terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

sobre cachorros

















Eu já tive muitos cachorros. Alguns eu perdi, outros fui obrigada a me desfazer, mas todos eles me deixaram uma marca de alguma maneira. Cachorro é a melhor coisa do mundo e é – sem sombra de dúvida – o melhor amigo do homem.

Você pode sentir seu amor através daqueles olhinhos. O cachorro te ama e não pede nada em troca. Ele te conforta, te arranca um sorriso, faz a maior festa cada vez que você chega e nunca se cansa de demonstrar o quão agradecido é por você o ter escolhido.
Cachorros dão o maior trabalho, é quase como educar um filho. Mas a recompensa é imensamente garantida. Cachorro é cachorro, é um brother, uma lambida na cara, um pulo no colo, uma torrada roubada. Cachorro são sapatos comidos, xixi fora do jornal, plantas reviradas e alguma travessura surpresa. Cachorro é latido no meio da noite ou um pedido de carinho com a barriga pra cima.
Não há como não se render ao charme de um cachorro. Vira lata, de rua, de raça, de colo, filhote, velho, novo, macho, fêmea. Cachorro é cachorro. É alguém da minha família. É meu pensamento bom. É quem me espera todos os dias e me recebe com toda alegria do mundo e não me deixa em paz enquanto eu não lhe dou um pouco de atenção.
Cachorro é amor incondicional. Ele o ama, acima de tudo. Não me vejo sem cachorros, eles são, com certeza, a expressão mais pura do amor.
Parafraseando o slogan da campanha de Pedigree, cachorro [é mesmo] tudo de bom.

* inspirada no episódio Buster de Anos Incríveis

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008





















Eu queria que problemas fossem como uma folha de papel. Que eu pudesse rabiscar, cortar, amassar e jogar no lixo. E assim estaria tudo resolvido. Eu queria que problema fosse uma lâmpada. E então eu desligava a força e pronto, mais uma vez estaria tudo resolvido. Eu queria que problema fosse uma mosca e com um pouco de boa mira ZAZ! Estaria acabado num piscar de olhos. Problema. Nunca gostei, nem na época em que os meus eram apenas de matemática.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

hay que endurecer


pero sin perder la ternura jamás – Che













Fidel renunciou. Aos 82 anos, eu nunca imaginei que Fidel sairia do governo vivo. E eu fiquei muito triste com tal decisão. Fidel representava – pra mim, a possibilidade de um mundo melhor. A coragem de peitar a maior potência mundial e eu o admirava por isso. Fidel é um dos únicos revolucionários que deram certo e que ainda está vivo. Ele é um mito, uma lenda, um patrimônio. Um homem incorrompível, admirável. Audacioso, a frente de seu tempo, sempre. Não há como negar que seus ideais são maravilhosos. Eu não posso dizer que já sonhei com um mundo socialista, porque já nasci em meio ao capitalismo, mas admiro quem um dia sonhou com um mundo mais igualitário. E admiro ainda mais quem não sucumbiu diante da pressão e do medo e pôde fazer do sonho uma realidade.
Quem dera as pessoas pudessem ser menos egoístas e um pouco mais humanas. E quem dera as pessoas tivessem acesso às idéias de Marx, Engels, Lênin. Quem dera todos tivessem um pouco do vermelho comunista no sangue de suas veias. Quem dera tudo isso não ficasse preso a uma só ilha do mundo.
Muitas pessoas vêem Fidel como um tirano, um ditador. Eu o vejo como um verdadeiro herói. A história de Cuba terá sempre muito que agradecer a ele. É uma pena que ninguém nunca vá saber o que seria viver num mundo socialmente justo, onde não haveria nem pobres e nem ricos. Porque é difícil ser o único e o último país comunista. É difícil ter todas as portas do mundo fechadas. E mais difícil ainda é se manter intacto em sua essência, acreditando em seus ideais.
Mesmo com todos os defeitos que o governo castrista possa ter apresentado e por mais que isso tudo tenha atrasado Cuba em termos tecnológicos e econômicos, eu vou sempre admirar Fidel por todas as outras coisas sociais e humanas que ele tornou possível.
Apesar de ter ficado chocada com a notícia, Fidel me surpreendeu e eu não esperava menos dele. É chegada a hora de saber se retirar da história. E eu sempre vou admirá-lo por isso.

* uma dica de um filme que me veio à cabeça é Diários de Motocicleta. Lá não se fala de Fidel, é uma história de Che, mas como sou fã de ambos e suspeita pra falar, pra quem não viu é uma ótima oportunidade pra se conhecer um pouco mais de Che e ver o gatíssimo Gael Garcia Bernal em sua pele  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

a televisão me deixou burra, muito burra demais?


No período sem tv a cabo em casa, não dá pra assistir muita coisa da nossa digníssima grade de tv aberta, então revezo o controle remoto entre Globo, Record, Cultura e MTV. Ontem, enquanto assistia o jornal da Record, começou uma reportagem sobre os maus tratos em animais nos abatedouros e também sobre cobaias de experiências. Tentei fugir do assunto porque não suporto ver nenhuma atitude grotesca contra animais e fui pra Globo. E eis que o Jornal Nacional tratava do mesmo tema e aí eu acabei vendo umas cenas que me chocaram e tiraram meu sono.
Pra mim, qualquer tipo de violência contra animais é inadmissível. Até pescaria eu não vejo porque não agüento ver o peixinho estrebuchar até morrer. Essas coisas me causam muita tristeza, muita revolta, muita pena e me faz muito mal. Então, decidi deixar de comer carne vermelha. Não vai ser muito difícil já que carne não me apetece, mas gosto de um pastelzinho de carne, um kibe cru, uma boa picanha, hambúrguer... essas coisas.
Mas decidi tentar. Não vou mudar radicalmente da noite pro dia, mas a partir de hoje vou cortando a carne do meu prato. Acho que vai me fazer sentir menos culpada ou talvez me faça esquecer as cenas que vi ontem. Assim espero. Pode ser que não mude nada no mundo e nem faça tanta diferença, mas acho que vou fazer algo pela natureza e especialmente por mim.
Ainda sobre tv, ontem estreou Queridos Amigos e só pelo elenco já vale a pena perder umas horinhas de sono pra assistir. Fernanda Montenegro e Matheus Nachtergaele, não precisa de mais nada. O tema por si só já roubou minha atenção: amizade. Aliás, Guilherme Weber também está impagável como o homossexual Benny. Então é isso. A nova minissérie pode contar com minha fiel audiência até o fim.
Até que ver a tv ontem não foi de tudo tão mau assim.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

o casamento, parte II


Sexta foi dia do casamento de um amigo do Ri. Eu, que estou planejando o meu, tenho evitado falar mal das coisas, mas o que fazer quando se é inevitável? A começar pela escolha da igreja, que não me agrada, mas aí é um gosto particular. O coral estava alto demais e o som da harpa – que seria uma atração à parte, praticamente foi anulado. Os noivos estavam frios, sem emoção, um casal esquisito eu diria. O espaço da festa era pequeno – foi a primeira impressão que eu tive, mas depois notei que haviam poucas pessoas mesmo.
Não sei se pela mania “econômica” do noivo ou por falta de amigos, mas o espaço foi suficiente. O buffet foi bom, mas muito cheio de frescura, como a noiva. Mas pelo menos era gostoso. A música era razoável e os noivos contrataram uma banda de forró – eu achei bacana porque foi no forró que eles se conheceram. Mas tirando eu, ninguém mais gostou. Teve aquele lance da gravata – que eu abomino e a noiva não cumprimentou ninguém. Nem sequer agradeceu a presença das pessoas e muito menos agradeceu pelo presente. Mas tudo bem, afinal, eu estava lá pelo meu namorado e depois pelo noivo, não por ela. Mas educação é uma coisinha tão básica né?
A mãe da noiva distribuiu um par de chinelinhos e as mulheres quase se estapearam pra pegar o seu. O pior de tudo é que era um casamento de gente rica, eu fico imaginando por que riqueza e educação não combinam... Ah... outra coisa abominável foi os noivos engatarem uma dança do siri no meio da valsa. Tem coisa mais ridícula do que essa? Por favor vai...
Enfim, depois desse desastre, meu amor e eu começamos a repensar na possibilidade de não fazermos mais uma festa, já que com certeza não será possível agradar a todos. Não que eu vá dançar como um siri ou coisa parecida, mas me desanimou um pouco.
Dia seguinte encontramos a galera num barzinho e adivinhem o papo na roda? O casamento. Falando bem?
Claro que não.
ai ai ai....   

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

coincidências


make new friends, but keep the old. one is silver and the other is golde foi assim que a aula começou…

Ontem, quando eu voltava do inglês, passei no meio do pedágio de uns bixos. Aí me lembrei que em 2003 era eu a bixete. Se bem que eu não fui na minha semana do trote. Às vezes eu me arrependo, poderia ter me enturmado a partir daí, poderia ter pagado o micão de pedir grana no farol e voltar pra casa toda suja de tinta, mas carregando um orgulho só meu. Aí eu fiquei pensando nas amizades que formamos na faculdade, na escola, ao longo da vida.
E todos aqueles meus amigos queridos vieram à minha mente naquele instante. Eu lembrei de algumas particularidades de cada amigo que eu fiz e fui embora, sorrindo sozinha com minhas lembranças.
Quando cheguei em casa fui checar meu orkut e lá tinham vários recadinhos de pessoas especiais, dizendo que sentem minha falta, o quanto sou importante, pra marcarmos alguma coisa, matar a saudade. E depois, minha amiga mais do que querida me ligou. E fazia um tempo que a gente não se falava. E aí eu lembrei que a aula de inglês tratava exatamente disso: amizade.
A aula inteira discutimos sobre amizades novas e velhas. E eu achei aquilo tudo muito engraçado. Acho que foi um presentinho pra mim. Um mimo. Pra me mostrar que a vida me presenteou com bons e verdadeiros amigos. Eu adorei.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

o casamento


Esse negócio de planejar e organizar uma festa de casamento é uma coisa bastante complicada. Sabe, eu não fazia a menor idéia de como era trabalhoso e de como tudo era tão caro e de que ainda hoje muitas (mas muitas mesmo) pessoas se casam. É incrível. É uma indústria lucrativa essa do casamento. É uma máfia bem organizada também e você meio que acaba ficando nas mãos deles, dos “comerciantes” do casamento.
Eu já pensei em desistir várias vezes. Na verdade, sempre que termino de fazer as contas e arrumar um cronograma eu penso em desistir. Eu sei que ainda que eu faça a melhor festa do mundo, sempre vai haver gente que vai falar mal. Mal da decoração, da comida, do lugar, do discurso da cerimônia, do meu vestido, das músicas, da bebida. Sempre tem gente que faz isso. Eu faço, por que não fariam comigo?
De qualquer forma, eu não quero desistir. Não que seja meu sonho de criança, mas eu quero toda aquela magia de me vestir de branco, de ver o brilho nos olhinhos do meu amor ao me ver caminhando em sua direção pra ser dele, pra sempre. Eu quero a emoção do sim. E eu vou tentar fazer uma festa maravilhosa (mas que caiba nos nossos bolsos).
Eu vou fazer a melhor festa do mundo pra nós dois. Que somos as pessoas que devem e merecem a melhor festa do mundo. Já escolhemos algumas coisas, decidimos outras que não queremos. Aos poucos sei que vamos deixar tudo com a nossa cara e sei que mesmo que alguém saia falando mal, nós – os apaixonados – teremos uma festa única.
Ainda está tão longe e continuamos contando os dias. A gente discute às vezes porque eu começo a sonhar alto demais, mas aí ele vem e puxa minha cordinha de volta pra terra. Eu queria pegar sua mão e fazê-lo voar um pouco comigo, mas na verdade eu gosto mesmo é de ter esse porto seguro me fazendo ver a realidade vez em quando.
Enfim... casamento dá um mega trabalhão, mas estou curtindo todas essas fases. E a partir de amanhã, faltarão apenas 19 meses. O tempo corre, eu sei que logo logo já vai estar aí.  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

25 carnavais









Mais um carnaval que se passou. O real significado disso tudo, eu não sei. Eu nem sei ao menos por que cada ano o carnaval cai numa data diferente. É claro que eu desconfio que essa coisa toda é meio que uma jogada política, tal qual o futebol, aquela coisa bem antiga que já conhecemos, o tal do panis et circences. Entreter o povo e deixar que a sujeira vá mais uma vez pra debaixo do tapete. Enfim.
Eu não morro de amores pelo carnaval, mas devo confessar que certas coisas me encantam. Carnaval é nostálgico pra mim. Eu que não sou de ir atrás de trio elétrico e de jeito nenhum curto a pegação do carnaval, mas esse feriado tem um gostinho especial. Porque é no carnaval que eu me vestia de ciganinha ou de ajudante de mágico com meu chapéu vermelho com um laço de fita dourada. E no carnaval eu viajava quando criança e achava muito divertido fazer guerrinha de bexiga entre meus amigos. E porque no carnaval eu podia pular no baile e jogar confete em quem estivesse com a boca aberta. E porque eu achava divertido pintar a cara e ver os desfiles das escolas pela tv. E me lembro que em toda quarta-feira de cinzas minha vó e eu assistíamos a apuração e ficávamos tentando adivinhar qual escola seria a campeã.
E eu gosto do carnaval porque fazia fantasias pras minhas bonecas e eu podia ser quem eu quisesse ser. Porque eu tinha 5 dias pra ficar de pernas pro ar ou curtir uma praia ou curtir minha cama. Porque eu já desfilei na Sapucaí e só eu sei a emoção de pisar naquela avenida. Porque carnaval me traz boas lembranças e porque apesar de não ser tão carnavalesca, sou brasileira e filha de deus. E quem é que não gosta de um pouquinho de bagunça de vez em quando?