quinta-feira, 28 de maio de 2009

de pies descalzos y de sueños blancos


Tú mordiste la manzana
Y renunciaste al paraíso
Y condenaste una serpiente
Siendo tu el que así lo quiso

Y ahora estás aqui
Queriendo ser feliz
Cuando no te importó un pepino
Tu destino

terça-feira, 26 de maio de 2009

cicatrizes que contam histórias


Quando criança sentia vergonha de exibi-la, hoje já vejo certo charme. Eu não tenho muitas cicatrizes, pra ser exata, só duas. Mas as duas ficam no rosto. É, fazer o quê. Mas, como disse, hoje já vejo o seu charme.
Acho que cicatrizes têm histórias, fazem reviver lembranças. Tá certo que nem sempre boas, mas que de certa forma te marcaram. E te marcaram tanto que ficaram expostas pra todo mundo ver e perguntar quando tiver curiosidade. As minhas rendem boas histórias e uma, em particular, rende boas risadas.
A que fica mais próxima do olho esquerdo, bem acima da maçã do rosto é a que eu acho mais charmosinha. Aliás, já faz tão parte de mim que não me imagino sem ela. Essa cicatriz veio de um tombo quando eu era bem criancinha. Mas, me lembro muito bem que foi brincando de corre-cotia que um menino botou o pé na frente pra eu tropeçar enquanto corria em volta da roda. E eu caí mesmo, bem de cara no lixo. O lixo era pequeno e quadrado, feito de madeira. E numa das quinas do lixo é que abri minha bochecha.
Lembro bem de ter ido pro pronto-socorro e ter saído de lá [não faço a menor idéia do por quê] com um copinho de café grudado com esparadrapo bem em cima dos pontos. Não sei se era pra eu não mexer, arrancar, sei lá. Só sei que sempre que conto essa história, as pessoas se matam de rir. Umas porque caí no lixo e outras por causa do copinho.
A outra cicatriz fica na minha sobrancelha esquerda. Foi de uma vez que fui à praia e inventei de surfar. Aí enquanto estava em cima da prancha esperando alguma onda, veio uma tão forte que me derrubou e eu acabei abrindo o supercílio batendo nela. Sangrou bastante e ardia pra caramba por causa do sal do mar, mas não precisou dar ponto não. A única coisa ruim é que minha sobrancelha é meio falhada onde tem a cicatriz. Mas é um charme também.
Não disse que cicatrizes rendem boas histórias?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

sobre tatuagem



Eu sempre gostei de tatuagem. Lá pelos 11 anos, viva comprando aquela cartelinha de tattoos que grudam na pele com água. Às vezes fazia algum desenho com canetinha mesmo. Quando ia completar 15 anos, resolvi pedir pra minha mãe uma bateria de presente.
O problema [e que eu já sabia] é que a bateria era um presente extremamente caro e com certeza eu não ia ganhar. Aí em troca, pra compensar, pedi a tatuagem. Na época, achar um estúdio decente ou menininhas tatuadas com coisas fofas como vemos aos montes hoje em dia, não era nada comum.
Mas, minha mãe concordou [pra minha surpresa] e foi comigo pra fazer a minha tão preciosa tatuagem. Naquela época também não tinha muita opção de desenhos, mas eu sempre fui apaixonada por tribais e decidi que seria algo nesse estilo.
A tattoo original que escolhi era bem maior do que a que tenho, mas mamis decidiu cortá-la pela metade e depois de novo e de novo. Concordei pra não perder a chance. Fui lá, sentei na cadeira e fiz. Não doeu nada, tanto que eu nem acreditei quando o cara disse que já tinha terminado.
E estava mesmo, a minha tribalzinha de estimação bem no meio da minha nuca. Na escola eu só usava o cabelo preso pra que todo mundo visse a minha nova aquisição. E eu achava o máximo, além de ter seu certo charme.
Depois de quase dez anos, resolvi que já era hora de fazer outra. E Ri me deu de aniversário [é, de novo] uma tattoo nova. Fui lá e fiz uma borboleta [também em estilo tribal] no pé direito. Pra mim, as borboletas simbolizam liberdade, além de graça e beleza.
Eu gosto de tatuagens que tenham significado. Rabisco por rabisco, prefiro não fazer nada.
Aí, ano passado, do nada saí da agência e no meio do caminho decidi que queria fazer uma tatuagem nova. Ri foi comigo e eu fiz o triskle [que é um símbolo sagrado celta] no tornozelo esquerdo e uma estrelinha também do lado esquerdo, mas no ombro.
Acho que não vou parar por aí não. Aliás, nesse dia era pra eu ter feito mais uma no pulso, só não fiz porque era muito pequena e como eram letras, não dava leitura.
Mas eu ainda quero fazer algumas outras só ainda não me decidi o que exatamente. Mas acho que tatuagem tem que ter significado. Até mesmo se for um borrão, tem que significar algo pra quem a tem. Nunca fiz nada por ser modinha, hoje até me irrita a banalização da tatuagem.
Anyway, adoro minhas tattoos e bateria mesmo, nunca nem vi uma de perto.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

dançando com amore


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Na seção dos fios elétricos, cabos e conduítes da Telhanorte Ri me tirou pra dançar. Todo mundo que passava pelo corredor ficava olhando. Eu, como sempre, tímida de morrer. Já Ri parecia dançar um tango.
Ele tem dessas coisas. 

quinta-feira, 21 de maio de 2009

high tide or low tide i´m gonna be your friend
















Sei lá quanto tempo não vou à praia e sei lá quanto tempo eu não vou com minha amiga-irmã Yuri. Algumas das melhores coisas da minha vida aconteceram na praia e ela sempre estava presente. Aí que, mesmo em dias frios, quando amanhece claro e com sol iluminando o topo das nuvens, eu penso na praia.
Na calmaria das ondas, nos meus pêlos se arrepiando com a brisa do mar, no meu biquíni azul que tão bem contrasta com a minha pele morena. Penso no Ri surfando alguma onda. No meu iPod cheio de músicas gostosas. Na companhia de Yuri, sempre tão preciosa.
Encher o pé de areia, esticar a canga colorida, se divertir com o caranguejo que teima em entrar e sair do buraco frenéticamente. Aquele cheirinho de protetor solar. Basta fechar os olhos pra me transportar agora mesmo. Pela janela aqui da agência o sol insiste em brilhar em meio ao vento gelado que sopra.
Essa época é a melhor época pra estar na praia. Vazia, silenciosa, só com o tilintar das ondas. Catar conchinhas, observar os pássaros, ver as crianças construindo seu castelo de areia. Como isso tudo é bom.
Desde que cheguei aqui hoje não paro de ouvir Jack Johnson, porque essa era a nossa trilha sonora de sempre. Aliás, difícil achar melhor que essa.
Saudade da praia, saudade de você.

terça-feira, 19 de maio de 2009

minha 1ª coluna


Não é de hoje que eu gosto de escrever. Desde menina vivo escrevendo. Nas minhas brincadeiras de infância, tinha a minha escolinha imaginária e lá, além de ser a professora e escrever toda a matéria na lousa, ainda copiava tudo no caderninho dos meus bonecos-alunos.
Mais tarde, quando a brincadeira já não tinha mais cabimento, comecei a escrever diários, cadernos de poemas, poesias e cheguei até a escrever um livro pra um trabalho da escola. Me deliciava com as aulas de redação. Na faculdade, sempre gostei de escrever os trabalhos, digitar e juntar as partes.
Daí surgiu a idéia do blog. Foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Aqui eu podia escrever de tudo, sem censuras. Isso aqui é um escape e há 4 anos eu escrevo aqui. Desde o ano passado, quando fiquei noiva, decidi criar um blog pra falar só de casamento.
A princípio seria só sobre o meu, mas depois passou a ser mais um hábito, aliás, um prazeroso hábito, um vício. Lá escrevo não só sobre o meu casamento, mas sobre tudo que envolve o mundo casamentício. É mesmo uma delícia esse meu outro cantinho.
Tanto que fui convidada pela Liz do site Casamento no Campo para participar da divulgação de um evento de noivas e acabou rolando um convite pra ser colunista do site. Eu já logo aceitei e me interessei muito, afinal, adoro falar [quer dizer, escrever] sobre casamentos. Colunista é uma profissão maravilhosa. Mas, calma, essa não é minha profissão. Por enquanto, faço por prazer, por hobby, por vício. Faço porque amo.
Só queria compartilhar que estou muito feliz em participar e se quiserem visitar [vez em quando] o site, não deixem de ler minha coluna. Aliás, a primeira já está lá [é só clicar em colunistas].
Ui, chique benhê!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

no escurinho do cinema


Aí que combinei com amore de ver o tal filme na sexta. Fomos aqui no shopping ao lado da agência, mas estava tudo esgotado. Já fiquei puta da vida, afinal, esse shopping tá sempre vazio. Aí resolvemos ir pra outro e corremos pro Bourbon, já que entre esse e o West Plaza que eram as opções mais próximas, o Bourbon com certeza teria ingressos pro filme.
Mas, não, não tinha. Aì eu de TPM total, com fome, naquela sexta fria, com o rapaz do guichê com cara de cu, contentei-me em assistir Wolverine mesmo. Enquanto o horário do filme chegava, aproveitamos pra jantar. Aí meu humor melhorou um pouco.
Graças a Deus conseguimos um lugar na última fileira, porque eu sempre tenho o azar de pegar um jegue atrás de mim que me chuta o filme inteiro. Eu tava tão feliz que não tinha ninguém do meu lado que já tava até me preparando pra deitar nos braços de amore quando de repente surge um casalzinho.
Tá, aí eles se sentaram ao meu lado e ficaram conversando. Até aí tudo bem, afinal não tava nem passando o trailer ainda. Luz apagando, trailer começando e o idiota do rapaz quis levantar o braço da minha cadeira.
Oi? Será que ele quis interagir comigo? O certo seria a anta levantar o braço da cadeira entre ele e a mina dele, não entre ele e eu. Mas, forcei o braço e ele meio que se tocou. Aproveitei pra dar uma olhada na cara dele, tinha cara de tonto. Cabelinho pro lado, repartido com gel, blusinha de lã com a gola da camisa pra fora.
Bom, tava indo tudo bem, tirando o fato de eu ter ficado puta de novo quando passou o trailer de Anjos e Demônios. O filme começa. Aí Wolverine diz: Fuck you man! E o tonto do meu lado diz: nossa, que educado.
E daí pronto! Ele e a tonta da namorada começaram a comentar os diálogos do filme. Mas assim, TODOS os diálogos. Tipo eles interagiam com o filme e tudo isso em ALTO e bom tom. E além de comentarem as falas, ainda comentavam o filme. Falavam o tempo todo. Puta que pariu, tá aí tipo de gente que não pode ir no cinema.
Preferia mil vezes ser chutada a noite toda do que ter sentado do lado daqueles dois idiotas. Bom, ao menos não foi no Anjos e Demônios porque com todos os hormônios que eu estava na sexta, era bem capaz de eu dar um soco na cara dele.
Mas, Wolverine, então... é bom demais. O cara, né. O filme é bom. 

sexta-feira, 15 de maio de 2009

sem polêmica


Então vamos partir do princípio que religião não se discute, portanto: vou falar sobre a minha crença e a minha opinião. Daí você tem duas opções, uma delas obrigatória: respeitar a minha opinião e a outra opção [essa realmente opcional] comentar e expor a sua opinião.
Não acredito que Deus criou o mundo. Aliás, a idéia contrária é algo que me parece fazer muito mais sentido. Mas isso não quer dizer que não exista um Deus. Existe sim, algo muito maior, uma energia poderosa, alguma coisa divina, uma paz, um amor incondicional. Mas não vejo Deus como um homem santificado ou coisa do tipo. Assim como não acredito que ele seja pai de Jesus.
Aliás, Deus é um só, portanto seja você do candomblé ou do raio que o parta, você acredita no mesmo Deus. Porém, cada um tem um nome [e não venham com preconceitos ou querer me explicar que Deus não se mistura]. Acho que agir no caminho do bem, com princípios e respeitando aos outros é alcançar Deus, que aliás, já habita em cada um de nós.
Seguindo esse raciocínio, obviamente não acredito que Jesus é fruto do divino, mas sim que foi feito de carne e osso como nós. Posso dizer que a diferença é que ele era um cara bem mais evoluído e portanto fez algumas maravilhas. Porém, como um homem normal [e não santificado como dizem], acredito que Jesus tenha sentido necessidades básicas, assim como tenha amado e sentido até raiva. Normal, afinal, era um ser humano.
E acredito muito que ele possa ter tido uma mulher [ou talvez até várias]. E não vejo nenhum problema nisso. Afinal, não seria o amor um sentimento nobre? Então por que privar Jesus de vivê-lo? Eu não acho justo. Dessa maneira, o sexo poderia ser uma conseqüência desse amor vivido, assim como filhos, por que não?
Por isso que acredito muito na teoria que O Código da Vinci conspira. Acredito sim que a Igreja possa ter escondido certas verdades das pessoas, aliás, a Igreja pra mim sempre foi muito hipócrita. Inclusive acho que não precisamos de templo para encontrar Deus, uma vez que [assim como já disse antes] ele está dentro de nós.
Mas estou escrevendo tudo isso simplesmente pra dizer que estou louca pra assistir Anjos e Demônios [do mesmo autor]. Mas dessa vez apenas por diversão, sem polemizar. Li o livro e sei que se trata de uma história de ficção [embora possa até ter um fundo de verdade nas entre linhas], diferente do Código. O Código, se você puder ser capaz de tirar as vendas do preconceito e assisti-lo com intuito de pensar um pouquinho naquilo que dizem, vai ver que ali sim há um fundo imenso de verdades.
Mas, não estou aqui pra discutir religião nem nada. Cada um acredita no que quer e cada um tem seu ponto de vista. Eu respeito. Só queria dizer que Anjos e Demônios é um livro bom pra caramba, portanto o filme deve ser tão bom [ou cativante] quanto.
Tomara que eu consiga ir ao cinema, o filme estréia hoje. 

terça-feira, 12 de maio de 2009

quatro



















Já é possível contar em uma única mão e sem usar todos os dedos.
Oba, 4 meses!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

eu continuo a mesma, mas meus cabelos...


Eu notei algo diferente no meu cabelo, mas confesso que é imperceptível a olho nu. Só percebi porque estava prendendo minha franja com uma presilha. Lá estava ele, o tal do fio branco. É, mas nem era bem um fio, era meio fio, sabe? Só um pouquinho da raiz pra baixo. Bem pouquinho mesmo, alguns centímetros.
E também nem era branco assim, era meio bicolor. Na verdade era um tom meio dourado, um castanho claro acobreado, é isso. Eu pensei em arrancá-lo, mas como ele se perdeu na minha vasta cabeleira e ele nem era, digamos, chamativo, resolvi deixá-lo pra ver quanto tempo dura.
E pra ver se fica mesmo branco, porque branco-branco-branco não era não!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

dinheiro na mão é vendaval


Sabe o que é ver todo o seu salário do mês indo em cimento, areia, rejunte e azulejo? Então, é o que acontece comigo. Ou então vai em docinhos, flores e convites pro casamento. Já faz um tempinho que eu não compro nem uma agulha.
Ontem mesmo eu estava procurando um colar de pérolas [falsas né galera] pra ir a um casamento no final do mês. O colar que encontrei era tudo, do tipo “foi feito pra mim”, mas custava 100 reais. Aí eu lembrei que tinha gostado de um lustre que custava bem menos e sobraria pra comprar umas outras coisinhas pra casa e acabei desistindo.
Ainda bem ou eu me sentiria ainda mais culpada por gastar comigo e não com “a gente”. Sei que tô reclamando de barriga cheia, afinal tô montando a minha casa do jeito que eu quero. E ainda tô realizando um sonho, o casamento. E quando eu penso nisso e na sorte que eu tenho de conseguir fazer tudo isso, até esqueço o colar de pérolas e outras cositas mais.
Mas que eu não vejo a hora de chegar logo o ano que vem, ah isso é. Aí sim as dívidas vão estar sanadas e eu vou finalmente poder gastar com o que quiser.
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Amanhã o blog completa 4 anos!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

surpresa boa!













Ele me deu as chaves pra abrir o portão hoje pela manhã. Eu, sonolenta que só, não havia percebido que o carro que estava na garagem era o nosso novo carro. Zerinho, sem placa ainda, plástico nos bancos e aquele cheirinho de novo.
Eu não acreditei. Corri e dei um abraço nele, no carro. Afinal, é o kazinho que eu tanto gosto. Como ele é lindo! E é nosso!
Ri fez surpresa. Há uns meses ele achou melhor vender nosso carrinho velho antes que começasse a dar problemas e como nossas dívidas só cresciam, concordei e achei melhor mesmo pegar o dinheiro e se livrar da dor de cabeça.
Aí, há alguns dias, Ri me ligou e disse: preto ou vermelho? Eu disse que dependia pra quê, mas como ele não quis me dizer, achei melhor ficar com o preto. E me enrolou durante essas 3 semanas, fazendo mistério sobre qual carro tinha comprado.
Eu sempre quis o Ka, já Ri não é muito chegado nesse modelo de carro. Mas hoje ele estava lá, na garagem, sorrindo pra mim. O carro, é claro.
Que amor não é mesmo? O namorado, não o carro.