sexta-feira, 30 de setembro de 2011

aulas de francês


Acabei de fazer minha primeira aula de francês. Com um professor francês, Euphrem. Adoro aprender com nativos, é tão melhor. O duro é que muita coisa se parece com o espanhol, afinal francês é latino, então às vezes peco na pronúncia. E com algumas palavras exatamente iguais ao inglês, às vezes dá um nó na cabeça.
Mas charme como o francês, nenhuma outra língua tem. Falo inglês por obrigação, espanhol porque gosto e pretendo falar francês porque me fascina. É tipo canção aos meus ouvidos.
Hoje aprendi coisas básicas como o alfabeto, dizer o nome, perguntar como vai, os dias da semana e os meses do ano. Foram uma hora e meia de aula que voaram. Enchi o professor de perguntas que me dizia sorrindo calma, tudo ao seu tempo, ça marche?
Por mim ficaria ali horas. Ainda mais porque ele me encheu de elogios e disse que tenho um dom, o da facilidade em entender outra língua. Merci.
Bom, então quero compartilhar uma música da Carla Bruni com vocês. Não entendo um nada do que ela fala, mas como música é universal e não tem língua, sintam como francês é delicioso.
Au revoir.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

rock???? in rio


As pessoas vem me contar com toda alegria do mundo que vão pro Rock in Rio. Aí eu fico meio se entender, porque sinceramente, rock pra mim é rock e o Rock in Rio devia chamar outra coisa.
Já tentaram me convencer que o Rock in Rio é um festival de músicas. Ok. Então bora mudar o nome dessa merda pra Festival in Rio, aí você pode tocar o que quiser lá. Mas, se chama Rock in Rio, suponho que deveria tocar só ROCK, não?
Tá, eu sei que nas outras edições também rolou alguma outra coisa, mas gente, na boa, Cláudia Leite, Milton Nascimento, Shakira (e olha que eu amo), Rihanna, sei lá mais o que, pelo amor de deus!!! É sacrilégio.
É misturar coisa demais. Não é preconceito, é música, e música cada um tem seu gosto. Eu odeio sertanejo, samba, pagode e axé. Então se tem uma merda que chama Axé in Rio, Samba in Rio, Sertanejo in Rio e Pagode in Rio eu não vou. Porque não gosto e meus ouvidos doem.
Aí eu acho falta de respeito ir num troço chamado Rock in Rio e tocar Cláudia Leite. Isso sem contar nas pseudo bandas que acham que são rock, mas que sinceramente não sei nem o que são, vulgo NX Zero e coisas do gênero.
Eu quero acreditar que talvez tenha sido falta de opção. Vai ver que os artistas de rock mesmo não quiseram vir pra cá. Aí resolveram chamar o que tinha. Porque não é possível. Rock é rock e na boa, não combina com nada disso. Ke$ha, Katy Perry, nada contra, juro, mas não é rock galera.
Eu acho que esse Rock in Rio é muito sem noção. Não sei se fora do Brasil é essa palhaçada de mistureba. Já estou até prevendo as próximas edições com Calypso, alguma fruta do funk – uma vez que acontece no Rio néam – as músicas universitárias, Luan Santanas da vida, forró, sei lá.
Enfim, só queria registrar minha frustração e indignação. Eu realmente não entendo uma coisa que se chama Rock in Rio ter de tudo, menos rock. Na boa, non sense demais pra minha cabeça.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

use o português com moderação


Dia desses estava falando com uma pessoa no msn e juro, cada palavra errada que essa pessoa digitava, me dava uma pontada no peito. Porque eu já odeio escrever com aquelas gírias de msn e odeio encurtar as palavras, mas ok, tolero.
Agora erro de português é tipo um soco no meu estômago. Eu juro por deus que não entendo a dificuldade das pessoas entenderem a diferença entre MAS e MAIS. Gente do céu, é tão simples. 
MAS é uma conjunção adversativa, como o nome diz, ela é usada pra dar uma idéia de oposição entre as coisas. Por exemplo: “eu nunca como açúcar, mas mesmo assim engordei”. E o MAIS é um advérbio de intensidade, se ficar na dúvida, pensa que é exatamente o contrário de MENOS. Por exemplo: “você precisa estudar mais”.
Simples, não?
Outra coisa que me dói é ver nos emails assim: “agente vê”. Oi? Qual agente? Porque agente é um substantivo, normalmente uma pessoa só, tipo agente de viagem, agente de negócios. Então quando quiser se referir a você e mais alguém é A – espaço – GENTE e não AGENTE tudo junto, ok? Vou deixar um exemplo porque eu sou muito boazinha e pode ser que talvez tenha ficado dúvida: “a gente vai se ver na Globo”.
Então se você tem algum amigo que escreve assim, cola o link do blog e pede pra ele dar uma lidinha. E se você escreve assim, agradeça a deus por ter colocado esse post na sua vida.
Beijo!  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

chegando nos 29


Eu sempre adorei comemorar meu aniversário. Sabe aquela coisa de reunir todos os queridos num só lugar? Então, adoro. Adoro também ser o centro das atenções pelo menos uma vez ao ano. E adoro ganhar presentes.
Só que esse ano me deu uma certa moleza. Eu bem que estava tentando fazer meu almoço num bistrôzinho, já que vai cair bem no domingo. Mas, sei lá. Deu uma certa preguicinha. Aí eu resolvi viajar.
Porque não tem nada melhor nessa vida do que conhecer lugares bacanas. Então decidi ir pra Monte Verde, em Minas. Não conheço, mas dizem que é uma Campos do Jordão diminuída. Gosto dessas coisas mais intimistas, me sinto acolhida.
Reservei um super hotel, cheio de guloseimas deliciosas pro café da manhã (item indispensável em qualquer viagem – não tem nada melhor que café de hotel, né?). Provavelmente vou ganhar muitos quilinhos de presente, porque comida mineira é delicia, além disso lá tem várias lojas de chocolates caseiro.
Bom, paciência. Me dei de presente o final de semana pra ficar em paz comigo e comemorar com Ri, tipo uma terceira lua-de-mel ou outro presentinho de aniversário de casamento, ou mesmo meu próprio presente de aniversário, por que não?
E depois outra, volto no domingo mesmo, não muito tarde. E aí quem sabe comemorar sem preguiça como se deve.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

minha pretinha


Hoje resolvi postar umas fotos da minha cachorra, a Luna. Há 9 anos comigo, ela é tuuuuuuudo de bom. Além de toda elegância trabalhada nos modelitos de onça e no cachecol para época do inverno pesado.
Amo!!! Y











































Ela não é toda linda??

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

almocinho de domingo


Sábado teve o casamento que organizei, então foi uma loucura, com o dia totalmente cheio. Cheguei em casa lá pelas 5 da manhã, totalmente quebrada – literalmente. Pelo trabalho todo realizado – e que deu tudo certo, graças ao bom deus e pelo tombo que levei no meio da festa.
Bom, aí que eu tinha feito reservas no restaurante Crepe de Paris Bistrô às 14h, porque eu queria aproveitar o último dia do Restaurant Week. Eu e Ri acordamos atrasadérrimos, mas conseguimos chegar a tempo, porque fomos de moto (ponto pro Ri!).
E a idéia foi minha, com restaurante escolhido a dedo, acertei em cheio e Ri ficou encantado com o lugar, tanto quanto eu. Numa vilinha em plena Augusta, lá está o Bistrô, charmoso e aconchegante, além de uma comida deliciosa.
Pretendo voltar para o jantar, com certeza. Matei um pouco a saudade de Paris, foi delicioso. O menu do festival era bem delicinha, de entrada escolhi salada verde com quiche de queijo e Ri foi no sanduíche com presunto e gruyère ao molho bechamel.
De prato principal, escolhi St. Peter grelhado com risoto de alho poró e ervas finas, enquanto Ri optou pelo fetuccine com fricassé de frango. E de sobremesa – eu queria experimentar o creme brûlée, mas era só no jantar, então fiquei com a mousse de chocolate e Ri foi no crepe de doce de leite com coco.
Nem preciso dizer que saí rolando, né? O melhor é que na vilinha tem umas outras lojinhas, típicas das ruas parisienses, tão bucólicas e mágicas. Eu curti a valer, recomendo e voltarei mais vezes, com certeza.






















A entrada da Vila San Pietro

clima aconhegante



















meu St. Peter delícia


crepe de doce de leite do Ri

Hummmmm....





quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ansiedade


Estou bastante ansiosa pelo final de semana. Tenho meu segundo casamento como assessora. Venho acompanhando a noivinha Karine já há alguns meses, ajudando nos preparativos pro casório.Como já falei aqui, esse é meu plano b que resolvi por em prática desde o ano passado. Desde que fiz meu outro blog, o *detalhes de nós dois*, pra poder organizar minhas idéias pro meu casamento, em 2009, descobri uma paixão e – quiçá, uma vocação pra coisa. E através do blog, que mantenho desde 2008, venho sempre ajudando noivinhas com dicas, fotos, inspirações. E desde o ano passado, aceitei o convite de um casal de amigos pra assessorar o casamento deles na praia.E deu tão certo, mas tão certo, que perdi o medo e a insegurança e resolvi seguir adiante. E assim veio minha segunda oportunidade.Sábado farei o casamento dela. E é tão diferente do outro que fiz que me sinto totalmente desafiada. E é totalmente diferente do meu também, então tenho certeza que será uma experiência única.E eu mal posso esperar por ela. Enquanto não chega, se quiserem ver as fotos do casamento da Tati e do Mau que organizei na praia, no final do ano passado, cliquem aqui.Ah, como adoro casamentos!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

sobre ontem


O dia de ontem começou todo especial. Como Ri acorda mais cedo e sai antes de mim, deixou preparado um café surpresa pra mim, com direito a pão com manteiga na chapa, iogurte e chá com leite, com um recadinho que dizia: é simples, mas de coração.
Mais tarde, fomos jantar no Terraço Itália pra comemorar nossas bodas de algodão no maior estilo romântico. Acho que às vezes podemos – e devemos, nos dar direito a certos luxos. E esse foi um do qual não dá pra se arrepender jamais.
Tomamos um vinho maravilhoso com pãezinhos e patês de entrada. Ri pediu um filet mignon ao molho shitake com risoto de trufas e eu fui no risoto de tomate seco com rúcula na cestinha de parmesão. Foi de comer rezando. E pra arrematar, petit gateau como sobremesa predileta – ever.
Ri, pra variar, me presenteou com um anel lindo e que não pretendo tirar do dedo nunca mais. Romântico e delicado, como ele. Tô aqui digitando e namorando o anel, não consigo tirar os olhos.





















O salão de jantar do Terraço Itália fica no 43º andar de um prédio bem localizado no coração de São Paulo, de onde se pode ter uma das melhores vistas da cidade. Inesquecível e indescritível. Acho que não tinha como comemorar melhor.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

stay hungry! stay foolish!


Sabe o Steve Jobs? Então, dia desses recebi um vídeo de uma amiga sobre um discurso que ele fez na formatura da Universidade Stanford. E aí, TIVE que colocar aqui porque é simplesmente foda. Ele começa dizendo que nunca fez faculdade alguma e que esse discurso era o mais próximo que ele chegou de uma formatura (genial!!!). E o discurso segue abaixo.

“Hoje eu gostaria de contar pra vocês três histórias da minha vida. É isso. Não é grande coisa. Só três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos. Eu deixei a Reed College depois dos primeiros 6 meses (...). Então, por que eu sai?
Começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem solteira e estudante de faculdade e ela decidiu me colocar para adoção. Ela acreditava que eu deveria ser adotado por pessoas formadas, então tudo estava preparado pra que quando eu nascesse fosse adotado por algum advogado e sua esposa. (...)
Minha mãe biológica mais tarde descobriu que minha mãe adotiva nunca tinha se formado numa faculdade e que meu pai adotivo não tinha se formado nem no ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis finais da adoção. Ela só cedeu alguns meses depois quando meus pais adotivos prometeram que um dia eu iria pra faculdade. (...)
E 17 anos depois eu fui pra faculdade. Mas ingenuamente eu escolhi uma faculdade quase tão cara quanto a Stanford e todas as economias dos meus pais operários estavam sendo gastas na minha formação superior. Depois de 6 meses eu não podia enxergar o valor daquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer da vida e nenhuma idéia de como a faculdade me ajudaria a descobrir.
E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram durante suas vidas inteiras. Então eu decidi sair e confiar que tudo acabaria dando certo. Era bem assustador naquela época, mas olhando pra trás, foi uma das melhores decisões que eu já tomei.
Assim que eu sai eu pude parar de assistir as aulas obrigatórias que não me interessavam e comecei a assistir as que pareciam interessantes. Nem tudo foi tão romântico. Eu não tinha um dormitório, dormia no chão do quarto dos amigos, eu devolvia garrafas de coca-cola nos depósitos por 5 centavos pra poder comprar comida. E eu andava 11 km através da cidade toda noite de domingo pra pegar uma boa refeição semanal no templo Hare Krishna. Eu amava aquilo.
E muito do que encontrei seguindo minha curiosidade e intuição se mostrou de valor incalculável mais tarde. Deixe-me dar um exemplo: a Reed College naquela época oferecia a melhor instrução de caligrafia do país. (...) Eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a variação dos espaços entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, histórica, artisticamente sutil de uma forma que a ciência não podia capturar e eu achei aquilo fascinante.
Nada disso tinha sequer um lampejo de aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh, aquilo tudo voltou pra mim e nós colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tamanhos de letras ou fontes proporcionalmente espaçadas. E já que o Windows copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria.
Se eu não tivesse deixado a faculdade, eu nunca teria entrado na aula de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa tipografia que tem. Claro que era impossível conectar os pontos olhando pra frente quando eu estava na faculdade. Mas ficou muito, muito mais claro olhando pra trás dez anos depois. De novo: você não pode conectar os pontos olhando adiante, você só pode conectá-los olhando para trás. Então você tem que confiar que os pontos de algum jeito vão se conectar em seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa, seu Deus, destino, vida, karma, seja o que for. Porque acreditar que os pontos vão se ligar em um momento, vai te dar confiança pra seguir seu coração, mesmo que ele te leve pra um caminho diferente do previsto e isso fará toda a diferença.
Minha segunda história é sobre amor e perda. Eu fui sortudo, encontrei o que eu amava fazer cedo na vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro e em 10 anos, a Apple cresceu de apenas nós dois numa garagem para uma companhia de 2 bilhões de dólares com mais de 4.000 empregados.
Nós acabávamos de lançar nossa maior criação, o Macintosh um ano antes e eu fazia 30 anos. E então eu fui demitido. Como você pode ser demitido de uma empresa que você começou? Bem, conforme a Apple cresceu, nós contratamos alguém que eu achava muito talentoso para levar a empresa comigo. E no primeiro ano, mais ou menos, as coisas saíram bem. Mas então nossas visões de futuro começaram a divergir e eventualmente tivemos uma briga. (...) Então aos 30 anos eu estava fora. (...)
O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta se foi, e isso me destruiu. Eu realmente não sabia o que fazer por alguns meses. (...) Mas lentamente alguma coisa começou a crescer em mim. Eu continuava amando que fazia. As coisas que aconteceram na Apple não mudariam isso em nada. Eu havia sido rejeitado, mas continuava amando. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. (...)
Isso me deu liberdade pra começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os próximos cinco anos, criei uma empresa chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, o Toy Story e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada do destino, a Apple comprou a NeXT e então eu voltei pra empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes a vida bate com um tijolo na sua cabeça, não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor a medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia mais ou menos assim: se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia provavelmente você vai acertar.
Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos eu tenho olhado no espelho todas as manhãs e perguntado a mim mesmo: se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer o que eu vou fazer hoje? E sempre que a resposta foi não, por vários dias seguidos, eu soube que tinha que mudar alguma coisa.
Lembrar que eu logo vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu já encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo, toda a expectativa exterior, todo o orgulho, todo o medo de dificuldades ou falhas, estas coisas simplesmente somem em face da morte, deixando apenas o que é realmente importante.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que conheço para evitar a armadilha de achar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. (...)
Tendo sobrevivido (ao câncer), hoje eu posso dizer isto a vocês com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual: ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir pro céu não querem morrer pra chegar lá.
E mesmo assim, a morte é o destino que todos compartilhamos. Ninguém nunca escapou dela. E é como deveria ser. Porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da mudança da vida. Ela tira o velho do caminho pra dar espaço ao novo. (...)
Seu tempo é limitado, então não gaste seu tempo vivendo a vida de outra pessoa, não caia na armadilha do dogma que é viver com os resultados dos pensamentos de outras pessoas. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E mais importante: tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.
(...)”

Demais, não?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

coisinhas pra fazer


No final de semana teve massagem em casal no Espaço Aono. Desde que voltei do mochilão tinha prometido ao Ri que faríamos uma massagem juntos. E assim fizemos. A massagem foi deliciosa com direito a escalda pés, massagem bioenergética de uma hora e pra arrematar um mini fondue de chocolate com morango. Perfeito pra começar bem qualquer final de semana.
De lá fomos escolher as molduras dos pôsteres que trouxe da viagem: são 6 de Paris e 4 de Veneza. Gastei uma bela grana na Arte Própria, mas vai valer a pena, ficou lindo. Sábado fica pronto e já vou poder decorar minha casinha.
Depois disso, fomos pra casa, almoçamos é claro, num restaurante caseirinho perto de casa e fui pra minha aula de inglês. É, infelizmente tive que largar o espanhol de novo pra praticar inglês mais uma vez, já que agora tenho só clientes que falam inglês. Então, não tem o que fazer né...
Ai foi a vez de irmos a Etna porque eu encasquetei que queria uma estante pra colocar no quarto que é closet-escritório e finalmente tirar a TV retrô LG que ganhei da caixa. Também chega sábado. Não vejo a hora.
E a noite, fomos jantar numa lanchonete nova que abriu no bairro, a Status Hamburgueria. Apesar de ser hamburgueria, comi um hot dog delicia num pão australiano que era simplesmente divino. O lugar é bem legal, recomendo pra quem quiser dar um pulo em Santana, ZN.
E foi isso, porque domingo foi dia de nada, futebol e só. Adoro!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

a fé que nos move















E porque hoje é setembro e dia primeiro, e então todo mundo renova as esperanças e faz promessa pro novo mês que começa. Porque é primavera, etc e blá blá blá.
Não tem jeito, a gente se apega a qualquer coisa que possa nos impulsionar a continuar, quando as forças parecem ter se esgotado. Mas é isso, porque a vida se move assim, ainda bem.
E porque hoje é um dia de recomeços, lembrei da minha visita ao Vaticano e achei que valia a pena mencionar aqui. Eu não sou católica, discordo de muitas práticas e doutrinas do catolicismo, acredito em Deus e pronto.
Mas o Vaticano tem uma energia só dele. Misteriosa e emocionante. É muito comercial, cheio de turista que tá lá pra nada ou pra curtir, tirar foto e nada mais. E eu me incluía nesse grupo quando decidi entrar numa salinha restrita, onde é proibido falar e tirar foto. Lá só se pode rezar.
Entrando lá, não sei, tive uma sensação tão emocionante, algo ali me deixou tão extasiada que eu parecia uma idiota que não conseguia pensar em nada. Eu tentei rezar, não consegui, tentei pedir alguma coisa e então eu percebi que não tinha nada que eu pudesse pedir. Eu tenho tudo o que preciso. E então eu me dei conta que sou uma sortuda, afortunada, abençoada de verdade.
Tenho saúde, amigos verdadeiros, um marido amigo, uma mãe que sempre está por mim, um trabalho bom, dinheiro que me sustenta, estava conhecendo o mundo, não me faltava nada. Quase chorei porque percebi isso ali. De verdade. A gente sempre acha que sabe, mas não sei. Minha ficha caiu naquele momento.
E eu acho que descobri uma fé que não sabia, uma fé que tem o poder de recomeçar tudo e dar novo sentido aquilo que parecia perdido.