terça-feira, 30 de março de 2010

quem quer ser um milionário?


Pela primeira vez acompanho um Big Brother em que o favorito está bem longe de ser aquele por quem torço. Aliás, nesse bbb, torci pra muita gente, diferente das outras edições. E também pela primeira vez, pouquíssimas pessoas concordam comigo. Paciência.
Adoro bbb, nunca perco as edições, acho um programa muito bem montado. Mas a edição dessa vez, não me agradou. Muito tendenciosa, porém, culpa também dos participantes, todos meia boca. No começo torcia pra Lia, porque a considerava verdadeira, mas de tanto que ela falava e se achava muito dona da verdade, perdeu a graça.
Aí comecei a gostar do Dicesar, mas realmente percebi que nem ele mesmo sabia de que lado estava. Cansei dele. Aí apostei na Morango, aliás, a única que pra mim merecia ganhar. Não a vi fazendo fofoca, mas a maneira como passaram a história a tornou uma grande vilã. Nem achei ruim ela escolher amigos pra ir pro quarto branco, afinal amigos são pra ajudar nos tempos difíceis, imagina passar por aquilo ao lado de inimigos?
Com a saída dela, fiquei órfã e passei a não torcer por ninguém, só torci contra. Continuo torcendo contra o Dourado, desde o minuto que escolheram ele pra entrar na casa. Alguém se lembra dele no bbb4? Ele continua sendo o mesmo escroto, não mudou nada como pessoa, apenas aprendeu a “jogar o jogo”. Nem sei se é tão mérito dele ou se a inteligência dos demais participantes é que era mesmo muito limitada.
Como ele pode ser carismático e querido? Uma pessoa preconceituosa total. Super respeito quem não gosta de homossexual, mas acredito que tem que existir respeito em relação à opção sexual de cada um e isso ele não tem.
Assim como ele não tem respeito por mulher nenhuma, não é a toa que disse que deveria encher a Morango de porrada até vê-la caída no chão, além de quebrar o dedo dela. Esse é o cara que o Brasil acha legal. Um cara que se vende como sem fé e não digo que todos tem que ter fé em deus, mas ter fé é muito básico, você tem que ter fé pelo menos em você, oras.
Mas, uma pessoa sem fé vai levar o prêmio milionário. Fora a outra tatuagem dele, a polêmica suástica. Se bem que isso não é nada perto de alguém que diz que AIDS é doença só de homossexual. E esse é o ignorante que o Brasil vai tornar milionário hoje a noite. É por isso que vou pegar um cineminha, ninguém merece. 

quarta-feira, 24 de março de 2010

art of loosing


Amigos queridos estão se mudando para outros países. Uns vão se encontrar, outros encontrar um futuro. A vida é mesmo muito triste para os que ficam. Não que para os que vão não sobre uma ponta de saudade. Mas a partida, a despedida pra quem fica e nada muda é sempre muito mais doída, muito mais sofrida.
Essas idas repentinas me fizeram lembrar um trecho do filme Em seu Lugar, que dizia mais ou menos assim: a arte de perder não é difícil de dominar. Tantas coisas parecem ser feitas para serem perdidas e suas perdas não são assim um desastre. Perca algo todo dia. Aceite a frustração de perder chaves, horas mal gastas. A arte de perder não é um desastre. Então pratique perder algo maior: lugares, nomes, um destino que você já visitou. Nenhuma dessas perdas trará um grande desastre (...). Eu perdi duas cidades adoráveis, e mais, reinos que possuí, rios, um continente. Eu sinto falta deles, mas não foi um desastre. Mesmo perder você (...) eu não devia ter mentido. É evidente que a arte de perder não é muito difícil de dominar embora possa mesmo parecer um desastre.
O poema é de Elizabeth Bishop.   

segunda-feira, 22 de março de 2010

advogado do diabo


O que leva uma pessoa a defender um assassino do próprio filho? Ou do próprio pai? Ou de quem quer que seja? Tá certo que justiça é um direito de todos, mas queria saber o que leva realmente uma pessoa em sã consciência a defender os monstros da nossa sociedade?
Como será que dorme uma pessoa dessas, sabendo que pode colocar na rua um monstro tão sem escrúpulos?
Se justiça existe realmente, meu desejo para hoje é que ela seja feita.

terça-feira, 16 de março de 2010

so tired


A palavra da vez é cansaço. Tô saindo tarde todos os dias da agência. Participei de uma concorrência, fiz o trabalho todo sozinha, apresentei sozinha. Continuo sem chefe, ou seja, trabalho por dois e ganho o salário de meio. Tenho me dedicado como nunca e encontrado estímulo nas pequenas coisas.
Está sendo uma superação diária, mas acho que o saldo será positivo. Pelo menos assim diziam as cartas.
Mas que estou cansada, ah estou demais da conta.

segunda-feira, 15 de março de 2010

se fue


Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi
Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella
No supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Ilusión – Marisa Monte e Julieta Venegas

quinta-feira, 11 de março de 2010

quidam



















Terça fomos ao Cirque du Soleil assistir Quidam. Preciso dizer que me emocionei muito de fazer parte de algo tão maravilhoso e me senti muito privilegiada por ter condições de estar ali. De poder testemunhar coisas tão maravilhosas.
O espetáculo é animal, fiquei boquiaberta o tempo todo. Eles são realmente fantásticos, brilhantes, perfeitos. O show é envolvente, os músicos, os números, as acrobacias. Divino. Realmente algo imperdível.

terça-feira, 9 de março de 2010

dia da mulher


Ontem, quando cheguei em casa, Ri havia deixado uma rosa vermelha em cada cômodo com um bilhete pra mim. Pelo dia da mulher e por eu ser a mulher mais importante da vida dele.
Me casei com um príncipe.

quarta-feira, 3 de março de 2010

lá em casa


Minha casa está montadinha como se deve. Bom, como se deve mesmo, não, falta uma coisa aqui outra ali, mas é bobeira, de resto, está perfeita. A mesa chegou sábado e tratamos de providenciar um almoço de estréia para o domingão. Convidados: sogros e mamis.
O cardápio: arroz + feijão (de caixinha né? mas num é ruim não, é só temperar que vai) + saladinha + bife acebolado do Ri, o melhor bife acebolado do mundo [diga-se de passagem]. Batata smiles pra combinar com a alegria colorida dos meus pratos floridos e uma ou outra coisa chique pra dar graça à mesa.
Sobremesa? Mousse de maracujá, claro.
Tudo devidamente aprovado. 

terça-feira, 2 de março de 2010

red hot chilli beans


Dia desses, conheci um restaurante mexicano perto de casa que é simplesmente tudo de bom. Não que eu tenha vasto conhecimento de causa, como no caso de restaurantes japoneses, mas é sempre bom encontrar ótimas opções de comidas estrangeiras e poder indicá-las sem medo aos amigos, né?
Eu nem curtia muito comida mexicana, doritos então, não comia nem a pau. Mas, depois que Ri entrou em minha vida e seus amigos que não só curtem como até sabem cozinhar alguma coisa, pronto, mais uma culinária pela qual me apaixonei.
Dica de Ariani e Rafa (os cozinheiros dos chilli beans do ano novo), fomos até o Habañero. Decoração toda típica, com quadros de Frida Kahlo pela casa, muita pimenta pendurada, imagens de santos, música típica e cardápio impecável.
Com bebidas típicas e muito tradicionais como a tequila e o mojito, a criatividade nos nomes não para por aí: las chicas e la pistolera frozen eram um dos nomes mais engraçados. Comemos, obviamente, os chilli beans que me deixaram soltando fogo pelas ventas [literalmente], tacos, burritos, enchilladas, enfim, tudo o que tínhamos direito. Bom pra ir se acostumando, afinal, 2011 promete.
Fica aí a dica, o Habañero fica na Rua Maria Curupaiti, 458 – Santana. Tenho certeza que vocês vão gostar, até porque tem como não gostar de um lugar que tem um prato chamado Chapolin Colorado? Não né...

segunda-feira, 1 de março de 2010

e continuamos


Eu queria, nem que por alguns segundos, ouvir suas explicações, seus medos ou até mesmo sua raiva, que fosse. Eu queria que olhasse nos meus olhos com indiferença e não com timidez, com pudores. Eu queria saber o que se passa na sua cabeça e saber o que você pensa quando olha na minha direção e depois disfarça, querendo que eu acredite que não liga.
Queria entender o porquê deste silêncio e dessa marra toda. Entender o que aconteceu e que eu perdi, o que ficou pelo caminho. O que foi que eu disse? O que será que eu fiz? Eu queria ter certezas e não todas essas dúvidas que me matam dia após dia desde então.
Eu queria ser sua amiga e ter aquele clima gostoso que costumávamos ter, antes de. Queria um abraço, às vezes. Daqueles maliciosos que só você sabia me dar. Ou ouvir aquelas besteiras absurdas, que me faziam ganhar o dia.
Eu só sei que morro de dúvidas sempre que te vejo e assim vamos, quem sabe um dia a gente ainda consiga dizer ao menos oi.