terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2011: seja bem-vindo


Aqui estou eu, a espera de 2011. Já arrumei até meu guarda-roupa, porque é como li em blog de amiga outro dia: “...porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento...
E que todas essas boas vibrações possam mesmo me trazer um ano ímpar, como se deve.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

dois mil e onze


Não que eu acredite muito, mas nos últimos tempos leio meu horóscopo semanalmente. Só que eu tenho um jeito bem particular de fazer isso, normalmente acredito só nas previsões de coisas boas. As ruins eu faço questão de deletar. Afinal, de zilhões de librianos que existem no mundo, nem sempre a previsão vai ser pra mim, né?
Enfim, lendo a previsão desses dias próximos do fim do ano, a maioria vem dizendo algo em comum: abandonar o passado no passado e se preparar para novas boas fases na vida. Tá, parece meio genérico, eu sei. Mas é aquela história, a previsão é pra zilhões de librianos, então tem que ser meio genérico mesmo.
Só que eu tava analisando, esse ano fui numa cartomante, a mesma que fui há 10 anos atrás e que acertou absolutamente tudo a ponto de eu jurar que nunca mais voltaria nela. Pois então. Mais uma vez (até o dia de hoje) ela acertou tudo, tudinho.
No saldo geral, foram previsões positivas. E eu meio que tento juntar as previsões ao horóscopo e tentar mentalizar um 2011 cheio de novas possibilidades – e das boas. É esse o pensamento que eu tenho carregado aqui comigo. Aliás, é o pensamento que carrego sempre, a cada começo de um novo ano.
Prefiro pensar que funciona. Tirando um ou outro ano que realmente foram não tão bacanas, a vida me sorri.
E eu sorrio de volta!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

já é natal


Sempre me admira como as pessoas ficam mais humanas nessa época do ano. Me admira porque eu acho que deveríamos ter esse espírito o ano inteiro. Por isso que dezembro me irrita, eu acho muita hipocrisia espalhada no meio da bondade. Mas, c´est la vie néam?!
Tirando a hipocrisia e tal, eu gosto bastante do natal. Mais porque as ruas ficam bonitas e o clima é mais gostoso do que qualquer outra coisa. O lance da família e dos presentes, nem curto tanto. E o povo comendo feito porco então, me irrita também.
Mas, sei lá. o natal vai despertando uma coisinha boa dentro da gente. Então eu fiquei pensando que tenho muita coisa a agradecer. Que foi um ano bom (embora anos ímpares são sempre ímpares na minha vida). Agradecer por ter um carro que me leva pra onde eu quero (penso nisso todo dia quando passo em frente aos pontos de ônibus lotados), já passei tanto por isso.
Agradecer pelo meu apêzinho que é fofo e aconchegante, do jeito que eu sempre quis. Até agradecer pelo emprego, que não tá bom, mas que poderia ser pior. agradecer pela saúde, porque tirando um ou outro piriri, não tive nada de grave.
Agradecer pelo marido, pela mãe e pela cachorra (essa é a família que tenho). Agradecer pelos amigos que continuam amigos e por aqueles que de um jeito ou de outro se distanciaram. Agradecer pelas coisas boas que acontecem a cada dia. Agradecer e agradecer.
Enfim... obrigada! Não custa nada lembrar, né?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

eu quero é mais


Ontem estava filosofando sobre a vida com o Ri, mas nunca funciona. Isso porque, talvez, minha cabeça tenha mais idéias do que comporta. Idéias só não, questionamentos. Muitos.
Eu me pego sempre pensando se eu morresse amanhã, gostei da vida que tive? Nunca consigo responder essa questão de todo o coração. É como se eu tivesse vivido a vida como a maioria.
Nasci, cresci, me formei, tenho um trabalho e casei. Tá, mas e daí? Só isso tá bom? A maioria das pessoas se contentam com isso e acham que não há mais nada o que querer da vida, além de viver.
Mas eu me pergunto se as pessoas realmente vivem ou se todas estão num botão automático. Sabe? Cresce, reproduz e morre? Então. Eu não quero isso pra mim. Eu quero mais. Mas não sei o que eu quero.
É confuso, eu sei. O Ri mesmo não agüentou levar essa conversa de doido adiante. Mas eu tenho muito medo mesmo de chegar um dia, lá no fim da vida e olhar pra trás e ver que eu não vivi a vida como deveria.
E como deveria ser? Eu também não tenho essa resposta ainda. Meu maior medo é nunca ter. Eu quero tão mais da vida. Tão mais de tudo. As pessoas estão muito acostumadas a viver assim, automático.
Me irrita.
Me irrita muito.
Queria viver sabe, sem elos, sem nada. Solta no mundo. Poder trabalhar em algo do caralho, receber o dinheiro justo. Poder ter meu horário, conhecer o mundo, conhecer pessoas. Fazer as coisas sem medo de nada. Ou não, sei lá.
Só sei que quero mais da vida. Mais do que ela aparentemente pode me dar. Só não sei bem como.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

que venha dezembro


“Construirá bases sólidas para sua vida. Saturno em seu signo cobrará seriedade e determinação para alcançar os objetivos. Aproveite a primeira quinzena para fortalecer vínculos afetivos e se comprometer com planos familiares. A primeira semana será melhor para fazer as compras de final de ano. Do dia 10 ao dia 30, Mercúrio ficará retrógrado e dificultará negociações. Conversas com a família também serão complicadas. Reveja antigos conceitos e livre-se de traumas do passado. Agrupamento poderoso de Marte , Mercúrio e Plutão, no dia 14, porá fim às velhas angústias. A passagem de ano com encontros animados inaugurará uma nova era em sua vida.”

Que assim seja!  

terça-feira, 23 de novembro de 2010

fim


Chegou a hora de colocar uma pedra sobre determinado assunto. Por pouco mais de um ano venho sofrendo dia a dia, tentando digerir o fim de uma amizade aparentemente sem explicação.
Todos os dias tentei pensar num motivo que justificasse tamanho absurdo. Mil razões passaram pela minha cabeça e não saber se nenhuma é válida é o que mais me incomoda, o que mais me machuca.
Logo eu que nunca fui de remoer por muito tempo certas coisas, logo eu que sempre fui muito bem resolvida e que conseguia colocar pontos finais nas histórias sem dor na consciência, sem pestanejar, sem remoer, sem arrependimentos. É, logo eu.
Mas, infelizmente ou felizmente, nem sempre se pode ter o controle das coisas. E é até bom saber que não tenho um coração totalmente duro. Que posso sofrer e que nem sempre serei eu a colocar o ponto final numa história. Às vezes terei que engolir esse ponto amargo contra minha vontade. E continuar. Porque a vida continua, não pára.
Eu é que tenho mania de botar um ponto final só quando tudo está resolvido. Só que dessa vez não vai ser assim. É como li outro dia num blog de uma amiga querida: Mais reconfortante pensar que em tudo existe um porquê. Mesmo que, na maioria das vezes, ele permaneça pra sempre um grande mistério.
E ponto final.


“Muitas vezes não prestamos bastante atenção, no momento, em coisas que já então podiam parecer-nos importantes; não ouvimos bem uma frase, não notamos um gesto, ou senão os esquecemos. E quando, mais tarde, ávidos por descobrir a verdade, remontamos em dedução, folheando nossa memória como uma coleção de testemunhos, chegamos a essa frase, a esse gesto, é impossível nos lembrarmos; recomeçamos vinte vezes o mesmo trajeto, mas inutilmente: o caminho não vai mais adiante”. – esse post tirei daqui. Sem querer parei nesse blog e tinha que publicar isso aqui.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

de pernas pro ar


A melhor coisa das férias é poder viajar, conhecer lugares e culturas novas. Eu já tive minha mini-viagem até o Rio na semana passada. Agora estou numa outra fase. Acordo a hora que me dá na telha, sem despertador, sem compromisso, sem nada.
Me espicho no sofá e vejo meus programas preferidos. Aproveito também pra matar a saudade de algumas outras coisas como Chaves, Quatro por Quatro e alguns filmes que pego começando.
Como a hora que dá fome, tomo banho quando bate uma preguiça. Tiro uma soneca se não tem nada de novo. Saiu sol, desço pra piscina. Fez frio, me enrolo na manta ou me atiro nos doces da cozinha.
Acho que poucas sensações são tão prazerosas quanto a de perder a noção de tempo e espaço. Não sei que horas são e nem que dia é. Não tenho pressa pra nada. Faço tudo o que bem entender.
Ah, como é bom esvaziar a mente de problemas cotidianos e dar um tempo no trabalho. Férias é algo realmente sagrado. Amém!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

privacidade escancarada


Desde que nos mudamos, há pouco mais de um ano, temos participado da vida dos nossos vizinhos de cima. De uma forma nada agradável e nem por questão de escolha, somos praticamente obrigados.
Acredito que alguns tipos de pessoas não poderiam morar em prédio, pelo simples fato da pessoa não ter noção nenhuma do respeito alheio. A pessoa chega tarde da noite e começa a fazer a mudança do século, seguida de uma reforma. É meia-noite e a pessoa marreta, martela, fura, deixa cair coisa no chão, arrasta móvel e acha tudo normal.
No começo eu até tolerava, não queria ser a chata. Mas depois que percebi que além da falta de noção aquilo podia ser falta de educação e consideração, não tolerei mais nada e passei a reclamar.
Quem dera só fosse isso. O casal acima briga tanto, mas tanto que nós – e acredito que o condomínio inteiro – sabemos tudo da vida deles. A mulher grita tanto que parece que está participando de uma sessão de exorcismo ou cantando um rock estilo vocalista do Sepultura.
O cara parece um animal, gritando todos os tipos de xingamentos que possa existir. Joga coisa no chão, deve esmurrar a parede, sei lá o que acontece. Eles gritam como se não houvesse nada ao redor.
Já sabemos que ele teve uma amante, que o filho da moça não é dele, que enquanto estiveram separados a mãe dela ficou do lado dele. Sabemos quanto cada um gasta com as despesas da casa, enfim, sabemos praticamente tudo. E não é só na briga que eles gritam. Eles gritam e se xingam também quando estão fazendo sexo.
Não ouço porque quero, é simplesmente inevitável. É feio, é horrível, eu sinto vergonha alheia por eles. Não sei se ela apanha ou se ele apanha, mas acredito que eles se mereçam, afinal, eles se submetem a viver essa vida tão sem respeito mútuo.
Eu, honestamente, não sei o que leva alguém a ter uma vida como essa, mas eles realmente se merecem. Quando os vemos por acaso pelo condomínio, eles até parecem gente normal, mas eu só consigo sentir vergonha e pena.
Não consigo entender de jeito nenhum como duas pessoas conseguem conviver assim. É bizarro!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

o rio de janeiro continua lindo


















Minhas mini-férias no Rio foram ótimas. Apesar da chuva que caiu no sábado e das 4 horas que meu vôo atrasou. A idéia era ter ido com uma amiga que trabalhou comigo, mas ela acabou conseguindo um novo emprego então fui sozinha mesmo.
Lá fiquei com outra amiga que está cobrindo férias de uma menina da agência do Rio. Fiquei hospedada no apart dela, no Leblon (porque eu sou fina né). A noite íamos para a Lapa, mas a chuva desaminou bastante.
No domingo amanheceu um dia lindo e fizemos um passeio de barco pela Baía de Guanabara, show de bola. O que mais fiz por lá foi comer, já que durante a semana só via minha amiga pela manhã e a noite.
Tomei muito sol na cobertura do hotel, onde dava pra ver o Cristo. Fui a praia sozinha também. Não me importei pois estava bem vazia e é uma praia muito linda. No domingo a praia estava lotada. Aliás, quanta gente bonita meudeus!
O povo lá é tudo sarado, me senti até mal. Todo mundo é natureba, uma coisa de louco. Fiquei numa das avenidas mais importantes do Leblon, então a gente se esbarrava com algum famoso por lá, mas é normal, é bem natural.
A noite lá ninguém dorme, ao menos os bares e restaurantes são lotados durante a semana mesmo. Os cariocas tem um jeito muito esquisito de falar, que me perdoem, mas é um sotaque muito mala. Mas, fazer o que.
Ao mesmo a maioria dos cariocas que conheci ou convivi nesses poucos dias eram todos muito simpáticos. Gostei bastante. Não fiz nenhum passeio turístico, mas fiquei curtindo o bairro como pude.
O Rio é uma cidade linda, cheia de contrastes, mas linda linda. Pretendo voltar lá e levar o Ri comigo para aproveitarmos tudo o que temos direito. Adorei! Principalmente o tempo maravilhoso que me deixou assim preta, preta, pretinha.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

voando


Voar. Acho que essa ação deveria ser exclusividade dos animais com asas e ponto final. Mas, o homem foi lá e deu um jeito de inventar uma forma de voar também. Já pensei nisso inúmeras vezes. Não existe nenhuma lógica em algo tão grande e pesado como um avião voar como um pássaro.
E quando tenho que voar, passo mal e fico muito, mas muito tensa. Morro de medo e tenho pânico de lugar fechado, só de pensar tenho pavor de saber que uma vez que ouço “portas em automático”, só vou poder sair novamente quando chegar no destino.
Tento não ficar muito nervosa, mas só passa merda pela minha cabeça, eu nunca relaxo. Ouço meu ipod bem alto pra evitar ouvir qualquer outro barulho, porque fico viajando achando que se um barulho pára é porque algo parou de funcionar, então prefiro não ouvir nada.
Aí eu fiquei pensando nas instruções de vôo. Tipo em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão sobre suas cabeças. Oi? Se despressurizar já era, morri. Se não morrer pela falta de oxigênio, morro pelo susto mesmo. Ou então essa tripulação está preparada para agir em qualquer situação de emergência. Jura? Em qualquer uma mesma? Então por que aviões caem?
A melhor é em caso de emergência luzes acenderão indicando o caminho. Caminho da onde? Do céu? Porque pra onde as luzes poderiam me levar, pra fora do avião? Senhor...
Bom , nunca tive nenhum problema sério durante um vôo, mas voei de Webjet pro Rio, na ida teve um atraso de 4 horas, ou seja, se tivesse ido de ônibus teria chegado muito mais cedo. O vôo foi muito chato, com várias turbulências, não gostei. Só rezei o tempo inteiro. Na volta foi mais tranqüilo, graças ao bom deus.
O serviço de bordo é cobrado, fiquei chocada. Mas estava muito mais ocupada pensando nas poucas coisas que consigo pensar durante um vôo: sobe, sobe, sobe e por favor freia, freia, freia.
Ano que vem vou pra Europa, já estou procurando um neuro. Não tem a menor chance de eu passar mais do que 3 horas em sã consciência dentro de um avião. Quero entrar, dormir e acordar lá em Madri. Deus me ajude...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

novidades


Depois de amanhã saio de férias. Finalmente, já que teoricamente já era pra eu ter tirado, mas nada na vida é como a gente quer. De qualquer forma, estou muito ansiosa por essas férias, porque estou cheia de projetos e realizações.
Sábado vou pro Rio ficar com uma amiga no Leblon. Volto semana que vem. É uma mini-férias, mas não menos interessante, pois vou literalmente tirar férias da vida. Do trabalho, da casa, do marido, do cotidiano e da maldita rotina.
Não que as coisas estejam ruins, mas dar um tempo na rotina, na vida, é como um mini-ano sabático. Tá, não é, mas vou encarar como sendo. Tô precisando muito desse tempo só pra mim, longe de tudo que conheço.
Depois, tenho o resto das férias para terminar de ajudar na organização de um casamento que estou fazendo pra uma amiga lá em Boiçucanga. Dinheiro extra e diversão juntos! Combinação perfeita!
Por enquanto é só. Logo mais tem Black Eyed Peas e amanhã último dia na agência.
Tô contando os minutos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

musicaliando


Sexta: Exaltasamba (o que a gente não faz por amor?)
Terça: Alejandro Sanz (adoro homem, ops, música latina)
Quarta: Green Day (paixão de adolescência)

O melhor de tudo isso? Não pagar nada! 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

no trânsito


Dia desses estava voltando pra casa, e olha que eu sempre volto lá pelas 8 da noite, ou seja, o trânsito já está bem mais tranqüilo do que na hora do rush, e um folgado fechou o carro da minha frente.
O cara pôs a cabeça pra fora e xingou de uma tal maneira que eu fiquei trêmula durante os minutos seguintes. Nem sei o que ele falou, mas o tom da voz era tão furioso que eu fiquei com muito medo.
Aí eu fiquei pensando que as pessoas se transformam quando entram num carro (não é a primeira vez que falo isso). Todos viram umas bestas. É incrível, impressionante, é de dar medo.
Uns querem ser mais que os outros, outros querem ser mais espertos que os uns. Eu odeio gente folgada, mas não saio xingando todos eles, até porque são tantos que eu não teria voz pra trabalhar o dia inteiro.
Mas além da folga e também das pessoas que não sabem dirigir e estão soltos por aí, tem a falta de educação mesmo. A truculência, a violência. Quantas histórias a gente não ouve de pessoas que matam umas às outras por causa de um farol, de uma fechada, de uma batida. A vida vale tão pouco...
Aí lembrei de uma vez em que voltávamos pra casa minha mãe, minha vó, eu e mais uma menina e estávamos presas no trânsito. Minha vó com toda sua elegância e educação de lady inglesa, abaixou o vidro e pediu licença ao motorista ao lado pra mudarmos de faixa. O cara mandou um “vai se foder” ou um “vai tomar no cu” que doeu viu.
Minha vó, de tão chocada, só chorava. Minha mãe, ofendida, devolveu os xingamentos. Eu e a menina atrás ficamos estarrecidas. Eu nunca tinha visto nada parecido. Até hoje penso porra, será que esse cara fala assim com a avó dele?
Sei lá, mas nunca xinguei ninguém no trânsito porque sempre penso nisso. O cara tem uma mãe, uma avó, pode ser uma pessoa boa, sei lá. E também porque morro de medo de tomar um tiro. Eu xingo dentro do carro, baixinho, fazer o que.
Já fui xingada algumas vezes, às vezes até estava errada mesmo. Não sou piloto né, mas tento andar na linha. Só sei que a cada dia o trânsito me assusta cada vez mais.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

morango silvestre


Pela primeira vez na vida pintei as unhas do pé de vermelho. E adorei o resultado!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

...


Se eu encontrasse o gênio da lâmpada hoje faria 3 desejos:
sumir
sumir
e sumir
!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

pior que tá não fica?


Durante essas últimas semanas consegui assistir o horário político algumas vezes. Às vezes me perguntava se aquilo não era uma piada de muito mau gosto ou simplesmente uma comédia barata, típica dos filmes baratos que passam no sbt.
Mas aí eu me lembrei que eleição é sempre a mesma palhaçada. Surgem candidatos que não são ninguém, mas que vestem um bom terno, falam bonito e pronto. São presidentes. Depois a gente vai pra rua com a cara pintada exigindo a renúncia do mesmo cara que colocamos lá.
Aí lembrei do Enéas, um louco que gritava durante seu horário eleitoral e uma de suas propostas era produzir uma bomba atômica. Exatamente o que o Brasil e o mundo precisa e pronto. Foi um dos candidatos elegido com recorde de votos.
Dessa vez temos muitas outras bizarrices como cantores de pagode, bispo de igrejas, filhos de famosos, comediantes, palhaços, ladrões e etc. Quando vi que o Collor quase foi eleito na terra dele para governador, entendi que realmente os brasileiros não estão preparados para escolher nada. E talvez nunca estejam.
Tiririca, que é o que mesmo? Não sei, mas também foi um dos candidatos mais votados. Qual o plano de governo dele? Quais suas propostas? O que uma pessoa como aquela vai acrescentar às nossas vidas? Muitos que votaram nele disseram ser um voto de protesto, mas votar assim não é protestar contra nada.
É muito triste ver que as pessoas levam a política na brincadeira, e os políticos também nos levam assim, na brincadeira. A recíproca é verdadeira. E nesse grande circo chamado Brasil seguimos, assistindo de camarote a esse show de horrores.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

amor etéreo


“Uma noite. Algumas horas. Quando se trata de um sentimento, intensidade não tem nada a ver com duração, com tempo. Menos ainda com o lugar. Certas histórias de amor são tão breves quanto fulgurantes. E, talvez por isso, tornam-se aquelas que marcam toda uma vida. Nem todo mundo tem a chance de viver uma paixão assim, mas quem viveu, não esquece jamais.“
E foi lendo esse trecho de uma matéria da Marie Claire desse mês que pude compreender um encontro do passado. Daqueles que tiram o chão e que não fazem o menor sentido. Mas que vira e mexe eu me pergunto qual teria sido o objetivo.
E é simples. Não teve objetivo, sentido, razão. Apenas tinha que ser. Como muitos encontros e desencontros da vida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

nem vi


A semana, mais uma vez, passou e eu nem vi. Final de semana fomos pra Boiçucanga (que até agora não sei se é com ç ou com SS porque vi escrito das duas maneiras), mas enfim. Fez muito frio no sábado, com chuva. Foi bom porque a pousada que ficamos é na beira da praia, então dormimos com o som das ondas.
Foi gostoso porque curtimos com um casal de amigos o friozinho de lá. Fora que é outro clima e só de sair daqui e pisar na areia já dá uma animada. Domingo fez até calor, abriu um sol e tal. Serviu pra descansar.
Segunda à noite tive o maior piriri da minha vida, acabei passando a madrugada no hospital a base de soro na veia. O resto da semana, trabalho, trabalho e trabalho. Só Deus sabe o quanto estou  precisando de férias.
E por enquanto é isso.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

vmb 2010









Se eu pudesse resumir essa festa em um trecho de música, certamente seria festa estranha com gente esquisita.
A maior concentração de gente estranha por metro quadrado.
Mas eu fui!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

a vida é bela



















Depois de um dia e meio longe de casa, voltei e encontrei a louça toda lavada, a casa em ordem (dentro do possível).
Ah, as pequenas coisas do cotidiano a dois...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

lá em salvadô


Em menos de 24 horas, saí de São Paulo fui parar em Salvador e conheci a cidade inteira. Fui a trabalho, sozinha. Parece besteira, uma bobagem, mas me fez sentir muito orgulho de mim. Primeiro porque viajei sozinha de avião e quem me conhece sabe que isso é uma verdadeira tortura pra mim. Tenho pânico de avião.
Quando soube que ia sozinha ter que encontrar o cliente lá, quase tive um treco. Aviões me tiram do sério. Fico pensando na lógica de algo que pesa toneladas flutuar feito um pássaro. Não consigo achar lógica nenhuma nisso. Todos os barulhos e movimentos me assustam e a idéia de que não posso sair me dá coisas.
Mas enfrentei numa boa até e cheguei a Salvador muito mais rápido do que imaginava. Devia estar uns 90 graus, uma coisa de louco. Da Bahia eu só conhecia Ilhéus, mas acho que lá é tudo assim: um céu mais anil, um sol mais caloroso, um clima mais aconchegante, sei lá. Tem certa magia no ar de lá.
O povo é muito receptivo e simpático, além de ter a sua malandragem, é claro. Sempre tentando tirar uma vantagenzinha aqui, outra ali. Ontem, mal cheguei, já almoçamos e fomos trabalhar. Aí combinamos de sair a noite e conhecer um pouco a cidade.
Fomos até o Pelourinho, lá é mesmo carnaval todos os dias. Estava lotado, é muito apertado. Mas apesar do aspecto de antigo, velho, achei algumas casinhas super charmosas, tem muita pousadinha bacana por ali.
Inclusive fomos a um bar que nos fundos tinha uma vista incrível do Porto, uma coisa linda de se ver. Tava rolando um ensaio do Timabalada e um show no meio do Pelô (como se diz). É muito engraçado porque lá é muito forte essa coisa de orixás, mas também tem igreja uma do lado da outra. É como dizem, a Bahia é mesmo de todos os santos.
Meu vôo hoje era logo depois do almoço, então aproveitei uma amiga do meu cliente que ia ficar de bobeira e conseguimos um camarada pra mostrar alguns pontos da cidade pra gente. O que foi muito agradável porque a Sara é italiana, então tive que praticar meu espanhol e foi muito bacana e divertido.
Acho que dá mesmo pra me virar caso eu precise usá-lo lá fora. Fomos ao Mercado Modelo, ao Elevador Lacerda e a Igreja do Bonfim. Foi muito corrido, mas em menos de um dia consegui conhecer muito da cidade e ainda trabalhar (mas essa foi a parte mais chata).
O vôo de volta pareceu mais longo, fiquei um pouco agoniada, ainda mais com a aeromoça avisando das zonas de turbulências que íamos passar toda hora. Mas tranqüilo, tentei relaxar e esperar, fazer o quê mesmo né?
Cheguei em casa no fim da tarde, tô completamente destruída de cansada, amanhã tenho que trabalhar normal, que tristeza. Lá tava um calorzão de meu deus, cheguei em São Paulo e do avião já podia ver tudo cinza, ê São Paulo, não tem jeito mesmo...
É isso, estou quebrada mas precisava dividir isso, foi uma experiência que valeu muito a pena, além de ter dado um tempo na agência (onde o clima não vai nada bem). Pena que não consegui ter tempo nem de dar as caras na praia, pisar na areia, entrar no mar. Mas só o ar da Bahia já foi suficiente pra renovar minhas energias.
Axé!  

domingo, 12 de setembro de 2010

nossas bodas de papel




































Nosso primeiro ano de casados! Nem todos os dias foram flores, mas posso dizer que o saldo é muito mais positivo do que negativo.
Os primeiros meses foram de adaptação total mesmo. Eu, filha única, nunca fui muito acostumada a dividir os espaços e as coisas. Tudo sempre foi do meu jeito, tive que aprender a ceder [mas confesso que ainda não aprendi direito].
Graças a Deus o Ri tem um espírito muito mais evoluído que o meu e sabe muito melhor que eu relevar as coisas, tudo em nome da harmonia da nossa casa e do nosso casamento.
No começo tivemos nossas primeiras discussões sérias (em 4 anos de relacionamento), o motivo? dinheiro! Acumulou muitas contas, casamento+casa+decoração+despesas extras. Foi um sufoco, mas aos pouco soubemos contornar as coisas e hoje temos uma vida financeira muito mais tranquila e as brigas acabaram.
Depois tive alguns surtos também com limpeza, era louca pra manter a casa limpa e organizada. Mas aí conseguimos uma faxineira que vem toda a semana e aí meus surtos melhoraram. Eu nunca liguei pra nada disso, mas acho que é coisa de recém-casada, a gente dá uma pirada nessas coisas, sei lá.
Eu cozinho e o Ri lava a louça. Eu lavo a roupa e o Ri as recolhe do varal e assim é nosso trato, vem funcionando muito bem.
Ri já levou café na cama pra mim umas 3 vezes, assim, sem nenhuma ocasião especial. Já me arrisquei na cozinha e saiu boas coisas de lá, como camarão na moranga, picadinho, medalhão com molho de requeijão, torta de banana.
Bom, acho que é isso. O casamento é muito gostoso, nossa casa é verdadeiramente um ninho muito aconchegante e feliz. Espero que os próximos anos sejam assim e que a gente mantenha sempre viva essa coisa de "namoradinhos". Adoro!
Parabéns a nós! 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

depois de um longo e tenebroso inverno


Tempo.
A gente quer dominá-lo, sempre.
Mas tá aí uma coisa impossível de acontecer.
Quando a vida tá mansa, a gente quer acelerar o tempo.
Quando o momento tá gostoso, a gente quer parar tudo.
Pra curar uma ferida, nada como o tempo.
Pra esquecer um amor, mais tempo.
Pra poder dirigir, espera mais um pouco.
Pra nascer um filho, nove meses.
Pra passar o dia, vinte e quatro horas.
E o tic-tac do relógio nunca pára.
Só que às vezes anda em câmera lenta.
Às vezes na velocidade da luz.
Alguém tem um tempinho aí pra me emprestar?
Tô precisada...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

presente fora de época


O Ri sempre tem a capacidade de me dar momentos da infância dentro de pacotes lindos, embrulhados com uma fita de cetim vermelha. Foi assim quando ainda namorávamos e ele montou o Atari numa tv velha pra que eu pudesse matar a saudade de quando jogava Enduro.
No Natal, ele gravou episódio por episódio, além de fazer a caixinha e todos os adesivos dos CDs personalizados, da coleção de Anos Incríveis, minha série favorita de todos os tempos.
A emoção não vem do presente em si, mas do carinho e dedicação com que ele elabora cada uma dessas surpresas. E a sensação que vem junto ao abrir o pacote, é como voltar no tempo e isso não tem preço e eu nem tenho palavras pra explicar.
Dia desses, ele me ligou pra dizer que tinha uma surpresa em casa. Ao chegar e abrir o pacote, dei de cara com um par de patins. Patins fez parte de uma das melhores fases da minha vida (a adolescência). Todo final de semana eu me reunia com umas amigas pra andar de patins na Roller, isso durante muito tempo.
Andar de patins era uma paixão, mas há mais de 15 anos não colocava isso nos pés. Fiquei tão contente com a surpresa totalmente inesperada, que fiquei andando de patins dentro de casa (nos míseros 50m). Do corredor pra sala, indo e voltando feito criança boba.
Ele é um príncipe mesmo, não canso de repetir.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

vivendo e aprendendo


Nada traduz melhor os acontecimentos de hoje. A cada dia as pessoas me surpreendem mais, como elas são capazes das coisas mais pequenas, mais mesquinhas. A gente nunca conhece alguém completamente.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

plano b



Desde que me formei, há 4 anos, vejo que muita gente da minha geração tem o sonho de um dia ser dono do seu próprio nariz. Conheço muita gente jovem cheias de projetos que saem das gavetas e se tornam grandes sucessos.
Conheço pessoas que tem agência de publicidade, outros de conteúdo on line, outros de desenho digital, web, blogs que vendem coisas, lojas, bares, restaurantes e etc. O tal do negócio próprio, sonho de consumo de muita gente e que também já foi visto como algo impossível de ser alcançado.
A rotatividade de pessoas nas agências de publicidade sempre foi grande, não é de hoje. Desde criança acompanhei minha mãe e alguns amigos pulando de galho em galho, às vezes por alinhamento de contas outras vezes por melhores oportunidades.
Hoje, vejo muita gente sair pra ir justamente atrás desse sonho, o de ter o seu negócio, seja ele qual for. Gente que resolve ter um ano sabático e vai, se arrisca a viver as aventuras. Eu admiro muito todas essas pessoas.
Dia desses, um criativo da agência, depois de 9 anos, resolveu seguir outro rumo e mandou um email de despedida que dizia assim: “...façam sua lenda pessoal. Não importa o que, olhando sempre em frente e acreditando, poderemos nos realizar como seres humanos.”
Achei aquilo tão bonito e tão profundo que me fez pensar e avaliar a vida que levo. Hoje, tenho um plano b que está aos poucos tomando forma e saindo do papel (escrevi sobre isso num outro post não faz muito tempo).
Claro que com todo o custo de vida que tenho hoje, não dá pra simplesmente largar a publicidade e nem sei se é isso que eu quero, porque gosto do que faço. Mas gosto também do meu plano b (prometo que logo vocês vão saber o que é), mas acho que por enquanto seria mais um hobby remunerado.
E por que não, não é? Afinal, ganhar um dinheiro extra com algo que te dá muito prazer é algo muito, muito bom. E cada dia mais eu acredito na força desse tal plano b que todo mundo fala. Ele pode mesmo ser um escape ou a solução pra sua realização como ser humano.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

não pára, não pára, não pára


Poucas coisas na vida são tão prazerosas como gritar gol no estádio. Porque ontem eu tava lá e gritei muito!


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

de cama


A gripe me derrubou nesse final de semana. Segunda fiquei de cama total, sem conseguir respirar pelo nariz, aliás, meu nariz está todo esfolado, tadinho. Só a base de remédios e inalação, ontem também fiquei em casa pra me recuperar de vez.
O ruim é que não sinto gosto de nada do que como e não sinto nenhum cheiro também. O bom é que pude descansar um pouco o corpo (que parece ter levado uma surra). Assisti Globo Esporte, Chaves, Quatro por Quatro, filminhos no telecine. E acho que, como fiquei praticamente a base de líquidos, devo ter emagrecido um pouco.
Mas foi tenso. Ainda não estou completamente boa, mas já consigo respirar um pouco melhor. Pra ajudar o frio chegou de vez (ao menos é o que parece). E eu só consigo pensar que preciso melhorar de qualquer jeito porque vou ver o jogo no estádio domingão.
Que deus me ajude!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar


Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa? Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.
ana e o mar - teatro mágico

quinta-feira, 22 de julho de 2010

tocou no rádio


Reparei que, às vezes, quando fujo de uma música que toca no rádio, normalmente ela toca várias vezes em outras várias emissoras. Aconteceu hoje e resolvi então ceder e ouvir a música. E não é que no fundo ela tinha algo a me dizer... é bom ver por esse lado.

Agora eu sei exatamente o que fazer.
Bom recomeçar, poder contar com você.
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também.
Um homem quando esta em paz, não quer guerra com ninguém.
Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoção,
Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção.
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão,
Mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião.

E disso os loucos sabem, só os loucos sabem.
Toda positividade eu desejo a você,
Pois precisamos disso nos dias de luta,
O medo cega os nossos sonhos,
Menina linda eu quero morar na sua rua,
Você deixou saudade, você deixou saudade.
Quero te ver outra vez, quero te ver outra vez,
Você deixou saudade.
Só os loucos sabem – charlie brown jr

terça-feira, 20 de julho de 2010

acontece no trânsito


Dia desses, combinei de jantar com Ri num restaurante japonês que fica perto aqui da agência. Como era nosso rodízio, ficamos de nos encontrar no restaurante. Na hora de ir embora, disse que iria por dentro porque odeio pegar a Marginal, mas Ri me convenceu de que seria bom pra eu ir perdendo o medo e que já estava tarde, nem ia ter muito trânsito e tal.
Resolvi então segui-lo no caminho de volta pela Marginal. Estava chovendo um pouco, mas de trânsito mesmo estava tranqüilo. Numa alça de acesso de uma ponte, parei pra ver se vinha carro antes de entrar na pista e houve um estrondo terrível.
Ri já havia ido, com a chuva fina, morri de medo do que pudesse acontecer. Meio que anestesiada, não sei nem como, deixei o carro se mover pra frente e me lembro apenas de ligar o pisca e pegar o celular pra avisar o Ri.
Por sorte, em meio a lágrimas e tremedeira, não tinha conseguido nem desligar o carro, nem tirar o cinto e nem falar com o Ri. Só vi que tinha um monte de gente em volta do carro perguntando se eu estava bem. Aí vi que o Ri vinha correndo pela Marginal no meio da chuva.
Desci do carro, disse que estava bem. Uma garota havia batido no meu carro. Aparentemente, não havia feito nada no carro dela, em compensação, detonou minha traseira a ponto de não abrir o porta malas.
Ouvi meio de canto ela dizer que eu estava errada porque não tinha nada que parar, mas um amigo dela estava dizendo que quem bate atrás não tem razão. Ela me perguntou o que houve e eu disse que nunca havia entrado numa avenida sem antes verificar se vinha carro ou não. Ela confessou que estava apenas olhando pra trás, “achou” que eu tinha entrado e acelerou.
Ela estava com alguns amigos no carro que disseram não ter visto nada, apenas sentido o choque. Como o carro do Ri estava parado depois da próxima ponte e não tinha como ele voltar, um dos amigos da moça se ofereceu pra ir comigo no carro para pararmos na academia em que todos trabalhavam, alguns metros a frente.
Anotamos placas, trocamos telefone e me pareceu que estava tudo bem. Afinal, ninguém havia se machucado. Dias depois, Ri entrou em contato com a moça e ela meio que tentou justificar que a culpa também era minha.
O conserto do carro ficou em torno de 2 mil reais, porque tinha que trocar todo o porta malas e o para choque. Pensei que seria um inferno, um caso de justiça e que ainda ia sair no prejuízo, bem numa fase nada boa financeiramente da minha vida.
Mas, por sorte ou de repente por justiça, não sei, a moça resolveu assumir a culpa, acionou o seguro e pagou o conserto do meu carro. Fiquei pensando que se talvez eu não tivesse ido pela Marginal nada disso teria acontecido.
Pensei também que a gente nunca sabe quem está no carro ao lado. Apesar da pequena dor de cabeça, a garota foi sensata e honesta, mas poderia ter sido um idiota que talvez nem parasse pra ver o que havia acontecido. Ou um ignorante que me xingasse, me batesse, me matasse, sei lá.Tem tanta gente louca no trânsito, a gente nunca sabe.
O trauma da Marginal aumentou, vocês bem imaginam, mas acho que serviu também de lição. Hoje dirijo com mais cuidado até, zelando por mim e pelos outros, porque além de gente louca, tem gente muito ruim andando por aí.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

nova perspectiva


Sábado fui com um casal de amigos ver convites de casamento, lá onde fiz os meus e acabei fazendo amizade com os donos. Matei um pouco a saudade de toda aquela magia que existe nos preparativos de um casamento, que é a melhor fase de todas, melhor até que o casamento em si, que passa num piscar de olhos.
E dessa visita, que rendeu muita risada e fofoquinhas, aconteceu um pontapé inicial num projeto pessoal que há tempos estava só no papel. Logo mais terei boas novidades pra contar...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

no más


Fui promovida. Meio que por conta da saída de outra coordenadora, amiga querida. Difícil ficar feliz numa situação dessas. Ainda mais quando não é uma promoção que vai resolver todas as mazelas do mundo.
Se é que essas tem solução.

terça-feira, 6 de julho de 2010

carpe diem


Mais uma querida vai sair da agência essa semana. Aí sinto como se o mundo desmoronasse, com tanta enganação ao meu redor, gente mesquinha, gente estranha. E as pessoas do bem indo embora.
Liguei pro Gui ontem à noite e hoje, ao abrir minha caixa de entrada, havia um email enorme, carinhoso, daqueles que é pra guardar no coração, ler com a alma. Aliás, já li e reli umas vinte vezes. Em meio a tantas palavras boas, citou uma passagem de um filme preferido da vida [nossa], e eu até assisti ao trecho no youtube.
Tinha que assistir. Me arrepiei toda, chorei. É maravilhoso, injeção de ânimo. No fim do email, ele dizia exatamente assim: “Seja mais solta... MENINA... no final das contas o que importa mesmo é vc ficar bem... e isso conseguimos com o nosso estado de espírito... com o nosso pensamento...
SEJA DOIDA JÚ... SEJA MENINA... RALAXA...VEJA COMO TODOS SÃO MUITO BABACAS... MAS NÃO TENHA ÓDIO DELES... TENHA COMPAIXÃO... MAS NÃO IMPORTA...
Acho que vc faz isso quando escreve... posta no blog... tem suas idéias...
Seja forte... veja que tudo é uma questão de fase... e que uma nova fase LINDA e inspiradora está chegando...”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

a copa do mundo é nossa?


Não é de hoje que sabemos da minha paixão pelo futebol. Assisto a qualquer partida (nacional, internacional, de base, segunda divisão). Se tá passando e eu tô de bobeira, assisto. Consegui acompanhar a maioria dos jogos da Copa, o que foi uma verdadeira lástima, podendo apenas destacar 3 jogos até agora, sendo nenhum do Brasil.
Ao assistir as primeiras partidas do Brasil, achei uma merda enorme. Aliás, desde quando saiu a escalação, não vi graça nenhuma em torcer pelo Brasil. Não tinha identificação com nenhum cara que estava ali, pra defender meu país. Exceto o Nilmar (que eu admiro e amo por sua passagem pelo Corinthians e por ser realmente um atleta completo). O resto, era resto.
Impossível gostar de um técnico como  Dunga, sem simpatia nenhuma, sem explicação nenhuma. E jogo após jogo, eu só conseguia sentir vergonha. Vergonha porque o que se via no campo não era um futebol bonito e nem era o melhor futebol do mundo.
Pra nossa sorte, isso se repetiu também com outras grandes seleções. O que não justifica, mas torna menos doloroso ou vergonhoso não chegar às semi-finais. E quer saber, inveja da Argentina. Aliás, país que eu sempre torci como 2ª opção (sendo a 1ª quando o Felipe foi técnico da seleção).
Porque o Maradona pode ter mil defeitos, mas ele é ídolo. E ele pode nem ser bom técnico, mas ele tinha carinho com os jogadores, tinha atenção, cuidado. Ele era o 12º cara no campo. E o Dunga? Ele era um bosta. Bosta igual aos jogadores que levou (salvo raríssimas exceções).
Enfim, estou triste pelo Brasil porque jogamos com uma seleção importada e um técnico frouxo. Triste porque o futebol da Copa só me impressionou quando eram outras seleções em campo. Triste porque agora só me resta o Brasileiro. Triste.
Mas é só uma partida de futebol. Daqui 4 anos tem mais. Vamos ver como será.

terça-feira, 29 de junho de 2010

sempre haverá saída
















O Gato apenas sorriu quando viu Alice. Parecia de boa índole, ela pensou, mas não deixava de ter garras muito longas e um número respeitável de dentes, por isso ela sentiu que devia ser tratado com respeito.

- Gatinho de Cheshire... - começou um pouco tímida, pois não sabia se ele gostaria do nome, mas ele abriu mais o sorriso.

- Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?

- Isso depende bastante de onde você quer chegar - disse o Gato.

- O lugar não me importa muito... -  disse Alice.

- Então não importa que caminho você vai tomar - disse o Gato.

- ...desde que eu chegue a algum lugar - acrescentou Alice em forma de explicação.

- Oh, você vai certamente chegar a algum lugar - disse o Gato - se caminhar bastante...

Trecho de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

segunda-feira, 28 de junho de 2010

...


Se eu tivesse direito a um desejo, nesse instante, pediria paciência. Ô coisinha difícil de se ter.

terça-feira, 22 de junho de 2010

inverno















Chegou o frio. Particularmente, a estação perfeita pra ficar na cama vendo um bom filme. Boa também pra vestir roupas mais elegantes, comer muita massa e muito chocolate, beber bebidinhas quentes e ficar agarradinho com quem a gente ama.
O ruim é ter que fazer todas as outras coisas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

por que te callas?















* o silêncio do outro me faz barulho na cabeça
Acho tão melhor por pra fora do que se manter calado.

terça-feira, 15 de junho de 2010

só pra constar


Comemoramos o dia dos namorados no show do Capital Inicial, no Credicard Hall. Coincidentemente foi lá que o Ri disse eu te amo pela primeira vez. Porque o importante é não deixar nunca de sermos namorados.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

minha morena









A Luna fez uma cirurgia sábado e está ainda mais dengosa do que nunca. Ela parece uma criança, fazendo cara de coitada e tudo. Morro de dó, adoro mimá-la. Graças a Deus ela já está melhor agora. Eu a amo muito!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

coisa de alma


Conheci o Gui em 2006, quando entrei na Y&R. Me lembro bem que quando cheguei na agência pela primeira vez, ele estava na recepção numa roda só com pica grossa (Roberto Justus, Quintela, etc). E ele estava de terno preto e um all star branco. Achei o máximo!
Não éramos da mesma equipe, mas fizemos algumas coisas juntos. E só isso foi o suficiente pra eu admirá-lo como profissional – inteligentíssimo! Lembro que pouco falávamos sobre nós, era sempre sobre trabalho e tal.
No meu último dia lá, lembro de ter encontrado com ele por volta da meia-noite no estacionamento. Eu estava esperando minha carona e ele o táxi. Ele nem sabia que era meu último dia, mas disse que a gente ia se falando. Nunca levei muito a sério, até porque nossa relação era muito distante e ele era diretor, eu era uma simples assistente. Só depois eu viria a descobrir que isso pouco importa pra ele.
Em 2007, ele me chamou no msn dizendo que tinha uma vaga na equipe dele. Eu topei porque estava muito insatisfeita onde estava. E fui. Entre nós surgiu um laço muito forte de amizade, que hoje o considero um irmão de alma e sei que ele a mim, aliás, ele já me disse isso várias vezes.
A gente trocava confissões sobre tudo e o nosso trabalho parecia uma sinfonia, tudo fluía naturalmente. Nós tínhamos química. Até que ele saiu da agência em fevereiro deste ano e meu mundo caiu. Achei que meus dias nunca mais seriam coloridos como eram.
Mas, que nada. Tudo continua [com um pouco menos de cor, é verdade], mas ele continua presente todo momento. Ele manda emails maravilhosos [daqueles que te colocam pra cima]. No msn, manda links de músicas maravilhosas, letras de músicas. Às vezes manda um sms dizendo que lembrou de mim porque viu algo de que eu gostava. Enfim, ele se faz presente diariamente, alegrando tudo a minha volta.
E ele sempre diz que logo logo estaremos juntos de novo. Assim espero. Porque o Gui é um ser iluminado, e eu o admiro muito como pessoa, profissional e homem. Adooooooooooooro!

terça-feira, 8 de junho de 2010

sobre o medo


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de ascender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se aprieta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da
miedo – julieta venegas
porque eu tô assim, numa fase meio julieta venegas

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ouvindo hoje pela manhã


O teu futuro é duvidoso, eu vejo grana, eu vejo dor. No paraíso perigoso que a palma da tua mão mostrou. (...) Quem vem com tudo não cansa. (...) Quem tem um sonho não dança.
E assim eu sigo acreditando.

Barão Vermelho – bete balanço