quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

sobre minha carreira

Não é de hoje que eu digo que ainda não sei o que quero fazer da vida. É que a vida é tão curta e às vezes me pego pensando se passar o dia trancada num lugar, atrás de um computador, é o mais correto a fazer. Até seria se eu amasse muito o que eu faço.
E isso não acontece.
Eu gosto do que faço. Gostava mais quando estava na faculdade, ou até mesmo antes quando era pequena e ficava observando minha mãe (sim, escolhi a mesma profissão). Achava tão glamuroso ir com ela pra agência e vivenciar aquela coisa maluca chamada publicidade.
Mas, desde que comecei mesmo na área, em 2005, cada ano que passa, menos tesão eu tenho, menos gente eu admiro, menos pessoas me inspiram e eu acabo ficando cada vez mais desanimada. Tem horas que eu gosto muito do que faço e tem horas que odeio.
Não tem nada de glamuroso, tem muita gente falsa, muita gente ruim (de caráter e também profissionalmente), é um querendo engolir o outro, enfim, não é nenhum mar de rosas não. É pressão, é chatice, é cobrança, sem contar que nunca temos hora pra nada.
Hora pra chegar eu até tenho, mas pra sair, nunca. Hora extra? Não existe! Acredite, se existisse eu já teria uma casinha numa ilha tailandesa. E não, você não pode processar ninguém porque nesse mercado todo mundo te conhece e pra te foder é só estalar os dedos.
E isso me cansa. Por isso que toda vez, entra ano e sai ano, me pego pensando se é isso mesmo que quero pra vida. Talvez não tenha encontrado meu lugar, talvez. Não sei.
Claro que tem gente bacana também, e graças a deus algumas delas cruzaram meu caminho pra ficar. E são elas que fazem valer a pena e que me fazem aguentar essa vida.
Sei lá, queria saber com certeza o que quero, mas vejo tanta gente na mesma situação que eu que não sei se existe mesmo algo assim, capaz de fazer a gente se apaixonar todo dia.
Pra você, existe? Você já encontrou essa tal coisa?

I´ll keep looking.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quer uma boa indicação de um filme?

Bora falar de coisa boa, já que a tempestade e o pesadelo já passaram.

Pois bem, uma coisa que fiz nas férias foi assistir filmes. Minha mãe tem mania de comprar um monte de filme em camelô, qualquer um, ela escolhe pela capa e leva mesmo. E aí também ela descobriu um cara que vende só "clássicos" e até eu me rendi a esses vício.

Então, se você quer uma indicação de um filme legal, se prepare, aqui tem pra todos os gostos!

Vamos começar por um dos meus gêneros preferidos, porém que sempre deixa muito a desejar. Como é difícil achar um bom filme de terror. Os meus preferidos são os que envolvem a igreja, os mistérios do exorcismo, possessão, história com espíritos, essas coisas. Mas a maioria dos filmes que tem por aí fazem a gente se sentir uns idiotas. Só que eu não aguento e acabo assistindo. Vamos lá!

Terror
 
Suspense

Outros


Desenho

E é isso. Só lembrando que a avaliação dos filmes é de acordo com os meus critérios e gosto é gosto. Depois não me culpem se assistirem algum filme que eu indiquei e não gostarem, ok? Afinal, gosto nunca se discute.

Bom filme a todos!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

vivendo e se surpreendendo


Ontem, estava eu super impaciente e nervosa na agência, rezando pra que deus desse uma luz, me desse um sinal, me mostrasse se eu realmente estava agindo certo, quando meu diretor me chamou na sala dele.
Fiquei apreensiva porque eu não aguentaria ouvir mais tanta grosseria, mas respirei fundo, com o estômago embrulhado e pedi pra que desse tudo certo.
Ele me pediu pra sentar, estava mais calmo, com um tom de voz normal e com o olhar que eu estava tão acostumada a ver. E aí, ele me pediu desculpas.
Ju, tudo aquilo que eu te disse ontem, sobre sua ética, me desculpa. Eu não tinha o direito de falar nada daquilo, eu errei, falei porque tava nervoso, mas nada a ver, desculpa mesmo” – simples assim.
Na hora que ele disse isso, foi como se tivessem tirado de cima de mim umas duzentas mil toneladas. Eu estava tão sensível que não contive as lágrimas, porque só eu sabia o quanto aquilo estava me ferindo por dentro.
Eu não estava preocupada com o aviso prévio que ele tinha dito que ia me fazer cumprir, uma porque legalmente ele não pode, e outra porque eu iria resolver com ele isso numa boa de qualquer jeito, mas receber um pedido de desculpas assim, tão sincero, foi o melhor que podia ter acontecido pra que a gente pudesse resolver o assunto.
Reconhecer seu erro é uma virtude e eu falei pra ele isso, que não podia esperar uma atitude diferente dele mesmo. Foi um grande mal entendido que ele deu importância demais e encarou de uma maneira que não tinha necessidade.
Entre quarta e final do dia de ontem, só eu e deus sabemos o quanto eu estava mal – psicologicamente e fisicamente, nem comer eu conseguia. Mas depois desse pedido de desculpas e de ele olhar no meu olho, me desejar tudo de bom nessa vida, que eu posso contar com ele e que ele quer me ver brilhar muito ainda, cara, que alívio, que sensação de dever cumprido.
Que bom saber que o que venho construindo ao longo desses 7 anos de carreira não foi em vão. Que bom poder sair daqui bem com todo mundo e principalmente com ele, que querendo ou não é uma pessoa influente no meu meio.
Sai da sala dele leve, leve, leve, entrei no banheiro e chorei loucamente. De alívio, um alívio que eu nem sei explicar. Só tive a certeza que é muito bom sempre estar do lado certo, sempre agir corretamente, porque eu não merecia passar por isso.
Ufa!
E agora é contagem regressiva rumo ao novo desafio. Fico aqui ainda até o final do mês e dia 3 já tenho novo endereço. Vamo que vamo!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

toda boa intenção será castigada


Não é de hoje que não estou feliz onde estou – eu e minha incansável busca por um lugar onde me encaixe, e mais uma vez, com a cara e a coragem, decidi procurar outro emprego (de novo, sim e sempre). Porque meu lema é “não tá satisfeito, vá procurar o que te satisfaça”. E assim eu tenho feito desde que comecei nessa minha tão ingrata carreira.
Avisei minha gerente que não estava contente aqui porque não tinha tesão no que fazia, porque me tiraram na verdade da minha função real, e eu virei uma supervisora de luxo, só pra resolver as buchas que ela não queria resolver. Mas como estava saindo de férias, disse que tudo ia melhorar e ela me prometeu que faria de tudo pra isso mudasse.
Nesse meio tempo, me ligaram chamando pra uma entrevista. Fui lá e gostei muito. Gostei da proposta, do cliente, do ambiente, da pessoa. Porque na verdade, verdade mesmo, a gente nunca sabe né. Ficaram de me dar um retorno. Fui pra praia.
Na quarta me ligaram de novo pedindo pra eu ir conversar com a VP da agência, voltei da praia e fui. Ficaram de me dar retorno na semana passada. E me deram. Na terça a tarde, me ligaram dizendo que iam fechar comigo. Eu aceitei. Acordamos que eu daria um retorno da data que me liberariam, assim que eu voltasse de férias, no caso ontem.
Eu decidi que não falaria isso por telefone e decidi que um dia mais, um dia a menos, melhor eu falar pessoalmente, por consideração. Afinal, entre quarta passada e ontem, a agência ficou fechada por conta do feriadão.
Acontece que essa noticia acabou caindo no ouvido do VP de onde trabalho e ele me ligou na quarta passada pra tirar satisfação e enquanto eu explicava que era verdade, mas que pretendia dizer pessoalmente assim que voltasse, ele desligou o telefone na minha cara.
Passei o feriado inteiro super mal, mas pensei que era raiva do momento, que ia passar.
Cheguei ontem na agência e a pessoa nem na minha cara olhou. Tentei conversar e resolver minha saída e fui detonada. Tive que ouvir um monte de merda, ser chamada de anti-ética, tudo porque eu – na minha ingenuidade, achei mais digno tratar o assunto pessoalmente.
Mesmo defendendo meu ponto de vista e pedindo desculpas, ainda tive que ouvir um monte de merda. Enfim, fiquei arrasada. E agora tenho que resolver minha saída e meu VP não quer me liberar. Disse que vai me fazer cumprir o aviso prévio, só que na nossa área, ninguém espera aviso prévio, isso não existe.
Enfim, ainda estou tentando entender os critérios das pessoas, mas muito arrasada mesmo. Me sentindo muito mal, não porque fiz algo de errado, porque estou com minha consciência bem tranquila, mas porque não queria sair daqui dessa maneira.
Vamos ver como vai ser.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

estou de volta, aos pedacinhos


Finalmente tirei uns dias de férias. Mas já acabou...
Muita coisa aconteceu nesses últimos 20 dias, tanto que nem sei por onde começar.
Fui pra praia passar uns dias na casa de mamãe, nesse meio tempo fiz uma entrevista numa agência nova, voltei da praia, morreu o pai de um colega do trabalho, passei na entrevista, fiz um monte de coisas novas na casa e fiquei de pernas pra cima.
Tentei não pensar em nada, mas nessa troca de emprego, estou sofrendo a maior pressão aqui na agência nova, embora tenha voltado hoje, parece que nem saí de férias.
Atitudes infantis de pessoas que deveriam ser maduras, enfim, as pessoas e a sua infinita capacidade de nos surpreender. Mas isso fica de assunto pra outro post.
Nas férias, assisti um montão de filmes bacanas, vou fazer uma resenha aqui pra vocês.
Por enquanto, estou tão magoada e tão chateada que não tenho vontade de nada. Só vim mesmo avisar que estou viva, ainda que por dentro esteja morta (só por hoje, se deus quiser).
Amanhã tem mais.