quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

christmas time


Como não estou com o menor saco pro natal e suas festividades, resolvi falar do ano de 2009, que pra mim foi espetacular. Nesse ano eu vi meu time ser campeão 2 vezes, fui ao estádio ver as partidas mais importantes do Timão, vi Ronaldo dando show em campo, recebi um aumento, reformei meu apartamento, mudei de casa, andei de avião mais do que eu gostaria, conheci Maragogi, Recife, Porto de Galinhas, Curitiba, Praia dos Carneiros, Ilhéus, realizei um desejo antigo, aprendi que não devemos julgar ninguém, aprendi que fofoca não leva ninguém a nada, casei, cresci, me decepcionei, vi uma amiga ficar grávida, fiz novas amizades, comprei um carro, fiquei presa numa enchente, não voltei pra academia, comi demais, sonhei demais, entendi algumas pessoas, me surpreendi, conheci lugares novos na cidade, cozinhei mais, troquei confidências com pessoas que eu nem imaginava, conheci uma liberdade maior, estreitei laços, me despedi de pessoas, antigos desafetos cruzaram meu caminho novamente, me apaixonei pela vida e pelas suas inúmeras possibilidades e surpresas, ganhei muitos presentes, completei 27 anos, comemorei conquistas, bebi, assisti o Flamengo ser campeão e desbancar a porcada e os bambis, pintei a unha com cores berrantes, renovei o guarda-roupa, cortei 2 palmos do cabelo, gastei dinheiro demais, declarei imposto de renda, parei com o inglês, fiz ligações internacionais, fiz reuniões, me irritei, chorei, ri, me magoei, me atrevi a viver intensamente, fui fiel aos meus princípios, menti, aprendi a ouvir mais, aprendi a falar menos, caminhei na beira da praia, chorei de novo, senti saudades, reencontrei pessoas distantes, deixei a Luna na casa de mamis, fiz massagem toda semana, tirei férias, fiquei puta, fiquei zen, aprendi novas receitas culinárias, decorei a casa nova, fiz planos, desfiz planos, busquei ser correta, fracassei, venci, vivi, acho que estou um pouco mais cega, ainda não troquei os óculos, fui a 4 casamentos sem contar o meu, tive ótimas surpresas através dos blogs, tive uma coluna sobre casamento, sai numa revista de noivas, fiz novos planos, tive novos sonhos, amei demais, tive delírios, saí com amigas, apoiei um amigo, não montei árvore de natal, nem pendurei luzinhas coloridas. O ano ainda não acabou e eu não preciso de muito pra ser feliz. Em um segundo tudo pode acontecer, tudo pode mudar.
Olho pra trás e não me arrependo de nada, aprendi a me importar menos com o que vão achar, pensar ou falar de mim. Vivo de acordo com o que acho certo e tenho minha consciência em paz. A vida é curta, é rápida e tudo o que você precisa pra ser feliz é viver. Viver com gana de aproveitar tudo o que puder, porque o tempo passa e não volta nunca mais.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

nesta jornada



- não sabes que triste... hoje pela manhã vi um ratinho morto
- e isso me fez pensar que aqui estamos um pouco, não mais
- e que isso é uma viagem
- mãe disse que o importante é escolher bons companheiros de viagem
- obrigado  


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009














Meu final de semana foi repleto de coisas gostosas. A surpresa começou no sábado com a chegada de uma prima que mora longe, aproveitamos a companhia e fomos para a exposição do Pequeno Príncipe, no Ibirapuera.
Exposição linda, lúdica, mágica. Por mim, ficaria lá o dia inteiro. Pra quem foi, sabe do que estou falando e quem não foi, perdeu, pois ontem foi o último dia. Pude ver os trechos do livro contados de maneira inexplicável, conheci um pouco da extraordinária vida do autor, Saint-Ex, como descobri que era chamado. Deitei no asteróide B 612, bem ao lado da rosa, lá ficamos observando os planetas, a Terra, as estrelas.
Tirei muitas fotos, mas a máquina não resistiu e acabou a bateria antes que eu chegasse na metade da exposição. Encontrei Nath querida, dessas surpresas boas que os encontros nos trazem vezenquando. Almoçamos um crepe bem no estilo parisiense, lá na Oca mesmo. Saímos de lá direto pra um dos meus lugares favoritos na cidade: a doceria Brigadeiro.
Lá não há nada que não seja bom. Fora que tem a maior cara de casa de vó, daqueles lugares que a gente não tem vontade de sair por nada nesse mundo.
À noite, fomos comemorar – atrasados – o aniversário da sogra, num restaurante super charmosinho, o Espaço Tambiú, cuja especialidade é peixes. Comemos um pacu com arroz de alho poró de comer rezando. Lugar que vai entrar na listinha de preferidos, com certeza.
Mais tarde, fomos ver um amigo meu no último dia de sua apresentação no ano no Seleção de Comédia Stand up, no Teatro Folha. Já trabalhei com ele numa agência de propaganda, acompanhei um pouco do comecinho de sua carreira, adorava almoçar com ele porque era garantia de boas risadas, mas ver o Maurício mandar tão bem, não teve preço. Ainda bem que ano que vem eles estão de volta e ta aí um programa que ninguém pode perder.
Domingo, acordamos bem tarde, fiz um almocinho bem apimentado [errei na mão, fazer o que], e no fim da tarde fomos ao teatro Bibi Ferreira ver A Alma Imoral, indicação do chefe [fofo que eu amo!].
A Alma Imoral é um monólogo inspirado num livro escrito por um rabino. É uma peça muito louca, do tipo que faz você sair meio zonzo de tanto que você pensa. E mesmo que muitas das coisas se percam em meio a tantos pensamentos, alguma coisa de lá gruda em você. Além de muitas coisas que me fizeram pensar e pensar, uma das frases que não me sai da cabeça dizia mais ou menos assim: quando alguns dos nossos questionamentos são muito inquietantes, temos que buscar as respostas onde quer que elas estejam. E esse é um conselho que vou levar comigo.









sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

na minha caixa de entrada


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Têm que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.

Não sei de quem é esse texto, mas meu diretor [fofo que eu amo!] mandou essa mensagem por email hoje. Adorei!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

*ricardo*


você me tira o fôlego
você me tira do sério
você me tira a calma
você me tira do eixo
você me tira o sono
você me tira a paz
você me desassossega
você me desconcerta
você me desconecta
você me emputece
você me aborrece
você me enlouquece
você me desconhece
você me surpreende
você me repreende
você me causa arrepio
você me causa delírios
você
que é assim, tão desconhecido,
tão misterioso
tão silencioso
tão inquieto
tão estranho
você me espanta
você me dá esperança
você bagunça tudo
você não dá sinais
você
forasteiro
safado
você
contraditório
faceiro
medroso
você
a causa do meu desespero

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

curitiba


Sábado completamos 3 meses de casados. Ri tinha um evento de arrancada em Curitiba e me convidou pra fazer-lhe companhia. Eu, que ainda não conhecia a cidade, topei. A viagem foi um pouco cansativa, acabamos chegando lá no meio da tarde. E no sábado, praticamente, passamos o dia comendo.
A cidade é muito interessante, pena que eu não consegui conhecer nada. Fomos ao Shopping Estação, lá funcionava uma amiga estação de trem, inclusive lá tem o Museu Ferroviário, mas estava fechado, só consegui ver algumas coisas que ficavam expostas na vitrine.
A idéia era só almoçar, mas como não resisto a nenhum shopping, acabamos ficando por lá o resto da tarde. Saímos de lá já noite, rumo ao bairro Santa Felicidade. Que bairro bonitinho, cheio de construções antigas, bares e restaurantes. Com as luzes de natal parece até coisa de outro mundo.
Jantamos num restaurante super charmosinho e romântico, o Famiglia Fadanelli. Pena que eu já tinha comido demais, então cheguei lá meio sem fome. E olha que eu ainda fiquei enrolando numa vinícola que passamos antes. A comida era muito boa, o ambiente super aconchegante e tinha uma batida de maracujá de beber rezando.
Domingo passamos o dia no evento de arrancada. A empresa do Ri patrocina um dos pilotos, que inclusive ficou em 3º lugar. Foi um dia atípico, eu não gosto muito de corrida de carro, mas foi diferente.
Quero voltar a Curitiba com mais calma, porque foi tudo muito corrido e acabei nem conhecendo os principais pontos turísticos. Mas pelo pouco tempo que tínhamos, a viagem foi ótima e inesquecível.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

tentação


*clarice lispector

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.  Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava.
Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto de bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço, a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher ?
Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão do Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnado na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele tremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam. Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreendiam. Acompanhou-os com os olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

deixe-se acreditar


*mombojó

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave, nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria


Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

não tá fácil


É muito comum vermos em filmes alguns publicitários no meio da trama, é chique, é glamuroso, é poderoso. É tipo Advogado do Diabo na versão publicitário. Vira e mexe, as agências entram em concorrência por uma determinada conta/cliente.
E a vida vira uma loucura. Essas últimas semanas a gente tá trabalhando em 3 concorrências, duas bem grandes até. O problema é que eu já fiz um freela na agência que cuida da conta do cliente que estamos tentando trazer pra cá.
E sei muito bem que esse cliente é a vida dessa outra agência, tipo perdeu a conta, acabou a agência. E aí eu fico pensando nas pessoas que trabalham lá e que por sinal estão fazendo um ótimo trabalho pra esse cliente.
E fico me questionando se é justo que as agências grandes fiquem cada vez maiores e as pequenas sempre corram o risco de acabar. Por que não ficamos como estamos, cada um com seu faturamento, garantindo o emprego de mais pessoas?
É que como eu já vivi isso muito na minha infância, vendo minha mãe perder o emprego a cada conta que saia da agência, fico pensando nas famílias dessas pessoas, nos sonhos, nos planos que talvez não se concretizem, enfim.
Fico aqui fazendo o meu trabalho pra agência crescer, pro presidente ficar mais rico, mas no fundo não estou torcendo pra ganhar essa conta não. A gente já ganhou uma conta grande esse ano, já renovou vários projetos importantes, ou seja, já estamos com o cu bem cheio de dinheiro [quer dizer, estamos não, estão], então vamos deixar tudo como está e garantir o emprego do pessoal dessa outra agência. Porque o natal tá chegando e nessa época fica muito mais triste perder o emprego.
O duro é ter que ralar que nem uma filha da puta por algo que eu não acredito, nem torço. Mas vou fazendo minha parte, afinal, sou paga pra isso. Mas que minha consciência não fica nada tranqüila, ah, isso é verdade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

hecho en argentina


Certa vez, quando pequena, conheci um homem que falava de um jeito estranho e era todo cheio de tatuagens pelo corpo. Me lembro bem que a mais engraçada de todas era uma boca vermelha tatuada no pescoço.
Aí me dei conta que o cara na verdade não era brasileiro, era argentino. E me encantou aquele sotaque diferente, aquele jeito irreverente. E o cara era bem feio, por sinal. Aliás, não que haja muito argentino bonito espalhado pelo mundo, mas pra mim, no geral, eles têm um nunseiquê.
Por isso resolvi fazer espanhol, assisti muitos filmes latinos, descobri músicas e aderi até a culinária. E no futebol, especialmente no meu time, comemorava cada nova contratação dos hermanos, mesmo que na maioria das vezes fossem homens terrivelmente feios.
Mas é inexplicável, o cabelo todo desgrenhado e desalinhado, o nariz por vezes bastante proeminente, mas bastava abrir a boca e dizer algunas palabritas pra eu ficar louquinha da silva. E, depois do Brasil, eu realmente gosto muito pela seleção argentina, porque eu adoro ser do contra.
Eu até torço pras finais serem sempre entre nossa seleção canarinho e a seleção dos hermanos. Adoro essa disputa, essa rivalidade, esse nunseiquê de novo.
E por que eu tô escrevendo tudo isso? Num sei, só sei que foi assim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

sem rascunhos


Sabe aquele segundo que pode fazer toda a diferença na vida de alguém? Aquela chave que você esqueceu, aquele telefone que tocou, qualquer coisa que faça você esperar só mais um segundo e de repente você descobre que aquele segundo mudou toda a sua vida.
Às vezes acontece assim. Se você esperasse um pouco mais, se você se atrasasse, se você ouvisse mais você mesmo, se você parasse um pouco mais, se fosse mais devagar. Mas, infelizmente, não existem hipóteses na vida. Você toma uma atitude e vai. As conseqüências sempre serão desconhecidas. E talvez aí esteja o grande barato da vida.
Arriscar-se! Sem medo, porque não há tempo pra isso. Viver e fazer, sabendo que pode-se errar, falhar, magoar e magoar-se, mas viver. Porque deixar de viver é que não dá. Porque assim como não existem hipóteses, não existe maneira de voltar no tempo.
Aproveitar cada oportunidade, cada momento. E não lamentar-se pelo segundo que não mudou sua vida. Ou que mudou, de repente. Cada erro, cada fracasso e cada decepção só te faz crescer mais. E te faz não repetir os mesmos erros. Ou às vezes te faz repetir sim.
Porque o erro pode também valer a pena. Depende. Mas se não se arriscar, nunca vai saber. E viver na dúvida, definitivamente, não dá.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

labios compartidos


*maná

Amor mío
Si estoy debajo del vaiven de tus piernas
Si estoy hundido en un vaiven de caderas
Es tu es el cielo, es mi cielo
Amor fugado
Me tomas, me dejas, me exprimes y me tiras a un lado
Te vas a otro cielo y regresas como los colibris
Me tienes como un perro a tus pies
Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel
Vuelve a mi tu boca y provoca
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies
Labios compartidos
Labios divididos mi amor
Yo no puedo compartir tus labios
Y comparto el engaño
Ni comparto mis dias y el dolor
Yo no puedo compartir tus labios
Oh amor, oh amor
Compartido
Amor mutante
Amigos con derecho y sin derecho de tenerte siempre
Y siempre tengo que esperar paciente
El pedazo que me toca de ti
Relampagos de alcohól
Las voces sólas llóran en el sol
Mi boca en llamas torturada
Te desnudas angel hada luego te vas
Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel de miel
Vuelve a mi tu boca duele
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies
Labios compartidos
Labios divididos mí amor
Yo no puedo compartir tus labios
Que comparto el engaño
Y comparto mís dias
Y el dolor
Ya no puedo compartir tus labios
Que me parta un rayo
Que me entierre el olvido mi amor
Pero no puedo más
Compartir tus labios
Compartir tus besos
Labios compartidos
Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Tus labios tienen el control
Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Y sigues tu con el control

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

me adora


*pitty

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sexual healing


*ben harper

Oh baby now let's get down tonight
Baby, I'm hot just like your oven
Well I need your lovin', and
Baby, I can't hold it much longer
No, it's getting stronger and stronger
And when I get this feeling
I need sexual healing
Sexual healing
It makes me feel so fine
It helps to relieve the mind
Sexual healing, is good for me
Sexual healing is something that is so very good for me
Whenever these blue tear drops are falling, oh no
And my emotional stability is leaving me
But there is something I can do
Oh I can get on the telephone and call you up baby
Darling I know you'll be there to relieve me
The love you give to me will free me
So if you don't know the things you're dealing
Well I can tell you darling, oh it's sexual healing
Get up, get up, get up, get up, let's make love tonight
Wake up, wake up, wake up, wake up 'cause you do it right
Heal me, my darling
Baby, you know I got sick this morning
Well a sea was storming up inside of me
Baby, I think I'm capsizing
All the waves are rising
And when I get this feeling
I want sexual healing
Sexual healing
It makes me feel so fine (it's such a rush)
It helps to relieve the mind (Lord it's good for us)
Sexual healing, is good for me
Sexual healing is something so so good for me
Oh it’s good for us
oh it's so good to me my baby
Just grab a hold
Come take control
Of my body and mind
Soon we'll be making love
Honey, oh we're feeling fine
You're my medicine
Open up and let me in
Oh Darling darling, you're so great
I can’t wait for you to operate
I can’t wait for you to
(Heal me, my darling)
Oh whenever these blue teardrops are falling,
You know I come calling
Heal me, my darling

terça-feira, 24 de novembro de 2009

tem coisas que só a bahia faz por você




















I gotta felling that tonight is gonna be a good night
That tonight is gonna be a good good night

Essa viagem da agência foi uma verdadeira viagem no tempo. Me senti com 15 anos de novo, uma época em que tudo é novidade e você está ali só para aproveitar a vida. Sem relógio, sem calendário, sem preocupações, sem internet, sem tv, isolado numa ilha, literalmente.
Lá o tempo não passava, era sempre dia. Sol, muito sol. Gente bonita, o sotaque gostoso do baiano, a paisagem divina, tudo ali parecia desenhado por Deus. Festa todos os dias, e todos os dias eu vi o sol raiar. Me joguei de roupa na piscina, perdi o juízo, a voz, a cabeça.
Dividir o quarto com as amigas, ouvir confissões, fofocar até não ter mais o que falar, rir, rir e rir. Sem mais nada pra fazer. Vou ter que registrar que essa viagem vai ficar pra sempre na minha memória como uma das melhores coisas que eu já fiz na vida.
Adorei!


* foto do nascer do sol do luau

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

neotrip 2


À noite embarco para Ilhéus, mais precisamente para Ilha de Comandatuba. É a viagem de final de ano da agência, com direito a baile de máscaras e luau com pé na areia.
Volto domingo.
Ah, e é all inclusive por conta da casa.
Adoro!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

obrigada


Preciso registrar aqui que, embora eu não responda aos comentários, leio todos e alguns me emocionam demais. Adoro receber elogios [quem não gosta]. E sinto que as pessoas são tão sinceras que é como se eu já as conhecesse. Como se fôssemos amigos de anos e anos, tamanha a afinidade que encontram naquilo que escrevo.
Fico feliz e maravilhada de “encontrar” pessoas maravilhosas e de ser “encontrada” por elas.  Cada palavra gostosa que leio ou encontro aqui no blog abre um sol dentro de mim. Vira e mexe me pego sorrindo com tanta coisa boa que leio especialmente pra mim.
Algumas pessoas preferem me mandar emails, leio todos! Me sinto muito querida e por isso agradeço a todos que por aqui passam e comentam e aqueles que só passam. Eu adoro esse espaço, pra mim ele é muito importante, assim como cada um dos leitores.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

twilight


Eu sempre gostei de histórias vampirescas. Todo vampiro que se preze tem aquele negócio sedutor que atrai qualquer um, sendo ele bonito ou não. Não à toa que Drácula é um dos meus filmes preferidos [incluindo Gary Oldman no papel principal].
Entrevista com Vampiro popularizou tudo, afinal Brad Pitt, Tom Cruise e Christian Slater tudo junto, meodeos!! Aí eu sempre curtindo esse lance, virei fã de carteirinha da Buffy [série antiga da Fox]. E lá também tinha aquela velha história do amor impossível entre vampiros e seres humanos. Angel, o vampiro namoradinho de Buffy, ganhou uma série só dele e eu também logo virei fã.
Agora tem esse tal de Crepúsculo [e sua saga] que de repente virou febre e modinha entre adolescentes. Eu tenho pavor de coisas assim, garotas histéricas gritando ensandecidas, capas e mais capas de revistas com os atores principais, ui, isso me causa urticárias. Mas, como o tema é um dos que mais gosto, não agüentei e me rendi ao filme [mesmo com meu chefe dizendo que o livro é imensamente melhor].
Pois é. Filme morno, história morna, atores fraquinhos, enfim, típico filme de sessão da tarde. Aliás, não, sessão da tarde com o clássico e cult Garotos Perdidos é mil vezes melhor. Mas, confesso, embora a história não tenha me agradado muito, o final me deixou com gostinho de quero mais.
Então agora é esperar pelos próximos filmes e quem sabe um dia ler os livros. É que eu não gosto de ver o filme antes de ler o livro, mas enfim. Vamos ver no que essa saga vai dar e se eu vou me tornar fã dessa moda do momento.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

vambora


Hoje é um dia esquisito. O dia que eu não esperava e nem sonhava. Mas, quer saber, vou encarar o from now on como um novo desafio. Vou mostrar que nenhuma das pragas que ela me rogou em 2007 se concretizou. Vou provar que sou uma profissional melhor, mais competente, mais madura.
Quero deixar claro o quanto ela estava errada e o quanto ela pode se surpreender comigo. Felizmente [ou infelizmente] não sei por quanto tempo. Mas seja pelo tempo que for, quero que ela veja o quanto foi injusta comigo e quanto ela se enganou.
E essa nova perspectiva [e esperança] veio do Ri, claro. Ele que sempre me faz enxergar o lado bom de coisas ruins.
E que venha.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

amor


*If love is great and there are no greater things, then what I feel for you must be the greatest.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

when sky is gray


you´re my sunshine
my only sunshine
you make me happy
when sky is gray
you´ll never know dear
how much i love you
so please don´t take my sunshine away

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sim, ela virá


Mais ou menos nesse mesmo período, só que do ano passado, enquanto eu estava de férias a diretora geral do departamento pediu demissão pra ser VP de mídia em outra agência. Aí, ficamos uns 3 meses sem nenhuma chefia direta. Cada grupo respondia pro seu diretor direto. É que aqui, como em muitas agências, tem muito cacique pra pouco índio.
Em fevereiro, chegou nosso novo diretor. Muitas pessoas torceram o nariz porque ele não tinha boa fama, diziam que ele era o cão, que era louco e etc. Eu achei ótimo, porque soube por fontes seguras que ele detestava puxa-sacos, então seria o fim de uma panelinha foda que tinha aqui. Além do que, sempre preferi chefes homens à mulheres, por motivos óbvios, bem óbvios.
Daí que semana passada, demitiram esse diretor. Até aí, apesar de eu ter ficado bem chocada, tudo bem. Afinal, de certa forma, ele também fez por merecer. Ele era um bom profissional até, gente do bem e tal, mas tinha muitas falhas. E nessa vida, ser bom e do bem, nem sempre é suficiente.
Aí que descobri, por fontes seguras também, que a pessoa que virá substituí-lo é a bruxa velha do oeste. Uma diretora que tive na Y&R e que já relatei aqui os problemas que tive com ela. Aliás, não só eu. Aqui na agência, mais 3 pessoas também tiveram.
Ela é a mesma que foi jurada de um prêmio que me inscrevi e que obviamente não ganhei. Ela mesmo ganhou, porque além de jurada, ela também concorria. É, coisas inexplicáveis, por isso eu a chamo de bruxa de blair. Não só por isso, mas porque ela é realmente uma pessoa do mal.
Meu diretor a chama de Sauron [já viu Senhor dos Anéis??], então, por aí você já pode ter uma idéia do que está por vir.
Tava bom demais pra ser verdade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

so fast


Minha geladeira já tem seu pingüim devidamente colado e a cozinha ganhou ares mais alegres desde então. Agora é impossível não sorrir logo ao entrar nela, visto que você dará de cara com ele, o pingüim.
Mais um final de semana corrido, desses que parece que não haverá tempo pra nada [e realmente não há]. Sábado já virou rotina, arrumar a prateleira da sala que o Ri inventou. Ainda não ficou pronta, mas acho que desse próximo sábado não passa.
Aí foi uma correria só. Ajeitar a casa, lavar roupa, ir à manicure, fazer supermercado, preparar quitutes pra receber amigos queridos em casa, recebê-los, ver as mil e tantas fotos do casamento, jogar conversa fora. Domingo, bem que tentei acordar cedo pra aproveitar a piscina, mas estava morta. Foi só o tempo de ajeitar a casa de novo, preparar novos quitutes e buscar outra amiga querida no metrô.
Ganhar flores, ver as mil e tantas fotos de novo, ver o clássico do Timão, jogar conversa fora e mais tardinha ainda dar uma passada na Tok & Stok pra comprar um vaso pras flores lindas que ganhamos.
Segunda, de novo tentei acordar cedo, mas não consigo. A cama é meu mal. Ri foi pro futebol e eu me esbaldei na cama. Depois foi só ajeitar novamente a casa e correr pro shopping pra comprar presente pro sogrão. Só que lá, no shopping, cometi algumas pequenas extravagâncias, como a nova melissa da Vivienne Westwood. Ri torceu o nariz, mas não pude evitar. E, à noite, fomos pro aniversário do sogro.
E foi isso.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

objetos de desejo do momento


Todo mundo sabe que, nessa minha nova fase “casa”, estou louca por vários artigos de decoração e móveis. Ando vasculhando todos os blogs com dicas de decoração e tal. Pra não encher, não fico postando todas as idéias malucas que tenho e nem vou fazer um blog especial, como foi o caso do *detalhes de nós dois*, o blog do meu casamento.
Então, vezenquando, vou postar algumas coisas que andam me tirando o sono, como por exemplo: 

Adesivo de pingüim para geladeira
Arte Própria
R$ 89,00

Porta-chaves Fusca
Imaginarium
R$ 56,00


E uma trilha sonora que cai bem, Celebration da Madonna.
Saraiva
R$ 44,90

PS: programei esse post pra ontem, mas acabei ficando sem tempo de postar. Aconteceram 2 coisas boas desde então: mamis disse que tem a receita do bolo da Asta e Ri já comprou nosso porta-chaves do fusca.
Adoro!







quarta-feira, 28 de outubro de 2009

receitinhas



















Minha experiência na cozinha começou cedo, eu adorava ficar assistindo minha avó cozinhar. Adorava vasculhar os livros de receitas dela. Adorava aquela coisa de receita escrita a mão, do papel já amarelo e sujo de respingos de alguma massa de bolo, visto que o livro sempre ficava perto da batedeira.
Eu até gostava do cheiro desses livros, cheiravam mesmo a doce de vó. Alguns dos livros eram impressos pela União, aquela marca de açúcar, e tinha receitas muito velhas de nomes que nem se usavam mais. E todas elas eram ilustradas, o que aumentava ainda mais meu apetite, embora muitas vezes eu comesse mais com os olhos mesmo. Sabe como é, criança não tem paladar muito curioso. Pelo menos eu não tinha.
E tai uma coisa que eu sempre gostei: livro de receitas. Mas, gosto mesmo é dos caseiros. Das receitas que levam o nome das pessoas, tipo o “bolo da Asta”  que de certo era alguma vizinha antiga de vovó. Ou o “pão de ló da Filó”, dava um certo toque especial à receita. Não era qualquer receita, era a receita da fulana, ora bolas.
E agora, com casinha pronta e marido apetitoso, sinto que já é hora de ter o meu livro de receitas. Já comecei a pesquisar na internet algumas coisinhas antigas, outras novas, doces, bolos e aos poucos vou passar uma a uma a mão, com a minha letra pro meu livro.
Pro livro que eu quero enfeitar a capa e as páginas, com recortes, colagens, dobraduras. Infelizmente, não sei onde foram parar os livros da minha vó. E a receita do bolo da Asta [que era uma delícia que só] se perdeu também. Mas pretendo fazer um livro cheio de receitas gostosas e infalíveis.
E espero que um dia, de tanto usar, ele também tenha cheiro de doce, folhas amarelas e respingos de bolo. Porque do contraio não vai ter graça.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

crescendo









Crescer.
Pra cima, eu acho.
Alguém já viu crescer pra baixo?
Crescer pra cima, pros lados, na vida: difícil.
Eu nem cresci muito de tamanho, mas às vezes me acho tão grande.
Às vezes tão pequena.
Não sei.
Não entendo esse negócio estranho do crescimento.
Só sei que sem nossa licença, a gente é obrigado a ir crescendo.
E crescendo a gente vai.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

things will get better if you just hold my hand


Sábado Ri ficou comigo até quase amanhecer por causa de uma dor que eu tive no dedão que inflamou. Era uma dor tão insuportável quanto a de um dente. E meu dedo latejava que me deixava louca.
Ri ficou comigo a noite toda, fizemos todo o tipo de compressa, reza e nada fazia minha dor passar. Chorei de desespero, de dor, de raiva, de cansaço. E o Ri lá, do meu lado, o tempo todo. Quando finalmente fomos tentar dormir, já quase de manhã, Ri ajeitou umas almofadas pra que eu ficasse com o pé pra cima.
E o tempo todo, até eu dormir, ele me contou historinhas no intuito de que eu não pensasse na dor que sentia. Só sei que adormeci com ele falando alguma coisa sobre esquilinhos, a dor não passou e eu estava realmente exausta, mas ele ali ao meu lado, falando meio que dormindo só pra me manter bem, foi realmente uma coisa inesquecível.
Eu sei que prometemos que seria na saúde e na doença, mas coisas assim são realmente uma prova de que não só de amor a gente faz uma história.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

o tempo não para


Ontem vi um comercial de natal, fiquei horrorizada. Como assim natal?? É, natal é daqui há 2 meses. Esse ano passou de uma forma estranha. Em janeiro eu rezava pra chegar abril pra poder pegar as chaves do apartamento. Em abril eu rezava pra chegar julho e ver o apê reformado. E desde sempre eu rezava pra chegar setembro e com ele, meu casamento.
Digamos que, até julho, realmente passou bem devagar. Mas depois disso, o tempo voou. Já tem mais de um mês que estou casada e às vezes parece que moro no apê há séculos. O mais engraçado é que estamos mesmo muito perto de novembro e do natal.
Sempre quando vai chegando o fim do ano, me bate um desespero de que talvez eu não tenha aproveitado o ano como devia. Não que eu possa reclamar, afinal, esse foi um ano de muitas conquistas. Mas ver 2009 indo embora me dá uma tristezinha.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

planos futuros


Uma idéia na cabeça.
Que já há algum tempo aqui habita.
Volta e meia eu quero por em prática, volta e meia eu acho que tenho que esperar.
Todos me dizem que talento não me falta.
Apoio também não, assim repete o Ri todos os dias.
Mas eu tenho uma certa dificuldade de colocar meus planos em prática. Medo, insegurança, enfim. Não sei. De qualquer maneira, vou encarar esse desafio porque eu já decidi assim. Já tem nome e até logomarca. Até mesmo um site já tem.
Agora só preciso um pouco mais de coragem e sorte.
E logo mais todos vão saber do que se trata.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

o valor que se dá


Sabe aquele negócio de que a gente só sabe valorizar algo quando perde? Que a gente só percebe o quanto uma coisa é preciosa quando não a tem mais? Tipo a liberdade, a privacidade e os mimos? É, então, tô aprendendo isso na marra.
Nunca imaginei que cuidar de uma casa desse tanto trabalho. Acho que hoje até começo a repensar o caso da remuneração das donas de casa, taí alguém que merece ganhar um bom salário.
Isso porque minha casa é um cubo e só moram duas pessoas lá. Eu fico mesmo imaginando uma casa grande, com filhos, cachorros, plantas e etc. Certamente eu não nasci pra isso. Não nasci, mas tô tendo que me virar né?
E logo eu que nunca dei bola pra quando minha mãe dizia que não tem nada mais gostoso do que chegar em casa depois do trabalho e encontrar as coisas em ordem em casa. Ou o quanto é gostoso acordar e não ter louça suja na pia pela manhã. Ou na importância de arrumar a cama. Eu sempre pensei pra que arrumar a cama se a noite eu vou dormir de novo?
É, o feitiço virando contra a feiticeira. Hoje, sou eu que fico falando essas coisas que antes eu não dava a menor bola. E o maridão, que me ajuda sim e muito, também me dá essas respostas que antes era eu quem dava.
Pode ser uma fase psico minha. Afinal, nunca fui chata com ordem, limpeza, arrumação. Mas é que como tudo é novinho, limpinho, cheirosinho, a vontade de ter tudo ajeitadinho é maior do que eu. Talvez com o tempo passe, ou talvez não.
Talvez a gente só passe a valorizar essas coisas quando se trata das nossas coisas. Não sei, só sei que sinto falta dos mimos que eu tinha. Agora tudo depende de mim. Não estou reclamando, é legal e tudo, mas cansa. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

la tortura


Una señal que me dás, una señal que te doy y lo que piensas dime, será que fue, que esto ya pasó y lo que quieres de mí siempre lo consigues. Te lo digo a los ojos quiero más, te lo digo al oído quiero más, te lo digo en tu idioma.

Mais vale uma vida cheia de surpresas do que uma vida totalmente previsível. É tão bom estar viva!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

salve-se quem puder


Ontem fui ao cinema com o Ri. Convite apareceu por email no meio da tarde. Escolhemos o brasileiro Salve Geral, com Andréa Beltrão. O filme narra a história de uma mãe que luta pra tirar o filho da cadeia e tem como pano de fundo aqueles ataques que aconteceram em São Paulo, em 2006, comandados pelo PCC.
Eu gostei bastante do filme, do enredo. Claro que muito dali é ficção, mas a gente sabe que tudo tem um grande fundo de verdade. Como a corrupção da polícia, dos políticos, dos advogados, dos juízes e até mesmo de uma mãe.
O Brasil, talvez o mundo inteiro, tem muita gente podre, muita coisa errada. Mas eu sempre prefiro acreditar que pra tudo ainda há uma cura, uma esperança. A gente sai sempre refletindo muito sobre questões como essa depois de ver um filme assim, tão realista.
Eu fiquei pensando onde estava naquele dia, me lembro como se tivesse sido ontem. Coisa inacreditável lembrar da cidade deserta, feito coisa de filme mesmo, porque um bando de bandido resolveu tomar conta das coisas. Inacreditável e inaceitável. Mas, enquanto cada um tiver seu preço acima da sua integridade, as coisas vão continuar assim, corruptíveis. 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

1 mês!!!























Eu gosto bastante da minha nova vida, a de casadinha. Mas, confesso que vai ser difícil me acostumar com algumas coisas do dia-a-dia, até porque, sempre fui acostumada a fazer tudo sozinha, já que sou filha única [por parte de mãe] e sempre tive minhas coisas, do meu jeito.
Então, às vezes, me irrita uma ou outra coisa que não esteja do meu jeito, mas eu tenho que aprender que não é mais bem assim. Outra coisa que preciso acostumar [e logo] é dividir o quarto. Nunca gostei de dormir com ninguém. Com o namorado, de final de semana tudo bem, mas todo dia, me cansa.
É que gosto de privacidade, de rolar na cama, de perder o sono e botar um som, ou de acender a luz e ler um livro, enfim. E agora fico cheia de dedos pra não incomodar o Ri e pra falar a verdade, durmo melhor quando a cama é só minha. É, tenho dificuldades com isso. Sou bem a favor de cada um ter seu quarto, mas Ri é bem contra, então já viu né?
Nesse um mês de casadinhos, a parte mais gostosa e mais trabalhosa é ajeitar nossa casinha. E, como já disse, com gostos e opiniões diferentes fica difícil, porém, bem mais divertido também. Mas do jeito que está, está a nossa cara. Dá pra sentir que tem um pouquinho de cada um em cada cantinho dela.
Uma coisa que gosto bastante, embora tenha feito pouco, é cozinhar. Não que eu saiba ou domine a arte, mas adoro inventar receitas novas. Às vezes dá certo, às vezes não. Mas o legal também é poder dizer vamos comer fora? sem se importar que dia da semana é ou se já está muito tarde. Se dá vontade, a gente vai e pronto.
Porém, uma coisa que me irrita muito é a sujeira no chão claro da cozinha e do banheiro. Bem que me disseram pra escolher piso escuro, mas sendo nosso apê um ovinho, achei que claro daria uma idéia de amplitude. Verdade, porém isso tem me tornado uma louca psico por chão limpo.
A chuteira e o meião do Ri no tanque também me irritam bastante. Mas, fazer o quê né? Aos pouquinhos tenho certeza que ele vai achar um lugar melhor pra colocar essas coisinhas... espero que antes de eu surtar e atirá-las pela janela.
Outra coisa que gostamos muito é receber amigos em casa, mas como ainda não temos mesa de jantar, só tivemos uma visita oficial, mas sem direito a comida. Apenas petiscos e bebidinhas. Bom, de qualquer forma, esse primeiro mês de casadinha está bem legal.
O tempo voa que é uma coisa não é mesmo?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

casa decorada com açúcar e afeto


Depois que a gente casa, casa! Passamos as semanas indo de loja em loja pegar nossos presentes, escolher as luminárias, móveis e coisas do tipo. A casa fica sendo a prioridade e a gente tem pressa em deixá-la cada vez mais com cara de casa e com a nossa cara também.
Só que Ri e eu temos gostos bastante diferentes, às vezes é difícil conciliar, alguém sempre tem que ceder e na maioria das vezes esse alguém é ele. É, confesso, sou crica mesmo.
Mas, nossa casinha está muito monocromática, em tons pastéis e muito clean também. Como Ri gosta. Eu já gosto de cores, de coisas misturadas, objetos modernos e retrôs juntos, enfim, eu gosto de uma bagunça arrumada.
Tô cheia de trecos coloridos pra colocar na estante da sala que só foram permitidos porque eu permiti que o Ri fizesse a tal estante com prateleiras suspensas por cabos de aço. É, é legal e moderno, mas com minhas tralhas coloridas vai ficar ainda melhor.
Já tratei de comprar pratos bem coloridos e floridos pra quando comprarmos nossa mesa de jantar, estreá-los com estilo, dando graça à mesa. Eu adoro mesas bem postas.
Comprei almofadas bem coloridas pra jogar no nosso sofá cor de sorvete de creme. E uma das coisas pela qual estou apaixonada no momento e tentando convencer o Ri é o adesivo de parede. Aí eu nem ligo que seja preto, marrom ou cores sóbrias. O adesivo por si só já faz toda a diferença. Acho que ficaria simplesmente maravilhoso na nossa sala, no nosso quarto, em cima da cama, enfim, eu adoro.
Só sei que estou nessa fase, a fase casa[mento].




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

volver


Como é difícil voltar. Mas, pouco a pouco, a vida vai voltando aos eixos. Hoje estou voltando ao trabalho. E com essa volta, volta também a rotina do dia-a-dia. Volta o acordar no mesmo horário, comer o mesmo bolinho, fazer as mesmas coisas, enfim, volta tudo.
Voltar. Verbo presente essa semana.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

mi vacaciones


Estou vivendo um momento pleno, muito realizada. Ainda em férias, curtindo essa última semana em casa. Voltamos de lua-de-mel nesse final de semana e está muita correria. Como estou em casa, fico cuidando das coisas, organizando os presentes, arrumando armário.
Como não temos telefone, vira e mexe vou pra casa da minha mãe [ops, não falei minha casa? é, to aprendendo] e aí consigo acessar a internet. Vejo meus emails, posto umas fotos do casamento lá no outro blog, vejo alguma coisa e pronto. Me atualizo.
Sexta é meu aniversário, vou comemorar com os amigos em algum lugar. Estou sem grana. Como podem ver, inferno astral é algo que não existiu pra mim esse ano. Thank God!
E acho que a correria do dia a dia justifica minha ausência por aqui e no cantinho de muitos de vocês, que tanto adoro. Enfim, aos poucos tudo se normaliza, a rotina entra nos eixos, mas não enquanto eu estiver de férias, né? Porque é como diz na tirinha abaixo: os dias têm mais cores nas férias [mesmo com o frio que faz por aqui].