terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2011: seja bem-vindo


Aqui estou eu, a espera de 2011. Já arrumei até meu guarda-roupa, porque é como li em blog de amiga outro dia: “...porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento...
E que todas essas boas vibrações possam mesmo me trazer um ano ímpar, como se deve.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

dois mil e onze


Não que eu acredite muito, mas nos últimos tempos leio meu horóscopo semanalmente. Só que eu tenho um jeito bem particular de fazer isso, normalmente acredito só nas previsões de coisas boas. As ruins eu faço questão de deletar. Afinal, de zilhões de librianos que existem no mundo, nem sempre a previsão vai ser pra mim, né?
Enfim, lendo a previsão desses dias próximos do fim do ano, a maioria vem dizendo algo em comum: abandonar o passado no passado e se preparar para novas boas fases na vida. Tá, parece meio genérico, eu sei. Mas é aquela história, a previsão é pra zilhões de librianos, então tem que ser meio genérico mesmo.
Só que eu tava analisando, esse ano fui numa cartomante, a mesma que fui há 10 anos atrás e que acertou absolutamente tudo a ponto de eu jurar que nunca mais voltaria nela. Pois então. Mais uma vez (até o dia de hoje) ela acertou tudo, tudinho.
No saldo geral, foram previsões positivas. E eu meio que tento juntar as previsões ao horóscopo e tentar mentalizar um 2011 cheio de novas possibilidades – e das boas. É esse o pensamento que eu tenho carregado aqui comigo. Aliás, é o pensamento que carrego sempre, a cada começo de um novo ano.
Prefiro pensar que funciona. Tirando um ou outro ano que realmente foram não tão bacanas, a vida me sorri.
E eu sorrio de volta!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

já é natal


Sempre me admira como as pessoas ficam mais humanas nessa época do ano. Me admira porque eu acho que deveríamos ter esse espírito o ano inteiro. Por isso que dezembro me irrita, eu acho muita hipocrisia espalhada no meio da bondade. Mas, c´est la vie néam?!
Tirando a hipocrisia e tal, eu gosto bastante do natal. Mais porque as ruas ficam bonitas e o clima é mais gostoso do que qualquer outra coisa. O lance da família e dos presentes, nem curto tanto. E o povo comendo feito porco então, me irrita também.
Mas, sei lá. o natal vai despertando uma coisinha boa dentro da gente. Então eu fiquei pensando que tenho muita coisa a agradecer. Que foi um ano bom (embora anos ímpares são sempre ímpares na minha vida). Agradecer por ter um carro que me leva pra onde eu quero (penso nisso todo dia quando passo em frente aos pontos de ônibus lotados), já passei tanto por isso.
Agradecer pelo meu apêzinho que é fofo e aconchegante, do jeito que eu sempre quis. Até agradecer pelo emprego, que não tá bom, mas que poderia ser pior. agradecer pela saúde, porque tirando um ou outro piriri, não tive nada de grave.
Agradecer pelo marido, pela mãe e pela cachorra (essa é a família que tenho). Agradecer pelos amigos que continuam amigos e por aqueles que de um jeito ou de outro se distanciaram. Agradecer pelas coisas boas que acontecem a cada dia. Agradecer e agradecer.
Enfim... obrigada! Não custa nada lembrar, né?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

eu quero é mais


Ontem estava filosofando sobre a vida com o Ri, mas nunca funciona. Isso porque, talvez, minha cabeça tenha mais idéias do que comporta. Idéias só não, questionamentos. Muitos.
Eu me pego sempre pensando se eu morresse amanhã, gostei da vida que tive? Nunca consigo responder essa questão de todo o coração. É como se eu tivesse vivido a vida como a maioria.
Nasci, cresci, me formei, tenho um trabalho e casei. Tá, mas e daí? Só isso tá bom? A maioria das pessoas se contentam com isso e acham que não há mais nada o que querer da vida, além de viver.
Mas eu me pergunto se as pessoas realmente vivem ou se todas estão num botão automático. Sabe? Cresce, reproduz e morre? Então. Eu não quero isso pra mim. Eu quero mais. Mas não sei o que eu quero.
É confuso, eu sei. O Ri mesmo não agüentou levar essa conversa de doido adiante. Mas eu tenho muito medo mesmo de chegar um dia, lá no fim da vida e olhar pra trás e ver que eu não vivi a vida como deveria.
E como deveria ser? Eu também não tenho essa resposta ainda. Meu maior medo é nunca ter. Eu quero tão mais da vida. Tão mais de tudo. As pessoas estão muito acostumadas a viver assim, automático.
Me irrita.
Me irrita muito.
Queria viver sabe, sem elos, sem nada. Solta no mundo. Poder trabalhar em algo do caralho, receber o dinheiro justo. Poder ter meu horário, conhecer o mundo, conhecer pessoas. Fazer as coisas sem medo de nada. Ou não, sei lá.
Só sei que quero mais da vida. Mais do que ela aparentemente pode me dar. Só não sei bem como.