quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

capítulo de hoje: o ginecologista


Ginecologia. Literalmente significa "a ciência da mulher", mas na medicina é a especialidade que trata de doenças do sistema reprodutor feminino, útero, vagina e ovários.

Toda mulher que se preze vai ao ginecologista ao menos uma vez por ano (outras, uma vez na vida). Tá, a experiência é a menos agradável possível da sua vida, mas ela tem que acontecer. Minha primeira vez ao gineco foi aos 15 anos. Desde então eu já mudei de médico umas 10 vezes, muitas vezes obrigada pelo convênio e outras obrigada pelos médicos mesmo. Não sei dizer se é melhor ir em ginecos homens ou mulheres, pra mim, é tudo igual, constrangedor da mesma maneira. Você tá lá, vulnerável, toda “aberta” (literalmente) e ainda tem que fazer cara de bons amigos pra fingir que aquilo tudo é absolutamente normal. Mas não é. Caramba. É tua intimidade escrachada e escancarada na cara de uma pessoa que você nunca viu. Nem minha mãe tem essa intimidade toda com ‘ela’. Porque você pensa: tomara que seja um cara velho e feio (mas não porque se for mais jovem e bonito é pior, não tem como ser melhor... é só um pensamento que me ocorre pra tornar ou fingir que vai ficar tudo bem). Pior é que se você parar pra pensar, dá até medo. Imagina se o cara começa a sentir alguma coisa na hora... vai saber... afinal, o que leva um cara com seus 17/18 anos a escolher a ginecologia como profissão? É claro, ele deve gostar muito da coisa... impossível ele pensar: putz que legal entender como funcionam as trompas de falópio... E se for uma mulher, o que será que ela pensa? Das duas uma: nossa, que depilação mal feita ou  uau!preciso do cartão da depiladora dessa garota! – sei lá.
Enfim, homem ou mulher, bonito, velho ou feio, a história é sempre a mesma. Você fica totalmente vulnerável e sensível. Eu não sei onde enfiar a cara. Fico tentando conversar pra ver se descontraímos o ambiente. Mas a conversa nunca passa de: vai chover hoje né? Notou como o tempo anda maluco? – aí já viu... é quase um monólogo.
De qualquer forma, por mais respeitável que seja a profissão, ser a paciente não é nada agradável e acho que nunca vai ser. Por mais que se tenha intimidade com o médico, anos de companheirismo, não dá pra agir naturalmente. Aliás, pra mim, a ginecologia é derivada de alguma prática de tortura medieval. Ou você acha bacana aqueles objetos que o gineco usa na consulta?  É gente... infelizmente é isso. O meu retorno é daqui duas semanas. O pior já passou, mas que deus me ajude.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

as melhores coisas da vida são as mais simples


Final de semana prolongado por aqui e com muitas e muitas coisas pra se fazer. Na sexta aproveitei e tirei o dia pra dar aquela arrumada no quarto. Dessa vez limpei as gavetas do armário, separei mais uma vez todas as roupas que não uso mais e dei uma esvaziada na lixarada que tinha dentro do meu guarda-roupa. Cartas, documentos, ticket de visa-vale, boletos bancários de 2004, tudo foi pro seu devido lugar: o lixo. A idéia era me desfazer de toda quinquilharia possível, até livros eu separei (não pro lixo, mas pra doar pra alguém, claro). Eu tinha guardado a maioria pros meus filhos lerem um dia, mas com a facilidade da internet, não tem mais porque eu ficar guardando tanta tralha. Eu ia jogar fora também minha coleção de papel de carta (pode?)... mas não consegui. Eu peguei a pasta e olhei um por um, meio que me despedindo mesmo. Estava disposta a me desfazer daquilo... mas não consegui. Guardei a pasta de volta. Sem motivo, não sei, apesar de tanto tempo que tenho aquilo, sei lá, talvez ainda não seja a hora. De qualquer forma, me senti muito aliviada quando vi o resultado final do meu quarto. O guarda-roupa agora tem espaço pra receber mais coisas novas e tudo está na mais perfeita ordem por ali. Ótimo! Filme com mamis e sábado foi dia de fazer exames médicos (de rotina). É que isso faz parte do meu projeto pra eliminar as pendências logo no primeiro bimestre do ano. E sim, está dando super certo! À noite, fomos ao FestivAlma Surf que está acontecendo até dia 31 no Morumbi Shopping. Vimos a exposição de pranchas e fotos de praias, surfistas e afins. Depois assistimos um filme sobre o Pipeline Masters e eu adorei saber um pouco mais sobre esse esporte que é tão fascinante e tão mágico e que enche de alegria os olhinhos de amore. Já ontem foi dia de assistir Borat. Eu queria ver esse filme há muito tempo, mas pra quem não tem muito saco pra filmes alternativos, não recomendo. No mais, até que curti o filme porque eu simplesmente adoro essas sátiras irônicas contra os estados unidos, então, não me importo de que forma elas aconteçam, aliás, quanto mais, melhor. Ok, o filme tem lá o seu humor inteligente. Mas não esperem dar altas gargalhadas porque isso não vai acontecer. Mais tarde teve lição de inglês e pizza. Pronto, fechei meu findi. Simples, mas bom demais. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

não contabilize o que se perdeu, mas o que ficou


Ontem foi dia de japa com queridos da faculdade. Ainda não me acostumei a dizer que me formei ano retrasado e que há algum tempo a gente não se via, não se reunia pra falar besteiras. Ano passado, no jantar de despedida da Nath, num mexicano, nossas perspectivas e planos eram pra um futuro próximo, com malas cheias de expectativas e sonhos pra realizar. Mais um ano passou e lá estávamos nós de novo. Com mais planos e expectativas, sonhos e fofocas. Sim, fofocas. Diretamente from london e as trapalhadas do Celso nas suas férias no Canadá. Eu ganhei mimo britânico e um postal lindo-lindo junto com uma folha de árvore seca. Tão lindo quanto a folha foi o gesto da minha amiga mais do que especial. A volta pra casa lembrou-me os tempos de faculdade em que voltávamos em bando pra casa. O bando diminuiu, é verdade. Mas restaram os verdadeiros e bons amigos. Aqueles que a gente carrega pra sempre dentro do peito.
Apesar de toda essa felicidade, ainda estou digerindo a morte do ator Heath Ledger. Eu não consigo entender, tão pouco aceitar uma morte tão prematura de uma pessoa que eu admirava e que acima de tudo vivia seu auge. Eu não entendo, não me conformo. É contra as vias naturais das coisas.
De qualquer forma, apesar dessa mescla de tristeza e alegria, é como diz o bilhete que tirei no biscoito da sorte e que dá nome a esse post; vamos contar somente com o que ficou.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

sapatos, memes e selos


O final de semana foi bem normalzinho. Apesar de o planejamento incluir um cineminha (o que acabou não rolando), eu só consegui ir a lojas de sapato. Não que eu não goste, aliás, adoro, mas depois de ter comprado 6 pares há menos de 2 meses, me sinto um pouco culpada em sair comprando mais. Na verdade o orçamento anda meio curto e às vezes é difícil escolher o que é mais importante (ou menos supérfluo). Só sei que é mega difícil resistir aos sapatos. Não sei por que essa coisa causa tanto desejo numa mulher. Só nesse findi eu consegui a proeza de ir a 3 lojas de sapatos, pode? Mas eu fui firme e forte, não levei nenhum. Só não resisti experimentá-los, ah, isso não. Coloquei vários, inclusive um de noiva que se não fosse os olhos da cara [e não faltasse quase 2 anos pro casório] eu até que levaria. Afinal, era lindo de viver. No mais, começamos mais uma semana, com cara de fim de verão. E aí, a Teresa me passou um novo meme em que a idéia é citar pessoas. Já que é pra citar pessoas, repasso para a Déh.

Quem já fez sua cabeça?
infelizmente a Xuxa já fez minha cabeça, mas hoje só eu que a faço
Quem corta os seus cabelos?
eu já fiz essa burrada de cortar meus próprios cabelos, então como sou um pouco mais espertinha, prefiro pagar um profissional, normalmente é a mesma pessoa sempre...
Quem te enche os olhos?
meu namorado
Quem enche o seu saco?
passo ou repasso?
Quem não sai da sua cabeça?
meus amigos... os de ontem, os de hoje, os de sempre

Repasso mais esse selinho que eu ganhei para meus blogs linkados aqui ao lado. Se você está lá, fique a vontade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

muitas coisas


Hoje é sexta e há muito tempo uma semana não tinha sido tão longa quanto essa. Mas tudo bem, semana que vem temos feriado então tudo fica resolvido. Estou muito feliz porque acho que vou conseguir fechar o mês sem nenhuma pendência do ano passado ou de qualquer outro ano que eu vinha empurrando com a barriga. Já estou de óculos novos e descobri que meu astigmatismo sumiu e minha miopia estabilizou. Acho que era por isso que eu vivia tendo dores de cabeça. Mas, agora com o novo e lindo óculos rosa (adorei), eu já estou me sentindo melhor. Essa semana tem a última consulta médica e isso também me tira um peso das costas. Semana que vem recomeço no inglês e ontem já me matriculei no espanhol. Pelo menos uma das línguas eu consigo acabar esse ano, então não vejo a hora. Fiquei bastante orgulhosa de mim, porque nos dois testes de níveis que fiz, consegui ir bem, e olha que já são 9 anos sem praticar nem o inglês e nem o espanhol. Mas já estava mais do que na hora de voltar à ativa. Comecei a pesquisar as coisas pro casamento e já selecionei 4 sítios bem bacanas aqui perto de sampa. Agora é só agendar as visitas para conhecermos pessoalmente. Tô adorando e sonhando todo dia com esse meu grande dia. Meu prédio já estava no 5º andar semana passada, amanhã vou dar uma passada lá pra ver como anda. Pro meu ap ainda faltam 10 andares, mas tudo bem, sonhar nunca custou nada. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

pelo direito de ir e vir


Eu tinha raiva dos motoqueiros até meu namorado comprar uma moto. Na verdade, eu achava que os motocas eram folgados (não que muitos realmente não sejam), mas era uma idéia generalizada. A violência no trânsito não vai ser resolvida proibindo-se os motoqueiros de circularem por aí. Eu não concordo com essas novas imposições que cada dia nosso ilustríssimo prefeito (aliás, quem votou no Kassab?) vem inventando. Não concordo com a obrigatoriedade dos adesivos nos capacetes e muito menos com a história de usar visor transparente. Acho absurda a idéia de se proibir a garupa e a cogitação de proibir moto na via expressa das Marginais. Isso não tem o menor cabimento. Estão querendo mexer num direito que vai além de qualquer lei: o direito de ir e vir, o direito a liberdade. Não são os motoqueiros o problema do trânsito em São Paulo. Muitos motoristas dirigem mal, fecham os motocas, passam por cima, pouco se importam em dar passagem. Claro que não concordo com a reação de alguns motoqueiros, é repugnante agir com violência.
Quando eu ando de moto, fico horrorizada com a falta de respeito entre motoristas e motociclistas. Ambos estão errados. Mas não posso concordar com esses absurdos que estão querendo impor aos motoqueiros. O problema da violência e dos acidentes não vai ser resolvido assim. O que falta ao brasileiro é educação e responsabilidade no trânsito. Enquanto não houver nenhuma dessas coisas, tudo vai continuar como está.
Agora pense se não é absurdo. Como é que você pode comprar um veículo e depois ser proibido de usá-lo da maneira como quer? E se proibissem os carros de circularem com menos de 5 pessoas?? E se pra ter um carro as pessoas tivessem que respeitar o limite de 40 km/h??? Ou pior, se pudessem circular apenas em determinadas regiões? Placas com final 5 e 6 ficam proibidas de circularem na zona leste da cidade??? Nada disso está correto. E é por isso que eu afirmo, falta muito pro brasileiro resolver de vez seus problemas no trânsito. Por enquanto, me solidarizo sim com os motocas. Acho que eles têm direitos que não podem ser tomados do dia pra noite. Enfim, só quis desabafar porque apesar de tudo é um problema que me afeta, afinal, sou usuária de moto e também de carro. E amanhã teremos mais uma manifestação que vai parar a cidade. Paciência, já que seu eu pudesse também estaria lá. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

minha coisa boa














Às vezes dá um medo danado disso tudo ser só um sonho ou uma ilusão. Pior que isso. Às vezes dá medo disso ter um fim. Já descobri [há algum tempo] que além de meu namorado, você é um mais que amigo. Você é praticamente tudo. Eu não poderia pedir mais nada. Só posso agradecer. Todo dia e cada vez mais. Somos felizes na nossa história, no nosso amor, na nossa essência. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

meus 5+ de guerra








Escolhi 5 filmes que têm como pano de fundo a guerra. São filmes que me marcaram de diferentes maneiras, até por eu tê-los visto em diferentes momentos da minha vida e cada um me deixou uma mensagem positiva, apesar de tudo.

Império do Sol – foi o meu primeiro filme de guerra. A história acontece em Xangai e conta a história de Jim, um garoto que sonhava em ser piloto de avião. Quando o país é invadido por tropas japonesas, Jim é afastado dos pais e vai parar num tipo de campo de concentração. Como eu era criança, ficava imaginando como me sairia naquela situação. Na época, a trilha sonora também me marcou. Mas o filme é bastante comovente. Pra quem não curte filmes antigos, vale a pena para ver o ator Christian Bale (de O Ilusionista) há 21 anos atrás (tá, tô meio velhinha...)

A Lista de Schindler – esse filme foi o que mais me marcou e o que mais me ensinou sobre a II Guerra. Sobre suas bestialidades, sobre a imbecilidade humana. Mas me mostrou que ainda existem (e sempre haverá de existir) pessoas do bem, pessoas com alma, capazes de tudo por qualquer um, não importa quem. Este é mais um filme de Spielberg (sim, o de cima também é dele). Conta a história de Oscar Schindler, um polonês que com a ajuda de seu contador (um judeu), salvou a vida de mais de 1.000 famílias judias. O filme é um clássico e tem uma fotografia maravilhosa. É imperdível.

Pecados de Guerra – um clássico de Brian De Palma, o filme retrata a maneira cruel com que as tropas americanas invadiram algumas aldeias durante a Guerra do Vietnã. Achei brutal, covarde e animalesca a forma com que 5 soldados seqüestraram, estupraram, torturaram e mataram uma vietnamita. Indignei-me como o único soldado que não participou da atrocidade e que no fim acabou entregando os seus “colegas”. No fim, a justiça foi feita. Filme chocante, chorei demais.

A Vida é Bela – Roberto Benigni saiu-se magnificamente bem atuando e dirigindo esse filme que não pode e nem deve passar despercebido. O filme mostra toda a criatividade de um pai que – por amor, consegue montar um cenário divertido para que seu filho possa viver em segurança nos campos de concentração. Ele faz com que seu filho acredite que aquilo é um jogo e que o prêmio é andar num tanque de guerra. Surpreendente e extremamente tocante.

O Labirinto do Fauno – mais um filme estrangeiro, mas que não deixa a desejar. Maquiagem e cenário impecáveis, o filme é rico em todos os detalhes. O filme é uma mistura de contos de fada e fábulas que lembram Alice ou algum conto dos irmãos Grimm. A história é sobre uma garotinha que segundo uma lenda é a princesa perdida de um reino distante. Em meio a todo esse mundo de fantasia que vive Ofélia, está sua vida real, cercada de problemas familiares, saúde de sua mãe e um padrasto fascista que usa a crueldade pra reprimir os rebeldes durante a Guerra Civil Espanhola. Pra quem acredita em contos de fada, como eu, não pode deixar de assistir.  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

mães & filhas


Eu juro como não entendo aquilo que acontece entre nós. Você é tão estranha quanto eu, às vezes. Não sei o motivo, não entendo a razão desse silêncio, desse diálogo monossilábico, dos seus tons irônicos, dos meus sons sarcásticos. Não sei como nos tornamos assim uma com a outra. E às vezes o que mais precisamos é apenas de um colo, um abraço, um choro no ombro. Não estamos mais nos permitindo uma amizade sincera e aberta, como um dia já tivemos. Sabe, eu me espelho em seu caráter, mas também aprendo com seus erros. Às vezes somos tão imaturas e invertemos os papéis. Eu não me importo de, às vezes, ser a mãe desde que eu possa voltar a ser a filha. Eu entendo seus motivos, sei que sou ríspida, mas você também não é nada fácil. Com você é tudo sempre tão ferro-e-fogo. Você me irrita, às vezes. Nunca sei o que esperar do seu humor, você é uma surpresa constante. Não te reconheço e chego a crer que na verdade mal te conheço. Não sei por que as coisas entre nós têm que ser tão difíceis. Eu tentei te acalmar, te mostrar que certas coisas não valem a pena, tentei te ouvir, mas você não quis conversa. As aberturas entre nós vêm e vão. Vão com muito maior freqüência do que vêm, mas quase nunca sabemos aproveitá-las. Eu juro que posso te dar colo, eu sei que você anda carente e que precisa, só queria entender o que te faz ser tão durona, tão fechada. Você não era assim, o que será que te fez mudar? Tantas perguntas que eu queria fazer e não faço. Eu queria te dizer, mas não consigo. Não sou boa com as palavras faladas como sou com a as escritas. Quem sabe um dia a gente deixe essa coisa maluca de lado e se entenda... quem sabe... 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008









Every time I see you falling       
I get down on my knees and pray
I'm waiting for that final moment
When you say the words that I can't say 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

desenterrando quinquilharias


Hoje resolvi tirar alguns velhos projetos da gaveta. Além dos projetos, resolvi também acabar com algumas pendências médicas que já estão mais do que vencidas. Fiquei muito orgulhosa de mim mesma hoje. Aprendi a colocar os meus selinhos na página e até a editar um mini-perfil (tô orgulhosíssima já que não manjo nada de templates). Depois comecei a agendar as consultas e agora só falta uma. Agendei meu dia de dondoca pra sábado, com direito a pé, mão, hidratação e um corte novo no cabelo. Já agendei também minhas entrevistas para o inglês e o espanhol, já que pretendo retomá-los depois de séculos parada.
Nada como um ano novo pra dar uma encorajada na gente, não? Essas coisas estavam tão empoeiradas, tadinhas. Adorei desenterrá-las. Falta só a academia... mas isso é uma coisa que me dá preguiça. No mais, começo hoje a fazer caminhadas noturnas com amore e cachorrinha. Vamos ver no que vai dar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

uma canção pra mim












A Teresa me convidou pra uma brincadeira que eu adorei. O lance é escolher uma banda e responder algumas perguntas com as letras de suas músicas. Óbvio que eu não poderia escolher outra banda que não fosse Legião Urbana. Uma banda que eu curtia quando criança, adolescente e que ainda hoje tem muito a me dizer. Sendo assim, lá vai.

Qual o seu nome?
“esperança” o descobrimento do brasil

Onde você mora?
“num labirinto de cimento”metrópole

Descreva-se:
“eu sou apenas alguém” amor platônico

O que as pessoas pensam sobre você?
“parece um teorema sem ter demonstração”teorema

Onde queria estar agora?
“num lugar bem tranqüilo deste mar”mil maneiras

Como é sua vida?
“a felicidade mora aqui comigo”a montanha mágica

O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
“me arranca esse ódio, me livra desse medo”a fonte

O que você vê ao seu redor?
“essa justiça desafinada é tão humana e tão errada”baader-meinhof blues

Como está seu coração?
“tenho mais do que eu preciso”música ambiente

Fale sobre o seu passado:
“que ainda era muito e muito pouco” – daniel na cova dos leões

Escreva uma frase sábia:
“e se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver”boomerang blues

Agora despeça-se:
“bye, bye, bye Johnny, Johnny bye, bye”dezesseis

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

summer love












Ah, o verão. Época em que estamos de férias escolares e que os dias terminam às oito da noite. O verão tem suas delícias como esperar pela brisa fresca na janela, o cheiro da chuva que cai no fim da tarde, os filmes de sessão da tarde regados a baldes de pipoca, brincadeira na rua, sorvete de palito e coração arrebatado.
Afinal, quem nunca teve um amor de verão? Aquele que achamos que é pra sempre, que não vai durar somente um verão. Aquele amor que vem e te deixa nas nuvens e que faz você acreditar que, apesar da distância, apesar de tudo, vai dar tudo certo.
Eu tive o meu em 1994. Não lembro exatamente pra onde fui, mas sei que era praia e era final de ano. Fomos em família, mãe, tios, primos, tudo. Eu fiz amizade com uma garota, um velhinho que me ensinou um truque de matemática que eu já esqueci e dois garotos cariocas. Nós – as crianças – tínhamos a mesma idade, doze anos em média. Não me lembro mais do nome de ninguém, mas lembro que me apaixonei por um dos garotos e o outro se apaixonou por mim.
À noite colocava meu vestido florido e esperava pelos meninos, eles vinham toda noite bater no meu quarto e pedir pra minha mãe me deixar brincar com eles no salão de jogos. Eu achava aquilo a coisa mais linda do mundo. O menino pelo qual me apaixonei era muito tímido, até hoje não tenho certeza se ele gostava ou não de mim, eu realmente não entendia os seus sinais.
E os dias e as noites daquele verão de 94 foram assim. Eu achava que o homem da minha vida era aquele e que são paulo – rio era a distância da minha casa até a esquina. O verão acabou e trocamos telefones. O menino que gostava de mim chegou a me ligar várias vezes, conversávamos horas. Já o que eu gostava só me ligou uma vez. Eu acreditava sim, não era possível o amor da vida acabar assim.
Mas assim como o verão, esse amor passou. E eu nunca mais tive nenhum amor de verão.
Ah, o verão...

* completamente inspirada no episódio Minhas Férias de Anos Incríveis 

domingo, 6 de janeiro de 2008

o primeiro post do ano


Ufa!

Depois de anos sem férias, até que 9 dias longe de tudo não foi tão ruim assim. Voltei hoje e já estou louca pra retomar minha rotina normal do dia-a-dia... se bem que não ligaria de ficar mais uns noventa e oito dias de pernas pro ar...

Enfim... vou postar as fotos do meu ano novo pra lá de especial e tradicional em Indaiatuba, com amigos de colégio e amor perfeito ao lado. Muito sol, muita piscina e muita coisa boa. A noite do invertido pra comemorar aniversário – meninos de mulheres e meninas de homem (a melhor parte foi maquiar os homens). Minha estréia com a tequila (até que achei tranquilo, confesso: gostei!).

Na volta, pizza com amigos pra comemorar mais um aniversário, trocar presentes de natal no shopping mais do que vazio e refazer as malas rumo à praia.

Mais quatro dias de sol, praia, feirinha, passeios noturnos, aquário de Ubatuba, museu da vida marinha e do automóvel, jantar num japonês (coisa que não aconselho fazer fora de Sampa, como tinha razão meu digníssimo) e cozinhar como dona de casa pro amore.

Muita overdose de Anos Incríveis antes de dormir, curtindo declarações ao pé da orelha e Carrie Bradshaw (livro que ganhei no amigo secreto) pra aguentar o sol enquanto o gato surfa. Mimos queridos e já sinto saudade de tudo. Amanhã já é segunda e volto ao batente. Firme e forte. Esse ano promete. A primeira semana já me animou, agora espero mais do que ansiosa pelas próximas que virão.