quarta-feira, 28 de março de 2007

quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos














Nascimento. Batismo. Comunhão. Festa de 15 anos. Primeira menstruação. Fim do colégio. Carta de motorista. Ingresso na faculdade. Mercado de trabalho. TCC. Colação de grau. Graças a Deus e à minha mãe pude sempre ter uma boa educação. Terminei a faculdade dos meus sonhos (Cásper Líbero!), fiz um ótimo trabalho de conclusão de curso (que é uma das coisas que eu mais me orgulho) e hoje à noite vou me tornar – oficialmente – publicitária. Cada fase da vida tem um sabor diferente. Esta tem sabor de conquista. E hoje o céu tá anil, anil, em minha homenagem. Sexta tem festa pra fechar e encerrar mais este ciclo da minha vida. Pois então, que assim seja.

segunda-feira, 26 de março de 2007

... nas pequeninas coisas


Sábado de manhã fomos comprar capacetes e acessórios para sua Comet azul. Lhe dei um capacete que combinasse com sua moto. Fomos buscá-la na concessionária. Eu ia te seguindo de carro até sua casa. Paramos no farol, te paquerei. Eu no Fox e você na Comet. Almoçamos juntos e de moto fomos até à Paulista. Andamos enlatados no Stand Center, mas nunca foi tão prazeroso um passeio tão simples como esse. Compramos nossas coisinhas e voltamos pra casa. Jantar e cineminha mais tarde. Domingo, handball pra você, futebol pra mim. Jogos on-line, músicas pro seu novo MP4, massagem pra terminar. Final de semana mais perfeito... não existe.

sexta-feira, 23 de março de 2007

memories are like scars











ex-namorados são uma coisa meio complicada. eu tenho 2 na bagagem. um eu prefiro não me lembrar que aconteceu, mas ao mesmo tempo não consigo apagar que existiu e que foi bom enquanto houve amor. porque relacionamentos são assim mesmo. um dia acorda-se amando, n´outro acorda-se detestando. não é à toa que dizem que a linha entre amor e ódio é muito estreita. quando a gente termina um namoro, fica um vazio muito grande. nunca terminaram comigo, embora eu saiba que isso pode ter acontecido por falta de coragem por parte deles. homem costuma ser covarde nessa parte. eu não sei a dor de me sentir rejeitada ou dispensada, mas sei a dor de ser a carrasca, ainda que carregando o amor. a primeira vez que terminei com meu primeiro namorado – depois de 2 anos – me senti aliviada, pois não havia mais amor. já da segunda vez foi bem pior. terminei e perdi meu chão, o céu desabou, a vida parecia passar em preto e branco. mas não tinha jeito. era um amor sufocante, cheio de cobranças e picuinhas. não tolerávamos mais os erros um do outro e assim a gente vivia num inferno. foi bem difícil, doloroso. pra onde eu olhava, lembrava de nós dois. nossos gostos, nossos sonhos. um pensamento: será que ele está bem? o que está fazendo agora? será que sofre como eu? será que me entende? é difícil jogar quase 6 anos assim pro alto. cada coisa que eu via, pensava: é a cara dele. não tem jeito. muita coisa faz lembrar. é uma vida. hoje, passado quase um ano que esse amor se foi, fico feliz em saber que posso manter a amizade e o carinho. Certas coisas são mesmo eternas.

quinta-feira, 22 de março de 2007

o mundo vai acabar e ela só quer dançar, dançar, dançar


Os dias estão tão bons de serem vividos que chega a me dar frio na espinha. Vários planos sendo feitos e compromissos mil. A vida está maravilhosa e todos os presentes que um dia eu pedi pra Deus, finalmente, estão na porta da minha casa. E cada caixinha que eu abro, cada fitinha que eu desamarro e cada papel que eu rasgo, uma nova surpresa boa. Os dias nunca mais foram cinzas. Existem viagens programadas para destinos surreais; Buenos Aires, Maranhão, Austrália... as noites estão livres e meu novo emprego me permite vivê-las. Eu moro onde a felicidade é minha vizinha e do alto posso ver a cidade pela janela. Está tudo tão perfeito que dá medo mesmo. Sexta que vem é minha formatura. Vou dançar com meu príncipe encantado. Vou me acabar. Estou na contagem regressiva. No amor tudo vai bem também. Isso foi mais um presentinho de Deus. Estou tão feliz... feliz, feliz, feliz.

quarta-feira, 14 de março de 2007


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas,procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com seus
verdadeiros amigos.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo.
Enviado por Celso, autor desconhecido

terça-feira, 13 de março de 2007

thank you for loving me



Lembro, como se fosse ontem, de um post sobre nossos primeiros trinta dias. Desde então, passaram-se mais 150 dias como num piscar de olhos. Já diria Einstein, o tempo é realmente algo relativo. Estar ao seu lado, completar 6 meses, construir um alicerce, cultivar nosso pequeno jardim e alimentar essa sementinha que cresce dentro de nossos corações é o que pretendo fazer pra sempre. Encontrar uma pessoa tão companheira, tão cúmplice, verdadeira e amiga como você, não é coisa fácil. Poder encontrar em uma pessoa como você, as características que conseguem me fazer sorrir em toda e qualquer circunstância é um presente. É engraçado como algumas pessoas surgem em nossas vidas e fazem toda a diferença. Você me ensina que a vida precisa ser vivida, mas precisa ser planejada. Você é cauteloso e eu gosto de todo esse cuidado que você dedica a mim. Amar você é um exercício diário que eu faço sem nenhum sacrifício. Seu amor me mantém forte, me mantém segura e me faz feliz, todo dia. São 6 meses que passaram voando. Parece até que foi ontem mesmo. E o final de semana foi só mais um dos perfeitos que você me proporciona. Muito sol no Wet´n Wild e melissinhas do Pequeno Príncipe no domingo. Tortinhas de limão e muitos beijos nessa sua boca linda.  

segunda-feira, 12 de março de 2007




A Nova S/B é a minha nova casa. Em todos os sentidos da palavra. Aqui, literalmente, é uma casa. Muito bonita, por sinal. O espaço é bem arejado, há muitos jardins aqui por entre os largos pátios. Existe até um deles que se chama Rue de La Paix. Temos uma fonte no jardim principal e um quiosque onde os criativos costumam “relaxar”. A sala de reuniões parece um grande salão de festas. E por ficar perto do viveiro dos passarinhos, vive cheio desses bonitinhos por lá. Às vezes tenho até a impressão de estar numa fazenda. Aqui também tem tartaruga e o Maktub, um boxer ainda bebê que circula pela casa distribuindo alegria e equilibrando as energias. Na mídia, nós somos em 5. Ficamos numa sala pequena de paredes azuis e brancas. Só não gosto muito do ar condicionado, é muito frio. As pessoas são bacanas, a energia é positiva. Não tem tanta hierarquia e os egos são controlados. Aqui ninguém sabe mais do que ninguém. As pessoas parecem estar bem dispostas a compartilhar o que sabem e aprender com você. A fachada da entrada me parece ser muito bonita, como a maioria dos casarões deste bairro nobre. Hoje está coberta por uma grande lona representando a mata atlântica. É que plantamos 385 árvores para diminuirmos um pouco nossa “culpa” pela emissão de gás carbônico. Posso até ameaçar dizer que “gosto” do atendimento. Esse povo daqui é meio doido.
Muita gente me pergunta por que troquei a Y&R pela Nova S/B. Tenho um milhão de motivos para ter feito essa troca. E a melhor resposta que posso dar é que não existe dinheiro ou status que compense a paz de espírito. E assim, dei adeus a toda àquela hipocrisia.

quinta-feira, 8 de março de 2007

tchau, tchau


Quero me despedir de uma fase com esta música, já que ela expressa com perfeição a minha última semana.

Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso estado que não é nação. Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas. Celebrar nossa desunião. Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades. Vamos celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade. Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado. Todos os mortos nas estradas, os mortos por falta de hospitais. Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação. Vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos, comemorar a água podre e todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros.
Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo, nosso pequeno universo. Toda a hipocrisia e toda a afetação. Todo roubo e toda a indiferença. Vamos celebrar epidemias: é a festa da torcida campeã! Vamos celebrar a fome. Não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar. Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar um coração. Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos. Tudo que é gratuito e feio, tudo o que é normal. Vamos cantar juntos o hino nacional, a lágrima é verdadeira. Vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa solidão.
Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão. Vamos festejar a violência e esquecer da nossa gente que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso. Nosso descaso por educação. Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão. Está tudo morto e enterrado agora já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração esta com pressa. Quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta. Chega de maldade e ilusão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta. E vem chegando a primavera. Nosso futuro recomeça. Venha que o que vem é perfeição...

Perfeição – Legião Urbana