sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

last day


Hoje o dia acordou chorando. Último dia do meu diretor e de uma amiga querida.
Foda!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

nos eixos


Ontem, depois de escapar da enchente que deu na rua da agência, dirigir por duas horas tentando fugir do trânsito, cheguei em casa e Ri preparou o jantar. Depois ele lavou a louça.
Aí assistimos o big brother comendo a mousse de maracujá que eu havia feito na segunda.
Bonitinho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

what come next?


Tenho pouco tempo de casada, só quatro meses, mas posso dizer que o glamour todo acaba quando você tem que limpar a privada da sua casa. Ou lavar o banheiro. Ou limpar a casa. Ou lavar a louça gordurosa do jantar. Ou arrumar a cama. Ou recolher o lixo. Ou passar dezenas de camisas. Ou recolher a roupa do futebol.
Planejar o casamento foi muito mais legal do que o casamento em si. A melhor parte do casamento foi a festa. E agora? O que virá?
Não digo que não está legal, está. Mas cada um na sua casa seria tão melhor. Eu sempre fui muito a favor de, pelo menos, cada um ter seu quarto. Adoro privacidade, cresci acostumada assim, sou filha única. Detesto dormir com alguém e isso inclui até mesmo meu marido.
Detesto ventilador e ele adora. Detesto tv no quarto e ele só dorme assim. Ou seja, durmo mal a maior parte das vezes. Às vezes quero ficar quieta, às vezes perco o sono, mas não dá pra fazer o que eu quero, afinal, não estou sozinha.
Estou dizendo tudo isso porque ontem tivemos uma discussão sobre a casa. Como dizem, deve ser a primeira de muitas, puta que pariu, que saco. O Ri me ajuda com a faxina de casa, o que acontece uma vez por semana, aos sábados [o que já acaba com parte do meu final de semana].
Mas depois, durante a semana, nada faz para manter assim. O copo do café da manhã fica na pia, ele jura que vai lavar à noite, mas aí na sexta temos 5 copos dentro da pia. A roupa que ele usa vai ficando amontoada na cadeira do quarto. A chuteira do futebol de segunda fica a semana inteira na varanda.
Ontem tinha uma camisa passada jogada embaixo de um monte de outras roupas. Puta falta de consideração, poxa. Passar camisa não é fácil. Pendurei de volta no guarda-roupa como está e já avisei que não passo de novo. Se quiser vai ter que usar assim ou aprender a passar.
Fiquei puta porque ele passou o dia na casa dos pais lavando o carro dele, aí quando chegou, eu disse que precisávamos ir ao supermercado e o que eu ouvi foi: mas por que você já não foi antes?
A casa limpinha, a roupa lavadinha, a louça guardadinha e ele me faz uma pergunta dessas? O pau quebrou mesmo. Primeira vez que discutimos e primeira vez que ele me tirou do sério [acho que por isso até o post longo demais].
Eu sei que casamento é muito mais que isso, mas não é moleza não. Fico cada vez mais abismada quando vejo casamentos duradouros. Pessoas guerreiras viu? Porque não há amor que resista a isso, ah, não há não.
Eu, pelo menos, não tenho a menor vocação pra ser empregada de ninguém. Cansei!

sábado, 23 de janeiro de 2010

sobre desistência


Certa vez, ao questionar uma pessoa se eu deveria desistir ou não de algo, ela me mandou um vídeo que dizia assim:

Dispensada da escola de artes com uma nota dizendo: “perdendo seu tempo, ela é tímida demais para se apresentar”.
Lucille Ball

Recusados pela companhia de música Decca, que disse: “não gostamos do seu som e a música de guitarra está acabando”.
The Beatles

Um soldado, fazendeiro e agente do estado falido. Aos 38 foi trabalhar com seu pai como ajudante.
Ulysses S. Grant

Cortado do time de basquete da escola, ele foi pra casa, se trancou no quarto e chorou.
Michael Jordan

Um professor disse a ele que era burro demais para aprender alguma coisa. E ele deveria ir para o campo, aonde poderia fazer sucesso em virtude de sua personalidade agradável.
Thomas Edison

Despedido de um jornal porque ele não tinha imaginação e nem idéias originais.
Walt Disney

Sua noiva morreu, ele fracassou nos negócios duas vezes, teve um colapso nervoso e foi derrotado em 8 eleições.
Abraham Lincoln

Se você nunca falhou você nunca viveu.
Vida = Risco
Corra o risco de dar um novo rumo para sua vida.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

improvável mas não impossível


Como poderia a infinidade do mar caber numa concha?
Eu não sei, mas acreditei nisso durante um bom tempo.
Como poderia a infinidade de um amor caber num só coração?
Eu também não sei, mas quero continuar acreditando nisso.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

sobre hoje


Hoje, mais uma vez, a agência amanheceu alagada. Graças a Deus que vem chovendo durante a madrugada, assim evitamos maiores problemas, como por exemplo o pessoal perder o carro de novo.
Da última vez que alagou por lá, assistimos os carros serem engolidos pela água sem poder fazer nada. Nessa hora, sinceramente, não ligo nem um pouco pro “prejuízo” de ter que fechar a agência por um dia.
Fico pensando no tiozinho do estacionamento, que já não tem nada e essa é a terceira vez que enche de água aquele lugar. Toda vez ele perde o pouco que tem.
O pior é que acabaram de ligar dizendo pra irmos após o almoço. Eu não vou! Acabei de ver  na TV o Ceagesp todo alagado, se garoar de novo, não vamos conseguir sair de lá. Da última vez, fomos resgatados por um caminhão por volta da meia noite.
Eu não vou me arriscar, tão pouco o meu carro porque se alguma coisa acontecer, ninguém vai arcar com meu prejuízo. Acho absurdo as empresas não enxergarem além de seus umbigos.
Não vou e pronto. Sinto muito.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

aquilo que não foi


* este conto nasceu numa noite de insônia, às vezes ela proporciona textos incríveis como esse, ainda mais em noites quentes como as de ontem

Quando você entrou naquele quarto de hotel escuro, quis tomar uma ducha com o intuito de lavar o corpo, quando na verdade queria mesmo era lavar a alma e a consciência, como se isso fosse possível. Na medida em que você se despia com um sorriso sacana no rosto, com seus olhos despia-me também, cheio de culpa.
Mal me tocava, era uma luta interna sua estar ali. Entre o certo e o errado, o querer e o não querer. Enquanto você tomava seu banho, examinava meu corpo tímido, sob a luz baixa daquele banheiro escuro. Eu deveria ter te agarrado e te beijado loucamente, como sempre ansiei fazer. Mas respeitei aquele nosso momento estranho e como você, contentei-me em observar.
Seus gestos, seu jeito, sua libido tímida que teimava em não escorrer pelo ralo junto com o suor do seu corpo cansado. Enrolamo-nos em toalhas e seguimos para o quarto. Aquela mesma luz baixa ainda permanecia.
Você me atirou na cama com gana de me devorar de todas as maneiras possíveis. Evitou minha boca como se nela pudesse habitar o seu vício incurável. Me acariciou de uma maneira única, como se já conhecesse tudo o que eu gostava. Você já sabia meu corpo de cor e o desejou como nunca havia sido desejado.
Foi animal, foi selvagem. Você me teve única e exclusivamente. Despida de vergonha, de princípios, de pudor. Nada tirava o sorriso sacana que eu tanto gosto da sua cara. Aquilo me enchia cada vez mais de prazer. Você dizia coisas ácidas que soavam tão bem aos meus ouvidos.
Eu tentei não fechar os olhos pra não esquecer teu rosto, mas em alguns momentos era inevitável. Extasiados de prazer, ficamos mudos na cama, ainda com aquele teu sorriso que eu pegara emprestado.
No silêncio eu te entendia, mas ainda ansiava pelo beijo. Mas, uma vez mais respeitei teu medo. Deveria ter te agarrado novamente, ter subido em você e roubado um beijo que eu bem sei que você queria, mas não.
Então você me disse coisas bonitas e o seu lado animal já havia partido. Mas o seu sorriso sacana, esse não. Esse está sempre lá, no canto da tua boca, lembrando-me de como você é safado e do quanto eu gosto disso.
Enquanto você se vestia e continuava me dizendo coisas doces, eu apenas observava com um desejo enorme de que você me beijasse. E o beijo aconteceu, tímido, rápido, ríspido e seco. Com medo, com pudor, com restrição.
O beijo é mesmo muito mais íntimo do que aquilo que havíamos feito. Nós fomos animais, animais não se beijam. Minha boca seria atrever-se em seu universo intocável. Minha boca era o fruto proibido e à ela você resistiu bravamente.
Você foi embora levando aquele sorriso na cara, satisfeito agora. Você me chamou de menina bonita e eu achei tenro e doce como você não costuma ser. Foi especial então. Prefiro pensar assim.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

drive my way


Tirei a carta de motorista em 2002, com 20 anos. Fui uma das últimas da minha turma a tirar a carta. Bombei na primeira prova, embora eu tenha feito a baliza de primeira e ensinado um monte de outras amigas, esqueci de dar uma seta. Passei na seguda, justamente quando errei a baliza e tive que refazê-la, achando que tinha bombado de novo, mas não bombei. Ironicamente, hoje não sei fazer baliza decentemente.
Pois bem. Tirei a carta, mas morria de medo de dirigir. Nunca pegava o carro de ninguém e assim fui evitando dirigir, sempre dependendo de alguém pra tudo. Treinei um pouco aqui e ali, mas evitava sempre que podia.
Até que cansei de depender dos outros e cansei de ter medo de dirigir. Por vários outros motivos, decidi que estava na hora de ter o meu carro e ter minha vida. E de uns meses pra cá, eu e meu carro vamos pra onde queremos.
No começo eu só ia da casa pro trabalho e vice-versa. Ri me ensinou a estacionar na vaga do prédio e era só isso que eu fazia. Até que eu comecei a ganhar confiança em mim mesma e arriscar umas manobras e tal. Não sou nada boa ainda estacionando, mas me aprimoro e me surpreendo a cada dia. Sinto uma ponta de orgulho de mim mesma. Sei que pode parecer bobagem, mas a cada evolução, me sinto muito mais capaz.
Dia desses, fui sozinha ao cabeleireiro, a perfumaria, ao banco. Me senti tão livre, tão importante. Fui num bar na Vila Madá, fui ao shopping, ao mercado, tudo sozinha. Essa liberdade é tão gostosa, até me arrependo de ter evitado tudo isso. Se eu soubesse que era tão bom, tinha tirado a carta com 18, como a maioria das minhas amigas.
Quero pegar a estrada um dia, mas pra isso, preciso parar de evitar a Marginal. Mas não quero apressar nada, preciso mesmo é praticar e praticar até me sentir totalmente segura pra isso. Vejo cada barbaridade no trânsito que me dá medo.
Mas eu procuro praticar a educação e a gentileza no trânsito, porque acho que falta muito disso. As pessoas se transformam atrás de um volante. Eu não. Boto um som legal e vou cantando. Às vezes me pego rindo das coisas que vejo, mas procuro não me irritar, não vale a pena.
A sensação de independência e liberdade são boas demais pra eu perder meu tempo ficando estressada com os outros. E assim eu vou, dirigindo cada vez mais longe.  

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

preta preta loirinha


Uma coisa que eu sempre observei e sempre achei engraçado é o fato da maioria das mulheres mudarem o cabelo depois do casamento. No meu caso não foi diferente. Passou o casório, meti a tesoura e tirei 2 palmos do comprimento.
Mas cortar, pra mim, nunca foi problema, já que meu cabelo cresce feito capim. E também, podemos dizer, sou do time das que de qualquer jeito o cabelo fica bom, tenho muito cabelo, fino e liso. Pronto, dei sorte. Embora muitas vezes eu gostaria que ele fosse tipo Gisele Büdchen, mas aí é querer demais.
Como toda adolescente, fiz experiências no cabelo, queria mudar, ser diferente, radical. Mas nunca consegui esse objetivo. Pintei meus cabelos com o tal do shampoo que lava colorindo e ele tinha ficado com um tom avermelhado, mas que só dava pra ver no claro.
Aí, logo em seguida, cansei e passei o preto azulado. Azulado mesmo, não tinha nada e pouca coisa mudou. Então, finalizei com henna na tonalidade natural do meu cabelo, castanho escuro, e pus fim à palhaçada de mexer na cor do cabelo.
Aos 15, decidi fazer luzes, em tons bem parecidos com o castanho e que de tão fina que ficaram, quase que não dava pra ver. Me arrependi, porque detonou as pontas do cabelo. E fui deixando sair e ia cortando na medida que o cabelo crescia.
Pois bem, 12 anos depois decidi que era hora de mudar. Cansei de olhar pro espelho e ver sempre a mesma cara. Fui lá na minha cabeleireira de sempre e falei: quero clarear com luzes californianas. E pode cortar mais um pouco também.
Então ela repicou as pontas, clareou as madeixas e zaz! Quando terminou de secar, eu estava loira! Achei que era falta de costume e fui pra casa tentar me adaptar. Mas marido me apelidou de lorão, pode?
No sábado acordei e tomei um susto quando me vi no espelho. Logo eu, que não tenho nada a ver com blondie girl. Bom, liguei pra Madá quase chorando e ela disse que daria um jeito. Fui lá voando e ela tirou aquele amarelo-sei-lá-que-tom da minha cabeça e aproveitou pra escurecer um pouco as pontas também.
Agora sim, estou com as luzes californianas num tom dourado e com o cabelo um pouco mais claro. Todo mundo se surpreende quando me vê, é engraçado. Mas agora me sinto mais eu e gostei bastante do resultado. Mudei e é perceptível, todo mundo tem um comentário.
Ah, sobre mudar o cabelo depois do casamento, acho que é pra justamente não correr o risco de errar e entrar platinada na igreja, por exemplo. Não seria nada engraçado.  

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

hay que cambiar


É como eu já disse, novo ano sempre traz mudanças. Mudanças, normalmente, costumam ser para o melhor. Mesmo que não pareça, mesmo que no início não seja, basta olhar pra sua vida e ver como você certamente está melhor do que antes. O que causou isso? Alguma mudança, com certeza.
Muita gente tem medo de mudança. Eu sou do time dos inquietos. Mudanças não me assustam, na verdade, eu as anseio. Aqui no trabalho, muita mudança está por vir, aliás, algumas já começaram ano passado, o que desencadeia outras novas mudanças.
É um efeito dominó. Uma dessas mudanças estará diretamente ligada a mim, meu chefe querido que eu amo vai sair da agência. Logo, chefe novo virá. Até hoje, em 5 anos como publicitária, há dois e tanto convivo com ele e estava sendo maravilhoso, com certeza a pessoa mais humana e inteligente com quem já trabalhei.
Essa mudança está me causando preocupações. Não por nada, mas porque nosso trabalho fluía bem, nós fazíamos tudo com muita sincronia, tínhamos pensamentos parecidos, eu tinha liberdade pra dizer o que queria, dar idéias, enfim. Fora que a gente se tornou amigos, confidentes e tudo.
Estou chateada com isso, mas feliz por ele porque sei que vai ser melhor. Assim como sei que nossa amizade não termina aqui e nosso mundo é muito pequeno.
Vamos ver o que será.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

receita para matar uma paixão


Dica: por mais que a consistência fique feia, é preciso acreditar que no fim dará certo

Junte num canto qualquer todas as más lembranças e misture com todos os defeitos de sua paixão
Esqueça todas as suas qualidades e os momentos bons
Acrescente requintes de crueldade de sua parte
Uma pitada de raiva
Desapego a gosto
Vá temperando com doses pequenas de tudo aquilo que você já sofreu

Dica: não mexa, pois quanto mais se mexe menos a probabilidade de dar certo

½ copo de melancolia
½ copo de tristeza
Uma caixa de algumas cartas escritas por você ou recebidas dele
Mais outra caixa de fotos de vocês (se não houver, melhor ainda)
Muita, mas muita paciência (exagere mesmo)

Dica: é importante que você mentalize que, apesar da aparência feia, no fim o gosto será maravilhoso

Aos poucos vá acrescentando gotas de esquecimento
Regue com a esperança de que o melhor está por vir
Deixe descansar e reserve por um período
Leve ao forno e asse pelo tempo necessário até que só restem as cinzas
Pronto. Saboreie com prazer, você já está livre do que não te fazia bem.
Experimente!

* especialmente para uma amiga que precisa aprender a cozinhar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

para minhas amigas


Certamente eu não saberia viver a vida sem minhas amigas, essas irmãs de alma que a vida nos dá. Só elas pra agüentar nosso mau humor, nossas oscilações, nosso temperamento estranho. Só elas que nos entendem com um olhar, que só de nos ouvir parece que já resolveu metade do nosso problema. Só elas que nos ouvem sem julgar, só elas conhecem nossa alma melhor que a gente até, só elas que dizem o que ninguém mais poderia dizer.
E assim, nos últimos dias, tenho encontrado algumas amigas e saído pra bater um papo. Só nós e tão nosso. Como é bom poder confessar nossos pecados sem receber a penitência, contar nossos sonhos mais loucos, revelar nossos segredos mais ocultos, fofocar, falar de relacionamentos, de homens, de coisas triviais da vida, de fofocar.
De rir de nós mesmas, de como somos bobas às vezes. De nos questionar sobre o rumo das coisas, de fazer planos futuros. De falar da novela, do big brother, do cara bonito do escritório. Tão bom poder ser a gente mesma, sem máscaras, sem vergonha.
Sempre que tenho um desses encontros, me sinto uma menina. É como as tardes da volta do colégio em que passávamos horas ao telefone falando de nada e de tudo. Sinceramente, sem elas, minhas amigas, eu nada seria. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

big girls don´t cry


É preciso um pouco de sabedoria pra entender quando é hora de se retirar de uma luta. Aceitar a derrota, afinal não é sempre que se ganha. Mas, mesmo quando se perde, nem tudo está realmente perdido.
É preciso força pra aceitar que certas coisas não se entende, simples assim. É preciso coragem pra continuar e acima de tudo para virar a página. Tem coisas que não valem a pena, então o negócio é continuar.
The show must go on. E ponto final.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

dalva e herivelto


Eu simplesmente adoro algumas produções de minisséries da Globo. Mesmo sabendo que muitas misturam muito mais ficção do que realidade, ainda assim, as produções são muito ricas. E agora estou acompanhando a micro-série sobre Dalva de Oliveira e Herivelto Martins.
Confesso que conhecia muito pouco ou quase nada sobre esses dois, mas estou adorando o enredo. A história de amor deles é muito tensa e intensa, cheia de traições, brigas, indas e vindas, sexo com paixão, sexo com raiva, enfim, uma coisa muito turbulenta.
Eu acho triste amar como amou a Dalva. E como eu já tive um relacionamento um pouco parecido com este, aprendi uma lição das mais importantes até hoje: a gente nunca deve amar alguém mais do que a si mesmo. Quando a gente se ama mais, a gente se respeita, se valoriza, se coloca em primeiro plano.
Quando a gente se ama mais, a gente não se submete a ser tratada como lixo, não se contenta com migalhas. E isso eu aprendi depois de sofrer por quase 6 anos. E conheço muita gente que não aprendeu ainda e nem nunca vai aprender.
Porque é possível amar com intensidade, com loucura, com desejo, é possível amar até e além de traições [até porque eu reconheço que a carne é fraca sim], mas ser tratada com indiferença, com desrespeito, aí não.
E assim, aprendendo a se amar mais do que tudo, você consegue viver amores muito mais verdadeiros, muito mais serenos, sem perder a intensidade, a paixão, o fogo e o desejo. Sem possessividades, sem ficar exigindo sua parte. Quando você se ama como se deve, você certamente tem aquilo que merece.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

pela luz dos olhos teus


Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar, ai que bom que isso é Meu Deus, que frio que me dá o encontro desse olhar. Mas se a luz dos olhos teus resiste aos olhos meus só pra me provocar, meu amor, juro por Deus me sinto incendiar.
Vinícius de Moraes

Já diziam os poetas mais famosos, às vezes mais vale um olhar do que mil palavras. Eu, particularmente, gosto muito de olhar nos olhos. É pelos olhos que você sente alguém. A maioria das paixões começa num encontro de olhares. São os olhos os primeiros a se entregarem.
E são pelos olhos que você pode ver tudo o que há de mais belo no mundo. E pelos olhos você encontra o que deseja. E quando se fecham os olhos, é no imaginário que reflete a imagem que você viu por eles, pelos olhos.
Não há nada que dê mais frio na barriga do que um encontro de olhares. Os olhos não mentem, os olhos não se magoam. Os olhos se sentem, se desejam, se entregam. Os olhos, como dizem, são janelas da alma.
Sem ao menos dizer uma palavra, os olhos dizem tudo e ao mesmo tempo não dizem nada. Mas que não há nada mais prazeroso do que olhar num olho e se ver nele, ah, não há.

Nossos olhos são dengosos demais, que não se controlam, clamam fugazes. Olhos que se entregam, olhos ilegais.
Vanessa da Mata

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

mais um natal surpresa


Uma das inúmeras coisas que admiro no Ri é sua capacidade de me surpreender com pequenos gestos que significam muito. Além de todas as ótimas coisas que ele me faz, no Natal [mais uma vez] ele me preparou mimos que talvez eu nem merecesse tanto assim.
Ri me mimou com um presente por dia até o dia de Natal. Na segunda, ele “nos” presenteou com um par de copos da Spicy que havia saído de linha e que estavam faltando pro nosso jogo ficar completo. Ele só achou os tais copos no Outlet Premium lá perto do Hopi Hari.
Na terça, ele me deu dois CDs e um DVD da Vanessa da Mata que eu estava querendo há séculos. Na quarta, foi a vez de um filme da sessão da tarde, clássico e cult que eu amo e que ele sempre via eu procurar em todas as lojas de artigos do gênero: Garotos Perdidos. Adoro! Presente bom foi ainda poder assisti-lo ao lado dele, como numa tarde qualquer das minhas férias de adolescente.
Na quinta, véspera de natal, ele disse que era o último presente e que só me daria à meia-noite. E um pouco antes ele me deu o CD duplo da Madonna, Celebration que é mesmo TUDO na vida! Ouvi o primeiro cd logo de cara, antes de ir pra ceia de Natal.
Mas na sexta, dia de natal mesmo, eis que ele me surpreende deixando um pacotinho em cima do armário do nosso quarto. E lá estava uma camisa oficial do Corinthians, branca, sem número, sem patrocinador, do jeito que eu sempre quis.
Fala sério, natal assim só com marido igual ao meu.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

é tudo novo de novo


O que eu mais gosto dessa história toda de ano novo, é que junto com a virada, vem um monte de esperanças renovadas e desejos de que tudo será novo ou melhor. Eu sei que muito disso é mera ilusão, mas gosto de pensar nessas energias renovadas, não custa nada.
Todo mundo volta com a pilha toda, cheios de planos. Comigo não é diferente. Sempre tem algo que me motiva mais no começo do ano do que o normal. Só que 2010 vai ser o ano de muitas coisas reais. Vou começar a planejar coisas grandiosas, que talvez nem se concretizem tão já, mas vou acreditar que sim.
Vou desenhar tudo num papel, não como listas de promessas pro novo ano, mas como metas a serem alcançadas. E como eu não quero tanta coisa assim, até que vai ser mais fácil e rápido conseguir.
Porque eu prefiro acreditar que sim, será um feliz 2010 cheio de todas aquelas coisas que os outros me desejaram na noite de réveillon. E que seja especial e único, como sempre vem sendo. Eu agradeço e anseio pelo que está por vir.
Vai ser bom, tenho certeza.