terça-feira, 30 de setembro de 2008

you´re my #1














well i thank god u came along
you are the one i've been waitng for today
and here comes the sun that's been baiting on today
* today – joshua radin

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

bodas de diamante


Alguém mais comemora 60 anos de casamento por aí? Porque nem cartão pra esse tipo de data a gente encontra, então eu fico pensando se as pessoas morrem cedo demais, casam tarde demais ou simplesmente não ficam casadas tanto tempo.
Sábado foi a comemoração das bodas de diamante dos avós do Ri. E eu me lembro bem de começarmos a furtar fotos aqui e acolá pro nosso vídeo surpresa. E não é que deu certo? Ri e eu fizemos um vídeo-retrospectivo lindo de viver, com fotos dos velhinhos ainda crianças, passando pelo casamento, filhos, netos e bisnetos. Ficou realmente algo incrível e emocionante.
O mais legal disso tudo é juntar a família toda. Família essa que vem do interior apenas pra prestigiar a data. Minha família é quase nada, só eu e minha mãe. Então quando vejo que existem famílias que se dão bem, que são unidas e que comemoram qualquer coisa juntas, eu acredito sim que as coisas podem dar certo.
Foi um churrasco bem simples, mas muito gostoso. Olhos de amore brilhavam a cada lembrança que ele e seus primos desenterravam do baú. Foi um dia bastante especial pra cada um, ainda que a sua maneira.
E se esse negócio de bodas for meio “hereditário” nessa família, vou ficar muito feliz se conseguir um dia chegar a comemorar as minhas bodas de ouro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

o que já é ruim sempre pode piorar


- então, a mulher dele tá grávida...
- ow, puxa que bom pra ela não?
- ela já sabe de nós dois...
- ah, é?
- é, mas disse que não se importa, que o perdoa...
- hummm... e você?
- ah, não sei... ele disse que ia largar dela em janeiro, mas agora pediu pra eu esperar o bebê nascer...
- hum... e depois vai pedir pra você esperar a criança crescer mais um pouquinho e depois esperar fazer 10, 15, 18 ou talvez até 21...
- é, acho que ele tá me enrolando...
- sei... mas e aí, você vai esperar?
- não, eu pedi pra ele se decidir...
- e ele?
- diz que precisa pensar...

Putaquepariu! Eu juro por deus que não entendo onde vai parar a inteligência de uma mulher quando ela está completamente cega de paixão. Isso é burrice. E o que eu posso fazer é apenas esperar. Já não digo mais nada, visto que é em vão. Mas já avisei que estarei lá quando for preciso. E eu sei que será.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

já chega


Ontem a aula de yoga parecia ter sido feita pra mim. A meditação era sobre o perdão e nós tínhamos que perdoar a nós mesmos e perdoar alguém que tivéssemos sentido raiva essa semana. Eu senti muita raiva de uma pessoa que nem conheço e ontem me dei conta de que realmente eu não preciso disso.
E foi no meio da aula que eu percebi que esse tipo de coisa só estava me fazendo mal. Então, fiz como a professora falou, enviei pensamentos positivos e desejei paz a essa pessoa. Que ela seja feliz dentro do possível [e do merecimento dela].
Aliás, eu nunca desejo o mal a ninguém. Eu sempre desejo o justo. Agora, se o justo é a pessoa se dar mal, que culpa eu tenho, né?
Não, mas falando sério, ontem realmente me senti em paz e mais tranqüila com os acontecimentos dos últimos dias. Estou mais confiante de que as coisas acontecem por algum motivo e realmente não era pra ser.
O jeito é parar de se lamentar porque a vida não espera a gente se levantar de cada tombo. Bola pra frente, afinal, semana que vem tem meus cumpleaños e eu vou comemorar em grande estilo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

ainda sem as respostas, mas um pouco melhor













Sim, eu estava arrasada, dilacerada e muito triste. E tristeza é uma coisa que a gente sente de longe. Ontem à tarde chorei baixinho no banheiro da empresa e desejei que toda a tristeza saísse de mim. Queria que aquele choro pela dor de alguém lavasse a minha alma.
Ontem eu fiquei muito triste mesmo. Se pudesse, sofreria no lugar das pessoas que amo só pra não vê-las sofrer. Como isso me dói.  A tristeza tomou conta de mim mesmo e de vez. Me senti sozinha, quis um abraço. 
Quis me trancar no quarto e apagar as luzes. Deixar o mundo cruel do lado de fora da janela. Porque eu nunca vou entender por que coisas ruins acontecem às pessoas boas. Nunca.
Mas hoje estou melhor. Tentando manter o pensamento positivo e encarando que o melhor realmente aconteceu. Não da maneira que eu queria, mas nem sempre as coisas são como a gente quer.
Apesar de não ter todas as respostas, acho que vou esperar pelo melhor. Afinal, dizem que ele está sempre por vir. Que assim seja e assim será!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

não vejo a hora


Depois de 3 anos sem férias: faltam 46 dias!
Eu mereço, não?

... triste demais por hoje













Como entender o porquê das coisas quando elas não são exatamente tão claras quanto deveriam?
Eu estava agradecendo a deus na sexta-feira por tudo o que ele me deu e me dá. Aí eu recebo um telefonema da minha mãe me dando uma notícia muito importante pra ela. A de que o tão aguardado emprego havia chegado. Eu nem acreditei e pensei logo que havia agradecido de menos então. Precisava agradecer mais essa, afinal, essa vem sendo a minha prece de todos os minutos, de todos os dias desde que ela perdeu o emprego.
Hoje ela já ia meio que começar, só precisava conhecer o dono do lugar que chegaria de viagem pela manhã. Só que decidiram por uma outra pessoa. Simples assim.
E agora eu me pergunto: pra onde vão os sonhos da minha mãe? Todos os planos que ela passou o final de semana fazendo? Aquele sorriso fácil, aquela esperança, aquele brilho nos olhos? O que eu faço com isso? O que eu faço quando atendo o telefone e escuto minha mãe chorar triste e desesperadamente?
O meu coração se partiu quando ela me disse que nada tinha dado certo. Eu realmente não consigo entender as coisas que acontecem. Qual o propósito de acontecer uma coisa dessas? Ela já não estava feliz e ainda com essa super ducha de água fria agora está bem pior.
É muito triste ver as frustrações de alguém que amamos tanto. A gente torce tanto e até chega a sonhar os mesmos sonhos e de repente temos que aceitar que as coisas não saem como a gente espera. Desilusão nem é a palavra. Na verdade, me faltam palavras pra tentar definir o que estou sentindo.
Ao mesmo tempo sinto muita raiva, muito ódio e muita tristeza. Não dá pra entender porque alguém coloca o doce na boca da criança pra depois tirar. Isso é muito cruel. É claro que eu me lembro de na última oração que fiz  ter pedido a deus que ele fizesse o que fosse melhor pra minha mãe. Tá difícil de acreditar que o melhor seja isso.
Eu sei, tem coisas que a gente entende só depois. Mas não precisava então enchê-la de esperanças. Isso é brutal e estou com a alma rasgada.
Sinceramente, eu acho que nunca vou entender deus.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

agradecendo


















Hoje eu só quero agradecer aquele cara lá de cima. Agradecer pela saúde, pela minha pequena família, pelo amor dos meus amigos, pela comida que nunca me falta. Agradecer por ter uma cama, um cobertor, um teto e quatro paredes.
Sabe, em dias frios como esses me dá um aperto no coração imaginar que muitas pessoas não têm nada disso. E é muito triste imaginar como deve ser dormir num chão duro e gelado agüentando esse frio de partir a alma.
Por isso e por tudo mais eu só agradeço.
******
ps: não dá pra ficar só mais 5 minutinhos na cama?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

projeto do verão sem canga












Sobre a tal da academia que eu comecei em julho? Ah, então. A gente vai levando né. Eu mais faltei do que fui, é verdade. Mas é que eu realmente detesto academia, detesto exercício físico, detesto fazer esforço e nos últimos dias tenho detestado passar frio.
O saldo da minha ida à academia até agora [considerando minhas faltas] foi de 1 kg a menos e disposição melhor. Consigo fazer mais tempo na bike, na esteira, consigo dar uma corridinha e tal. Tá, se eu comesse menos doce e melhor, talvez eu pudesse ter perdido mais peso.
De qualquer forma, o saldo é positivo. Faço aeróbico e musculação e ontem comecei na Yoga, gostei muito. Aliás, sempre tive vontade de fazer. Não só por fazer, mas porque gosto da filosofia e do equilíbrio da Yoga. Também estou fazendo Jump uma vez por semana. De domingo, tenho ido ao Villa Lobos andar de bike.
Ontem comecei um treino novo. É o meu treino “fora pança maldita”. Pedi pro instrutor focar o treino no meu abdômen, pois quero ter uma barriga de tábua. Resultado? 1.987.845 abdominais.
Fazer o quê? Eu pedi.
Bom, o objetivo era perder 4 kg até novembro pra eu poder ficar lindona no vestido de madrinha da minha cunhada. Depois disso, barriga seca e zerada pra viagem de fim de ano. Alcançados os objetivos, a meta será manter a forma e a saúde até meu casamento.
E eu serei feliz para sempre.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

como explicar o óbvio?


- você é a outra
- eu sei, mas ele me ama...
- tá, eles sempre dizem isso
- eu sei... mas, comigo é diferente...
- aham
- é verdade, ele vai se separar...
- ah é? quando?
- em janeiro...
- daqui a 4 meses?
- é...
- e há quanto tempo vocês estão saindo?
- há 6 meses...
- hum... e você realmente acredita que ele vai se separar?
- acredito, ele me disse...
- sei, e por que não agora?
- ah, porque a mulher dele está doente...
- e por que não há 6 meses atrás?
- ...

Se eu pudesse, abriria um buraco na sua cabeça e despejaria um pouco de juízo e coerência.
Se eu pudesse, lavaria teus olhos com a água da verdade.
Se eu pudesse, recortaria essa parte podre do seu coração e jogaria no lixo.
Por favor, não acredite nele. Acredite em mim. 

terça-feira, 16 de setembro de 2008

redescobrindo são paulo


Eu nunca me imaginei andando pelo centro de São Paulo. Aliás, das poucas vezes que passei por ali foi sempre correndo e com pressa de sair dali, com medo de ser assaltada. Mas, no último domingo, apesar de todo o frio e da minha cama quente, levantei cedinho pra tal da caminhada que minha sogra organizou pelo Centro Velho de Sampa.
No caminho, passamos pela Cracolândia. Acho que foi a primeira vez que passei por ali, só tinha visto pela tv e confesso: me deu uma mistura de sentimentos, senti pena, senti tristeza e senti muito medo daquilo. Mas não, não era lá nosso destino. Lá era parte do caminho, passamos muito rapidamente de carro, só deu tempo de ver a galera toda cheirando/fumando/se matando em plena 8 horas da manhã.
Bom, passada essa parte ruim, a caminhada partiu lá da avenida Cásper Líbero e passamos por vários outros lugares interessantes que eu nunca tinha reparado e nem sabia da história do lugar e tal, como por exemplo o Mosteiro São Bento, o Largo São Francisco, o Largo São Bento, o Beco do Colégio, Vale do Anhangabaú, Praça Patriarca, Pátio do Colégio e Museu do Anchieta.
O monitor foi explicando a história de tudo, confesso que o sono e o frio não me fizeram prestar muita atenção, mas algumas coisas ficaram na memória. Adorei a Igreja de Santa Ifigênia, é realmente linda por dentro. Adoro igrejas com construções antigas, medievais, adoro aqueles vitrais, as rosáceas. Os ricos detalhes do teto, a madeira, o ouro, os santos, toda aquela riqueza. A igreja é pequena, mas é uma das mais bonitas que eu já vi.
Gostei de conhecer o Pátio do Colégio e recomendo. Não fazia a menor idéia que lá dentro havia um tipo de bistrô, uma mistura de restaurante com café, o Café do Páteo. O lugar é extremamente gostosinho e cheio de encanto. Aliás, me senti muito orgulhosa de São Paulo, não tinha a menor idéia que justamente lá no centro pudesse ter tanta coisa bonita aos olhos. Lá tinha um monte de gringos, americanos e latinos, me senti tão mal por isso. Quer dizer, as pessoas vêm pro Brasil e visitam nossos pontos turísticos, eu moro aqui desde sempre e nunca tinha feito isso. Já fui a muitos outros lugares por aqui, mas nunca no centro, onde é justamente o marco da cidade. Nessa hora senti um pingo de vergoinha aqui dentro.
A última parada foi no Mercado Municipal. Esse eu já conhecia e eu adoro aquele clima de lá. A última vez que estive lá [já faz um tempinho] foi pra um trabalho de fotografia da faculdade, e a restauração ainda não estava pronta. Hoje o Mercadão está maravilhoso. Comi até morrer e depois voltamos pra casa.
Pra quem tiver a curiosidade de conhecer ou fazer essa caminhada, é só se inscrever no site do Teatro Municipal. Nossa caminhada foi feita pelo mesmo grupo da Caminhada Noturna de São Paulo e nós fomos escoltados pela polícia durante todo o trajeto, ou seja, é tudo muito seguro.
Esse passeio é o tipo de coisa que vale a pena ao menos uma vez na vida.  

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

nunca se sabe


Solidão
É quando você descobre que a única pessoa que conhece a sua alma já não está mais aqui.
Pequena

Eu estava procurando idéias pro meu casamento quando me deparei com um blog maravilhoso que não tinha absolutamente nada a ver com o que eu buscava. Era o blog da Pequena. Quando li a apresentação do blog fiquei chocada, tive medo. Pequena estava grávida quando perdeu o seu amor da vida. E então resolveu criar o blog para seu filho, o Francisco, pra que um dia ele pudesse ter a chance de conhecer o pai.
Li o blog inteiro e cada vez que lia um post tinha a certeza de que deus errou em tirar esse homem da vida dela. Não teve propósito, foi cruel. Você percebe o quanto aquele amor era mágico e sublime e percebe também o quanto continua vivo.
Vivo no Francisco e vivo na Pequena. Ela vai relatando seus dias, a saudade, como lidar com a ausência, com a falta. Entre um verso e outro, algumas fotos, algumas lembranças você vai vivendo aquela história junto com ela. Vai se apaixonando por tudo o que eles viveram. Sabe aquele amor raro, que a gente não encontra em qualquer lugar? Então, você encontra ali.
E alguns de seus posts são emails enviados por ele. Pequenas declarações, um eu te amo ou um bom dia. Achei aquilo muito lindo e pensei que sorte ela ter guardado coisas tão bobas. Porque a gente é assim, não liga muito na hora porque tem a certeza de que virá mais e virá para sempre. Como somos tolos, não?
Vendo como a vida pode ser traiçoeira, me deu medo de amar assim. Medo do amanhã e medo de me faltar também. Eu não me acho tão forte assim pra continuar. Acho que me sentiria sem rumo, sem chão, sem nada. Me apertou o peito. Sensação ruim essa a de não se ter controle das coisas.
Pequena conta que seu último encontro foi entre um abraço e um parabéns que ele lhe deu. Ela diz que se arrepende de não ter pedido pra ele ficar aquela noite, não sabia que não haveria mais volta. E como saber?
Enfim, achei o blog uma ótima maneira de fazer com que ele fique vivo na lembrança e na sua história. E mesmo que conheçamos seu amor através de seus olhos, ficam as certezas de que eles tinham algo muito valioso e de que o que tinham nunca vai morrer.
O Francisco pode se sentir muito orgulhoso por ter pais tão especiais assim. Pra quem quiser conhecer um pouco mais de sua história e das coisas lindas que ela escreve, vá lá no Para Francisco e emocione-se.

Viva cada instante como se fosse o último. A gente nunca sabe né? 

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

explicando as coisas


Sim, o dia terminou bem. Aliás, comigo está tudo bem também.
Não julgo as atitudes das pessoas sob o efeito da paixão, sei que fazemos muitas loucuras em nome desse sentimento. Eu não cheguei a fazer loucuras, mas já fiz grandes besteiras. E agora é a vez de uma amiga-querida se perder no meio do furacão da paixão.
O problema é querer viver o que se perdeu num curto espaço. O problema é se apaixonar pelo cara errado ou talvez até pelo cara certo, mas na hora errada. Não foi por falta de avisos, mas como eu disse, a paixão nos atormenta, nos cega e nos deixa burras. Sem querer julgá-la por nada, apenas queria que as coisas fossem diferentes.
Ela, tão inteligente e tão certa das coisas, deixando-se levar por um sentimento. Já não pensa, apenas age por instinto, sem limites, sem regras e sem satisfações. Só se esqueceu de que ainda mora e depende dos pais pra algumas coisas. Não é tão independente quanto pensa que é. E toda independência tem seu preço.
Só não sei se essa é a hora e se esse é o preço justo a se pagar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

hoje eu só quero que o dia termine bem


Preparei uma surpresinha pra hoje. Nada demais, apenas algumas memórias no papel. Sem tempo e sem cabeça para grandes comemorações. Não que não mereçamos, mas é que justamente hoje está tudo de ponta cabeça.

Eu só preciso de um abraço.



**********************************************
- oi
- tá tudo bem?
- não...
- o que foi?
- me puseram pra fora de casa...
- e agora?
- não sei...

Eu sabia que ia dar merda.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

veneno anti-monotonia











Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Todo amor que houver nessa vida
Cazuza & Frejat

Coisa boa é ficar à toa, de bobeira e alugar um par de bicicletas. Pedalar no parque sob um sol ameno de final de inverno. As folhas verdes e as árvores grávidas da primavera que se aproxima. Te observar enquanto pedala na minha frente. Ver teu jeito menino-maroto. Ver teu sorriso ao olhar pra trás e perceber o quanto eu sou devagar e preguiçosa pra essas coisas. Sentar num banco, olhar a vida, sentir a brisa e ouvir teu silêncio. Um cachorro-quente com uma garapa docinha-docinha, feito o mel da tua boca. Eu não quero mais nada da vida.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

a vida nem sempre é tão cor de rosa


Dia desses arrombaram o carro da minha mãe. E o pior [ou melhor?] é que não levaram nada. Mas em compensação, estragaram a porta. Amassaram, arranharam, violaram. Essas coisas revoltam a gente. Não sei o que tal pessoa foi fazer dentro do carro. Talvez tenha passado horas ali ou talvez apenas alguns minutos... revirou o porta-luvas, jogou tudo no chão. Deitou o banco. Pra quê? Largou a frente do rádio em cima do banco. Será que ele não gostou do modelo? Ou será que não valia a pena? Talvez ele tivesse se arrependido, não sei. O que ele ficou fazendo lá dentro? Sei lá. Dá uma sensação de abuso. Sempre detestei que mexessem nas minhas coisas sem minha permissão. Ainda mais assim, quando a gente nem sabe quem foi. Só sabe que foi por maldade. Estamos tão vulneráveis, tão desprotegidos. É uma sensação estranha essa a de ter algo violado.  

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

a favorita?


Chega de assuntos sérios. Eu tô sentindo uma necessidade de postar algo fútil, então, lá vamos nós. Novela das 8 da Globo, o programa que teria a maior audiência da tv brasileira, simplesmente não pára de cair no Ibope. Também, pudera, cada dia eu tenho menos vontade de assistir a tal da Favorita.
Cada vez que eu vejo aquela novela, menos eu a entendo. Será que é só comigo? Vamos aos fatos [que eu realmente não entendo].

- a Alícia tinha tudo pra ser um personagem marcante, forte, polêmico. Ela simplesmente sumiu no decorrer da trama e agora ela tá é chata, isso sim;

- a Flora era boazinha e de repente virou o diabo, então me explica por que depois de tantos anos ela quer se vingar? Se vingar do quê, se foi ela mesma quem matou o cara?

- a Donatela era A esperta, A gostosa e A foda [e se bem me lembro, ela vivia com o cabelo chapado], do nada ela vira A retardada, A lesada e A descabelada. Outra coisa bem intrigante: como é que uma pessoa que tem 22 MILHÕES de dólares fica presa no Brasil? Ah, palhaçada...

- Se o Dodi era amante da Flora [ou ex-marido, sei lá] por que ele nunca foi visitá-la na cadeia? Aliás, o dinheiro dele foi parar aonde?

- alguém vive dizendo que a Céu (Deborah Secco, que tem secura até no nome) tem ancas largas. Ancas largas??? Onde? Aquilo é mais reto do que uma vara... sem contar no sotaque né? De caipira burra a intelectual paulista/carioca foi um pulo... o que uma vida de prostituta não faz com uma garota hein? Ai se a moda pega...

- a Rosana/Diva [é a mesma coisa né?] Não sei se entendi bem, mas ela era uma hiponga legal, tanto que é amada e idolatrada por um homem até hoje. De repente ela vira A traficante de armas fudida. Deve tá até metida com a máfia japonesa, já que vive na Liberdade usando um nome de homem, Kato, sei lá. Não entendi mais nada. Se ela era toda fudidona, como é que ficou presa tanto tempo? E ela tinha uma cara de sonsa... hippie-traficante-japo-colombiana, essa é ótima...

- o Zé Bob, eu já falei dele aqui antes. Não me conformo como um cara tão feio, tão sem sal, tão sem nada pode ser o galã de uma novela. E como se não bastasse, ele comeu a Christine Fernandes, a Patrícia Pillar, a Thaís Araújo e a Cláudia Raia... fala sério... tentaram ajudar o rapaz cortando aquele cabelo ridículo, mas não rola né?

- o que seria o tudo-de-bom Malvino Salvador pegando aquela fubanguinha da Greice? Só em novela mesmo...

- a criatura filha do Jackson Antunes tá grávida e esse é o mais novo mistério da novela. O mistério pra mim é saber quem teve a coragem... eu hein...

Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que o autor tá perdidinho. Eu só vejo de vez em quando por curiosidade de saber como é que ele vai solucionar essa zona que ele tá criando. É, fui fútil demais por hoje.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

amor é bossa nova, sexo é carnaval













É difícil organizar as idéias depois de ler A Cama na Varanda. O livro é uma releitura do antigo de mesmo nome da psicóloga Regina Navarro Lins. O livro traz um apanhado dos épicos e lendários mitos de amor, além de tentar explicar seu papel na sociedade desde que gente é gente. Acompanhando sempre da evolução [ou revolução, como queiram] sexual.
Depois, o que ela faz é juntar diversos relatos de amigos e pacientes seus pra tentar ilustrar os tipos de relacionamentos que conhecemos. Além de abordar novos tipos de comportamento e/ou tendências amorosas, como o homossexualismo, o ménage a trois, o voyeurismo, os cyber relacionamentos e o poliamor. Confesso que de todas as apresentadas, poliamor é a mais interessante. Só pra dar uma prévia, poliamor seria a possibilidade de se amar várias pessoas ao mesmo tempo, já que o amor é um sentimento infinito. Quanto mais se dá, mais se deveria ter [pelo menos na teoria].
Enfim, o poliamor precisa ser lido e entendido por pessoas que [nem que seja na teoria] tenham uma cabeça mais aberta e não defendam aquela bandeira do isso é meu e ninguém tasca. Ninguém é de ninguém nessa vida. Pelo menos eu penso assim, muito embora também tenha certas crises de ciumeira vez em quando.
De qualquer forma, terminei o livro um pouco mais leve porque percebi que sou uma pessoa sem preconceitos nem tabus no que se refere a amor e sexo. E também feliz por estar no caminho dos relacionamentos que são saudáveis e têm de tudo pra dar certo.
O que eu tenho realmente é mágico: respeito, confiança, companheirismo e acima de tudo, amor. É muito gratificante reconhecer um amor assim, tão positivo em relatos de pessoas que viveram isso e afirmam [comprovando] que esse é o caminho. Aquele amor que prende, que poda, que restringe, que mente, que engana, esse tipo de amor é doentio e como toda doença, acaba por exterminar a pessoa. A menos que essa pessoa se cure a tempo, eu nunca conheci nenhum caso.
Pra ilustrar um pouco do que tento dizer aqui sobre o amor [o meu amor, ao menos] vai uma canção de Gilberto Gil, O seu amor:

O seu amor
ame-o e deixe-o livre para amar
O seu amor
ame-o e deixe-o ir aonde quiser
O seu amor
ame-o e deixe-o brincar
ame-o e deixe-o correr
ame-o e deixe-o cansar
ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
ame-o e deixe-o ser o que ele é

Na música de Gil, é ressaltada a idéia de que o verdadeiro ato de amor é o que garante a quem amamos a liberdade de amar, além e apesar de nós e de nosso amor.
De qualquer maneira, recomendo A Cama na Varanda pra aqueles que quiserem arejar as idéias e rever seus velhos conceitos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

coisinhas que incomodam


- com quem você tava falando no telefone?
- com a minha ex- namorada
- falando o quê?
- é aniversário dela...

Puxa, eu queria ter o espírito mais evoluído ou ser mais nobre de atitude. Eu queria ser imparcial e pensar qual o problema nisso? Eu queria nem pensar em nada, na verdade. Queria que a sinceridade não fosse tão escancarada e ao mesmo tempo sentir-me menos idiota pela naturalidade com a qual as respostas vieram. Sei que não há o que esconder, o que temer ou o que não gostar. Mas eu simplesmente não gosto. E ponto.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

paulhaço maluf












Apesar de ter nojo de políticos, gosto de política em geral. Não resisti e acabei vendo a entrevista do Paulo Maluf ao UOL na semana passada. Eu juro que não consigo entender como ainda exista tanta gente que acredita nas merdas que ele fala. E pior, que ainda vote nele.  Transcrevi as melhores (ou seriam as piores????) partes. Divirtam-se!

O senhor teme que, entre o eleitorado,  a corrupção seja associada à candidatura do senhor?
Se for associada, o eleito sou eu. (??????? – ainda bem que não sou eu, né?)  Porque eu posso dizer de boca (não seria bolso?) cheia o mai (mai??? faltou um S aqui) correto, o mais decente homem público deste estado de São Paulo é Paulo Maluf. Blá blá... eu não preciso de dinheiro. (ah, não?????) Eu diria que a sua pergunta é parcial (???onde está a parcialidade da pergunta???)Blá blá blá... eu estive preso, mas o Supremo Tribunal me liberou e eu estou aqui solto dando uma entrevista pra você, essa é a democracia. (não seria justiça??? ainda que cega... mas que eu saiba, democracia não libera ninguém da cadeia).
Depois desconversa e começa a falar que se não fosse ele e suas obras, o debate não seria possível.  Aí pra explicar o quão parcial (????) a pergunta do jornalista foi, ele diz: seria justo você, como jornalista, ser imparcial e dizer que não se anda 1km nesta cidade sem as obras de Paulo Maluf (????? será? eu ando normalmente... e você?)
Aliás, você lembra da pergunta lá em cima? Pois é. Isso ele não respondeu.

Curiosidade: ele pede pro jornalista votar 11 nas eleições e o mesmo diz que não vota aqui e sim em Monte Mor. E o ilustríssimo Sr. Obras disse que conhece muito bem Monte Mor porque foi ele que fez a estrada Capivari e duplicou a estrada de Monte Mor até Campinas e na mesma hora o jornalista desmente: mas ela não é duplicada até Campinas até hoje, só vai até Hortolândia. E a resposta foi: ah, é porque não elegeram Paulo Maluf governador (ele fala em 3ª pessoa, por quê?????) Eu fiz mais de 20.000km de estradas e ninguém sabe bem o que é isso (será que fugimos da escola???) – é mais de meia volta ao mundo  de estradas asfaltadas dentro desse Estado. (uau, será que ele deu mais de meia volta ao redor do mundo? O cara é fera mesmo)

Não vou falar mal de ninguém nessa campanha, como nunca falei”. – diz isso logo após dizer que a Soninha deveria aparecer com campanhas e propostas e não falando mal dos outros. (tadinho, deve ser a idade, ele tá meio confuso)

Aproveita e fala um pouquinho do que o senhor tem feito nesses últimos 2 anos como deputado federal.
Eu vou pedir pro fulano te mandar um livro, que deve ter umas 150 páginas de diversos projetos e blá blá blá blá, faço parte disso, faço parte daquilo, sou isso, sou aquilo, sou membro disso – eu sou um dos mais presentes deputados federais de Brasília. (ah, tá que bom né, acho que é pra isso que ele ganha. Mas, o que é que ele tem feito mesmo????)

Pergunta do internauta:
O senhor apoiou o Celso Pitta à prefeitura de SP e disse que se ele não fosse um bom prefeito era pra nunca mais votar no senhor. Primeiro: o senhor acha que ele foi um bom prefeito? Segundo: o senhor não vai honrar sua palavra não se candidatando mais?
Aqui só cabe a melhor resposta: Eu indiquei um negro (???? oi, qual o problema???)  e carioca (oi??? outro problema aqui????)

O PAS vai solucionar o problema da falta de médico?
A falta de médico não falta (????? ixi, tá esclerosado)

O Alckimin mentiu. (ops! Ele não ia falar mal de ninguém) Desculpe, quer dizer, o Alckimin foi mal informado”. (ah, ele lembrou, que bom)

O senhor ainda quer ser Presidente da República?
Não dá mais, o tempo passou. (ufa!)


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

de volta à realidade


Acho que muitos perceberam, outros não, mas durante o mês de agosto eu escrevi apenas sobre memórias. Lembranças de minha infância ou qualquer uma outra que merecesse ser lembrada. Fugi um pouco da nossa realidade tão nua e tão crua.
Foi delicioso escrever sobre tanta coisa bacana e poder viajar no tempo com vocês. Acho que consegui despertar um pouco dessa nostalgia em cada um que por aqui passou. Pelo menos foi o que percebi ao ler os comentários.
De qualquer forma, despeço-me aqui desse mês que teve gostinho especial. E setembro está aí pra que eu possa retornar aos meus 20 e tantos anos.
Ruim? Nem tanto...