segunda-feira, 31 de julho de 2006

e voltamos a viver como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas


1997 foi sem dúvida nenhuma o melhor ano pro resto da minha vida. Toda a década em que estudei naquele mesmo colégio de paredes amarelas foi o melhor período da minha vida. Foi lá que conheci a verdadeira amizade, foi lá que construí parde do meu caráter, foi lá que vivi muitos amores, foi lá que tive muitas decepções, foi lá que aprontei muito, muito mesmo. Nessa época eu podia bancar a menina-mulher e podia ter as minhas crises de pré-adolescente. Eu tenho uma relação de amor e ódio com aquela escola que é indescritível. Eu sempre adorei acordar cedo pra ir pra lá, mas não porque estava indo pra escola mas porque estava indo encontrar meus irmãos, meus amigos, meus paqueras. E tudo era tão bom. Aquela escola, e não há quem possa negar, teve uma certa magia e uniu um certo grupo de pessoas pro resto dos seus dias. Aquela escola tão hipócrita no seu jeito de exigir disciplina, conseguiu construir dentro de cada um de nós, um elo de amor por cada um daqueles amigos que fizemos lá. E ontem, quase uma década depois, pude reencontrar aquele mesmo grupo de amigos, que continuam exatamente iguais. Ver aquela molecada toda reunida pras fotos, reunida pro jogo... foi como estar naquela mesma quadra de dez anos atrás. Aquelas mesmas brincadeiras, as mesmas piadas, os mesmos apelidos. É como se o tempo não tivesse passado e apenas um final de semana houvesse exisitido de intervalo nesse tempo todo em que estivemos longe. É claro que é muito engraçado perceber que já não somos tão moleques assim. É estranho... agora somos engenheiros, contadores, advogados, jornalistas, fisioterapeutas, publicitários... agora temos marido, temos mulher, noivos, filhos... mas mesmo assim nosso espírito permaneceu o mesmo. Intocável. Com aquele mesmo sorrisinho maroto e aquelas mesmas tiradinhas de sempre. Como foi bom ontem. Como foi bom ver todos vocês de novo... é, realmente 30 de julho será um dia inesquecível na minha vida e por mais que eu tente descrevê-lo ou explicar a alegria que senti aqui dentro, não poderia, não conseguiria. Me faltariam as palavras certas. Espero que as pessoas, todas, tenham a felicidade de ter amigos como esses. Aí sim elas podem entender exatamente o que estou falando.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

a sugar spoon helps to swallow

se querer é poder, por que diabos não posso nada que quero? tô loca-doida aqui com tantos planos, tantas recomendações, tantas planilhas de excel, reuniões, reuniões, reuniões. ligapedeprazo, espera, escuta, engole seco as malcriações das crianças crescidas. bom dia pra cá, bom dia pra lá, sem resposta. grosseria de um lado, grosseria do outro também. indiferenças que até fazem a diferença. um erro é o fim do mundo, mas por que eu não presto atenção?? afinal, em meio a mil coisas que faço, uma sai errada, e agora? incompetência, óbvio. o chefe nunca erra, apenas se equivoca. férias da colega parecem intermináveis. abro um excel e um power point, pronto, trava a máquina. o visa vale não tem crédito, o jeito é trazer comidinha de casa, mas não tem comidinha em casa... bom, se vira, faça. nada que uma boa colher de açúcar não ajude a engolir.   

segunda-feira, 24 de julho de 2006

um resumo do que resta de mim por ora


Ufa! É segunda-feira, quase dia 30, final de mês, saldo bancário zerado. Ainda contas a pagar, dores no pescoço por noite mal dormida. O cansaço me pegou de jeito. Hoje tenho 5 minutos para mim mesma e estou escrevendo pra poder desabafar um pouco do stress que tenho passado. Cobrindo férias da sra. Caracciolo e fazendo o meu serviço e o dos outros, pros outros poderem ter suas ofertas cobertas, óbvio. Pra mim? Não, pra mim o budget tá estourado. Fim de semana loco-doido, como diria um camarada muito 171, mas divertidíssimo. O findi e não o camarada, óbvio. Festas que não deram certo, baladas que não aconteceram e mais um encontro que não viria. A semana tá corrida, o tempo se esgotando, cada dia a mais é um dia a menos. 12 horas de trabalho por dia não são suficientes, sobra uma lista enorme de pendências para o dia seguinte. Reuniões de mídia aeroportuária, apresentação péssima. Reunião de mangá e cosplay. Cool! Mobile Marketing – boa, podemos usar no TCC. Minha cabeça pensa a todo instante 360º. É assim que um profissional tem que ser agora. 360º tá na moda. 1 minuto e ligo pras amigas. Uma vai se casar e a outra só quer saber de namorar. Não posso demorar na ligação, não tenho tempo, muito menos elas. Arrumar a bagagem, trocar de bolsa, lavar a bota, lustrar o sapato. Tudo na correria. Não posso chegar atrasada. Cada atraso é um minuto a menos. Almoço em 2 minutos, sem tempo para digestão. Não, não dá tempo mesmo. Engulo tudo e todos a seco. As desculpas me descem mal e me causam dores estomacais. Corre pro anúncio sair certo e não dar calhau. Sonha com o cliente. Sim, eu sonho com o tapete vermelho da Tam e com os tratores do Bradesco. Me preocupo com o Banco do Brasil que agora faz mobile para o Japão. Curso no Ibope, sexta de manhã, na prova a média é 8 e ai de mim se não passar no curso. Meu deus! Tô ficando louca!!! Preciso muito de férias! Ufa!

terça-feira, 18 de julho de 2006

...


Me desintoxicar de você tem sido uma tarefa difícil. Às vezes é um sorriso que me lembra o seu, às vezes um bom prato de massa, às vezes um pedaço de pudim. Dias de sol me lembram você, dias de jogo me lembram você. As coisas banais do dia-a-dia me lembram você. Ainda bem que minhas crises não são violentas, não me arrasam, não me dilaceram. Mas conseguem desarrumar tudo aqui dentro. E fica tudo uma verdadeira bagunça, difícil de colocar em ordem de novo. Você é como a tarde linda que não quer se pôr e como um gatilho sem disparar, você invade mais um lugar onde eu não vou. O que você está fazendo? Milhões de vasos sem nenhuma flor. O que você está fazendo? Um relicário imenso desse amor.
Eu fico cá, com minhas inquietações. Desejando que um dia as coisas se resolvam e tudo possa ficar claro. Que eu possa entender o que leva um amor tão bonito e verdadeiro se definhar por coisas tão pequenas. Como pode a grandeza do que construímos ser derrubada por terra? Eu me pergunto, onde estará aquele alguém que me compreendia no olhar e que pouco eu precisava dizer pra ter todas as respostas. Eu me pergunto, onde está aquele que me completava, que me amava e que me fazia mulher. Que me protegia, que era meu céu e minha terra.
Você não entendeu que eu sou a chuva pra você secar. E quantas e quantas vezes eu trocaria a eternidade por uma noite. E porque está amanhecendo, peço o contrário, ver o Sol se pôr. Por que está amanhecendo, se não vou beijar seus lábios quando você se for?
Realmente é muito complicado conseguir me desintoxicar desse amor todo. É muito amor pra alguém tão pequena. Pequena no tamanho inversamente proporcional ao que me cabe no peito. Tô tentando, mas não é nada fácil. Quem nesse mundo faz o que há durar, pura semente, dura o futuro amor, pelo zunido das tuas asas você me falou: o que você está dizendo? Milhões de frases sem nenhuma cor. O que estamos fazendo? Um relicário imenso desse amor. O que estamos fazendo? Por que que estamos fazendo assim?

* em negrito – trechos da música Relicário (Nando Reis)

segunda-feira, 17 de julho de 2006

a weekend full of friends


Sexta foi dia de Aline. Um convite-surpresa. Destino? A velha e boa Vila Madalena. Rota preferida dos boêmios, dos jovens, dos apaixonados e dos loucos. Não podia ter sido melhor. Um lugar que eu amo na companhia da minha pequena. A minha pequena que continua a mesma, exatamente a mesma. Talvez com menos inocência, claro, é uma mulher feita. Que saudade de tudo que perdi da sua vida, minha pequena.
Sábado foi meu dia, meu day-off. Dia de pintar as unhas de pink, de hidratação nos cabelos, de esfoliação e limpeza de pele e de depilação. Tudo para um encontro que não viria. Dia de muitos DVDs, pipoca e chocolate.
Domingo dia de Nath, Bruno e Renato. Dia de SPFW. Mais um, fabuloso, glamouroso, cheio de gente bonita e de gente estranha, mas nas perfeitas companhias. O sãopaulofashionweek é divino, é imperdível. Amei. Tudo de bom!
Domingo também foi dia de mais uma derrota e dia de engolir mais um grito de gol. Tá difícil assim, viu Coringão!  - mas esse capítulo do final de semana está deletado.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

eu quero um Zé pra mim!!!!!



















Zé é o cara! É ele que me dá bom dia, boa tarde e boa noite. É ele que me deseja bom almoço e ele que me acompanha na van das nove até a Sé. É ele que me compra chocolate e corta frutas pra mim. É ele que separa, escondido, um sonho de valsa, entre uma reunião e outra. É ele que me traz pipocas e quem sempre esconde uma cervejinha de sexta à noite pra mim. É ele que me separa um pedação de bolo de chocolate quando eu não participo das vaquinhas da festa. É ele que segura o elevador pra mim, não importando se eu me demoro. É ele que me chama de linda e me diz que sou uma princesa todo santo dia. É ele que me pergunta como está minha mãe, como está a facu, como estou. É ele que se preocupa e sempre me dá um beijo na testa. É um cara especial com uma alma magnífica. Zé é uma criança, uma criatura indispensável no meu dia-a-dia. Aquele que carrega o bom humor e contagia quem passa por perto. Um dia eu levo ele pra casa e fico com ele só pra mim. Zé, te amo cara!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

hoje é o seu dia, que dia mais feliz!


Tudo que se diga sobre nossos pais é piegas e tudo parece “frase pronta”. Fazer o quê?? Deixar de falar é que eu não posso. Hoje minha mãe faz aniversário e é um dia muito especial pra mim. Mais pra mim do que pra ela, eu acho. Hoje eu desejo à ela tudo de bom, tudo aquilo que ela merece. Desejo que Deus deixe uma caixinha na porta de casa cheia de bons pensamentos, bons fluídos, boas energias. Quero agradecer à ela por ser esse exemplo de ser humano, agradecer por ser a grande responsável pelo meu caráter, agradecer por ser minha mãe, minha amiga. Quero dizer que ela é tudo, que é mais que uma mãe. Que é minha heroína, minha deusa, minha rainha. Quero que ela tenha dias maravilhosos de sol e que nunca amanheça com um céu cinza. Quero que não haja dificuldade que não possamos passar juntas, quero que não esqueça que sou seu braço, sua mão e seu ombro amigo. Quero que por mais 49 anos a gente ainda possa dar boas risadas, jogar uma carta, assistir um bom filme. Quero contar com ela porque ela é meu arrimo. Minha mãe é meu forte, meu porto seguro, meu cais, minha fortaleza. Hoje é seu aniversário e desejo a você tudo o que o mundo possa lhe oferecer de maravilhoso. Você sabe que merece!
If you need me, call me, no matter where you are, no matter how far. Just call my name.
I'll be there in a hurry. You don't have to worry, ´cause there ain't no mountain high enough, ain't no valley low enough, ain't no river wide enough to keep me from getting to you.

* Se você precisar de mim, me chame, não importa onde você esteja, não importa quão longe. Apenas chame meu nome. Eu estarei lá depressa. Você não tem que se preocupar, porque não existe montanha alta suficiente, não existe vale profundo o suficiente, não existe rio largo o suficiente que me impeça de te alcançar. – trecho da música Ain´t no mountain high enough, Marvin Gaye.


segunda-feira, 10 de julho de 2006

saudade é mesmo uma coisa à toa


Antes era você que me deixava segura e agora estou perdida em meio a tanta bagunça. Os problemas parecem ser gigantes e eu não consigo achar força pra lutar contra meus medos, contra minhas inseguranças. É difícil ouvir você dizer que me ama e que quer mais uma chance. Eu que sempre acreditei no amor e na sua força, estou tão descrente que não consigo considerar a hipótese de uma nova tentativa. Irônico, não?? Logo eu que sempre achei que o amor fosse capaz das maiores mudanças, dos maiores milagres. Veja só... tão diferente que nem no amor eu consigo acreditar mais. O que tínhamos era algo tão bom, tão forte, tão sólido. Conseguimos estragar tudo e deixar que nosso amor adoecesse. Adoecesse com a falta de respeito, com a falta de carinho, falta de consideração, compreensão. É difícil acreditar que as pessoas mudam, nem eu sei mais se posso mudar. Você me liga, diz coisas maravilhosas, coisas que eu sempre desejei escutar. Nunca fui tão completamente de alguém como fui sua. Tenho medo de tentar de novo, estou tão bem assim... insegura. Tô tranquila com a paz que essa insegurança me traz. Consigo levar a vida assim. Não consigo mais responder tuas perguntas, não queria mais falar disso com você. Mas certeza mesmo, eu não tenho de mais nada. Estou tão cansada de tudo isso e ao mesmo tempo estou completamente vazia de sentimentos que me enchiam de vida e alegria. Saudade. De tudo. De você, de mim, de nós. De nossas coisas, de nossos sorrisos, de nossas viagens, de nossos passeios, de nossa vidinha juntos. Saudade de me sentir segura por saber que poderia correr pros seus braços e me esconder dos meus medos. Saudade do amor que ainda está aqui. Saudade de ter você bem pertinho de mim. Saudade de tudo que um dia fomos um para o outro. Saudade dos dias de sol e das noites de chuva. Saudade, sempre.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

o mundo está ao contrário e ninguém reparou


Eu não sei o que vi aqui
Eu não sei prá onde ir
Eu não sei porque moro ali
Eu não sei porque estou

Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando por ali
Por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem

Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.

* Onde ir - Vanessa da Mata  

terça-feira, 4 de julho de 2006

dos sonhos que vão


Bem que minha mãe dizia, dançar conforme a música não destaca ninguém da multidão. Reconher o seu desempenho e a sua dedicação não é função dos outros, não. Se você quer ser notada, reconhecida e acima de tudo necessária, esfregue seu brilho na cara dos outros. Aliás, dos outros não, mas daqueles que realmente interessam. É... realmente é complicado. Ah, agora preciso comentar da Copa. Claro. Eu não sei se acredito que o dinheiro possa realmente comprar as pessoas. Queria muito acreditar que não. Queria acreditar que o técnico errou e errou feio. Que os melhores jogadores do mundo não são os melhores de verdade. Que o time não era um time, que não funcionava. Prefiro pensar assim do que acreditar que interesses de outrem possam ter sido os responsáveis por nossa derrota. O sonho do hexa foi adiado e o que me conforta é saber que perdemos merecidamente. Não estou abalada por isso, afinal, acho que o Brasil nunca entrou em campo de verdade nessa Copa. Por isso, é cabível e aceitável que o hexa venha depois. Depois de esforço e dedicação. Diferente de mim, claro. Meu sonho foi adiado, infelizmente. Isso me deixa realmente chateada. Mas, como mamãe dizia, não dance conforme a música.

Agora deixa eu voltar a sonhar...