quarta-feira, 31 de outubro de 2007

publicitários vestem Prada?

Eu odeio pessoas como a Miranda. O-D-E-I-O. Pessoas que se acham donas no mundo só porque ocupam um cargo superior. O que não consigo entender é o que transforma pessoas normais em monstros arrogantes? Eu já tive vários chefes com uma mirandinha dentro de cada um deles.
Começo até a achar que “miranda” é como um vírus e que um chefe pode apresentar vários sintomas diferentes dessa doença. Por exemplo: o chefe chega e se você segura o elevador pra ele, não vai ouvir nem obrigado e nem bom dia. Afinal, você fez sua obrigação. Outro exemplo: sua mesa é o lixo do seu chefe. Tudo o que não presta ou que ele não quer, joga na sua mesa, em cima das suas coisas. Não importa o que você esteja fazendo. Cuidar do lixo dele, com certeza, é muito mais importante.
Dar tarefas sem explicar exatamente o que quer também é um exemplo clássico. E se você solta um: desculpe, não entendi... - ele vai medir você de cima a baixo e dar uma risadinha do tipo: que pessoa mais idiota. E é isso. Não pense (muito menos espere) que ele vá te responder. E quando ele te diz: liga pro Kazawlski... quem foi que falou pra ele que você tem a agenda com todos os contatos dele?? E mais, esse tal de Kazawlski deve ter um primeiro nome e você deve ter a obrigação de adivinhar. É claro.
Outra coisa que esse tipo de gente gosta de fazer é pedir pra que você busque água, café, cinzeiro, ligue o ar condicionado, chame o táxi, etc etc. Você é pago pra fazer o seu trabalho, mas não é pago pra fazer todos os serviços particulares dele. Aliás, qualquer um faria, afinal ELE é o todo poderoso. Você tem que idolatrá-lo, achar lindo tudo o que ele diz, dar risada das piadas absurdas e completamente preconceituosas, concordar com cada asneira que ouve, lamber o chão que ele pisa e deixar a temperatura de sua sala agradável. Para ele. Se você não gosta de muito frio, azar o seu. Trabalhe com um cachecol ou coisa parecida. Mesmo que lá fora esteja 40º.
Eu não me encaixo nesse perfil estranho de pessoas que fazem de tudo para agradar o chefe. Eu não seguro o elevador, eu dou bom dia apenas quando me dão, tudo que colocam na minha mesa vai para o lixo (depois nem me perguntem o que era, lixo é lixo), não busco cafè (sempre me faço de surda), não faço absolutamente nada disso. Aliás, o que sei fazer de melhor é não rir das piadas. Eu fico olhando pra cara do chefe com uma interrogação enorme no meu semblante (deixando explicitamente claro que não entendi) enquanto todos os outros riem. É muito engraçado. Eles sempre percebem e ficam muito sem graça. Abaixam a cabeça pra mim e acreditem, essa sensação se superioridade momentânea, não tem preço.
No mais, após meu desabafo sobre chefes idiotas, fica a sugestão para o filme “O Diabo veste Prada”. 

terça-feira, 30 de outubro de 2007

2º dia

O que posso dizer dessas minhas “férias” arranjadas? Bom, ontem acordei cedo, como já disse. Aliás, isso tá muito esquisito. Hoje eu também acordei cedo. Não sei por que, mas tanto ontem como hoje, acordei assustada achando que tinha perdido algum compromisso importante. Olhei no relógio e eram 6h44 ainda. Muito estranho... seria o princípio da velhice chegando??? Sim, pois são os velhinhos que gostam de acordar com as galinhas. Eu não gosto não.
Enfim, tá muito chato esse negócio. Nenhuma amiga minha tá de bobeira em casa. Namorado trabalhando e indo pra pós à noite. A tv aberta é um lixo, definitivamente. Nem Chaves não tem mais. O jeito é ficar na internet. Mas eu queria tanto me desligar um pouco desse mundo virtual...
Hoje já dei uma voltinha com a dog e de quebra já dei um banho nela, afinal, faz um calor do inferno. Agora já tá na hora do almoço, logo mais vou ao dentista. E de hoje não passa aqueles 30 DVDs que eu prometi alugar... tv normal, sem chance. Êta coisinha ruim, meu deus! 

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

eu mereço

São 10h28 de uma segunda-feira e eu estou de pijama no computador, sem nada pra fazer, nenhum compromisso, nada. Estou checando meus emails, vendo meu orkut, lendo meus blogs favoritos, enfim... literalmente, coçando. 


Entre um suco de laranja e um beijo na cachorra, ora ligo a tv, ora dou um pulo na sacada. A cama está ainda por fazer. A louça ainda por lavar. Preciso de um bom banho para acordar. Acho que vou na locadora alugar uns 30 DVDs... tv por assinatura faz uma falta nessas horas.

Hoje é o primeiro dia da semana da minha curta temporada de “férias”. Ainda estou digerindo o cinema de ontem e feliz feliz por não ter tido hora pra acordar. Acho até que acordei cedo. É verdade que estou um pouco ansiosa para meu novo emprego que começa na próxima semana. Sinto até um pingo de medo dessa nova responsabilidade.

Sexta, foi dia de despedir-me dos amigos da agência antiga. Esse ano foi mesmo muito engraçado, pois consegui mudar de agência 3 vezes. Claro, sempre em busca daquilo que me pareça o mais próximo da perfeição. Se é que isso existe realmente.

Mais uma vez, agradeço esse momento de vida abençoado que venho tendo. É tanta coisa boa que, no sábado, fui premiada com uma viagem. Ganhei só de ter visitado o Expo Noivas. Quem disse que não valeria a pena? E é isso. Não sei o que vou fazer agora. Só sei que esse fazer nada é tudo o que eu precisava. Afinal, desde 2005, eu não sabia o que era isso. Férias de verdade? Agora só no fim de 2008 ou sabe se lá por volta de 2009.

Fui... preciso tirar um cochilo no sofá...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada













...jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê...

A primeira prestação do nosso ap chegou. As obras finalmente começaram, mas ainda estão no térreo da primeira torre. E eu não consigo parar de pensar no que eu quero pra minha casinha. Na disposição dos móveis, na cor das paredes, no tipo de cozinha, de cama, quais os quadros. Eu passo nas lojas de departamento e quero sair comprando tudo... tudo que tem a nossa cara, porta objetos, porta retratos, coisas inúteis e até as úteis. Quero comprar tuuuuuudo. Não temos nem onde guardar, mas eu quero. Já quero escolher o piso, o azulejo do banheiro, as luminárias, o tapete da porta de entrada.
Quero te esperar com a mesa posta, o jantar fresquinho, uma sobremesa que nos agrade, um banho quentinho e uma cama onde possa encontrar refúgio no teu abraço.
Quero esse nosso lar tão sagrado e tão esperado, logo. Nossas coisinhas, todas com nosso jeito, do nosso gosto. Nossa paz, nosso cantinho, nossa vidinha simples.
Ainda falta pouco mais de um ano pra tudo isso se tornar real. Mas o mais importante é que amor não vai faltar e os sonhos vão ser cada vez mais alimentados, como vêm sendo, a cada novo dia.
Só sei que pro nosso amor, não precisa teto, muralha, abrigo, cais ou porto. A gente se ama a toda hora e em qualquer lugar. Mas que já conto os dias, ah, isso faz tempo.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

networking


Numa tarde de 2003, decidi pegar o anuário de propaganda que mamis tinha em casa e comecei a pesquisar na internet o perfil de algumas agências que ficavam próximas de casa ou da faculdade. Naquela mesma semana, enviei mais de 30 currículos para essas agências que selecionei. Nunca tive retorno de nenhuma delas. E olha que não era nenhuma W/Brasil ou Y&R (que eu até vim a trabalhar um dia).
Comecei como freela através da indicação de uma amiga, na área de pesquisa – que também tinha um amigo responsável pela contratação dos freelas que acabou me indicando para a mídia da Giacometti. Só que naquele mesmo dia, uma outra amiga da minha mãe me indicou pra uma amiga dela que tinha amigos na Full Jazz e eu acabei indo pra lá através dessa amiga da amiga da minha mãe.
Um amigo meu que trabalhou comigo na Full, foi pra Y&R e me indicou. Fui pra lá. Como não estava muito feliz com as coisas por lá, uma amiga me indicou na Nova S/B, onde estou hoje. Uma amiga (ex-Y&R) que está na DM9 me chamou pra uma vaga, mas a diretora dela preferiu contratar um homem. Dias depois, uma amiga na Almap lembrou de mim e me chamou pra uma entrevista. Mas aí, a vaga ficou com outra amiga dela.
Semana passada, a filha da amiga da minha mãe me chamou pra uma vaga na Ogilvy e no mesmo dia, um outro amigo meu me chamou pra uma entrevista na Neogama. Resumindo, dia 5 começo na Neogama. E é isso aí.
Não mande currículo, o que importa é quem você conhece e quem conhece você.
E vice-versa. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

o método grönholm











Quem estiver por sampa, recomendo assistir essa peça. Recomendo ainda mais para aquelas pessoas que ainda acreditam na tal “dinâmica de grupo”. Quando eu estava na faculdade, nos primeiros anos ainda, eu queria trabalhar em alguma grande empresa, pelos benefícios e pelo salário alto em relação às agências de propaganda. Me inscrevi em todos os processos, mas nunca, nunquinha passei em nenhum.
E olha que eu fiz vários papéis, testei vários personagens de mim mesma, mas nada deu certo. Depois que via que nada funcionava, decidi abandonar esse tipo de coisa e comecei a procurar uma vaga em agência. Afinal, pra isso, não tinha essa palhaçada. Palhaçada sim. Eu não entendo qual o método de avaliação, o que eles procuram, o que esperam... porque, sinceramente, conheço muita gente ruim que passou nesses processos, ou seja, ou eu sou muito ruim ou não nasci pra isso.
Enfim, de qualquer forma, essa peça retrata exatamente isso. Um processo com a tal dinâmica. É muito hilário porque podemos ver até que ponto uma pessoa consegue vestir uma máscara e ser quem ela não é. Além da peça ser ótima e dos atores serem impagáveis, me senti aliviada por nunca ter sido aprovada nesses testes psicológicos. Me senti bem e realizada. E recomendo.
O Método Grönholm
Horário: Qui a sáb, 21h. Dom, 19h.Preço: De R$60,00 a R$80,00 (qui e sex). De R$70,00 a R$90,00 (sáb e dom). Data: de: 12/04/2007 até: 28/10/2007Local: Teatro das Artes

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

você é meu sonho bom












Parece até que foi ontem. Resolvemos juntar nossos sonhos e dividir nossos medos e aspirações. Ele chegou de mansinho, faceiro, e não muito devagar já preencheu todo o vazio do meu coração. Ainda não passamos muita coisa juntos, é verdade. Temos pouquinho tempo, mas às vezes parece uma eternidade. Eu não preciso nem terminar minhas frases que ele as completa, como se pudesse ler meu pensamento.
Nossa história é muito engraçada... apesar de nos conhecermos há mais de década, só agora é que pudemos compreender o jogo do destino. Tivemos nossas vidas cruzadas por um acaso e decidimos entrelaçá-las pra sempre.
Temos uma coisa muito importante entre nós. Um amor como o nosso, são poucos que têm. E cada dia que eu te olho me descubro mais apaixonada. Sempre mais e mais. Já conto os dias pro nosso dia. Tá meio longe, mas o tempo vem passando tão rápido que num piscar de olhos, já seremos uma mesma família.
E enquanto o dia não chega, vamos acumulando mais amor e mais tudo isso que temos. Mais boas recordações, mais beijos, mais passeios, mais compromissos selados, mais confissões, mais abraços, mais intimidade, mais felicidade, mais tudo. Porque hoje eu estou mais apaixonada e acordar ao seu lado teve um sabor todo especial essa manhã.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

presentinho


Dia desses, fui presenteada pela Lu com esse selinho aí embaixo. Eu fiquei toda boba e muito contente. Fico feliz quando vejo que as pessoas se identificam com aquilo que escrevo, com aquilo que penso. Me faz sentir “alguém”, sabe? É muito legal ver que o blog ganha cada vez mais leitores, mais admiradores e adoro ler os comentários que deixam pra mim. Me sinto especial. Coisa boba pra uns, pra mim, acho super legal. O certo seria eu repassar esse selinho pra mais 5 blogs, assim como a Lu pediu pra fazer. Mas, como eu também não sei deixar o selo permanentemente na página, ofereço esse selo a todos os meus links ali ao lado. Afinal, todos merecem.

Obrigada!  

terça-feira, 16 de outubro de 2007

o beabá do amor













Recomendo esse filme a todas aquelas pessoas que, assim como eu, acreditam na pureza e na simplicidade do amor. Sim, eu sou uma romântica incurável e adoro aquelas pequenas sutilezas que o amor nos deixa capazes de fazer. Abc do Amor é um romance bem água com açúcar, que retrata a primeira paixão da vida de alguém, no filme, um garoto de 10 anos e meio se apaixona por sua colega de classe, de 11 anos. Eu simplesmente amei o filme. Adorei relembrar todas aquelas borboletas no estômago que temos ao ver aquele alguém por quem estamos apaixonados. É um filme doce e tenro, exatamente como eu espero que o amor seja. Simples, sem restrições e cheio de surpresas boas.
Gostei do filme também, porque me lembrou Meu Primeiro Amor, que foi o primeiro filme que eu assisti no cinema. E aí já viu, comecei a lembrar do meu primeiro amor, do meu primeiro beijo, do primeiro cinema com aquele gatinho e o filme foi uma verdadeira viagem interior.
Bom fica aí a dica pra quem quiser ver. É um filme curtinho, de 2005. O título original é Little Manhattan, mas prefiro o “aportuguesado” mesmo, abc do amor me soa muito melhor.  

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

o cinema nacional e o jeitinho brasileiro


Finalmente assisti Tropa de Elite. Digo “finalmente” porque praticamente todas as pessoas que eu conheço já assistiram ao filme antes mesmo de sua estréia. Eu não assisto filme pirata. Aliás, não contribuo com esse tipo de coisa. Não quero julgar ninguém, até mesmo porque o filme chegou lá em casa através de mamis que o comprou na barraquinha. Mas eu não queria ver o filme assim. Queria prestigiar o cinema nacional – o qual muitos criticam. Muitos dos que criticam, inclusive, foram os primeiros a assistir, clandestinamente. Não sei mensurar quanto o cinema brasileiro perde com isso. Só sei que eu fiquei muito feliz ao pegar a última sessão de uma sexta-feira de feriado lotada. Isso tudo mesmo após todo o frisson causado pelos filmes piratas, internet e etc.
Fiquei muito contente ao ver - mais um – filme muito bem feito. Bem produzido, com ótimas cenas, tomadas, um bom enredo e uma trilha que envolve e que é a cara do Rio de Janeiro. Adorei ouvir os elogios assim que o letreiro começou a subir. Me senti muito orgulhosa de ter um cinema que vem evoluindo de maneira fantástica.
Ao mesmo tempo, me sinto muito envergonhada pelo tanto de gente que acha bonito ver o filme antes da estréia ou sair financiando a pirataria. Pirataria é crime tanto quanto o tráfico. Pelo menos na minha opinião, é claro. Posso estar sendo radical, mas como julgo errado, prefiro esperar o filme sair no cinema.
E recomendo. Se é que tem alguém que ainda não viu...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

mulher. ser ou não ser?


Eu não sei bem quando ela apareceu, mas outro dia, enquanto vestia um short beeeeem curto (afinal, tem feito um calor do cão por aqui), avistei todas elas lá. Estavam por toda a parte, na bandinha do bumbum, no interior, posterior e lateral das coxas. Poxa vida... logo eu que comemorava passar dos 20 sem nenhuma celulite vista – digamos - a olho nu. Mas, agora elas existem e podem ser vistas por qualquer olho, a luz do dia, da noite...
Que saco isso... já não bastassem as espinhas, os cravos, as estrias, os quilinhos a mais, a menstruação, a TPM, a cólica, as olheiras, agora a celulite... eu não entendo por que diabos nós mulheres temos que ter tanta coisa agregada ao nosso corpo...
A gente não podia simplesmente manter o corpinho de criança? Sem o estica e puxa que provoca estria, sem coisas que comemos que aumentam nosso quadril e nossa barriga, sem outras coisas mais que provocam aquela maldita celulite horrorosa, sem a pele oleosa, sem nada disso?
Que saco tudo isso...
Tive que colocar uma bermuda. Acho que não tenho mais idade (e nem corpo) pra usar os shortinhos... pelo menos não aqui em sampa... vou ter que guardá-los pra alguma praia no fim de semana.
Que triste esse negócio de ser mulher...

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

eu só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sou criança e não conheço a verdade















Ontem, enquanto ia voltando pra casa, comecei a reparar num carro – em meio ao caos do trânsito de sampa – e aquela menininha de cabelos curtinhos pulando no banco de trás, enquanto a mãe debruçava sua cabeça sobre o braço (provavelmente cansada de tudo aquilo), me fez lembrar o quanto era feliz enquanto criança.
Sem preocupações com absolutamente nada. Sem obrigações, sem responsabilidades, sem má educação por toda a parte, sem gente feia querendo te engolir, sem falsidade, sem o cansaço da labuta estafante, sem nada disso.
Sem prestações, sem extratos bancários, sem amigos ligando pra dizer que possam ter uma doença estranha, sem chefe na orelha, sem dinheiro na carteira, sem e-mails para ler e responder.
Sem dúvidas, sem ressentimentos, sem mágoas, sem broncas, sem pensamentos destrutivos, sem rancor, sem nada. Quando a gente é criança, o mundo é uma fantasia gostosa de se viver. A gente consegue se fechar na nossa redoma e viver no mundo da lua, como já diria Lucas Silva e Silva, ou viver como o Pequeno Príncipe, com algumas poucas coisas e com muita inocência e alegria.
Queria entender por que perdemos tudo isso quando nos tornamos adulto. Que mundinho cruel é esse que os adultos criaram para suas crianças? Eu bem que tento continuar acreditando nos contos de fada, nas histórias com final feliz, nas pessoas de bom coração, na vitória do bem contra o mal. Mas, às vezes é tão difícil.
Fico pensando, por que não consigo mais saltitar feliz dentro de um carro em meio ao caos? Por que tenho que me preocupar com o vidro fechado no farol ou com a bolsa em baixo do banco? Por que eu não posso mais simplesmente curtir a vida e ao fim do dia regar minha rosa e conversar com as estrelas?
Que saudade dos meus brinquedos e dos sonhos que eu alimentei um dia. É difícil resistir aos pecados do nosso mundinho adulto e continuar com aquele mesmo espírito da menina que já fui.
Eu continuo tentando, mas não é fácil, não.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

day off - birthday off - fuck off


Só porque eu estava justamente comentando o quanto feliz eu estava, o quanto minha vida estava numa fase maravilhosa e o quanto ansiosa eu estava pra comemorar meus 25 anos, afinal, motivos pra comemorar realmente não faltavam... e aí já viu...
Ontem foi meu aniversário e o resumo do que aconteceu foi: péssimo. Tinha até começado bem e prometia mesmo ser um grande dia, mas não foi. Afinal, por ter diretores, gerentes e supervisores tão “competentes”, eu tive que ficar na agência até 1 da manhã.
Será que vale mesmo a pena eu perder meu aniversário, perder o abraço do meu namorado, o carinho dos meus amigos, a noite com minha mãe por causa da agência? Por pessoas que trabalham gritando, sem paciência, que não conseguem ser claros no que querem e ainda te olham como se você que fosse a burra no meio do furacão... Será que se tiverem que cortar despesas vão considerar que eu chego sempre no horário e nunca saio no horário? Vão considerar que eu às vezes não almoço, que eu perdi meu aniversário? Será mesmo? Ou será que vão pensar que eu não fiz mais que minha obrigação?
Ontem eu passei a noite na agência com pessoas que eu nem conheço, que não tem nada a ver com a minha vida, enquanto o telefone tocava pedindo pra eu ir embora logo... cheguei em casa com uma sensação horrível... a cachorra foi minha companhia... mas já não era mais dois de outubro... nem importava mais.
Tô meio chateada hoje... sábado tem a baladinha que promete ser boa, mas eu queria mesmo era ter passado o aniversário nem que fosse no sofá, mas que fosse em casa.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

hoje é dia de festa e alegria





















Cheguei aos 25. Com muitas dúvidas e quase nenhuma certeza. São 25 bem vividos, com muitos tropeços, muitos erros, mas também muitos acertos.
São cumpleaños de quem espera muito ainda da vida. De quem quer amar como num conto-de-fadas, de quem quer ser feliz intensamente.
São 25 de quem ainda tem cara de menina e guarda um tanto de mulher escondida. E 25 de quem ainda mantêm a alma de criança e sabe tirar do bolso seu velho nariz de palhaça.
25 anos de memórias, de lembranças, de amores, de medos, de alegrias, de angústias. 25 de uma trajetória repleta de gente querida, que chegou e que partiu. De outros que continuam e outros que passaram. De alguns que marcaram e outros que serão inesquecíveis.
Porque a vida é assim. Um vai e vem danado, cheio de surpresinhas, boas e também de algumas coisas ruins. Mas esse é o grande barato. A vida é realmente um espetáculo ao qual aplaudo de pé. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

dias melhores pra sempre


Eu não me canso de repetir que estou – sem dúvida – vivendo a melhor fase da minha vida. É tanta coisa boa acontecendo que, às vezes, me dá um certo frio na barriga. Não é à toa que agradeço também a Deus por ter colocado de volta à minha vida uma pessoa tão maravilhosa como meu Ricardo. Isso porque, além de ótimo namorado, ele é um amigo. Uma pessoa que respeita meu espaço. Que confia em mim, de graça. Que me dá liberdade e que não exige absolutamente nada em troca.
Quinta foi dia de happy com o pessoal da época do colégio. Coisa boa! É bom ver que muitos mudam e outros continuam simplesmente os mesmos. Sexta foi o happy do pessoal da agência. Sábado foi aniversário da Sté, num bistrô super gostoso. Mas gostoso mesmo foi reencontrar a galera da Young. Matar a saudade, falar mal da vida alheia, fofocar...
Finalmente domingo foi dia de não fazer nada. Apenas assistir meu amore jogar e ganhar uma partida de handebol pela faculdade. Lindo, lindo, lindo!!! Me percebi ainda mais apaixonada por ele. Não sei, pode ser aquele uniforme... sei lá...
Nesse findi também, foi dia de surpresa. Amore fez uma surpresa pra mim. A escritura do nosso ap saiu!!!!!!!!!!!!  Então agora é só contar os dias, daqui alguns meses (pra ser exata, daqui um ano e alguns meses), nosso cantinho vai estar pronto. Não disse que estou vivendo a melhor fase da minha vida???
Vai ver eu mereço, afinal amanhã é meu aniversário!