poderia ter acontecido muita coisa, mas ele me deixou em casa e preferiu ir para o clube com os amigos no domingo. Ok! Vamos nos divertir com nossos amigos e carregar nossa dor dentro do peito. Domingo almocei na casa de uma tia e fui conhecer a casa nova da minha madrinha. Assisti ao Timão ao lado de um santista e de dois palmeirenses... deixa pra lá essa parte! Mais tarde procurei por minha amiga, a mais de todas! Fomos pra casa dela. Não sei se devia, mas entramos na internet. Não, não devia. Piorei muito as coisas. Depois juntamos uma galera e decidimos ir pra Serra. Nem sei quantos anos faziam que eu não ia prá lá. Fora o frio, foi muito bom. Fora a solidão, foi muito bom. Forró all-night-long, dancei dancei e dancei até ficar tonta. Carro cheio, volta pra casa. Glamourosa, rainha do funk... e não é que aquele negócio dos cabelos funcionam?!? minha auto-estima voltou a sorrir. Chego em casa antes que a Cinderella virasse gata borralheira. Segunda. Ausência ainda. Novamente fui pra casa da minha amiga. Começamos a rodar, a rodar. Nowhere to go. Paramos num bar... vazio, parecia sem graça. Aos poucos o lugar foi ficando interessante, cheio, música boa, comida boa, boas risadas. Enfim, tudo o que eu precisava para arejar a mente. Volto pra casa. Telefone toca. Dúvidas, ressentimentos, saudade, ausência. Nada importa, o essencial foi dito. Existe amor, ainda.