segunda-feira, 30 de outubro de 2006

... I don´t want to grow up ...


Tem dias que a gente se sente um lixo. Mesmo com um dia bonito, um céu todo azul e o sol a pino, a gente se sente um lixo. Eu não sei o que quero da vida e tenho muito medo de não ter nenhuma certeza aos 24 anos. Aos 24 anos, também, não ganho o suficiente pra pagar minhas contas, ajudar com as despesas da casa, gastar comigo, ter meu carro. Aos 24 anos eu não sou nada e nem ninguém. Embora eu saiba disso, algumas coisas teimam em esfregar na cara, como se eu já não soubesse disso o suficiente. Eu às vezes páro pra pensar na vida e acho que as coisas não são bem o que eu queria. Não sei se é a desmotivação daqui ou se simplesmente não tenho tesão pelo que faço. Mas tem dias que é exatamente disso que eu gosto. Como tem dias que é exatamente tudo isso que eu odeio. Não sei se quero continuar aqui ou nessa profissão. Tem dias que sim, tem dias que não. Principalmente os dias que eu erro. E olha que eu acerto bem mais do que erro, mas isso não tem muito valor. Ninguém me aplaude ou faz comentários bacanas quando eu acerto. Mas quando eu erro sim, aí sim. E aí eu penso: será que errar é mesmo humano??? Ou será que eu estou de saco cheio de tudo isso aqui?? Será que 2 anos fazendo a mesma coisa não seria suficiente pra que eu não errasse mais, no mínimo??? Não sei... será que 2 anos fazendo a mesma coisa, me formando numa das faculdades mais importantes do país (dizem!), falando inglês e espanhol não são suficientes para um salário mais digno???? Será que toda a dedicação, entusiasmo e empenho não me deixam digna de um emprego legal??? Não sei... pensei que quando me formasse, teria um cargo bacana, estaria ganhando uma boa grana, teria no mínimo o meu carro, mas o que eu tenho são dívidas. E o que eu tenho no banco é nada. O que eu aprendi em 4 anos de faculdade? Nada. O que eu aprendi de diferente trocando a Full Jazz pela Y&R? Nada. Eu tô perdida. Não sei pra onde ir, pra onde correr, onde ficar. Não sei pra quem pedir ajuda, não sei pra quem gritar, não sei em que ombro eu posso chorar... algumas pessoas, ao terminar a faculdade, vão fazer pós, outras vão para Europa, outras pros Estados Unidos, outras não faço idéia... eu??? Fiz alguns planos pra mim. Mas acho que nada vai se concretizar muito efetivamente. Não sei mais nada. Só sei que tem dias que a gente levanta com o saco bem cheio da vida e parece que nada faz mudar esse pensamento. É... crescer não é nada fácil.  

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor



Quando eu era criança eu me apaixonei pela torcida do Corinthians quando vi pela TV. Desde então eu decidi que seria corintiana. E eu nem gostava muito de futebol. Eu gostava mesmo era do Corinthians. Aquela torcida me encantava. Como podia tanta gente junta passar energia e força pra um time? Como podia uma torcida levantar seus jogadores? Mas a torcida do Corinthians, ela pode. A minha torcida pode tudo. E com o passar do tempo, fui sendo mais corintiana. Gostando mesmo. Entender de futebol veio com o tempo, junto com outras paixões. Como a de ir ao estádio. Minha primeira camiseta do Corinthians foi do Souza. Era a única que tinha, quando o patrocinador ainda era a Suvinil. Eu queria mesmo era a 9 do Viola. Mas já tinha acabado. Depois me apaixonei pelo Marcelinho, Luizão, Ronaldo, Dida, Carlitos, Nilmar, Carlos Alberto. Eu me apaixonei pela vibração do estádio e agora não consigo mais deixar de ir. Acompanho meu time de coração por onde quer que ele passe. E sei que minha torcida, única e pessoal, faz toda a diferença, mesmo no meio da enorme nação corintiana. O Corinthians não é só time. O Corinthians é a tradução de raça, de determinação. O Corinthians é paixão platônica, é espírito de vitória, é sofrimento, é angústia, mas é alegria. Muita alegria. Mesmo quando estamos ruim, o time surpreende. Mesmo em meio as crises e todas as outras intrigas da oposição, o Corinthians prevalece. O Corinthians incomoda muita gente. E olha que nem tem o título da tal Libertadores... e mesmo que um dia o Corinthians não jogue entre os grandes, ele vai continuar incomodando. Porque entre os grandes, Corinthians é o primeiro. Eu tenho orgulho de ser corintiana. Mesmo perdendo, mesmo ruim na classificação, seja como for, amo o meu time e continuo orgulhosa por ser o que sou. Apesar de todo o sufoco, ontem foi lindo. Nada melhor do que vencer a porcada. Poucas coisas têm esse sabor indescritível. E se tem um time que é o meu eterno rival, esse time é o da porcada. Mas ontem foi dia de glória e dia de gritar muito. Gritar com gosto, até perder a voz. Bater o pé, xingar, vibrar a cada bicão pra frente, aplaudir cada roubada de bola, e poder encher a boca pra dizer: chupa porco!!! Que delícia. Obrigada Corinthians! Ontem valeu pelo campeonato.


segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Como uma borboleta!!


Fiz minha tatoo no sábado. Dói pra caraca. Não lembrava que era tão dolorido. Na verdade, há 10 anos, não doeu nada. Mas essa sim, doeu pacas. Fiquei com os pés pra cima o findi inteiro e por isso, perdi o camarote na Fórmula 1. Meu pé inchou e mal entra no chinelinho. Continua doendo e morro de aflição de enconstar a mão. Não consigo andar direito. E fora isso, vaza a todo instante. Cheia de mimos, boyfriend e mamis lavaram meus pés com todo o cuidado e carinho do mundo. Quase não senti dor. Mas morri de medo. Está muito sensível. Fora tudo isso, a tatuagem é perfeita. Linda. Combina com meu espírito. Só o que não combina é esse inchaço todo. Mas acho que vai valer a pena. Porque quando está lavadinha e sequinha, a borboleta quase consegue voar.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

pé n´água


Chuva fina cai, cai. Sem parar. É uma garoa chata com um vento cortante na avenida mais famosa da cidade. Páro e tomo um café. Observo as pessoas que passam e a chuva que continua a cair. A chuva é até bonita de se ver pra quem a olha da janela do carro, pra quem a ouve cair sobre o telhado, pra aqueles que refrescam o corpo e alma, para um beijo roubado ao entardecer. Mas para quem usa tênis e meias... não, a chuva não é nada agradável. Apesar da prova mega difícil do IBOPE pela manhã, a chuva fina e o vento que me cortava, fiquei com os pés molhados o dia inteiro. E eu odeio pés molhados. Odeio meias molhadas. Queria mesmo era meu edredom, minha caneca de chocolate e um bom filme de sessão da tarde no sofá. Mas hoje teve almoço com querida, matei as saudades. Mousse de maracujá com chocolate, fofocas em dia. Pronto. Faço uma média com o chefe, trabalho, trabalho, trabalho. Acho que vou aproveitar os pés molhados e escrever os agradecimentos finais do meu tcc. Aleluia. Nem tudo tem que ser cinza. Está finalmente acabando.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

enquanto as férias não vêm


O feriado chegou e todas as promessas e pendengas ficaram para trás. Nada do que eu planejei colocar em ordem, eu consegui cumprir. Não arrumei meu quarto, não tirei pó dos meus sapatos, não separei as roupas que não uso mais, não joguei fora os rascunhos do tcc. Não comecei nenhuma dieta, não fiz depilação, não fiz limpeza de pele, não cortei o cabelo. Não vi os filmes pendentes, não li os livros da cabeceira. Nadica de nada. Aliás, descobri que estou alguns quilos mais gordinha e não tive coragem de me pesar. O quarto continua a maior zona, os sapatos todos empoeirados (os que eu não uso, claro, que aliás, são mais numerosos do que aqueles que uso normalmente). O cabelo tá todo quebrado, sem brilho e sem vida. A pele toda oleosa, um horror. Depilação então?? ai ai... como ser gente grande é chato. Esse bando de responsabilidades... é muito chato mesmo. E ser mulher então??? afe! Não descansei, sequer. A vida é muito corrida e não dá tempo pra nada. Quanto mais se tem o tempo, mais rapidamente se gasta. Não consegui colocar a vida em ordem nesses 4 dias que eu fiquei à toa. Tenho prova no IBOPE na quarta, planejamento de mídia pra sexta, tcc a revisar, ensaios, autorizações na agência, vida social. Como é difícil conciliar tudo. Preciso de no mínimo uns 40 dias pra colocar tudo em ordem; a vida, o quarto, as roupas, o corpo, a mente. Mas minhas férias virão em 2008, apenas. Isso se não houver mudança nos planos. A princípio é isso. Quatro dias em casa não foram suficientes.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

trinta dias


Um mês é muito pouco pra dizer eu te amo. Um mês é muito pouco pra afirmar que você é o homem da minha vida. Em tão pouco tempo, eu não seria capaz de dizer que estou tão perdidamente apaixonada por você, que sem você meu mundo não seria completo.
Tudo o que eu queria era ficar em paz. Mas o destino não quis assim e colocou você na minha vida de novo. Com esse seu jeitinho você vai me conquistando e a cada dia, desses trinta-e-poucos, você me pega de jeito.
Invadiu, sem sequer pedir licença, meu coração. Invadiu minha cabeça, é dono dos meus pensamentos, consegue estar nos meus sonhos, tomou meu corpo e está pouco a pouco se apoderando da minha alma.
O amor tem dessas coisas. Um amor assim, que vem de sopetão, de surpresa. Um amor que nasce de uma paixão louca. Um amor que se alimenta da admiração mútua. Um amor que respeita a individualidade do outro e um amor que permite ser você mesmo. Um amor que não recrimina, um amor calmo e ao mesmo tempo enlouquecedor. Um amor meio sem jeito, meio tímido. Um amor sereno e platônico. Um amor ardente, cheio de saudade e mimos pequenos. Um amor que pode ser visto de longe e sentido de perto. Um amor que está escrito na testa, um amor até de fazer inveja. Um amor sem cobranças, um amor de primavera, um amor de momento, um amor que pode ser eterno.
Eu sempre acho que esse negócio de amor precisa ser alimentado, cuidado e semeado. E isso precisa acontecer todos os dias, todos os momentos porque do contrário, não há amor que resista. E ele morre.
Mas hoje eu não quero falar de possibilidades negativas. Não! Hoje estou radiante por comemorar 30 dias, em teoria, do seu lado. Hoje estou contente porque tenho seus olhinhos pra mim. Tenho o seu sorriso maroto, seu corpo, seu abraço, seus beijos. Sei que tenho parte do seu dia, de seus pensamentos e tenho o seu abraço. Tenho palavras amigas, palavras de amante, palavras de amor.
Você é assim e assim você está me conquistando. Você trouxe a felicidade de volta pra minha vida e eu já nem acreditava mais que certas coisas pudessem mesmo existir.
Eu queria um conto de fadas em que as pessoas pudessem ser felizes para sempre. O conto se desfez por um tempo. Mas agora eu vejo que quem constrói um conto, é a gente mesmo. E você faz parte dele. Do meu conto de fadas, onde eu sou a princesa e você o príncipe encantado.
E eu quero assim. Pra sempre.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

o tempo escorre pelas mãos


O resumo dos últimos dias em uma só palavra: correria. Não consegui nem ainda descrever meu aniversário, o que foi bom e o que foi ruim. Bom, da minha balada eu posso dizer que foi legal, cheia de pessoas queridas, embora uma das mais e melhores amigas não foi porque confundiu as datas. Sábado, churras de formatura com meus amigos da facu. Guerra de cotonete e arena palco dos malucos que pulavam feito crianças bobas. Domingo, bolo prestígio, mais amigos queridos e presentes. A semana foi corrida, tcc pra lá e pra cá. Outro curso no IBOPE. Pendengas pra resolver. Pessoas com a mesma hipocrisia de sempre, mas agora ninguém atrapalha ou estraga meu dia. O mau humor de alguns passa muito longe de mim. Final de semana chegando, outro. Tô com muitos sonos atrasados... todas as horas do dia juntinho de quem se gosta. Balada da nova cunhadinha. Tcc de novo. Amigos no msn. Estreei uma cama nova. Dormi o sonho da Bela Adormecida, perdi a hora. E hoje, tudo de novo. Tcc, hipocrisia... saudade. Mas tudo bem, algumas coisas já estão acabando e logo logo eu vou ter tempo de voltar a escrever com mucho gusto. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

happy birthday for you


Mamãe costumava dizer que no meu aniversário sempre chovia e fazia frio. E com o passar dos anos, fui percebendo que na maioria das vezes, chovia mesmo e até fazia frio. Mas é primavera, e primavera sempre traz flores. E é aniversário, e festa de aniversário é sempre colorida, cheia de balões, bolo, brigadeiro. Aniversário é nostalgia, pessoas queridas, balas de côco, cartões cheios de alegria. Fazer aninhos é completar primaveras, outonos, invernos e verões. Aniversário é um ciclo que se renova e mais dias de experiência acumulada em algum canto da nossa consciência. Aniversário é reencontrar os amigos, são telefonemas inesperados, abraços apertados, emails trocados e hoje em dia, scraps. Este ano Deus embrulhou a felicidade num papel bem bonito, colocou numa caixinha, amarrou com um laço de cetim azul-marinho e me deu. Todo dia eu pego um pouquinho daquela felicidade e a carrego comigo pra que eu possa ter um bom dia. E por isso hoje, mesmo com a previsão certeira de mamãe de que pode chover e ser frio, o dia amanheceu colorido na minha janela. E o sol está brilhando por mim, festejando meus vinte e quatro aninhos. E o amor bateu à porta e eu abri. E os presentes estão chegando. E a primavera é mesmo a estação mais estranha do ano. A mais indecisa, mas também a mais bonita. E hoje é meu aniversário. Obrigada, obrigada, obrigada.