domingo, 28 de dezembro de 2008

e que venha 2009



Eu também tenho um sonho. Eu sonho com o dia em que abrirei os jornais e lerei que no Oriente já não existem mais bombas. Que judeus e muçulmanos, agora, confraternizam em paz. Eu tenho um sonho de que nunca mais haja nenhuma guerra e que todas as diferenças possam ser discutidas entre homens civilizados. E que eles consigam chegar a uma solução.
Eu tenho um sonho. O sonho de que as pessoas, finalmente, pudessem ser menos egoístas. E que as riquezas (por menores que fossem) pudessem ser repartidas com quem realmente precisa. O sonho de que a fome será uma palavra tão esquecida que perderá o uso em alguns anos.
Eu tenho um sonho de que para as doenças incuráveis haja uma passagem branda, uma morte calma. Eu sonho com o dia em que possamos ver nascer uma sociedade saudável de espírito e não só de corpo.
Eu tenho um sonho de que a violência não seja mais necessária e que tudo possa ser resolvido da maneira mais pacífica que se conhece. Eu sonho com pessoas educadas e cheias de gentilezas. Eu tenho o sonho de que isso seja passado adiante e que, como numa corrente, o mundo possa viver e experimentar essa sensação de harmonia.
Eu tenho um sonho de que os homens parem de estragar e destruir a natureza e que possam entendê-la, de forma a se tornarem verdadeiros amigos.
Eu tenho um sonho de um mundo melhor. E é esse sonho que eu vou continuar sonhando em 2009. E espero que um dia eu finalmente possa ver esse sonho realizado.

Um ótimo 2009 pra todos nós!
Sem pretensão, baseei-me no discurso de Luther King - I have a dream

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

feliz natal



Lá pra meados de outubro, costumávamos montar nossa árvore de natal. Minha mãe pegava aquela caixa velha que ficava atrás dos livros da sala e a gente ia tirando os enfeites um por um. Era divertido porque a gente nem se lembrava de alguns e muitos se quebravam durante esse processo.
Eu gostava da estrela amarela que mais parecia uma espada e que ficava na ponta da árvore [que, aliás, eu só descobri que era uma estrela muito tempo depois]. E eu é que queria pôr a estrela. É como se eu desse o toque final. E nossa árvore sempre tinha presépio e era muito legal ver como minha mãe o montava diferente a cada ano. Uma vez com areia e riozinho no meio feito com um pedaço de espelho quebrado, outra vez com papel pedra imitando rochedos.
E ao longo desses quase 3 meses, eu adorava ver o monte de caixas coloridas e de formatos diferentes se amontoar embaixo daquela árvore velhinha. Às vezes, escondido, eu apalpava os embrulhos tentando adivinhar qual era o meu presente. Eu sempre queria as maiores caixas, mas nem sempre os melhores presentes eram os maiores.
E todo dia 24, me lembro de acordar com o cheiro da rabanada, do peru assando desde cedo. Do arroz com uva passa, do panetone sendo cortado, das toalhas novas sendo postas à mesa. Do champanhe com gostinho doce de maçã, das taças que nunca usávamos durante o ano [eu até achava que fossem especialmente feitas para aquela ocasião].
Às vezes tinha papai-noel até, às vezes não. E nem sempre a gente esperava até meia-noite pra começar a comer. Mas os presentes sim, esses sempre tinham que ser abertos depois. E a ansiedade só aumentava.
Depois de 26 natais, quase já não há muito daquele tempo. Nem rabanada, nem peru assando. Nem os pacotes embaixo da árvore. Nem os avós queridos e que deixaram uma enorme saudade e uma infinita recordação boa, nem os primos que agora moram a milhas e milhas distantes. Hoje tem a ceia e cada ano um lugar diferente, com velhos e novos amigos.  Há muito amor e alguns mimos entregues até mesmo antes da data. A árvore ainda existe. Não a mesma, uma nova. Mas a alegria que eu sinto em pendurar cada enfeite, essa sim ainda é a mesma.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

meu diário de bordo: island escape



















Algumas coisas que eu vou dizer aqui podem parecer brega ou clichê, mas não tem como não pensar no Titanic depois de entrar num navio deste tamanho. Não é à toa que assim que entramos nos corredores, procurando nossas cabines, cantamos alguns trechos de "my heart will go on" e sabe, dá um pouco de medo de tanta água assim.
Mas, vamos ao que interessa. O navio é muito bonito e muito divertido também. O melhor mesmo foi encontrar a galera das outras agências e poder fazer aquela bagunça. As cabines onde a gente dormia ficava no deck 3, um pouco acima do nível do mar. E quando acordava e olhava por aquela janelinha redonda, tudo o que eu via era mar.
Lá tinha muitas casas de show, onde eu assisti ao show do Café com Bobagem, o musical Broadway e a festa temática dos anos 60. No deck 10  ficava a piscina e lá aconteciam algumas baladinhas à noite, como a Noite do Carnaval.
No deck 12 era onde  a balada techno pegava, sempre depois da meia-noite. O Loockout era no topo do navio e todo feito de vidro. O que não fazia muita diferença à noite porque era um breu danado. Tudo lá no navio era em dólar e a maioria da tripulação era de estrangeiros, o que foi muito bom para treinar o inglês. Pela primeira vez pude falar com tanta gente vinda de tantos lugares do mundo, com sotaques engraçadíssimos, o que tornava a conversa muito mais animada.
No sábado, o Island Escape parou em Búzios e pudemos passar o dia lá na praia. Aliás, Búzios é uma cidade muito bonita e muito cara. No domingo, o navio ficou o dia todo parado no meio do nada e pra onde eu olhava, só via água. Aliás, essa foto eu tirei lá do deck 11, e só tinha água mesmo. Às vezes chega a ser desesperador a sensação de solidão, de estar no meio do nada. É muita água, muita mesmo.
Por isso eu recomendo um cruzeiro desse tipo mini, que são só 3 noites. Pra mim, não tem condições de ficar mais do que isso no meio do mar. Enjoei um pouco e ficava muito tonta,balançava um pouco e muitas vezes não dava pra perceber que o navio estava andando, mas o camareiro disse que foi sorte, na maioria das vezes o navio costuma chacoalhar tanto de não parar nada em pé.
Enfim, o cruzeiro foi ótimo, a galera animou e deu pra matar a saudade de muitos queridos que eu não via há tempos. O SBT caprichou no presente e realmente esse tipo de coisa é inesquecível.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

olê olê olá


E aí que eu vou num Cruzeiro esse final de semana. Presente do SBT pros mídias de várias agências. Ou seja, graças a Deus eu não vou ter que aturar só a panela daqui, vou poder rever a galera toda de uma só vez. Isso sim é presente de verdade.
Então lá vou eu de novo. Meu primeiro cruzeiro, já vou levar um kit dramin no bolso porque quando passeei de escuna em Paraty quase morri de tanta tontura.
Volto na segunda pra maiores informações.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

madonna is so f****** good













Em 1995, apaixonada por um garoto [feio de dar dó] e que se declarava fã da Madonna, pedi à uma amiga que me ajudasse a conquistá-lo e decidimos que o primeiro passo seria montar um fã-clube pra sua diva. Feito! Transformamos o pequeno banheiro da área de serviço lá de casa em sede do nosso fã-clube e o nomeamos assim: Fã-Clube Oficial Paixão Mundial Megastar Madonna. De oficial mesmo, ele não tinha nada. Mas, montamos o tal fã-clube mesmo assim.
Nos azulejos escrevíamos músicas dela, montamos pastas e mais pastas com reportagens, pôsteres. Não era nada fácil, imagina achar matérias e entrevistas sem internet. Um sacrilégio. Eu gravava seus clipes da MTV e catalogava as fitas todas certinhas no nosso pequeno acervo.
A Aline, minha amiga, era uma das poucas pessoas munidas de um computador e uma impressora, então tratamos logo de fazer as carteirinhas do nosso super-hiper-mega fã-clube. Só que tinha um problema: só eu e ela éramos sócias. Bom, aí começamos a apelar, afinal, tínhamos que ter uma quantidade razoável e aí conseguimos aderir sua irmã, minha mãe e minha vó [tadinha].
Bem, o fã-clube estava bombando e achamos que era hora de divulgar pro meu pretendido sobre tal e ver se ele se tornava sócio e de quebra me dava seu coração. E aí que o menino não deu a menor bola e ainda riu da nossa cara. Disse que nem gostava da Madonna e que era tudo mentira.
Imagine só a minha cara. Enfim, desmanchei toda a sede do fã-clube, piquei as carteirinhas e me desfiz de algumas coisas [exceto das fitas com os clipes]. Em meio a tudo isso, depois de muito ler e pesquisar sobre a Madonna, acabei nutrindo gosto e admiração por ela. Madonna ia muito além de roupas sexy, performances eróticas e comportamento rebelde.
Eu estava diante de um verdadeiro mito, uma lenda. Não é à toa que a mulher tá aí, aos cinqüenta, esbanjando talento e criatividade. Ela tem o dom de se reinventar e é impossível não gostar do seu próximo trabalho. Bom, graças ao feiosinho, aprendi a gostar de uma coisa realmente boa: Madonna!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

das formigas que eu não conheço


Zizu era uma formiga trabalhadeira e amiga de todos. Com o passar dos anos, sabe-se lá por que, Zizu passava mais tempo reclamando da vida do que agradecendo. Implicava com tudo. Se queria uma coisa, tinha que ser naquela hora e não admitia esperar nem um pouco. Se a ajuda demorasse a vir, ia lá e fazia tudo sozinha.
Com o tempo foi ficando crítica demais, nada estava bom, nada agradava. Era capaz de refazer todo um trabalho alheio, caso este não saísse de acordo com seus planos. Com o tempo também perdeu a capacidade de se comunicar com as outras formiguinhas e só resmungava e rangia os dentes.
Depois, aprendeu a retrucar a todos com uma pigarra doentia que os anos lhe deram. E aquilo ia irritando todos à sua volta. Nada a agradava, nada era bom o suficiente. E assim, foi perdendo os poucos amigos que tinha e dia após dia, Zizu ficava cada vez mais sozinha.
Dizem que ela agora fala sozinha e retruca outros insetos que aparecem por lá. Uns dizem que a solidão faz isso às formigas. Eu que não sou "formigóloga" não sei. Só sei que a solidão, às vezes, não é uma opção, mas sim uma condição decorrente daquilo que se faz durante a vida.
Ninguém agüenta formigas reclamonas, mandonas e infelizes. É preciso muito mais pra ser tão chata a esse ponto e é preciso muito menos para ser feliz.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

9 meses














De hoje em diante faltam apenas 9 meses. É a gestação de um filho. Em nove meses vamos parir nossa festa, nosso casamento. Eu me sinto um pouco grávida de sonhos, expectativas, ansiedades.
Tal qual uma mãe que não pode esperar pra ver a cara que o filho vai ter, eu não me agüento de vontade de ver a cada da minha festa. Dos convidados, da decoração, do meu vestido, do Ri no altar.
Acho que 12 de setembro de 2009 vai ser um dia inesquecível pro resto da minha vida. E eu me sinto como se estivesse gerando algo aqui dentro. Eu continuo alimentando toda a expectativa desse meu grande sonho e a partir de hoje, literalmente, vou aguardar o dia que marcará nossas vidas pra sempre como se fosse um filho.
Aliás, agora eu já posso dizer que me caso em setembro sem ter que completar a frase com do ano que vem.

Post simultâneo aqui e .

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ninar você


adoro adormecer brincando com tua orelha...

detesto dormir de conchinha, é verdade...



mas, adoro acordar de vez em quando com o rosto em teu ombro e sentir tua respiração balançar meus cabelos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

um bom presente de natal




















Por acaso [como a maioria dos blogs que conheço] fui para lá no Para Francisco e já falei dele por aqui. Até então eu não sabia o nome da autora e depois vim a descobrir que ela se chama Cristiana Guerra.
Para quem ainda não conhece, vale a pena ver o blog dela. O Para Francisco tem relatos dela sobre o pai do seu filho, que morreu dois meses antes do bebê nascer. O blog virou livro. Livro que devorei em algumas horas.
Diferente de algumas pessoas que acham que assim ela não permite que a vida continue ou que fique vivendo uma dor sem fim, eu acho que ela encontrou uma maneira de não esquecer nada, nenhum detalhe, nenhuma palavra, nenhum gesto. Porque o amor vivido da forma que ela viveu, merece ser eternizado. E eu sou muito a favor de que ela escreva até quando achar necessário. Porque eu sinto que existe muita tristeza em alguns textos, mas em outros existe muita saudade, muita ternura, muito amor e muita alegria viva.
Cada um tem seu tempo e sabe do que precisa pra continuar. Eu acho que Francisco vai conhecer seu pai de uma maneira única e especial. Aliás, vai conhecê-lo muito intimamente e nunca vai se decepcionar com aquilo que poderá conhecer dele. Enfim, o blog e o livro são ótimos e são ótimos também pra nos mostrar o quanto a vida é frágil e como tudo pode acabar de repente. Pra gente dar valor, sabe? E viver como se fosse o último dia e vivê-lo intensamente, como se deve.
Outro blog de Cristiana é o Hoje vou Assim. Ela fotografa as roupas que usa no dia-a-dia. Aliás, tudo muito estiloso e de muito bom gosto. Um blog mais leve, sobre seu outro lado.
Enfim, recomendo o livro e os blogs. E para ver [e se emocionar] com o trailer do livro, clique aqui.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

dos desejos que eu não tinha



De casar.
Nunca quis, nem sonhei. Pra mim, bastariam uma casinha de sapê e muito amor. Não tinha grandes pretensões, nem vontade de festa. Achava chato casamento e achava que era dinheiro mal gasto. Encher a pança de gente que mal conheço e em troca ganhar uns presentinhos chulos. Mas, quando o encontrei, todas as minhas certezas já não eram mais tão certas. E eu queria estar junto. Todo dia, toda hora. Dormir e acordar vendo seu rosto. E aí eu comecei a ver os casamentos com outros olhos. Não se trata só de gastar dinheiro, nem de ganhar presentes, nem de se mostrar, nem nada. Se trata de uma celebração muito bonita e cheias de significados que vai marcar nossa história pro resto de nossas vidas. E por que não dividir esse momento com pessoas queridas e importantes para nós? Por que guardar tanta felicidade e tanto amor só pra nós? Hoje, percebo que o casamento [ao menos o nosso] vai ser um momento único, em que todos poderão partilhar conosco um pouco da nossa alegria.



De ter filhos.
Não é meu sonho e nem meu desejo. Sou muito egoísta pra tanto e não acho que me sairia bem como mãe. Eu mal consigo cuidar de mim, quem dirá ser a responsável por alguém tão frágil e tão pequenininho. Mas hoje até penso nessa possibilidade. Porque eu quero que o mundo conheça uma extensão de você. Dá até vontade de ter uma penca de filhos só pra que eles possam levar um pouco das suas qualidades pra onde quer que eles possam ir. Pra ter um espelho seu neles, a extensão do seu caráter, na sua nobreza de alma, da sua gentileza, da sua paciência, de tudo o que você é. Porque, afinal de contas, filhos são para o mundo e eu acho que o mundo seria um lugar melhor se houvessem mais pessoas como você.

E você tem esse dom de despertar em mim os desejos mais ocultos, os sonhos menos prováveis. Porque você tem magia e eu te amo muito por isso.

*****************
E para ver as fotos da viagem, clique aqui.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

there´s no place like home



Depois de 16 horas de busão (8 pra ir e 8 pra voltar), a festa acabou.  Essa parte realmente foi muito cansativa e na sexta, não teve 1 minuto de paz naquele ônibus. Os meninos estavam muito animados, bebendo, cantando, buzinando. A volta foi mais tranqüila, mas também foi cansativa.
Bom, mas tirando essa parte chata, posso dizer que a viagem foi ótima. Deu pra descansar, se divertir, conhecer algumas pessoas novas e dar boas risadas. O Hotel do Frade é TUDO! Não cheguei a conhecer nem a metade, mas amei o lugar. É lindo, um sonho. Aliás, sonho era ter o Rodrigo Faro e o Maurício [do vôlei] todo dia de sunguinha desfilando pra lá e pra cá.
A festa do branco foi ótima, mas a da fantasia foi a melhor. Nem tenho pretensões de levar nenhum prêmio, o pessoal foi muito original e caprichou na criatividade das fantasias. Mas, ao menos, eu fui a única diabinha.
Nunca comi tão bem em uma viagem pra praia como desta vez. Culinária de primeira, tudo com muito capricho. Comi peixe de tudo quanto era jeito. E os doces? Certeza que esse final de semana me rendeu uns quilos extras. Mas eu compensei com 10 minutos de esteira, lá no Frade mesmo. (hehe)
Na sexta, teve uma pequena apresentação dos sócios da agência e o Alexandre [nosso presidente] mixou uma música com esse vídeo aqui pra compor a trilha da apresentação, ficou muito bom e o DJ até tocou na balada. Virou meio que um grito de guerra e toda hora a gente cantarolava por aí. Se bem que quando eu fui fazer entrevista lá na agência, depois de ver a recepção, tive a mesma sensação que esse cara. Não é por nada, mas a agência tem esse efeito logo de cara mesmo.
Bem, mas depois de noites mal dormidas e muitas horas numa posição só no busão, é bom chegar em casa e comer a comidinha da mama e poder dormir na nossa caminha. Isso sim é tudibão.
Logo postarei fotos das festas. E pra conhecer um pouco mais da Neogama, clique aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

neotrip


Eu não tava muito animada com a festa da agência até voltar de férias e descobrir o roteiro da viagem. Nós vamos viajar na sexta bem cedinho e voltar no domingo bem à noite. Ficaremos hospedados no Hotel do Frade, em Angra dos Reis, e pelo pouco que vi no site, o hotel e tudo por perto é simplesmente maravilhoso.
Todas as refeições e bebidas estão inclusas no pacote. Sexta à noite, vamos ter a Festa do Branco, com um luau na Beira do Cais. E no sábado, festa à fantasia com prêmios para as melhores, incluindo viagens pro Chile e Argentina.
Não tô com muitas pretensões de ganhar, afinal, minha fantasia é bem tradicional e comum. Comprei hoje de manhã, vou de diabinha. Sonhei com essa fantasia e não é que tinha uma perfeita na loja me esperando? Um vestidinho curto de paetês vermelhos, uma capa, um chifrinho e um espeto do capeta (hehe), combinando com a minha super sandália-sexy vermelha.
Resumindo, agora estou super ansiosa com a viagem e acho que vai ser mesmo bem divertida. Pena que não se pode levar ninguém de fora, seria perfeito se Ri pudesse ir. Embora às vezes seja bom se divertir um pouco sozinha [e isso vale pra ele também].

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

eu sou Corinthians!














Há 1 ano atrás, o Corinthians cairia pra série B do Campeonato Brasileiro. Aquele dia foi amargo e ácido, como se houvesse um grande vazio. Era tão difícil de acreditar, porém não tão impossível de acontecer.
Na verdade, muitos até esperavam [e torciam] por isso. Eu não. Eu sempre acreditei que seria possível. Sempre esperei por um milagre, pelo gol salvador dos últimos minutos. Mas, infelizmente nada conseguiu salvar meu time.
Mas, 2008 não foi um ano pra se envergonhar, muito pelo contrário. O time passou por grandes mudanças e sofreu alterações responsáveis pelo grande desempenho, coisa que talvez nem fosse esperada. No Campeonato Paulista, o Corinthians conseguiu ficar em 5º lugar, na Copa do Brasil teve uma campanha incrível, chegando com grande vantagem à final [mas, vantagens não são bem administradas pelo meu time, já disse].
E na série B o Corinthians mostrou que não veio pra ficar. Mostrou o que sabe fazer de bonito. Em 38 jogos, perdeu apenas 3 e consagrou-se campeão antes mesmo do fim do torneio, garantindo seu acesso de volta ao lugar do qual jamais deveria ter saído.
Se foi amargo esse ano? Se foi difícil aturar as piadinhas dos torcedores adversários? Se é vergonha comemorar título de 2ª divisão? Não meus caros, absolutamente não. Foi preciso um tombo para se reerguer com glória. Foi preciso um erro para que os acertos acontecessem. Foi preciso um passo pra trás para caminhar a passos longos rumo à grandes conquistas no próximo ano.
Corinthians é time forte, não à toa que até mesmo a Série B ganhou status de Série A, sendo transmitida em horário nobre pela maior emissora do país, e claro, obtendo melhores índices do que muitos times da Série A. Mas, isso é normal. O Corinthians atrai olhares de todos os cantos, de todas as torcidas. Para o bem ou para o mal, o glorioso Timão está de volta para tomar o que lhe é de direito.
Eu nunca vou te abandonar porque eu te amo. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

i hate mondays













Voltando à normalidade, à rotina.
Ao menos o dia está lindo lá fora.
..
...
..
Semana curta. Sexta, vamos pra Angra comemorar o final do ano da agência, com direito a luau na sexta e festa a fantasia no sábado.
Então tá, né?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

acabou, boa sorte!


Parece que foi ontem, mas hoje já é meu último dia de férias. Aproveitei mesmo foi pra dormir e acho que vou ter sérios problemas em adaptar-me à velha rotina de acordar cedo. Aliás, 11h30 todo dia tava de bom tamanho pra mim, mas acabou.
Mudei os móveis do meu quarto de lugar e dei uma repaginada nas gavetas, tirando tudo aquilo que não me é mais útil. Sempre me sinto mais leve quando faço isso.
Passeei com madrinha pelo comércio do bairro, comprei umas bijuzinhas que simplesmente adoro, fiquei de pernas pro ar, vi muita tv [e quanta merda tem na tv!], aluguei alguns DVDs, mas ainda continuo cheia de pendências.
Fui conhecer as novas casas de velhas amigas e fui pra Ubatuba no feriado. Comi moderadamente, já que acordando tarde elimino algumas refeições do dia. Na balança não teve muito efeito, mas pro meu psicológico já tá valendo.
Sobre a crise abaixo, nada como um dia após o outro. Ainda não gritei e nem esvaziei o peso, mas já me sinto melhor. É que eu não perco a mania de procurar pelo rosa em meio a tanto cinza [ou amarelo pálido].
E segunda começa tudo de novo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

esboço de uma noite sem sono













Um dia você acorda e percebe que a vida não é mais cor de rosa. Percebe que ela agora é amarelo-pálido-tuberculoso. As pessoas não são boazinhas e nem sempre vão sorrir só pra te agradar.
De repente você cresce e se vê com novos pensamentos e aquelas verdades que pra você, até então, eram absolutas e irrefutáveis, agora não passam de grandes absurdos e equívocos. Seus heróis não são mais os mesmos e nem sempre haverá um colo ou um ombro acalentador de mãe.
Você descobre novos caminhos, novos obstáculos e às vezes descobre que está sozinha. Por opção? Não, mas porque algumas pessoas podem escolher caminhos opostos ou escolher simplesmente não te acompanhar.
Porque a vida pode ser uma festa, mas uma festa com hora pra acabar. Hora pra abaixar a música, suspender o drink e vomitar no tapete.
Porque por mais que você tente andar pelo caminho certo e fazer as coisas direito, alguém vai fechar a cara e te criticar. Porque é impossível agradar a todos. E é impossível conviver com todos. Veja bem, eu não disse difícil, eu disse impossível.
Porque chega um ponto em que não adianta que suas atitudes sejam nobres ou o quanto você esteja disposta a agradar, a questão é fazê-los valer a pena ou por quem valha a pena. Porque eu não posso mudar o mundo, nem mudar as pessoas. Mas eu posso me mudar. Posso mudar meu jeito, meu cabelo, minha cara, minha vida e meu endereço. Se adiantaria? Eu não sei. Não sei de tantas coisas. Eu esperava tantas coisas, mas o melhor é sempre não esperar por nada.
Às vezes eu queria que algumas pessoas viessem com um manual de instrução. Às vezes eu queria que as pessoas não viessem. E de tanto querer eu já nem sei mais o que eu quero. Só que vez em quando bate um desejo de gritar pra ver se esvazio o peito. Porque tenho mania de guardar muita coisa aqui dentro e às vezes fica pesado demais.
Deve ser algum tipo de crise pré-menstrual, pré-natal, pré-fim-dos-tempos, pré-casamento ou pré-primário. Aliás, outro dia abri a gaveta e notei que perdi a paciência, isso já aconteceu com você? Será que um dia eu a encontro novamente?
Bom, sei lá. O sono ainda não veio, mas bateu uma fominha. Já me vou.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

estranho seria se eu não me apaixonasse por você



















Por onde andei enquanto você me procurava?

Desfazer as malas e colocar o que é gelado na geladeira. Preparar a cama com lençol novo e assegurar nossa noite tranqüila com o veneno anti-pernilongos na tomada. Preparar café da manhã, passar o requeijão no pão. Aprontar a bolsa com canga, protetor solar e alguns livros pra fazer companhia.
Tomar sol enquanto Ri espera pela onda perfeita em sua prancha. Voltar pra casa e dividir a pia enquanto limpamos os camarões pro risoto do almoço que eu prepararia. À noite, chuva. Não poderia ser diferente. Enrolados no edredom [porque eu tenho frio] e com o ventilador ligado [porque ele tem calor] assistimos tv.
Um pacote de cheetos pra mim e outro de doritos pra você. Porque eu detesto nachos e você detesta o cheiro de chulé do meu cheetos. Mas, o bom mesmo é dividir o mesmo copo de coca-cola bem gelada.
Esses dias ao lado da pessoa que escolhi pra passar o resto da vida não poderiam ser melhores. Poder rir das besteiras que dizemos, das tolices que deixamos escapar, ter a capacidade de rir da gente mesmo. Curtir nossas companhias, nosso silêncio. É a certeza de que não vamos errar.
Importante é registrar que Ubatuba foi cenário perfeito [uma vez mais] pra nossa curta e antecipada lua-de-mel.

O amor é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama.

* trechos de músicas do Nando Reis (nossa trilha sonora nesta viagem)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ausência justificável


Resumo das minhas tão almejadas férias: cama! O que eu mais tenho feito é dormir, acho que finalmente tenho dormido o sono que mereço.
Mas, esperava mais das minhas férias. É porque todo mundo que poderia compartilhar esses dias comigo está trabalhando. Então, de nada adianta eu aqui de pernas pro ar sem ninguém pra dividir uma colher de brigadeiro, né?
Bom, como já devem ter reparado, ando meio ausente. Mas é que estou tentando ficar longe do computador ou de qualquer coisa que me lembre “trabalho”. Esta semana finalmente vou fazer algo de bom, praia com amore graças ao feriado.
Agora deixa eu ir tirar uma soneca no sofá enquanto vejo Chaves.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

jogos mortais


Três coisas que você precisa saber sobre mim a respeito de filmes: 1. eu não vejo filmes dublados; 2. eu não vejo filmes começados (nem se for só há cinco minutinhos) e 3. eu não vejo seqüências fora da seqüência.
Pois bem. Nunca quis ver Jogos Mortais porque achava que se tratava de mais um filme idiota cheio de sangue jorrando por todos os lados, até que eu finalmente o assisti. Foi aí que eu me descobri interessada pela tal lógica do jogo e resolvi assistir os 3 de uma vez. Daí que com a estréia do quinto semana passada, eu e o Ri tratamos de alugar o 4˚ sábado à noite pra irmos no cinema domingo.
Pra todos os filmes que fazem um certo sucesso [seja ele qual for] existem dois grupos de pessoas: os que o odeiam e os que o amam. Se você se encaixa no segundo grupo e já assistiu ao menos até os Jogos Mortais 3, pode continuar, caso contrário não me responsabilizo.
Só relembrando um pouquinho, no final do 3 o Jigsaw morre e no quarto, durante a sua autópsia, lhe arrancam o cérebro, o estômago e o abrem ao meio. Ou seja, o cara realmente está morto, certo? Certo!
Tá, aí estamos Ri e eu no cinema quando ouço o seguinte diálogo do meu lado direito:
- ah, acho que eu assisti até o 3...
Ixi, já vi tudo. Acho que esse era o tipo de coisa pra ter sido dita antes de comprar os ingressos, eu jamais iria no lugar dessa pessoa. E não é por nada, quer ir ver sem ter visto os outros, ok, mas não passa o filme inteiro tentando entender quem é quem e perguntando o tempo inteiro quem é esse, o que é isso, por que ele tá fazendo isso, me tira do sério, juro.
Tudo bem, já tinha me conformado com isso quando passados quase 30 minutos entra outro casal e se senta ao lado do Ri. Ok, ok. Sem problemas. O cara pergunta perdi muita coisa? Eu nem responderia, mas o Ri [gentil que é] fez questão de dizer quanto tempo de filme tinha passado.
No fim do filme, Ri tentou explicar o comecinho pro casal de atrasados e juro que não era nada difícil de entender, até porque antes de falar Ri perguntou se o casal havia visto o último e a reposta foi sim.
Aí depois do meu gentil namorado explicar, o idiota do cara responde:
- ah tá, só não entendi porque o velhinho apareceu neste, achei que ele tinha morrido...
h-e-l-l-o-o-o-w???!!
Bom, acho que agora além dos que odeiam Jogos Mortais, dos que amam Jogos Mortais tem aqueles que não entendem nada de Jogos Mortais. E o pior, insistem em continuar vendo.
Ah, vai dormir.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

passe sem pressa


.
..
...
....
.....
......
casa
cama
sofá
tv
livros
filmes
muitos filmes
brigadeiro de colher
cama do Ri
livros
tv
barrados
muito barrados
casamento
preparativos
tarde com amigas
shopping
sobrinho
filmes
livros
tv
sofá
cama
casa
......
.....
....
...
..
.

E acabou-se o que era doce.
Só espero que eu realmente descanse nessas férias e que elas não sejam tão corridas quanto essas linhas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

tudo numa coisa só


Eu fico evitando falar aqui porque eu já tenho outro lugar pra ficar falando sobre isso [e agradeçam, ou vocês não iriam me agüentar com esse meu casamento], mas a verdade é que mesmo longe, pra mim parece estar muito perto.
Cada dia a mais é um dia a menos. Estou muito contente por já ter definido e fechado várias coisas importantes do meu casório, mas estou animada mesmo é com as visitas deste final de semana. Vamos conhecer alguns fotógrafos e eu amo fotos.
Aliás, se pudesse escolher entre um bom fotógrafo e um PUTA fotógrafo (mesmo que não tivesse vídeo), ficaria com a segunda opção. Adoro fotos bem tiradas, mas aquelas diferentes, que captam a essência da alma, saca? Então, pra tudo tem um preço nessa vida [e normalmente não é baixo].
Mas, estou animada porque parece que encontrei alguém com essas qualidades, então estou super ansiosa pra conhecer o trabalho pessoalmente e dar por encerrada mais uma parte importantérrima do casamento. Aliás, a partir de amanhã estou de férias [finalmente chegou!].

Ah, então... amore me deu as duas primeiras temporadas de Barrados no Baile e eu venho assistindo todas as noites em casa. A-D-O-R-O! É como diz uma amiga querida, só de ouvir aquela musiquinha, meu coração já bate mais forte. Essa série me traz tão boas recordações e se me lembro bem, só saía de casa depois de ver o episódio do domingão. Como eu gostava... Aí ontem estreou a nova temporada, mas eu não queria ver não. Aliás, odiei a idéia. Ah, sei lá, não gosto de coisas regravadas com novas histórias, novos atores, queria que continuasse de onde parou.
Enfim, tinha decidido não ver, mas sem querer acabei parando no canal e vendo os minutos finais. Ai que ódio! Isso porque apareceu a Brenda e a Kelly e pelo que entendi a Kelly agora tem um filho. Gente, de quem??? Ela terminou a série sozinha e de repente tem filho? Agora eu quero porque quero saber de quem. Ai que ódio... não era pra eu assistir... bom, mas agora acho que não vou resistir...
Ah, mas uma coisa eu tenho pra reclamar: que saudade de pais que tinham cara de pais e não eram dois corpos esculturais com cara de adolescentes. Naquela época, o seriado era BEM menos artificial...
E ah, a musiquinha? Então, mudou. Está num estilo rock´n´roll-dance, se é que isso existe... gostei não.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

shoes are girls best friends



















Minha tara começa pelos pés. Adoro sapatos diferentes, sapatos descolados, sapatos tradicionais e clássicos. De oncinha, pelica, couro, plástico e verniz. Adoro sapato! Tenho uma infinidade de pares de sapato, da última vez que contei [quando resolvi dar alguns que já estavam velhinhos] tinha quase 60, incluindo rasteirinhas e tênis.
Sempre que vejo um sapato que me hipnotiza [sim, eles têm esse poder sobre mim] eu levo. Não me importo com o conforto, com a comodidade, com nada. Só com a beleza. Tenho sapatos que nunca usei, estão lá com a sola intacta, lisa e limpa. Outros, evito usar só de pensar na bolha que vai fazer.  A maioria dos meus sapatos, aliás, machucam. Machucam de foder mesmo com os pés. Mas, eu uso vez ou outra.
Sou louca por melissinhas, tenho quatro modelos e todos me machucam. Sabe, minha tática é exibir esses sapatos – os carrascos – em eventos em que eu não tenha que andar muito. Desço do carro, ando um pouquinho, sento, volto pro carro e tiro o sapato.
E quase sempre é assim. Normalmente, desses cinqüenta-quase-sessenta pares, só uns cinco eu uso com freqüência. Os outros são coadjuvantes. Mas, não meros coadjuvantes porque quando eu os coloco não há mulher que não diga nossa, amei seus sapatos.
Ri não entende porque eu compro tanto sapato sendo que eu quase nunca uso. Na verdade, não existe explicação. Eu simplesmente ponho no pé e compro. Claro que dentro de um limite, não saio pagando os olhos da cara num sapato, não. Tudo tem um limite né? Mas que eu me realizo comprando sapatos, ah isso é verdade.
Adoro abrir meu guarda-roupa e ver todos aqueles sapatinhos brilhando pra mim. Ainda não é um closet digno dos figurinos da Vogue, mas quem sabe um dia eu chegue lá. Só sei que sou assim, compulsiva. Hoje, estou tentando ser mais comedida devido às despesas que temos com casório e etc, mas é quase impossível. Sempre que não posso comprar um sapato tenho uma síncope nervosa. Não de sair explodindo e descontando nos outros, a síncope é interna e comigo mesmo.
Ri percebe porque eu fecho a cara e tal. Mas logo passa. É, não tem muita explicação, mas eu sou assim, louca por sapatos. Quer abrir um sorriso na minha cara? É só elogiar meus pezinhos. 

terça-feira, 4 de novembro de 2008













Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importanteSaint-Exupéry

Lembro-me, como se fosse ontem, do dia em que reencontrei o Ri. Nada aconteceu de momento, claro que bateu aquele desejo, mas nada demais. Nada que merecesse uma atenção maior. Dias depois estaríamos já namorando. Com menos de seis meses de namoro, acordamos um belo dia e decidimos procurar um apartamento. Do dia seguinte, já estávamos fechando contrato. Alguns dias depois, estávamos decidindo data pro casamento e agora estamos contando as horas pra tudo isso acontecer.
Já se passaram pouco mais de dois anos que estamos juntos. Às vezes, parece que foi ontem. Isso porque a gente não se enjoa nunca um do outro e sabe aquela fase boa do início? das borboletas no estômago, da ansiedade em vê-lo, então, nada disso passou. Não houve um dia sequer com discussão, briga ou aborrecimento. Aliás, essas coisas são completamente desconhecidas por nós.
Não há como garantir que nunca haverá uma briga, mas parece inacreditável como mesmo com mais de 600 dias de convivência, o máximo que chegamos foi a conversas sérias. Não sei como é o Ri bravo, aliás, acho que ele nem tem essa característica. Não sei explicar por que tanta afinidade, sintonia. Só sei vivenciá-la e senti-la. O que temos é um amor cheio de paz.
E aí, às vezes, parece que faz anos que estamos juntos. Décadas, vidas pelo tanto que nos conhecemos – um ao outro. Dos gostos, dos desgostos, das preferências, das manias, dos medos. A gente parece um casal em bodas de ouro e ao mesmo tempo um casal que acaba de se conhecer.
Brilho nos olhos, curiosidade, vontade de contar cada novidade, mensagens ao longo do dia, telefonemas pra matar a saudade, pequenas surpresas no cotidiano. E sempre esperando pelo fim de semana. Agora a gente espera mesmo é por março e por setembro. Março porque é quando poderemos entrar pela primeira vez na nossa casinha e fazê-la do nosso gosto, decorá-la com nosso amor. E setembro porque é quando oficializamos nosso amor, nos unimos, nos casamos. E aí tudo isso vai ser pra sempre, todo dia.
E é por isso que cultivamos nosso amor, todos os dias. Alimentamos o que temos com sonhos, esperança, respeito e carinho. E que isso possa durar pra sempre.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

novembro chegou


O casamento do sábado foi perfeito, emocionante. Minha primeira vez como madrinha numa igreja. Estava tão nervosa, acho que pior que eu só a noiva. Ri também estava todo emocionado, às vezes parecia que ele era o noivo. E ele se sacudia no altar, olhava pra cima e dizia baixinho não vou olhar, não vou olhar enquanto sua irmã entrava pela nave da igreja.
Por falar em casamentos, esse mês eu defino mais algumas coisas do meu. Pra quem tiver curiosidade, os preparativos e outras coisas mais estão aqui. Mas sobre o casamento da minha cunhada, só posso dizer que foi perfeito.
Domingo, pela primeira vez depois que o Senna morreu, assisti a uma corrida inteira. Na verdade, eu não estava muito nem aí pro Massa e pras coisas que poderiam acontecer, mas eu queria que acontecessem mais porque o Ri estava lá. Porque ele é fanático por F1 e porque ele ficaria feliz da vida por estar presente num acontecimento como esse.
Enfim, não aconteceu, mas mesmo assim Ri disse ter ficado muito realizado por ter ido ver a corrida de tão perto. E eu fiquei feliz por ele. Sexta, saio de férias [aleluia!!!] e volto só em dezembro.
Ri já está com nosso carrinho e agora a moto é coisa do passado [amém!]. Então é isso, que os dias de novembro sejam mais longos, visto que estarei de bobeira e que tenham sabor de chocolate com morango, porque a vida tem que ser doce.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

tchau, tchau outubro


Lá vamos nós virar mais uma folhinha do calendário. Eu não sei se torço pros dias passarem mais devagar ou se corro junto com eles. Nada como um mês novinho pra renovar nossas energias, nossas fés e esperanças de que o melhor está por vir e que podemos mudar nossas vidas. Quem sabe, não é mesmo? Eu prefiro sempre acreditar que sim.
A 32ª Mostra Internacional de Cinema acaba hoje e eu esqueci completamente. Queria tanto ter me programado pra assistir dois filmes em particular: A Festa da Menina Morta e Che.
Aliás, hoje tem sessão extra do Che, mas como o filme tem duração de quase 5 horas, duvido que o Ri queira me acompanhar nessa empreitada. E se eu não tivesse tantos compromissos hoje, até que iria sozinha.
Amanhã tem o casamento da minha cunhada, do qual seremos padrinhos. Então, a preparação já começa hoje, já que sábado promete passar num piscar de olhos. Amanhã também tem o casamento de uma amiga, lá na praia e infelizmente não vamos conseguir ir. Mas, ficam meus pensamentos positivos de que tudo ocorra bem e faça um dia lindo. Se não lá fora, que seja dentro dos noivos [que é o que realmente importa].
E que venha novembro, o doce novembro como diz o nome de um filme bom. Novembro promete ser um mês bastante especial [mas não menos corrido] pra mim. Mas, isso é assunto pra outro post.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

i´m a lucky girl


A primeira vez que ganhei alguma coisa [que eu me lembre] foi quando ainda era criança, num natal desses. Lembro que havia pedido uma boneca de presente. E a boneca tinha um lance surpresa, era um bebê e não tinha como saber o sexo, pra descobrir só dissolvendo a fralda na água e lendo o certificado que poderia ser menino, menina ou gêmeos. Daí, no caso de gêmeos a Estrela mandava outra boneca pra sua casa. Minha mãe mandou eu escolher a caixa que eu queria e adivinha só no que deu? Dias depois, lá estava eu recebendo minha segunda boneca.
E foi aí que tudo começou. Sempre que tinha um sorteio de alguma coisa, eu acabava levando. Parecia até brincadeira, mas sempre me sorteavam pra alguma coisa. Na maioria das vezes era tudo tranqueira, pirulito, anel de plástico, docinhos, camisetinha, boné e coisas do gênero. Mas eu gostava daquilo porque mamis dizia que eu carregava sorte comigo.
Eu meio que acreditei nisso tudo e até hoje quando tem um sorteio, me concentro e faço um pedido. Quase sempre funciona e eu prefiro acreditar que eu devo mesmo ter alguma sorte. Há um tempinho atrás, numa festa de confraternização iriam sortear um iPod. Era a maior das novidades pra época e quase ninguém sabia nem o que era. Quem ganhou? Eu, é claro.
Dia desses aqui na agência decidiram sortear um ingresso pro VMB, quem levou? Eu! Meu chefe ganhou uns ingressos pra Fórmula 1 desse final de semana, eu nem gosto, mas queria muito ganhar pra poder dar pro Ri, que é louco por isso. E aí fiz o tal do pedido e fui sorteada.
Não sei se aquele ditado da sorte no amor e azar no jogo tem alguma validade, mas depois que encontrei um amor de verdade, nunca mais minha sorte foi a mesma. Mesmo continuando a ganhar, como vocês podem ver, a sorte está fraquinha, fraquinha. Digo isso porque sortearam uma tv de plasma, uma moto e um carro e 3 pessoas que trabalham comigo ganharam esses prêmios, eu nem sequer fui chamada.
Outro dia, numa festa sortearam vários prêmios e uma amiga conseguiu ser sorteada duas vezes (com o nº dela e com o do namorado). Levou um dvd e um telefone sem fio. Outro amigo ganhou uma mega tv, outro uma viagem pra Argentina.
Ai gente, queria minha sorte um pouco maior. Ou será que realmente quando se tem sorte no amor, o jogo acaba azedando?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

drive me away















Comprei nosso carro!
Abri um sorriso quando recebi essa mensagem no meu celular ontem. A sensação de que estamos conquistando nossas coisinhas, com nosso sacrifício é muito gostosa. E a importância desse carro, pra mim, é muito maior do que qualquer outra coisa neste momento. Com certeza agora já poderei ficar mais aliviada e sossegada, sem as neuras que a moto me causava.
Agora precisamos vender a moto pra repor o dinheiro que usamos no carro. Enfim, a vida não é mole não. Mas, de qualquer forma, fico muito feliz com essa nossa nova conquista.
Agora preciso deixar meus medos pra lá e dirigir de uma vez por todas. Na verdade eu já sei dirigir, mas não gosto. Evito sempre que posso e tô sempre passando a bola pra alguém. Eu tenho medo, aliás, morro de medo. Sei que é besteira, mas vejo tanta coisa errada que isso acaba me bloqueando. Mas, sei que isso vai ser passageiro e se depender do Ri, logo logo eu vou estar como uma verdadeira pilota, aliás ele tem a maior das paciências comigo.
E não pensem que eu sou bração porque eu não sou não. Eu sei dirigir e tal, só preciso parar de ser tão neurótica com medo do que possa acontecer. É que já tive um pequeno acidente de carro [não como motorista] e acho que isso tem sua parcela de culpa.
Mas, nada como o tempo e a prática [e a paciência do Ri]. Só sei que estou muito, mas muito feliz mesmo. E olha que o carro nem é novo, mas não vejo a hora de dar uma voltinha com ele.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

crise?


Confesso que não entendo nada de nada da crise que está batendo em nossas portas, mas estou com um certo medo. Aliás, sempre tenho medo do desconhecido. E eu não entendo, juro, até tento, vejo o jornal, escuto a notícia, leio, mas não entendo nada. Aliás, economia nunca foi a matéria mais fácil da faculdade e eu sempre tava indo mal.
Mas, sabe, estou com medo. Porque tenho uma graninha no banco que venho juntando com o maior sacrifício pra pagar as despesas com o ap e com o casório e morro de medo de um dia acordar e ler nas principais manchetes: bancos congelam seus fundos de investimento ou coisa parecida.
Não me lembro direito porque ainda era muito pequena na época, mas o tal do Plano Collor ferrou com muita gente, minha mãe mesmo vive falando do dinheiro que perdeu. Fiquei sabendo de gente que enlouqueceu, outros que se mataram mesmo e isso me causa náuseas.
Não que eu vá chegar a esse extremo, mas mexer no meu bolso, no meu dinheirinho tão suado com certeza vai me deixar louca. Entendendo ou não, fico acompanhando as notícias e torcendo pra essa crise acabar de vez. Porque se ela continuar batendo assim, vão acabar abrindo a porta.

*************************************************












Parênteses para dizer que no último dia 24, minha cachorrinha Luna completou 6 aninhos, o que significa que na idade dos cachorros já esteja com 42. Ela é a cachorra que ficou comigo por mais tempo, é companheira, faz muitas traquinagens, continua fazendo coisa errada, mas habilidosamente consegue tirar qualquer rancor da minha cara. Tá sempre me roubando um sorriso e dá um jeito de se enfiar atrás de mim no sofá. Ela é a coisa mais fofa do mundo e eu espero que ainda fique por muito tempo ao meu lado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

final de semana 220v


Final de semana mais do que agitado. Sábado foi dia do Ri procurar por um carro [graças a deus] e dia de espanhol pra mim. Depois ainda corremos atrás de uma camisa e um sapato pro casamento da semana que vem.
O meu time está de volta à Série A do Brasileiro e eu estou radiante, além é claro de ter ficado muito emocionada com o jogo (mas isso é assunto para outro post). Nasceu o sobrinho do Ri [que por tabela também é um pouco meu]. Rafinha, seja bem-vindo a esse mundão louco de meu deus.
Domingo: eleições, mas pra compensar o sol resolveu colaborar e marcou 39° graus lá no Wet´n Wild. Já deu pra tirar aquela cor amarela de escritório pra poder realçar o azul do meu vestido pro casório da cunhada.
Resultado de tudo isso é que estou mega cansada, mas com sorrido de orelha a orelha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

porque o que eu sinto é amor


















Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
madeleine peyroux 

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

será que toda novela tem seu final feliz?


Contrariando toda a lógica do mundo, mas não se tornando uma pessoa melhor [a meu ver], o “cara” resolveu realmente largar a mulher [mesmo grávida]. Não acredito que seja por causa da minha amiga, mas sim porque sua mulher, ao descobrir tudo, pediu pra ele sair.
Como deve restar um pouco de amor prórpio ao sujeito, o mesmo decidiu sair de casa [mas vejam, dessa vez ele não tinha escolha, não foi por livre espontânea vontade].
Devido a tudo isso, minha amiga acha mesmo que ele saiu por causa dela e continuou o caso que vinha de longe. Seus pais proibiram o relacionamento, ameaçando-na de não poder mais entrar em casa [por que os pais acham que podem resolver as coisas dessa forma?]. Bom, agindo assim, o que eles conseguiram foi apenas aumentar a vontade de minha amiga em ficar com o mala.
Dessa forma, na próxima semana, minha amiga vira adulta. Traduzindo: ela alugou uma casa e está de mudança marcada. Até aí normal, se não fosse o detalhe de que ela não sabe se virar sozinha. Lógico que ela não é incapaz, não é isso, mas essa é uma rotina a qual ela não tem nenhuma afinidade ou noção. Ela não sabe cozinhar, passar, lavar, administrar uma casa, não tem noção de supermercado, nada. Ela sempre teve tudo na mão e gostava de tudo isso [e quem não gostaria?].
Mas, a escolha é dela. Só continuo achando que não vale a pena, por nada e muito menos por esse cara. Claro que, pra mim, os problemas estão apenas começando já que o mala vai ter um filho com a ex traída. Então, sei que muita coisa vai rolar.
Mas tudo bem. Não foi por falta de falar, mas como percebi que minha amiga não quer ouvir e nem enxergar, parei. Agora só ouço e ofereço ajuda. É um tanto complicado porque eu não consigo gostar desse cara e agora vou ter que o engolir como namorado[?] da minha melhor amiga.

in high seas or in low seas, I'm gonna be your friend
you know that I'm gonna be your friend
and is a high tide or a low tide, I'll be by your side
jack johnson – “for you and me”

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

boss bottled












Eu ia falar dos chefes sem noção que eu já tive na vida [e que inclusive já postei aqui sobre alguns deles], mas meio que desisti. Não sem antes relembrar alguns aqui, como o neurótico-grosso do Dr. Pimpolho, a tapada da Pôia (mais um apelido carinhoso) que entre outras coisas um dia soltou a seguinte pérola: o médico disse que meu filho tá com muitos molúsculos... (é, faça como fiz na época e não tente entender o que será que o moleque tinha), a nordestina que sabia de tudo e falava tudo errado, a louca que me rogou pragas quando saí da agência, enfim, de tudo um pouco.
Enfim, essas pessoas me faziam rir porque eu sempre tento rir da desgraça, já que lamentar não vai adiantar mesmo. Só que essas pessoas eram do mal, se é que me entendem. Todas em suas devidas proporções, umas mais, outras mais ainda. Daí que eu ia falar sobre eles, suas manias que me irritam, o que já me fizeram passar, mas aí chega meu chefe e me diz algo completamente inesperado e surpreendente.
Já falei dele aqui e contrariando todas as regras e exceções ele é o melhor chefe que alguém pode ter. Já falei, mas não me canso. O cara é parceiro, tá sempre me ajudando, não tem medo de dizer não sei, pede ajuda, me ensina, a gente conversa sobre t-u-d-o, ele tem um restaurante super maneiro, tem bom gosto, é mega estiloso e é gay. Sim, perfeito, não?

- então, vou mudar pra uma casa onde tem um espaço bem bacana pra eu voltar a pintar...
- que legal...
- é, vou pintar um quadro pra você, pro seu casamento

Não preciso nem comentar que ele se torna cada dia mais especial né? Nunca vou me esquecer a primeira vez que o vi [lá na outra agência]. Ele estava numa roda com nada mais nada menos que Marcos Quintela, Walter Longo e Roberto Justus e usava um terno preto com all-star branco. Estilo é tudo!
Acho que não preciso dizer mais nada, certo?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

´cause i love you just the way you look tonight



















Quando vejo uma paisagem bonita, lembro de você.
Quando ouço os pássaros brincando numa manhã de primavera, lembro de você.
Quando vejo a bondade nos olhos de alguém, lembro de você.
Quando leio um bom livro, lembro de você.
Quando sinto a chuva, lembro de você.
Quando o mundo gira devagar, lembro de você.
Quando ouço um som de Sinatra, imagino nosso futuro bom. Numa casinha aconchegante, nós dois de pijama, embalados ao som de uma canção tão feliz aos meus ouvidos. Você me abraçando de um jeito tão único e peculiar e então me lembro do porque de ter te escolhido pra repartir comigo momentos como esses.

*A semana é complicada pra falar de amor, mas eu que vivo um tão bom e tão bonito, não posso deixar de falar das coisas do meu coração.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

o mundo está ao contrário e ninguém reparou


Enquanto as estações se tornam mera ilusão, filhos matam os pais, pais matam seus filhos e ex-namorados matam suas amadas. Taí uma coisa que eu não entendo. Esse amor doentio capaz de matar, acabar com a vida de alguém.
Já paramos este ano pra acompanhar o drama da garotinha assassinada pelo pai e agora paramos de novo pra assistir a morte de uma adolescente pelas mãos de um ex-namorado. Então, onde vamos parar? Eu não quero julgar ninguém, mas começar um relacionamento aos 12 anos me parece precoce demais. Aos 12 eu brincava de boneca e hoje a meninada anda fazendo coisas que prefiro nem comentar.
A vida já passa tão depressa, a juventude, a adolescência passa voando que me pergunto se vale a pena querer ser mulher assim tão cedo. Não que isso justifique os meios, nem todo relacionamento precoce precisa terminar assim, mas o que essa menina viveu? Ou melhor, o que ela perdeu?
Fiquei muito triste com o desfecho da história, querendo que um milagre acontecesse e que a garota tivesse mais uma chance. Mas, na vida real as coisas são bem mais cruas do que esperamos. Só me pergunto se a justiça será feita, porque como já conhecemos nosso brasilzão, sabemos que a probabilidade de que o monstro fique enjaulado pra sempre [ou por muito, muito tempo] é quase impossível.
Acho que as pessoas estão perdendo o bom senso, o respeito. Não sabem mais o verdadeiro princípio do amor. Aliás, não sabem amar. Claro que cada um ama a sua maneira, mas querer matar quem se ama é um tanto contraditório demais pra mim.
Espero que um dia o mundo possa entrar nos eixos, porque se continuar assim dá medo até de sair de casa.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

depois da chuva, pote de ouro no fim do arco-íris


Sobre aquele negócio das janelas que se abrem depois que algumas portas se fecham, sim, é real. Depois de uma longa espera, minha mãe conseguiu um emprego na sua área que parece ser bem legal e já começa na semana que vem. E ao mesmo tempo, seu processo de aposentadoria saiu e ela está oficialmente aposentada.
Nada poderia ser melhor. Na verdade, dá um certo medo tanta coisa boa acontecendo. Eu sempre tenho mania de desconfiar e achar que não pode ser. Aquela história de desconfiar quando a esmola é demais? Então, tô nesse processo.
De qualquer maneira, é muito bom que tanta coisa positiva tenha vindo de uma só vez e tenho a certeza de que minha mãe merece, mas é que é tão surreal, que dá medo.
Continuo sem entender a palhaçada que aconteceu tempos atrás, mas a alegria de tanta coisa boa já está me fazendo esquecer. Só espero que essa sensação não nos seja tirada tão repentinamente quanto veio.
E sim, eu sempre acreditei que o melhor estava por vir. Afinal, dizem que tudo dá certo no final, certo?