quarta-feira, 26 de outubro de 2011

vitórias fracassadas


Dia desses estava assistindo ao Pan e não sei exatamente o nome da modalidade, mas era alguma de luta, e o atleta adversário do Brasil simulou ter sido atingido onde não podia e ficou se remoendo no chão que nem barata quando a gente taca inseticida.
Vendo as imagens repetidas vezes, era claro que ele estava mentindo. E por conta disso, o brasileiro que já estava com a luta praticamente ganha, foi desclassificado, perdendo o ouro e também a vaga nas Olimpíadas de Londres ano que vem. E diante da decisão do juiz, o outro atleta levantou do chão como num passe de mágica, prontinho da silva pra receber o prêmio.
Aí eu lembrei que há algum tempo atrás, quando eu ainda era nova no meu mercado de trabalho, resolvi dar as caras e me inscrever num prêmio bastante importante. Fiz uma monografia interessante, porém, confesso que não tão boa assim pra vencer. E não venci, é claro. Nem sequer me classifiquei.
Mas não é essa a questão. A questão é que percebi que esse prêmio, como a maioria dos que acontecem na minha profissão, nada mais são do que manobras políticas, ou seja, pra ganhar tem que ser bem relacionado, ter influências, conhecer alguém e estar bem, não necessariamente ter talento ou fazer um bom trabalho. Às vezes acontece, mas não é o fator primordial.
E então eu fiquei pensando, essas pessoas que ganham as coisas assim, qual a sensação delas ao receber o prêmio? Será que elas conseguem também se enganar e ter a sensação de dever cumprido? Será que elas deitam na cama e dormem aliviadas achando que o prêmio está na prateleira por mérito seu?
Será? Eu não sei. Eu nunca ganhei nada que não merecesse, então graças a deus, eu sempre tive a sensação de que todo o esforço valeu a pena. Mas e essas pessoas? Se acham mesmo dignas e merecedoras das coisas que ganham de forma tão fracassadas?
Eu não sei.  

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

feliz aniversário!!!























Há 9 anos fazendo meus dias mais alegres!
Com certeza meu melhor presente!
AMO!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sexta!!!


Ora bolas
Não me amole
Com esse papo de emprego
Não está vendo
Que eu não estou nessa?
O que eu quero?
Sossego!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sem sol sem sal sem nada


Essa semana o sol demorou a dar as caras.  Não agüentava mais chuva e frio. E pra ajudar, Ri está numa conferência de trabalho desde domingo em Atibaia. Com acesso restrito até ao telefone.
Mal nos falamos essa semana. É estranho chegar em casa e só ter a companhia da Luna. Ninguém pra conversar, contar como foi o dia, dividir a refeição e dar uma boa-noite. Semana chata viu...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

presentinhos pra mim


Mês das crianças, de longe meu mês predileto. Porque além de comemorar o dia das crianças, também é o mês do meu aniversário. E eu sempre gostei de ganhar presente duplo.
Claro que já faz um bom tempo que ninguém me dá nada de dia das crianças, mas aí eu mesma resolvo me dar. Ou porque é dia das crianças ou porque foi meu aniversário e eu acho que mereço mais presentes. Adoro!
Então me deu uma coisa e eu saí comprando tudo que via pela frente. Consumista eu? Imagina...
Na terça, durante as poucas horas do meu almoço, consegui comprar 4 pares de sapato. É, isso mesmo. Q-U-A-T-R-O pares. E teve um modelo que levei igual só que de cores diferentes. Sei lá, deu vontade e eu gostei. Comprei e pronto.
Aí que ontem, feriadão, marido disse que ia lavar moto e num sei que, peguei uma amiga e dei um pulinho no shopping. Aí eu vi uma melissa linda que eu TINHA que comprar. Porque ela era TUDO na minha vida. Comprei!
E aí fiz a rapa numa das minhas lojas prediletas, a Emme, que pra ajudar estava com coisas imperdíveis e também coisas por um precinho super camarada. A amiga me deu um cinto amarelo lindo de presente!!! Adoro! Enfim, nada podia ter sido melhor.
Olha aí meus novos pares de sapatos. AMO! Deus abençoe quem inventou o cartão de crédito, amém!



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

teatro mágico














Ontem fui pela terceira vez ao show do Teatro Mágico, foi o lançamento do 3º álbum deles, A Sociedade do Espetáculo. E desde Entrada para Raros e O 2º Ato, muita coisa diferente, porém a mesma essência.
Os dois últimos shows que fui, tirando o repertório, pouca coisa era diferente. Mesma casa de show (Memorial da América Latina) e uma trupe gigantesca, com muitas acrobacias e números circenses. Além de uma alegoria incrível a cada música tocada.
Agora, além de estrearem numa “casa” de porte mais importante, digamos assim, o Citibank Hall, senti que o tamanho do palco fez um pouco a diferença, limitando um pouco a performance dos artistas. Não deixando o espetáculo inferior ou pior em qualidade, não.
O show foi maravilhoso, como sempre. E como não era surpresa, apesar de terem lançando o álbum a pouco mais de 1 mês, todo mundo já sabia as letras de cor e salteado. Isso deixou o músico, Fernando Anitelli, emocionado várias vezes.
Entre uma e outra canção nova, Anitelli intercalava seus sucessos antigos como O Anjo Mais Velho, Pena e a casa quase veio abaixo quando tocaram Abaçaiado e Camarada d´Água. Sensacional!!!
Anitelli ainda arriscou um funk engraçado de comida japonesa, muito bom mesmo. Defendendo a liberdade de expressão e também de estilos musicais diferentes. Aliás, liberdade foi algo que Fernando falou a noite inteira.
Foi muito, muito bom. Porém, o Memorial era um lugar melhor pro estilo de show que eles fazem, pois como o palco lá tem dois lados e a platéia é mais alta, tipo arquibancada, você não perde o show a parte dos dançarinos e demais artistas no palco.
Ontem com o Citibank lotado e toda a minha altura de um metro e meio, só consegui ver as meninas que voavam presas aos elásticos. Enfim, AMO muito o som deles e o show é simplesmente sensacional.
Se ficou curioso, se já conhece, se gosta ou se quer conhecer, aproveita, porque dia 30/10 eles voltam a se apresentar lá de novo. Vale muito a pena. Adorei!  

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

...


Estava vindo pra agência de manhã, quando sintonizei uma emissora no rádio que estava tocando With a little help from my friends. E claro, me levou de volta à minha infância e lógico que fiquei pensando em como era bom assistir Anos Incríveis (minha série favorita pra todo sempre).
E fiquei pensando em muitas outras coisas ao mesmo tempo. Em como Kevin Arnold tinha razão ao dizer, no último capítulo, que nem tudo sai como o planejado. E que tudo passa muito, muito rápido. Que um dia estamos de fralda e no outro vamos embora.
E me deixei levar pela música, que fala de amizade. E percebi a importância dos amigos na vida. Como tê-los ao nosso lado realmente facilita tudo. E aí eu ia preparar um post todo especial sobre recordações de infância.
Só que, como nem sempre as coisas saem como planejado, cheguei na agência e Ri me ligou dizendo que a noiva do seu primo havia falecido. Fiquei tão sem reação, porque é aquilo, a gente nunca espera que uma pessoa tão jovem de repente se vá assim, inesperadamente.
E fiquei pensando que, embora eu a conhecesse super pouco, todos os seus sonhos ficaram para trás. Quanta coisa ela deixou de viver. E lembrei que tivemos uma conversa num desses encontros de família em que ela me pediu ajuda pra organizar seu casamento, que seria ano que vem.
E fiquei pensando em tantas coisas. Tantas... e me deu uma tristeza sem fim. Pensei na mãe dela, na família, no noivo. Pensei muito nela. Nos amigos que ela vai deixar. Enfim, todos esses acontecimentos só servem pra reforçar que, embora isso não estivesse nos planos do post e nem obviamente nos planos dela, precisamos viver cada dia, cada minuto como se fosse o último.
A morte vem nos lembrar disso a todo instante. Esfregar na nossa cara que, não importa se você é jovem ou velho, a vida precisa ser vivida com toda a intensidade que ela merece. Só assim, talvez, não reste tantos sonhos para serem vividos, independente de que momento da vida ela simplesmente se for.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

lá em Monte Verde


Pra quem gosta de aventura, Monte Verde é um prato cheio. Eu até gosto, mas até a página 2. Gosto do tipo de aventura que não exige muito esforço físico, sabe? Tipo pular de asa delta ou coisa do tipo, ok, mas trilha, rafting, escalada, hummm, não é pra mim.
Mas, escolhi ir pra Monte Verde por dois motivos: queria fazer algo diferente no meu aniversário e ainda queria comemorar um pouco mais nosso aniversário de casamento. E me sugeriram a tal cidade por ser romântica e tudo mais.
Chegamos na sexta a noite e definimos fazer um passeio de quadriciclo no sábado. A noite estava fria e dormi como um anjo. Em compensação de dia, os termômetros marcavam seus 30 ̊C, e como nosso guia do passeio disse, lá não chovia há 3 meses.
Eu bem que queria ter dirigido aquele troço, mas como a embreagem trocava no pé, achei melhor ficar na garupa mesmo. Além de quadriciclo, você também tem a opção de triciclo, jipe e Motocross. Para os mais aventureiros, há 4 trilhas que levam pra 4 pedras diferentes, onde se tem uma visão privilegiada da região. Além disso, a cidade tem um aeroporto onde é possível dar um vôo panorâmico pela cidade num daqueles aviõezinhos monomotores (tô completamente fora, obrigada).
Depois disso, fomos pra avenida principal que nada mais é do que uma única rua onde tem 3 shoppings e todos os restaurantes da cidade. Comprei várias meias coloridas, de vários tipos, porque eu simplesmente amo meias coloridas.
Almoçamos no Panela de Ferro, pedi picanha a mineira, com direito a tutu de feijão, banana a milanesa e torresmo (AMO!) e Ri ficou no nhocão recheado de mussarela (delícia também!!!). Depois fomos de volta pro hotel tirar um cochilo, porque a viagem também era pra descansar.
À noite voltamos pra avenida principal e passeamos mais um pouco. Fomos em outro restaurante, que não me lembro o nome, e comemos o rodízio de fondue (carne, frango, queijo e chocolate). Tomamos um belo vinho pra arrematar e sai de lá rolando, claro.
Choveu muito. Muito mesmo. A ponto de acabar com a luz da cidade. Voltamos pro hotel e pra nossa sorte, a energia voltou. Com aquele clima bom pra dormir, alugamos um filme e ficamos o resto da noite no quarto mesmo.
Domingo, almoçamos por lá, no Casa do Fondue, porém comemos um filé a parmegiana. Em frente há a cervejaria Fritz, onde dá pra ver a fabricação da cerveja. Comprei muito chocolate, claro, e também as famosas geléias da Tia Nata. As geléias são feitas por um casal de velhinhos que são uns fofos e eu adorei conhecer.
Pra finalizar, o Ri foi na mega tirolesa, eu evitei a fadiga e preferi ficar só tirando foto. Lá também tem uma pista de patinação no gelo, no final da avenida principal. Mas eu dei azar de chegar uma colônia japonesa bem na hora e lotar a pista de gente. Logo, acabei não patinando.
Trouxe muito queijo meia cura pra casa pra comer com goiabada (AMO!!!). Bom, acho que não nego minhas raízes mineirinhas, né?
E foi isso. Quer comer bem, descansar ou se aventurar? Monte Verde é uma boa pedida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

feliz aniversário, envelheço na cidade


Cheguei aos 29. Incrível como de repente tudo passou tão rápido. Me lembro de tanta coisa que aconteceu há tanto tempo e que está tão fresca na minha memória. Me lembro de quando minha mãe organizava as festas do meu aniversário. Lembro que meu vô sempre tratava de pendurar uma lona no quintal, porque em outubro às vezes podia chover.
Lembro das noites que minha mãe e minha vó enrolavam brigadeiro na mão e eu tentava ajudar a passar no granulado e colocar na forminha. Lembro da minha mãe desenhando, recortando e montando caixinhas de lembrancinhas.
Lembro de um aniversário de halloween que minha mãe fez todos os objetos e bonecos da decoração a mão. Lembro da vela do bolo em formato de bruxa e da minha foto montada na vassoura.
Lembro de aniversários muito mais antigos, de quando costumava abrir os pacotes de presente só no final da festa e da alegria que sentia quando dentro do embrulho havia aquilo que eu queria muito.
Lembro de um aniversário já de adolescente em que teve bailinho com os meninos da classe. Lembro do aniversário de 12 anos em que pela primeira vez uma amiga dormiu em casa (e se tornou uma das melhores amigas desde então).
Lembro de outras coisas, não só de aniversários. Lembro das coisas que passei na escola, na época de me apaixonar pelos meninos mais velhos e viver toda a platonice da idade. Lembro das provas intermináveis, das tardes que assistia Chaves e Programa Livre.
De quando minha vó ia comigo até a esquina e eu subia a rua pra comprar doces na garagem de um casal de velhinhos. Eram sempre as mesmas coisas: gibi, chocolate de raquete e salgadinho de isopor. Todo dia.
Lembro de quando comecei a sair e minha mãe revezava com a mãe da amiga pra buscar a gente na baladinha. Lembro dos primeiros namoradinhos, amores e decepções. Dos cachorros e gatos que tive. Dos amigos que fiz e que se foram.
Lembro do cheiro de tinta fresca quando minha mãe inventava alguma pintura nova em casa. E de brincar muito no quintal, de casinha, de médica, de professora, de Barbie. Lembro das coisas boas que minha vó cozinhava. Do bolo que eu botava no sol pra ver crescer.
Lembro de quando entrei na faculdade e em como foi difícil ver cada amigo ir pra um canto, escolher a profissão que teria pro resto da vida. Lembro de ter perdido meus avós. E de como foi dolorido.
Lembro de ter reencontrado o Ri. Lembro de todas as viagens que tive. De como ficar de bobeira na areia tinha um sabor todo especial. Lembro do primeiro estágio. Lembro de ter feito projetos bem-sucedidos na faculdade.
Lembro da noite da formatura. Lembro de quando comprei o apê junto com o Ri. Lembro da noite em que ele me pediu em casamento. Lembro de cada detalhe do planejamento do casório.
Lembro da minha amiga ligando pra me contar que estava grávida e lembro dela me convidando pro aniversário de um ano do Rafael. Lembro do dia do meu casamento, em que choveu a semana toda, mas que naquele dia, Deus pintou um céu todo especial pra mim.
Lembro da nossa lua de mel em Maragogi e da nossa boda de algodão. E da nossa viagem pra Europa. E do final de semana que passei em Monte Verde.
E tudo passou assim. Mais ou menos na velocidade em que escrevo esse post. Ano que vem chego aos 30. Confesso, dá um pouco de medo.
Bem que me disseram, quando eu fiz 18 anos, que o tempo agora ia passar voando. Eu só não imaginava que seria tão verdade. O bom é que em 29 anos, posso dizer que muita coisa em mim ainda permanece a mesma.
















“Sou só uma garota ferrada tentando encontrar minha paz de espírito” – brilho eterno de uma mente sem lembrança