quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

christmas time


Como não estou com o menor saco pro natal e suas festividades, resolvi falar do ano de 2009, que pra mim foi espetacular. Nesse ano eu vi meu time ser campeão 2 vezes, fui ao estádio ver as partidas mais importantes do Timão, vi Ronaldo dando show em campo, recebi um aumento, reformei meu apartamento, mudei de casa, andei de avião mais do que eu gostaria, conheci Maragogi, Recife, Porto de Galinhas, Curitiba, Praia dos Carneiros, Ilhéus, realizei um desejo antigo, aprendi que não devemos julgar ninguém, aprendi que fofoca não leva ninguém a nada, casei, cresci, me decepcionei, vi uma amiga ficar grávida, fiz novas amizades, comprei um carro, fiquei presa numa enchente, não voltei pra academia, comi demais, sonhei demais, entendi algumas pessoas, me surpreendi, conheci lugares novos na cidade, cozinhei mais, troquei confidências com pessoas que eu nem imaginava, conheci uma liberdade maior, estreitei laços, me despedi de pessoas, antigos desafetos cruzaram meu caminho novamente, me apaixonei pela vida e pelas suas inúmeras possibilidades e surpresas, ganhei muitos presentes, completei 27 anos, comemorei conquistas, bebi, assisti o Flamengo ser campeão e desbancar a porcada e os bambis, pintei a unha com cores berrantes, renovei o guarda-roupa, cortei 2 palmos do cabelo, gastei dinheiro demais, declarei imposto de renda, parei com o inglês, fiz ligações internacionais, fiz reuniões, me irritei, chorei, ri, me magoei, me atrevi a viver intensamente, fui fiel aos meus princípios, menti, aprendi a ouvir mais, aprendi a falar menos, caminhei na beira da praia, chorei de novo, senti saudades, reencontrei pessoas distantes, deixei a Luna na casa de mamis, fiz massagem toda semana, tirei férias, fiquei puta, fiquei zen, aprendi novas receitas culinárias, decorei a casa nova, fiz planos, desfiz planos, busquei ser correta, fracassei, venci, vivi, acho que estou um pouco mais cega, ainda não troquei os óculos, fui a 4 casamentos sem contar o meu, tive ótimas surpresas através dos blogs, tive uma coluna sobre casamento, sai numa revista de noivas, fiz novos planos, tive novos sonhos, amei demais, tive delírios, saí com amigas, apoiei um amigo, não montei árvore de natal, nem pendurei luzinhas coloridas. O ano ainda não acabou e eu não preciso de muito pra ser feliz. Em um segundo tudo pode acontecer, tudo pode mudar.
Olho pra trás e não me arrependo de nada, aprendi a me importar menos com o que vão achar, pensar ou falar de mim. Vivo de acordo com o que acho certo e tenho minha consciência em paz. A vida é curta, é rápida e tudo o que você precisa pra ser feliz é viver. Viver com gana de aproveitar tudo o que puder, porque o tempo passa e não volta nunca mais.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

nesta jornada



- não sabes que triste... hoje pela manhã vi um ratinho morto
- e isso me fez pensar que aqui estamos um pouco, não mais
- e que isso é uma viagem
- mãe disse que o importante é escolher bons companheiros de viagem
- obrigado  


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009














Meu final de semana foi repleto de coisas gostosas. A surpresa começou no sábado com a chegada de uma prima que mora longe, aproveitamos a companhia e fomos para a exposição do Pequeno Príncipe, no Ibirapuera.
Exposição linda, lúdica, mágica. Por mim, ficaria lá o dia inteiro. Pra quem foi, sabe do que estou falando e quem não foi, perdeu, pois ontem foi o último dia. Pude ver os trechos do livro contados de maneira inexplicável, conheci um pouco da extraordinária vida do autor, Saint-Ex, como descobri que era chamado. Deitei no asteróide B 612, bem ao lado da rosa, lá ficamos observando os planetas, a Terra, as estrelas.
Tirei muitas fotos, mas a máquina não resistiu e acabou a bateria antes que eu chegasse na metade da exposição. Encontrei Nath querida, dessas surpresas boas que os encontros nos trazem vezenquando. Almoçamos um crepe bem no estilo parisiense, lá na Oca mesmo. Saímos de lá direto pra um dos meus lugares favoritos na cidade: a doceria Brigadeiro.
Lá não há nada que não seja bom. Fora que tem a maior cara de casa de vó, daqueles lugares que a gente não tem vontade de sair por nada nesse mundo.
À noite, fomos comemorar – atrasados – o aniversário da sogra, num restaurante super charmosinho, o Espaço Tambiú, cuja especialidade é peixes. Comemos um pacu com arroz de alho poró de comer rezando. Lugar que vai entrar na listinha de preferidos, com certeza.
Mais tarde, fomos ver um amigo meu no último dia de sua apresentação no ano no Seleção de Comédia Stand up, no Teatro Folha. Já trabalhei com ele numa agência de propaganda, acompanhei um pouco do comecinho de sua carreira, adorava almoçar com ele porque era garantia de boas risadas, mas ver o Maurício mandar tão bem, não teve preço. Ainda bem que ano que vem eles estão de volta e ta aí um programa que ninguém pode perder.
Domingo, acordamos bem tarde, fiz um almocinho bem apimentado [errei na mão, fazer o que], e no fim da tarde fomos ao teatro Bibi Ferreira ver A Alma Imoral, indicação do chefe [fofo que eu amo!].
A Alma Imoral é um monólogo inspirado num livro escrito por um rabino. É uma peça muito louca, do tipo que faz você sair meio zonzo de tanto que você pensa. E mesmo que muitas das coisas se percam em meio a tantos pensamentos, alguma coisa de lá gruda em você. Além de muitas coisas que me fizeram pensar e pensar, uma das frases que não me sai da cabeça dizia mais ou menos assim: quando alguns dos nossos questionamentos são muito inquietantes, temos que buscar as respostas onde quer que elas estejam. E esse é um conselho que vou levar comigo.









sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

na minha caixa de entrada


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Têm que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.

Não sei de quem é esse texto, mas meu diretor [fofo que eu amo!] mandou essa mensagem por email hoje. Adorei!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

*ricardo*


você me tira o fôlego
você me tira do sério
você me tira a calma
você me tira do eixo
você me tira o sono
você me tira a paz
você me desassossega
você me desconcerta
você me desconecta
você me emputece
você me aborrece
você me enlouquece
você me desconhece
você me surpreende
você me repreende
você me causa arrepio
você me causa delírios
você
que é assim, tão desconhecido,
tão misterioso
tão silencioso
tão inquieto
tão estranho
você me espanta
você me dá esperança
você bagunça tudo
você não dá sinais
você
forasteiro
safado
você
contraditório
faceiro
medroso
você
a causa do meu desespero

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

curitiba


Sábado completamos 3 meses de casados. Ri tinha um evento de arrancada em Curitiba e me convidou pra fazer-lhe companhia. Eu, que ainda não conhecia a cidade, topei. A viagem foi um pouco cansativa, acabamos chegando lá no meio da tarde. E no sábado, praticamente, passamos o dia comendo.
A cidade é muito interessante, pena que eu não consegui conhecer nada. Fomos ao Shopping Estação, lá funcionava uma amiga estação de trem, inclusive lá tem o Museu Ferroviário, mas estava fechado, só consegui ver algumas coisas que ficavam expostas na vitrine.
A idéia era só almoçar, mas como não resisto a nenhum shopping, acabamos ficando por lá o resto da tarde. Saímos de lá já noite, rumo ao bairro Santa Felicidade. Que bairro bonitinho, cheio de construções antigas, bares e restaurantes. Com as luzes de natal parece até coisa de outro mundo.
Jantamos num restaurante super charmosinho e romântico, o Famiglia Fadanelli. Pena que eu já tinha comido demais, então cheguei lá meio sem fome. E olha que eu ainda fiquei enrolando numa vinícola que passamos antes. A comida era muito boa, o ambiente super aconchegante e tinha uma batida de maracujá de beber rezando.
Domingo passamos o dia no evento de arrancada. A empresa do Ri patrocina um dos pilotos, que inclusive ficou em 3º lugar. Foi um dia atípico, eu não gosto muito de corrida de carro, mas foi diferente.
Quero voltar a Curitiba com mais calma, porque foi tudo muito corrido e acabei nem conhecendo os principais pontos turísticos. Mas pelo pouco tempo que tínhamos, a viagem foi ótima e inesquecível.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

tentação


*clarice lispector

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.  Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava.
Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto de bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço, a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher ?
Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão do Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnado na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele tremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam. Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreendiam. Acompanhou-os com os olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

deixe-se acreditar


*mombojó

Eu quero um samba pra me aquecer
Quero algo pra beber, quero você
Peça tudo que quiser
Quantos sambas agüentar dançar
Mas não esqueça do seu trato
Da hora de parar
Só vamos embora quando tudo terminar
Eu vou te levar aonde você quer chegar
Eu tenho a chave, nada impede a vida acontecer
Deixe-se acreditar
Nada vai te acontecer
Tudo pode ser
Nada vai acontecer, não tema
Esse é o reino da alegria


Esse é o reino da alegria
Esse é o reino da alegria

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

não tá fácil


É muito comum vermos em filmes alguns publicitários no meio da trama, é chique, é glamuroso, é poderoso. É tipo Advogado do Diabo na versão publicitário. Vira e mexe, as agências entram em concorrência por uma determinada conta/cliente.
E a vida vira uma loucura. Essas últimas semanas a gente tá trabalhando em 3 concorrências, duas bem grandes até. O problema é que eu já fiz um freela na agência que cuida da conta do cliente que estamos tentando trazer pra cá.
E sei muito bem que esse cliente é a vida dessa outra agência, tipo perdeu a conta, acabou a agência. E aí eu fico pensando nas pessoas que trabalham lá e que por sinal estão fazendo um ótimo trabalho pra esse cliente.
E fico me questionando se é justo que as agências grandes fiquem cada vez maiores e as pequenas sempre corram o risco de acabar. Por que não ficamos como estamos, cada um com seu faturamento, garantindo o emprego de mais pessoas?
É que como eu já vivi isso muito na minha infância, vendo minha mãe perder o emprego a cada conta que saia da agência, fico pensando nas famílias dessas pessoas, nos sonhos, nos planos que talvez não se concretizem, enfim.
Fico aqui fazendo o meu trabalho pra agência crescer, pro presidente ficar mais rico, mas no fundo não estou torcendo pra ganhar essa conta não. A gente já ganhou uma conta grande esse ano, já renovou vários projetos importantes, ou seja, já estamos com o cu bem cheio de dinheiro [quer dizer, estamos não, estão], então vamos deixar tudo como está e garantir o emprego do pessoal dessa outra agência. Porque o natal tá chegando e nessa época fica muito mais triste perder o emprego.
O duro é ter que ralar que nem uma filha da puta por algo que eu não acredito, nem torço. Mas vou fazendo minha parte, afinal, sou paga pra isso. Mas que minha consciência não fica nada tranqüila, ah, isso é verdade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

hecho en argentina


Certa vez, quando pequena, conheci um homem que falava de um jeito estranho e era todo cheio de tatuagens pelo corpo. Me lembro bem que a mais engraçada de todas era uma boca vermelha tatuada no pescoço.
Aí me dei conta que o cara na verdade não era brasileiro, era argentino. E me encantou aquele sotaque diferente, aquele jeito irreverente. E o cara era bem feio, por sinal. Aliás, não que haja muito argentino bonito espalhado pelo mundo, mas pra mim, no geral, eles têm um nunseiquê.
Por isso resolvi fazer espanhol, assisti muitos filmes latinos, descobri músicas e aderi até a culinária. E no futebol, especialmente no meu time, comemorava cada nova contratação dos hermanos, mesmo que na maioria das vezes fossem homens terrivelmente feios.
Mas é inexplicável, o cabelo todo desgrenhado e desalinhado, o nariz por vezes bastante proeminente, mas bastava abrir a boca e dizer algunas palabritas pra eu ficar louquinha da silva. E, depois do Brasil, eu realmente gosto muito pela seleção argentina, porque eu adoro ser do contra.
Eu até torço pras finais serem sempre entre nossa seleção canarinho e a seleção dos hermanos. Adoro essa disputa, essa rivalidade, esse nunseiquê de novo.
E por que eu tô escrevendo tudo isso? Num sei, só sei que foi assim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

sem rascunhos


Sabe aquele segundo que pode fazer toda a diferença na vida de alguém? Aquela chave que você esqueceu, aquele telefone que tocou, qualquer coisa que faça você esperar só mais um segundo e de repente você descobre que aquele segundo mudou toda a sua vida.
Às vezes acontece assim. Se você esperasse um pouco mais, se você se atrasasse, se você ouvisse mais você mesmo, se você parasse um pouco mais, se fosse mais devagar. Mas, infelizmente, não existem hipóteses na vida. Você toma uma atitude e vai. As conseqüências sempre serão desconhecidas. E talvez aí esteja o grande barato da vida.
Arriscar-se! Sem medo, porque não há tempo pra isso. Viver e fazer, sabendo que pode-se errar, falhar, magoar e magoar-se, mas viver. Porque deixar de viver é que não dá. Porque assim como não existem hipóteses, não existe maneira de voltar no tempo.
Aproveitar cada oportunidade, cada momento. E não lamentar-se pelo segundo que não mudou sua vida. Ou que mudou, de repente. Cada erro, cada fracasso e cada decepção só te faz crescer mais. E te faz não repetir os mesmos erros. Ou às vezes te faz repetir sim.
Porque o erro pode também valer a pena. Depende. Mas se não se arriscar, nunca vai saber. E viver na dúvida, definitivamente, não dá.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

labios compartidos


*maná

Amor mío
Si estoy debajo del vaiven de tus piernas
Si estoy hundido en un vaiven de caderas
Es tu es el cielo, es mi cielo
Amor fugado
Me tomas, me dejas, me exprimes y me tiras a un lado
Te vas a otro cielo y regresas como los colibris
Me tienes como un perro a tus pies
Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel
Vuelve a mi tu boca y provoca
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies
Labios compartidos
Labios divididos mi amor
Yo no puedo compartir tus labios
Y comparto el engaño
Ni comparto mis dias y el dolor
Yo no puedo compartir tus labios
Oh amor, oh amor
Compartido
Amor mutante
Amigos con derecho y sin derecho de tenerte siempre
Y siempre tengo que esperar paciente
El pedazo que me toca de ti
Relampagos de alcohól
Las voces sólas llóran en el sol
Mi boca en llamas torturada
Te desnudas angel hada luego te vas
Otra ves mi boca insensata
Vuelve a caer en tu piel de miel
Vuelve a mi tu boca duele
Vuelvo a caer de tus pechos a tu par de pies
Labios compartidos
Labios divididos mí amor
Yo no puedo compartir tus labios
Que comparto el engaño
Y comparto mís dias
Y el dolor
Ya no puedo compartir tus labios
Que me parta un rayo
Que me entierre el olvido mi amor
Pero no puedo más
Compartir tus labios
Compartir tus besos
Labios compartidos
Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Tus labios tienen el control
Te amo con toda mi fe, sin medida
Te amo aún que estes compartida
Y sigues tu con el control

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

me adora


*pitty

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber