terça-feira, 30 de junho de 2009

tpc?


Sempre achei lindas as histórias de amor e de casamentos duradouros. Mas nunca me questionei o que, como e por que algumas relações duram anos, mas sempre me lembrei de julgar as que durassem pouco. Uma vez, quando uma amiga estava indo morar com o namorado, ela me disse que estava com falta de ar, sentindo que era muita pressão e tal. Eu achei besteira, imagina só.
Hoje, com apenas 2 meses pro casamento, tô começando a sentir as mesmas coisas. E ai comecei a entrar em paranóia e fazer diversos questionamentos. Agora, cá estou eu, cheia de dúvidas. Não em relação à escolha que fiz ou à pessoa que está comigo, nem em relação ao sentimento que sinto, mas em relação ao casamento.
Várias pessoas dizem que casamento é uma droga, é uma instituição falida. Hoje, cada vez menos eles duram mais. Tenho medo de relações de aparência, do desgaste, da convivência diária. Porque namorar é uma coisa, mas casar é que são elas.
Sim, tenho ótimos exemplos de casamentos felizes também. Mas e o meu, como será? Será que vou comemorar alguma boda ou será que vou surtar na primeira toalha em cima da cama? Será que vou conseguir lidar com um problema sério, uma crise financeira? Será que eu, com todo o meu egoísmo, vou conseguir dividir dinheiro, cama, despesas, carro, casa, teto?
Como lidar com os defeitos e as manias do outro? Como expor as minhas próprias manias, meus tão feios defeitos? Não sei. Fico me perguntando se tudo aconteceu cedo demais e se cedo demais poderia acabar. Estou pilhada e pirando, cheia de medos e dúvidas.
Comentei com Ri e ele achou meio absurdo, disse que  nunca teve dúvidas e que eu sou a mulher da vida dele. Mas como saber com certeza? Eu já não sei mais. Tô com calafrios na barriga. Uns dizem que é normal, que é uma crise pré-casamento. Até então, eu não conhecia e nem sabia da existência, mas agora que tá chegando, começo a acreditar que existe.
Sei lá, só sei que por esses dias tudo o que eu queria é que o tempo passasse mais devagar. Não sei se estou preparada o suficiente pra essa nova fase da minha vida. Acho que é crescer demais. Tenho medo.

sábado, 27 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009













A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe.
Oscar Wilde

quinta-feira, 18 de junho de 2009

meu coração é corintiano












Ano passado fui ao Morumbi lotado assistir Corinthians e Sport pela primeira partida da Copa do Brasil. Um time que era de segunda divisão estava na final de um dos campeonatos mais importantes do Brasil. Eu nunca tinha estado num estádio tão cheio como aquele. E como vibrava e como torcia e como gritava.
A torcida foi um show a parte. O time, muito bem escalado pelo técnico Mano Menezes, mostrou confiança e reforçou o bom desempenho do grupo, não só nessa competição, como também do Paulista e da Série B. Vencíamos o Sport por 3X0. Era a mão na taça e o pé na Libertadores desse ano.
O caminho mais certo e seguro, aliás, o único caminho. Porém, no final do segundo tempo, Carlinhos Bala fez o gol da salvação que levaria o título e  a chance de disputar a Libertadores ao Sport. Mesmo com a enorme vantagem, o Corinthians [que nunca soube administrar vantagens] foi apático em Recife, entregando o título na bandeja.
Esse ano, pra todos aqueles que não acreditavam, o Corinthians já levou o Paulista e novamente está na final da Copa do Brasil. Semana passada, contra o Vasco e num frio de 9°, eu estava lá no meio da torcida do Pacaembu, empurrando meu time. O jogo não foi bom, mas a vantagem da primeira partida prevaleceu.
Ontem teve a primeira pela final, contra o Internacional. E olha que eu até gosto do Inter, apesar de toda a rivalidade. Ontem não consegui ingresso e tive que assistir de casa mesmo. Como foi bonito o jogo de ontem. Ronaldo desencantou e Felipe mais uma vez foi o grande salvador no alvinegro. O Corinthians [mais uma vez] levou vantagem, vencemos por 2x0.
Só que não vai ser fácil jogar em Porto Alegre [assim como não foi em Recife em 2008]. Mas o Inter não fez nenhum gol. Só que na final mesmo, o Inter terá Nilmar [o craque que eu admiro]. O Corinthians terá André Santos também [que é tão bom quanto]. Acho que o Corinthians tem excelente ataque e excelente zaga. Mas o Inter tem Nilmar e o fator casa.
Nós ainda temos a vantagem [boa, porém é aquilo né, tenho medo de vantagens]. Mas confio muito nesse time. Acho que dessa vez vai. E 2010 vai ser um ano de comemorações e realizações. Bom, torcer eu torço, rezo, me descabelo, grito, faço mandinga, enfim, faço minha parte. E até onde eu sei o Corinthians também vem fazendo a dele. E muito bem, diga-se de passagem.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

oi?


Se quiserem saber um pouco mais de mim, corram no Dona Perfeitinha, tem uma entrevista minha por lá.
Adoro!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

1 ano, 3 meses e corpus christi


Namorado voltou de Porto Alegre e me trouxe chocolates de Gramado. Passamos o dia nos namorados fazendo lista de casamento nas lojas e também comprando alguns presentes pra mim, que mereço – diga-se de passagem.
Finalmente pude gastar um pouquinho comigo novamente [já por conta do meu aumento, é claro]. Depois passamos mais algumas horas nas lojas de construção escolhendo a cor de tinta pro apê, que está na reta final.
Aproveitamos pra ir ao cinema também, assistimos Anjos e Demônios [pra variar, prefiro o livro, mas o filme é bom também]. E também alugamos muitos filminhos na locadora: Noivas em Guerra [só pra não esquecer da louca fase que vivo], Os Reis da Rua [pra agradar amore] e Marley & Eu [pra chorar feito louca no ombro de amore].
Japa com os amigos no sábado à noite e convite feito ao nosso último casal de padrinhos. Domingo foi o único dia em que realmente descansamos e pudemos dormir até tarde, bem juntinhos. No dia dos namorados mesmo, a gente acabou nem fazendo nada, mas Ri não esqueceu de comentar que exatamente há um ano atrás, ele me pediu em casamento com direito a aliança e tudo.
Enfim, apesar da correria, foi um feriado prolongado muito gostoso, como há tempos não acontecia.
E, ah, falta pouco mais de 2 meses pro meu casamento!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

e aconteceu


Quando comecei a trabalhar na minha área, em agências de propaganda, achava que levaria anos-luz até conseguir chegar a algum lugar. Na primeira agência que trabalhei, deixei de ser estagiária só depois de um ano de casa. Virei assistente, porém com um salário basicamente igual e com as mesmas tarefas de antes. Ou seja, pra mim meio que deu na mesma.
Aí quando fui pra Y&R, voltei a ser estagiária. Mas foi uma decisão minha, um investimento na carreira, pensei. E lá sim eu fui promovida, mas não por mérito meu e sim porque minha faculdade terminava e precisavam fazer alguma coisa comigo. Demitir não era a solução, então me transformaram em assistente. Mas foi a mesma coisa de antes, salário semelhante [mixaria] e trabalho em dobro.
Quando percebi que ali não ia mudar muita coisa, decidi começar a procurar outro emprego. Mudei de agência, virei coordenadora. O trabalho era o mesmo de antes, mas finalmente eu havia conseguido um salário digno. Mais uma vez, sem méritos, já que simplesmente fui contratada com esse salário.
E lá se foram mais alguns meses sem também nenhuma perspectiva de melhora salarial ou de cargo, apenas trabalho e mais trabalho. Até que surgiu uma proposta meio diferente, numa área “paralela”. Salário um pouco melhor, novas responsabilidades. Aceitei.
E aqui, como em todos os lugares, me dediquei bastante, mais do que deveria em certas ocasiões. Mas, fazia por mim e pelo meu diretor, que é a melhor pessoa com quem já trabalhei na vida [já falei sobre ele aqui, num post especial]. E aí que ele vem com algumas idéias já há algum tempo. As tais mudanças que falei ontem mesmo.
Mas isso vem já acontecendo. Articulações, conversas daqui, dali. Até que a proposta saiu das mãos dele, passou pelo VP da mídia e chegou ao presidente, financeiro e RH. E sim, ontem ele me ligou no celular já no fim da noite só pra dizer que nossos planos foram aprovados. Sim, fomos “promovidos”.
Pela primeira vez senti aquela sensação de recompensa merecida, de reconhecimento, de alegria, de alívio. Não sei direito, é uma sensação nova, muito boa. Nós não vamos mudar de cargo no título da coisa, mas teremos novas e insanas responsabilidades, porém com um salário condizente. Aleluia!
É, então, logo ontem que escrevi sobre as mudanças... e elas estão acontecendo cada vez mais rápido. Notícia boa pra começar o mês, o semestre novo e a semana curta.
Agora eu vou é comemorar!

terça-feira, 9 de junho de 2009

mudanças


Desde o começo do ano que meu horóscopo vem anunciando mudanças. Promete que serão grandes mudanças em todos os âmbitos. E todo começo de mês é a mesma coisa: mudanças. Eu já até sabia e zombava dos horóscopos que lia, até porque, esse ano eu realmente mudo muita coisa na minha vida.
De solteira, passo a ser casada. Vou mudar da casa da minha mãe pra minha casa. Vou criar independência em muitas coisas. Vou começar a ir pra agência com o meu carro, sem depender de ninguém. Vou poder fazer os meus horários. Vou pagar as contas da minha casa, ter que cuidar, arrumar, limpar.
Vou ser gente grande de verdade, com direito a supermercado e etc. E por esses dias, na agência, mudanças financeiras e de carreira estão pra acontecer. Por enquanto estão no papel, mas pelo que ando ouvindo e sabendo, se tudo der certo, vou mudar também. E pra melhor, é claro.
E eu que zombava do horóscopo achando que ele não me dizia nenhuma novidade, agora fui surpreendida por mais essa mudança que está por vir.
É, realmente é tanta mudança que eu já nem sei mais. Ainda bem que todas são pro bem e pra melhor.
Oxalá!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

coisas que acontecem


Amanhã faria um mês que o pedreiro fazia a reforma do nosso apê. Ontem Ri chegou em casa todo tristinho com a notícia de que o pedreiro havia falecido. Fiquei chocada. Primeiro porque não gosto [e quem é que gosta?] de lidar com a morte tão de perto, ainda que o pedreiro nem seja próximo a mim.
E outra porque sempre fico pensando na morte como algo muito repentino, principalmente em casos como esse, em que não há espera, tudo é uma grande surpresa.
Aí sempre fico achando que a gente deveria receber um aviso e ter um tempo de pelo menos uma semana pra poder finalizar as coisas, se despedir dos lugares que gosta de ir, das coisas que gosta de fazer, dos doces mais gordos do mundo, das pessoas que ama. Ninguém precisaria saber, só a gente.
Mas não é bem assim. Acontece tudo muito rápido e você não tem tempo de nada. Assim como o apê ficou pela metade, imagino quantos planos dele também não ficaram. As pessoas que deixou sem ao menos dizer um tchau ou um alô. E pensei um pouco em mim também. Porque sempre deixo pendências do trabalho pro dia seguinte. Sempre guardo alguma conversa achando que o humor de amanhã pode estar melhor, então deixo pra lá.
Pensei no que gostaria de dizer às pessoas que ficam. Pensei nos blogs, na sensação das pessoas entrando e nunca mais vendo nada atualizado, sem saber o que aconteceu. Pensei nas minhas coisas, na minha bagunça. Depois pensei na perda de alguém. Como eu faria, como ficaria, de onde tiraria as forças necessárias pra continuar.
A vida pode ser encarada como um apartamento em reforma. Mesmo que tenhamos tempo pra despedidas, nunca vai ser o suficiente pra terminar a reforma ou pra dar tchau a tudo. Nunca é. Porque a gente nunca quer ir. Eu não quero.
Só sei que coisas assim, repentinas e sem volta, costumam me tirar um pouco do eixo. Fiquei muito chateada com a notícia. Por vários motivos, pelo pedreiro como pessoa e como homem, pelo excelente profissional que era, pelo que não terminou [e estou falando de coisas da vida dele] e pelo meu apê, que nas mãos dele estava ficando maravilhoso.
Enfim, é uma pena quando as coisas acontecem dessa maneira. E por mais que eu repita a máxima não deixe pra amanhã o que se pode fazer hoje, sei que mesmo fazendo tudo hoje ainda assim não seria suficiente.

terça-feira, 2 de junho de 2009

rio-paris


Fico pensando, normalmente quando acontece algo do tipo, por que aconteceu justo com aquele vôo, naquele dia e com aquelas pessoas?
Penso no acaso que muitas vezes cuida pra que alguém perca o vôo, mude o caminho, se perca, pare pra observar algo bonito, perca uns minutos fazendo uma boa ação, simplesmente desista, adie ou qualquer coisa. E penso naquele noivo que viajou apenas pra buscar os papéis do casamento enquanto a noiva o aguardaria aqui no Brasil.
Penso nas criancinhas, nos velhinhos, nos jovens, nos que foram por obrigação, nos que tinham medo de voar, nos que estavam realizando um sonho ou nos que iam de lua-de-mel.
Sei lá, não entendo. Mas no fundo, no fundo, tô torcendo muito pra acharem esse avião em algum lugar, um deserto talvez e que todas as pessoas estejam sãs e salvas. E seria uma festa no mundo inteiro. E talvez algumas pessoas passassem a acreditar em milagres, outras a dar mais valor à vida.
Vou continuar acreditando e esperando por boas notícias. 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

era uma vez vinte reais


Daí que eu tinha 20 reais que sobrou de algum troco de não sei quê. Aí pra não gastar [visto a pindaíba que estou] resolvi deixar guardado na gaveta lá em casa.
Então, sábado resolvi pegá-lo pra levar pro casório do amigo pra pagar algum eventual flanelinha/estacionamento.
Só que no trajeto casa – casa do namorado, eis que enfio a mão no bolso e cadê meus vintão?
Procurei em todos os lugares do mundo e não achei. O que me deixou mais puta é que eu nem gastei comigo. Fiquei guardando a semana inteira justamente pra não gastar e quando realmente preciso *puf*, ele some.

Ódio!