terça-feira, 28 de setembro de 2010

amor etéreo


“Uma noite. Algumas horas. Quando se trata de um sentimento, intensidade não tem nada a ver com duração, com tempo. Menos ainda com o lugar. Certas histórias de amor são tão breves quanto fulgurantes. E, talvez por isso, tornam-se aquelas que marcam toda uma vida. Nem todo mundo tem a chance de viver uma paixão assim, mas quem viveu, não esquece jamais.“
E foi lendo esse trecho de uma matéria da Marie Claire desse mês que pude compreender um encontro do passado. Daqueles que tiram o chão e que não fazem o menor sentido. Mas que vira e mexe eu me pergunto qual teria sido o objetivo.
E é simples. Não teve objetivo, sentido, razão. Apenas tinha que ser. Como muitos encontros e desencontros da vida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

nem vi


A semana, mais uma vez, passou e eu nem vi. Final de semana fomos pra Boiçucanga (que até agora não sei se é com ç ou com SS porque vi escrito das duas maneiras), mas enfim. Fez muito frio no sábado, com chuva. Foi bom porque a pousada que ficamos é na beira da praia, então dormimos com o som das ondas.
Foi gostoso porque curtimos com um casal de amigos o friozinho de lá. Fora que é outro clima e só de sair daqui e pisar na areia já dá uma animada. Domingo fez até calor, abriu um sol e tal. Serviu pra descansar.
Segunda à noite tive o maior piriri da minha vida, acabei passando a madrugada no hospital a base de soro na veia. O resto da semana, trabalho, trabalho e trabalho. Só Deus sabe o quanto estou  precisando de férias.
E por enquanto é isso.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

vmb 2010









Se eu pudesse resumir essa festa em um trecho de música, certamente seria festa estranha com gente esquisita.
A maior concentração de gente estranha por metro quadrado.
Mas eu fui!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

a vida é bela



















Depois de um dia e meio longe de casa, voltei e encontrei a louça toda lavada, a casa em ordem (dentro do possível).
Ah, as pequenas coisas do cotidiano a dois...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

lá em salvadô


Em menos de 24 horas, saí de São Paulo fui parar em Salvador e conheci a cidade inteira. Fui a trabalho, sozinha. Parece besteira, uma bobagem, mas me fez sentir muito orgulho de mim. Primeiro porque viajei sozinha de avião e quem me conhece sabe que isso é uma verdadeira tortura pra mim. Tenho pânico de avião.
Quando soube que ia sozinha ter que encontrar o cliente lá, quase tive um treco. Aviões me tiram do sério. Fico pensando na lógica de algo que pesa toneladas flutuar feito um pássaro. Não consigo achar lógica nenhuma nisso. Todos os barulhos e movimentos me assustam e a idéia de que não posso sair me dá coisas.
Mas enfrentei numa boa até e cheguei a Salvador muito mais rápido do que imaginava. Devia estar uns 90 graus, uma coisa de louco. Da Bahia eu só conhecia Ilhéus, mas acho que lá é tudo assim: um céu mais anil, um sol mais caloroso, um clima mais aconchegante, sei lá. Tem certa magia no ar de lá.
O povo é muito receptivo e simpático, além de ter a sua malandragem, é claro. Sempre tentando tirar uma vantagenzinha aqui, outra ali. Ontem, mal cheguei, já almoçamos e fomos trabalhar. Aí combinamos de sair a noite e conhecer um pouco a cidade.
Fomos até o Pelourinho, lá é mesmo carnaval todos os dias. Estava lotado, é muito apertado. Mas apesar do aspecto de antigo, velho, achei algumas casinhas super charmosas, tem muita pousadinha bacana por ali.
Inclusive fomos a um bar que nos fundos tinha uma vista incrível do Porto, uma coisa linda de se ver. Tava rolando um ensaio do Timabalada e um show no meio do Pelô (como se diz). É muito engraçado porque lá é muito forte essa coisa de orixás, mas também tem igreja uma do lado da outra. É como dizem, a Bahia é mesmo de todos os santos.
Meu vôo hoje era logo depois do almoço, então aproveitei uma amiga do meu cliente que ia ficar de bobeira e conseguimos um camarada pra mostrar alguns pontos da cidade pra gente. O que foi muito agradável porque a Sara é italiana, então tive que praticar meu espanhol e foi muito bacana e divertido.
Acho que dá mesmo pra me virar caso eu precise usá-lo lá fora. Fomos ao Mercado Modelo, ao Elevador Lacerda e a Igreja do Bonfim. Foi muito corrido, mas em menos de um dia consegui conhecer muito da cidade e ainda trabalhar (mas essa foi a parte mais chata).
O vôo de volta pareceu mais longo, fiquei um pouco agoniada, ainda mais com a aeromoça avisando das zonas de turbulências que íamos passar toda hora. Mas tranqüilo, tentei relaxar e esperar, fazer o quê mesmo né?
Cheguei em casa no fim da tarde, tô completamente destruída de cansada, amanhã tenho que trabalhar normal, que tristeza. Lá tava um calorzão de meu deus, cheguei em São Paulo e do avião já podia ver tudo cinza, ê São Paulo, não tem jeito mesmo...
É isso, estou quebrada mas precisava dividir isso, foi uma experiência que valeu muito a pena, além de ter dado um tempo na agência (onde o clima não vai nada bem). Pena que não consegui ter tempo nem de dar as caras na praia, pisar na areia, entrar no mar. Mas só o ar da Bahia já foi suficiente pra renovar minhas energias.
Axé!  

domingo, 12 de setembro de 2010

nossas bodas de papel




































Nosso primeiro ano de casados! Nem todos os dias foram flores, mas posso dizer que o saldo é muito mais positivo do que negativo.
Os primeiros meses foram de adaptação total mesmo. Eu, filha única, nunca fui muito acostumada a dividir os espaços e as coisas. Tudo sempre foi do meu jeito, tive que aprender a ceder [mas confesso que ainda não aprendi direito].
Graças a Deus o Ri tem um espírito muito mais evoluído que o meu e sabe muito melhor que eu relevar as coisas, tudo em nome da harmonia da nossa casa e do nosso casamento.
No começo tivemos nossas primeiras discussões sérias (em 4 anos de relacionamento), o motivo? dinheiro! Acumulou muitas contas, casamento+casa+decoração+despesas extras. Foi um sufoco, mas aos pouco soubemos contornar as coisas e hoje temos uma vida financeira muito mais tranquila e as brigas acabaram.
Depois tive alguns surtos também com limpeza, era louca pra manter a casa limpa e organizada. Mas aí conseguimos uma faxineira que vem toda a semana e aí meus surtos melhoraram. Eu nunca liguei pra nada disso, mas acho que é coisa de recém-casada, a gente dá uma pirada nessas coisas, sei lá.
Eu cozinho e o Ri lava a louça. Eu lavo a roupa e o Ri as recolhe do varal e assim é nosso trato, vem funcionando muito bem.
Ri já levou café na cama pra mim umas 3 vezes, assim, sem nenhuma ocasião especial. Já me arrisquei na cozinha e saiu boas coisas de lá, como camarão na moranga, picadinho, medalhão com molho de requeijão, torta de banana.
Bom, acho que é isso. O casamento é muito gostoso, nossa casa é verdadeiramente um ninho muito aconchegante e feliz. Espero que os próximos anos sejam assim e que a gente mantenha sempre viva essa coisa de "namoradinhos". Adoro!
Parabéns a nós! 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

depois de um longo e tenebroso inverno


Tempo.
A gente quer dominá-lo, sempre.
Mas tá aí uma coisa impossível de acontecer.
Quando a vida tá mansa, a gente quer acelerar o tempo.
Quando o momento tá gostoso, a gente quer parar tudo.
Pra curar uma ferida, nada como o tempo.
Pra esquecer um amor, mais tempo.
Pra poder dirigir, espera mais um pouco.
Pra nascer um filho, nove meses.
Pra passar o dia, vinte e quatro horas.
E o tic-tac do relógio nunca pára.
Só que às vezes anda em câmera lenta.
Às vezes na velocidade da luz.
Alguém tem um tempinho aí pra me emprestar?
Tô precisada...