terça-feira, 19 de abril de 2011

nada demais


Bom, aí que a vida segue.
Recebi um telefonema surpresa que mudou minhas expectativas.
Voltei pro espanhol.
Dia desses me abriram um sorriso totalmente inesperado e ganhei o dia.
Comprei um iPhone, não resisti.
E por enquanto é só.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

coisas que acontecem


Outro dia me contaram por acaso – porque o universo conspira e sempre tem alguém que conhece alguém que te conhece – enfim, que me contou que alguém aqui da agência tinha falado mal do meu trabalho e me desrecomendado pra uma vaga em outra agência.
Aí eu fiquei pensando... essa pessoa, eu já sabia que ela era infeliz, mal amada, do mal e etc, mas não fazia a menor idéia que ela teria uma atitude dessa. Primeiro porque a gente nem tem contato, visto que eu não sou do grupo dela. Segundo porque ela nem conhece meu trabalho. Terceiro que sempre que nos falamos, somos simpáticas uma com a outra. Pura falsidade, eu sei, mas é necessário.
Eu não entendi nada, fiquei chocada. Ela me odeia? Talvez né... mas e daí? Isso é muita maldade. Isso só reafirma o que eu pensava sobre ela. Enfim. Infelizmente a pessoa que pegou referência com ela provavelmente não vai me ligar, nem me chamar pra entrevista.
Mas era também essa pessoa só pensar um pouquinho porque no meu currículo consta que eu tive 2 promoções em 3 anos que estou aqui. Ou seja, se eu fosse ruim ou tivesse um trabalho ruim, não faria o menor sentido, certo?
Bom, talvez não era pra ser. Prefiro pensar que ela me fez um favor, de repente. Não que isso mude minha concepção sobre ela, não, isso não. Mas, melhor pensar assim.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

dúvidas


Pensei que só eu - e poucas loucas amigas minhas - tivesse dúvidas sobre a vida. Coisas do tipo: meu deus, o que eu tô fazendo aqui nessa agência com esse sol lá fora? E se eu jogasse tudo pro alto e saísse pelo mundo, seria mais feliz?
Às vezes me questiono se ao invés de seguir a sequência natural das coisas, de repente eu fizesse uma loucura e invertesse total esse sequência. Ao invés de estudar, trabalhar, casar, ganhar dinheiro, sei lá, viajar, trabalhar em troca de um lugar pra ficar, curtir mais meu tempo fazendo coisas legais, ter mais tempo pra mim, não sei, estudar, ler, me jogar embaixo de uma árvore e só sair quando quiser.
Me pergunto muito se estou fazendo a coisa certa, se estou no lugar certo, na hora certa. Acho que meu maior medo é ser muito velha pra fazer tudo de novo. Chegar numa certa idade e ver que fiz tudo errado, fiz as escolhas erradas, esqueci de viver ou tive medo de viver.
Não me sinto realizada, não me sinto satisfeita.Todo dia eu penso que meu lugar não é aqui. Tem dia que me sinto presa, me sinto vivendo uma vida mecânica.
Em contra partida, fico feliz quando vejo que esses mesmos questionamentos também são feitos por pessoas normais e comuns por aí. Não me sinto tão louca, ou melhor, não me sinto tão sozinha. Pior é que por mais que eu me questione, não consigo chegar a nenhuma conclusão.

“Só queria sair de fininho pela porta dos fundos, sem causar alvoroço nem conseqüências, e depois só parar de correr quando chegasse a Groenlândia." – comer, rezar, amar


segunda-feira, 4 de abril de 2011

lição de vida


Era uma vez meus avós que um dia decidiram ter filhos e assim o fizeram. Tiveram minha mãe – graças a deus, e o irmão dela (não necessariamente nessa ordem).
O irmão dela – que por conseqüência eu devo chamar de tio, sempre foi o verdadeiro exemplo de tudo aquilo que eu não queria pra minha vida. Eu não queria um filho como ele, um pai como ele, um irmão, um amigo, um funcionário, um marido, nada como ele.
Ele sempre foi mau caráter, sempre aprontou na vida, roubou o pai, se negou a ajudar a mãe, tinha vergonha da gente – porque a gente era a parte “pobre” da família, fez filhos, mas largou no mundo pras mães criarem, não cultivou um amigo de verdade, enfim, nunca fez uma coisa que prestasse.
Aí que ele teve um piriri e entrou em coma e tá lá na cama de um hospital há meses, sem melhora nem piora. Os médicos disseram que é tudo uma questão de dias. Os filhos até foram vê-lo, muito nobre inclusive. Mas uns moram em outro estado e a outra está grávida, ou seja, ele não é a prioridade de ninguém.
Ele está sozinho. Não tem ninguém que realmente se importe por ele, que sinta por ele, que tenha algum sentimento bom por ele. Que merda de vida. Fico pensando, a pessoa teve todas as chances do mundo de fazer a coisa certa, mas sempre optou por fazer a errada.
Hoje colhe o que plantou, é natural e muito justo. Eu já rezei por ele, pra que Deus tenha um pouco de piedade e que ele aceite que acabou, já deu, foi isso. Infelizmente foi uma vida vazia, uma vida de bosta, mesmo com todos os golpes que ele deu e que conseguiram lhe dar uma vida boa por um tempo.
Vida vazia, sem sentido, solitária. O que ele vai levar dessa vida? Nada.
É, cada um tem aquilo que merece. E talvez seja até por isso que ele veio parar na minha família. Pra justamente eu saber bem como é uma vida que eu não quero.