sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

a gente cresce, não tem jeito


Eu gostava de brincar de casinha. Tinha sempre várias bonecas-filhas. E fingia que podia ficar em casa o dia inteiro, só cuidando das coisas enquanto o marido ficava fora, trabalhando. Levava minhas “filhas” na escolinha, arrumava a casa e cozinhava sempre alguma coisa diferente ou o que a minha imaginação [e um punhado de arroz-com-feijão cru] permitisse.
Apesar de brincar bastante e me imaginar no mundo ideal [ao menos o que me parecia na época], casar e cuidar da casa nunca foi meu sonho de consumo. Ter filhos passou a ser uma opção meio que imprópria e nunca aprendi a cozinhar direito. Além de não levar o menor jeito pra cuidar da casa.
Hoje, a 6 meses do meu casamento, me pego pensando se darei conta de tanta coisa. Não só da casa, até porque sei que Ri vai ajudar em tudo [porque ele já o faz] e porque pretendo ter uma pessoa pra me ajudar, mas não é só isso.
É o arroz-com-feijão do dia a dia, a roupa cheirosa e bem passada, os móveis sem pó, a casa em ordem. As contas pagas, a geladeira cheia, a vida cor-de-rosa que eu tanto quero acreditar que exista.
Não sei. Não tenho dúvidas de que estou no caminho certo e só Deus sabe o quanto eu quero que esse dia chegue e o quanto eu sonho com a minha casinha, mas é que é surpreendente ver que uma brincadeira de infância está tão próxima de acontecer.
Não exatamente como era, mas está aí. Batendo na minha cara e mostrando que já sou mulher feita. É hora de me casar, de me sair bem no emprego, de ganhar meu dinheiro, pagar minhas contas e assumir novas responsabilidades.
Só que agora eu não posso simplesmente apagar a luz quando não estiver mais a fim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

carnaval esquisito


Acho que não tenho um carnaval tão esquisito como esse há muito tempo. Pra o que meu feriado estava reservado, valeu a pena. Conseguimos fechar o piso de madeira e os móveis dos quartos e cozinha.
Mas tirando essa parte boa, fiquei com dor de garganta o feriado inteiro, passei a noite de ontem no pronto socorro pra descobrir que tô com amidalite, peguei uma tosse que me deixou rouca, eu levei o maior tombo da história na madrugada retrasada e uma barata me atacou dentro do carro.
Bom, foi isso.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

é carnaval no brasil










O meu carnaval se resumirá em:
móveis planejados, piso de madeira, gráfica pro convite.

Bom carnaval!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

noivinha



















Parece coisa de cinema: um quarto delicado, com cadeiras elegantes e espelhos pra todo lado. Pedi pra moça algo que disfarçasse meus seios e se possível algum vestido que tivesse alças, coisa que me deixa muito mais confiante. Não queria renda, não queria cauda, não queria nada. Quanto mais lânguido melhor.
Fiquei de calcinha e sapato [branco, ainda por cima]. Fui colocando tudo o que eu achava que ficaria bom, mas pra minha surpresa, meus seios ficavam ainda maiores e mais destacados. Eu já tava ficando meio frustrada, quando a moça resolveu trazer aquilo que ela achava bom pra mim. Confesso que duvidei um pouco, mas não tinha jeito.
E tudo o que ela ia trazendo, eu ia gostando. Tudo ia servindo e cabendo como uma luva. Modelos tomara-que-caia, com renda, com cauda e até o estilo “bolo” que eu tanto detesto. Tudo ia ficando lindo. E eu já tava começando a achar que o problema agora seria ter que eliminar tanta coisa boa.
Até que eu coloquei aquele. A gente sabe quando é aquele. Sente, se emociona, se imagina, pensa no noivo, enfim, era mesmo aquele. De tudo o que eu imaginei, ele é completamente diferente. É tomara-que-caia, mas a sustentação é perfeita. E o melhor é que meu seio ficou lindo, parece até que diminuiu [sim, meu desejo é diminuir e não aumentar].
Ele é branco-branco [sim, porque existem vários tipos de branco, acredite]. Ele é meio “plissado” na diagonal do busto até a cintura [aliás, minha cintura ficou uma cinturinha de dar inveja]. O tecido é tafetá, super confortável, e tem um pouco de brilho, mas muito pouco.
Depois que eu me decidi por esse vestido, a moça prendeu meu cabelo e colocou algumas flores de tecido. Trocou meu brinco e colocou também um véu curto [eu dispenso o véu, mas vai que eu mudo de idéia né?]. Já as flores eu faço questão, afinal, me caso no campo, nada mais apropriado.
Só queria registrar o quanto me senti a princesinha, com toda aquela barbatana, laçarotes, saiotes e vestidos cheios de botõezinhos. Com a moça me vestindo, me amarrando, me apertando. Foi uma manhã [de quase 4 horas] pondo e tirando vestido, mas foi mágica.
E agora eu tô contando as horas pra voltar lá e experimentar novamente o meu vestido.  

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

filminhos


Consegui finalmente assistir Amor nos Tempos do Cólera. Confesso que foi meio por preguiça de ler a obra que eu alimentei essa curiosidade de ver o filme. Não sei bem se gostei da história, apesar de ser sobre amor. Não sei se de repente o problema tá no filme, na adaptação do diretor ou se o livro é realmente bem melhor, não sei.
Gostei da fotografia do filme, mas a maquiagem deixou a desejar. E muito, diga-se de passagem. Mas o filme compensa pela trilha sonora (da Shakira) e pela atuação da belíssima dama brasileira Fernanda Montenegro.
Só sei que no fim do filme eu não sabia se havia assistido a uma história de amor de verdade. Confuso né? Bom, se tiverem saco, assistam. É meio parado, mas é um belo filme. Ou então leiam e depois comparamos as percepções, quem sabe.
E ontem, assisti Juno. Não sabia que o roteiro era de uma ex-stripper. Achei o filme muito fofo, adorei a atuação dos atores, adorei a trilha sonora, o enredo, a dinâmica do filme. Enfim, adorei mesmo o filme.
Essa semana, por causa do Oscar, o Telecine vai exibir alguns filmes vencedores. Comecei por Juno, agora quero ver Onde os Fracos Não Tem Vez. Acho que vai ser uma semana cinéfila, não?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

paris


Sonhei com Paris. Não conheço pessoalmente. Já vi em livros, em revistas, em fotos, em filmes. Mas nunca ao vivo e a cores. Exceto nesse sonho. Não havia indicações de que era mesmo Paris. Mas eu sabia. Mesmo nunca tendo estado lá. Mesmo sem saber qualquer detalhe que comprove, que ateste com toda certeza de que era lá.
Estive em Paris por uns momentos. Era tudo lindo e melancólico. Romântico como dizem ser. Paris nem é meu lugar de consumo, mas deve ter certa importância, afinal, cochilava em meu subconsciente. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

meme!













A Julis me passou o meme do “livro mais próximo”

Regras:

1 – Agarrar o livro mais próximo
2 – Abrir na página 161
3 – Procurar a 5ª frase completa
4 – Colocar a frase no blog
5 – Não escolher a melhor frase nem o melhor livro. Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo
6 – Repassar para 6 pessoas

Bem, o livro mais próximo é aquele que estou lendo no momento: “A Reconstrução do Timão”, do meu amigo Rodrigo Vessoni. Presente do Ri e claro, como eu AMO futebol e AMO o Corinthians, ler esse livro está sendo ótimo!

E a quinta frase completa é:

A diretoria do Corinthians isentou o clube adversário de culpa, mas reprovou as ofensas dos torcedores a Felipe.

[pessoal, burlando um pouco as regras, não vou repassar pra ninguém específico, mas quem estiver lendo um bom livro e estiver a fim, tá aí]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

tá chegando a hora


“Você está convocado a fazer a vistoria do seu apartamento no dia 19/03/2009 às 11hr. Não deixe de comparecer, pois a vistoria deverá ser feita para que você possa receber as chaves do apartamento.”

Tinha muitas outras coisas escritas naquele pedaço de papel, mas isso foi o que me chamou mais a atenção. Faltam 36 dias pra eu pisar pela primeira vez no meu apartamento.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

dica de leitura













Acabei de ler O Castelo de Vidro de Jeannette Walls. O livro é uma autobiografia e conta a infância da autora e de sua família. Eu, particularmente, adoro uma história de memórias. Ainda mais se forem memórias de infância [eu e meu saudosismo].
Mas, a infância de Jeannette foi extremamente dura. Os pais eram até que cheios de cultura e bons modos, mas tinham um jeito muito peculiar de cuidar da família. Se é que podemos considerar que eles realmente cuidaram. Jeannette, Brian, Lori e Maureen tiveram que sobreviver às adversidades de uma vida de pobreza, fome, frio e até mesmo de vergonha.
Só que a autora retrata muitos outros lados desses pais tão negligentes. E é fácil você ir do amor ao ódio por eles em questão de algumas páginas viradas. Não sei se concordo ou discordo com a maneira que eles “criaram” os filhos, mas sei que de tudo o que foi, Jeannette e os irmãos cresceram com boas recordações até. E não se deixaram convencer de que a vida fosse somente aquilo.
Enfim, eu adorei a história da família Walls. Super recomendo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

amor da vida


Fazia um calor desgraçado e a tarde estava bastante entediada. Sabe aquele dia que você olha pro relógio e ele parece que tá sempre no mesmo lugar? Então, tava assim.
Toca o telefone.

- alô?
- oi, dá pra você dar um pulinho aqui na portaria?
- jura? claro!

Lá estava ele: meu príncipe em seu cavalo branco carro da empresa. Tava passando por perto e resolveu dar uma paradinha, roubar um beijo e trazer meu sorvete preferido.
Salvou o dia, a tarde, o humor.
Já falei que ele é o homem da minha vida?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

querem me fazer de palhaça, só pode


Esta semana tá foda. Dia desses fui ao Pão de Açúcar e vi uma etiqueta que dizia TAÇA DE VINHO R$10,90 embaixo de uma caixa com 4 unidades. Logo pensei, com certeza está errado, o preço deve ser por unidade, mas como não está específico, vou levar vantagem. Tentei confirmar o preço naquelas maquininhas, mas obviamente o produto não estava cadastrado. Ao chegar no caixa, o total da compra deu R$43,60.
Como estava com pressa, não quis discutir na hora (erro meu), paguei e voltei lá onde o produto estava exposto e tirei várias fotos. Já mandei a reclamação pro PROCON, pro Reclame Aqui e pro próprio Pão de Açúcar, mas não tive ainda nenhum retorno. E eu espero realmente ter, não só o retorno, como meu dinheiro de volta. Se não está escrito R$10,90 a unidade, que culpa eu tenho?












Aí ontem, fui na Pet Maxi comprar ração pra minha cachorra. Ela está obesa e por isso come uma ração especial da linha Royal Canin [cara pacarai]. Ela precisa comer 160g por dia apenas e eu queria aproveitar pra medir a quantidade. Só que chegando lá, havia um wobbler dizendo GANHE 1 BALANÇA NA COMPRA DESTE PRODUTO. Fiquei feliz da vida porque finalmente ia conseguir dar a quantidade adequada de comida pra minha cachorra [fato que gera brigas lá em casa]. Explicando: a cachorra precisa emagrecer por causa da coluna e de uma cirurgia que ela vai fazer, só que minha mãe acha que meu olhômetro está sempre errado e me enche o saco dizendo que eu ia matar a cachorra de fome.
Tá. Chama o gerente e o grosso vem arrancando todos os wobblers da prateleira falando que tava tudo errado. Êpa! Pode por de volta que eu vou tirar uma foto e vou reclamar. Depois de muito discutirmos [ele completamente alterado, sem argumentos e atrapalhado], queria que eu levasse a ração de 10kg pra poder me dar a balança.
Gente, dá pra acreditar que tudo isso por causa de uma balancinha? O cara era um ogro, claro. Deu as costas e saiu andando. Eu queria não levar a ração, mas o vendedor que tinha sido tão simpático tava todo sem graça que eu achei melhor agradecê-lo e levar o pacote de qualquer jeito.
Lá no caixa eu já estava arquitetando minha vingança maligna quando o gerente-ogro veio com a tal balancinha. É, ele me deu. Claro, é meu direito. Se o wobbler tava ou não tava no lugar que deveria, ele que se vire e me atenda bem.











Enfim, hoje já mandei as fotos e uma reclamação da loja à Royal Canin e já liguei na Pet Maxi e reclamei do atendimento do ogro para outro gerente. Não quero nem saber, sou consumidora ciente dos meus direitos. Entrar na briga comigo não é mole não.
Anyway, só fico triste pelas pessoas que se deixam enganar por falta de conhecimento e informação. Imagino o quanto as pessoas saem perdendo numa situação dessas.
E agora a balancinha mede certinho o quanto minha cachorra deve comer e ninguém mais vai me encher o saco por causa do meu olhômetro [que nem tava tão errado assim].
E tenho dito!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

110 ou 220?


O casamento está me deixando louca. Louca mesmo, de verdade. São tantos detalhes, tantas coisinhas que às vezes acho que não vou dar conta. Em casa só chega boleto e mais boleto. Cada dia a gente tem que fazer um depósito novo pra mais um fornecedor.
Se não bastasse isso, tem o apartamento que tá quase pronto. Mês que vem pegamos as chaves e aí mais dinheiro vai sair voando. Azulejo, tinta, cimento, gesso, piso. O bom disso? Eu já nem sei.
Eu fico me apegando a detalhes como fonte e cor de letra pro convite, enquanto pro noivo a preocupação é como vai ser a reforma do ap. Quando olho as contas, não sei se vamos poder pagar. Até agora deu tudo certo e não precisamos sair do orçamento ou pedir socorro pra ninguém. Mas isso me preocupa demais.
Fora tudo isso, existe vida lá fora. Tem os problemas cotidianos, no trabalho, no mundo, em qualquer lugar. Só sei que tô me sentindo mais ou menos assim: querendo enfiar o dedo na tomada pra ver se recarrego.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

le petit















Ontem tava passando O Pequeno Príncipe no Telecine Cult. E na minha agenda do mesmo personagem que eu tanto adoro, a frase do dia era “é bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros”.
Acho que é uma boa maneira de começar o novo mês; revendo nossos próprios conceitos e atitudes.