segunda-feira, 30 de junho de 2008

ê trembão sô


Final de semana totalmente atípico. Um telefonema e muitas surpresas aconteceriam. Resumidamente, tenho uma relação bastante distante com meu pai. Por diversos motivos e coisas da vida, acabamos ficando muito distantes um do outro. O fato é que resolvi me despir um pouco da minha armadura e aceitar o convite para rever a família dele [que por sinal também é um pouco minha] depois de uns quase vinte anos.
Fomos para a cidadezinha no sul de Minas, chamada Córrego do Bom Jesus. Lá pude rever minha avó, da qual tinha pouquíssimas lembranças, minha tia e meus primos, alguns até que eu nem sequer conhecia. Também pude (re)ver e conhecer meus outros 4 irmãos. Sim, porque depois de mim vieram mais outros 2 casamentos e 4 outros filhos.
Foi um pouco diferente e não sabia exatamente o que esperar, afinal, somos todos praticamente estranhos. Mas a receptividade de todos foi muito boa e isso me fez sentir em casa. Eu e minha prima ficamos recordando coisas da nossa infância, fatos que eu nem sabia que ainda existiam nesse emaranhado de lembranças e foi muito gostoso rir daquilo que costumávamos fazer juntas há tanto tempo atrás.
E a todo instante ela fez questão de me (re)apresentar a cidade que mais parecia um bairro de tão pequena. Fomos até a cachoeira, andamos pelas pequenas ruas, tomamos sorvete feito crianças, fomos à igreja e ela ia me contando o que costumávamos aprontar por lá, onde costumávamos ir. Ouvi aquelas histórias de que por lá andava um lobisomem e que de noite ele ainda aparece. E me lembrei que quando crianças, morríamos de medo na hora de dormir. Só conseguimos rir de tudo isso hoje.
Meus irmãos (uma idéia que é difícil de se acostumar) também foram muito fofos comigo. Todos são mais novos do que eu, três homens (inclusive um já vai ser pai) e uma garotinha. Cheios de perguntas, curiosidades a meu respeito e muito carinho. Um carinho que eu não sabia que existia e também não esperava. Eu sou tão seca e cética com essas coisas, que tudo me deixou bastante espantada.
Com relação ao meu pai, conversamos um pouco sobre como as coisas estão agora e sobre coisas da vida dele e um pouco da minha. Senti que ele estava muito feliz por conseguir reunir [pela primeira vez] toda sua prole. Mas é ainda estranho ter uma figura pra chamar de pai, às vezes é bem difícil pra mim.
Não porque eu tenha mágoa, ressentimento, porque eu sinceramente não tenho. Foi-se o tempo que isso tudo me incomodava. Hoje, considero-nos estranhos. Talvez agora um pouco mais conhecidos, porém ainda estranhos. Enfim, foi diferente e muito gostoso sim. Uma experiência que me deixou muito em paz comigo mesma e que talvez eu possa repetir com mais freqüência. Afinal, tem coisas que o tempo não apaga, mas que certamente ele consegue melhorar.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

sobre o prêmio


Então. Alguém se lembra do prêmio que eu me inscrevi? Aquele sobre blogs... pois é. A entrega do Prêmio de Mídia Estadão acontece na próxima terça. Acontece que eu entreguei o trabalho ciente de que não dei o meu melhor. Isso porque não me dediquei e acabei entregando um trabalho bom, porém não tão digno assim de ser o vencedor. Mas, como existiam 3 possibilidades de ganhar, resolvi entregar mesmo assim.
O problema é que apesar disso, descobri que uma das juradas da minha categoria é uma antiga diretora minha. Uma pessoa, digamos, do mal. Uma pessoa tresloucada que na minha saída da agência, conseguiu me deixar traumatizada, rogando todos os tipos de praga pra cima de mim. Praga mesmo, do tipo bruxaria, maldição. Pra vocês terem uma idéia, ela disse que eu tinha que tomar cuidado porque estava crescendo muito rápido e com certeza eu ia levar um tombo muito grande, que eu ia me arrepender e que eu ia me enforcar na corda que estavam me dando. (?!?!?!) Alguém me explica como uma pessoa louca dessa pode ser diretora de alguma coisa?
Bom, é claro que nenhuma dessas pragas pegou em mim, porque meu santo é forte e vacinado contra gente louca. E aí que eu descobri – sem querer – que ela é minha jurada. Só que ela é uma das “fodonas”, ou seja, muito provavelmente ela deve ter um peso maior na decisão. Enfim. O resultado vocês já podem adivinhar, né? Não sou uma das finalistas. Embora eu saiba que parte disso seja minha culpa também, por não ter me dedicado, sei que muito provavelmente deve ter um dedo dela nisso.
Anyway...
Vou à festa mesmo assim, provavelmente vai ser boa, embora Nova York e dez mil reais estejam bem longe de mim.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

nós, os mídias


Nas agências de propaganda existe um cara que é o mídia. Pra quem não sabe, o mídia é aquele que compra espaços publicitários nos meios de comunicação. Tudo aquilo que você vê ou ouve de propaganda, foi comprado e negociado por nós, os mídias. Ser mídia não é tarefa fácil [embora o mérito fique com os criativos]. Nós aturamos muita [mas muuuuuuita] coisa e gente chata todo dia, o dia inteiro.
Porém, os mídias têm muitos puxa-sacos [os veículos de comunicação], que na tentativa de “suborno”, descolam ingresso pra shows, baladas, jogos, etc e etc. Além disso, eles sempre mandam pros mídias vários presentinhos ao longo do ano; natal, páscoa, festa junina, dia dos namorados, etc e mais etc.
Aí, alguém inventou que dia 21 de junho seria o dia do mídia. Simples assim. Não existe dia do atendimento, nem dia do criativo, nem do planejador [yes!!!]. Mas existe o dia do mídia e ponto.
Daí que a gente ganha muitos presentes nesse dia e nesse mês acontecem várias baladas bacanas para nós, os mídias. Por exemplo, quinta teve a festa da Sony com show da banda Viva Noite lá no Bar Brahma. Segunda foi a vez do Arraiá da Globo (tradicionalíssimo e o mais esperado), porém, esse ano deixou muito a desejar. Ontem teve a festa da Folha com show do Capital Inicial. Comida boa, Dinho beeeem de perto, num show quase que particular. Coisa boa demais.
Pois é. A vida segue assim nesse mês de junho. Porque alguma coisa tinha que compensar esse trabalho todo de meu deus. Ah, e o frio também, porque sair com esse tempo só se a coisa for boa, não? 

terça-feira, 24 de junho de 2008

o que mais vem com a idade?









Essas coisas parecem vir como ondas, uma na seqüência da outra. Primeiro foi aqueles malditos “furinhos” conhecidos pelo nome diabólico de celulitevil. Sim, porque aquilo é obra do demônio né, vamo combinar.
Depois veio aquela coisinha que parece sobra de bolo quando acaba transbordando a assadeira e fica caindo pra fora. Sabe, aquilo que sobra pros lados da calça ou aquilo que teima em aparecer quando você se senta, imitando algo terrível e que já foi moda, a pochete. Pronto, falei.
Pochete não tem nada de bonito, nem no objeto e nem no nome. Tem coisa mais brega do que pochete? Não combina com nada e nem com ninguém. Ninguém mesmo merece essa porra de pochete.
Elas começaram tal qual a celulite, rasteirinha. E rapidinho já se alojam em torno do meu abdômen. E ficaram por lá. Gostaram, deve ser isso. Agora não é mais qualquer blusa que eu posso usar. Ela não pode ser muito curta, pras danadas não aparecerem e também não pode ser muito justa, pra eu não correr o risco de parecer gravidinha.
Me pesei há algumas semanas e descobri que tenho 5kg a mais no meu corpitcho. É muita coisa! E aposto que esses 5kg devem estar alojados na minha mais nova pancinha. Eu me pergunto: por que diabos essa gordura toda não se divide igualmente pelas mais de dezenas de outras partes do meu corpo??? Por que ela teima em parar ali, bem no meio???
Não é justo. Tudo bem que eu ainda não pareço andar com uma bóia, mas a pochetinha tá lá. E como isso me incomoda. Nossa, eu quero morrer toda vez que vejo aquela coisinha irritante. Se eu pudesse, arrancava com a mão.
Bom, o jeito é não lamentar-se muito. Detesto academia e adoro comer porcarias. Resultado: pochete! Eu prometo tentar fechar um pouco mais a boca e começar a fazer alguma coisa, nem que seja caminhada, enfim, qualquer coisa. E se alguém souber alguma receita verdadeiramente milagrosa pra acabar com essa danada, pode me passar.
Mas é uma promessa mesmo. Vou perder esses 5kg e essa pochete vai murchar até morrer, vocês vão ver.   

segunda-feira, 23 de junho de 2008

o 2º ato



















Encantador, lúdico, poético, mágico.
O show foi muito além do que eu esperava. Por ser lançamento de um novo trabalho, imaginei uma platéia apática, mas me enganei. Muitos já sabiam as letras de cor e o Memorial estava praticamente lotado. Não tinha a menor idéia de que o Teatro Mágico fosse tão verdadeiramente cativante ao ponto de agradar qualquer tipo de público, pois lá havia crianças e idosos também.
Enfim, um espetáculo a parte. Algo que você precisa assistir, nem que seja ao menos uma vez. Eu já quero ir no próximo, esperando já também fazer parte do coro. Mas para meu deleite, Anitelli cantou O Anjo Mais Velho e aí sim eu pude me sentir em casa.
E aquele show – como se propõe – me fez amanhecer brilhando mais forte.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

agendinha cultural pro fim de semana


Muitas coisas acontecendo neste final de semana. Amanhã, como já adiantei lá no *detalhes de nós dois*, vamos negociar e fechar com o buffet do casamento. E à noite aniversário de brother do Ri lá na Vila [amada] Madalena, no Bar Veredas.
Domingo, dia de fechar com o sítio escolhido a dedo e mais tarde [finalmente] show do Teatro Mágico, lançamento do seu segundo cd, o 2º Ato.
Em homenagem ao centenário da imigração japonesa, nossos mangás aí abaixo, coisa que vi lá no blog da Lissa e fiz lá no site de mangá. Ficou nossa cara.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

que assim seja e assim será


Hoje meu pensamento está com deus e depois de muito tempo agradecendo por todas as bênçãos e coisas boas que têm me acontecido, eu gostaria de fazer um apelo. Ele sabe do que estou falando. Pensamento positivo e [se possível] conceda mais essa graça.
Amém. 

quarta-feira, 18 de junho de 2008

desabafo


Sabe, eu gosto do que faço. Eu disse gosto e ponto. Mas isso não quer dizer que eu seja apaixonada pelo que faço ou que sinta o maior tesão com isso. E às vezes isso me assusta. Muita coisa me incomoda no meio que escolhi. Hoje, trocando um pouco a mídia pela pesquisa, me sinto mais realizada, porém, não sei se é isso que eu quero. Eu gosto, mas é só isso. E é justamente o só isso que me preocupa.
Eu não quero chegar daqui alguns anos frustrada porque fiz a escolha errada. E nunca sei se é cedo ou tarde pra procurar novos horizontes. Eu não sei se tenho mais coragem de largar tudo pra correr atrás daquilo que me dê paixão. E nem poderia também. A essa altura do campeonato, largar tudo estando cheia de dívidas e compromissos, me impede de buscar um estágio, por exemplo. E eu não conheço outro caminho para se atingir algo que não comece assim.
Eu comecei estagiária e em menos de 2 anos cheguei ao cargo de coordenação. Sim, isso me deixou muito contente. Mas às vezes olho pro meu computador, pra minha mesa e penso: meu deus, eu não pertenço a esse lugar.
Eu não sei o que fazer da vida. E nem sei dizer ao certo o que me levou à publicidade. Talvez porque eu achasse bacana quando via minha mãe trabalhando ou talvez porque achei que fosse tudo mais fácil. Mas percebi que não é.
Eu gosto de tantas outras coisas. Organizar eventos, escrever, decoração, arte, cultura, cinema, artes em geral. Me sinto meio perdida na verdade. Nem sei que caminho seguir. A única coisa que sei é que o que faço me deixa estável e isso me acomoda. Às vezes queria jogar tudo pro alto e sair por aí tirando fotos. Sei lá. A gente só tem uma vida pra passar a maior parte do tempo fazendo algo ok. Tem que ter paixão, aquela que você fala enchendo a boca, que você sonha, tem projetos, vai além. Ao menos eu queria isso pra mim. Mas a cada dia tenho mais certeza de que fiz a escolha errada.

Enquanto isso segue na vida profissional, a pessoal e emocional vai muito bem [obrigada]. Lugar definido, novidades lá no outro blog.

terça-feira, 17 de junho de 2008

um meme e um selo para hoje


Recebi esse meme da Cin, quem quiser, fique a vontade.

Eu quero uma vida tranqüila
Eu tenho quase tudo que pedi a Deus
Eu gostaria de ter muito mais dinheiro
Eu não gostaria de ter decepções
Eu acho que o mundo tá de cabeça pra baixo
Eu odeio gente falsa
Eu sinto saudades daqueles que não voltam mais
Eu faço caretas pro meu namorado
Eu fiz e não faria de novo deixado de prestar atenção aos meus avós
Eu fazia e deixei de fazer brincar de boneca
Eu escuto muita merda
Eu cheiro as roupas que meu namorado deixa em casa pra me lembrar dele um pouco mais
Eu imploro por mais justiça
Eu me pergunto onde estarei daqui uns 20 e tantos anos
Eu me arrependo do que não fiz por medo
Eu amo minha vida e as pessoas que fazem parte dela
Eu sinto dor quando vejo algum animal maltratado
Eu sinto falta da minha infância
Eu sempre falo mal de pessoas estranhas
Eu não fico esperando o tempo passar
Eu acredito em milagres
Eu danço quando ninguém vê
Eu canto no chuveiro e no carro
Eu choro de alegria
Eu falho se tiver que ser durona
Eu luto por aquilo que desejo
Eu escrevo porque me esvazia
Eu ganho menos do que eu mereço, mas o suficiente pros meus sonhos atuais
Eu perco a paciência com gente burra
Eu nunca estive em outro país
Eu estou vivendo um conto de fadas
Eu sou imperfeita, mas cheia de qualidades
Eu fico feliz com as coisas simples e pequenas do cotidiano
Eu tenho esperanças de um mundo melhor
Eu preciso de amor sempre
Eu deveria evoluir e estou tentando

E agradeço, mais uma vez, ao Adriano pelo mimo abaixo.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

não pára, não pára, não pára















Mais uma vez ficamos no ‘quase’. Corinthians é um time que não sabe administrar vantagens. Não gosto do meu time jogando com essa de “poder perder”. O Corinthians é um time raçudo, esse tipo de coisa não lhe cai bem. E é sempre nessas horas que o meu time vacila. Não posso dizer que não estou triste, decepcionada, um pouco partida. Mas estou muito orgulhosa pela campanha que meu time conquistou até aqui. Fizemos um bom Paulista, chegamos à final da Copa do Brasil, tiramos nosso passaporte, mas infelizmente ele não foi carimbado. Estamos com 100% de aproveitamento na Série B e tudo isso depois de uma puta crise em todos os sentidos que aconteceu há pouco mais de 6 meses.
Estou contente com o meu time, mas queria mais. Claro, a gente sempre quer. Infelizmente não deu. Acreditei e esperei por aquele golzinho milagroso que por tantas vezes meu time fez aos 47 do segundo tempo. Mas aquele milagre não veio. O time não deu seu melhor nessa última quarta-feira. Acho que desprezamos um pouco a qualidade do Sport. Isso foi um erro. Mas confesso que foi bem difícil jogar num campo ruim e com uma arbitragem tão obtusa.
O pênalti no Acosta foi claro, mas ninguém viu. O Wellington Saci foi infantil chutando o filhote de cruz-credo com Chico César (Carlinhos Bala), ele poderia ter feito toda a diferença. Assim como o pênalti não dado e outras várias faltas que não existiram. Mas não posso me lamentar em cima do “e se tivesse sido assim”. Sim, se tivesse sido assim tudo seria bem diferente. Foi difícil jogar com tantas coisas que não favoreceram nosso glorioso Timão.
Mas tudo bem. A vitória do Sport foi merecida. A inveja nessa hora é cruel e dói. Mas isso não vai fazer de mim menos corintiana, isso jamais. Sempre vou acreditar no meu time e no que ele é capaz.
Só sei que muito trouxa gastou dinheiro com fogos e passou a noite perdendo a voz gritando como idiota. É intrigante ter a maior torcida de São Paulo e ter também o maior número de paga-paus. Mas não faz mal. Isso sempre serviu pra fortalecer ainda mais o Corinthians. Como pode um “timinho de 2ª divisão” incomodar tanto, né?
É, essa eu também não entendo.
Valeu Corinthians! – mesmo o grito de campeão estando entalado aqui dentro...

Aproveito para agradecer o selo que ganhei da Lusinha, pertinente por sinal.


sexta-feira, 13 de junho de 2008

oficialmente tua


“io e te, sempre o mai, siamo noi, siamo en due” – Renato Russo

Cheguei em casa e comecei a preparar aquele jantar especial pra amore. Peguei uma receita na internet de um frango ao molho rosé com batatas cremosas recheadas com catupiry e ao mesmo tempo fui preparando a sobremesa, ganache, uma mistura de creme de chocolate meio amargo com calda quente de maracujá. Posso dizer que deu um mega trabalho descascar todo aquele alho, picar toda aquela cebola (arrgh) e ainda dar conta de não passar o ponto de outras coisitas.
Em meio a cozinha-assa-refoga, fui preparando a mesa com velas e copos dos mais bonitos. Escolhi um cd do Renato Russo com músicas italianas e acho que acertei em cheio, nem me lembrava do quanto aquelas músicas eram bonitas. Quando Ri chegou, jantamos e aí foi só elogios. A comida realmente ficou muito boa, só não acertei muito bem na calda, ela ficou muito ralinha, mas mesmo assim não estragou a noite.
Chegou a hora de trocarmos os presentes e foi aí que veio a maior surpresa: Ri pediu para que eu fechasse os olhos, colocou uma caixinha na minha mão e sussurrou ao meu ouvido um quer casar comigo?
Não acreditei, não sabia se ria, se chorava. Fiquei toda sem graça, emocionada. Essa foi sem dúvida a maior surpresa da minha vida. Não esperava por aquilo. É verdade que já estamos vendo o casamento, mas havíamos combinado de não ficarmos noivos, nada de aliança, nenhum pedido oficial, nada. Foi um comum acordo.
E de repente [uma vez mais] ele me surpreende com algo encantadoramente delicado e lindo. Exatamente da maneira que eu sonhava, como numa cena de um filme romântico, bem água-com-açúcar.
Preciso dizer que não paro de olhar pra essa coisinha no meu dedo? Toda vez que olho, abro um sorriso imenso. Estou profundamente feliz pela noite perfeita que eu tive. Acho que a surpresa maior acabou sendo pra mim mesma. 

quinta-feira, 12 de junho de 2008

feliz por amar-te




















“Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.” – Clarice Lispector

Mais um dia para chamar de ‘nosso’. O que eu gosto mais nesse dia que nasce cor-de-rosa e vai dormir vermelho carmim é de que todo ele tem o seu gosto, tem o seu cheiro. Um dia para nós – os namorados – morrermos de amor, mergulharmos no emaranhado de nossas camas, entrelaçarmos nossos corpos, saciar nossos desejos.
Um dia como hoje é pra relembrar nosso primeiro encontro, nosso primeiro olhar e nosso primeiro beijo. Um dia como hoje é mágico, cheio de coraçõezinhos espalhados, pessoas de mãos dadas, juras de amor em todo canto.
Dia dos namorados é um dia fofo, um dia de mimos, de presentes das mais variadas formas. Serve uma mensagem, um telefonema, um bilhetinho, um carinho. Qualquer coisa que faça durar um pouco mais aquele último encontro.
Hoje é dia de cartões coloridos, jantares românticos, confissões ao pé do ouvido, sorrisos e carícias. Quero encostar minha cabeça no teu ombro, sentir o teu abraço e perceber o mundo parar. E desejar que todas as coisas fiquem em câmera lenta. E é exatamente assim que eu quero me lembrar do dia de hoje. Como o ‘nosso’ dia, mais um entre tantos outros que virão.
Ah se eu pudesse embrulhar meu coração e te dá-lo numa caixinha com fita vermelha...

Feliz ‘nosso’ dia!

* post sobre o Corinthians, só amanhã - mas tá pulsando tanto quanto esse

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Stop!!!


Eu pedi pro tempo correr, mas acho que que ele está desenfreado demais. Eu tô preparando um jantar surpresa pra amore, mas como o prato que escolhi precisa de algumas horas de preparo, bem como a sobremesa, resolvi deixar o jantar para o final de semana e esqueci que o dia dos namorados é amanhã. Eu jurava que tinha tempo ainda e esqueci completamente de comprar o presente. Agora, além de não ter a menor idéia do que vou comprar, ainda não terei tempo suficiente. Só Deus sabe o quanto eu sou indecisa e demorada pra esse tipo de coisa. Hoje não vai rolar porque além de estar no rodízio, tem jogo do meu time, ou seja, só terei minha mísera hora do almoço de hoje e no máximo de amanhã (se tiver) pra me decidir e comprar.
Que horror! Socorro!  

terça-feira, 10 de junho de 2008

sex and the city


Se você pretende assistir Sex and the City e odeia estraga prazeres, pare por aqui. Esse é um post sobre o filme e se você não quiser saber de nada, melhor deixar pra ler outro dia.

Pois bem. Sexta-feira, noite de estréia, eu com meu ingresso para a sessão das 23h40 não agüentava mais esperar tanto. O filme começa com um ‘resumo’ bem rápido de um pouco sobre as meninas e de como terminou a última temporada. Aí a história vai mostrando como é que anda a vida do meu quarteto fantástico e coisas sobre o acontecimento do ano: casamento de Carrie. Nesse meio tempo entre casa-não-casa, Mr. [nojento] Big estraga tudo mais uma vez. Eu nunca entendi essa relação da Carrie com ele e sempre torci para que ela ficasse com o Aidan (o melhor namorado ever). Mas, como a própria Carrie define, “isso não é nada lógico”.
O filme foi mais do que esperava. Na verdade, queria tanto rever a série com algo novo, que qualquer coisa que visse, eu amaria. Eu gostei muito do filme, o achei ótimo. Meu namorado (que viu muito pouco da série) também curtiu e deu boas risadas com elas.
Claro que mudaria uma coisa ou outra, pediria umas explicações aqui e acolá, mas tudo bem. Eu amei tudo mesmo assim.
Adorei ver a Carrie morena, achei que ela ficou muito mais bonita além de ter ressaltado ainda mais seus belos olhos. Adorei a nova assistente da Carrie, ela poderia já ter vindo desde sempre, combinou com tudo.
Sobre as outras meninas, sei que vai parecer meio vago para quem não viu a série, mas preciso dizer que Samantha me surpreendeu por ainda estar com o Smith e eu não queria que eles tivessem terminado, afinal, ele perdoou suas traições e ainda ficou ao seu lado durante o tratamento do câncer. Mas, quando acaba o amor, não há compaixão que sustente uma relação [ainda bem]. Charlotte é a garota perfeita, casada com o marido perfeito, com uma família perfeita e que finalmente conseguiu realizar seu maior sonho: a gravidez. Já Miranda (de todas a que mais me irrita), continua seca e amarga do mesmo jeito. Cheia de falsos moralismos, tomou um chifre muito bem tomado e ainda queria ser a dona da razão. Mas, para o bem da nação, ela e Steve se acertaram. Eu simplesmente adoro o Steve.
Confesso que tive que me segurar em diversas cenas pra não chorar. E o que ficou mais claro pra mim, é que elas estão mais maduras e muito mais amigas. Aliás, a amizade foi o ponto forte do filme. A relação delas chegou a me emocionar várias vezes. Aquilo é especial e só quem tem amigos assim, sabe da importância deles.
Enfim, apesar do final ilógico, foi um final feliz e sim, eu gostei [apesar de].
Quando as luzes se acenderam, fiquei um pouco mais na cadeira desejando pelo próximo capítulo, com aquela sensação de que certas coisas não deveriam ter um fim.
Obviamente comprarei o filme. Vai completar minha coleção.

Se você chegou até aqui e está pensando que estraguei as surpresas do filme, não me xingue. Eu bem que avisei.
Sorry!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

três


Bom, vamos lá às pendências.
, valeu pelo selinho que repasso a todos na minha listinha aqui ao lado e os memes abaixo fica pra quem tiver a fim.

















A Flá me passou esse joguinho aqui:
As 3 alegrias
1. escutar o despertador tocar e perceber que é sábado
2. encontrar um amigo que não vejo há tempo
3. ouvir o som do mar

Os 3 medos
1. das coisas que vêm com a idade
2. de pessoas falsas
3. de lugares fechados

Os 3 objetivos
1. perceber que não deixei nada por fazer
2. uma família unida
3. envelhecer ao lado de amore e dos amigos

As 3 obsessões atuais
1. um bangalô no meio do nada
2. uma melissinha
3. férias (é que coincidentemente já são 3 anos sem)

Os 3 fatos surpreendentes
1. já me apaixonei por um cara que nunca havia falado
2. comprei apartamento e decidi casar com menos de 1 ano de namoro
3. já me surpreendi comigo mesma

A me passou esse:
"Se você encontrasse o gênio da lâmpada e ele lhe concedesse 3 desejos materiais e 3 desejos imaterias, quais seriam? As respostas devem ser com trechos de música.

Materiais:
"...vamos fugir pr´outro lugar baby..." - Skank
"...viver de frente pro mar, sei que deus me ajudará..." - Armandinho
"...não me deixe só, tenho medo do escuro..." - Vanessa da Mata

Imateriais:
"...eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..." - Raul Seixas
"...I´ve got you under my skin...” - Frank Sinatra
"...every little thing is gonna be all right..." - Bob Marley

Ah, sobre o filme... depois eu falo pra não estragar a surpresa. Mas adianto que foi muito mais do que eu esperava.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

tonight i´ll get carried away


O trailer do filme diz o seguinte: “no coração da cidade há um mundo de possibilidades, algumas coisas acabam, algumas coisas começam e algumas coisas nunca mudam. A vida nem sempre se transforma na sua fantasia, por isso precisamos de amizades verdadeiras para nos ajudar a superar tudo”.
Um dos motivos por eu ter me apaixonado pela série [fora a identificação com cada uma das “meninas”] é a forte relação de amizade que existe entre elas. Muito mais do que pela elegância, pelos modelitos fashion, pelos belíssimos sapatos, o que me grudou na tela e me fez comprar todos os boxes da série foi simplesmente a amizade. Aquele laço tênue que as une.
Amizade não é um troço fácil de se encontrar e pior, menos fácil ainda de se manter. Feliz é aquele que consegue manter uma amizade através dos anos. Superando as dificuldades e as diferenças. Sim, porque vocês são amigas, mas são diferentes. Conciliar idéias e opiniões diferentes, dar aquela bronca, puxar a orelha, ouvir desabafos, ficar horas no telefone, horas em silêncio, fazer várias concessões, abster-se de muitas coisas, abrir mão, sorrir junto, chorar junto, saber dos segredos mais profundos, saber dos podres, saber dos defeitos e ainda assim – acima de qualquer coisa – amar essa amiga como a você mesma.
Minhas melhores amigas são do tempo do colégio. Já são praticamente 20 anos juntas, dividindo tudo. Acredito que a coisa mais importante que qualquer outra na vida é a amizade. Sem ela certamente eu não saberia passar [e suportar] muitas das coisas pelas quais passei. Amizade pra mim é tudo. E eu não saberia viver sem ela.

Hoje tem estréia do filme e eu já estou contando as horas. 

quinta-feira, 5 de junho de 2008

uma mão na taça e outra no coração


Ontem o Morumbi tremeu. Não tinha lugar pra mais ninguém, estádio completamente tomado pela nação corintiana. Coisa linda de se ver e de sentir. Não é a toa que o maior público da casa dos inimigos até hoje seja nosso. Não existe time com uma torcida como a nossa.
Ontem fomos o 12º homem, todos sem parar nenhum segundo, entoando nossos gritos de guerra, nossos hinos de luta. O Morumbi tremeu e tremeu e sacudiu. A emoção fazia tremer meu coração. Que jogo! Que vitória! É claro que como todo corintiano [sofredor] já está acostumado, não vai ser fácil lá em Recife não. Mas já estamos a um passo da vitória.
Isso é pra calar a boca e a zica de muita gente. O Corinthians é um time que veio de uma crise imensa e que está sabendo se reerguer como um gigante. O Corinthians está aí, mais vivo e forte do que nunca.
Vamos pra cima deles Timão!

PS: obrigada Lya, o layout ficou tudo o que eu queria! 

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Deus


Oi e aí, como é que vai?
Provavelmente você deve estar muito ocupado com os vários e gravíssimos problemas do mundo, mas eu também tenho alguns problemas, algumas dúvidas e queria um tempinho seu pra respondê-las, pode ser?
Eu não acredito muito nesse lance de mandar um filho teu pra Terra pra ele morrer em nome do [ingrato] povo, então não me venha com xurumelas, ok? Seja franco e direto nas tuas respostas.
Você realmente perdoa quem se arrepende dos crimes que comete? Porque eu penso que tirar a vida de alguém é imperdoável e injustificável por mais que o cretino se arrependa depois. Que justiça é essa que você faz? Juro que não entendo.
Coisas boas acontecem com pessoas más e coisas ruins acontecem com pessoas boas. Por favor, me explique a lógica disso? Qual a vantagem de ser uma pessoa do bem se você vai se ferrar um dia? Não que eu não continue agindo assim, não. Eu vou continuar porque acredito ser correto, não por medo de você ou de coisas que possam me acontecer, mas porque acredito ser o correto, mesmo embora um dia eu tome na cabeça. Só por isso queria saber a lógica. Me explica?
Por que você permite que pessoas estranhas tomem o poder e façam absurdos com a humanidade? Nunca passou pela sua cabeça simplesmente apertar o coração de Hitler antes que ele cometesse a loucura de matar milhões de pessoas inocentes? Não seria mais simples assim?
Por que no seu mundo tanta gente passa fome? Tanta gente mata e morre e ainda diz que é em seu nome? Por que você permite isso? Por que tantos crimes, tantas maldades? Por que tanta coisa errada? Tanta gente ruim?
Sabe, eu só queria entender. Eu vejo muita coisa errada, muita injustiça e muita gente que usa seu nome pra fazer mais maldades. Eu vejo que o mundo anda meio esquisito e as pessoas estão meio perdidas. Daria pra você fazer alguma coisa quanto a isso? Por favor, me explica.
Eu não vou perder minha fé ainda que você não consiga me responder nada, mas eu só queria entender. Será que eu consigo?

* pessoas, por favor, essa carta é com todo o meu respeito às diferentes crenças e etc, não me crucifiquem ok? E sim, estou animada e não, minha fé [a minha maneira] não se abala mesmo diante de tanto questionamento

terça-feira, 3 de junho de 2008

alguém apaga as luzes e me deixa dormir mais um pouquinho












Obrigada a todos que passaram por aqui ontem e que de certa maneira tornaram meu dia muito mais alegre. Vocês sempre me fazem enxergar o lado positivo das coisas. Obrigada especial ao Adriano e à Bruxa de Blu pelas delicadezas de ontem. Fiquei radiante com os mimos que recebi.
Pra quem tiver curiosidade, os contratempos do casamento estão por . Mas não é nada. Foi apenas uma chateação passageira. Tudo vai ficar bem, certo?

segunda-feira, 2 de junho de 2008



















Estamos no meio do ano. Seis meses já se passaram como se fossem alguns dias. O tempo só sabe correr, correr e voar. Acho que nunca mais ele vai andar devagarinho como quando eu era criança ainda. Estou um pouco chateada hoje. Acreditava que meu casamento estava resolvido, mas não está. Voltei a estaca zero. Mas não quero falar sobre isso aqui. Só espero que as coisas se resolvam na mesma velocidade que o tempo corre.
Bem rápido, por favor.