quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

não entendi


Ou eu tô muito louca, ou eu preciso concordar com o Eliéser: o que está passando na televisão? Não entendi a saída da Angélica, não entendi a simpatia do povo pelo Dourado. Será que estou vendo o jogo errado?
Independente disso, cada vez mais eu acho que a vida imita o bbb e coisas ruins acontecem às pessoas boas, e quanto mais grosso e mais ignorante você for, melhor. Isso é o que rende audiência.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

dos planos para o futuro


- Já marcou sua viagem?
- Ainda não.
- Pode marcar que vai dar tudo certo.

É, está escrito. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

o peso das palavras


Às vezes, quando me falta inspiração, digito uma palavra no google e vejo o que aparece. Muitas vezes, me surpreendo com textos que parecem ter sido escritos pra mim. Como se eu precisasse ler aquilo, naquele momento. Outras vezes, são apenas bons textos com os quais eu simpatizo muito.
Para minha surpresa, ao digitar semântica [veja você que palavra inusitada], apareceu esse texto da Martha Medeiros. Eu sempre gosto do que ela escreve, da maneira que escreve. Então, resolvi repartir aqui no blog com vocês.

“Quando alguém diz, por exemplo, "João traiu Renata", a primeira coisa que me vem à cabeça é que João espalhou um segredo cabeludo que Renata havia lhe confiado, ou então que João entregou Renata para a polícia, ou ainda que João fugiu com todo o dinheiro que Renata havia economizado, que crápula. Nunca penso que João transou com outra mulher.
Trair pressupõe que algo foi feito contra alguém. E sexo não é algo que seja feito contra uma terceira pessoa. Sexo é sempre a favor, sempre pró, e sempre egoísta, não diz respeito a quem ficou do lado de fora do quarto. Faz-se sexo para dar e receber prazer, e não para prejudicar quem quer que seja. Traição é uma palavra dura demais para ser usada como sinônimo de infidelidade e adultério.
A palavra adultério é até romântica, remete a encontros clandestinos, beijos roubados, vidas secretas, roteiros de cinema, letras de samba. O adúltero, apesar de ter que carregar este palavrão nas costas, é na verdade um alegre.
Infidelidade já é uma palavra mais burocrática, boa para ser usada em tribunais, alegar quebra de contrato. É palavra comprida e possui um certo status, parece coisa de estelionatário graúdo, gente com conta em paraíso fiscal. Pensando bem, conta em paraíso fiscal é uma metáfora que se aplica perfeitamente a romances paralelos. Mas estelionato é crime, e infidelidade não é. O infiel é um inofensivo, vende fácil seus carros usados.
Os infiéis não metem medo, os adúlteros possuem um charme boêmio, então, na falta de uma palavra mais intimidante, apela-se para "traidores", a fim de arrancar deles alguma culpa, remorso, vergonha. Mas que ninguém se engane: a palavra traição está combinando cada vez menos com a realidade sexual vigente. Ninguém está batendo palmas aqui para a poligamia. Estou apenas refletindo sobre a adequação e a inadequação de certos vocábulos. Traição? Convém enfrentar os revezes amorosos sem mexicanizar demais a cena.
No início de todo romance, homens e mulheres se satisfazem plenamente um com o outro, mas com o passar do tempo a relação passa a satisfazer apenas parcialmente, e parcialmente pode ser mais que suficiente quando inclui amizade, cumplicidade, diversão, leveza. Porém, a parte que começa a faltar, a sedução, deixa o campo aberto para novas experiências, que podem acontecer ou não. Nada disso tem a ver com desamor. Pode-se amar alguém e sucumbir a uma aventura. Não estou dizendo nenhuma novidade, estou? Há algum inocente no recinto?
Toda traição pega você desprevenido. A infidelidade, ao contrário, é sempre uma possibilidade, mesmo quando parece improvável. E não, não há nenhum inocente no recinto.”

Traição e Semântica – por Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

viver a vida


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

nas coisas simples


Hoje, particularmente, estou feliz. Feliz porque, finalmente, achamos nossa mesa de jantar. De tão perfeita que é, apertando aqui e ali, couberam também no orçamento uma escrivaninha e uma poltrona toda charmosa. Diferente de tudo o que eu procurava até então.
Tudo chega dia 27, deixando nossa casa mais charmosa e mais bonita ainda. Preenchendo certos vazios que eu andava sentindo. Parece coisa boba, mas me deixou muito, mas muito feliz.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

folia


Programação para o carnaval inclui receber pessoas queridas em casa, tirar o livro de receitas que comecei há pouco da gaveta e testar receitas gordinhas e deliciosas de doces prediletos, encher os cômodos de flores frescas, cama com direito a colcha colorida novinha, aniversário de padrinhos de casamento e amigos do coração, compras na zepa com Fefe querida e piscina pra manter a cor, porque eu não sou de ferro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

sem sentido


Na sombra das horas.
No vazio da tua ausência.
No silêncio das tardes sem graça.
Na solidão dos dias tristes.
Peço a Deus, por favor, esqueça.
De pedir, já lembro.
E sigo calada, sozinha, vazia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

...



















“Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez o outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex. Talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris. Talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.”
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

por ali


Ultimamente ando tão sem tempo que mal consigo fazer uma das coisas que mais amo: escrever. E, conseqüentemente, mal tenho tido tempo pra retribuir os recados que algumas pessoas queridas deixam por aqui. Não vou prometer tão logo voltar à rotina, mas pretendo porque essa leitura dos blogs me faz uma falta danada. É como se me faltasse alimento à alma.
Aí, pra matar a saudade de uma amiga do coração, entrei no blog dela hoje e me deparei com uma surpresa, a Talita falou da gente num post pra lá de especial no dona perfeitinha.
É por isso que a blogosfera me fascina cada dia mais e mais.
Ganhei o dia.

you inspire me


Quando penso em você, uma dor aguda aponta no meu estômago. Fecho os olhos e me dá frio na espinha. Os pêlos do meu corpo se ouriçam todo. E eu não consigo parar de repetir como um mantra: quero mais.
Quero muito, sempre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

por aí


Fui convidada a participar de uma coluna sobre casamento lá no Colcha de Retalhos. Gosto muito de falar sobre meu casamento. Ver as fotos é como reviver aquele momento único. Pra matar a saudade é um ótimo remédio. Faz só 5 meses que casei, mas já dá uma saudade.
Pra ver, clique aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

somewhere over the rainbow


Ontem, depois de um dia cheio e de muita dor de cabeça, ao voltar pra casa vi um arco-íris. Instantaneamente, abri um sorriso largo. Quase me arrisquei a procurar o tal pote do ouro no fim dele.
Melhorou meu dia. É quase como se ele me dissesse que sempre depois da tempestade, vem a bonança. Assim espero.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

por enquanto


É irônico, mas a felicidade não inspira tanto quanto a tristeza. Esses dias ando tão tristonha com os problemas da agência que vira e mexe me pego formulando textos incríveis na minha cabeça. Minha vida já virou poesia imaginária e começa sem que eu perceba. Quando vejo, já estou poetizando tudo.
Por aqui as coisas andam sem rumo. Sem definição de futuro. Fato que eu já sabia em meados de novembro. A solução é não ficar, preciso ir. Mas, por muitos motivos [e um deles muito mais forte que eu], sinto que não é hora ainda de sair. Posso estar enganada, não sei. É como disse, estou sem rumo.
Em casa vai indo tudo bem. Depois de nossa briga que destruiu o sonho de muitos sobre casamento perfeito, tá indo tudo bem. Ri tem me ajudado com a casa, com a roupa, com o lixo, com a louça, com a janta, está maravilhoso, pensando bem, acho que era uma fase mesmo. E também conseguimos uma faxineira, o que já ajuda muito.
Mas não ter perspectiva em outro aspecto da vida, deixa a balança capenga. Me sinto sobrecarregada, cansada, com vontade de chorar pra tudo. Nunca fui assim. Minha massagista vive reclamando que minhas costas andam duras demais. Antes, só o lado direito [emocional], mas agora toda ela.
Sinto mesmo um peso grande, mas não sei como me desfazer disso. Gui me mandou um email que dizia mais ou menos assim: não se pegue tanto às coisas que você não tem o poder de mudar, se coisas ruins acontecerem a gente dá um jeito. A gente sempre dá. O ruim é não saber ainda nem quando e nem como.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

despedidas


Despedir-se de um amigo do trabalho é quase como um divórcio. A gente passa mais tempo na empresa do que em casa. No caso de nós, publicitários, passamos dias, noites, finais de semana e feriados juntos, trabalhando. Viajamos também. Ou seja, é tudo muito intenso.
E separar-se assim, do dia pra noite, é muito doído. Ainda bem que nosso mercado é pequeno e roda muito, vira e mexe tem umas festas e todo mundo de reencontra. Mas, não ter mais aquela pessoa ali, do seu lado, que entende seu pensamento só num olhar... ai que tristeza.
Sexta, dirigi o caminho inteiro da volta pra casa com um aperto no coração. Chegando, não agüentei e desabei no choro. Ontem, também não resisti e mandei uma mensagem pro Gui dizendo que hoje seria um dia muito chato.
E está sendo. A cadeira aqui ao lado, vazia, que tristeza. No email que ele me mandou sexta, antes de ir, citou uma frase de um dos meus filmes prediletos e de cabeceira, Sociedade dos Poetas Mortos: fui à floresta porque queria viver profundamente, sugar a essência da vida, e não, ao morrer, perceber que não vivi.
Não vai ser fácil, mas é como ele me respondeu na mensagem de ontem: posso não estar aí amanhã, mas quero que me conte tudo sempre e quem sabe estaremos juntos de novo em breve.
AMO!