terça-feira, 30 de janeiro de 2007

são paulo fashion day


Como boa paulista que se preze fui, uma vez mais, ao Fashion Week. Dessa vez, posso dizer que não foi muito lá essas coisas. Não encontrei ninguém muito conhecido, os lounges estavam bombando, porém faltava comida, bebida e gente educada. A exposição sobre reciclagem era bem bacana e adorei os modelitos a la Fause Haten e da Osklen. Na verdade, não acompanhei nenhum dos desfiles dessa vez. Apenas vi trechos no telão do que foi a V-ROM. Pra dizer a verdade, também não gostei. Não sei se é por ter preferência pelo verão que não curti essa coleção de inverno, é não sei... a companhia estava boa e não poderia ser das melhores. A dupla imbatível Bruno e Renato, amor da minha vida, cunhada e amigo. Sim, estava lotado, mas como disse, já vi melhores. Espero que o próximo esteja mais “caloroso”. Também não sei se foi por ter ido no último dia, mas esse spfw estava muito blasè pro meu gostinho. E mais uma vez meu chefe morreu com um par de convite pro desfile exclusivo de Glorinha Kalil... é, quem pode, pode.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

what a beautiful wedding



 

Era um dia de primavera. O dia amanhecera perfeitamente azul. Nem sol a pino nem sol a menos. O vento soprava fresco e as nuvens eram de algodão doce. Escolheram uma praia, bonita, deserta. Água clara, colorida ora azul ora verde, assim como suas cores favoritas. A areia e a brisa lembravam seus primeiros encontros, ainda sem compromisso. Aos poucos iam chegando os amigos, mas apenas os verdadeiros e bons amigos. Ao pé de coqueiros, uma espécie de tenda. Linho e seda branca, com pequenos cristais refletindo um prisma de cores por onde a noiva entraria. As flores eram as suas prediletas, combinando com o seu buquê, definitivamente, copos-de-leite. Pelo lado de dentro da casa à beira mar, um almoço leve e requintado à espera dos convidados. Todos olhavam atentos. O noivo já a espera, ansioso e alegre. Seus olhinhos verdes se enchiam de felicidade, de tão tamanha que não se continha dentro dele. Todo de branco. Ao som das ondas quebrando, ela entra. Os olhos se encontram. E mais uma vez se confirmam apaixonados como desde o primeiro dia. Ela nervosa por dentro e extasiante por fora. Ele meio tímido com seu sorriso largo. O amor podia tocar a todos que testemunhavam a união mais perfeita do mundo. Estava selado. Nada de sermões ou promessas vãs. As juras foram feitas com o coração, singelas mas verdadeiras.  Um beijo. Ela chorou e ele segurou sua mão - não tenha medo, daqui pra frente estaremos lado a lado. E agora, marido e mulher.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

assim sou eu com você



Quand tu me prend dans tes bas
Quand je regarde dans tes yeux
Je vois que Dieu exist
C´ est pas dur croire

Existem coisas que se completam, elementos que se juntam, opostos que se atraem. Como 1+1 são 2, como o Pólo Norte e o Pólo Sul, o inverno e o verão, o seco e o molhado, você e eu. Nós somos completamente diferentes, no entanto, tão iguais em particularidades. Eu sou mulher, você homem. Sou frágil, você forte. Olhos castanhos, os seus verdes. Eu rock, você pagode. Eu sol, você mar. Eu preguiça, você atitude. Eu durmo de lado, você pra cima. Eu sorriso metálico, você sorriso perfeito. Eu medo, você coragem. Eu ouço, você fala. Eu leio, você assiste. Você dança, eu canto. Eu massa, você churrasco. Você azul, eu vermelho. Você amor, eu sexo. Eu Timão, você São Paulo. Eu escrevo, você silencia. Eu publicitária, você engenheiro. Você carros, eu bola. Você esportes, eu tv. Eu de qualquer jeito, você perfeccionista. Eu compulsiva, você controlado. Eu pizza, você hot dog. Você ação, eu suspense. Eu chocolate, você esfiha. Você cerveja, eu vinho. Eu dispersa, você ligado. Você pesquisa, eu compras. Eu letras, você números. Você queijo, eu goiabada. Mas sim, existem coisas em que combinamos também. Você acredita na sagacidade do amor, na construção de uma família, na felicidade infinita, nas nuvens de algodão doce. Você é a outra metade que eu tanto precisava, você é aquele que me mantém em equilíbrio constante. Você completa. Você está em mim e eu estou em você. E assim somos nós, coca-cola com torta de limão. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Nathália



Um dia, entediada com meu super boss, resolvi ler o blog dela de cabo a rabo. Feito. Levou alguns dias, porque quando o big boss percebe que estou ocupada no meu mundinho, ele inventa algumas atividades pra justificar seu título na empresa. Mas, como hoje estou para falar dela e não de mim, lá vai, conforme prometido no scrap.
Nath é uma querida. Apaixonei-me por ela de cara, mas tímida que sou, decidi não declarar essa paixão repentina, afinal, tinha uma certa tendência a me decepcionar com esses tipos de paixões. Ela parecia ser do tipo moderninha, revolucionária, com sua estrelinha do PT presa à mochila. Sua franja acertada sobre a testa, sobressaindo-se em meio a alguns fios desconexos do seu cabelo. All star nos pés. Achei estilosa, bastante por sinal. Ao ler seu blog, agora muito melhor que antes, a conheci desde os 17, quando ainda escrevia textos sem vírgulas e sem pontos finais. E desde os 17, Nath é a mesma pessoa maravilhosa que entrou na minha vida. Seus textos continuam cheio de poesia, de dores, de amores, de angústias, de dúvidas e de saudades. Seu texto é tão bom, mas tão bom, que de qualquer descrição é possível juntar-se à ela em suas aventuras, sentir o gosto, o cheiro, a dor. Seus textos são escritos com sua alma e por isso são magnificamente perfeitos. O mundo de Nath consegue fazer com que você mergulhe nele e não queira sair mais. Do blog, é legal saber que temos muitos gostos parecidos, muitos medos compartilhados, muitas ilusões a serem vividas. É divertido ver que gosta do Tango de Roxane ou que escreveu alguns posts muito parecidos entre um ano e outro. Outros até com mesmo título. E com o tempo, mudou também o estilo do texto. Agora usa pontuação, título (ora em português ora em outras línguas) e o texto é todo alinhado.
Nathália tornou-se minha amiga com o tempo. Não foi de cara, talvez por minha culpa mesmo. Sou muito fechada e tenho dessas coisas. Mas o importante, além de conhecer sua alma e suas peculiaridades através do blog, é ter o privilégio de ser sua amiga na vida real. Nath é muito especial e eu lamento o tempo que perdi em não ter declarado aquela paixão no comecinho de 2003. Aliás, Nath, vi sua dúvida entre Mackenzie e Cásper. Agora, depois de tanto tempo, já consegue responder à sua pergunta: como estaria hoje se tivesse feito a outra escolha??
Eu não ousaria pensar muito nessa resposta, até porque nem imagino muito a minha vida sem o que você acrescentou à ela. Sem querer – e talvez você nem soubesse – você conquistou minha amizade, e o que garanto é que podem passar meses, anos, europas... a minha amizade, ou melhor, a nossa amizade permanecerá intocável. Eu, daqui, torcendo sempre pelo seu melhor e pelo seu bem. Você de algum lugar, também torcendo, lembrando.
Esses anos foram anos de ouro. E seus textos vão continuar comigo pra sempre. Assim como você.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

smiles


De criança tinha o sorriso mais lindo. Tudo era perfeito e os dentes eram branquinhos. Nem se importava quando o dentista dizia: balas, chicletes, chocolate e drops fazem mal aos dentes. Também não dava a mínima pra tal fada dos dentes. Mas era o sorriso, justamente, o que ela sempre admirou nas pessoas. Quando os dentes começaram a cair, sua vó foi quem os arrancou. Ela também não se importava, pois certamente os dentes nasceriam da mesma forma, sairiam do mesmo lugar, substituíndo os antigos. Mas, pra sua infelicidade, não foi isso que aconteceu. Os dentes não saíram como o planejado e nunca mais ela sorriu da mesma maneira. E tinha medo dos aparelhos, já que muitas criancinhas andavam na rua feito cavalos alados e um horrível ferro pra fora da boca. Morria de medo. Preferia ficar de boca fechada a ter que passar por aquilo. Aí, convencida pela vaidade e pela máxima de que era impossível viver sem sorrir, decidiu colocar o tal aparelho. Mas não foi o tal do ferro pra fora – ainda bem. Foi apenas um aparelho normal. Claro que ela não escapou das piadinhas, das brincadeiras e dos apelidos de mau gosto, não. E pro seu azar, o tratamento não iria dar certo, já que mais tarde os seus dentes do juízo nasceriam e novamente tornariam seu sorriso todo estranho. Tira o aparelho, depois de longos 2 anos que pareciam séculos. Depois, adulta já, sem medo da cirurgia do ciso, de volta com o aparelho. Agora mais moderno, de porcelana, branco, quase imperceptível. Um charme, até. Foram mais 3 anos. E ontem, finalmente, o velho e belo sorriso de antigamente. De criança espevitada. Como é gostosa a sensação de passar a língua por entre os dentes. É uma coisa simples, mas indescrítivel. Hoje está com o sorriso largo estampado na cara. De orelha a orelha. Feliz por dentro e por fora. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

minha aquarela



Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo. E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva. E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva. Que saudade do tempo em que tudo era simples de se resolver. Saudade da época que colo de mãe trazia a paz de espírito tão difícil de se ter hoje em dia. Um afago nos cabelos, uma palavra de carinho, um simples: tudo vai dar certo. Saudade das brincadeiras de criança, dos amiguinhos da escola, dos bolos da vovó, das coisas engraçadas do vovô. Saudade é uma palavra sem tradução. Saudade não pode ser explicada, apenas sentida. E naqueles tempos eu tinha castelo e era a princesa.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota voar no céu. Vai voando, contornando a imensa curva, norte-sul. Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul. Pinto um barco à vela, branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul. Com o tempo vêm novas descobertas. Novos amigos. Novos desafios. Com o passar do tempo, descobrimos sensações, sentimentos. Mais uma vez a vida passa como um turbilhão e deixa saudade, de novo.
Entre as nuvens, vem surgindo um lindo avião, rosa e grená, tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar. Basta imaginar que ele está partindo, sereno, indo e se a gente quiser, ele vai pousar. Temos então que escolher outros novos rumos, um destino, uma profissão. Temos que tomar a frente do nosso avião e voar em direção a novos continentes, mas sem nunca esquecer a hora certa de voltar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida, com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida. De uma América à outra eu consigo passar num segundo. Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo. Percebemos que no caminho, amigos vêm e vão. Alguns permanecem pra sempre, à distância ou de perto. Outros simplesmente se vão. Mas não sem deixar algo em nós. E então, você percebe que pode ter o mundo nas mãos, porque não vai faltar alguém que te ajude a conquistá-lo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro. E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar. O futuro é uma grande interrogação, mas viver essa aventura e enfrentar os obstáculos é o grande prêmio que podemos ter. Nem sempre vamos sorrir, nem sempre vamos ganhar, mas tudo tem um propósito e esse é o grande barato.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela, ninguém sabe bem ao certo, onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim, descolorirá. E se ao fim de todo arco-íris tem um pote de ouro, vale a pena chegar lá. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

eu vejo um museu de grandes novidades e o tempo não pára


Comecei a reler os meus posts desde quando comecei a escrever este blog, em 2005. E me dei conta, além de ter melhorado muito a redação e a gramática, de que algumas coisas aconteceram quase ontem. Eu fiquei espantada com a velocidade das coisas. Eu me lembrava de alguns posts, particularmente, como se tivesse ocorrido ontem. Me lembro de quando roubaram meu celular e eu fiquei extremamente furiosa porque era um presente de mamãe. Foi um ano que fiquei contente com o meu trabalho novo na Full Jazz, mas ao mesmo tempo indignada com toda a hipocrisia do lugar. Foi quando meu avô começou a ficar doente e quando meu tio infelizmente se instalou em casa. Foram dias difíceis, esses de 2005. E eu nunca desejei que acabasse tão rápido. Me lembro bem. Então, em 2006 vieram os anseios do último ano de faculdade, as expectativas com o TCC, algumas indas e vindas, a troca de empresa, a morte do meu avô, o reencontro de uma paixão antiga, a aproximação dos amigos do colégio, uma surpresa boa pro coração. Festas, TCC concluído, decepções com alguns amigos, shows, praia. A compra do nosso apartamento. Enfim, muitas coisas boas e outras nem tanto, mas que passaram muito depressa. E isso me faz parar um pouco e chegar à conclusão de que tudo está acontecendo ao mesmo tempo e a todo vapor. A vida é uma coisa louca e desenfreada. Cheia de surpresas boas e ruins. A vida é mesmo maluca.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

pau que nasce torto nunca se endireita?


Dizia um ditado: se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Analisando um pouco as pessoas e a vida como anda, cheguei à conclusão de que a mudança precisa partir de mim. Eu não posso esperar coisas das pessoas. Não devo esperar nada das pessoas, na verdade. Hoje, vindo pro trabalho, percebi que de nada adianta me lamentar pelas injustiças que vejo ou por coisas que não estão me deixando muito satisfeita. Se eu quero mudanças, eu devo mudar. Claro que mudar, nunca é fácil. Qualquer mudança requer um certo desapego da situação atual, do lugar atual. Mudança implica caminhar por novas direções e pisar em terreno desconhecido. Mudança requer um esforço interior. E também não é fácil mudar velhos costumes ou velhos hábitos. Velhas formas de encarar as coisas. Está tudo tão enraizado aqui dentro, tão profundamente adormecido no meu comodismo, que mudar torna-se algo quase impossível. Mesmo assim, como diria um outro ditado, o mal deve ser cortado pela raiz. Este ano eu escolhi pra realizar mudanças na minha vida. A começar pela mudança de casa, quero levar adiante toda essa nova energia para outros propósitos e outros objetivos. Mudar é bom. E juro que vou tentar. Porque o que não aguento mais é esperar por mudanças alheias. Se mudar a si próprio já é tão difícil, imagina mudar os outros. E como mudanças geram mudanças, a partir de mim pretendo modificar tudo a minha volta.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

promessas velhas para um novo ano


Mais um ano que começa. E pelo jeito, começa bem. Endereço novo, amor renovado. Pra este ano eu só posso desejar que as coisas continuem na mesma sintonia do ano passado. Ano em que eu vivi a vida, em todos os sentidos. Agradeço a Deus por um ano tão maravilhoso e só posso pedir que nada mude, ou que se mudar, que mude para melhor. Minhas promessas para estes 365 dias próximos (dos quais já vivi 8) são quase as mesmas de sempre. Exceto pelo fato de que quero muito me esforçar pra me tornar uma pessoa melhor. Tanto interna como externamente. E para isso, quero adquirir novos hábitos alimentares, fazer exercícios (por isso vou hoje mesmo me matricular na academia), ser mais organizada (já que estou de casa nova pretendo deixar tudo em perfeita ordem), tentar não julgar tanto os outros (olhar mais pro meu próprio umbigo), cuidar mais da minha pele, dos meus cabelos, da minha saúde interna (marcar todas as consultas pendentes), me realizar profissionalmente (mesmo que eu ainda não saiba em qual praia eu vou pegar minha onda), cultivar os velhos e bons amigos (que fazem bem à alma), cativar novos amigos (que fazem bem ao ego), amar mais as pessoas próximas (como se não houvesse amanhã), respeitar os mais velhos (é um exercício árduo, mas vale a pena), sonhar (cada vez mais alto e cada vez com mais pé no chão), não guardar tantas mágoas (no final, nunca vale a pena), beijar muito (e amar quem me faz feliz), badalar ao máximo (sempre), comprar um carro (até o fim do ano, assim seja!), passear mais com minha cachorra (a coluna dela agradece), viajar (pelo Brasil e quem sabe até a tão sonhada Argentina), assistir todos os filmes pendentes e que ainda vão estrear, ir mais ao teatro, ler todos os livros que estão na minha cabeceira (e não são poucos), tentar não odiar meu chefe (da lista, talvez esse quase seja impossível de conseguir), agradecer mais, pedir menos, me voltar à alguma fé, viver sem limites. Viver e viver. E que 2007 possa ser tão satisfatório quanto o ano que passou.
Amém!