domingo, 30 de dezembro de 2012

retrô?

Lá vai eu, como todo ano, fazer aquele balancinho tão batido de como foi meu ano. Eu gosto de fazer isso porque eu sempre leio no ano seguinte. Aí ou eu acabo rindo ou chorando, depende do resumo, é claro.
Esse ano foi um ano de mudanças. Mas, como sempre, esperava mais. Era o tal ano do dragão, onde era hora de colher os frutos que a gente plantou e tal. Não sei.
Começou até que bom, cheio de desafios profissionais que depois se mostraram uma grande decepção. Troquei de emprego de novo, apostando que dessa vez eu possa acrescentar alguma coisa verdadeiramente boa na bagagem, como foi com a minha mudança em 2007 pra Neogama. Vamos aguardar.
Conseguimos comprar a casa que o Ri tanto queria. Deixamos nosso apê-ninho e partimos pra um maxi-castelo. Tive que passar um tempo na sogra, o que foi uma experiência e tanto de convivência, mas graças a deus não posso reclamar, fui extremamente bem tratada.
Logo depois que nos mudamos, roubaram nossa casa, mas graças a deus já recuperamos tudo o que foi levado. Mas fica a sensação de vulnerabilidade, de fragilidade, de nunca saber quem esteve lá na sua casa, mexendo nas suas coisas, vasculhando sua intimidade.
Nem contei, mas dia desses assaltaram o carro do Ri na porta de casa. Ele tirou o carro pra lavar o quintal e enquanto tomava um banho, dando um tempinho pro quintal secar, levaram o som e o estepe do carro. Detalhe, meu cd da Madonna que estava dentro, foi-se também.
Bom, mas bens materiais a gente conquista de novo, porque graças a deus a gente não é vagabundo. Mas que se eu tivesse uma arma estourava bem os miolos desse bandidinho, ah, estourava sim.
Enfim, fomos pra Buenos Aires, conseguimos assistir um jogo do Boca na Bombonera. Aliás, falando em jogo, o Coringão ganhou invicto a Libertadores e o Mundial de Clubes contra o Chelsea.
Minha mãe foi morar na praia.
Mudei de emprego agora no finzinho do ano.
Ah, dei uma festa a fantasia no meu aniversário de 30 anos.
E acho que é só.
Não me lembro de mais nada.
2013, acho que estou pronta pra você.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

tá quase no fim

Disseram que o mundo acabava hoje. Até agora, nada.
Tô frustrada. Esperava  um pouco de caos nesse dia. Sei lá, só pra dar uma emoção. Uma agitada, mudar um pouco a rotina. Todo dia tudo sempre igual tá dando tanto no meu saco.
Chegando o natal, fico um pouco idiota, com saudade do que eu nunca tive e também do que já vivi. Gosto de lembrar que, há muito tempo atrás, acordava no dia 24 esperando pra assistir o especial de natal do Chaves, sentindo o cheirinho do peru e das outras delícias que minha vó fazia desde muito cedo, porque tinha que pegar gosto.
Gostava de ajudá-la a espetar o cravo no peru e molhar o dedo no tempero pra ver se estava mesmo tudo bom. Era dia de arrumar a mesa, colocar os pratos mais finos, os copos que não fossem os de requeijão. Era pra usar as panelas de vidro e as taças de champanhe.
Descascar as nozes, experimentar um ou outro doce, mas tudo naquele corre corre delicioso da cozinha. Com cheirinho de peru assando. Acho que esse cheiro é a lembrança que mais sinto falta.
Tomar banho, escolher uma roupa nova pra usar e depois esperar a parentada chegar pra finalmente abrirmos os presentes. Que obviamente eu já havia chacoalhado todas as embalagens na tentativa de descobrir o que era o que.
Faz tempo isso.
Hoje, aliás, não é de hoje que o natal não tem mais tanta graça. A comida já vem quase pronta, ninguém nunca mais acordou cedo pra preparar nada, não tem mais cravo em lugar nenhum, nem tantos presentes embaixo da árvore e nem a parentada pra chegar.
Os tios se separaram, os primos foram pra outras cidades, meus avós faleceram. Restou minha mãe e eu. E agora o Ri e sua família.  Mas não é a mesma coisa.
Enfim, nessa época eu fico meio besta mesmo, como disse. Sem falar muita coisa com coisa, sem saber direito o que esperar do natal, só sei sentir falta de uma época muito boa.
E o mundo não vai acabar numa data específica. O mundo vai acabando aos pouquinhos, com o passar do tempo. Meu mundo já não é mais o mesmo.
Feliz natal!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ironia

Numa dessas ironias do destino, no amigo secreto quem me tirou foi meu antigo diretor, aquele que quase nos matamos na minha saída da agência. O bom é poder sentir que tudo ficou bem. Sem rancores ou qualquer outro sentimento ruim.
Aliás, eu só participei do amigo secreto porque ele fez questão. E ele me tirou.
É bom ter a sensação de fechar um ciclo, mas de deixar a porta aberta. Porque né, a gente nunca sabe. E nesse meu meio o mundo dá voltas rápido demais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

+ filmes

Livre da praga da novela das 8, estou conseguindo tempo pra ver alguns filminhos a noite. E aí, fica a dica pra quem estiver a toa ou até mesmo pra quem gosta de presentear com filmes, sei lá. É bom ter coisa boa pra ver na tv, né?
 
 
 
Bem, a primeira dica vai para o romance? jovem-adulto Jogos Vorazes. Confesso que torci o nariz, é que sou meio avessa à essas coisas da modinha, mas decidi ver, afinal, estava passando no PPV, então não custava nada.
E posso confessar? Adorei! O filme é baseado em um livro e conta a história de um "reality show" futurista,  onde vencer significa manter-se vivo. É uma história muito bem contada e o filme de prende do começo ao fim. Além de ter o lindinho Josh Hutcherson (que eu amo desde pequenininho quando fez Abc do Amor).
O filme deixou aquele gostinho de quero mais. Não vejo a hora de ver as sequências, afinal, o livro é uma trilogia. Aventura do começo ao fim, com excelente enredo.
 
Outro que também está passando no PPV é O Discurso do Rei. Esse na verdade faz um tempo que eu queria ver. Conta a história real do pai da rainha da Inglaterra, que tinha sérios problemas de dicção, ele era gago e tinha enorme dificuldade de falar em público. Família real, sabe como é, tão cheia de pudores e segredos, acho que é isso que a torna tão interessante ao mesmo tempo. Na tentativa de ajudar o marido, Elizabeth busca um médico alternativo para ajudá-lo com o problema. O "médico" é interpretado por Geoffrey Rush, ator que eu adoro! O filme tem uma história muito bacana, mas eu sou suspeita porque adoro histórias sobre a família real.
 
Outra dica é Millenium - Os homens que não amavam as mulheres. Também baseado em uma trilogia, confesso que achei o título confuso, mas como tinha Daniel Craig, achei que valesse a pena insistir. Ainda bem. O filme é eletrizante. Conta a história de um jornalista que é contratado para investigar um crime acontecido há 40 anos, ainda sem solução. Em paralelo, tem a história da hacker Lisbeth, que vai se unir à história de Mikael, o jornalista. Tudo muito bem amarrado, o filme te intriga do começo ao fim. E é outro que também não vejo a hora de ver as continuações.
 
E por último, vi Paraísos Artificiais. Filme brasileiro com a semsalsemaçúcar Nathália Dil. A história é bastante interessante, apesar de se passar a maior parte do tempo no meio de uma rave maluca. Mas, achei interessante a maneira como a história é contada, e achei muito louco porque é muito provável que uma história como essa aconteça. Não quero entrar em detalhes pra não estragar a surpresa, mas o filme é interessante sim, afinal, a vida é muito louca mesmo e o mundo, bem, o mundo é um ovo.
 
Boa diversão!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

impressões

Troquei de agência, como sabem, no comecinho desse mês. É minha 6ª casa em 7 anos de carreira. E até hoje não me achei em lugar nenhum.
Ri ontem até me deu uma bronca, como era capaz eu dizer isso com menos de 15 dias de casa nova?
Fazer o quê? Acontece. Não me identifiquei com o lugar, tão seco, tão só, apesar de pregar outra doutrina.
Anyway, quero pensar que estou errada, que começo é sempre aquela merda até você se adaptar, mas tudo bem. O bom é que meu primeiro trabalho por aqui foi justamente uma campanha para a Libertadores do ano que vem, ou seja, pensa numa pessoa empolgada pra esse job? Eu!
Não é a toa que na apresentação de ontem o cliente foi só elogios. É disso que eu gosto, sabe? De fazer coisas com paixão, com tesão. Enfim, talvez seja o cansaço do ano que se arrasta e insiste em passar lento agora na reta final. Tomara meu deus, tomara.
Aí que a agência aqui está fazendo 18 anos e lançou um livro em comemoração. Nós ganhamos um exemplar de presente, e entre domingo e ontem eu tratei de ler, porque né, queria saber um pouco mais disso aqui.
Se tudo for verdade, visto que são várias biografias e tal, até que tem muita gente interessante aqui. Só que normalmente não é bem assim. Não foi na maioria dos lugares por quais passei. Mas, me identifiquei - agora não me lembro exatamente com quem, mas alguém que também se viu muitas vezes perdido na vida, sem saber o que queria fazer.
Outro teve que passar sua vida a limpo, escrevendo tudo o que sentia porque não sabia que rumo tomar. E eu me sinto assim quase que diariamente.
Largar tudo, vender artesanato na praia, viver de brisa, correr na chuva, essas coisas que parecem ser pouco prováveis de acontecer mesmo.
Bom, SE aquilo tudo foi realmente verdade, sem glamurizar as coisas, acho que eu não estou tão sozinha no mundo com esses pensamentos malucos. Mas, como nem tudo são flores, acho que nunca vou saber ao certo.
No mais, o livro é bem interessante, fácil de ler, conta um pouco dos insights por trás de cada case de sucesso da agência, fala um pouco das campanhas (algumas particularmente eu detesto), mas outras trazem boas lembranças.
Sei lá, é uma boa dica de leitura pra quem pensa em seguir nessa carreira ou pra quem tá perdido, ou simplesmente pra quem é curioso e gosta de ler qualquer coisa. Não que seja um livro sobre qualquer coisa, que fique claro.




 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

imagem via biancheria.com

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

o mundo é nosso!



Não me lembro bem o dia, nem o motivo, mas desde sempre meu time é o Corinthians. Desde pequena, sei lá quantos anos eu tinha, talvez 10, talvez menos. A primeira camisa que ganhei, de camelô porque a original era cara demais, levava o número 7 e tinha como patrocinador a Suvinil.  

Eu gostava de ver o Corinthians em campo, pelo que me lembro, desde a época do Viola, que era o jogador que eu mais gostava. Isso deve ter sido por volta de 1992, até então eu tinha só 10 anos.

Detalhe: ninguém da minha família era corintiano. Meu vô era são paulino e minha mãe palmeirense, não tinha referência de outro time. Mas, confesso que, talvez por ter uma antipatia gigante por meu tio, torcer pro maior rival do time dele, pra mim era a glória. Mesmo que naquele tempo o Palmeiras estivesse muito melhor que meu time.

Acho que foi aí que eu aprendi uma importante lição: você não podia gostar ou torcer pra algo só quando estivesse dando certo, isso não era amor de verdade, nem lealdade. Era preciso estar ali do lado em todo e qualquer momento, tipo um casamento.

Graças a deus ninguém me obrigou a ser corintiana, foi algo que aconteceu de coração, coisa de identificação mesmo. A primeira vez que fui ao estádio já era bem grandinha, mas não me arrependo de ter esperado tanto. Aconteceu em 2005, quando o time tinha um dos melhores elencos que eu já tinha visto, e ver Tevez e Nilmar jogando era simplesmente sensacional.

Meu time foi campeão brasileiro naquele ano.

Dali em diante, ir ao estádio se tornou rotina. Porém, os anos seguintes não foram bons para o Corinthians. A má administração, o elenco frágil, a falta de comprometimento com o povo, fizeram meu time sucumbir à serie B em 2007.

Já falei sobre isso aqui, aliás, falei também da conquista de 2005. Mas, a partir de 2008, com sua campanha pela série B invicta e sua volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído, resultou no Corinthians que temos hoje.

O apoio da torcida foi fundamental. E não é de hoje, todo mundo sabe. O que todo mundo não sabe e nem entende é o amor dos torcedores pelo time, que me desculpem todos os outros, mas são amores bem diferentes e que nunca se verá igual.

Todos já ouviram falar da tal invasão do Maracanã, em 76. Ninguém nunca entendeu e nem vai entender porque mais de 70 mil pessoas se deslocaram pra um estádio pra ver um time, até então sem título, sem nada (como todos não se cansam de falar até hoje). Era muita loucura. E o time, apesar de ter vencido aquele jogo, não ganhou o campeonato.

Mas, a torcida fez o seu tão conhecido papel de camisa 12. E isso sempre fez a diferença entre nós e os outros. O Corinthians ganhou o Paulista no ano seguinte, eram 23 anos de jejum. Isso não entra na cabeça de ninguém, só quem é sabe, sente, entende. Como ganhar cada vez mais e mais apaixonados depois de tanto tempo sem nenhuma conquista?

É, não se explica. E é por isso que os outros odeiam tanto o Corinthians. Porque ele não era nada, não tinha nada e ao mesmo tempo era tudo pra tanta gente. Eu comparo o Corinthians a um sedutor barato, daqueles que não tem onde cair morto, mas que arrasta toda e qualquer mulher pra sua cama.

Não, não tem explicação. É Corinthians e isso só basta. Sempre bastou.

Torci o nariz na troca de Mano Menezes por Tite, confesso. É que ele tinha sido tão fundamental na formação do Corinthians que se vê hoje, ele tinha formado aquela base. E ele era nosso “mano”, poxa. Nenhum outro treinador tinha tido tão essa nossa cara, mesmo sendo tão diferente.

Tudo que aconteceu com o time, mesmo com a eliminação precoce na Libertadores pelo Tolima, foi necessário pro amadurecimento de todo mundo que ali estava. Ano passado, no dia 4 de dezembro, acordei com o Ri me dizendo que o Sócrates havia falecido.

Foi aí que pensei, cara, seria o máximo se o Corinthians levasse esse campeonato hoje contra o Palmeiras, seria lindo demais. Aquele dia era a final do Brasileiro. Minutos antes do jogo, lembro que pedi pro Socrátes entrar no campo e ajudar o time.

Apesar do placar de 0X0, levamos. Contra o pior – ou melhor de nossos adversários. Foi lindo. E ali começaria a nossa nova e tão velha busca pela Libertadores.

A desclassificação pra um time de quinta, como falei acima, ainda assombrava o time, mesmo que a vitória no Brasileiro anterior nos trouxesse confiança. E eu sempre odiei quando o time se sentia confiante. Nunca dava certo.

Mas aí o desempenho foi sendo razoável, não ganhava de goleada, muitas vezes empatava, mas também não perdia. E quer saber, o fato de termos sido desclassificados para a final do Paulista foi o que de melhor podia acontecer.

Serviu pra baixar um pouco a bola, repensar um pouco no rendimento, deixar todo mundo em alerta. E claro, trocar o goleiro Júlio César pelo Cássio. E meu, acho que foi tudo por deus, porque essa seria a troca mais certeira do resto de todo o campeonato.

Na Libertadores, o primeiro jogo que fui ver já foi o da reta final, mesmo com o rendimento promissor, eu estava ainda descrente que pudéssemos chegar lá e só fui mesmo ganhar confiança quando passamos pelo Vasco, com aquela defesa incrível de quem? De Cássio!! Isso nos levou para a semi-final, contra o tão “temível” Neymar (e não contra o Santos, porque na minha opinião aquele time se resume somente a um cara).

Mas foi aí que pensei, caramba, agora dá. Porque a grande diferença entre o nosso time, até então invicto, era que apesar dos resultados medianos, tínhamos uma equipe unida, sem nenhum grande destaque. Eram 11 em um só. E o Santos era 1 só.

Consegui ingresso pro jogo de volta, já escrevi aqui também a emoção e como foi. Só pra relembrar, o gol de Danilo empatando, no comecinho do segundo tempo, foi de parar o coração. Veio a chuva pra coroar tudo, enfim, é história.

A luta pra conseguir entrar no jogo da final, contra o Boca, também já contei aqui. Mas ontem, na final do Mundial, que aliás, graças a deus não fomos bem na estreia, porque aí serviu de alerta uma vez mais e fez também toda a diferença.

Ontem, desde sábado a noite na verdade, tudo estava diferente. A atmosfera, o clima, a expectativa, o coração disparado. Acordei cedinho – acreditem, é milagre isso acontecer em pleno domingo, me enrolei na bandeira do time e sentei na sala.

Meu coração parava e disparava a cada lance. Antes de começar a partida, pedi pra deus nos dar essa graça e me lembro de ter pedido pra fechar o gol do Cássio. Era pra iluminá-lo naquele jogo.

E assim foi. A cada chute contra nosso gol, Cássio triplicava seu tamanho e nada passava. Nem pensamento, nada. Desperdiçamos oportunidades, mas calamos o mundo que acreditava no favoritismo do Chelsea. Aliás, ainda bem. Como já falei, repito: Corinthians favorito ou com vantagem nunca deu certo.

É sempre sofrido, sempre difícil. E aqui, deixo de compará-lo ao bonitão imprestável, conquistador barato, para compará-lo ao trabalhador, que tem que lutar muito, difícil, suado, pra conseguir o que quer na vida.

E pensei em tantas coisas boas depois do gol de Guerrero. Afinal, ter Jorge e Guerrero num time em que São Jorge é padroeiro, tinha que significar algo de bom. Eu só pedia a deus pra segurar o resultado. O mundo tinha que conhecer aquele time sem nada, sem história, sem título, como os outros costumam dizer.

E gostei quando algum comentarista do Sportv contestou a frase do narrador, dizendo que o Chelsea tinha azar (fazendo alusão ao jogador Azhar), ele disse que não era azar o que o Chelsea tinha e sim tinha encontrado um time melhor estruturado, entrosado e que fazia um futebol mais bonito.

O técnico do Chelsea disse que só tivemos uma jogada. Eu não concordo, mas não foi preciso mais que isso certo? Se tivemos só uma e fizemos, 100% de aproveitamento.

O jogo não foi nada fácil, o sofrimento foi do começo ao fim. E quando o jornal inglês estampou na capa que seria o fim do mundo, eu logo pensei, que seja. Agora já pode acabar, porque entramos pra história definitivamente.

O dia de ontem vai ficar marcado por muito tempo, pois calamos a boca de muitos e mostramos que mais uma vez nosso amor não se explica. O que aconteceu no Japão foi mais uma invasão desse bando de loucos.

Coisa que, mesmo agora com tantos títulos, estádio e história, ninguém nunca vai entender. Porque ninguém nunca será como nós. Só nós saberemos a dor e a alegria de ser o que somos.

Fiéis.

Obrigada ao Cássio, ao Fábio Santos, ao Ralf, Paulinho, Alessandro, Chicão, Jorge Henrique, Guerrero, Danilo, Sheik, Paulo André, a todos os outros que estiveram no banco, ao Alex (que participou e muito de tudo isso) e ao professor Tite, que botou ordem na casa e levou a gente até lá.

Obrigada!
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

a poesia prevalece




Conheci o Teatro Mágico numa entrevista no Multishow, muito sem querer, quando trocava de canal, não me lembro bem quando, mas já há algum tempo. E me identifiquei com tudo, com o estilo, com as letras, com o que a trupe queria passar, a mensagem e tal. Peguei amor, como se diz.

Comprei o CD na lojinha deles, liguei na casa, devo ter falado com o pai ou algo assim, paguei 10 ou 20 reais, não me lembro e eles enviaram pelo correio junto com um montão de adesivo. Descobri, pouco tempo depois, que eles se apresentariam no Memorial da América Latina e o ingresso era super baratinho ou alimento não perecível.

Fui. E aí realmente eu me apaixonei. Pela presença de palco, pelo espetáculo, pelo show, pelas músicas, pela energia do público, pelo engajamento da banda, parecia mesmo uma coisa muito mágica.

Desde então, acompanho a banda em todos os shows que posso e tenho os últimos trabalhos deles. É bom demais cantar aquelas letras, pensar e viajar com elas. São tantas coisas boas juntas, escritas de uma maneira tão única, tão bonita e tão... não sei explicar.

A  evolução musical é nítida, e a cada apresentação a trupe fica menor, porém a qualidade aumenta. É um espetáculo completo mesmo, de música, entretenimento, circo, poesia e alimento pra alma. Já apareceram na MTV e no Multishow com alguns clipes, achei o máximo.

E mês passado aconteceu a gravação do DVD no Credicard Hall. Tratei logo de ir. E só posso dizer que foi uma experiência incrível. Repetir algumas canções, conhecer outras novas, cantar o que não foi cantado, pedir bis, assistir aos números acrobáticos ou até mesmo os cômicos pra passar o tempo, troca de figurino, essas coisas.

E fazia um tempo que eu queria escrever sobre esse show, mas ainda não sabia como. Porque eu não queria falar só do show, queria contar um pouco da “nossa história”, de como nos conhecemos e de como me apaixonei.

E queria também mostrar um pouquinho deles pra quem lê esse meu cantinho aqui. Então, selecionei algumas das minhas músicas favoritas (porque se fosse escolher todas ia ficar impossível), de cada trabalho, pra que vocês possam conhecer e sentir a diferença, a evolução, a alma de cada uma delas.

Todas as músicas deles, sempre me dizem algo. E é engraçado porque sempre que eu as ouço de novo elas me dizem coisas novas e diferentes. É como se as ouvisse pela primeira vez. Sei lá explicar muito bem essa conexão, acho que é coisa de paixão mesmo.

Preparados? Divirtam-se, mas lembrem-se de ouvir com o coração, porque eu acho que a música tem que ser sentida, sempre.
 
Do primeiro trabalho, Entrada para Raros (2003), Ana e o Mar

 
 



Do seguinte trabalho, O 2º Ato (2008), Pena.

 



E do último, bem mais "pesado" e "brutal", A Sociedade do Espetáculo (2011), Amanhã... Será?


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

tirando da estante

Eu ainda não terminei de arrumar meu castelo, minha casa nova. Então, tem muita coisa encaixotada que eu nem sequer me lembro mais. Mas, acho que os livros, todos, já foram encontrados. E eu os coloquei na prateleira, que eu chamo de biblioteca particular.
É pequena ainda, mas tá repleta de livros que eu ainda não consegui ler. Nem sei dizer todos que estão na listinha de pendências, mas agora que consegui me livrar da maldição da novela das 8, estou com o resto do que me resta da noite livre, então vou tentar colocar a leitura em dia.
No momento, estou praticando o espanhol e lendo um livro de tirinhas que comprei em Buenos Aires, do cartunista Liniers (esse abaixo). Eu gosto muito, muito mesmo de tirinhas e HQs, principalmente quando são inteligentes e fazem a gente refletir um pouco sobre tudo.
Então, logo mais, algumas sugestões de bons livros vão passar por aqui. É bom alimentar a alma, não?
 


 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

there´s only one queen and she´s definitely Madonna!

E o show foi muito além das minhas expectativas. Eu não sabia o que esperar, apesar de ter lido que ela fazia tudo sempre igual em todos os lugares por onde a turnê passou, apesar de saber o setlist de cor, mesmo assim, eu não sabia o que esperar.
Quando as luzes se apagaram e começou toda a encenação da primeira música, meu coração quase parou e segurei o choro por várias vezes. Quando Madonna entrou no palco, me arrepiei, senti uma coisa inexplicável.
Eu não fiquei num lugar bom, estava na pista, no meio da muvuca, então eu a via muito pequenininha, conseguia ver um pouco melhor pelo telão. Nessa hora bateu um arrependimento por não ter comprado a pista premium, imagina que emoção estar ali, bem pertinho??
Ela é demais, fez um puta show, a mulher é fera, não sei nem explicar o que ela é. Foi um espetáculo, uma coisa de outro mundo, não sei. Foi uma sensação muito boa estar ali. Eu que nunca tinha conseguido ir a nenhum dos outros shows que ela fez por aqui, pra mim era tipo uma vitória estar ali.
Sabe-se lá quantas vezes mais ela irá se apresentar aqui né? Posso morrer feliz agora, apesar de bem longe, vi a Madonna cantar.
Cantar, dançar, performar, atuar, caralho!!!!! Ela é boa demais!!!! Mesmo fazendo um pout pourri de muitas músicas bacanas (afinal, não tem como tocar todos os sucessos - infelizmente), mesmo mudando o ritmo de alguns clássicos, mesmo não tocando alguns outros inteiros, mesmo deixando de fora seu Like a Virgin, mesmo assim foi demais!!!
Adorei sua performance em Gang Bang, adorei Vogue, Express Yourself e Vogue (OMG!!!!!). Sei lá, ainda tô em êxtase e não consigo dizer do que mais gostei. Gostei de tudo, muito! O show inteiro foi um show de verdade, todos os bailarinos dela, meu deus, mandam bem pra caramba.
Mas pra mim, o momento fodástico da noite foi um dos mais simples, quando ela cantou Like a Prayer!!!! E cara, eu fiquei mega emocionada, desde sempre eu canto essa música a plenos pulmões, tipo um mantra sei lá, foi o momento do show mais empolgante, mais sei lá, mais delicioso, mais, mais, mais!!!!
E pra encerrar, não podia ser mesmo outra que não fosse Celebration. Era encerrar com chave de ouro mesmo.
Fico muito chateada quando vejo alguém falando mal do show, reclamando que ela devia ter feito isso ou aquilo. Poxa, eu acho que foi um puta show e que merece ser admirado como tal. Lógico que o fato dela atrasar muito, dá no saco né, mas fazer o que, depois que começa o show, o que resta é curtir, afinal, você está lá pra isso.
Eu fui sozinha, parecia uma louca lá no meio do povo, cantando e me emocionando sem companhia nenhuma. Tendo que fugir das girafas que sempre teimam em brotar da terra na minha frente, como tem gente que não se toca, eu com meus enormes um metro e meio, vem sempre uma girafa tapar minha visão.
Eu fugia desse povo, mas era complicado. Bem, nada que atrapalhasse de verdade minha concentração no show. Embora, por diversas vezes eu tenha ficado na ponta dos pés, o que me causou várias caimbras durante o show.
Enfim, nada que Madonna não curasse.
Resumindo, até aqui ao longo dos meus 30 anos, melhor show que já vi!!! Mas prometo pra mim mesma que quando for assim, de alguém que eu goste muito, admire muito e que principalmente não seja daqui, vou na pista premium. É emoção redobrada, com certeza!
 
 
  

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

hoje tem: Madonna!!!

Não me lembro muito bem o ano, mas acho que foi em 1995 ou por aí, me apaixonei por um menino da sala e na tentativa de conquistá-lo, queria saber de tudo o que ele gostava pra poder gostar também e mostrar que tínhamos total afinidade.
Numa dessas, ele me disse que adorava a Madonna, até então eu pouco sabia sobre ela, mas de imediato inventei que era dona de um fã clube. Peguei minha melhor amiga e a irmã dela e as convenci a montar o tal fã clube comigo.
E assim transformei o banheiro do quintal de casa no tal fã clube. Demos o nome de Fã Clube Oficial Paixão Mundial Megastar Madonna . Ah tá. De oficial mesmo, não tinha nada. E naquela época nem existia internet, então imagina como foi difícil achar coisas da Madonna.
Começamos comprando tudo quanto era revista pra arrancar as matérias e colocar nas nossas pastinhas. Transformei uma Barbie em Madonna só pra ficar um pouco mais no clima e escrevi as letras de suas músicas nos azulejos do banheiro todo. Quem não gostou nada foi minha mãe.
Minha madrinha me deu um disco – sim, disco, foi a primeira vez que pude ouvir a maioria das músicas dela, o The Immaculate Collection. Na época era tudo o que nosso fã clube tinha.
Nessa época, minha amiga ganhou um computador – isso era mega artigo de luxo e tratamos de fazer carteirinhas, tudo pra deixar o negócio mais sério. E pra ter mais sócios, incluímos minha mãe e minha vó (fala sério).
Aí quando estava assim, com 5 sócios, carteirinhas, disco e tudo, fui contar pro tal menino e convidá-lo pra entrar no clube e aí eu não me lembro se ele disse que era mentira ou que não queria, só sei que de nada adiantou o que fiz pra conquistá-lo. Além dele nem querer saber do meu fã clube, também não consegui conquistar seu coração.
Só sei que seguimos com o tal fã clube por mais um tempo, mas depois minha mãe fez eu limpar os azulejos e desocupar o banheiro. Mas posso dizer que eu peguei amor mesmo, passei a admirar a Madonna, a ler sobre a vida dela, saber sua história, ouvir suas músicas.
E passei mesmo a curtir, a achar seu estilo audacioso, original e achava demais a maneira que ela fazia as coisas, sem medo das críticas, sendo tão ela, cheia de atitude. Admiração de verdade, sabe?
Hoje eu dou muita risada dessa história, mas agradeço porque realmente ficou algo de bom na minha vida.

E hoje tem show, primeira vez que vou vê-la ao vivo e a cores. Mal posso esperar.
 
 


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

a nova agência

Comecei na agência nova. Não quero me empolgar muito, porque depois a decepção é sempre grande, mas digamos assim, “dei um like” gigante na recepção e nos benefícios. Estacionamento grátis, massagem de 30 minutos grátis, aula de pilates grátis, café da manhã e fruta a tarde grátis, desconto na academia aqui do lado, convênio com farmácia e medicamentos com 13% de desconto – pelo menos, compra de frutas direto do Ceasa com entrega na agência, cantina, e outros benefícios normais como convênio médico, dental, etc. Com computador funcionando, email e senhas devidamente cadastradas, tudo organizado com meu nome e tal. Pode parecer besteira, mas organização faz a diferença e isso nunca me aconteceu antes. Aliás, meus primeiros dias sempre eram terríveis, demorava pra ter computador, email então, nem se fala. Enfim, pra organização eu tiro o chapéu. Não quero me empolgar muito mais que isso. Porque das outras vezes isso foi quase a única coisa boa que me aconteceu durante todo o tempo. Estou muito esperançosa de que seja diferente. Tomara. A primeira impressão é sempre a que fica, então espero não me enganar dessa vez. Aparentemente parece que fiz uma boa troca. E que assim seja, fechando 2012 com chave de ouro.