segunda-feira, 31 de março de 2008

o sonho de nós dois tá longe do fim*


Como todo fim de novela, estou muito triste com o final de Queridos Amigos. Isso porque tenho fortes motivos pra desconfiar que alguns capítulos foram cortados e a minissérie encurtada por falta de audiência. Mas, mesmo assim, adorei. Uma história sobre amizade, com atores impagáveis, cheia de poesia, cultura, história, tendo como pano de fundo uma época que eu me recordo bem mesmo sendo criança. Enfim, eu gosto de séries que falam sobre o Brasil, então sou suspeita pra falar dessa.
Final de semana completamente dedicado ao meu querido namorado que conseguiu um novo emprego e está todo feliz da vida. Fizemos compras sábado todinho e à noite fomos ao show do Jorge Aragão. Bom, quem me conhece sabe bem que eu não sou muito chegada num samba e com certeza meus amigos não vão acreditar que eu fui, mas eu fui. Pela companhia, pra agradá-lo, agraciá-lo, afinal, ele merece. E no fim, até curti o show, não posso negar que os caras mandam muito bem.
Ontem, nada de especial. Mas hoje tem almoço com amore num restaurante combinado pra nós dois com direito a torta de chocolate com banana. Amanhã ele começa no novo desafio e tudo o que eu quero é desejar-lhe sorte e passar um pouco de boas energias.
Ah, eu ia esquecendo, nosso apartamento já tem paredes erguidas. Passamos na obra sábado e nosso andar já está prontinho da silva. É, tá chegando o dia...

* trecho de uma música que tocou no show, não me pergunte qual porque eu não sei, só sei que essa frase não me saiu da cabeça, até mesmo porque foi lá no credicard hall que ele me disse eu te amo pela primeira vez

quinta-feira, 27 de março de 2008

eu já sabia













Me abraça, me aperta, me beija.
Me silencia com sua certeza.
Me acalenta com seu olhar.
Me ilumina com seu sorriso.
Me diz que tudo vai acabar bem.
Me acolhe embaixo do teu guarda-chuva.
Me enche de paz.

Parabéns por sua conquista, eu sabia que você era capaz!

quarta-feira, 26 de março de 2008

dúvida cruel


Pela primeira vez eu vou pedir a ajuda de todos que puder pra resolver uma questão super pessoal: o local do casamento. Não que eu não tenha a minha opinião, eu tenho. Mas quero opiniões adversas, diversas e de fora. De quem eu conheço e de quem eu não conheço. Sei que podem contribuir com algum ponto que eu não esteja enxergando.
Eu quero fazer um casamento dos meus sonhos, do meu jeitinho. Mas penso até que ponto vale a pena, se é que vale. Ao mesmo tempo, tenho outras preocupações como o apartamento que fica pronto ano que vem e que vai precisar ser mexido. Piso, azulejo e paredes pintadas – pelo menos.
Enfim... encontrei duas ótimas opções, acho que seria mais feliz com uma delas, mas não sei... sou libriana né pessoal, indecisa sempre. Uma hora eu me decido e na outra volto atrás. Quem mandou encontrar tão boas 2 opções?
Help?
Corram lá no outro blog, mas tenham paciência, o post é longo.
Eu agradeço.  

terça-feira, 25 de março de 2008

quero um amor maior

 


Até hoje eu conheci apenas um casal que vivia um amor de verdade. Um amor acima de todas as coisas, um amor incondicional, terno. Um amor maior que a vida. Esse casal era a irmã do meu avô, que carinhosamente chamávamos de Clô e seu marido Zezinho.
Os dois eram a coisa mais bonita de se ver. Toda vez que íamos visitá-los, o tio Zezinho contava a história da árvore na Cantareira em que ele gravou suas iniciais dentro de um coração. E sempre me mostrava seu caderno de poesias sobre o amor. E cantava uma música que ele mesmo compunha pra tia Clô. Eles devem ter ficado casados mais de 60 anos, porque eu me lembro bem de ter ido às suas bodas de ouro há muito tempo atrás. Tio Zezinho morreu há cerca de uns 3 anos. Achei muito triste e solitário para a tia Clô, que apesar dos netos, bisnetos e filhos, jamais teria aquele companheirismo de volta.
Esse ano, em setembro, os avós do meu namorado comemoram 60 anos de casados, suas bodas de diamante. E eles também formam um casal muito fofinho. Não tão apaixonados como tio Zezinho e tia Clô, mas a sua maneira, um casal de dar inveja. Cheios de respeito e cumplicidade. A velhinha até discute futebol com a gente, sempre defendendo o time do maridão. Uma graça aqueles dois.
Eu e meu namorado estamos fazendo um vídeo surpresa de presente pra eles. Cheio de fotos antigas, uma retrospectiva. Eu estou adorando ver as fotos, é uma viagem no tempo. Imaginem, 60 anos!!! Acho que vai ser uma surpresa e tanto.
Espero que um dia eu possa chegar perto de viver algo assim.

* seu Dito e dona Ignês nas fotos acima, nas bodas de prata e de ouro respectivamente  


segunda-feira, 24 de março de 2008

** preconceito linguístico


O que me irrita não é o povo brasileiro falar errado. A língua portuguesa é muito difícil. O que me irrita é quem pode aprender e não aprende. Quem deveria saber e não sabe. Quem ganha rios de dinheiro e não sabe que “menas” não existe. Isso sim me irrita. Porque educação é um troço caro, mas não há dinheiro que pague a força de vontade.

Pigilógico, tauba, cera lítica, sucritcho, graxite, vrido, zaluzejo.

Tomar banho depois que passar roupa mata, olhar no espelho depois que almoça entorta a boca. E o rádio diz que vai cair avião do céu, senhora descasada namorando firme pra poder casar de véu. Quando for fazer compras no Gadefour: omovedor ajactu, sucritcho, leite dilatado, leite intregal. Pra chegar na bioténica, rua de parelepídico, pra ligar da doroviária, telefone cedular.

Quando fizer calor e quiser ir pra praia de Cararatatuba, cuidado com o carejangrejo. Tem que tá esbeldi, não pode comer pitz, pra tirar mal hálito toma água de chuveiro. No salão de noite, tem coisa que não sei, mulé com mulé é lésba e homi com homi é gay. Mas dizem que quem beija os dois é bixcional... só não pode falar nada quando é baile de carnaval.

Pra não ficar prenha e ficar passando mal, copo d'água e pílula de ontemproccional. Homi gosta de mulé que tem fogo o dia inteiro, cheiro no cangote, creme rinsa no cabelo. Pra segurar namorado morrendo de amor, escreve o nome num pepino e guarda no refrigelador. Na novela das otcho, Torre de papel, menina que não é virge, eu vejo casar de véu.

Se você se assustar e tiver chilique, cuidado pra não morrer de palaladi cadique. Tenho medo da geladeira, onde a gente guarda yogute, porque no frio da tomada se cair água pode dá cicrutche. Tô comprando um apartamento e o negócio tá quase no fim, o que na verdade preocupa é o preço do condostim. O sinico lá do prédio, certa vez outro dia me disse: que o mundo vai se acabá no ano 2000 é o que diz o acalipse.

Tenho medo de tudo que vejo e aparece na televisão, os preju do Carajundu fugiram em buraco cavado no chão. Torrorista, assassino e bandido, gente que já trouxe muita dor, o que na verdade preocupa é a fuga do seucrostador. Seucrosta quem não tem dinheiro, quem não tem emprego e não tem condução. Documento eu levo na proxeca porque é perigoso carregar na mão.

Mas quando alguém te disser tá errado ou errada, que não vai S na cebola e não vai S em feliz... que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X. Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.*

* zaluzejo – teatro mágico
** preconceito linguístico – autor: Marcos Bagno – editora: Loyola

quinta-feira, 20 de março de 2008

só pra constar


Hoje eu estou particularmente mais feliz que ontem. Acho que finalmente posso dizer que encontrei o meu lugar profissionalmente. Como é bom trabalhar com gente do bem, que é inteligente, amiga e sabe – acima de tudo – reconhecer um trabalho em equipe. Pela primeira vez estou me sentindo parte de alguma coisa. Realizando trabalhos importantes e não tendo que simplesmente levar o jornal até a expedição. Finalmente estou podendo viver dia a dia ao lado de pessoas que me valorizam, que me ajudam, que me ensinam e que não me recriminam quando eu erro, mas sim tentam me mostrar o melhor. Acho isso incrível. É claro também que isso se dá ao fato de eu estar num grupo só de homens. Como é mais fácil trabalhar com eles. Mulher é complicada demais, uma quer ser melhor que a outra, compete por tudo.
Hoje finalizamos um trabalho que ficou maravilhoso e que é muito importante pro departamento inteiro. E o meu chefe (que é também maravilhoso) agradeceu e fez questão de incluir os nossos nomes ao divulgar o trabalho. E olha que a minha participação nem foi tão grande assim. Mas isso faz a gente ter motivação pra continuar tentando e acreditando na gente mesmo. Como tudo isso só tem me feito bem!
E hoje é sexta (e amanhã também). E o céu está anil-anil feito uma recompensa pra mim. Terminei de ler o pequeno príncipe e me senti criança de novo. Tenho zilhões de planos para o feriado, mas não quero ainda ficar falando porque quase nunca o tempo é suficiente para todos. Mas segunda corro aqui pra contar como foi.  

quarta-feira, 19 de março de 2008

you know what i mean













- como é que você sempre sabe o que eu quero?
- você é previsível...

Previsível eu? Logo eu que sou a pessoa mais complicada e indecisa do mundo. Eu mal sei o que eu quero, mas ele não, ele sempre sabe. Ele sabe tanto que às vezes até me surpreende. Ele me conhece, sabe meus defeitos, mas nem por isso me cobra atitudes ou sinais de melhora. Ele sabe minhas qualidades e as reconhece. Ele me conhece como se fosse a palma de sua mão. Ele me desvenda como se eu fosse um grande mistério. Ele me explora como se eu fosse uma selva intocável a espera de um desbravador. Ele me mantém protegida como seu eu fosse uma relíquia antiga. Ele me conhece melhor do que eu mesma. É bom sentir-se tão amada, tão segura e tão protegida. Nosso amor não é previsível. Ele apenas se conhece, sabe-se a todo instante. É confortável a sensação de ser conhecida tão absolutamente por alguém que a gente ama lá do fundo do coração.
Amo essa nossa previsibilidade. Amo essa nossa cumplicidade. Amo tudo o que há entre nós dois.

terça-feira, 18 de março de 2008

...três...


Diretamente dos arquivos da Nath, sem muita inspiração para o dia de hoje...
                                    
3 coisas que eu odeio:
- lugar lotado
- que mexam nas minhas coisas
- mentira

3 coisas que eu não entendo:
- por que existe tanta gente mal amada
- o ser humano
- matemática

3 coisas em cima da minha mesa:
- calendário
- bloco de notas
- minha agenda

3 coisas que eu estou fazendo agora:
- lendo blogs
- fazendo análise de concorrência pra um cliente
- comendo ana maria

3 coisas que eu quero fazer antes de morrer:
- viajar pelo mundo
- ser reconhecida profissionalmente
- pular de pára-quedas

3 coisas que eu sei fazer:
- bolo prestígio
- escrever
- amar

3 maneiras de descrever minha personalidade:
- calma
- verdadeira
- preguiçosa

3 coisas que eu não consigo fazer:
- acordar cedo sem reclamar
- ser falsa ou puxa-saco
- sorrir quando quero chorar

3 bandas/cantores que eu acho que você deveria ouvir:
- beatles
- u2
- bob marley

3 bandas/cantores que eu acho que você NUNCA deveria ouvir:
- qualquer uma que tenha pandeiro, cavaquinho e coisas do gênero
- qualquer uma que repita mais que 10 vezes a mesma palavra (tipo: quero chiclete, chiclete...)
- julio iglesias 

3 coisas que eu digo freqüentemente:
- putz
- sei
- meu pai do céu

3 das minhas comidas favoritas:
- chocolate
- nhoque
- niguiri de salmão

3 coisas que eu gostaria de aprender:
- perdoar
- esquecer
- cozinhar

3 coisas que eu bebo regularmente:
- coca-cola
- suco de laranja
- chá mate gelado com leite

3 programas de TV que eu assistia quando era pequena:
- xou da xuxa
- anos incríveis
- castelo rá tim bum

3 programas de TV que eu assisto hoje:
- queridos amigos
- big brother (pois é)
- chaves

segunda-feira, 17 de março de 2008

gostinho de quero mais


Não fiz nada conforme o prometido. Não fui ao cinema e ler le petit prince? Só um pouquinho ontem à noite. Culpa do tempo e do meu namorado. Sexta tinha baladinha de um amigo, mas acabou rolando um fondue de queijo com vinho em casa entre família, acabei não resistindo e ficando por lá. Sobremesa? Muito chocolate (é clima da páscoa pessoal).
Sábado dormimos até mais tardinha, tomamos um café e caímos no mundo. Depois do espanhol, fomos conhecer mais um lugar pro nosso casamento (que é só ano que vem). E acabamos indo dormir cedo. Domingo preguiça total, mas firmes e fortes fomos conhecer outra chácara pro casório. E à tarde não tivemos coragem de sair da cama. Dormi muito durante o futebol (e olha que eu adoro hein), mas faltava coragem pra sair dali. Pior que ontem, só hoje com essa chuva que ninguém merece.
Apesar de simples, o final de semana deixou água na boca. Ainda bem que essa semana é curta e o cinema vai rolar no feriado, prometo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

minhas dicas culturais e meu outro blog


Já tenho muita tarefa pra esse final de semana. Vou conhecer mais duas chácaras pro casamento. Aliás, pra quem ainda não sabe, eu tenho outro blog que conta todos os detalhes da preparação da minha festa.
Além disso, ontem eu me dei o livro O Pequeno Príncipe. Acho que consigo lê-lo nesse final de semana. Adoro! Ah, pretendo ir ao cinema ver O Orfanato – um suspense espanhol (do mesmo diretor de O Labirinto de Fauno) que só por ter o Sr. Barriga (sim, aquele do Chaves) no elenco, já me agradou.

quinta-feira, 13 de março de 2008

sobre o que eu ando fazendo


Os dias aqui na agência estão corridos, graças aos clientes queridos do meu coração e ao pânico que certas pessoas colocam em cima de você, simplesmente por não saberem trabalhar com pressão. Bom, mas eu estou chegando em casa relativamente cedo. Cedo ao ponto de conseguir jantar, tomar banho e ver a novela.
Aliás, de tudo o que ando vendo na tv, que se resume a novela, big brother e queridos amigos, tô amando assistir essa série. Eu adoro histórias da época da ditadura, me faz sentir orgulho de ser brasileira. Não pela ditadura, óbvio, mas pela luta e pelo engajamento dos estudantes, que conseguiram mudar o nosso curso. Apesar das prisões, da censura e do exílio, o Brasil já foi palco de idealistas e eu acho isso o máximo. Adoro o Benny, a forma como ele diz tudo sem hesitar e não tem medo de viver a vida, ofenda a quem ofender. E é claro, adoro a travesti Cíntia, ela é tudo de bom. Fernanda Montenegro também está ótima, eita coisa boa de se ver.
No mais, estou lendo sex and the city (sim, o livro) e imprimindo 10 páginas por dia do caçador de pipas (vai demorar até eu conseguir imprimir tudo, imagina pra começar a ler). Tô correndo com as coisas do casamento, quero ver se consigo resolver tudo até maio – no máximo. Meu espanhol começou sábado e já tem lição (já tava desacostumada com isso), tenho essa semana de férias do inglês, a professora casou (é, mais um casamento).
Tô engordando horrores, também, só ontem ganhei uns 15 ovos da Globo, tudo da Kinder, com direito a potes e potes de nutela... não há quem resista. Páscoa chegando, castiga a gente né?
Não vejo a hora de chegar sexta que vem e poder dormir até mais tarde. Ainda mais se estiver chovendo como hoje... poder ficar na cama de amore até mais tarde com a chuvinha caindo lá fora, não tem nada melhor, tem?

terça-feira, 11 de março de 2008

*wonder years*


Quando a gente tem 15 anos não se dá conta que está vivendo a melhor fase da vida. A gente só percebe isso muito tempo depois e só consegue olhar pra trás com muita saudade de tudo aquilo que já se foi. Por mais que muitas coisas boas e surpreendentes possam estar por vir, como novos desafios na carreira, casamento, filhos, nada se compara àquela fase em que descobríamos tudo pela primeira vez.
Como era gostoso se apaixonar e viver aquele amor inatingível que por muitas e muitas vezes a gente pensa que vai nos matar sufocado, tamanho o sofrimento. Como era gostoso tirar uma soneca ainda de uniforme logo após o almoço. Os primeiros dias de aula, rever a turma, descobrir a amizade em meio a pessoas que cresceram com você. Aprender coisas novas na escola sobre o mundo, sobre a história e sobre você.
Poder sair à noite e ter hora pra voltar, conquistar a confiança dos pais, beijar alguém, pegar na mão. Aquele primeiro cineminha com propósito romântico, fofocas com as amigas ao telefone no final da tarde. Viagens de verão, passeios com a turma do colégio, fazendo aquela bagunça geral no busão.
Saudade do cheiro da comida fresquinha da minha vó, de brincar despreocupada no quintal de casa, tomar banho de chuva, banho de sol, banho de mar. Saudade do tempo em que ser criança não era legal porque queria ser adulta. Saudade de ser quem eu quisesse ser em uma tarde qualquer de março como a de hoje.
Saudade de fazer um bolo e lamber a raspa da travessa, lambuzar a boca com sorvete derretido, andar de bicicleta pelas ruas do bairro, esperar meu avô com os pães quentinhos.
Saudade do meu carrinho feito de papelão e da minha casinha feita na caixa do fogão novo de vovó. Saudade de dormir sem ter a obrigação de acordar cedo e poder ficar sem fazer lição de casa sem peso na consciência.
Hoje me deu uma saudade de tanta coisa. É culpa do Kevin Arnold, eu sei. Mas como evitar toda essa nostalgia que vem quando assisto Anos Incríveis? Não dá. Assistindo aos episódios hoje, eu me sinto narrando aquela história também. Porque só hoje, aos 25 anos, eu consigo entender e sentir que aquilo tudo não vai mais voltar. E sei que foram realmente anos incríveis, memoráveis, dos quais eu sempre vou gostar de me lembrar. 

segunda-feira, 10 de março de 2008

oh my god


Eu sei que publicitários adoram usar termos em inglês durante uma conversa, mas eu realmente não entendo por que os termos não se limitam apenas a coisas técnicas e se estendem para palavras que poderiam ser ditas perfeitamente no português.
Publicitário é tudo palhaço, ô povo que se acha. Às vezes me dá raiva ser publicitária. Mas aí eu me lembro que eu não preciso ser assim e posso ser feliz falando português e inglês (somente quando necessário).
Mas pra divertir vocês, vou transcrever uns trechos de uma reunião que tivemos aqui na semana passada e aí vocês poderão ver que não é exagero meu e sim exagero deles.

- “a partir desse brainstorm vamos tomar nossas diretrizes e marcarmos uma reunião de half-way, mas para isso temos que ter um time e ir fazendo o follow up de tudo para cada grupo (...)”

- “precisamos saber com antecedência qual o line up dessa campanha (...)”

- “a gente vai ter que trabalhar full time para esse job (...)”

- “todo mundo precisa se ajudar e parar de ser selfish(essa foi a melhor, completamente desnecessária, vou acreditar que a pessoa não se lembrava da palavra egoísta)

Deve ser chique ficar enfiando palavras em inglês no meio da conversa. Então boa week pra vocês guys.

sábado, 8 de março de 2008

sobre o post anterior e uma garota chamada Amanda


As coincidências da vida estão sempre me surpreendendo. E eu sempre aprendendo alguma coisa com essas pequenas surpresas que me acontecem. Sobre a “garota” que veio do nada e deu o azar de ler o post sobre o casamento da prima, só posso dizer que é uma história com um final muito engraçado.
Conforme eu falei, não agüentei não responder ao comentário dela e ela por sua vez também não se agüentou em responder meu email. Nesse troca-troca de emails (todos muito educados por sinal, e não podia ser diferente já que não conseguia imaginá-la uma desvairada) a gente percebeu que essa confusão toda só serviu pra mostrar o quanto duas estranhas (com um pouquinho em comum) podem se dar bem apesar de ter começado tudo errado.
Confuso né?
Pois é. Quando eu mandei o email, esperava que ela nem fosse responder. Ela também pouco provavelmente esperava uma resposta minha. Mas as respostas foram e voltaram e cada vez melhores. Nós duas nos entendemos e descobrimos um respeito mútuo. Coisas que só a vida faz.
Pra esclarecer melhor as coisas (só lendo o post anterior) no final das contas, nós duas resolvemos a situação de uma maneira muito boa, muito natural. Eu a entendi desde o primeiro momento que vi seu comentário e como eu disse, muito provavelmente, faria a mesma coisa. É difícil ler uma crítica sobre algo que gostamos, mas ela também entendeu que eu não tive nenhuma má intenção com isso.
Agora, voltando ao tema casamento, aprendi uma coisa muito importante e que talvez me tire um peso das costas. A festa não vai agradar a todos, mas eu vou continuar planejando tudo com muito carinho. No final, o que vai ficar pra sempre serão as recordações e a nossa felicidade, do nosso momento. Os outros são os outros.
E eu percebi isso graças à Amanda. Que veio mesmo parar do nada aqui, mas que trouxe consigo uma valiosa lição. 

sexta-feira, 7 de março de 2008

o mundo cabe na palma da minha mão


Eu me segurei pra não escrever sobre o assunto, mas isso não me sai da cabeça. Vejam só que coisa mais engraçada que me aconteceu. No dia 18.02 escrevi um post sobre um casamento que eu fui de um amigo do meu namorado. Ontem eu estava dando uma olhada nos comentários e eis que me deparei com um novo comentário pra esse post antigo. O comentário começava assim: “essa é a primeira vez que entro no seu blog e com certeza será a última”. Fiquei surpresa, pois isso nunca havia me acontecido antes.
A pessoa se diz prima da noiva e ficou inconformada com o fato de eu ter “falado mal” do casamento. Ela realmente ficou indignada e disse que eu não tinha respeito às pessoas, pois estava falando mal da prima dela em local público.
Eu me pergunto: onde está o direito à liberdade de expressão? O que seria desrespeito se nem o nome dos noivos eu citei? Local público? Se eu não puder expressar a minha opinião no meu blog, onde será que eu devo fazê-la?
O pior de tudo é que eu não falei mal. Eu apenas citei algumas coisas que não gostei (afinal, gosto é gosto e cada um tem o seu). O fato que mais me intriga é como essa pessoa veio parar aqui? Eu não a conheço (visto que mal conheço a noiva), não temos amigos em comum, não temos nada. É realmente muito interessante ela ter dado o azar de vir aqui pela primeira vez justo quando eu resolvo descrever o casamento da prima dela. Que coisa não?
Aí eu, que não tenho sangue de barata, resolvi dar uma resposta a ela, já que a mesma deixou um email. Depois eu fiquei pensando que não deveria ter respondido, me arrependi. Não que eu tivesse sido grosseira, porque eu não fui. Mas acho que a história poderia ter morrido assim. Ela puta comigo por eu ter “falado mal” do casamento e eu puta com ela por ela ter “caído” aqui do nada.
Eu jamais tive a intenção de “destruir” o momento mais feliz da vida deles, como ela me escreveu. E sei perfeitamente que o casamento não foi feito pra me agradar. E até entendo a garota, não é legal a gente ver alguém falar qualquer coisa que seja de quem a gente gosta.
Só sei que depois disso fiquei bastante encanada com a hipótese do mundo ser menor do que eu penso. E que as coincidências existem, para o bem e para o mal. Mas de tantos milhares de blogs que existem na web, não é fantástico uma pessoa tão em comum aparecer?
Não sei, só sei que isso não me sai da cabeça... 

quarta-feira, 5 de março de 2008

a semana


Para um preso – menos 7 dias
Para um doente – mais 7 dias
Para os felizes – 7 motivos
Para os tristes – 7 remédios
Para os ricos – 7 jantares
Para os pobres – 7 fomes
Para a esperança – 7 novas manhãs
Para a insônia – 7 longas noites
Para os sozinhos – 7 chances
Para os ausentes – 7 culpas
Para o cachorro – 49 dias
Para uma mosca – 7 gerações
Para os empresários – 25% do mês
Para os economistas – 0,019 do ano
Para o pessimista – 7 riscos
Para os otimistas – 7 oportunidades
Para a Terra – 7 voltas
Para o pescador – 7 partidas
Para cumprir o prazo – pouco
Para criar o mundo – o suficiente
Para uma gripe – a cura
Para uma rosa – a morte
Para a História – nada
Para a época – tudo

Tudo depende sempre do ponto de vista. E é claro que essa composição não é minha. Esse foi o roteiro do comercial de lançamento da revista Época. Uma bela propaganda por sinal. 

terça-feira, 4 de março de 2008

novo endereço


Para não encher aqueles que não estão interessados em casamento e como esse tema vai fazer muito parte da minha vida por um bom tempo, resolvi criar um novo blog sobre isso.
Não que eu não vá escrever mais sobre isso aqui. Com certeza eu vou, mas pouparei as pessoas dos detalhes. Detalhes mesmo, só no outro blog.
Comecei ontem e esse novo blog vai contar um pouco de nós, nossa história e todo o processo que envolve nossa festa de casamento.
Quem quiser ver, saber, acompanhar, será sempre bem vindo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

o casamento - parte III


Contrariando as leis da economia e também a teoria dos falatórios maldosos, nós decidimos sim fazer o tal casamento. E agora estamos mais do que super empolgados, estamos contando os dias e desejando que cada vez passem mais rápidos.
Esse final de semana nós começamos a visitar alguns lugares e estamos nos apaixonando por cada detalhe e até mesmo por cada problema. Estamos nos redescobrindo e sonhando com os sininhos e com o momento do sim.
Decidimos fazer a cerimônia e a festa em um sítio. E assim a gente elimina muitas coisas, porém ganhamos novas preocupações, digamos naturais, a mais. Como chuva, mau tempo, flores murchas e etc. Mas como vamos casar em setembro, não estamos correndo muito esse risco. No entanto, vivendo em São Paulo e com o aquecimento global não dá pra se garantir nada.
Sábado fomos a um sítio na Serra da Cantareira. O lugar era até que bonito, mas tinha muitas deficiências e a principal delas era não ter um local coberto para a cerimônia. E olha que estava chovendo na hora... eu se fosse a noiva daquele dia estaria desesperada. Então, apesar do preço muito em conta nós decidimos descartá-lo. Depois fomos a um buffet indicado por um dos espaços que eu acho o mais bonito e que vamos conhecer final de semana que vem. Fizemos a degustação de t-u-d-o e o atendimento foi excelente. Então vamos manter esse buffet na manga.
Ontem fomos a um outro sítio em Santa Isabel. Nos apaixonamos pelo lugar. É realmente muito bonito, limpo, com decoração perfeita, lugar coberto e muito aconchegante onde a cerimônia é feita em meio à natureza sem correr risco de ninguém se molhar nem nada. O salão da festa é muito bem decorado e tem os móveis perfeitos para minha festa. O preço também é muito bom e o buffet também não deixa a desejar. É um forte candidato a ser o lugar da nossa festa.
Mas ainda é muito cedo pra afirmar qualquer coisa, porque a gente se apaixona a cada instante por coisas diferentes. Está sendo muito gostoso fazer tudo isso e o Ricardo tem me acompanhado com bastante empenho nessa busca. Ele também está muito empolgado com tudo isso e eu estou achando o máximo.
O bom é que como estamos com 18 meses de antecedência – o que é considerado excelente por todos os profissionais que nos atenderam, a gente vai conseguir ver todas as opções com calma e analisar todos os prós e contras antes de bater o martelo.
Mas estou muito feliz que as coisas estão caminhando bem. E já não me importo mais com quem quiser falar mal depois. Paciência não é? Acho que o importante é o que o Ri e eu pensamos e vamos fazer a festa pra agradar principalmente a nós dois. O resto é resto.