quinta-feira, 31 de maio de 2007

crítica literária


Ontem terminei de ler o livro do Roberto Justus. Levei 2 dias para lê-lo. Agora, claro, vou fazer minhas críticas. Na verdade, eu não queria ter lido este livro. Mas, por insistência de uma amiga que me obrigou a levá-lo para ser autografado pelo próprio, eu acabei lendo.
O livro, no geral, me parece uma narração do próprio Roberto numa daquelas aberturas do seu programa. Conseguia até imaginá-lo narrando-o pra mim, com todos os seus trejeitos de “apresentador-almofadinha”.
Sim, eu admiro muito o Roberto. Ele é realmente competente, inteligente e sagaz no mundo dos negócios. Conhecendo-o, muito pouco, mas conhecendo, posso dizer que sim, ele é realmente tímido, mas tem senso de humor e é extremamente educado. Seja pelas vezes que tropecei em cima dele, seja por um simples bom-dia e obrigado que algumas vezes trocamos no elevador da Y&R.
Este livro é gostoso de ser lido, embora eu ache um pouco complicado pra uma pessoa que não seja do meio da comunicação lê-lo. Isto porque os publicitários, de maneira geral, adoram usar os termos americanos e o usam em demasia. Eu acho desnecessário, mas dizem que é chique. E chique é ser inteligente, já diria aquele slogan.
Não sou ninguém para julgar nada, mas acho que de todos os desafios que ele teve, além de competência, ele teve foi muita sorte. Nasceu em berço de ouro, dinheiro não lhe faltou para encarar suas sociedades e empreitadas. Conhecia as pessoas certas, freqüentava os lugares certos. Não que os desafios não tenham sido grandes, sim, com certeza foram. Afinal, ele é um ótimo publicitário em pele de administrador e vice-versa. Mas, ao meu ver, foi uma carreira de alicerces fáceis ou pré-existentes, não sei.
Ele se orgulha do seu grupo – e com razão. Apesar de dizer conhecer o ritmo de suas empresas – o que sabemos, é humanamente impossível – esta afirmação não é verdadeira. Ele até tenta, mas não consegue.
Ele afirma não tolerar o teatro que algumas pessoas encenam chegando e saindo das suas agências de madrugada. Mas isso é o que mais acontece e eu já fui atriz deste teatro. Ele mente quando diz que podemos vê-lo em sua sala. Só sabemos que ele está na empresa, se passeia pelos corredores. Sua sala é completamente fechada, além disso, a sala de suas secretárias está bem em frente à sua. Ele é um tanto contraditório em alguns trechos.
Me irrita quando ele diz não gostar da fama e nem do assédio da imprensa. Quem o conhece sabe que aparecer é uma das coisas que ele mais gosta. Não achei coerente pra uma pessoa que afirma não querer expor sua vida pessoal, escrever sobre seus relacionamentos com Adriane Galisteu ou Eliane. Não sei o que isso vai acrescentar na vida de alguém.
Enfim, o livro até que é bom. Mas pra mim não serve, não.
Afinal, pra ele é fácil dizer que nunca daria certo se ele não fosse o chefe, devido ao seu forte temperamento. Se eu pudesse me dar a esse luxo, não teria nenhum emprego, não é mesmo?
Mas fica aí a dica.

Construindo uma vida – Trajetória Profissional, Negócios e O Aprendiz – Roberto Justus

quarta-feira, 30 de maio de 2007

simples assim








Se existe uma coisa que eu sempre desejei ter, foi a varinha de condão. Sempre me encantei com esse objeto quando o via nos filmes, nos desenhos, quando lia em algum livro. Era com a varinha que eu queria resolver meus problemas, arrumar a bagunça do meu quarto, fazer aparecer todos os brinquedos do mundo e desaparecer todas as pessoas más que eu conhecia. Infelizmente, eu nunca tive a tal varinha. Até hoje eu ainda sonhava encontrá-la, quem sabe, jogada ou esquecida em algum canto da cidade. Claro que hoje meus objetivos são outros, mas bem que ela resolveria muita coisa na minha vida. Eu não posso reclamar, não. Este ano tem sido um ano cheio de realizações e de coisas boas. Quando eu era criança, sonhava que sairia de casa aos 18, aos 20 já teria uma profissão, aos 24 estaria casada, bem sucedida, teria minha casa, meu carro, e aos 26 teria meus filhos.
Não ocorreu como o planejado, mas acho que de certa forma, aconteceu tudo da maneira correta, a seu tempo, como mágica. Hoje, aos 24, ainda não casei e nem saí de casa, nem sou bem sucedida, mas tenho um ótimo emprego que me possibilita aprender mais e mais pra poder um dia ser bem sucedida, como sempre sonhei.
Este mesmo emprego que, como se surgido de um toque da tal varinha mágica, me permitiu comprar meu primeiro apartamento. E daí por diante, minha vida parece ser mesmo um conto de fadas.
Um conto em que eu sou a princesa dos meus sonhos de menina, cheio de anjos que rodeiam a minha vida, com o meu príncipe encantando e o nosso castelo, que no momento, está sendo construído.
Já fazemos os nossos planos para as cores das paredes, o azulejo da cozinha, a pia do banheiro, o tipo da cama, a cor dos lençóis. E desta vez eu não desejo ter varinha de condão. Quando o meu castelo estiver erguido, eu quero mesmo é fazer e construir cada pedacinho daquele lugar. Investir cada segundo meu para que as cores das paredes sejam alegria e que da porta pra dentro tudo seja lilás – como minha cor preferida.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

tudo em família


Eu não tenho uma família, digamos, unida. Praticamente minha família sou eu e minha mãe. Pra entender um pouquinho, lá vai uma breve explicação: meus pais são separados. Então eu carrego o Freitas e o Clorado comigo, mas cada um tomou seu rumo. Da parte dos Clorado – já pra encurtar a história – eu não me lembro muito bem de ninguém e como a maioria dessa família mora em Minas, o contato é quase zero. Dos Freitas – que é o sobrenome do meu avô – eu também não lembro de muita gente não, já que a maioria também mora em outra cidade. Só uma irmã dele que mora próximo a São Paulo, mas ainda assim é distante e quase nunca nos vemos. Conheço a maioria dos primos da minha mãe (dos Freitas), apenas por nomes ou vagas lembranças. Já da parte de minha vó – os Motta – aí é uma coisa bem complicada. Por causa de uma briga de muitos anos atrás, de quando minha mãe nem era nascida, a família se distanciou naturalmente. Aos poucos, algumas pessoas foram voltando a manter um certo contato, mas isso é uma coisa muito, mas muito esporádica. E alguns desses outros primos de minha mãe, eu também conheço por nomes ou por alguma fama espalhada por aí. Da família formada pelos meus avós maternos, tenho só um tio. Esse tio já foi casado algumas vezes e espalhou uma porçãozinha de primos meus por aí. Mas como ele não é um cara muito legal, acabo não tendo muito contato com esses primos. Apesar de ser filha única de minha mãe, por parte de pai eu tenho mais 4 irmãos. Dois vivem em Leme e outros dois vivem em Salvador. Ou seja, contato quase zero também. Depois que meus avós faleceram, somos só eu e minha mãe. É. É uma familiazinha muito complicada. E cheia de segredos, podres e vergonhas.

Ontem fomos a um aniversário de uma dessas primas da minha mãe – da parte dos Motta. Reencontramos alguns que não víamos, talvez, há uns 20 anos. Ficamos sabendo de mais algumas fofocas de uns, alguns vícios de outros. Família é tudo igual. Mas foi bem legal. Eu fui meio que pra agradar minha mãe, afinal essas coisas de família não me apetecem. Mas no fim, acabei me divertindo. Adorei ver aquelas fotos antigas de retrospectiva de vida. Era aniversário de casamento também. E eu me apaixonei ainda mais por meu namorado ao vê-lo se emocionar com a homenagem do casal. Foi um domingo bem atípico.

Enfim, família tem dessas coisas. Afinal, pessoas são difíceis e família não se escolhe.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

a vida é mesmo muito engraçada


Acho que a vida é cheia de certas coincidências que às vezes querem nos dizer alguma coisa. Nem sempre eu entendo, mas eu realmente fico meio preocupada. Ontem eu estava esperando minha carona no ponto do ônibus, quando um velhinho daqueles bem fofinhos me deu bom dia. Ele parou e me deu um folheto da sua igreja e ainda me disse que eu acharia todas as respostas para as minhas perguntas sobre a pós-morte naquele folhetinho. Depois ele atravessou a rua e sumiu. Eu acho bem difícil acreditar que um folheto possa me dizer coisas sobre a vida após a morte, até porque sou muito cética em relação a algumas coisas mas, mesmo assim, aquilo me intrigou.

No trânsito, enquanto vínhamos para a agência, encontrei o Augusto no meio do caminho. E aí me lembrei de marcar um encontro com toda a galera que já trabalhamos juntos. E então, amanhã teremos um almoço cheio de pessoas queridas. O que me lembra que o jantar também será com pessoas queridas, de um outro lugar.

Ontem foi aniversário do meu ex-namorado. E me dei conta de que daqui 3 dias faz um ano que terminamos. E que 7 dias atrás eu fiz 8 meses de um novo namoro.

À noite, assisti um episódio da minha coleção de Sex and the City. O episódio justamente casava com o que havia me acontecido pela manhã. Era como se um ciclo do dia se fechasse. O capítulo falava de morte e de quanto não damos valor aquilo que temos. Enquanto estava no banho, achei que deveria mesmo fazer alguma prece ou ter ao menos um pensamento positivo sobre a vida.

Sei que parece meio non sense tudo isso, mas é exatamente por isso que eu não me canso de repetir: como a vida é engraçada...  

terça-feira, 8 de maio de 2007

Mílvia Martinowski


Dizem que quando você pensa muito em alguém, esse alguém aparece. Há algum tempo atrás, eu troquei minhas antigas cartas de caixa. Ajeitei todas numa caixa maior e mais bonita, bem colorida. E nessa mudança, acabei lendo algumas muito antigas. No colégio, minhas amigas e eu costumávamos mandar cartinhas uma pra outra, pelo correio. Nos víamos todo santo dia, mas era a maior alegria abrir a caixinha de correio e ter uma cartinha lá, todinha pra você. Num tempo em que só chegavam correspondências para os adultos, eu me sentia importante no meu mundinho. Vejam só... caixinha de correio... algo cada vez menos usado, não?
Então eu achei uma carta de uma amiga minha da 8ª série, que eu nunca mais vi. Tentei mandar uma carta praquele endereço, mas voltou com o carimbo de desconhecido. A procurei no orkut desesperadamente (ah, o Santo Orkut!!). Achei que seria fácil, afinal ela tinha o nome e o sobrenome bem incomuns. Que nada. Tinham mais de 1000 com o mesmo nome. Acabei desistindo, e isso não tem muito tempo não.   
Ontem, ao abrir minha caixinha do correio eletrônico, tive uma enorme e ótima surpresa. Ela havia me achado no orkut. Fiquei feliz, feliz. Feito criança boba. Adoro essas surpresinhas da vida.
Minha amiga está casadíssima, morando na Califórnia, linda, linda e com mais um sobrenome que a deixou ainda mais incomum: Iglesias, ou Mrs. Aiglisias como os americanos a chamam.
O bom é que a surpresa não pára por aí. Mês que vem ela está de volta e nós vamos marcar um super encontro. Daqueles com direito a brigadeiro, horas de conversa fiada, riso de doer a barriga e noite sem dormir.
Ai que saudade daquele tempo...


sexta-feira, 4 de maio de 2007

cachorro é tudo de bom








Eu sou apaixonada por cachorros. Eu simplesmente acho que cachorro é como um irmão, um filho, um amigo. Eu sempre tive cachorros. Eu também já tive gatos, mas os meus prediletos mesmo, são os cachorros. Porque os cachorros sabem fazer aquela carinha de coitado e enfiar o rabinho entre as pernas quando fazem alguma bobagem. Cachorro é apaixonante porque quando o seguramos de filhote, sabemos que precisamos protegê-lo tanto quanto precisamos de sua proteção. Cachorro faz a maior festa do mundo, todo santo dia, cada vez que você chega à casa. Até parece que fazia uma eternidade que ele não te via. Cachorro é um amigo que você pode xingar, gritar bater a porta do quarto no focinho, não importa, ele vai continuar te adorando. Cachorro brinca, borda, pula, finge de morto, dá cambalhotas. É muito prazeroso ter um bichinho desses. Eu lembro do nome de todos os cachorros que eu tive. Tob foi o primeiro, um pinscher, depois Petros, o pastor alemão, o Snoopy, beagle, o vira-lata Shakespeare, por tabela o outro vira-lata Tony e o pit bul Iron e a minha dachshund (vulgo salsicha) Luna. Luninha, para os fãs como eu. Adoro as campanhas da TBWA para Pedigree e por isso dei uma roubadinha do nome da campanha para este post aqui. E quem for louca por cachorro como eu, assista Meu Cachorro Skip. Certamente sua visão sobre essas criaturinhas iluminadas será outra depois de ver esse filme.  

quarta-feira, 2 de maio de 2007

adoro esse não fazer nada


Até que enfim consegui um pouquinho de tempo pra me dedicar à minha vida. Ufa! Depois da semana enlouquecida que tive, em meio a duas licitações de governo, 4 dias em casa. De pernas pro ar, de bobeira, coçando. Minhas mini-férias mais do que perfeitas, na companhia daquele que sempre está ao meu lado. Sexta foi dia de Pizza Hut e dia de colocar o sono em dia, sábado dia de fondue, domingo mc donald´s e um bom filme. Segunda, hot dog e jogatina com os amigos, como há muito tempo não se via. Velhas e ótimas recordações trazidas à tona. Terça foi dia de descanso, mais um. Afinal, 3 anos sem férias, sempre mereço, né??