segunda-feira, 31 de agosto de 2009

setembro chove?


Eu não sei se chove ou se faz frio. Na verdade, setembro é bem lembrado por ser o mês das flores e da primavera. Só que primavera-primavera mesmo, só depois do dia 20, alguns dias depois do meu casamento. Fato é que sempre no meu aniversário [que é só no comecinho de outubro] costuma fazer um friozinho.
Mas, em se tratando de Brasil, em que num mesmo dia temos todas as estações, um tufão, neve e terremoto, não dá pra saber e nem confiar nas previsões meteorológicas. Ano passado, reparei bem no dia 12 e na semana que o antecedeu. Fez bastante calor naquela semana. No dia 12 mesmo, tava bem morninho, clima gostoso, com uma leve garoa no fim do dia.
Com o céu anil como está e com o sol brilhando desse jeito, parece que o tempo vai firmar. Mas, vai saber... Porque dizem que chuva em casamento traz sorte, abençoa e tudo o mais. Mas eu fico aqui torcendo pra que não chova de jeito nenhum nesse dia. Nem no dia anterior. E que faça um calor na medida certa. Nem muito sol, nem pouco.
Vamos ver no que vai dar esse tão esperado doze de setembro. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

doidas ou santas?


Terminei de ler o livro Doidas & Santas, da Martha Medeiros. E tão fascinada que fiquei, selecionei alguns trechos de suas crônicas impagáveis. Aliás, hábito novo adquirido. Vou transcrever todos os trechos de todos os livros que ler daqui pra frente. Adorei meu livro todo sublinhado de marca-texto. Espero que também gostem.

“Entre sobreviver e viver há um enorme precipício, e poucos encaram o salto.”

“Não existe satisfação garantida e tampouco frustração garantida, estamos sempre na mira do imprevisível.”

“Onde estávamos antes de nascer? De certa forma, mortos também. Nossa vida é apenas uma pequena brecha de tempo entre duas ausências acachapantes. E para justificar esse breve intervalo de vida e enfrentar a soberania da morte, só mesmo amando.”

“Uma vida interessante é menos burocrática, mas exige muito mais.”

“O amor verdadeiro tem dessas coisas: não se explica, não se controla, não se racionaliza, simplesmente toma conta. É uma droga, um vício, uma viagem entre o céu e o inferno, ida e volta, sem parar.”

“Ah, se todos os tumores pudessem ser curados com amigos.”

“Não sei se você percebeu, mas viver é nossa única opção real.”

“O prazer está na invenção da própria alegria.”

“Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.”

“Seguir nosso desejo é o que nos torna livres, e o desejo é variável, mutante, inclassificável – não pode ser considerado moderno ou antigo, é o que é.”

“Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.”

“Nossos pensamentos não estacionam, nossos desejos variam, e certo e o errado flertam um com o outro, não há permanência, tudo é provisório, e buscar um porto seguro é antecipar o fim: a única segurança está na morte, será ela o nosso único endereço definitivo. Durante o percurso da vida, tudo é movimento, surpresa e sorte.”

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

a novela das oito


O falso moralismo que acontece nas novelas do horário nobre global me irrita profundamente. É sempre assim, o autor(a) tenta ser moderno e fazer algo que choque por mostrar a realidade da forma mais natural possível. Só que, na maioria das vezes, nunca leva isso adiante.
Se tem um casal homossexual que não está agradando os hipócritas que vivem na nossa sociedade, matamos um deles [ou talvez até os dois, por que não?]. Ou então pior, um sempre vira hetero de novo, agradando alguns pais que acreditam que homossexualismo é doença e que seu filho também pode ter cura. Se o mocinho da novela pode, o filho dele pode também, ué.
Aí outra coisa que me irrita é traição. Falando da novela do momento, por exemplo, Ramiro é casado com Melissa, mas teve um affair com a Gaby, justificando precisar de algo que lhe ajudasse a enfrentar os problemas que tem em casa. Tudo isso apoiado pelo fiel amigo Dario. Melissa descobre, mas se vinga da amante e não do marido. Aliás, por que Melissa – que sofre dos mesmos problemas que o marido – também não teve um casinho pra ajudá-la com os problemas?
Bom, aí depois o mesmo cara teve mais um caso com outra mulher, a vilã Yvone. Melissa mais uma vez descobre, surra a bandida e nada faz contra o marido. O Brasil aplaude em pé, afinal, quem não gostaria de surrar a vilã da novela? Mas eu pergunto: e Ramirinho? Nada?
Raul, irmão de Ramiro, também traiu a esposa com sua melhor amiga, a mesma vilã Yvone. Largou a família, fingiu estar morto pra viver com outra mulher. E há quem condene que a pobre da viúva não possa ser feliz de novo, casando-se com Murilo. A própria filha dela não a apóia.
Aí chega a vez das mulheres. Norminha traía Abel descaradamente. E lá vai o Brasil mais uma vez lavar a alma da hombridade, aplaudindo Abel escorraçar Norminha. Nanda, cansada de não ser enxergada e nem ouvida pelo marido, deixou seduzir-se por um outro homem. Quando essa resolve contar ao marido, o que escuta aos berros? Vagabunda!
E o Brasil tá lá pra engrossar o coro, mulher que trai é vagabunda mesmo. Ninguém quer saber dos motivos, se mulher faz é porque não presta, mas se for homem, aí pode. Pode porque homem já agüenta muitos problemas, mulher não. Mulher leva vida mansa, essa tem que servir mesmo o marido.
Se trair, botamos fogo, escorraçamos, espancamos e gritamos vagabunda pra todo mundo ouvir. Mulher não pode!
Eu não estou defendendo as traições, mas acho que cada caso é um caso a ser analisado. Não acho que valha a pena desperdiçar uma relação ou um casamento por conta disso. Tudo deveria ser melhor conversado e talvez até tolerado, por que não? Existem coisas muito piores do que uma traição.
O que quero dizer aqui é que fechamos os olhos pras traições masculinas, se bobear você nem se lembra desses casinhos do Ramiro e do Raul, mas da Norminha e da Nanda você se lembra, com certeza. É por isso que eu acho que ninguém tem coragem de fazer uma novela em que um homem seja tão homem capaz de perdoar a esposa, admitir que também seja culpado ou tentar achar uma solução.
E enquanto a gente assistir coisas desse tipo, homem vai continuar achando que tem o direito de trair e que toda mulher que fizer o mesmo é vagabunda. Uma pena.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

bolito de copito












Estava eu na mesa do meu diretor quando o menino da expedição veio em minha direção com uma caixinha na mão. A caixinha tinha um guardanapo quadriculado roxo e um laço de fita vermelho. Seis cupcakes de sabores sortidos e um cartão que dizia assim: te amo minha futura esposa.
Ri não existe! Amo!
E sim, são exatamente os da foto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

feliz dia novo


Era uma faixa pendurada num bar qualquer, muito provavelmente esquecida ali. Em pleno agosto ainda há quem espere realmente um 2009 feliz. E nunca é tarde pra achar a felicidade. Até 31 de dezembro tá valendo.
Mas a faixa me chamou atenção porque eu pensei que fosse muito tarde pra ela estar ali ainda. Em pleno agosto, pertinho do próximo ano, achei meio absurdo. Dava um certo ar de desleixo.
Depois parei pra pensar que eu passo ali em frente todo santo dia e nunca tinha me dado conta daquela faixinha, tão esquecida e talvez insignificante. E me dei conta que, de repente, aquele podia ser um desejo de todos os dias.
E que podia ser um recado pra mim, mesmo aos dezessete de agosto. E mesmo com tanta coisa boa e feliz me acontecendo, hoje pode ser mais feliz que ontem. E até 31 de dezembro eu posso sim buscar um 2009 cada vez mais e mais feliz.
Feliz 2009 pra você também! 

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

o que eu ouço


Quando eu era criança ouvia algumas coisas duvidosas tipo Xuxa [é, fazer o quê?], Balão Mágico, Trem da Alegria, Menudos [sim, eu amava], Dominó e coisas do gênero. Mas, adorava mexer nos discos da minha mãe.
Primeiro porque era proibido, podia riscar e tal. E depois porque eu achava as capas muito legais. Aliás, disco é uma coisa muito legal. E aí me apaixonei por Elvis, não só pela música, mas pelo cara que era muito bonito.
Aí xeretando um pouco mais comecei a ouvir Geraldo Vandré, Raul Seixas, Cazuza, Legião Urbana e Titãs. Acho que foi por aí que desenvolvi uma preferência por rock. Com uns 12 anos já sabia todas as letras das bandas brasileiras de cor. Até que perdido, lá no meio dos discos de mamãe, descobri Led Zeppelin e seu longuíssimo Stairway to Heaven.
Logo comecei a me apaixonar por rock e todos os seus derivados. Começou com Raimundos [sim, eles], aí foi Nirvana, Ramones, Offspring, Green Day, Smashing Pumpkins, Red Hot Chilli Peppers [ok, ok, muita coisa aí nem é rock´n roll, mas tá valendo]. ACDC, Iron Maiden, Sepultura [sim, é muito]. Aí me apaixonei por Bono Vox e minha banda predileta era U2.
Daí conheci o mundo techno, não cheguei a virar clubber nem ir a raves, mas Prodigy era minha banda do momento. Em meio a tudo isso, sempre curti Madonna, Skank, Gabriel o Pensador [sim, o próprio], Planet Hemp [pra quem não se lembra, era a banda do D2]. Descambei um pouco pro reggae com Sublime, Bob Marley [eterno!], Tribo de Jah, Natiruts e tal.
Ia em show de tudo, tudo mesmo. De tudo o que eu curtia, é claro. E conforme fui crescendo, algumas coisas foram mudando. Na verdade, continuo gostando das mesmas coisas, mas ouvindo outras tantas diferentes.
Hoje, MPB me fascina, pop me encanta, um mela-cueca às vezes é bom também, um chorinho, um forró bem dançado, uma rima sertaneja [que inclusive está gravada na minha aliança], um Roberto Carlos [por que não?], enfim, hoje vai quase tudo.
A essência [como sempre] permanece a mesma, ainda. Mas muito mais eclética do que nunca e sempre aberta a experimentar novos sons.  Que bom que a gente pode ser esse camaleão do tempo, não?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

sitting, waiting, wishing


Eu não sei quem inventou a espera, mas sei que com certeza tinha o intuito de tirar alguém do sério. Como eu odeio esperar. Quando marcam comigo uma hora em um dia qualquer, se a pessoa se atrasa e não avisa, quero morrer de catapora.
E quando fazem previsões do tipo daqui há uns meses vai acontecer tal coisa, aí que eu quero morrer mesmo. Aliás, a isso deve-se o fato de eu ter desistido de procurar cartomantes e coisas do gênero. Se não pode ser pra já, agora, nem me fale.
E esperar uma resposta? Jesus! Um telefonema depois de uma entrevista? Ou um sinal de vida de um gatinho no dia seguinte? A espera [que não importa de quanto tempo seja] é angustiante. Talvez porque nunca se saiba se no fim dela será um sim ou um não. Essa incerteza que mata.
Não ter o controle nem do desfecho e nem do tempo entre uma coisa e outra. Dar um start em algo e esperar o final é desolador. A gente é muito bicho besta. Pressa em tudo e a toda hora.
Eu odeio esperar. Se vai, fala logo e se não vai, fala também. Esse negócio de espera que eu vou ver e te falo é que dói lá no fundinho da alma.
Um saco!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

sobre blogs que morrem


Às vezes dá um pouco de desânimo manter o blog ativo. Não porque os comentários diminuam ou até mesmo, certas vezes, deixem de existir. Mas porque de todos os links que eu já tive aqui, a maioria não existe mais.
Compreendo que na vida exista um monte de coisas mais interessantes do que escrever, inclusive viver e isso não é pouco. Mas é triste quando a gente se depara com um blog tão bacana e que a gente acompanha há tempos e nele está escrito: fui!
Pior que isso só quando não há nada mais escrito e a data do último post vem lá do começo do ano. Eu sempre penso no que será que deve ter acontecido. Será que a pessoa cansou? Casou? Teve filhos? Mudou de cidade? De emprego? De planeta? Teria morrido? Por que não? Ou simplesmente perdeu o gosto?
Eu, por mais que ande sumida, adoro escrever e escrever. Pelo simples prazer, mas claro que o que me impulsiona é ler os comentários. Porém, mesmo que um dia eu não os tenha, o blog é minha terapia, meu segredo e meu vício. Algo que não vou conseguir largar assim, de uma hora pra outra.
Eu entendo o abandono e a desistência de alguns, afinal, já são 4 anos e em 4 anos acontecem muitas coisas. Só fico um pouco triste porque é meio que como perder um amigo. Você tá lá diariamente acompanhando a vida de alguém e de repente *puf*, não dá mais. Simples assim.
Eu sempre penso em deixar um post póstumo com meu usuário e senha anotados. É mórbido pensar assim, mas gostaria de me despedir dignamente das pessoas. Não gosto de deixar nada inacabado, talvez por isso me incomode muito o abandono das pessoas com coisas assim. Um blog é importante, sim. Eu levo o meu muito a sério.
E fico imaginando a decepção de algumas pessoas que entrassem aqui e encontrassem poeira, sem explicações, adeus, nada. Ou talvez eu esteja pirando e ninguém se importe tanto assim.
Enfim, não sei. Só sei que eu me importo.  

terça-feira, 11 de agosto de 2009

e finalmente virá



Andou circulando pela internet um texto creditado a Danielle Mitterrand, viúva do ex-presidente francês François Mitterrand. Pelo teor, acredito que seja mesmo de sua autoria. Quando permitiu que a amante e a filha que ele teve fora do casamento comparecessem aos funerais, Danielle comprou uma briga com a ala mais conservadora da sociedade francesa. Agora está se defendendo com uma reflexão que serve para todos nós.
É sabido que a instituição casamento vem se descredibilizando com o passar do tempo. Hoje, uma relação que dura vinte anos já é candidata a entrar para o Guiness. Li outro dia uma pesquisa sobre os casais mais “divorciáveis” da atualidade. A tal de Paris Hilton era mais cotada para se separar no primeiro ano de matrimônio – erraram: nem chegou a haver casamento. E fora do mundo das celebridades não é muito diferente. Os pombinhos estão no altar, e os amigos, na igreja, já estão fazendo suas apostas para a duração do enlace. Todo mundo quer casar, adora a idéia, mas poucos ainda acreditam no “felizes para sempre”, e não porque sejam cínicos, mas porque conhecem bem o contrato que estão assinando: com exigência de exclusividade vitalícia, ou seja, ninguém entra, ninguém sai. Difícil achar que isso possa dar certo nos dias atuais.
O casamento vai acabar? Nunca, mas vai continuar a fazer muita gente sofrer se não entrarem cláusulas novas nesse contrato e se as cabeças não se arejarem. Danielle Mitterrand diz o seguinte: “Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente.” E termina citando sua conterrânea, Simone de Beauvoir: “Temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida”.
Estamos falando de casamento aberto, sim, mas não desse casamento escancarado e vulgar, em que todos se expõem, se machucam e acabam ainda mais frustrados. Casamento aberto é outra coisa, e pode inclusive ser monogâmico e muito feliz. A abertura é mental, não precisa ser sexual. É entender que com possessão não se chegará muito longe. É amar o outro nas suas fragilidades e incertezas. É aceitar que uma união é para trazer alegria e cumplicidade, e não sufocamento e repressão. É ter noção de que a cada idade estamos um pouquinho transformados, com anseios e expectativas bem diferentes dos que tínhamos quando casamos, e quem nos ama de verdade vai procurar entender isso, e não lutar contra. Sendo aberto nesse sentido, o casal construirá uma relação que seja plena e feliz para eles mesmos, e não para a torcida. E o que eles sofrerem, aceitarem, negociarem ou rejeitarem terá como único intento o crescimento de ambos como seres individuais que são.
Enquanto não renovarmos nossa idéia de romantismo, continuaremos a bagunçar aquilo que foi feito apenas para dar prazer: duas pessoas vivendo juntas. Eu não conheço nada mais difícil, mas também nada mais bonito. E a beleza nunca está  nas mesquinharias e infantilidades. A beleza está sempre um degrau acima.


Essa é uma crônica de Martha Medeiros, do livro Doidas & Santas [que eu me dei no começo do ano e só agora comecei a ler]. Aliás, não poderia ter melhor momento para começar a ler esse livro do que agora. E Martha já se tornou uma das minhas cronistas prediletas. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

é proibido fumar, diz o aviso que eu li


Até que enfim inventaram uma lei que preste. Não há nada mais irritante do que fumaça de cigarro [dos outros] na sua cara, no seu cabelo, na sua roupa. Sempre que eu ia numa baladinha ou num barzinho, me irritava demais aquela fumaceira toda.
Eu sempre tive vontade de gritar e quebrar o cigarro da pessoa ao meio, mas respeitava, afinal era legal. E se respeito não vinha da outra parte, simplesmente eu procurava o lugar menos poluído da festa pra ficar.
Em restaurante também me irritava e muito. Mesmo aquela história da ala dos fumantes e não fumantes, afinal, a fumaça não sabe ler, né?
Então, agora que não se pode mais fumar em ambientes fechados, estou feliz da vida. Adoro ver aquelas rodinhas dos excluídos na porta do bar fumando. É bem onde eles devem ficar mesmo. Se matando e ficando bem fedidinho, longe de mim.
Sexta eu e Ri fomos numa baladinha e chegamos em casa cheirosinhos, assim como quando saímos. E aí deitar os cabelos no travesseiro sem aquele cheiro de cinzeiro, não tem preço.
E se você fuma e não concorda com a lei só prova que ela era realmente necessária, afinal, se você não se respeita quem dirá os outros, né? 

terça-feira, 4 de agosto de 2009

descarreguei











Poucas vezes na vida eu me senti assim, “descarregada”. Com aquela sensação clara de que só metendo o dedo na tomada pra ficar zerinho outra vez. A última vez foi quando fiquei três anos sem férias, só mudando de emprego, direto. E agora.
Tô cansada de muitas coisas. Das responsabilidades na agência, que duplicaram. Não, pior, triplicaram. De algumas pessoas da agência também. De alguns problemas, de alguns amigos. Do casamento, do apartamento. Dos presentes fora da lista, de entregar os convites. De ficar controlando o saldo no banco toda vez que cai uma conta.
De ter que sempre arrumar tempo pra tudo e pra todos. De casa, da rua, da tevê, da cachorra, de absolutamente tudo. Hoje, não estou mais contando os dias pro casamento em si, mas na verdade pra viagem. Não porque é lua-de-mel e tal, mas porque eu quero sumir.
Não vou levar celular e nem vou atender telefone. Não quero ver computador, rádio ou televisão na minha frente. Não quero saber se o mundo acabou, se a gripe pegou ou se os terroristas voltaram. Só quero saber do sol, do mar e mais nada.
Quero fazer de conta que estou numa ilha, onde sou a princesa e todos estão ali pra me servir e me agradar. E o mundo que se exploda. Quero esses 7 dias de paz e solidão. Reclusão dos problemas dos outros e dos meus problemas. Porque, dessa vez, acho que só assim pra eu conseguir recarregar toda a energia de que preciso.  

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

primeiro


Foi primeiro de agosto.
Nossa primeira refeição no chão do quarto.
Nossa primeira faxina.
Nossa primeira tarde no apartamento.