sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

por esses dias


Participando de uma concorrência na agência [é, mais uma]. Carregando um holter pro exame do coração. Lendo Castelo de Vidro [presente do Ri] e Alice in Wonderland [pras aulas de inglês]. Pedindo pro relógio desacelerar e o tempo passar mais leve. Resolvendo pendências do casório. Freqüentando lojas de construção atrás de alguma promoção que valha a pena.

Alguém já notou que logo mais é fevereiro?

Eu ainda nem esqueci o que comi no natal passado...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

big brother brasil, você espia?


Não é de hoje que a gente sabe [até quem não acompanha] que o pré-requisito necessário pra ser uma bbb é ser vagabunda. Daí se você não é tão vagabunda, mas é burra, também tá valendo. Já pra ser um bbb da espécie macho, aí vale qualquer coisa. Bonito, feio, burro ou inteligente.
Aí que mesmo após 8 edições, ninguém aprendeu direito como entrar com uma estratégia e vencer o programa. Ganha sempre aquele que é mandado pro paredão mais vezes e aí vira o coitadinho [e até hoje eu não entendo como as pessoas não percebem isso e continuam mandando o cara pro paredão] ou ganha o pobre e feio [vide Cida, Mara]. Aliás, as únicas mulheres a ganharem o BBB justamente por serem feias e pobres. Ou você já viu uma gostosa ganhando o programa?
Eu sempre me divirto e me confesso fã do BBB. E vou mais longe ainda: eu a-d-o-r-o! É bizarro, é tosco, mas pra mim é pura diversão. Observando essas poucas semanas de programa, já dá pra tirar algumas conclusões sobre os “guerreiros” do vovô Bial.
A Francine achou que ia lançar a moda dos cílios postiços, mas já percebeu que não dá.
A Ana Carolina precisa urgente de uma fono, mas até que é legal vê-la discutindo com o Ton, é tipo papo de surdo-mudo. Ela fala, fala, fala e ele tenta retrucar enquanto ajeita o cabelo e faz biquinho pro espelho.
O Max é meu preferido, mas ele acha que entende do jogo e acha que alguém lá dentro tem hombridade e dignidade [sei não]. O Léo é o bonitinho, mas ele mal sabe escrever né gente... Naiá ele escreveu Náia... vai entender, deve ser as drogas.
O Flávio é muito gay, mas posa de pegador. O Ralf eu não sei o que é, mas faz caras e bocas por detrás daquele olhar esquisito [uma incógnita]. O Alexandre não fede nem cheira. O Nonô e a Naná não deviam nunca ter entrado pro programa, visto que aquela pose de ah, sou velho e por isso experiente, eu sei tudo não colou.
A Michelle [alguém lembra ainda?] era tão chata, mas tão chata que nem a bunda dela a salvou. Aí tem o playboy Emanuel. Esse é o cafa em pessoa, diz que tem uma namorada com a qual não se dá bem desde que se casou [depois que casa não vira marido e mulher?], bom sei lá.
Tem a Mirla, que no começo eu achei que ia causar, mas ela é uma mosca morta. E tem a Joyce [tá, eu sei que é Josy, mas adorei a véia caduca chamando ela de Joyce]. Essa, coitada, caiu na besteira de ficar com um cara que se acha o mais sexy da casa.
E as piriguetes Priscila e Milena. Gentém, o que é aquilo? A nova Mulher Melancia e aquela loira de barriga flácida pegam geral! Eu não tenho o pay-per-view e depois que exibiram cenas de sexo embaixo do edredom e deu o maior bafafá, a gente nunca mais soube se rolou ou não, então fico na dúvida [será que deveria?], mas tô achando que ali já rolou um sexo ferrado. Se não foi da Priscila com o Emanuel, deve ter rolado dela com a loira. Vai saber.
Mas, enquanto ainda não sabemos direito quem é quem, minha torcida vai pro Max e a de vocês?   

nesses tempos de crise


Em tempos de crise como essa, me dá frios da barriga ao assistir o jornal. São tantas demissões, tantas coisas ruins que tenho medo que as pessoas enlouqueçam e comecem a ficar ainda mais violentas. Eu até entendo, afinal, perder um emprego gera uma reação em cadeia. Que pai gosta de chegar em casa e não ter como pagar suas contas ou não ter o que dar de comer aos filhos?
Fico com muito medo de que coisas muito ruins comecem a acontecer e que comecem mesmo a fazer diferença. Porque eu certamente já vivi crises tão ou piores como essa, mas eu era muito criança pra saber ou sentir as conseqüências. Eu me lembro, mas não sei dizer ao certo como era.
Mas, agora é diferente. Este ano é um ano decisivo na minha vida. Tenho várias dívidas. O apartamento que vai sair por esses dias, a reforma, a decoração, a mobília. Fora isso, o casamento. O buffet, as flores, meu vestido. E às vezes me dá muito medo de que eu não consiga dar conta.
Até aqui, Ri e eu estamos nos virando muito bem. Estamos pagando tudo e ainda tem sobrado pra comer fora, ir ao cinema, curtir alguma baladinha. Bem ou mal, compro o que quero [claro que nada muito caro], mas compro. Não tive que abrir mão de nada [ainda].
A partir de março, vamos nos apertar ainda mais porque serão muitas outras coisas pra pagar. Mas contanto que para nós continue assim, tá bom. Só que eu não consigo não pensar nas pessoas que estão perdendo seus empregos. Isso, de certa forma, me atinge. E o meu medo cresce.
Ri trabalha no ramo automotivo e nós todos sabemos que as montadoras não estão numa boa fase nesse momento. Morro de medo que isso acabe chegando até ele. Eu também não estou segura, embora meu ramo esteja um pouco fora do olho do furacão. Mas tudo pode ser atingido, não é mesmo?
Eu não sei. Só sei que por esses dias tenho sentido muito medo dessas coisas ruins todas. E tenho rezado pra que uma solução aconteça e aconteça rápido. Tenho esperanças no novo presidente americano, embora ache que nem tudo dependa dele [e com certeza não]. Mas os EUA entrando nos eixos já é meio caminho andado.
Estávamos indo tão bem... tomara Deus que tudo volte a ser como antes. E que nada nos falte.
Amém!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

e se a vida andasse para trás?


Acho que o homem deveria nascer com oitenta anos. Nasceria com oitenta anos, iria ficando mais novo, mais novo, mais novo até morrer de infância!
Chego inclusive a imaginar uma mãe comunicando o nascimento do filho: menina, meu filho nasceu! Pensei que não fosse nascer mais, tava encruado. Nasceu com oitenta e quatro anos! Mas perfeitinho: um metro e setenta e seis, setenta e seis quilos. Eu ia botar o nome de Luís Cláudio, mas ele próprio foi ao cartório e se registrou como Haroldo!
E nos berçários, aquela fila de cadeiras de balanço, com velhinhos sentados, tossindo, pigarreando.
Todos assistidos por geriatras, já que padecendo eles todos dos males comuns aos recém nascidos: gota, artritismo, lumbago, reumatismo.
O homem nasceria com oitenta anos, aos sessenta se casaria com uma mulher de cinqüenta e nove, mas com uma vantagem: a cada dia, a cada semana, a cada mês ela ficaria mais e mais jovem, até se transformar numa gata de vinte!
Com oitenta anos nasceria rico, sábio e aposentado. A partir de então, passaria a ganhar menos. Entraria para faculdade, desaprenderia tudo. Voltaria aquele estágio de ingenuidade, de burrice, de pureza. Depois a bicicleta, o velocípede, desaprenderia a andar, esqueceria como engatinhar.
Então o andador, do andador para o chiqueirinho, do chiqueirinho para o berço, as trocas de fraldas, aquelas três gotas de remedinho no ouvido, o chá de erva doce para dorzinha de barriga, a chuca, o peito da mãe e pararia de chorar.
Mas a vida, então teria que ser recriada, o mundo teria que regredir séculos. Cabral e Colombo desdescobririam o Novo Mundo, o homem desinventaria a roda, atingiria o desconhecimento da pólvora e do fogo, até chegar a Adão, o último homem. O último e primeiro a quem Deus, colocando sobre sua mão, em vez de lhe soprar a vida, o inspiraria novamente para dentro de si mesmo.

Vale a pena ver o filme O Curioso Caso de Benjamin Button. Tanto para refletir sobre o acontecimento das coisas e a efemeridade da vida como para ver Brad Pitt, melhor a cada ano. Oh my...



**texto de Mário César - nascer velho e morrer criança

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

memes da semana


Sobre 5 manias/obsessões:

1.  eu durmo com 2 travesseiros e uma hipopótama roxa. Qual a obsessão nisso? Eu não consigo dormir se não tiver um travesseiro entre as pernas e outra coisa pra abraçar [e não vale namorado];

2. mordo a boca, sim. Mordo até machucar às vezes;
3. quando começo uma coisa, tenho que acabar. E quando o processo é lento e não depende só de mim, quase morro de ansiedade [na verdade, eu sempre tento terminar o que começo, mesmo que isso signifique um final desastroso];
4. sapatos! É pena eu não ter dinheiro pra comprar todos que quero [aliás, sempre gosto dos mais caros...];
5. unhas bem feitas! Não fico uma semana sem fazer as unhas. As minhas estão sempre bem feitas e com esmalte impecável
Sobre minhas impressões a respeito dos meus 10 blogs favoritos:

drops de anis - o blog é açucarado, com textos leves e muito singelos, leitura obrigatória pra mim. Nath, sua autora, é minha amiga e minha madrinha de casamento;

segredos de liquidificador - entre bons posts sobre o cotidiano e outros sobre música e belos poemas, Cin agora está gravidíssima e divide com a gente um pouco dessa magia;
miss american pie - além de termos o nome em comum, seu marido tem o mesmo nome do meu noivo. Julis e eu gostamos do mesmo tipo de cachorro além de outras particularidades e seus textos são sempre divertidos ou sarcásticos, como a vida deve ser;
by elisa - cotidiano dessa menina-mulher e agora mãe da minha xará. Lya, como eu a chamo, sempre me encanta com suas palavras;
bruxa de blu - adoro ler os textos sempre bem-humorados dessa garota. Renata sempre tentando ver o lado B da vida, pelo menos é assim que eu a enxergo através de suas linhas;
ploc, plic, ploc - é um blog de pensamentos. É pena que o talento da Ane só venha vez em quando;
caneta vazia - blog divertidíssimo. Teresa parece falar comigo [e naquele sotaque gostoso de pernambucano], me divirto com as histórias de sua vózinha;
unsettled thoughts - quase sempre desabafos, conversas, pensamentos. Lusinha escreve sobre coisas que fazem bem à alma, são coisas necessárias;
antonio xavier - o blog chama-se rascunhos, retratos e contemplações, mas eu gosto de chamá-lo assim, de antonio (sem acento). Antônio escreve com a alma, com essência;
detalhes de nós dois - meu diário de bordo do casório! Adoro esse meu outro cantinho.
Indicação de Julis e Bruxa de Blu

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

a melhor cena dos últimos tempos















Se eu pudesse escolher ser alguém por um dia, escolheria ser o jornalista Al-Zeidi. Aquele que tentou acertar o Bush com um sapato. Aliás, queria ter sido o próprio sapato. Mas se eu pudesse mesmo ter sido o sapato, iria me esforçar ao máximo pra acertar bem no meio daquela cara de bosta.

Tchau Bush, você já vai bem tarde.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

uma carta e 1000 sentimentos












Eu sempre gostei de escrever. E eu que nasci numa geração sem computador e nada, escrever a mão nunca foi problema. Aliás, sempre gostei. Na minha adolescência, achava o máximo trocar cartas com outras pessoas. Adorava abrir a caixinha do correio e procurar algum envelope que tivesse meu nome.
Não é a toa que o Natal era minha época preferida, nem que fosse pra receber os cartões postais de propaganda, mas o que eu gostava mesmo era de ver a caixinha cheia. Nada me entristecia mais do que ter uma só correspondência dentro daquela caixinha. Me batia um vazio.
Aí que minha amiga Aline e eu decidimos trocar cartas. E elas eram quase que diárias. Nós estudávamos juntas, nos víamos todos os dias e morávamos em bairros vizinhos, mas as cartas eram escritas religiosamente. E não era um bilhetinho, não. Eram folhas e folhas de almaço, como se não nos víssemos há séculos.
Hoje, com a internet e os celulares, não conheço muita gente que tenha mantido essa tradição. Eu mesma quase nunca mando carta pra ninguém. Só que esse sábado foi diferente. Fui até os correios mandar uma lembrancinha que eu fiz pra uma amiga blogueira lá de Manaus. Ela acabou de ganhar neném e eu quis fazer uma surpresa (aliás, espero que ela não leia isso aqui).
Enquanto o cara do Correio embalava minha caixa, eu ficava observando o procedimento, os selos, os carimbos e imaginando o quanto aquela caixinha iria viajar. E que eu tinha pensando e tocado nela com todo o meu carinho. Carinho esse que com certeza minha amiga iria sentir.
Porque o que eu gosto nesse negócio de carta é sentir o cheiro, é saber que aquilo esteve em outras mãos, em outra cidade, talvez em outro país. Acho tudo isso tão sentimental e eu adoro. Acho que nem email, nem mensagem, nem nada poderá traduzir o carinho que uma carta carrega. E eu adorei visitar os correios e ver que ainda tem sim muita gente que utiliza esse meio tão antigo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

amor sem fim


Porque, às vezes, começa a tocar uma musiquinha na tv e ele me tira pra dançar. Pode ser um jingle de comercial, uma abertura de novela, um videoclipe ou um trecho de filme. Qualquer som que seja já é motivo pra ele me tirar pra dançar como se fosse pra valsa da minha vida.
E rostinho colado com palavras sussurradas no ouvido. Quase sempre um eu te amo tanto.Me diz aí que homem além do meu é capaz de transformar até um jingle num momento único?
Porque é amor demais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

a cartomante



"Você vai se casar com um homem de sorriso perfeito, nem muito rico e nem muito pobre. Na verdade vocês vão conquistar juntos todas as coisas". Não sei se foi exatamente assim que a cartomante falou, afinal, a consulta era de minha mãe e ela apenas tratou de me passar o 'recado'.
Eu ainda era muito nova, uns 12/13 anos, mas encarei aquela previsão como uma regra. Qualquer garoto que eu me interessava, tratava logo de saber como era seu sorriso e se não fosse mesmo perfeito, já o riscava da minha listinha. O negócio era não perder tempo.
Daí um dia eu achava que tinha encontrado o tal do moço-sorriso-perfeito. Mas eu precisava confirmar se era mesmo. Como eu nunca levei a história das cartomantes muito a sério [exceto essa previsão dada através de mamis], resolvi eu mesma procurar uma.
Prometi que não diria nada, apenas faria algumas perguntas, sem dar muitos detalhes. Ela não tinha o poder de prever as coisas? Então ela que adivinhasse. E lá fui eu pra minha primeira [e última] consulta. Já logo de cara a cartomante acertou várias coisas, inclusive coisas que só aconteceriam anos mais tarde. Depois disso, nunca mais quis saber de cartomante.
Era medo. Eu não queria viver em função de previsões. Eu já havia feito isso antes, com o tal sorriso. Tive medo de saber que meus planos pudessem não dar certo ou que talvez demorassem demais pra acontecer. Sobre o moço? Fiquei com medo de perguntar e preferi não saber. E não era. Foi melhor assim, sem saber. Evitei sofrer por antecipação.
Logo depois reencontrei o Ri. E quando ele me abriu aquele sorriso, acabei lembrando da tal profecia e me peguei sorrindo também. Logo pensei por que não? Não sei se por coincidência [eu acho que não], mas Ri seria mesmo o tal cara da previsão. Não só pelo sorriso, mas pelas outras coisas também. Só nós sabemos o quão duro estamos dando pra ajeitar nossa casinha, comprar nosso ap, planejar o casamento. Dividimos todas as despesas, mas aos poucos estamos construindo nossa história as nossas custas.
Eu não sei, mas prefiro deixar meu futuro quietinho, esperando por mim. Dessa vez eu não preciso de confirmações astrológicas, tenho certeza. Mesmo que essa certeza seja curta ou eterna, é minha e é meu presente, o que tenho e vivo hoje.
Por isso, cuidado ao procurar uma cartomante. Porque encontrar uma pilantra pode ser ruim, mas encontrar uma que acerta em cheio pode ser ainda mais perigoso.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

na contagem regressiva















Sei que já tô chata com esse assunto, mas exatamente daqui a 8 meses será meu casamento.

o-i-t-o meses!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

good vibes


Eu tô trabalhando sem chefe por esses dias, como já falei aqui. E nunca eu recebi tantos elogios pelos projetos que venho tocando sozinha como nesta última semana. Fato que tornou meus dias muito mais leves e que me deixou com o ânimo lá em cima.
E, falando nisso, lendo o horóscopo da revista Joyce Pascowitch [porque um pouco de fé e água benta não faz mal a ninguém], me peguei com um sorriso ao terminar de ver a previsão para o ano:
"Júpiter estará fertilizando seu lado criativo, sua relação com amores, filhos e obras. Você terá um ano e tanto. Porém, se for nativo do primeiro decanato, aguarde mudanças profundas em suas bases emocionais, estrutura familiar, local de moradia, área profissional, podendo até a vir a mudar de cidade ou de país. Você nunca foi tão mexido em toda a sua vida. As mudanças serão para melhor, mas processadas de forma lenta e profunda".E dia desses, ouvi dizer que 2009 é o ano dos casamentos na numerologia. Então, não me custa cruzar os dedos e acreditar, certo?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

e agora burro?













Minhas matérias preferidas na escola sempre foram a Literatura, a História e a Gramática [exatamente nessa ordem], fato que me fez ler e escrever muito desde sempre e responsável por eu ter escolhido uma profissão na área de Letras.
O negócio é que sempre me esforcei para escrever e falar o português correto, aprecio quem domina nossa língua e tento segui-la o mais fielmente possível. Não que eu não erre, muito pelo contrário, eu não sei tudo, aliás, não sei muita coisa, mas estou sempre lá, me esforçando pra isso.
Aí, do nada, vem alguém inventar novas regras pro meu bom e velho português? Português esse que nem metade das pessoas conhece? Imagina só, tudo o que eu aprendi na escola [e foi o quê? 17 anos??], tudo o que eu aprendi no cursinho pra poder acertar tudo no vestibular? E tudo o que venho lendo e escrevendo??? Ah, de fato, isso não me agradou.
Como assim não acentuar mais as palavras??? Como assim não usar hífen na palavra contra-senso? Por acaso contraSSenso é bonito? contraRRegra? Agora eu nem vou saber mais se o que eu leio está certo ou se está errado. Não tenho certeza se esse era o tipo de reforma necessária a se fazer (necessária ainda leva acento?)
Enfim, tantas outras coisas mais importantes pra se preocuparem, inclusive dentro da própria Educação e vão encrencar justamente com o portuga? A única mudança que eu realmente gostei foi o fim do trema. Taí algo que não tinha muita utilidade. Mas o resto, bem o resto pra dizer a verdade eu não sei.
Ou por acaso alguém acha que eu ainda me lembro o que é ditongo aberto, paroxítona e oxítona? Imagina se pra botar um acentozinho eu tiver que contar as sílabas, classificar a palavra pra só depois saber se vai ou não vai um agudo lá em cima.
Bom, quero deixar claro que por opção eu vou continuar escrevendo do jeito que aprendi na escola e vou continuar torcendo o nariz pra essas novas regras. Fica tão feio... Só tô avisando pro caso de vocês pegarem algum erro meu por aqui, ao menos vão saber que eu assim escolhi.
E tenho dito.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

por esses dias











Estamos prestes a escolher nossas alianças de casamento;
Na expectativa pra pegar as chaves do apartamento que sai daqui há 2 meses;
Marcando todos os 'logistas' possíveis: cardio, dermato, oftalmo e gineco;
Passando a agenda velha para a nova do Pequeno Príncipe;
Trocando os presentes de natal;
Conhecendo um shopping novo, o Bourbon;
Almoçando sozinha;
Pagando a língua e assistindo à Favorita todo santo dia;
Trabalhando sem chefe;
Tentando, mas não conseguindo, ter uma alimentação saudável;
Esperando (do verbo esperar) e esperando (de ter esperança).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

a arte de correr na chuva


Devido aos enormes gastos como ap e com o casório, Ri e eu combinamos que o presente de natal seria algo bem simples. Eu pedi pra ele escolher um livro que tivesse a minha cara e ele me pediu o mesmo, só que em DVD.
Pra mim, que sou libriana [a indecisão em pessoa], ficou difícil me concentrar apenas em um único DVD e acabei ficando com um festival de curtas de animação da Pixar/Disney e o filme A Procura da Felicidade, com o Will Smith. O filme eu tinha certeza que o Ri ia gostar porque no cinema ele quase chorou e os desenhos, bom, quem não gosta de um desenho?
E, pra minha surpresa, Ri [que é sempre tão decidido] ficou em dúvida em qual livro me dar e acabou comprando logo três: A Cidade do Sol, O Castelo de Vidro e A Arte de Correr na Chuva. Este último é uma história contada pelo cachorro Enzo (e logo de cara foi o que decidi ler primeiro).
Li em um único dia e posso afirmar que é um excelente livro. Não tinha percebido, mas o título do livro tem uma ligação com o nosso grande ídolo Ayrton Senna e sua enorme capacidade de vencer os obstáculos e dominar as corridas na chuva [e quem não se lembra?]. O dono do Enzo, Denny, é piloto de F1. A história é muito emocionante e pra mim, que sou fã de cachorros, um dos melhores romances da atualidade.
Depois de tanto eu falar, convenci o Ri [que não é muito chegado num livro] a lê-lo. E pra nossa surpresa, o que era pra ser um presente pra mim, acabou se tornando um presente para nós dois. E fica aí a dica de um bom livro.
Agora preciso ler os outros.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

receita de ano novo


Porque eu ouvi num comercial e achei que não haveria melhor maneira de começar o ano. Mais um ano ímpar (em todos os sentidos) na minha vida.


Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com  todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade