segunda-feira, 21 de março de 2011

shakira, shakira


Posso falar? Decepcionei. Não sei se era expectativa demais, mas decepcionei total. Sei lá, primeiro que quando o show da Shakira virou um festival pop com bandas como Chimarruts e Train, já vi que boa coisa não ia ser.
Não por nada contra as bandas, mas porque a Shakira por si só não precisava estar num festival como esse. Ela se bastaria, com certeza. Prova maior disso era a fila que estava pra entrar quando cheguei no Morumbi e como o estádio esvaziou depois do show dela.
Pois bem. Eu esperava mais. Muuuuuuuuuuuito mais. Primeiro porque – tudo bem que é turnê, mas ela precisava repetir as mesmas frases que usou em Porto Alegre?? Ela só substituiu gaúcha por paulista. Porra, aproveita que sabe falar português e improvisa algo melhor né...
Bom, depois o show foi exatamente igual de Porto Alegre. Tá, é turnê, beleza. Mas gente, o show foi igual a turnê de 2006, Oral Fixation. Me senti vendo o DVD em casa. Tirando a chuva que caia forte, era igual. As mesmas falas, as mesmas danças, os mesmos gestos, mesmas performances. Credo...
Aliás, se fosse a outra turnê, acho que ficaria mais feliz, porque tinha músicas muito mais interessantes. Fora que ela mandou uns playbacks descarados. Outra coisa, fiquei com muita raiva porque o estádio inteiro pediu pra ela cantar Estoy Aqui e ela simplesmente ignorou.
O show foi curto e consideração com o povo na chuva foi zero. Fatboy Slim que fechou a noite mandou melhor que ela, que supostamente era a atração da noite. Sério, fiquei decepcionada.
Anos e anos sem vir aqui e quando vem, não toca seu maior sucesso? É como Rolling Stones não tocar Satisfaction, Xuxa sem Ilariê... sei lá...
O esquema de trânsito foi uma merda. Os taxistas cobravam absurdos pra te levar até a esquina. Os flanelinhas cobravam o olho da cara pra olhar seu carro na rua e os estacionamentos então, meu deus...
Quero ver na Copa do Mundo... o Brasil tem zero condições de sediar algo desse porte. Os gringos vão sofrer na mão desse povo. Eu hein... 

quinta-feira, 10 de março de 2011

sobre amizades


Dia desses estava pensando como nossas vidas nos afastam de algumas pessoas. Alguns tem a sorte de estudar ou trabalhar com os melhores amigos, outros de morar na mesma cidade ou bairro, no mesmo prédio, na mesma vila.
Quando eu era adolescente, passava todas as manhãs com minhas amigas. E chegando em casa ainda ligava pra elas pra falar sobre nada. Todo dia, era sagrado. Aí fomos crescendo, cada uma escolheu um caminho e seguiu adiante.
Embora ainda vivemos no mesmo lado da cidade, a rotina louca da vida nos distanciou bastante. Uma dá plantão de madrugada, enquanto as outras dormem. Outra teve filho e por isso fica difícil arrumar um tempo pra qualquer outra coisa. E a outra além de estudar de manhã e trabalhar o resto dia, faz trabalhos voluntários de fim de semana.
Pois bem. Mais de vinte anos de amizade, continuamos amigas. Na hora que dá, no dia que dá. Às vezes uma me liga e diz sonhei com você, tá tudo bem? Ou outra diz tô com saudade, por isso liguei. E eu também ligo pra perguntar e ai, desistiu de mim?
A gente sabe da loucura da vida e não se cobra presença permanente, porque sabemos que quando preciso, estaremos lá. Porque quando pinta uma oportunidade, a gente se junta. Porque aniversário a gente faz questão de não esquecer. Porque às vezes chega uma mensagem no celular que te lembra o quanto você importa pra alguém.
Enfim. Só acho bonita amizade assim, pelo simples fato de ser verdadeira e não ter nenhuma cobrança, porque não é necessário. A gente sabe-se lá. A gente se gosta e se entende assim. Já tem mais de vinte anos e a gente nem trinta tem.
Coisa assim é rara, mas sem dúvida é pra sempre!


quarta-feira, 9 de março de 2011

a boa filha à casa torna


Depois de um longo e tenebroso inverno, aqui estou eu. Andei  sumida mais uma vez pela falta de tempo. E olha que coincidência, dia desses assisti um filme que dizia que o bem mais precioso que temos é o tempo... Ironia ou não, tempo é o que mais me falta ultimamente.
Mas pra perder o costume de ficar reclamando sempre, na verdade queria dizer que finalmente consegui uma entrevista por esses dias. Parece que deu uma desencantanda, finalmente. Parecia que ninguém nunca ia me chamar.
Sabe, não deu certo, mas eu não me importei não, porque no fundo no fundo, eu sei que ainda não é minha hora. E me sinto feliz assim. Por não ter dado certo, mas por pelo menos terem me chamado.
Ai que odeio o carnaval com todas as forças do meu ser, mas feriado é sempre bem vindo né... mãaaaaas, como todo pobre só se fode, além da chuva que caiu todos os dias (exceto hoje, quarta-feira de cinzas), peguei gripe e infecção no olho.
Da infecção no olho, tô praticamente curada, basta uns dias sem usar a lente. Já da gripe, ai ai... essa ainda não me largou. Ou seja, o feriado inteiro eu fiquei em casa botando a lista de filmes pendentes em dia.
No mais, é isso. Andava sem tempo e sem inspiração. Mais sem tempo do que sem inspiração, é vero. Mas não consigo ficar longe disso não... é minha terapia. Logo, voltarei mais.