sexta-feira, 31 de outubro de 2008

tchau, tchau outubro


Lá vamos nós virar mais uma folhinha do calendário. Eu não sei se torço pros dias passarem mais devagar ou se corro junto com eles. Nada como um mês novinho pra renovar nossas energias, nossas fés e esperanças de que o melhor está por vir e que podemos mudar nossas vidas. Quem sabe, não é mesmo? Eu prefiro sempre acreditar que sim.
A 32ª Mostra Internacional de Cinema acaba hoje e eu esqueci completamente. Queria tanto ter me programado pra assistir dois filmes em particular: A Festa da Menina Morta e Che.
Aliás, hoje tem sessão extra do Che, mas como o filme tem duração de quase 5 horas, duvido que o Ri queira me acompanhar nessa empreitada. E se eu não tivesse tantos compromissos hoje, até que iria sozinha.
Amanhã tem o casamento da minha cunhada, do qual seremos padrinhos. Então, a preparação já começa hoje, já que sábado promete passar num piscar de olhos. Amanhã também tem o casamento de uma amiga, lá na praia e infelizmente não vamos conseguir ir. Mas, ficam meus pensamentos positivos de que tudo ocorra bem e faça um dia lindo. Se não lá fora, que seja dentro dos noivos [que é o que realmente importa].
E que venha novembro, o doce novembro como diz o nome de um filme bom. Novembro promete ser um mês bastante especial [mas não menos corrido] pra mim. Mas, isso é assunto pra outro post.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

i´m a lucky girl


A primeira vez que ganhei alguma coisa [que eu me lembre] foi quando ainda era criança, num natal desses. Lembro que havia pedido uma boneca de presente. E a boneca tinha um lance surpresa, era um bebê e não tinha como saber o sexo, pra descobrir só dissolvendo a fralda na água e lendo o certificado que poderia ser menino, menina ou gêmeos. Daí, no caso de gêmeos a Estrela mandava outra boneca pra sua casa. Minha mãe mandou eu escolher a caixa que eu queria e adivinha só no que deu? Dias depois, lá estava eu recebendo minha segunda boneca.
E foi aí que tudo começou. Sempre que tinha um sorteio de alguma coisa, eu acabava levando. Parecia até brincadeira, mas sempre me sorteavam pra alguma coisa. Na maioria das vezes era tudo tranqueira, pirulito, anel de plástico, docinhos, camisetinha, boné e coisas do gênero. Mas eu gostava daquilo porque mamis dizia que eu carregava sorte comigo.
Eu meio que acreditei nisso tudo e até hoje quando tem um sorteio, me concentro e faço um pedido. Quase sempre funciona e eu prefiro acreditar que eu devo mesmo ter alguma sorte. Há um tempinho atrás, numa festa de confraternização iriam sortear um iPod. Era a maior das novidades pra época e quase ninguém sabia nem o que era. Quem ganhou? Eu, é claro.
Dia desses aqui na agência decidiram sortear um ingresso pro VMB, quem levou? Eu! Meu chefe ganhou uns ingressos pra Fórmula 1 desse final de semana, eu nem gosto, mas queria muito ganhar pra poder dar pro Ri, que é louco por isso. E aí fiz o tal do pedido e fui sorteada.
Não sei se aquele ditado da sorte no amor e azar no jogo tem alguma validade, mas depois que encontrei um amor de verdade, nunca mais minha sorte foi a mesma. Mesmo continuando a ganhar, como vocês podem ver, a sorte está fraquinha, fraquinha. Digo isso porque sortearam uma tv de plasma, uma moto e um carro e 3 pessoas que trabalham comigo ganharam esses prêmios, eu nem sequer fui chamada.
Outro dia, numa festa sortearam vários prêmios e uma amiga conseguiu ser sorteada duas vezes (com o nº dela e com o do namorado). Levou um dvd e um telefone sem fio. Outro amigo ganhou uma mega tv, outro uma viagem pra Argentina.
Ai gente, queria minha sorte um pouco maior. Ou será que realmente quando se tem sorte no amor, o jogo acaba azedando?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

drive me away















Comprei nosso carro!
Abri um sorriso quando recebi essa mensagem no meu celular ontem. A sensação de que estamos conquistando nossas coisinhas, com nosso sacrifício é muito gostosa. E a importância desse carro, pra mim, é muito maior do que qualquer outra coisa neste momento. Com certeza agora já poderei ficar mais aliviada e sossegada, sem as neuras que a moto me causava.
Agora precisamos vender a moto pra repor o dinheiro que usamos no carro. Enfim, a vida não é mole não. Mas, de qualquer forma, fico muito feliz com essa nossa nova conquista.
Agora preciso deixar meus medos pra lá e dirigir de uma vez por todas. Na verdade eu já sei dirigir, mas não gosto. Evito sempre que posso e tô sempre passando a bola pra alguém. Eu tenho medo, aliás, morro de medo. Sei que é besteira, mas vejo tanta coisa errada que isso acaba me bloqueando. Mas, sei que isso vai ser passageiro e se depender do Ri, logo logo eu vou estar como uma verdadeira pilota, aliás ele tem a maior das paciências comigo.
E não pensem que eu sou bração porque eu não sou não. Eu sei dirigir e tal, só preciso parar de ser tão neurótica com medo do que possa acontecer. É que já tive um pequeno acidente de carro [não como motorista] e acho que isso tem sua parcela de culpa.
Mas, nada como o tempo e a prática [e a paciência do Ri]. Só sei que estou muito, mas muito feliz mesmo. E olha que o carro nem é novo, mas não vejo a hora de dar uma voltinha com ele.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

crise?


Confesso que não entendo nada de nada da crise que está batendo em nossas portas, mas estou com um certo medo. Aliás, sempre tenho medo do desconhecido. E eu não entendo, juro, até tento, vejo o jornal, escuto a notícia, leio, mas não entendo nada. Aliás, economia nunca foi a matéria mais fácil da faculdade e eu sempre tava indo mal.
Mas, sabe, estou com medo. Porque tenho uma graninha no banco que venho juntando com o maior sacrifício pra pagar as despesas com o ap e com o casório e morro de medo de um dia acordar e ler nas principais manchetes: bancos congelam seus fundos de investimento ou coisa parecida.
Não me lembro direito porque ainda era muito pequena na época, mas o tal do Plano Collor ferrou com muita gente, minha mãe mesmo vive falando do dinheiro que perdeu. Fiquei sabendo de gente que enlouqueceu, outros que se mataram mesmo e isso me causa náuseas.
Não que eu vá chegar a esse extremo, mas mexer no meu bolso, no meu dinheirinho tão suado com certeza vai me deixar louca. Entendendo ou não, fico acompanhando as notícias e torcendo pra essa crise acabar de vez. Porque se ela continuar batendo assim, vão acabar abrindo a porta.

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Parênteses para dizer que no último dia 24, minha cachorrinha Luna completou 6 aninhos, o que significa que na idade dos cachorros já esteja com 42. Ela é a cachorra que ficou comigo por mais tempo, é companheira, faz muitas traquinagens, continua fazendo coisa errada, mas habilidosamente consegue tirar qualquer rancor da minha cara. Tá sempre me roubando um sorriso e dá um jeito de se enfiar atrás de mim no sofá. Ela é a coisa mais fofa do mundo e eu espero que ainda fique por muito tempo ao meu lado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

final de semana 220v


Final de semana mais do que agitado. Sábado foi dia do Ri procurar por um carro [graças a deus] e dia de espanhol pra mim. Depois ainda corremos atrás de uma camisa e um sapato pro casamento da semana que vem.
O meu time está de volta à Série A do Brasileiro e eu estou radiante, além é claro de ter ficado muito emocionada com o jogo (mas isso é assunto para outro post). Nasceu o sobrinho do Ri [que por tabela também é um pouco meu]. Rafinha, seja bem-vindo a esse mundão louco de meu deus.
Domingo: eleições, mas pra compensar o sol resolveu colaborar e marcou 39° graus lá no Wet´n Wild. Já deu pra tirar aquela cor amarela de escritório pra poder realçar o azul do meu vestido pro casório da cunhada.
Resultado de tudo isso é que estou mega cansada, mas com sorrido de orelha a orelha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

porque o que eu sinto é amor


















Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
madeleine peyroux 

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

será que toda novela tem seu final feliz?


Contrariando toda a lógica do mundo, mas não se tornando uma pessoa melhor [a meu ver], o “cara” resolveu realmente largar a mulher [mesmo grávida]. Não acredito que seja por causa da minha amiga, mas sim porque sua mulher, ao descobrir tudo, pediu pra ele sair.
Como deve restar um pouco de amor prórpio ao sujeito, o mesmo decidiu sair de casa [mas vejam, dessa vez ele não tinha escolha, não foi por livre espontânea vontade].
Devido a tudo isso, minha amiga acha mesmo que ele saiu por causa dela e continuou o caso que vinha de longe. Seus pais proibiram o relacionamento, ameaçando-na de não poder mais entrar em casa [por que os pais acham que podem resolver as coisas dessa forma?]. Bom, agindo assim, o que eles conseguiram foi apenas aumentar a vontade de minha amiga em ficar com o mala.
Dessa forma, na próxima semana, minha amiga vira adulta. Traduzindo: ela alugou uma casa e está de mudança marcada. Até aí normal, se não fosse o detalhe de que ela não sabe se virar sozinha. Lógico que ela não é incapaz, não é isso, mas essa é uma rotina a qual ela não tem nenhuma afinidade ou noção. Ela não sabe cozinhar, passar, lavar, administrar uma casa, não tem noção de supermercado, nada. Ela sempre teve tudo na mão e gostava de tudo isso [e quem não gostaria?].
Mas, a escolha é dela. Só continuo achando que não vale a pena, por nada e muito menos por esse cara. Claro que, pra mim, os problemas estão apenas começando já que o mala vai ter um filho com a ex traída. Então, sei que muita coisa vai rolar.
Mas tudo bem. Não foi por falta de falar, mas como percebi que minha amiga não quer ouvir e nem enxergar, parei. Agora só ouço e ofereço ajuda. É um tanto complicado porque eu não consigo gostar desse cara e agora vou ter que o engolir como namorado[?] da minha melhor amiga.

in high seas or in low seas, I'm gonna be your friend
you know that I'm gonna be your friend
and is a high tide or a low tide, I'll be by your side
jack johnson – “for you and me”

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

boss bottled












Eu ia falar dos chefes sem noção que eu já tive na vida [e que inclusive já postei aqui sobre alguns deles], mas meio que desisti. Não sem antes relembrar alguns aqui, como o neurótico-grosso do Dr. Pimpolho, a tapada da Pôia (mais um apelido carinhoso) que entre outras coisas um dia soltou a seguinte pérola: o médico disse que meu filho tá com muitos molúsculos... (é, faça como fiz na época e não tente entender o que será que o moleque tinha), a nordestina que sabia de tudo e falava tudo errado, a louca que me rogou pragas quando saí da agência, enfim, de tudo um pouco.
Enfim, essas pessoas me faziam rir porque eu sempre tento rir da desgraça, já que lamentar não vai adiantar mesmo. Só que essas pessoas eram do mal, se é que me entendem. Todas em suas devidas proporções, umas mais, outras mais ainda. Daí que eu ia falar sobre eles, suas manias que me irritam, o que já me fizeram passar, mas aí chega meu chefe e me diz algo completamente inesperado e surpreendente.
Já falei dele aqui e contrariando todas as regras e exceções ele é o melhor chefe que alguém pode ter. Já falei, mas não me canso. O cara é parceiro, tá sempre me ajudando, não tem medo de dizer não sei, pede ajuda, me ensina, a gente conversa sobre t-u-d-o, ele tem um restaurante super maneiro, tem bom gosto, é mega estiloso e é gay. Sim, perfeito, não?

- então, vou mudar pra uma casa onde tem um espaço bem bacana pra eu voltar a pintar...
- que legal...
- é, vou pintar um quadro pra você, pro seu casamento

Não preciso nem comentar que ele se torna cada dia mais especial né? Nunca vou me esquecer a primeira vez que o vi [lá na outra agência]. Ele estava numa roda com nada mais nada menos que Marcos Quintela, Walter Longo e Roberto Justus e usava um terno preto com all-star branco. Estilo é tudo!
Acho que não preciso dizer mais nada, certo?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

´cause i love you just the way you look tonight



















Quando vejo uma paisagem bonita, lembro de você.
Quando ouço os pássaros brincando numa manhã de primavera, lembro de você.
Quando vejo a bondade nos olhos de alguém, lembro de você.
Quando leio um bom livro, lembro de você.
Quando sinto a chuva, lembro de você.
Quando o mundo gira devagar, lembro de você.
Quando ouço um som de Sinatra, imagino nosso futuro bom. Numa casinha aconchegante, nós dois de pijama, embalados ao som de uma canção tão feliz aos meus ouvidos. Você me abraçando de um jeito tão único e peculiar e então me lembro do porque de ter te escolhido pra repartir comigo momentos como esses.

*A semana é complicada pra falar de amor, mas eu que vivo um tão bom e tão bonito, não posso deixar de falar das coisas do meu coração.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

o mundo está ao contrário e ninguém reparou


Enquanto as estações se tornam mera ilusão, filhos matam os pais, pais matam seus filhos e ex-namorados matam suas amadas. Taí uma coisa que eu não entendo. Esse amor doentio capaz de matar, acabar com a vida de alguém.
Já paramos este ano pra acompanhar o drama da garotinha assassinada pelo pai e agora paramos de novo pra assistir a morte de uma adolescente pelas mãos de um ex-namorado. Então, onde vamos parar? Eu não quero julgar ninguém, mas começar um relacionamento aos 12 anos me parece precoce demais. Aos 12 eu brincava de boneca e hoje a meninada anda fazendo coisas que prefiro nem comentar.
A vida já passa tão depressa, a juventude, a adolescência passa voando que me pergunto se vale a pena querer ser mulher assim tão cedo. Não que isso justifique os meios, nem todo relacionamento precoce precisa terminar assim, mas o que essa menina viveu? Ou melhor, o que ela perdeu?
Fiquei muito triste com o desfecho da história, querendo que um milagre acontecesse e que a garota tivesse mais uma chance. Mas, na vida real as coisas são bem mais cruas do que esperamos. Só me pergunto se a justiça será feita, porque como já conhecemos nosso brasilzão, sabemos que a probabilidade de que o monstro fique enjaulado pra sempre [ou por muito, muito tempo] é quase impossível.
Acho que as pessoas estão perdendo o bom senso, o respeito. Não sabem mais o verdadeiro princípio do amor. Aliás, não sabem amar. Claro que cada um ama a sua maneira, mas querer matar quem se ama é um tanto contraditório demais pra mim.
Espero que um dia o mundo possa entrar nos eixos, porque se continuar assim dá medo até de sair de casa.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

depois da chuva, pote de ouro no fim do arco-íris


Sobre aquele negócio das janelas que se abrem depois que algumas portas se fecham, sim, é real. Depois de uma longa espera, minha mãe conseguiu um emprego na sua área que parece ser bem legal e já começa na semana que vem. E ao mesmo tempo, seu processo de aposentadoria saiu e ela está oficialmente aposentada.
Nada poderia ser melhor. Na verdade, dá um certo medo tanta coisa boa acontecendo. Eu sempre tenho mania de desconfiar e achar que não pode ser. Aquela história de desconfiar quando a esmola é demais? Então, tô nesse processo.
De qualquer maneira, é muito bom que tanta coisa positiva tenha vindo de uma só vez e tenho a certeza de que minha mãe merece, mas é que é tão surreal, que dá medo.
Continuo sem entender a palhaçada que aconteceu tempos atrás, mas a alegria de tanta coisa boa já está me fazendo esquecer. Só espero que essa sensação não nos seja tirada tão repentinamente quanto veio.
E sim, eu sempre acreditei que o melhor estava por vir. Afinal, dizem que tudo dá certo no final, certo?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

o que me aguarda













Praia no domingo, com direito a pé na areia, corpo da cor do pecado e Ri pra me fazer a melhor das companhias.
Casamento da cunhada daqui a duas semanas, vestido novo lindo-lindo com sandália chiquétérrima de strass.
Férias depois de 3 anos sem, a partir do próximo dia 10 e volto só em dezembro.
Voltando das férias, vamos pra Angra com o pessoal da agência, nossa viagem de confraternização.
Depois é só separar um vestidinho branco, uma flor pro cabelo e cantar adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

olha só a dor de cabeça









Eu estou sempre admirando a capacidade do ser humano de se superar. E isso no bom e no mau sentido. Digo isso porque as pessoas sempre querem levar vantagens, sempre querem ser as mais espertas e se esquecem de pensar no próximo como a si mesmo.
Digo isso porque a pessoa que derrubou meu namorado semana passada, assumiu na hora que errou. Pediu até desculpas por não tê-lo visto. E isso acontece, uma distração, falta de atenção, sei lá. Ninguém está salvo disso, nem eu, nem ela e nem você. Assumir o erro é um gesto – no mínimo – nobre.
A pessoa não tinha seguro, mas meu namorado estava disposto a fazer um acordo com ela, já que ele (precavido e prudente) tem seguro. Acontece que a pessoa deve namorar com um ogro do tempo das cavernas (se é que existiam ogros nessa época) e o cara ligou pro Ri falando que talvez o processe pelo prejuízo que ele causou à sua amada. E que não faria acordo nenhum e que se Ri ligasse novamente pra ele ou pra sua amada, iriam processá-lo por danos morais.
E aí eu me pergunto: onde está a capacidade do ser humano de simplesmente assumir a responsabilidade do seu erro? Custe o que custar, eu penso que minhas responsabilidades e, acima de tudo, minha consciência vêm em primeiro lugar. No mínimo essa pessoa é uma retardada que não consegue ao menos resolver seus problemas e precisa do troglodita pra fazê-lo por ela. Eu na verdade não sei nem quem é mais ridículo.
Ri fez um boletim de ocorrência sobre o acidente, mas não declarou vítima porque não havia necessidade, apesar do joelho ferrado. A pessoa também fez, mas incluiu 2 testemunhas que eu não sei de onde ela tirou, já que a tapada estava sozinha.
Obviamente Ri já está arrumando a moto sem a ajuda da topeira e do ogro, mas nós vamos entrar na justiça contra essas pessoas. Não pelo dinheiro, mas pra encher o saco, aporrinhar e tentar fazer com que o verdadeiro culpado pague pelo que fez. Isso tudo seria desnecessário se essas pessoas tivessem um pingo de educação e solidariedade. Responsabilidade pelos seus atos então, nem se fale.
Essas coisas me tiram do sério e eu queria ser mais nobre de espírito pra não desejar o mal, mas não consigo. Eu espero que o conserto do carro dessa vaca fique muito mais caro do que a franquia do seguro do Ri e espero que se essa idiota continuar tão distraída, que da próxima vez enfie o carro num caminhão e que o caminhoneiro dê uns tapas na cara dela (e que de preferência o ogro esteja junto pra poder ficar só olhando com medo de apanhar também).
Mas eu não desejo nada de grave não. Só desejo aquela coisa que dizem ser o justo: aqui se faz, aqui se paga. Então eu desejo do fundo do meu coração que um dia essas pessoas estejam do outro lado e sofram com tamanha grosseria e falta de respeito, assim como estão fazendo hoje.
Eu não sou má, eu sou justa. E não tenho síndrome de santa, por isso, não me peçam pra relevar porque eu não consigo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

medo












Estão montando as árvores de natal nos shoppings.
Se me lembro bem, ainda ontem era carnaval.
Pra onde estamos indo?
Que dia é hoje?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

o susto com meu menino


Ri decidiu trocar o carro por uma moto no começo do ano passado porque decidiu voltar a estudar. Como ele mora aqui em Sampa, trabalhava em Jundiaí e a pós era em São Bernardo, de carro ficaria mesmo impossível. Mas os planos eram vender a moto assim que a pós acabasse.
Acontece que nesse meio tempo Ri trocou de emprego e nós acabamos comprando nosso ap. E os gastos com o ap e com a festa de casamento que resolvemos dar, acabaram ficando com a maior parte do nosso orçamento, fato que torna meio que impossível trocar a moto por um carro no momento.
E aí que todo dia é a mesma coisa, eu sempre agoniada quando Ri se atrasa 5 minutos pra qualquer coisa. Lá fico eu rezando pra que não seja nada, que tenha sido um farol fechado ou qualquer outra coisa, já que o trânsito teoricamente não atrapalha em nada.
É claro que confio na direção responsável do Ri, ele não é um motoqueiro daqueles que sai chutando e xingando todo mundo. Nem fazendo grandes manobras radicais, nem cortando ninguém. Ele é bem atencioso e cuidadoso no trânsito, mas eu tenho medo mesmo é dos outros.
E na sexta-feira [aquela que tinha nascido bem linda pela manhã] recebo o telefonema que mais temia na vida:
- oi, caí da moto, mas tá tudo bem...
Na hora meu coração parou [ou acelerou, não sei bem]. Tive uma sensação horrível dentro de mim, um filme passou pela minha cabeça e eu não conseguia nem organizar bem as idéias pra saber exatamente o que tinha acontecido. Ele só me dizia pra ficar calma, que tava tudo bem.
Saí mais cedo do serviço e fui pra casa dele correndo. Ele já havia sido medicado e realmente estava tudo bem. Ele só ralou [bastante] o joelho, mas não aconteceu nada de mais grave. Uma sem noção foi ultrapassar o ônibus parado e acabou o derrubando.
Graças a Deus nada grave aconteceu. Mas é meio esquisito ver toda aquela roupa rasgada, a moto arranhada e o joelho dele todo estourado. Dói como se fosse em mim. Acho que pior do que essa ligação, só se outra pessoa tivesse me ligado. Ouvir a voz dele dizendo que estava tudo bem, por pior que fosse, foi reconfortante. Ao menos não me restava nenhuma dúvida de que ele estava bem o suficiente para me telefonar.
Muitas coisas passaram pela minha cabeça e essa sensação foi horrível. Já combinamos que assim que possível [o mais rápido que for] vamos tentar comprar um carro. Tento não ficar pensando muito nessas coisas porque dizem que os pensamentos atraem as ações. Então vou tentar pensar em coisas positivas, ou simplesmente não pensar em nada.
Só sei que vou rezar com mais fé ainda pra que Deus proteja os motoristas porque definitivamente não tem mais condições de dirigir nesse trânsito de São Paulo e só Deus mesmo pra nos salvar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

here comes the sun


Embora a gente não saiba por quanto tempo será e nem se vai ser suficiente pra acabar com esse frio, é muito bom ver o céu anil e o sol brilhando em plena sexta-feira.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

meu destino é ser star?


Dia desses, Fernando Meirelles e Rodrigo Santoro estiveram aqui na agência. Coisa até que muito normal, embora a única outra pessoa famosa que esteve aqui antes foi o Wagner Moura. Até aí tudo bem, pensamos que se tratava de uma nova campanha de algum cliente.
Fim do mistério, saiu até na Vejinha dessa semana. Santoro gravou algumas cenas aqui na agência pra nova minissérie da Globo de 2009, com nome provisório de Som & Fúria. Na trama ele vai interpretar um publicitário picareta [qualquer semelhança é mera coincidência]. E tudo isso sob direção de Meirelles.
Então agora tá explicado. Bem que eu achei estranho quando passaram email proibindo a galera de vir no final de semana porque iriam gravar alguma coisa. Ah se eu soubesse...
Sim, Rodrigo Santoro é muito lindo pessoalmente. E sim, sou muito chique, afinal, vou estar na Globo [quem dera]. Mentira, só a agência mesmo é que vai estar. O que já é bem bacana.
Quando eu trabalhava na Y&R, foram fazer uma gravação do Aprendiz lá, mas eu também não apareci nas cenas. Mas conviver nesse meio de gente “estrelinha” [que se acha demais] até que é legal. Embora não tenha comparação entre Roberto Justus e Rodrigo Santoro [eu fico com a 2ª opção, obrigada].

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

esses dias



















Alguém me explica por que em plena primavera não pára de chover? E de onde vem esse frio todo?
Dias cinzas... como eu não gosto dessa monocromia nos dias.
Por enquanto vou sonhando com o que está por vir, vou fazendo planos, querendo trocar os pés pelas mãos.
Lendo um livro novo que me dei de presente.
Abandonando a academia e comendo cada vez mais.
Tentando [e não conseguindo] dormir cedo.
Esperando pelo sol.
Planejando a otimização do tempo [sem sucesso].
Trabalhando demais.
Assistindo Barrados à noite e lembrando da época do colégio.
Preocupando-me constantemente com uma amiga.
Consumindo mais do que posso.
Gastando mais do que devo.
E assim vou indo por esses dias.

“E nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos.” – Legião Urbana

terça-feira, 7 de outubro de 2008

tudo que vai


Ontem, enquanto guardava as roupas passadas, me dei conta do tanto de tranqueira que tenho guardada. Aproveitando que cheguei cedo em casa, arrumei as gavetas, troquei algumas roupas de lugar, dobrei coisas que estavam jogadas. Acabei achando várias roupas que eu nem lembrava e quanto mais eu mexia nas coisas, mais tranqueira encontrava.
Fiquei pensando no que vou fazer com tanta coisa quando tiver que me mudar. O ap fica pronto em março e não dá pra levar todos aqueles bichinhos de pelúcia, as mil caixinhas coloridas cheia de bugigangas, os enfeites, meus gnomos e minhas bruxinhas. Definitivamente terei que dar um fim a muitas coisas. E eu detesto me desfazer das coisas. Não de todas, mas daquelas, sabe?
Por exemplo, já tentei por mais de mil vezes jogar fora minha pasta de papéis de carta. Mas aí eu penso poxa, me custou tanto pra conseguir esse aqui... e esse? Nossa, esse aquela menina não queria trocar por nada, mas eu consegui. Pensando assim, fica difícil mesmo.
Tenho alguns bichinhos que minha mãe me deu e os tenho há anos. Já dei alguns, já joguei fora outros, mas não consigo me desfazer daqueles que tenho um carinho especial. Já separei na minha cabeça os que vão com certeza; o Bart, o Chaves, o soldadinho londrino que ganhei de uma querida e o Pinguim que ganhei de amore. Mas e a ovelinha que ganhei de mamis? E o Timão [do rei leão?]
Ai, não gosto nem de pensar. Não sou tão apegada assim às coisas, mas me dá um nó no peito não saber o destino dessas criaturinhas. Não por nada, mas é que eles estão comigo há tanto tempo... é, mas a menina aqui cresceu e no novo apartamento não há espaço para tudo, preciso aceitar as mudanças.
Tô vendo que na hora de arrumar as coisas vai ser um chororô danado.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

a cereja do bolo


Encontrei alguns queridos na Doceria Brigadeiro para comemorar meu aniversário oficialmente. Meus amigos se surpreenderam com o lugar que escolhi para tal, afinal, acho que ninguém nunca comemora nada em uma doceria.
Mas, conforme vamos ficando mais “velhos”, acho que a tendência é escolher lugares mais tranqüilos e se podemos aliar bom-gosto à qualidade, por que não? Acompanhada das melhores companhias que se pode ter num domingo à tarde, pós eleição e com uma vitrine de encher os olhos e molhar a boca, pudemos festejar os meus 26.
A doceria é um charme e eu recomendo a quem puder conhecer. É um verdadeiro achado. Recomendo o bolo de mousse de chocolate com maracujá e o brigadeiro com morango. E o que mais vocês conseguirem agüentar comer.
Fechada a doceria, amore e eu fomos direto pro Memorial da América Latina para ver o show do Teatro Mágico. Nossa segunda experiência com mais esse achado. O show foi totalmente diferente do anterior, para o lançamento do 2º Ato. Anitelli mesclou músicas do Entrada Para Raros e foi aquela festa. Com todas as músicas de cor e gritadas do fundo da alma, Ri e eu parecíamos duas crianças felizes.
E nos divertimos cantando e dançando como nunca. A plenos pulmões cantávamos só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você... e em meio a abraços e beijos, vezenquando pulávamos e levantávamos as mãos pro céu.
Definitivamente qualquer coisa se torna especial quando se tem a pessoa certa ao lado.  

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

sobre ontem


Comecei o aniversário bem. Amore não estava em sampa, mas foi o 1º a me ligar pra dar os parabéns. Depois foi a vez de mamis me dar aquele abraço pela manhã. Cheguei na agência e num sorteio que a diretora bolou acabei ganhando um ingresso pra premiação e pra festa do VMB. Mas, putz, VMB bem no aniversário??? É de f****.
O bom é que eu acabei ficando com a bolsa e a camiseta da Osklen que vinham no kit e que são super descolados e dei o convite prum camarada. Afinal, havia combinado de comemorar meu níver com minhas amigas.
O dia foi cheio de surpresas, parabéns, telefonemas e abraços. Minha mãe veio me buscar no final do dia e me esperava com um ramalhete enorme, com flores de todos os tipos e tamanhos. Um presente mais do que delicado, um presente singelo e cheio de carinho e emoção. Foi a primeira vez que mamis me deu flores e eu achei aquilo lindo. Sei lá, me senti mulher.
À noite, encontrei amore no msn, dei um oi e matei as saudades. Respondi um a um os recadinhos no orkut, eu adoro esses mimos, mesmo que eles não sejam tão verdadeiros assim. Fiquei esperando minhas amigas me ligarem e obviamente “aquela amiga” resolveu sair com “aquele cara”. Fiquei P da vida com ela, mas isso é assunto pra outro post [ou não, talvez nem mereça tanto].
De qualquer maneira, peguei o carro e fui me encontrar com a outra amiga. Fomos pra um barzinho, conversamos um pouco, demos risadas e voltei pra casa. Não foi exatamente o desfecho que eu esperava pra noite, mas ainda assim teve seu encanto.
Comemoração mesmo vai ser no domingo, numa doceria super charmosinha e minha cara. Espero que dessa vez nenhuma amiga dê pra trás. Mas foi isso, no geral, fiquei muito contente porque recebi algumas ligações que eu nem esperava. E é tão bom quando a vida ainda pode nos surpreender né?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

+26













Fazer 26 não é como fazer os 15 ou os 18. Na verdade, fazer 26 é como fazer 25,24,23 [whatever]. Antigamente eu ficava mais ansiosa com a chegada do dois-de-outubro. Hoje, já é meio que indiferente.
Antes eu gostava de festa, brigadeiro e bexiga. Hoje eu prefiro os amigos mais chegados, um abraço e presentes [adoro!]. Mas vale qualquer coisa, um mimo, um bombom, um carinho, nesse ponto eu não sou exigente, só gosto de ser lembrada.
Nesses 26 anos, tenho muito a agradecer. Pelo que sou, pelo que me tornei e pelo que fui. Pelas coisas boas e pelas ruins que me fizeram forte como sou hoje [talvez nem tanto]. Já fiz muitas coisas, já experimentei tantas outras. Me orgulho de feitos meus e de outros tenho um tanto de vergonha.
Gosto dos amigos que fiz e sou feliz por tê-los conservado por tanto tempo. O que me faz feliz hoje não é o que me fazia há tempos atrás. Ora acho que estou mais simplista, mais desligada, desapegada. Ora acho que estou cada vez mais carente.
Não sei muito de mim. A essência talvez tenha mudado um pouco. Não acredito mais em tanta coisa, nem em tanta gente. Perdi pessoas queridas, tenho saudade de outras. Os anos dourados já estão meio enferrujados.
Não que não tenha nada de novo nem nada de bom por vir. Não é isso. É que fazendo um balanço, vejo que os melhores aniversários foram aqueles em que mamãe fazia o brigadeiro, vovó o enrolava no granulado [enquanto eu comia alguns escondidos ] e vovô estendia a lona pra não molhar os convidados.

PS: sim, sou eu na foto! [detalhe: gosto, às vezes, não muda]

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

presentes adiantados


Aconteceu uma coisa muito engraçada ontem e hoje eu estou um pouco na expectativa de algo bom. Difícil avaliar se é algo melhor, mas prefiro deixar nas mãos de deus. Mais uma vez já conversei com ele e pedi pra que permita apenas o melhor pra mim.
Na verdade, estou um pouco na dúvida, mas ainda nada é certeza. Não quero dar muitas explicações ainda, porque eu já estou confusa o suficiente e não quero muito falar sobre. Só queria registrar que foi uma surpresa interessante, mas que ainda há muito o que se pensar [ou não]. Depende daquela vozinha aqui dentro.
No mais, amore não estará aqui no meu aniversário [deve viajar a negócios], então resolveu antecipar o meu presente e eu já posso dizer que amei a surpresa [mais uma]. As duas primeiras temporadas de Barrados no Baile [A-D-O-R-O!]. Mais uma vez amore me dá um pedaço da adolescência de volta [sim, ele já me deu a infância quando me presenteou com Anos Incríveis]. Adoro esses mimos que só ele me proporciona.
No mais, estou ansiosa por várias coisas, dentre elas por meu aniversário [que é amanhã]. Então agora é só aguardar e esperar pelos presentes que a vida me dará.