terça-feira, 31 de julho de 2007

ah, aquele tempo...











Todo mundo tem um período da vida que é “aquele” período. “Aquele” tempo, “aquela” fase. Eu tenho uma época da minha vida que considero simplesmente a melhor de todas. Claro que eu ainda não sei o que está por vir e não que eu não esteja feliz no momento, mas “aquela” época me marcou pra sempre. A época do colégio não pode ser comparada a nenhuma outra fase da minha vida. Não existe nada como aqueles anos de colégio. Essa não é a primeira vez que falo sobre isso, mas é que ontem sonhei com aquele velho colégio onde passei 11 anos da minha vida. Aquele colégio que me deu os melhores amigos do mundo, que me deu “aquela” amiga que me acompanha até hoje e que me deu o amor da minha vida. Tudo que vivi ali foi extremamente importante. Tudo tinha um gosto diferente. Ontem, também, fez 1 ano que fizemos o reencontro da galera em que conseguimos reviver muita das boas coisas que passamos ali. Coisas como essas, de reunir a galera, de rever os amigos de décadas e ainda conseguir ser a mesma pessoa, não têm preço. Eu lembro de tudo com muito carinho. Da sala de aula cheia de cadeiras e mesas velhas e da maneira como conseguíamos usar isso a nosso favor em dias de prova. Lembro do laboratório bastante precário, mas que por ser uma sala diferente, era a sala dos filminhos de história e das aulas estranhas de biologia. Lembro da importância de mudar de horário, de usar caneta e fichário, de deixar o uniforme para usar um jeans e depois voltar pro uniforme. Adoro aquela quadra que me trouxe muitas boas recordações, brincadeiras, risos, paixonites agudas... o primeiro dia de aula de cada ano, descobrir novos alunos, conhecer novas pessoas, ver os novos cortes de cabelo da modinha... tenho saudade daquelas aventuras todas, das feiras de ciências, das aulas de educação física em que eu não fazia absolutamente nada, de alguns professores que me ensinaram, acima de tudo, a ser uma pessoa melhor. Das piadinhas fora de hora, da bagunça da sala, dos nerds, dos capetinhas que ainda continuam amigos, dos caras mais velhos, da festa junina, do acampamento, do day camping... que saudade...
Eu era muito feliz naquela época e quando me lembro que tudo isso já passou, me dá um apertozinho no peito... nada daquilo vai voltar. Aquelas borboletas no estômago ao ver o amor passar, o primeiro beijo, as primeiras decepções, as tardes na casa das amigas, férias escolares...
É... a gente não se dá conta da riqueza dessas coisas até se tornar adulto. Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo exatamente igual... cometeria os mesmos erros, faria as mesmas idiotices e seria aquela mesma menina. Aproveitaria cada momento com mais intensidade.
Coincidência ou não, “aquele” colégio faz parte da minha vida, pra sempre. E eu devo muito da minha felicidade a ele, “aquele” tempo.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

mais um final de semana perfeito


Adoro quando os finais de semana são perfeitos. Sabe, como aqueles filmes românticos que vemos no cinema? O melhor é quando temos a companhia certa e eu não me canso de repetir que, até fazer nada com ele, é o melhor programa do mundo. Programamos várias coisas pra fazer na sexta, mas com o tempo que anda fazendo por aqui, a gente só quis mesmo uma boa pizza hut – com direito a brownie com sorvete e chantilly – e uma boa cama. Sábado não dava nem coragem de sair da cama. Mas, teve shopping com mamis e coisas de mulherzinha à tarde, como a manicure (indispensável). À noite com seus 7º de matar qualquer um e a ótima baladinha de amore na Vila Madalena (bairro preferido). O bar era a cara da galera, boa banda, boa comida... e por causa do dodói – bom suco! Domingo, sem hora pra acordar e enrolando na cama com amore, tivemos direito a passeio no supermercado, sonhos compartilhados, cachorro-quente em casa com cunhados e um cineminha pra fechar. Perfeito.

Só tem um defeito: hoje já é segunda. 

sexta-feira, 27 de julho de 2007

an ordinary day


Ontem exercitei meu lado dona-de-casa. Cheguei mais cedo, dei uma arrumada na casa (uma ajeitada, na verdade), coloquei as coisas no lugar, dei uma limpa no meu guarda-roupa (jesus, eu nunca consigo organizá-lo), abri um pouco as janelas pra arejar e trocar o ar da casa, enfim...
Fui pra cozinha e preparei um risoto à parmigiana (na verdade, a knorr preparou, eu só coloquei na panela), fiz uns nuggets no forninho e de quebra, mousse de maracujá pra sobremesa (esse euzinha que fiz!!).
Quando mamis chegou, fomos passear com a cachorra (com esse frio!!!) – foi idéia de mamis, mas tudo bem, a cachorrinha ficou feliz. Depois fomos jantar, mas aí o risoto já tinha dado uma secada e não tava mais tão risoto assim... mas, mesmo assim foi muito bom ver a casa arrumadinha e ter uma comidinha fresquinha pra comer.
E pra finalizar, fui dormir um pouco mais cedo, tava muito frio... e hoje já é sexta e meu humor tá melhorando. Ah, a saúde também, obrigada.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

dodói, mas feliz...













Até que enfim, hoje, a chuva resolveu dar uma trégua. Ao menos por enquanto. Embora não chova (e isso melhora em 5% a minha vontade de sair da cama), o vento continua frio e forte e os termômetros marcam em torno de 10°. Há mais de uma semana que a gripe vem me ameaçando e finalmente ela conseguiu me pegar. Eu estava meio que empurrando com a barriga pra não ter que ir ao médico, mas não teve jeito. Amidalite e tosse. Também, quem agüenta viver nessa cidade doida que amanhece fria, esquenta, chove e neva? Não há saúde que resista. Bom, ao menos já estou tomando os remedinhos chatos, tossindo como doida, mas cheia de cuidados do bem-querer. Adoro esses pequenos mimos. Só isso que me faz ficar feliz ou, ao menos, ver o lado bom de uma gripezinha. 

terça-feira, 24 de julho de 2007

Ri, feliz aniversário!













Hoje é seu aniversário. E apesar desses 27 aninhos, você ainda carrega consigo uma alma de criança, um jeitinho de moleque. Você é um menino aprendendo a ser homem ainda. Um homem que às vezes parece um menino assustado. Você ainda está desbravando o mundo e traz nos olhos o brilho do novo. Você sabe ser doce, você sabe ser terno. Talvez você tenha herdado isso da família. O que me faz admirar ainda mais você como pessoa, como homem. E hoje é um dia de festa e os presenteados somos nós por termos sua presença em nossas vidas. Nada do que eu lhe escreva ou diga, pode mensurar o tamanho da gratidão que eu tenho por você ser meu namorado. Porque você me presenteia todos os dias com seu sorriso que ilumina o mundo. Porque eu me sinto segura quando me carrega em seus braços. Porque eu encontro paz nas tuas palavras. Porque eu sou mulher quando ouço você dizer que me ama. Porque vejo um futuro bom quando olho nos teus olhinhos. Você, Ri, é o meu presente. Aliás, o nosso. Porque são privilegiados aqueles que te conhecem e têm sua amizade. Então, nos permita agradecer este presente maravilhoso que você é. E o que eu posso desejar a uma pessoa tão especial como você é apenas felicidade. Felicidade sempre. Todos os dias, todos os momentos, todos os anos. Porque eu te amo e te amo e te amo. E se esse amor nos basta, desejo-lhe o que de bom a vida possa lhe trazer. O resto é por nossa conta. 

quinta-feira, 19 de julho de 2007

vôo 3054 - e agora, relaxo e gozo?*


O Brasil, na noite de terça-feira, foi dormir triste. Triste, não só pelas vidas que foram interrompidas, mas triste também pelo descaso, pela falta de bom senso. Mais um acidente aéreo que devasta a sociedade e a veste de luto. É triste pensar nas vidas que perdemos, nos sonhos deixados pra trás. Nunca é fácil assistir às tais cenas mostradas na tv. Eu consigo sentir a raiva, a indignação pulsando dentro de mim. E ao mesmo tempo percebo o quanto sou impotente diante de um problema como esse. Fico de mãos atadas, sem saber o que fazer, sem providências a tomar. Imaginando de que maneira eu poderia ajudar. Enquanto isso, nos telejornais, só se fala dos interesses políticos e econômicos de um país tão assolado pela desgraça alheia. Em meio a toda essa tragédia, famílias choram a saudade de seus filhos perdidos. Eles não vão mais voltar pra casa. A tv faz o seu sensacionalismo barato de sempre, explorando a dor alheia, em busca de pontos de audiência. A comoção e o drama são táticas que costumam dar certo. Eu só consigo pensar na dor dessas pessoas. E no quanto estamos carentes de providências efetivas, não só em relação ao problema aéreo, mas em relação a diversos outros fatores que existem neste país. Os deputados e senadores que investigam o apagão aéreo** entrariam em férias, mas depois de mais de duzentas mortes, decidiram voltar ao trabalho na sexta-feira. Tudo isso me faz sentir uma imensa vergonha de viver num país como esse. Um país em que não há segurança nem na terra e nem no céu.
Meu Deus, onde vamos parar?

* relaxa e goza – foi o que nos pediu a Ministra do Turismo, Marta Suplicy, em relação ao caos nos aeroportos
** Apagão AéreoA crise no setor aéreo brasileiro ou apagão aéreo, como divulgado pela imprensa, é uma série de colapsos no transporte aéreo que foram deflagrados após o acidente do vôo Gol 1907. O nome adotado para se referir a crise faz alusão ao Escândalo do apagão, episódio que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica no Brasil.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

de sonhos eu faço minha vida











Hoje eu havia preparado um outro post pela manhã. Era um post um tanto negativo, com toques de reclamações por algumas coisas e outras. Estou meio assim por esses dias... deve ser por causa deste tom cinza que eu tanto detesto que insiste em aparecer no nosso céu. E então me ocorreu um pensamento – depois de uma tentativa frustrada de desistência – talvez fosse um sinal, não sei. Mas, como sou um tanto supersticiosa e um outro tanto indecisa, torno à questão X novamente. De repente me veio à cabeça um trecho de uma música que me fez lembrar você. E o quanto é aconchegante estar nos seus braços e amanhecer ao teu lado. E querer isto pro resto da vida não é querer muito. É aí que eu penso em não desistir do nosso pequeno sonho. Não ainda. Talvez sua insistência tenha sido boa pra me deixar confusa e talvez a ligação não atendida tenha sido eficiente em me colocar mais uma interrogação na cabeça.
Não sei... só sei que não vejo a hora de te dar um abraço, olhar mais uma vez nos teus olhos e me iluminar mais uma vez no teu sorriso. Só assim eu tenho certeza de que tudo vai acabar bem.

“ um dia frio, um bom lugar pra ler um livro e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo (...) te desejo como ao ar, mais que tudo, és manhã na natureza das flores”

sexta-feira, 13 de julho de 2007

sexta-feira 13, literalmente


Esta foi uma semana tensa. Não senti a menor vontade de escrever porque estou sem inspiração. Ando irritada com um plano que, por ora, não posso dizer ainda. E como se não bastasse, sem diretora, a idiota da supervisora “pensa”, ou melhor, “acha” (porque ela não pensa) que manda. E tem sido muito difícil mesmo a convivência com este ser. Tenho tentado não me incomodar, mas como ando nervosa por outras coisas, tenho até levado um pouco disso pra casa. O que não tem sido nada bom. E ainda alguma outra coisa também tende a dar errado e então, eu penso, até que ponto vale a pena compartilhar os sonhos antes que eles se concretizem?
Não sei... só sei que essa semana tá bem estranha, como há muito não acontecia... que pena.
E eu que achava que até que enfim só de coisas boas eu viveria a vida...

quarta-feira, 4 de julho de 2007


“Chefes idiotas são o soluço mutante da evolução organizacional com uma imunidade semelhante à das baratas diante das calamidades que dizimam pessoas realmente talentosas e criativas”.

Não gosto muito de livros de auto-ajuda, mas este, particularmente este, é muito especial. Como trabalhar para um idiota, de John Hoover é um livro extremamente inteligente que consegue traduzir muito bem o esquema hierárquico das empresas. Também, quem nunca teve um chefe idiota?
Existem várias maneiras de diagnosticar um chefe desse tipo. Pelo teste do livro, eu tenho um chefe que é idiota completo. Nada poderia ser mais perfeito do que esta constatação. Mas, como cada chefe é um chefe, aqui vai o meu diagnóstico deste mal que atinge a muitos deles.
Eu trabalho para uma idiota quando:
- ela perde horas analisando o cabelo quando faz escova;
- o cachorro dá um baile nela (a tartaruga também);
- ela responde à todas as questões evasivamente, quando não repassa a bola para suas coordenadoras (no caso, uma delas, eu);
- quando ela não sabe do assunto que fala, não termina a frase, mas vai diminuindo o tom de voz até que não possamos entender o que ela está falando;
- ao menor sinal de dificuldade, ela repassa a dúvida pros outros;
- ela faz cursos de softwares, mas não consegue mexer em nenhum;
- porque ela mente quando faz cagada;
- porque ela toma invertida da diretora e vai chorar no banheiro;
- porque ela nunca consegue fazer uma coisa certa que a diretora pede à ela;
- porque ela tem 12 anos de experiência quando parece ter 12 anos de idade;
- porque ela tenta andar falando no telefone fixo.
Bem, eu poderia realmente citar 1001 sintomas, pois cada dia aparece um novo. Enfim, como diz no livro, o que enriqueceria nossas vidas se não fossem os idiotas?? Pensando assim, até que fica fácil.

terça-feira, 3 de julho de 2007


“A maioria das pessoas se engana com duas crenças: acreditam na memória eterna (de pessoas, coisas, feitos, nações) e na reparação (de feitos, erros, pecados, enganos). As duas crenças são falsas. Na verdade, o oposto é que é real: tudo será esquecido, e nada será reparado.”
Milan Kundera