sexta-feira, 20 de abril de 2007

o avarento


Ontem tive a oportunidade de prestigiar o mestre dos palcos, Paulo Autran. Aos 85 anos e em seu 90º espetáculo, só posso dizer que, aplaudi-lo de pé, é pouco perto de sua grandiosidade como ator. Já tinha um bom tempo que eu queria assistir à peça dele, mas sempre me faltava oportunidade, tempo, grana.
Dei uma escapadinha do curso que to fazendo no Grupo de Mídia (que meus chefes nunca me ouçam) e fui vê-lo. Todo elegante, uma graça. Um monstro em um papel cômico e delicadamente sarcástico.
Adorei!! Eu queria era levá-lo pra casa. Sabe aqueles velhinhos que dá vontade de apertar, apertar?? Ele tava um fofo no espetáculo.
Aliás, que espetáculo! Recomendo a todos.
O Avarento, em cartaz no Teatro Cultura Artística. Vale muito a pena, afinal precisamos prestigiar os grandes enquanto ainda estão vivos. O Brasil não é carente de bons artistas, os artistas é que são carentes de um bom público.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

the "X" factor


Toda mulher tem uma “ex” atrás da orelha. É bem verdade o ditado que diz que quem procura, acha. Mas fazer o quê quando a curiosidade mata o gato?? Não adianta tentar me enganar dizendo que não dou a mínima pra “ex” do meu namorado. Lógico que eu dou. Não importa se foi o namorado que deu o pé nela, se ele deixou de amá-la, se brigaram, não adianta. Ela vai incomodar. Aí você começa a procurar os vestígios, fotos antigas, cartinhas de amor. Tudo pra comparar se ela é bonita (melhor se não for) e se a caligrafia é bem feita (tomara que seja um garranchão) e se ela é inteligente (procuro até por erros de pontuação), afinal, qualquer coisa é motivo.
Hoje, é até que fácil você saber da vida dessa coisinha chamada “ex”. O orkut é uma ferramenta que pode ajudar muito (ou não). Porque, se ela for feia, você pode mostrar pra suas amigas e se gabar de ser mais bonita do que ela. Agora se essa “pessoinha” for bonita, simpática, inteligente, trilíngue e popular... aí fica complicado.
Mas, não adianta mesmo. Ela pode ser feia ou gorda, magrela e desdentada... não importa, porque no fundo, no fundo, seu namorado já gostou muito dela. Já abraçou e chamou de meu amor. Não tem jeito. É uma tortura, mas eu adoro vasculhar e descobrir defeitos, mesmo quando não acho, invento.
Eu sei que é uma grande besteira, mas se sentir melhor que a “ex” é sempre uma massagenzinha no ego. E não adianta me dizerem que se ele está comigo é por preferir assim. Não adianta. Minha cabeça viaja demais por coisas que nem quero imaginar muito pra não ficar nervosa.
Ah, eu não sei se todas as mulheres são assim, mas tenho um monte de amigas que são exatamente assim, como eu. É loucura de mulher, eu acho. A tal fulaninha nem sabe que eu existo, ou se sabe, talvez nem ligue pra mim. Assim como eu não ligo pra atual do meu ex. Mas não adianta, a atual sim é que vai ligar muito pra “ex”.
Afinal, ex é ex. Ela sempre esteve ali antes de você. Ocupou o mesmo lugar no carro, na cama, na família, com os amigos, na praia, no campo. E essa comparação é normal. Pelo menos na minha cabeça.
Mas uma coisa é certa: não importa se ela é mais ou menos do que você, ela vai irritar, uma hora ou outra. Vai mesmo, pode apostar!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

nossos destinos foram traçados na maternidade














Quando eu te conheci, não sei quantos anos eu tinha, mas ainda era uma menina e você já era um garotão. Algumas classes acima, aquele menino atlético, bonito e articulado. Tenho algumas fotos da turma do colégio e em algumas aparecemos jogando conversa fora. Eu lembro que você era um dos meninos que roubavam as chiquinhas do meu cabelo, mas lembro que a gente não tinha muita amizade. Era coisa de colégio. Eu te vi algumas vezes na rua onde moram algumas pessoas da minha família, mas morria de vergonha de te cumprimentar. Achava que não ia se lembrar de mim, achava você meio metidinho. Quem diria que, depois de 10 anos, a gente iria se apaixonar dessa maneira? A vida é mesmo uma caixinha que, ultimamente, tem me trazido ótimas e inacreditáveis surpresas. Você é uma dessas surpresinhas gostosas, que a gente abre o pacote com gana de saber o que tem dentro. Adoro amar você e hoje estou muito feliz pelo grande passo que estamos dando. Já estou sonhando com as cores da parede do nosso quarto e com as comidinhas que quero preparar com carinho pra você. Hoje estou sonhando acordada e muito feliz por ter reencontrado você. 

sexta-feira, 13 de abril de 2007

pra onde eu vou agora?


Um dia me disseram que a vida passava muito depressa. Eu não acreditei. Hoje, sinto o tempo escorrendo pelas minhas mãos. Depois da formatura, me sinto meio perdida, sem saber que rumo tomar. Andei tentando planejar um pouco as coisas e não saio do lugar. Saudade de quando mamãe dizia: faz isso, não faz aquilo, vai por aqui, agora por ali. Quem decide tudo, agora, sou eu. E é exatamente isso que me dá medo.
Eu sempre soube que teria que terminar o colégio, o 2º grau, a faculdade e ponto. E agora que terminei, não sei pra onde ir. Às vezes me pego pensando se deveria ter sido professora, meu sonho de criança, ou se devia ter feito veterinária. Mas, aí me lembro que não teria dinheiro pra pagar.
Fiz alguns esboços do que pretendia pro futuro. Cheguei a cogitar morar um tempo na Austrália, mas depois me sugeriram Canadá ou Inglaterra e eu voltei a ficar confusa. A única certeza que tenho é que pros States eu não vou, não gosto. Olho meu extrato bancário e vejo que pra realizar os sonhos, o que tá lá não basta. Faço contas e mais contas pra ver no que posso economizar e mesmo assim não vou conseguir fazer grande fortuna.
Ricardo quer casar. Se caso, não compro carro, daí preciso comprar um ap. Mas não sei se eu tô pronta pra casar. Claro que não seria hoje, nem amanhã, mas às vezes me acho tão menina, tão criança, tão imatura. Com tantos medos.
Meu namorado, que é um príncipe, me disse uma coisa engraçada sobre toda essa minha confusão: se você não sabe se casa ou se compra uma bicicleta, fazemos o seguinte, a gente casa e eu te dou a bicicleta.Resolvido.
Quem me dera!

quarta-feira, 11 de abril de 2007


O outono finalmente deu as caras e os dias cinzas estão de volta. Eu não gosto muito da cor que o dia amanhece, mas do outono eu gosto bastante. Menos de ter que levantar da cama às 6h30 da manhã. Mas ainda sim, o outono é uma das estações mais gostosas pra ficar ao lado de quem se ama, dormir juntinho, passear de mãos dadas numa tarde no Ibirapuera, comer um chocolate, pegar uma sessão de cinema, beber um bom vinho. O outono é uma estação de mudança, em que tudo está se preparando pra ser renovado. Eu, particularmente, gosto das 4 estações do ano, mas as mais frias são as minhas prediletas, apesar de amar os dias ensolarados.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

you´re beautiful like a rainbow


Como boa publicitária que se preze, agora formada, não poderia deixar de mencionar como me encanta a nova campanha da Dove. É muito legal esse negócio da real beleza, embora eu saiba que isso não é tão real quanto eu gostaria. Adoro ouvir aquela musiquinha e aquelas garotinhas, todas lindas em seu próprio padrão de beleza.
É engraçado porque eu também não gostava de muitas coisas em mim e há 10 anos atrás, não tinha ninguém me dizendo: so don´t be afraid to let them show your true colors, além de mamãe, claro. Eu não gostava do meu sorriso (metálico), das minhas pernas (finas), do meu bumbum (pequeno) e dos meus seios, digamos, desproporcionais. Minha altura também já me incomodou e meu peso também.
Apesar de não ter nenhuma marca martelando em minha cabeça que eu tinha outras qualidades ou que deveria ver o bom de cada pedacinho de mim, hoje eu consigo lidar com esses defeitos que me incomodavam. Claro que, hoje, tenho outras coisas que me incomodam mais, como aqueles quilinhos que chegam sem avisar e demoram pra ir embora, mas tudo bem.
Gosto de ser baixinha e acho até um charme. Uso roupas que valorizam meus quadris (hoje já não tão pequeno assim), aprendi a usar o encanto dos seios fartos, adoro meu sorriso que já não é mais metálico, até gosto das minhas pernas finas. Às vezes brigo com a balança ainda. Agora meu peso me perturba inversamente aos dos tempos antigos.
Bom, enquanto o tempo traz todos os sinais de que estamos envelhecendo, talvez engordando ou diminuindo, eu vou continuar encantada toda vez que vir aqueles rostinhos na tv e ouvir a trilha: and I see your true colors shining through, I see your true colors and that´s why I love you...

segunda-feira, 2 de abril de 2007


Depois dos pés doídos, embarquei rumo à Barra do Sahy. Final de semana perfeito, na companhia perfeita. Surfe na Baleia, sol, conchinhas coloridas, pés descalços na areia, pôr do sol inesquecível, céu estrelado, piscina do jeito que eu gosto, beijo com sabor de verão em pleno outono, seu bom dia: música para meus ouvidos. Com você, tudo é perfeito!












30 de março. 23 horas. Meu baile de formatura. Um dia muito esperado por mim, afinal, eu nunca tinha feito nenhuma outra formatura. Eu desejei muito que esse dia fosse perfeito. Embora tivesse tido muitos contratempos, foi bom, porém não perfeito. Fiquei magoada com algumas pessoas que convidei e sei que para algumas, formatura é só uma formatura e não a realização de um sonho de alguém. Convidei amigos queridos que me deram algumas desculpas pouco cabíveis e aceitáveis e simplesmente recusaram-se a ir. É, às vezes a gente se decepciona à toa. Depois, minha melhor amiga ficou doente e também não foi. E por último, minha cunhada também não foi porque a roupa não lhe caiu bem. Tirando essas coisas, meu baile de formatura foi sim muito bom. Dancei, pulei, gritei. Não pude dar atenção a todos, mas fiz o que pude. Dancei minhas valsas que valeram pela festa de 15 anos e pelas formaturas que não tive. Tirei foto com queridos, divagamos sobre o futuro pós Cásper Líbero. É boa a sensação de formada, não tão boa quanto à sensação da responsabilidade que vem chegando. Dia 30 com certeza vai ser um dia que vou me lembrar pra sempre. Foi meu dia de princesa, dia de ser o orgulho da mamãe. Dia de festejar. Apesar dos contratempos, dia 30 ficou pra sempre.