terça-feira, 28 de novembro de 2006

an ordinary Sunday... but fantastic!


Se um dia te disserem que a felicidade está nas pequenas coisas, acredite. Você provavelmente vai encontrá-la onde menos espera. No domingo recebi um convite muito especial. Um almoço. Um almoço feito especialmente pra mim pela pessoa mais importante. Quem diria... o amor tem dessas coisas. Dessas pequenas surpresas, de um gesto carinhoso, um olhar, um sorriso, um abraço, um beijo, palavras de afeto. E o amor tem o tempero da paixão, e amor quando temperado dessa forma, tem tudo pra dar certo. Foi tudo de bom! Amei.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

os milagres estão nas pequenas coisas


Talvez você precise de uma atitude mais firme para resolver a questão. Um verbo mais enfático, uma frase mais direta, expressar sua vontade... Não basta simplesmente pensar, desejar, sonhar... Há que realizar, desenhar táticas, tecer argumentos e partir pra luta. Vencer não é só ganhar, mas também se superar, evoluindo sempre. Libra 23/11

Ontem eu recebi meu signo por email – coisa que Ludmilla faz todo santo dia. Na terça-feira eu conversei com meu diretor pra poder saber o meu futuro aqui na Young e as perspectivas de crescimento e tal, já que agora eu terminei a faculdade e, teoricamente, sou uma publicitária.
Confesso que eu andava muito desanimada, afinal, nove meses de estágio é muita coisa, considerando que eu já não era mais estagiária. Mas tudo bem. Eu aceitei o desafio e devia ter me conformado. Na verdade, eu procurava compensar o fato nas pequenas coisas, como incrementar meu currículo com os cursos que ando fazendo no IBOPE e na Marplan, além também de ter o “peso” do nome Y&R como parte das minhas experiências profissionais.
Sinto um pouco de orgulho de mim. Isso porque, como filha e afilhada de publicitários, muitas pessoas poderiam achar que estou onde estou por causa dos outros. Mas não. Sou o que sou e estou onde estou por mérito meu. E é isso que me dá essa pontinha de orgulho.
Pois bem. Meu diretor disse que não sabia o que aconteceria comigo. Eu provavelmente seria efetivada, mas ele não saberia quando. Eu – toda entristecida porque não teria meu precioso 13º - achei que deveria insistir um pouco mais, explicar que era fogo passar o fim de ano no aperto,  mas não tive coragem. Fiquei na minha. Pensando sobre meu desempenho e comprometimento, pensando se eu merecia ou não. Fiquei emputecida, pra dizer a verdade.
Aí, ontem, a Lud mandou meu signo e aí não tive dúvidas. Precisava mesmo chorar e dizer que precisava muito ser efetivada ainda este ano. Mas como??? O que eu iria dizer?? Eu, toda tímida e embaraçada... sim, porque pra falar com todos eu tenho coragem, mas aqui a coisa engrossa e eu só sei ficar calada. Que raiva!! Mas o horóscopo estava a meu favor, eu tinha que fazer alguma coisa. E a coincidência é que na terça – quando eu estava borocoxô – foi a Lud que me incentivou a conversar com meu diretor.
Pois bem. Ontem no fim da noite – sim, porque agora que sou teoricamente publicitária – eu tenho que trabalhar além do limite, pois todo publicitário que se preze, se não tem serviço, ao menos faz média. Bom... eu estava aqui – trabalhando mesmo e não fazendo média – quando me chamaram pra conversar. Na hora, eu pedi a Deus que fosse o que eu estava pensando, afinal uma conversa com meus dois diretores (sim, aqui tem bastante cacique e o resto da frase você certamente conhece) não seria à toa.
E é isso. Fui contratada. Agora acho que posso ser publicitária de verdade, na prática. E estou muito feliz, obrigada.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

e agora, José?


Antigamente as pessoas se casavam aos 20 – no máximo – e já aos 25 tinham – no mínimo – 5 filhos, um pra cada ano de casamento. As mulheres ficavam em casa e cuidavam das roupas, da comida, das crianças e os homens chegavam no fim do dia com um pacote de pães embaixo do braço. Então eles se sentavam à cabeceira da mesa, faziam uma prece e comiam seu jantar, em silêncio. Os homens pagavam as contas e tudo era perfeito. As crianças cresciam, as mulheres tornavam-se aquelas vovós fofas – literalmente – que sabiam fazer todos os bolos e guloseimas do mundo. E fim. Mas e hoje?? Acabei a faculdade aos 24, comecei um namoro há pouco mais de 2 meses, não tenho casa própria, não tenho carro, mal tenho um emprego de verdade, não me sinto preparada para a vida adulta, muito menos casar e ter filhos. Não me vejo conseguindo conciliar todos os meus anseios e planos com uma vida de dona-de-casa. E tenho medo. Medo e inveja, porque esse “antigamente” aí de cima, nem é tão antigamente assim. Mas depois desse tempo, outros tempos vieram. E as mulheres casavam um pouco mais tarde, terminavam os estudos, tinham carreira, casa, marido e filhos. E deram conta. Ai que invejinha... não dou conta nem de mim. Ainda quero que mamãe me pegue no colo, me faça um cafuné e diga que tudo vai acabar bem. Quero a certeza de que meus problemas são pequenos e que todos têm solução. Quero bolas de sorvete e bolas de sabão. Quero ser criança pra sempre, sem responsabilidades, contas a pagar, débito em conta, pendências na empresa, divergências entre equipes, mestrado, pós, etc. Quero terminar meus cursos de espanhol e inglês, quero viajar o mundo, quero ser fudida no que faço, quero fazer mestrado, quero dar aula na faculdade e ter milhões de projetos pra concluir, quero um amor pra vida toda, quero marido, casa, cachorro e filhos. Enfim, quero abraçar o mundo mas meus braços são muito pequenos.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

como lembrar do que é impossível esquecer


“Ele é bonito no seu jeito normal de ser, ele é natural, sensual quase sem querer... menino maneiro, não tem frescura, ele é doce e tem a cor da doçura. Te ver me faz viver e me faz feliz a vida inteira. Quando eu lembro você sorrindo, não há nada mais lindo que contemplar a beleza límpida, sem mentiras, a beleza simples, a luz cristalina do teu olhar. E isso me faz viver, me faz feliz a vida inteira. Quero voltar, parar em teu porto, te abraçar, ficar bem juntinho, coração com coração, batendo apertadinho.” – trecho adaptado por mim da música Morena Raiz, da Tribo de Jah

Lembrar nós dois na praia, velejando em nossos próprios sonhos, sonhando com nossos futuros, fazendo planos, promessas e juras. Lembrar nossos pés tocando o mar, nossas mãos entrelaçadas, um abraço selando um amor de fim de tarde. Lembrar do que foi ainda agora há pouco. Lembrar do seu abraço terno durante a noite. Lembrar de você me protegendo das pererecas e dos mosquitos que teimavam em estragar o feriado. Lembrar de você elogiando minha comida meio estranha. Lembrar de você cuidando de mim como se fosse sua menina. Lembrar de você se preocupando se eu tomei o remédio, se passei o repelente, se escovei os dentes. Lembrar você dormindo, lembrar você acordando, lembrar do seu bom dia e da sua companhia para o café da manhã. Lembrar seu amor pelo mar e pelas ondas, lembrar dos seus olhinhos brilhando diante da felicidade.
Lembrar sempre de você é ser feliz.

A vida nos ensina que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direção. – Antoine de Saint-Éxupéry

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

juntos é mais divertido!


Enfim mais uma etapa da vida encerrada. Dizem que a vida é cheia de fases. Quando eu era criança, queria logo ser mulher. Hoje que sou mulher, quero logo voltar a ser criança. Crescer é muito chato e difícil. Não é nada fácil, como eu imaginava. De menina, me diziam, que aos 15 eu viraria mulher. Esperei ansiosa por esse dia, mas não aconteceu nada de novo. Depois esperei pelos 18, porque me prometeram a tão sonhada liberdade. Nada de novo, de novo. Aos 21 eu estava entrando na faculdade. Atrasada, eu sei, mas fiquei de boa depois do colégio, queria “descansar”. Mal sabia o que era cansaço e acho que ainda não sei. Depois, 1 ano de cursinho. Entrei na faculdade em 2003. Hoje, não acredito que já se passaram 4 longos e penosos anos. Hoje, não acredito que já fazem 2 dias que apresentei meu TCC. Eu estava com dragões no estômago de tanto nervoso, e hoje, já passou. Apesar de todos os contratempos, de todas as coisas direcionadas para sairem erradas, deu tudo certo, ficou tudo lindo e eu quase morri do coração. Não via a hora de apresentar meu projeto e acreditem, eu daria tudo pra passar por isso de novo. Todas as reuniões intermináveis, as noites mal dormidas, as brigas, as risadas, as conversas, as confissões, os brainstorms no metrô, as ligações e emails desesperados... tudo valeu a pena. E já começo a sentir saudade. Hoje apaguei meus arquivos do projeto, limpei minha caixa pessoal, joguei os rascunhos e revisões fora. Me deu uma dor no coração. Apesar de ter dado graças a Deus que tudo acabou, vou mesmo sentir falta. E já consigo sentir até uma pontinha de choro querendo brotar dos meus olhos. Vou sentir saudade das salas apertadas, das aulas chatas, das pessoas que eu mal falava, dos corredores esfumaçados, dos elevadores cai-não-cai, dos professores legais, da Monet, do yakissoba no escadão, do Black Dog, da confusão da Paulista, dos buracos na calçada, do metrô super lotado. Da falação do Celso, das conversas com a Nath, das risadas com o Guto, dos amigos de quase-nunca, até das aulas de sábado. Pois é... mais uma fase terminada. Não sei ainda quantas etapas da vida eu vou ter que cumprir, só sei que, apesar de nada de novo acontecer ou mudar, é uma delícia ver cada fase completada e conquistada da maneira que é. É uma vitória após a outra e pra todas elas eu olho com saudade. As fases são parte da vida e o que vem com elas fica pra sempre. Seja um simples aniversário de 15 ou 18 anos, seja sua primeira carta de motorista, seja o fim do colégio, seja o fim da faculdade. Todas são maravilhosas. Eu amei meu projeto experimental e sei que vou poder levar meus amigos pro resto da vida dentro do coração. Enfim, fechei com chave de ouro. Ufa!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

não conheço mais Alice











Quando conheci Alice, ela era uma menina doce, cheia de encantos. Confusa, indecisa, sem muita confiança em si. Alice parecia uma criança perdida num parque. Mas ela tinha aquele brilho nos olhos, aquela meiguice no coração e uma amizade que era importante de se manter. Alice estava a espera do coelho branco e eu a criticava por isso. Por deixar a vida passar frente a seus olhos, por deixar as chances escaparem por entre os dedos. Mas fazer o quê? Alice era assim e eu gostava dela. Gostava muito mesmo. Da companhia, das conversas, da sua saia rodada, dos seus olhos verdes, até da sua insegurança. Mas Alice se perdeu no caminho e me decepcionou. Não como amiga apenas, mas como pessoa. Alice se deixou levar, talvez por sua inocência, talvez por sua insegurança. Não sei. Só sei que Alice voltou através do espelho e nunca mais foi a mesma. Pena...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

sunscreen


Como boa publicitária que se preze, por mais careta ou clichê que possa parecer, não posso deixar de propagar as coisas boas que vi ao longo do meu curso. Uma das coisas que me fez realmente perceber que propaganda era a alma, não só do negócio mas da minha vida, foi naquela aula (pra variar, MEGA chata) de teoria da comunicação. Mas valeu a pena!
Quem nunca viu o vídeo, vale a pena baixar na net. Hoje já tem até no YouTube! Então, lá vai...


“Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria: usem filtro solar. O uso em longo prazo foi cientificamente provado. Já os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minhas próprias experiências. Eu lhes darei estes conselhos: desfrute do poder e da beleza da sua juventude. Oh, esqueça... você só vai compreender o poder e a beleza quando ambos já tiverem desaparecido. Mas acredite em mim. Dentro de vinte anos você vai olhar suas fotos e compreender, de um jeito que você não pode compreender agora, quantas possibilidades se abriram pra você e o quão fabuloso você era. Você não era tão gordo como imaginava. Não se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida, são aqueles que nunca passaram pela sua cabeça, tipo aqueles que tomam conta da sua mente às 4 horas da tarde de uma terça-feira ociosa. Todos os dias faça alguma coisa que te assuste. Cante. Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação aos seus sentimentos. Relaxe. Não perca tempo com inveja. Às vezes você ganha, às vezes você perde. A corrida é longa e no final tem que contar só com você. Lembre-se dos elogios que você recebe. Esqueça os insultos (se você conseguir fazer isso, me diga como). Guarde suas cartas de amor. Jogue fora seus velhos extratos bancários. Estique-se. Não tenha sentimento de culpa por não saber o que você quer fazer da sua vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, a menor idéia do que fariam da vida. Algumas dessas pessoas interessantes que eu conheço, aos 40, ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja gentil com seus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais. Talvez você se case, talvez não. Talvez você tenha filhos, talvez não. Talvez você se divorcie aos 40. Talvez você dance uma valsinha no seu 75º aniversário de casamento. Seja lá o que você fizer, não se orgulhe e nem se critique demais. Todas as suas escolhas têm 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais. Curta seu corpo da maneira que puder. Use-o de todas as formas que puder. Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele. Ele é o maior instrumento que você pode possuir. Dance. Mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar. Leia todas as indicações, mesmo que você não as siga. Não leia revistas de beleza. Elas só vão te fazer sentir feio. Saiba entender os seus pais. Você não sabe a falta que vai sentir deles quando eles forem embora pra valer. Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, nunca deixarão você na mão. Entenda que os amigos vão e vem, mas que há um punhado deles, preciosos,  que você deve guardar com muito carinho. Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e os obstáculos da vida, porque quanto mais você envelhece, mais vai precisar das pessoas que te conheceram quando você era jovem. More em Nova York uma vez. Mas mude-se antes que ela te torne duro demais. More no norte da Califórnia uma vez. Mas mude-se antes de se tornar uma pessoa muito mole. Viaje. Aceite algumas verdades eternas: os preços vão subir, os políticos são mulherengos e você também vai envelhecer. E quando você envelhecer, vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos. Não espere apoio de ninguém. Talvez você tenha um fundo de garantia. Talvez você se case com alguém rico. Mas você nunca sabe quando um ou outro pode desaparecer. Não mexa muito em seu cabelo. Senão, quando tiver 40 anos vai ficar com aparência de 85. Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos. Mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma maneira de resgatar o passado do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço muito maior do que realmente vale. Mas acredite em mim quando eu falo do filtro solar.”
Wear Sunscreen – texto lido na formatura de 1997 e usado no institucional da DM9DDB

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

there´s no place like home


Ontem peguei meu projeto de TCC e fiquei babando por ele. Realmente ficou muito bonito. Aí, aproveitamos pra decorar a faculdade com nosso mascote, o Simão, e não é que a faculdade ficou muito mais bonita?? Ontem também tive que digerir um sapo, ou melhor, duas pererecas. A digestão foi péssima e por isso, decidimos não falar sobre o assunto.  Hoje acordei toda empolgada. Na verdade eu mal dormi, porque meu estômago doía de tanta ansiedade por terça-feira que vem. Fui pro IBOPE e como o curso acabou super tarde, decidi andar pela Paulista e comer alguma coisa. Encontrei o Andrei, trocamos palavras. Uma cigana me agarrou e não me largava. Fiquei com medo porque vovó dizia que ciganas arrancam tudo da gente num piscar de olhos. Depois de checar se nada tinha sumido, um vendedor ambulante me parou e disse: por que essa cara de brava??? Bem que as pessoas dizem que eu tenho essa cara... Fui até a Cásper e aproveitei pra fazer minha carteirinha de estudante, já que me formo, melhor aproveitar a chance. Depois encontrei alguns professores do primeiro ano e me dei conta de como o tempo passa depressa. Sentei nas mesinhas do 3º andar e almocei por lá mesmo. Fiquei reparando que a alegria e motivação dos bixos não é a mesma no último ano. E por incrível que pareça, senti um aperto no coração. Um aperto de saudade de tudo o que aquilo significou um dia pra mim. Toda aquela garotada rindo, despreocupada... quem me dera... olhei a entrada do auditório onde há 2 anos apresentei a Banca de Marketing. Dizem que fui bem, mas por dentro, só eu sabia como estava. Dores de barriga, calafrios, mãos suadas, pernas bambas... no fim, deu tudo certo. O PPC tava lá apoiando, incentivando. Os meus amigos também. No palco, na platéia, no coração. Aí lembrei que terça que vem isso se repete. Me deu medo. Sorri. Lembrei que ainda terei amigos. No palco, na platéia e no coração.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído


Faz um tempinho que eu li em algum lugar que não devíamos criar expectativas a respeito de ninguém. Que o mais sensato é não esperar nada de ninguém, porque isso é uma das coisas mais frustrantes que existe. Eu discordava, mas agora concordo. Aliás, estou sempre esperando o pior das pessoas. Pelo menos eu me engano, mas não me frustro, caso o resultado seja positivo. Coisa que raramente acontece. Pra esse ano eu planejava fazer um puta projeto experimental, dei o melhor de mim, como muitos no grupo. Mas não saiu como queria. Não saiu perfeito como imaginava e pra dizer a verdade, tô frustrada porque nem tudo saiu como o esperado. Aí, como certas coisas sempre tendem a dar errado, todos os nossos vídeos com pessoas bacanas como Tas e Arnaldo... simplesmente sumiram!!! Os vídeos-testes não se apagaram, só os vídeos bacanas. Ontem fomos entregar o tão aguardado book. Eu fui esperando até o pior, já que o resultado que eu conhecia era bem ruim. Mas então, mais uma vez Murphy opera em nossas vidas e os books foram entregues por engano para outra pessoa. De tantos trabalhos na maldita gráfica, entregaram o nosso... sinceramente eu não sei mais o que esperar desse projeto. O que me mantém ainda um pouco motivada e até orgulhosa de tudo isso, é saber que dei o melhor de mim, fui ao meu limite e que em meio a tudo isso, ainda consigo me divertir com meus amigos do grupo como se ainda fôssemos crianças.  

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

danço eu, dança você na dança da solidão


Depois de um tempo eles se reencontraram e por dentro não foi a mesma coisa. Ela olhou, olhou, procurando por defeitos, talvez. Ele olhou, olhou, tentando entender o que deu errado, talvez. Por dentro, a eterna sensação de que poderia ter dado certo. Por fora, alegria. As pessoas mudam com o tempo. Ele estava todo eufórico e ela mais gordinha. Ele alisou seus cabelos e disse que estava tudo em ordem, tudo perfeito. Ela sorriu. Por dentro queria chorar. Não de tristeza, mas de saudade. De dúvida, talvez. Algumas coisas nas pessoas não mudam com o tempo. Com o tempo você aprende a não errar de novo, a não magoar as pessoas, a dar valor a alguém no seu devido tempo. E com o tempo você precisa aprender que perder, às vezes, pode ser ganhar. Conversaram por alguns minutos, mataram a saudade no olhar. Saudade de tudo o que já foi um dia, saudade do que poderia ter sido, saudade de segredos compartilhados. Saudade. Ele olhou mais uma vez, um beijo na testa. Por dentro, vontade de abraçar o mundo. Ela aceitou o beijo e por dentro, vontade de parar o tempo. Nada acontece por acaso, mas certas coisas simplesmente não dão certo.