quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

podemos ser melhores em 2012


Dia desses estava reprisando o documentário do Senna (que eu já vi mil vezes e tenho em casa pra ver de novo quando der vontade) e mais uma vez eu parei pra ver. É porque é sensacional toda a história dele e porque eu assisto do começo ao fim toda arrepiada.
Aí eu fiquei pensando – diferente dessa vez. Vi ali no meio uma mensagem pra se levar pra vida da gente. Porque eu tentei achar um defeito no Senna e não encontrei. Claro, não conheci a pessoa, não sei das suas fraquezas e óbvio que o filme ressaltava todas as suas qualidades, mas pensei assim comigo: todo mundo devia ser ou ter um pouco do Senna em si.
Por exemplo, como profissional ele era o cara. Amava com paixão o que fazia, era totalmente dedicado e comprometido, fazia tudo em busca de sua própria superação. Ele já era bom, já era o melhor, mas achava que podia ser perfeito. E ia atrás disso – e conseguia.
Como homem agia totalmente de acordo com seus princípios e sustentava seus pontos de vista até o fim. Era muito racional, muito correto em tudo, muito verdadeiro, preocupado com tudo e com todos, era de caráter inquestionável, não era vendável. Ele não tinha preço. Ele tinha dignidade e honra.
Como filho, percebe-se nas imagens o quanto ele era amável e dedicado. Com os irmãos e sobrinhos, companheiro, amigo. Até com as namoradas, sempre carinhoso, amável, romântico.
Acima de tudo, ele era muito humilde. Dinheiro nenhum conseguiu corromper o que ele era. E cada vez mais rico, mais humilde ele se tornava. E com seu sorriso conseguia sempre iluminar a todos.
Nunca mais vamos ter um atleta como ele. Nunca. Podem aparecer atletas até melhores – eu duvido, mas como ele, nunca. Ele era completo. Não perfeito, não. Pessoas e coisas perfeitas, numa boa, não existem. Mas ele era completo. E iluminado.
E então eu percebi que pra 2012 eu desejo que vocês possam buscar um pouco do Senna aí dentro mesmo, dentro de vocês.
Se comprometam mais com seu trabalho, ame de verdade aquilo que faz, descubra o prazer no trabalho, faça o mais perfeito que puder, o reconhecimento, o sucesso e o dinheiro serão conseqüências, com certeza.
Busquem sua integridade, cuidem dela e não deixem que ela se corrompa por nada nesse mundo. Não se esqueçam de serem sempre humildes e de iluminar ao seu redor com um simples sorriso.
Sejam corretos, sejam generosos e sejam iluminados.
Não deve ser assim tão difícil.
Feliz 2012 pra todos!!!!


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

encontrinhos


Sexta foi um dia totalmente atípico. Como não trabalhei, resolvi tentar conciliar um encontro com duas amigas queridas que não via há algum tempinho. Marquei um almoço com a Fefe num dos restaurantes que mais gostava, ali na Vila Leopoldina, o Maria Gula.
Comidinha caseira, preço justo e com um bolo de comer rezando (se forem lá algum dia, por favor, experimentem o bolo “dois amores”). Aproveitamos pra bater perna ali pela Carlos Weber (a única saudade que tenho da época neogamense é da companhia da Fefe e dos nossos almocinhos delicinha pela região).
Como o natal deixa tudo muito mais caro, não? Bom, não compramos nada, mas foi uma delicia passear por ali só caroçando pelas lojinhas do bairro. Dali parti pra encontrar a cumadi Nath, no SESC Pinheiros.
Preciso desabafar aqui porque meu senso de direção vai realmente me levar longe... bem longe do destino. Consegui demorar uns 30 minutos pra conseguir dar uma volta no quarteirão, acreditam? Eu passei a entrada do SESC e como a rua era mão única, tentei dar uma volta, mas todas as ruas mudavam de mão, enfim...
Eu quase parei o carro pra chorar de desespero... um absurdo, eu sei, mas realmente eu não tenho o menor senso de direção e de lugar, e com as ruas que não ajudavam e o GPS do iPhone me dando um caminho maluco, bom, foi bem difícil essa voltinha no quarteirão, mas consegui hehe.
Eu não conhecia o SESC e achei sensacional, do tipo que com certeza vou voltar pra provar a comidinha. Nath e eu trocamos presentinhos de aniversários atrasados (que bem serviram de natal também) e depois de colocar toda a vida em dia (ou pelo menos as coisas mais relevantes), visitamos a exposição do Miles Davis (muito boa por sinal). E olha que eu pouquíssimo sabia sobre ele, mas achei a exposição super bem montada. Recomendo e a entrada é franca.
Depois fomos tomar um café na minha doceria predileta, a Brigadeiro. Levei pro Ri seu bolo preferido (mousse de chocolate com maracujá) e fechei o dia assim, com chave de ouro. Porque rever pessoas queridas faz um bem enorme pra alma e pro coração, não?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

previsões


A ordem do dia era ler as previsões, saber qual cor usar na virada do ano, patati e patatá. E eu até gosto de ler a previsão do signo, sabe comé, às vezes dá uma esperança ou um acalanto ao coração. E eu tento fazer tudo aquilo que me receitam como uma poderosa forma de atrair sorte. E como sorte demais não faz mal a ninguém, fui lá conferir o que os astros reservam pra mim.
Calculando meu ano pessoal (que nada mais é do que a soma dos números do dia e mês do seu nascimento com o novo ano, ou seja, no meu caso: 2 + 1 + 0 + 2 + 0 + 1 +2), cheguei ao número 8, que irá reger meu ano de 2012.
E o tal número 8 diz que 2012 será meu ano de poder. Que é chegada a hora de colher todos os frutos que plantei. O Universo irá me devolver tudo aquilo que plantei em bens materiais (opa!). O ano regido pelo 8 é o ano do poder, da ambição e do reconhecimento do meu trabalho.
Oportunidade ou herança poderá aparecer no meu caminho (e seria muito bem vindo). Mas também é hora de aparecer dívidas e devedores antigos. Não poderei recusar nenhum deles (assim diz a lenda). Tudo o que planejei em 2011 poderá ser colocado em prática, seja um novo empreendimento ou algo que implemente meus negócios (nossa, vou dizer amém, amém, amém).
Diz-se que é um momento de grandes responsabilidades e que devo agir com equilíbrio (que bom, sou libriana), visando a força da mente e do coração.
Adorei esse meu ano pessoal, viu? Se tudo o que a previsão diz acontecer, meu deus, vai ser um ano do caralho!!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

nostalgia


Nesse negócio de reler posts antigos, pra espanto e surpresa, achei bons posts meus por aqui, do tipo que me fizeram pensar caramba, eu que escrevi isso mesmo? Ou que me valeram a reflexão nossa, eu me lembro bem disso ou caramba, como perdi tempo com isso.
Enfim. Descobri também que tinha muitos comentários por aqui, cerca de 20/28 por post. Hoje mal tenho 1. Mas, claro, não busco quantidade nem nada disso. Sei que muita gente lê e não comenta. Mas adoro abrir o blog e ver um comentário. É tipo um carinho na alma.
Eu tenho essa mania de, às vezes, aleatoriamente escolher um mês do arquivo e reler os posts. Eu gosto do que vejo. E então resolvi reler os comentários também. E revisitei todos os antigos leitores.
Diria que 90% dos blogs estão inativos ou abandonados há tempos. Fiquei triste. Tínhamos um elo que se perdeu. Poucos ainda atualizam e fiz questão de deixar um recadinho. Alguns já vieram aqui retribuir a gentileza. Outros talvez não tenham visto, já que o último post era de longa data.
Objetivo? Sei lá, fazer um carinho na alma ou simplesmente abrir um sorriso surpreso ao verem meu comentário no blog deles.
Sinto saudades.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

enquanto isso na aula...


Euphrem, meu professor nativo de francês às vezes me diz coisas tão interessantes que me fazem pensar além-aula. É muito engraçado entender a estrutura da formação das palavras em francês. E às vezes ele tem que me contar uma historinha pra explicar a tradução de uma palavra.
Dia desses, estava lendo uma frase pra ele que era mais ou menos assim: elles écoutent la radio. E ele me dizia pra não pronunciar o ent do final da palavra écountent, simplesmente porque não se pronuncia. Assim como o s no final das palavras.
E então eu disse a ele que era muito difícil ler uma palavra sem pronunciar todas as letras. Aí ele disse algo engraçado: vocês brasileiros tem mania de ler todas as letras, mas não é sempre que devemos falar tudo o que vemos.
Percebe? Ele me deu uma dica pra vida nas entrelinhas de uma aula de francês. Não é sempre que devemos falar tudo o que vemos.
Preciso traduzir? Não né.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

coisas de mulherzinha


Dia desses vi num blog por aí a dica da Glossybox, que nada mais é do que uma assinatura mensal de “caixas da beleza”, como decidi chamar a minha.
Funciona assim, você paga uma mensalidade e todo mês chega na sua casa uma caixa com alguns produtos como cosméticos, cremes, protetores solar, shampoo, maquiagem, esmalte, enfim, tudo relacionado à beleza.
Tem dois tipos de assinatura, a Glossybox Beauty Premium, por R$ 39,00 e a Glossybox Beauty por R$ 23,00. Fala sério, é um valor bem baixo pra ter produtos bacanas em casa todo mês, não? Nesse valor já está incluso até o frete.
E eles mandam novidades, às vezes os produtos poderão vir em tamanho real/normal e às vezes poderão vir amostras. Normalmente os perfumes são amostras. O legal é que eles montam sua caixa de acordo com o seu perfil, que é uma fichinha que você preenche com aquilo que tem mais interesse e o que tem a ver com seu tipo de pele, cor e textura de cabelo, por exemplo.
Eu assinei as 2 caixas e embora mais algumas colegas do trabalho também tenham assinado, devido a perfis diferentes, nós não recebemos as mesmas coisas. E isso é o legal, a surpresa, né?
Minha primeira caixa da beleza chegou em novembro, e na minha Premium veio uma amostra do sabonete Soapelle, uma amostra do perfume Fleur d´Osmanthus da Roger & Gallet, um creme (tamanho real) da Korres de goiaba (só esse produto custa R$ 45 ou seja, mais do que custou minha caixa inteira), uma amostra de um protetor solar da Neutrogena e uma amostra de uma loção de limpeza da Theraskin, o Cleany.
Já a minha Beauty foi bem mais legal (eu esperava o contrário, então fiquei bem surpresa), recebi 2 esmaltes da Avon , o amarelinha e castelo de areia (coleção adoletá), um rímel da Avon (que eu já tinha comprado e não gostei) o Magnify, um hidratante de cabelo da Head&Shoulders e uma amostrinha de repelente Off.
Não vejo a hora de chegarem as minhas próximas caixas da beleza. Essa ansiedade que a surpresa nos proporciona é algo impagável não? Bom, prometo que a partir das próximas eu vou fazer uma resenha melhor detalhada de cada produto que vier.
Por enquanto estou bastante satisfeita com a minha assinatura, acho que R$ 62 é um bom valor pra receber diversos produtos interessantes como esses. E você, o que acha?















Essa foi a Glossy Beauty de Outubro














E essa a Glossy Premium


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

lindo dia


















O mundo nos dá coisas tão lindas todos os dias. Agradeço a deus por poder enxergar tudo isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

andei por aí


Dia desses comprei no Groupon um jantar no Ávila Restaurante. Já havia ido lá dia desses e resolvi que precisava levar o Ri. A especialidade da casa é a carne argentina, mas como não sou lá muito fã de carne, acabo provando as outras especialidades do cardápio.
Como é um restaurante caro, a promoção no site de compra coletiva veio bem a calhar. Era um menu especial acompanhado de um vinho especial pra cada tipo de prato. Pra entrada, que foi carpaccio de salmão, para o prato principal que podíamos escolher entre umas 6 opções e outra para a sobremesa que era o milhojas de dulce de leche.
Não me lembro direito o que o Ri comeu, mas ou foi um bife ancho ou foi um bife de chorizo, eu fiquei no salmão grelhado com risoto caprese, que estava de comer rezando. O bom foi não precisar escolher vinho nenhum e ainda beber 3 tipos diferentes sem pagar o preço de cada garrafa.
Fica a dica. Tudo lá é delicioso e o atendimento impecável. Só costuma demorar um pouco, mas como nosso cardápio era especial, foi bem rápido até. Pra conhecer um pouco mais, clique aqui. E essas são as imagens dos nossos pratos (é ou não é de comer rezando?).

















E na semana passada fomos ao show do Ben Harper. Apesar do atraso de uma hora, valeu a pena porque a voz desse cara é única. E ele compensou quando vestiu a camisa do Timão em homenagem ao Sócrates (hehe). Participação da Vanessinha da Matta, fechando a noite – e a semana com chave de ouro.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

e então é natal...














Eu sempre gostei do natal. E hoje sinto tanta falta daquela época que sempre foi a mais esperada por mim na infância. Não me lembro quando deixei de acreditar em papai noel, mas lembro bem que adorava escrever uma cartinha. Mesmo sabendo que na maioria dos casos quem a leria era minha mãe mesmo.
Mas eu gostava muito de pegar a caixa do presépio, desempacotar todos os enfeites, desenrolar as luzinhas, separar as coisas da árvore. Eu gostava muito de ver minha mãe montar o presépio, porque ela fazia tudo tão bonito.
Forrava a mesa com um papel brilhante imitando um rio, e fazia suas bordas com areia. Tinha pedra de verdade, conchinha, enfim. E às vezes ela pintava as peças que descascavam, deixando tudo com mais vida. E sempre contava a história de José e Maria, dos animais que esquentavam Jesus, da manjedoura, do anjo, da estrela, dos 3 reis magos, do pastor.
E no fim tudo ficava lindo, com a árvore pra finalizar a decoração. E eu gostava mesmo de acordar e correr pra árvore pra ver se tinha algum pacote novo. Às vezes, escondida, eu dava umas chacoalhadas nos embrulhos tentando adivinhar qual era o meu e se era o que eu queria.
E me lembro bem de quando minha mãe pendurava alguns enfeites de chocolate e que eu comia os detrás escondidos porque teoricamente só podia comer depois do natal. Quer dizer, eu acho que era escondido, mas talvez ela soubesse e se fizesse de sonsa.
No dia do natal, adorava acordar com o cheiro do peru assando e de todos os temperos que minha vó usava. Da preparação do dia em si. Do banho e da escolha da roupa, que era toda diferenciada. Gostava de passar na cozinha e beliscar alguma coisinha. Mas o melhor mesmo era o cheirinho do tempero. A cara das coisas, que na maioria eu comia com os olhos porque não gostava de quase nada.
Só hoje eu sei o quanto me arrependo porque já não tenho mais a minha vó, seus temperos e o cheirinho bom das coisas que ela fazia. Ah, que saudade.
E o natal era isso. O dia mais esperado do ano (depois do meu aniversário, é claro). Adorava todo o clima. As luzinhas que ligávamos no fim do dia, minha caneca de papai noel que tocava noite feliz. Enfim, tudo isso era muito, muito bom. Acho que aproveitei bastante todos os anos, mas é que passam tão depressa que hoje natal pra mim é nostalgia.
Sinto muita falta de todo aquele clima que vivia quando criança. Bem que dizem que só damos o devido valor quando perdemos, pura verdade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

6 anos em poucas linhas


Fazendo um balanço aqui, resolvi reler os posts de dezembro desde 2005 e comparar a evolução – ou não, da minha vida. Eu até poderia fazer isso indo mais atrás ainda, mas vou considerar os posts como base, sendo o mais fiel possível aos fatos, uma vez que a memória não ajuda tanto mais.
Em 2005, com 23 anos, eu finalizava um ano não tão bom. Me lembro que apesar de ter conseguido meu primeiro emprego na área de publicidade, não estava tão feliz assim. Minha mãe estava desempregada, meu avô vivia doente, meu tio que eu tinha vários problemas apareceu de mala e cuia em casa e eu vivia brigando com meu ex.
Meus posts eram tristes e ansiavam por um novo ano com coisas melhores. Minha definição para 2006: esperança.
Em 2006 perdi meu avô, terminei um namoro de 6 anos, me formei, troquei de emprego e comecei a namorar com o Ri. Foi um ano, que pros meus 24 anos, tava bom demais. Pelo que vi nos posts de dezembro, eu só era felicidade, principalmente porque pela primeira vez iria morar numa casa própria, a casa da minha mãe. Minha definição para 2007: ansiedade.
Em 2007, mudei de emprego duas vezes e comprei um apê planejando uma vida nova com Ri. O Corinthians havia sido rebaixado pra 2ª divisão, mas 2007 foi um ano apaixonante, em que eu só vivi assim, em romance, apaixonada. Sem muitas pretensões. Minha definição para 2008: comodismo.
Em 2008 fiquei noiva definitivamente e pelo que vi nos posts, o amor ainda era tema principal. Vejam só como as coisas acontecem, nesse ano o Corinthians foi campeão e voltou a série A. A única coisa que eu queria era que 2009 chegasse logo, afinal, eu me casaria. Minha definição para 2009: pressa.
2009, pelo que andei vendo, foi realmente um dos anos mais completos da minha vida. Fiz muita coisa, vivi intensamente tudo. Peguei as chaves do apê, reformei, decorei e me mudei. Me casei em setembro. Viajei pra muitos lugares, fiz muitos amigos. Foi um ano muito louco e apaixonante também. Fugaz e veloz. Minha definição para 2010: menos pressa.
2010 foi o ano mais morno da minha vida. Tão oposto do ano anterior... nada demais, nada de menos. Sem sal, sem açúcar. Reli os posts hoje e parece que foi ontem e que 2010 passou sem ser percebido. Não que tenha sido ruim, não. Mas não foi bom o suficiente pra ser lembrado. Minha definição para 2011: vida.
2011 chegou e eu com 29 anos – perceberam a passagem do tempo? Tão rápido quanto esse post (pelo menos é assim que eu sinto). E começou com uma meta pra mim muito importante: liberdade. Eu precisava me libertar de preconceitos, de amores, paixões, de comodismos, do passado, enfim, eu precisava deixar isso pra trás para poder viver.
E então aconteceu. E é tão louco que parece mesmo que foi ontem (e olha que eu já contei nessas linhas os últimos 6 anos). Mal posso esperar para ler isso no final de 2012. Ver se estava certa ou errada. Aos trintinha (medo!). minha definição para 2012? Eu ainda não sei. Talvez só saiba mesmo no final do ano que vem.
E que venha, mais um ano. E que os anjos passem e digam amém!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

para 2012


Há muito tempo eu deixei de fazer aquelas tais listinhas famosas dos desejos e objetivos pro ano que vem chegando. O motivo foi bem simples: eu tinha muitas idéias e objetivos sem foco e quase sempre não cumpria nenhum.
Não me lembro muito bem quando passei a não esperar nada, nem colocar muita expectativa no fato de um novo começo de ano, mas tem funcionado bem assim, desde então. Eu sei, é claro, aquilo que eu quero muito.
Então: foco é o nome da minha lista. E pronto. Por exemplo, em 2009 era conseguir montar meu apê e planejar o casamento pra que ele saísse como sonhamos. Alcançado! Em 2010 me arrisquei como assessora de casamentos e consegui planejar e executar um. Alcançado! Pra 2011 era mudar de emprego, alcançado também.
E assim, com coisas que parecem pequenas, mas que significam muito, eu vou batalhando no ano pra conseguir alcançar. Tem dado certo. O resto, normalmente é conseqüência.
Para 2012 tenho algumas metas gigantes, mas que tenho certeza que serão alcançadas. Metas essas que envolvem sonhos, mas que são palpáveis. Então, não vou fazer lista porque eu sei o que me aguarda e o mais legal é que depende muito só de mim. E eu sempre dou um jeitinho de conseguir.
Pois bem, o que eu gostaria mesmo pra 2012 era ver menos pobreza, menos violência, menos animais maltratados (ah, como isso me machuca). Mais alegria, mais amor, mais compreensão, mais humanidade, mais simplicidade, mais tolerância. Mais desse espírito que invade a cidade nessa época, sabe? Queria que se estendesse ao longo dos outros 11 meses.
E não quero isso só ao redor da minha vida ou das pessoas que conheço. Quero isso pro mundo, no geral, pra todas as pessoas. Mas às vezes dá uma desanimada porque a gente só vê desgraça na mídia. Hoje mesmo, tio que estuprou e matou a sobrinha de 5 anos e filhote que foi enterrado vivo.
Que mundo é esse? Eu acho que ao invés de ficarmos com listas de desejos muito individualistas, devemos ter metas mais palpáveis (sem deixar de sonhar, é claro) e começar a desejar e agir de maneira mais humana e positiva com todos.
Eu tenho feito isso. Minha vida segue cada vez melhor. Não estou mudando o mundo, mas vou fazendo minha parte. Quem sabe... e você, vai esperar ou vai atrás do que quer em 2012?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

sometimes it lasts in love but sometimes it hurts instead


Certamente você já teve paixões avassaladoras, do tipo que faz você pensar que não sobreviverá sem ela. Que poderá haver outros, mas que nunca haverá algum como aquele. Que vai ser inesquecível e que você vai levar pra sempre com você.
Eu já vivi paixões assim, todas muito, muito intensas e de enlouquecer, mas que com o tempo vão ficando só numa gavetinha escura da memória. Se é verdade que nunca vou esquecer de vez, não sei. Às vezes gosto de pensar nelas e me perguntar como teria sido.
Fico inventando hipóteses de como seria e como estaríamos, se eu seria mais feliz ou se seria diferente. É bem mais fácil pensar nisso quando já passou um bom tempo, porque difícil mesmo é tentar pensar no que poderia ter sido quando você ainda sente a paixão latente, pulsando em você.
Porque paixões, dizem, é passageira. E se você parar pra pensar, até é mesmo. De tão fugaz, acho que ninguém agüenta. Ou vira uma lembrança ou vira amor ou vira ódio.
Eu cultivo as minhas nessa gavetinha aí, porque eu gosto de ter vivido boas paixões. Loucas paixões. Algumas até doem ainda. E eu acho que realmente cada paixão teve um gosto diferente e realmente acredito que não houve nenhuma igual a outra.
Cada caso, um caso. Especial, maluco, intenso, odioso ou que me deixou cheia de dúvidas. Engraçado isso. Fato mesmo é que não morri em nenhuma delas, não pereci, não adoeci, não desisti de achar uma nova paixão ou um novo amor.
Amor, paixão. Eu gosto muito, muito, muito de viver paixões e amores. Passageiro ou não, todos ficam e marcam. E às vezes dura e às vezes machuca ao invés disso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

2012: venha!

*que trará o ano que vem?
 365 oportunidades
 366, é ano bissexto


O que posso dizer de 2011? A princípio parecia mais um ano morno, como 2010, em que nada de muito emocionante ou interessante acontece, nada apaixonante. A grande expectativa era a viagem pra Europa e a minha grande meta do ano era mudar de emprego.
Muitas coisas aconteceram ao longo dos primeiros meses do ano, coisas que me fizeram crer que a meta era um objetivo a ser alcançado no menor tempo possível, porque eu sentia que lá no fundo a energia da Neogama era o que me empurrava pra baixo.
E eu sentia – e sabia, que tudo seria melhor assim que saísse de lá. Porém, não foi tarefa fácil porque na medida que ia chegando a viagem, mais difícil era de alguém me contratar, ninguém queria me aceitar com uma viagem de 20 dias já compradas.
E botaram bruxas e monstros no meu caminho, tudo pra tornar a vida ainda mais difícil. Clima tenso, pesado, que me deixava infeliz. Tudo o que eu queria era voltar da viagem e ir pra um novo desafio.
Apesar das dificuldades, quando eu menos acreditava ser possível e quando menos esperava, uma ligação que mudaria o rumo das coisas. Novo desafio a vista: emprego novo no começo de julho. Meio do ano, nova fase, novo recomeço de um mesmo ano.
O melhor de tudo: começar a trabalhar numa sexta (inusitado), trabalhar duas semanas (o suficiente pra se enturmar) e sair de férias, viajar 20 dias com a cabeça fresca e a alma leve. Cereja do bolo: voltar pra nova agência.
Desapego total de tudo aquilo que me fazia mal.
Novo casamento pra organizar e fechar o ano como uma das finalistas do Wedding Awards na categoria blog. O que mais eu posso querer de 2011???
Na verdade eu tenho muita coisa boa pra contar ainda sobre 2011. Mas como vovó já dizia, nada de abrir a boca enquanto não se tem as coisas oficializadas {evitar olho gordo e mau olhado não faz mal a ninguém}. Só posso adiantar que é uma novidade muito boa, cheia de boas vibrações e coração vibrando na expectativa.
2011 obrigada pelo desafio e objetivo alcançado.
2012 venha que eu já te espero de braços abertos!

Ah, e se quiser pode votar lá no meu blog no site do Wedding Awards clicando aqui.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

me ajudem a ganhar um prêmio?













Notícia feliz: sou uma das 10 finalistas do prêmio Wedding Awards na categoria blog. Estou tão feliz de estar entre os 10 que ganhar seria apenas a cereja do bolo (e que cereja, diga-se de passagem).
E gostaria de, além de dividir essa alegria, pedir a ajudinha de vocês pra votarem no meu blog, afinal, o vencedor dependerá do voto popular. É só clicar no link e votar no blog Detalhes de Nós Dois (Juliana Clorado).
A votação vai até 15/12 e só se pode votar uma vez por dia (a menos que você vote de máquinas diferentes/IPs diferentes). Então, conto com a ajuda de vocês. Votem e votem muito no meu blog, please!!!
Obrigada!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

acelerando na pista


Aí que a Record levou o pessoal aqui da agência para um desafio de kart no autódromo da Aldeia da Serra. Eu não curto muito dirigir, quer dizer, não no trânsito infernal que existe no caminho entre a minha casa e meu trabalho, tipo o inferno na terra de verdade.
Mas quando tá livre, até multa eu ando levando, porque eu gosto de pisar um pouco no acelerador. Aliás, não entendo pra que tanto radar nas ruas, nem sei porque a velocidade máxima é 60km/h, mas isso é outra história.
Fui lá no tal desafio do kart sem pretensão alguma. Tinha chovido naquele dia e a pista estava toda molhada. Antes de começar a corrida, a gente coloca nossos macacões a la Griselda, prende o cabelo pra cima, bota a balaclava, o capacete e as luvas e vai pra uma salinha receber as devidas instruções.
Aí o tiozinho explicou as cores das bandeiras e como funcionava cada uma, o que a gente tinha que fazer em caso de batida e que a pista estava muito perigosa e que era pra ter cautela e tal. Ele botou mais medo do que qualquer outra coisa, mas tudo bem, fomos lá.
Dez minutos pra reconhecimento da pista. São dois pedais, acelera com o pé direito e freia com o pé esquerdo. O motor fica bem do lado da sua orelha e faz um barulho infernal. Estava garoando e não dava pra ver nada com o capacete. Uma por causa da chuva e outra porque embaçava toda hora.
A primeira bateria foi muito engraçada. Algumas pessoas sem noção corriam como se valesse o título mundial, muitas rodavam e giravam, outras batiam contra os pneus, outras saiam da pista, eu preferi ir mais ou menos devagar e não rodei nem sai da pista nenhuma vez. Não cheguei em colocação nenhuma, mas foi divertido mesmo assim.
Pausa pra comilança. Assisti a 2ª bateria e aí só os meninos correram. Já estava com dor nas costas e nas mãos, porque é meio duro o negócio, mas a chuva tinha parado e eu decidi correr a 3ª bateria de novo.
A pista estava seca e o Ri, que eu havia ligado nesse meio tempo, me deu o conselho de não tirar o pé do acelerador nunca mais na vida e só frear nas curvas, sem deixar de acelerar. Com a pista seca foi outra coisa. Tinha menos gente correndo também, então foi muito mais legal. Entrei nas curvas com força e acelerei tudo o que podia.
Fim da 3ª bateria. A premiação era separada, mas subi no pódio com meu troféu de 3º lugar do feminino, na classificação geral, acho que fiquei em 15º, mas tudo bem. Eu nem achei que fosse ganhar nada. Só a experiência valeu muito a pena.
Sai de lá querendo ser pilota de F1. Acho que tô na profissão errada...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

mi buenos aires querido


No começo do ano comprei uma viagem de 4 dias para Buenos Aires através do Groupon. Aí então começou a saga maldita pra tentar marcar uma data. Eu li muito bem todas as restrições da oferta, vi que não era válido em feriado, final de ano e alta temporada, mas tudo bem. A gente estava mesmo era pensando em usar o pacote pras nossas próximas férias e tal.
Bem, aí eu mandei zilhões de emails para a empresa Star Travel com algumas opções de datas e recebia sempre respostas vagas como não temos disponibilidade pra data selecionada. Mandei uma nova opção, uma vez que eu nunca entendia se eles não tinham nenhuma das datas que eu passava ou só a primeira. Aí veio a confirmação.
Prestem bastante atenção no trajeto: saída no Aeroporto EZE em Buenos Aires dia 27/04/12 às 23h e a partida no Aeroporto AEP em Buenos Aires dia 28/04/12 às 11h. Liguei lá porque não fazia o menor sentido e a idiota que me atendeu disse que era normal. Que eu pegaria um traslado de um aeroporto pro outro. Tá. Tipo de um dia pro outro? Eu iria dormir no aeroporto? Porque as saídas eram em dias diferentes... oi?
Bom, a retardada viu a merda que fez e disse que ia estar verificando (maldita!!). Dias depois recebo um email dizendo que não tem disponibilidade pra data. Simples assim. Bom, liguei lá, resumindo, umas mil vezes xingando e falando o diabo, sempre com a mesma retardada. E a cada nova data que eu passava, mais irritada eu ficava. Nunca tinha nenhuma data que eu queria.
Aí dei uma de louca, reclamei em todos os meios de comunicação possíveis e também no PROCON. Consegui meu dinheiro de volta e cancelei essa merda. E acreditam que no meio do cancelamento a mesma retardada mandou uma confirmação da última data que eu havia selecionado? Fiquei puta da vida. Mas graças a deus não era pra ser assim.
E dia desses estava planejando as férias do ano que vem, porque se tem uma coisa que vale muito a pena nessa vida é viajar, quando decidi antecipar um pouco as coisas e fazer pequenas viagens ao longo do ano, já que tanto eu quanto o Ri por termos mudado de empresa esse ano e antecipado as férias do ano que vem, não vamos ter muitos dias pra aproveitar. E achei passagens por um preço razoável pra Buenos Aires no feriado do dia do trabalho.
Tá longe, eu sei. Mas se fosse mesmo esperar pelas férias de direito ia demorar muito mais. Então, passagens compradas, hostel reservado (sim, hotel pra quê?) e roteiro já quase pronto. Buenos Aires aí vamos nós.
Só pra constar, nosso hostel fica na rua Florida, uma das principais. Eu gostei muito da experiência de me hospedar em hostel, é ótimo pra conhecer gente do mundo inteiro, praticar o inglês, o espanhol e agora até quem sabe o francês. Além disso, o pessoal tem dicas muito mais interessantes sobre a cidade do que qualquer hotel caro por aí. E outra, só serve mesmo pra dormir e tomar banho, o resto do tempo é pernas pra que te quero e seja o que deus quiser.
Ai, contando os dias já!
(faltam 152)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

+ dicas culturais















No final de semana repeti a dobradinha musical + japonês. Fomos assistir Cabaret com a Cláudia Raia. Olha, o elenco todo é maravilhoso, o musical é muito bem executado e a Claudinha está um arraso total.
Mas justiça seja feita, o elenco todo é excelente e o musical está sensacional. Super recomendo. Saindo de lá, voltamos no japonês que eu comentei aqui em posts passados, dessa vez lembrei bem de anotar o nome: Niwa Sushi, unidade de Perdizes.
Rodízio a preço justo, delicinha e bom atendimento. Fechamos a noite assim! Foi tudo!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

e se


E se eu tivesse nascido em outra família, talvez não tivesse os mesmos valores. Não saberia o valor do dinheiro suado e difícil e talvez não admirasse um avô metalúrgico que chegava em casa às 6 da tarde e assoviava alguma coisa pro seu pássaro preto.
E se eu não tivesse estudado no Liceu, não teria conhecido minhas três melhores amigas: Aline, Cláudia e Janaína. E se minha mãe não tivesse insistido com os cadernos de caligrafia, hoje eu não teria uma letra tão bonita e certamente teria preguiça de escrever.
Se eu não tivesse tido uma avó tão protetora, talvez eu tivesse sofrido algumas mazelas mais cedo e se meu tio não tivesse na minha família e não fosse tão filho da puta, talvez eu não soubesse bem distinguir o certo do errado e talvez não tivesse tido um bom exemplo a não seguir na vida.
Se não insistisse pra minha mãe ler as legendas dos filmes porque não gostava de nada dublado, hoje talvez eu não tivesse tanta facilidade em aprender outras línguas. E se minha mãe não tivesse tido uma cantina em uma escola, eu não teria conhecido a Camila e hoje talvez não gostasse de rock. E se não conhecesse a Raquel não teria tido uma infância tão rica e tão memorável.
Se eu não tivesse tido a Aline na minha vida, com certeza não teria tido uma adolescência tão espevitada e tão legal quanto a que eu tive. Talvez eu não soubesse andar de patins, o único esporte que teoricamente cheguei a praticar um dia.
Se minha mãe não tivesse conhecido minha madrinha Lia, talvez eu não fosse tão fanática pelo Corinthians como sou hoje.
E se eu não tivesse começado a trabalhar tão cedo talvez eu não tivesse responsabilidades tão claras hoje em dia e talvez eu não soubesse administrar meu dinheiro. E se eu não tivesse trabalhado naquela locadora, talvez eu não tivesse namorado o Maicon.
Se eu não tivesse namorado o Maicon, não mudaria de escola e não conheceria a Débora. Se não conhecesse a Débora, não conheceria meu próximo namorado, o Paulo. E se eu não tivesse conhecido a Cláudia, uma das pessoas mais inteligentes do mundo, ela não teria exigido de mim que eu fosse pra uma das melhores faculdades de comunicação do país.
Se eu não tivesse namorado o Paulo, não saberia o tipo de homem que não serve pra mim. E se minha mãe não levasse tanto trabalho pra casa, datilografando naquela máquina velha por horas e horas, talvez eu não tivesse prestado publicidade.
E se em 1997 eu não tivesse me apaixonado pelo Rodrigo, nove anos depois ele não poderia ter me encorajado a dar um fim a um relacionamento que só me fazia mal. E se nesse mesmo ano, na formatura do colégio eu tivesse ficado com o Ri, tanto tempo depois não haveria a curiosidade e talvez nós não estivéssemos casados.
Se eu não tivesse prestado jornalismo de cara, eu não teria feito um ano de cursinho, um ano de espanhol e pensado melhor no que eu queria pra vida. Se eu tivesse passado na Cásper Líbero um ano antes, não teria conhecido a Nath e o Celso.
Se eu não tivesse cursando publicidade, não teria trabalho na Full Jazz e conhecido pessoas incríveis como a Susy, a Adriana e o Guto. E se eu não tivesse conhecido o Guto, não teria trabalho na Y&R e não conheceria a Lud, a Nilza, e o Gui e a Andreia.
E se eu não tivesse conhecido a Andreia, não teria trabalhado na NovaS/B e conhecido a Marcela. E se eu não tivesse mantido contato com o Gui, não teria tido o prazer de conviver ao lado dessa pessoa maravilhosa que ele é. Não teria ido pra Neogama e não teria conhecido a Sheila, a Tamara, a Dane e a Fe.
E se eu não tivesse conhecido essas pessoas, talvez não teria conseguido trocar de emprego e estar em outra agência, muito mais feliz nesse momento. E se eu não tivesse me casado com o Ri, talvez não tivesse tido ótimas experiências organizando o casamento de outras pessoas.
E se eu tivesse tido outro rumo lá no começo, talvez hoje eu fosse uma outra pessoa. Se eu seria melhor ou pior, não sei. Só sei que gosto muito de cada decisão tomada, de como cheguei até aqui e daquilo que sou hoje. E com certeza não saberia viver sem todas essas pessoas que passaram pela minha vida.
Todas, todas, muito importantes e que fizeram de mim o que sou hoje. Cada uma a seu jeito me mudaram e moldaram. Me mostraram valores, me ensinaram coisas boas e ruins. Enfim, se eu não tivesse vivido essa vida, certamente teria perdido muita coisa boa. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

essa tal felicidade

* vê essa gente toda que se mata por uma vida cinco estrelas? Eu fico com a minha vida mil estrelas


Ultimamente tenho tido a sensação de que a felicidade é como um drops, a gente chupa e por alguns instantes tem aquela sensação boa, refrescante ou adocicada. Não é permanente, nem pra sempre. Justamente pra que você tenha saudades e não veja a hora de pegar o próximo pacotinho cheio de pequenos drops.
E eu tenho tido essas pequenas doses de felicidade com algumas coisas tão simples. Outro dia mesmo me peguei com essa sensação imensa de satisfação e felicidade mesmo, enquanto fazia um almocinho pro Ri, enquanto a roupa batia na máquina.
Me achei muito feliz por ter uma casinha de bonecas, toda enfeitada do meu jeito, um marido bom e uma cachorra que anda atrás de mim pela casa. Achei isso tudo muito feliz.
E ando meio besta mesmo, ficando feliz com coisa que parece pouco, tipo um sorriso de um desconhecido, uma borboleta colorida que cruza meu caminho, uma flor bonita, uma brisa gostosa. Ai percebi que a felicidade é uma coisa muito rápida e passageira. Do tipo pra não enjoar.
Ser feliz o tempo todo também não dá, deve ser chato, deve cansar. A felicidade mora por aí, em pequenas coisas, em coisas simples e vem em pequenas doses, pra alegrar o dia. Melhor assim. 



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

agenda cultural

 











Feriado no meio da semana deixa tudo meio confuso, mas a semana fica mais agitada. Na quarta, pra comemorar aniversário do sogro, almoço no La Bucca Romana. Quinta, só por amor mesmo, acompanhei o Ri no show do Exaltasamba (cá entre nós, só por muito amor mesmo pra agüentar um show que eu não gosto por quase 3 horas e meia).
Aí na sexta foi dia de dormir porque ninguém aqui é de ferro. Sábado teve o musical As Bruxas de Eastwick no Teatro Bradesco, do Shopping Bourbon. Olha, não foi o melhor musical do mundo, mas vale muito a pena pelos atores e também pelo teatro, que é muito, muito bonito.
Depois fomos jantar num japonês na Vila Mariana muito delicinha, mas eu burra esqueci de marcar o nome do lugar. Mas como gostamos muito e fomos muito bem atendidos, com certeza voltaremos e aí eu posto a dica por aqui.
Domingo, cinema!!! Dois filmes de terror na sequência, só pra matar o Ri do coração. Atividade Paranormal 3, porque eu já tinha visto todos os outros e queria ver mais esse. Mas vamos combinar que agora já deu né. Basta. E depois Casa dos Sonhos, na verdade mais suspense do que terror.
Na metade do filme eu já tinha matado a charada, mas o filme é inteligente e muito bom, vale a pena. Enfim, pra quem puder evitar cinema de domingo, aliás de final de semana, melhor. Odeio gente que fala e se mexe feito louco na sala, me irrita profundamente. Nada como ir ao cinema no meio da semana, sem ninguém pra atrapalhar.
Bom, fica aí as dicas, pra quem fica em Sampa no feriado, são boas coisas pra se fazer por aqui.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sobre o que ando vendo










Às vezes me sinto como uma criança que cresceu forçada, sabe? Adoro entrar em lojas de brinquedos e só não saio comprando tudo o que gosto porque prefiro gastar em roupas e sapatos [talvez seja um pouco da sanidade falando mais alto]. Mas eu continuo gostando de muita coisa que não condiz com a idade que tenho.
E isso se aplica muito às coisas que assisto. Ultimamente venho acompanhando a Temporada de Moda Capricho, que passa no Boomerang, Glitz e não sei mais onde. Na verdade, só consigo ver os episódios pela internet, mas não perco nenhum.
Desde que um dia, há 2 anos, vieram me apresentar esse programa pra vender o patrocínio e apesar de eu nunca ter conseguido fechar e hoje ver um concorrente anunciando lá... enfim, adorei o conceito do programa e adoro ver as dicas de moda e composição de looks que misturam um pouco de tudo.
Me divirto muito com os críticos de moda que às vezes só falam groselha e gostam de coisas que acho impossível de serem usadas, mas enfim, acho muito, muito, muito legal. Totalmente nada a ver com a minha idade, uma vez que é um programa pras leitoras da Capricho – entende-se quem tem 15 anos ou menos e eu simplesmente tenho quase 15 anos a mais.
Enfim, eu gosto e gosto muito, tipo fã. E eu poderia listar muitas outras coisas que assisto e que definitivamente não são pra mim, tipo Chaves [que dispensa qualquer justificativa porque eu amo incondicionalmente e totalmente atemporal], descobri a reprise de Barrados no Baile no Sony Spin e tô vendo de novo.
Bom, pra quem gosta de moda, fica a dica, é gostosinho de ver a Temporada de Moda Capricho.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

antes tarde do que nunca


Domingo comemorei meu aniversário com quase um mês atrasado. Mas não podia passar em branco, nunca passou então não ia ser agora. Não consegui deixar de comemorar. Então reuni alguns amigos queridos, nem todos puderam ir, mas mesmo assim foi aquela sensação boa de ter que se gosta por perto e quem não estava perto mandou boas vibrações de alguma maneira.
Aí eu resolvi meio que tudo de última hora e reservei uma mesa no Bistrô Crepe de Paris, lugar que conheci durante o Restaurant Week desse ano e virei fã. O Pierre, dono do lugar, preparou um cardápio todo especial pra mim e foi tudo delicioso.
Aí preparei uma surpresinha pra todo mundo que foi: lembrancinha!!! Coisa de criança, eu sei, mas adoro! Cheia de coisinhas da nossa infância, não teve um que não se surpreendia ao ver o clássico dip’nlik. Amei, não tinha como ter sido melhor.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

vitórias fracassadas


Dia desses estava assistindo ao Pan e não sei exatamente o nome da modalidade, mas era alguma de luta, e o atleta adversário do Brasil simulou ter sido atingido onde não podia e ficou se remoendo no chão que nem barata quando a gente taca inseticida.
Vendo as imagens repetidas vezes, era claro que ele estava mentindo. E por conta disso, o brasileiro que já estava com a luta praticamente ganha, foi desclassificado, perdendo o ouro e também a vaga nas Olimpíadas de Londres ano que vem. E diante da decisão do juiz, o outro atleta levantou do chão como num passe de mágica, prontinho da silva pra receber o prêmio.
Aí eu lembrei que há algum tempo atrás, quando eu ainda era nova no meu mercado de trabalho, resolvi dar as caras e me inscrever num prêmio bastante importante. Fiz uma monografia interessante, porém, confesso que não tão boa assim pra vencer. E não venci, é claro. Nem sequer me classifiquei.
Mas não é essa a questão. A questão é que percebi que esse prêmio, como a maioria dos que acontecem na minha profissão, nada mais são do que manobras políticas, ou seja, pra ganhar tem que ser bem relacionado, ter influências, conhecer alguém e estar bem, não necessariamente ter talento ou fazer um bom trabalho. Às vezes acontece, mas não é o fator primordial.
E então eu fiquei pensando, essas pessoas que ganham as coisas assim, qual a sensação delas ao receber o prêmio? Será que elas conseguem também se enganar e ter a sensação de dever cumprido? Será que elas deitam na cama e dormem aliviadas achando que o prêmio está na prateleira por mérito seu?
Será? Eu não sei. Eu nunca ganhei nada que não merecesse, então graças a deus, eu sempre tive a sensação de que todo o esforço valeu a pena. Mas e essas pessoas? Se acham mesmo dignas e merecedoras das coisas que ganham de forma tão fracassadas?
Eu não sei.  

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

feliz aniversário!!!























Há 9 anos fazendo meus dias mais alegres!
Com certeza meu melhor presente!
AMO!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sexta!!!


Ora bolas
Não me amole
Com esse papo de emprego
Não está vendo
Que eu não estou nessa?
O que eu quero?
Sossego!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sem sol sem sal sem nada


Essa semana o sol demorou a dar as caras.  Não agüentava mais chuva e frio. E pra ajudar, Ri está numa conferência de trabalho desde domingo em Atibaia. Com acesso restrito até ao telefone.
Mal nos falamos essa semana. É estranho chegar em casa e só ter a companhia da Luna. Ninguém pra conversar, contar como foi o dia, dividir a refeição e dar uma boa-noite. Semana chata viu...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

presentinhos pra mim


Mês das crianças, de longe meu mês predileto. Porque além de comemorar o dia das crianças, também é o mês do meu aniversário. E eu sempre gostei de ganhar presente duplo.
Claro que já faz um bom tempo que ninguém me dá nada de dia das crianças, mas aí eu mesma resolvo me dar. Ou porque é dia das crianças ou porque foi meu aniversário e eu acho que mereço mais presentes. Adoro!
Então me deu uma coisa e eu saí comprando tudo que via pela frente. Consumista eu? Imagina...
Na terça, durante as poucas horas do meu almoço, consegui comprar 4 pares de sapato. É, isso mesmo. Q-U-A-T-R-O pares. E teve um modelo que levei igual só que de cores diferentes. Sei lá, deu vontade e eu gostei. Comprei e pronto.
Aí que ontem, feriadão, marido disse que ia lavar moto e num sei que, peguei uma amiga e dei um pulinho no shopping. Aí eu vi uma melissa linda que eu TINHA que comprar. Porque ela era TUDO na minha vida. Comprei!
E aí fiz a rapa numa das minhas lojas prediletas, a Emme, que pra ajudar estava com coisas imperdíveis e também coisas por um precinho super camarada. A amiga me deu um cinto amarelo lindo de presente!!! Adoro! Enfim, nada podia ter sido melhor.
Olha aí meus novos pares de sapatos. AMO! Deus abençoe quem inventou o cartão de crédito, amém!



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

teatro mágico














Ontem fui pela terceira vez ao show do Teatro Mágico, foi o lançamento do 3º álbum deles, A Sociedade do Espetáculo. E desde Entrada para Raros e O 2º Ato, muita coisa diferente, porém a mesma essência.
Os dois últimos shows que fui, tirando o repertório, pouca coisa era diferente. Mesma casa de show (Memorial da América Latina) e uma trupe gigantesca, com muitas acrobacias e números circenses. Além de uma alegoria incrível a cada música tocada.
Agora, além de estrearem numa “casa” de porte mais importante, digamos assim, o Citibank Hall, senti que o tamanho do palco fez um pouco a diferença, limitando um pouco a performance dos artistas. Não deixando o espetáculo inferior ou pior em qualidade, não.
O show foi maravilhoso, como sempre. E como não era surpresa, apesar de terem lançando o álbum a pouco mais de 1 mês, todo mundo já sabia as letras de cor e salteado. Isso deixou o músico, Fernando Anitelli, emocionado várias vezes.
Entre uma e outra canção nova, Anitelli intercalava seus sucessos antigos como O Anjo Mais Velho, Pena e a casa quase veio abaixo quando tocaram Abaçaiado e Camarada d´Água. Sensacional!!!
Anitelli ainda arriscou um funk engraçado de comida japonesa, muito bom mesmo. Defendendo a liberdade de expressão e também de estilos musicais diferentes. Aliás, liberdade foi algo que Fernando falou a noite inteira.
Foi muito, muito bom. Porém, o Memorial era um lugar melhor pro estilo de show que eles fazem, pois como o palco lá tem dois lados e a platéia é mais alta, tipo arquibancada, você não perde o show a parte dos dançarinos e demais artistas no palco.
Ontem com o Citibank lotado e toda a minha altura de um metro e meio, só consegui ver as meninas que voavam presas aos elásticos. Enfim, AMO muito o som deles e o show é simplesmente sensacional.
Se ficou curioso, se já conhece, se gosta ou se quer conhecer, aproveita, porque dia 30/10 eles voltam a se apresentar lá de novo. Vale muito a pena. Adorei!  

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

...


Estava vindo pra agência de manhã, quando sintonizei uma emissora no rádio que estava tocando With a little help from my friends. E claro, me levou de volta à minha infância e lógico que fiquei pensando em como era bom assistir Anos Incríveis (minha série favorita pra todo sempre).
E fiquei pensando em muitas outras coisas ao mesmo tempo. Em como Kevin Arnold tinha razão ao dizer, no último capítulo, que nem tudo sai como o planejado. E que tudo passa muito, muito rápido. Que um dia estamos de fralda e no outro vamos embora.
E me deixei levar pela música, que fala de amizade. E percebi a importância dos amigos na vida. Como tê-los ao nosso lado realmente facilita tudo. E aí eu ia preparar um post todo especial sobre recordações de infância.
Só que, como nem sempre as coisas saem como planejado, cheguei na agência e Ri me ligou dizendo que a noiva do seu primo havia falecido. Fiquei tão sem reação, porque é aquilo, a gente nunca espera que uma pessoa tão jovem de repente se vá assim, inesperadamente.
E fiquei pensando que, embora eu a conhecesse super pouco, todos os seus sonhos ficaram para trás. Quanta coisa ela deixou de viver. E lembrei que tivemos uma conversa num desses encontros de família em que ela me pediu ajuda pra organizar seu casamento, que seria ano que vem.
E fiquei pensando em tantas coisas. Tantas... e me deu uma tristeza sem fim. Pensei na mãe dela, na família, no noivo. Pensei muito nela. Nos amigos que ela vai deixar. Enfim, todos esses acontecimentos só servem pra reforçar que, embora isso não estivesse nos planos do post e nem obviamente nos planos dela, precisamos viver cada dia, cada minuto como se fosse o último.
A morte vem nos lembrar disso a todo instante. Esfregar na nossa cara que, não importa se você é jovem ou velho, a vida precisa ser vivida com toda a intensidade que ela merece. Só assim, talvez, não reste tantos sonhos para serem vividos, independente de que momento da vida ela simplesmente se for.