quinta-feira, 29 de julho de 2010

todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar


Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina? Quem já conseguiu dominar o amor? Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa? Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.
ana e o mar - teatro mágico

quinta-feira, 22 de julho de 2010

tocou no rádio


Reparei que, às vezes, quando fujo de uma música que toca no rádio, normalmente ela toca várias vezes em outras várias emissoras. Aconteceu hoje e resolvi então ceder e ouvir a música. E não é que no fundo ela tinha algo a me dizer... é bom ver por esse lado.

Agora eu sei exatamente o que fazer.
Bom recomeçar, poder contar com você.
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também.
Um homem quando esta em paz, não quer guerra com ninguém.
Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoção,
Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção.
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão,
Mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião.

E disso os loucos sabem, só os loucos sabem.
Toda positividade eu desejo a você,
Pois precisamos disso nos dias de luta,
O medo cega os nossos sonhos,
Menina linda eu quero morar na sua rua,
Você deixou saudade, você deixou saudade.
Quero te ver outra vez, quero te ver outra vez,
Você deixou saudade.
Só os loucos sabem – charlie brown jr

terça-feira, 20 de julho de 2010

acontece no trânsito


Dia desses, combinei de jantar com Ri num restaurante japonês que fica perto aqui da agência. Como era nosso rodízio, ficamos de nos encontrar no restaurante. Na hora de ir embora, disse que iria por dentro porque odeio pegar a Marginal, mas Ri me convenceu de que seria bom pra eu ir perdendo o medo e que já estava tarde, nem ia ter muito trânsito e tal.
Resolvi então segui-lo no caminho de volta pela Marginal. Estava chovendo um pouco, mas de trânsito mesmo estava tranqüilo. Numa alça de acesso de uma ponte, parei pra ver se vinha carro antes de entrar na pista e houve um estrondo terrível.
Ri já havia ido, com a chuva fina, morri de medo do que pudesse acontecer. Meio que anestesiada, não sei nem como, deixei o carro se mover pra frente e me lembro apenas de ligar o pisca e pegar o celular pra avisar o Ri.
Por sorte, em meio a lágrimas e tremedeira, não tinha conseguido nem desligar o carro, nem tirar o cinto e nem falar com o Ri. Só vi que tinha um monte de gente em volta do carro perguntando se eu estava bem. Aí vi que o Ri vinha correndo pela Marginal no meio da chuva.
Desci do carro, disse que estava bem. Uma garota havia batido no meu carro. Aparentemente, não havia feito nada no carro dela, em compensação, detonou minha traseira a ponto de não abrir o porta malas.
Ouvi meio de canto ela dizer que eu estava errada porque não tinha nada que parar, mas um amigo dela estava dizendo que quem bate atrás não tem razão. Ela me perguntou o que houve e eu disse que nunca havia entrado numa avenida sem antes verificar se vinha carro ou não. Ela confessou que estava apenas olhando pra trás, “achou” que eu tinha entrado e acelerou.
Ela estava com alguns amigos no carro que disseram não ter visto nada, apenas sentido o choque. Como o carro do Ri estava parado depois da próxima ponte e não tinha como ele voltar, um dos amigos da moça se ofereceu pra ir comigo no carro para pararmos na academia em que todos trabalhavam, alguns metros a frente.
Anotamos placas, trocamos telefone e me pareceu que estava tudo bem. Afinal, ninguém havia se machucado. Dias depois, Ri entrou em contato com a moça e ela meio que tentou justificar que a culpa também era minha.
O conserto do carro ficou em torno de 2 mil reais, porque tinha que trocar todo o porta malas e o para choque. Pensei que seria um inferno, um caso de justiça e que ainda ia sair no prejuízo, bem numa fase nada boa financeiramente da minha vida.
Mas, por sorte ou de repente por justiça, não sei, a moça resolveu assumir a culpa, acionou o seguro e pagou o conserto do meu carro. Fiquei pensando que se talvez eu não tivesse ido pela Marginal nada disso teria acontecido.
Pensei também que a gente nunca sabe quem está no carro ao lado. Apesar da pequena dor de cabeça, a garota foi sensata e honesta, mas poderia ter sido um idiota que talvez nem parasse pra ver o que havia acontecido. Ou um ignorante que me xingasse, me batesse, me matasse, sei lá.Tem tanta gente louca no trânsito, a gente nunca sabe.
O trauma da Marginal aumentou, vocês bem imaginam, mas acho que serviu também de lição. Hoje dirijo com mais cuidado até, zelando por mim e pelos outros, porque além de gente louca, tem gente muito ruim andando por aí.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

nova perspectiva


Sábado fui com um casal de amigos ver convites de casamento, lá onde fiz os meus e acabei fazendo amizade com os donos. Matei um pouco a saudade de toda aquela magia que existe nos preparativos de um casamento, que é a melhor fase de todas, melhor até que o casamento em si, que passa num piscar de olhos.
E dessa visita, que rendeu muita risada e fofoquinhas, aconteceu um pontapé inicial num projeto pessoal que há tempos estava só no papel. Logo mais terei boas novidades pra contar...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

no más


Fui promovida. Meio que por conta da saída de outra coordenadora, amiga querida. Difícil ficar feliz numa situação dessas. Ainda mais quando não é uma promoção que vai resolver todas as mazelas do mundo.
Se é que essas tem solução.

terça-feira, 6 de julho de 2010

carpe diem


Mais uma querida vai sair da agência essa semana. Aí sinto como se o mundo desmoronasse, com tanta enganação ao meu redor, gente mesquinha, gente estranha. E as pessoas do bem indo embora.
Liguei pro Gui ontem à noite e hoje, ao abrir minha caixa de entrada, havia um email enorme, carinhoso, daqueles que é pra guardar no coração, ler com a alma. Aliás, já li e reli umas vinte vezes. Em meio a tantas palavras boas, citou uma passagem de um filme preferido da vida [nossa], e eu até assisti ao trecho no youtube.
Tinha que assistir. Me arrepiei toda, chorei. É maravilhoso, injeção de ânimo. No fim do email, ele dizia exatamente assim: “Seja mais solta... MENINA... no final das contas o que importa mesmo é vc ficar bem... e isso conseguimos com o nosso estado de espírito... com o nosso pensamento...
SEJA DOIDA JÚ... SEJA MENINA... RALAXA...VEJA COMO TODOS SÃO MUITO BABACAS... MAS NÃO TENHA ÓDIO DELES... TENHA COMPAIXÃO... MAS NÃO IMPORTA...
Acho que vc faz isso quando escreve... posta no blog... tem suas idéias...
Seja forte... veja que tudo é uma questão de fase... e que uma nova fase LINDA e inspiradora está chegando...”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

a copa do mundo é nossa?


Não é de hoje que sabemos da minha paixão pelo futebol. Assisto a qualquer partida (nacional, internacional, de base, segunda divisão). Se tá passando e eu tô de bobeira, assisto. Consegui acompanhar a maioria dos jogos da Copa, o que foi uma verdadeira lástima, podendo apenas destacar 3 jogos até agora, sendo nenhum do Brasil.
Ao assistir as primeiras partidas do Brasil, achei uma merda enorme. Aliás, desde quando saiu a escalação, não vi graça nenhuma em torcer pelo Brasil. Não tinha identificação com nenhum cara que estava ali, pra defender meu país. Exceto o Nilmar (que eu admiro e amo por sua passagem pelo Corinthians e por ser realmente um atleta completo). O resto, era resto.
Impossível gostar de um técnico como  Dunga, sem simpatia nenhuma, sem explicação nenhuma. E jogo após jogo, eu só conseguia sentir vergonha. Vergonha porque o que se via no campo não era um futebol bonito e nem era o melhor futebol do mundo.
Pra nossa sorte, isso se repetiu também com outras grandes seleções. O que não justifica, mas torna menos doloroso ou vergonhoso não chegar às semi-finais. E quer saber, inveja da Argentina. Aliás, país que eu sempre torci como 2ª opção (sendo a 1ª quando o Felipe foi técnico da seleção).
Porque o Maradona pode ter mil defeitos, mas ele é ídolo. E ele pode nem ser bom técnico, mas ele tinha carinho com os jogadores, tinha atenção, cuidado. Ele era o 12º cara no campo. E o Dunga? Ele era um bosta. Bosta igual aos jogadores que levou (salvo raríssimas exceções).
Enfim, estou triste pelo Brasil porque jogamos com uma seleção importada e um técnico frouxo. Triste porque o futebol da Copa só me impressionou quando eram outras seleções em campo. Triste porque agora só me resta o Brasileiro. Triste.
Mas é só uma partida de futebol. Daqui 4 anos tem mais. Vamos ver como será.