quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

só pra constar

É incrível como ao mesmo tempo que janeiro passou voando, passou também quase parando. Os dias intermináveis, porém, olhando com calma, foram tão ligeiros que nem deu pra viver tudo como se devia.
Aliás, nunca dá.
Nunca dá tempo de tudo.
Tá aí uma preciosidade cada vez mais rara: o tempo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

uma vida roubada


Dia desses vi no face uma reportagem da Record sobre um casal que vivia em uma tubulação de esgoto no rio Tietê. Eram duas pessoas morando num buraco por onde passava o esgoto. A cama deles ficava suspensa acima do esgoto. É sub-humano.
Ninguém merece morar num buraco tão sujo e tão precário como esse. Nem um animal. E foi então que percebi que conhecia aquela moça, a Francine. Estudamos juntas no colégio. E lá estava ela, naquele buraco, magra, acabada, sem dente na boca.
Fiquei pensando milhares de coisas, o que teria acontecido, em que momento ela se perdeu, o que foi que deu errado pra ela acabar daquele jeito. Porque juro, ninguém tão próximo de mim nunca passou por algo assim. É uma coisa totalmente surreal.
A gente pensa que nunca vai ver alguém que a gente conhece numa situação dessas. Poxa, a menina tinha família, casa, uma condição razoável, estudava em colégio particular, era até boa aluna, e então do nada, a pessoa aparece dentro de um buraco de esgoto, sem a menor perspectiva de vida? Foi chocante vê-la assim... chocante e triste, muito triste. Deprimente.
A história se resume ao fato dela ter se envolvido com drogas, o que levou a um rompimento com a família e amigos, e pronto. Lá estava ela num buraco de esgoto. Apesar da condição extremamente precária, ela e o namorado pareciam muito felizes, naquela simplicidade toda, naquele cenário horroroso. Estavam até achando que a Francine estivesse grávida.
Eu sei que é bem provável encontrar felicidade nas pequenas coisas, mas aquilo não era uma felicidade consciente. Ninguém pode ser feliz dormindo em cima de um monte de merda... Era nítido que aquela “felicidade” até existia, talvez pelo fato de um se apoiar no outro, ou por ser a única coisa que tinham de concreto, real e bom: um ao outro. Mas era nítido também que eles estavam sob efeito de droga, porque não dá pra ser tudo lindo, leve e solto naquela situação.
Pelo que vi depois, procurando no site da Record, já encaminharam os dois para um tratamento numa clínica, graças a deus deram um tratamento dentário e agora eles já tem ao menos como sorrir. Francine reencontrou a mãe, que só sabia dizer que estaria ali pra apoiá-la pro que fosse necessário.
Me deu uma dó terrível da mãe dela, principalmente quando ela disse que tinha vontade de enfiar a Francine de volta em sua barriga. Porque é só durante esse período que uma mãe tem total controle por seus filhos. Depois que sai, nunca mais. Até os bebês tem sua personalidade, sua vontade própria.
E imagino a dor de uma mãe ver um filho naquela condição. E olha que eu não sou mãe, mas meu deus, não é algo fácil de ver, nem de imaginar alguém daquela maneira. É uma coisa sem explicação.
Eu não sei o que a levou a tomar essa decisão, a escolher esse caminho. Não éramos amigas, mas estudamos por um bom tempo juntas. E ela não era uma pessoa do mal, ou alguém que a gente desconfia que no fundo, no fundo não daria em nada.
Espero, de verdade, que ela se recupere. É uma história muito triste, faz a gente pensar muito e agradecer por ter tido sempre bons amigos por perto e também por saber fazer as escolhas certas. Porque ela tinha uma família boa, talvez tivesse alguns bons amigos, mas alguma coisa faltou na hora de escolher o caminho a seguir.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

de repente

Aí que eu atendo um cliente que é um canal esportivo. E aí que eu simplesmente adoro futebol. E aí que estamos pensando na campanha da Libertadores - que por sinal tem meu time como atual campeão, para os desavisados.
E aí que eu peguei esse job com todo amor e carinho e fiz um planejamento super bacana, além da criação ter apresentado linhas criativas muito legais. O trabalho estava tão bom que só rendeu elogios. Porém, dias depois, o cliente retornou dizendo que tinha perdido quase toda a verba e que não iria fazer quase nada para essa campanha.
E aí que hoje recebi uma mega proposta bacana, digna de um case de sucesso e uma super oportunidade para o canal, que se der certo, minha nossa senhora, vai dar o que falar!!!!
E daí que é em pequenas coisas como essas que encontro um pouco do tesão perdido, da paixão pelo negócio que eu faço.
Pena que não é todo dia, nem com qualquer coisa.
São pequenas doses de alegria.
Não posso falar nada, é claro, mas estou com os dedinhos cruzados pra que aconteça!!!
Amém!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ah, le français



Voltei às aulas de francês, tinha parado com a troca de agência, mas agora que já estou acomodada na "casa" nova, conciliamos as agendas e comecei a estudar de novo.
Como sempre, Euprhem deixou uma mensagem nas entrelinhas da aula, aquela "pulguinha" atrás da orelha, uma coisa besta, mas que sempre me leva a pensar.

Ele me perguntou o que significava o verbo "être", eu prontamente respondi que a tradução era "ser". Ele me corrigiu dizendo: ser ou estar, oui?
E o verbo "aller"? - me perguntou ele? E eu disse, é "ir". E "avoir" Julie? E eu disse, é "ter".

E ele, com todo seu jeito meigo me disse:
Isso mesmo, porque às vezes a gente pode ser, mas nem sempre estar. E a gente pode ser e não ir, ir e não ser, estar e não ter, ter e não ser, oui?

Achei fofo.
E bem verdade.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

mais trailers

Eu tô que não me aguento de tanta série boa que estou vendo e querendo ver. Pra quem não conhece, vale a pena conhecer, quem sabe não fica tão viciado quanto eu ao ponto de falar só disso.

Trailer Once Upon a Time - 1ª Temporada



E, puta que pariu, o trailer da 2ª Temporada - eu TENHO que ver!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

hatfields & mccoys

Espero que minhas dicas de filmes, séries e livros tenham sido válidas, afinal, nesse final de semana que só choveu, acabou que não fiz nada além de ver TV. Terminei a primeira temporada de Once Upon a Time e, meu deus!!!! tô louca pra baixar a segunda temporada agora.
Bom, mas aí que com essa liberdade linda que a gente ganha nos livrando da novela e do big brother, ontem pude acompanhar a estréia da tão falada Hatfields & McCoys, no Space.
Graças a deus é uma minissérie curta, em 3 capítulos, ou seja, amanhã acaba.
A série tem a produção de Kevin Costner, além de contar com a participação dele. A história é baseada em fatos reais, e é sobre uma guerra particular entre duas famílias da Virgínia, os Hatfields, cujo patriarca é Kevin Costner e os McCoys, liderado por Bill Paxton.
Tudo começa durante a guerra civil, quando Anse Hatfield decide abandonar seu batalhão e voltar pra casa. O amigo, Randall McCoy não aprova a atitude, passando a condenar o amigo e achá-lo desertor e traidor da pátria.
A partir de então, as duas famílias entram em guerra, pois muitos acontecimentos vão interligando as pessoas em dramas paralelos que só fazem aumentar o ódio e a rivalidade de ambas.
Mas, claro, a filha de Randall se apaixona pelo filho de Anse e aí já viu né? Tensão pura! E olha que isso foi só o primeiro capítulo. Não perco de hoje por nada.
Pra quem tem o canal Space, vale a pena assistir, hoje e amanhã às 22h.
Dá uma olhada no trailer, tensão total!
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

recomendações

O que fazer quando se está à toa? Ler um bom livro ou ver um bom filme, é claro! Chegando o fim de semana, nada como algumas boas indicações, então, vamos à elas:



Espelho, Espellho Meu é baseado em Branca de Neve (sim, mais um), assisti porque tava passando no cabo, a personagem principal é uma menina sem sal, tipo a crepusculete que fez o outro filme baseado na mesma história. O que salva são os anões, sessão da tarde total. Não é um excelente filme, mas dá pra ver com a família.

Histórias Cruzadas também está passando no cabo, é a história de uma jovem jornalista que resolve escrever as histórias das empregadas domésticas negras de Mississippi, numa época em que os negros e os brancos não podiam ser misturados. Mostra, é claro, toda a diferença social e racial, o preconceito, as futilidades humanas e a luta dessas mulheres. Ótimo filme.

O Hobbit dispensa comentários. Pra quem não sabe (alguém não sabe?) conta a história da aventura anterior ao Senhor dos Anéis, portanto sou suspeita pra falar, e claro, super recomendo.

De Pernas pro Ar 2, achei muito melhor que o primeiro. É super divertido, rendeu boas risadas. Tirando o Eriberto Leão que é sempre igual em qualquer papel que faça, o elenco está ótimo. A história é super bem construída e o humor é inteligente. Gostei bastante.


E partindo pra área da leitura, comprei um livro de HQs (Macanudo), em Buenos Aires, aliás, uma das personagens ilustra o cabeçalho novo do blog, é super divertido e bem sacado. Liniers é um ótimo cartunista, mesmo quando as piadas são totalmente bairristas, serve perfeitamente pra nós do lado de cá também. Li a versão original, em espanhol mesmo, mas tem a versão traduzida por aqui também.

Outro ótimo livro é A Cidade do Sol, do mesmo autor de O Caçador de Pipas, conta a história entrelaçada de duas mulheres, Mariam e Laila, que vivem a mercê do marido, além das várias "políticas" que lideraram Cabul, a era dos talebãs, enfim, uma história linda, mas triste, como é de se imaginar.

E li também a biografia da Amy Winehouse. O que gostei nesse livro é que não ficaram julgando seu comportamento e sim contando a história do que a levou a ser como era. Além de contar a história de cada música que ela escreveu. Curiosidades interessantíssimas. Infelizmente o livro foi feito antes da morte dela, então ainda havia uma esperança de que ela se recuperasse. Uma pena, um talento perdido precocemente. Escolhas e consequências, né?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

era uma vez...

A tv a cabo tem um montão de séries boas passando, às vezes muitas são no mesmo dia e horário e outras em horários impossíveis, por isso acabo ficando sem conseguir acompanhar direito. Enquanto espero - ansiosíssima pela terceira temporada de Game of Thrones, ontem baixei Once Upon a Time e vi os quatro primeiros capítulos da primeira temporada (sim, ainda), e confesso, me apaixonei já logo no primeiro.
Eu já sabia que seria assim e não via a hora de ter um tempinho de poder assistir com calma, a única coisa ruim é que eu tive que parar de ver porque já era uma da manhã. Mas hoje tem mais, não vejo a hora de ver tudo.



Mas, vamos falar um pouco mais sobre essa maravilha, Once Upon a Time é uma série que tem como pano de fundo a história de amor entre Branca de Neve e o Príncipe Encantado. A Rainha Má, sentindo-se traída e sofrendo pela perda do príncipe para Branca de Neve, lança uma terrível maldição que aprisiona todos os personagens de todos os contos de fada no mundo real, porém, eles não se lembram de nada.
Henry, um garotinho que vive em Storybrooke, cidade onde todos estão presos, vai atrás de sua mãe biológica, Emma, pois acredita que ela seja a única pessoa que poderá salvar a todos.
O mais legal é que todas as histórias dos contos de fada são retratadas de uma maneira um pouco menos fantasiosa, digamos assim, mostrando as fraquezas também desses personagens. Todas as histórias se cruzam, Branca de Neve, Cinderela, Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, tanto nos contos quanto no mundo real.
É muito divertido reconhecer os personagens no mundo real, eles sempre carregam uma determinada características dos contos de fadas.
E temos um personagem, já visto em Shrek Terceiro, que aparece na série como o grande vilão. É o negociador Rumpelstiltskin, que no mundo real parece ser o único que se lembra de pertencer aos dois mundos. Aliás, o ator Robert Carlyle está impecável atuando como esse malvado. Sabe aquele detestável que a gente adora? Então, é ele. Sempre disparando verdades no maior estilo House (hehe).
Bom, e isso porque eu só vi 4 episódios! Certeza que essa semana vou dormir pouco, porque quanto termina um episódio eu já quero ver o outro.

E assim que terminar de ver essa, já tenho outras na fila, como FDP (da HBO) sobre a vida de um juíz de futebol e Revenge (da Sony). Once Upon a Time passa na Sony, só não sei os horários. Já estão exibindo a segunda temporada (omg!), é imperdível!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

faxineira: espécie em extinção

A história é a seguinte, depois que casei dei muito mais valor a tudo o que minha mãe dizia como: não custa lavar seu prato, não deixa de guardar a roupa passada, dá uma organizada nas coisas que ajuda a disfarçar até a sujeira.
Gente, cuidar da casa e ter que trabalhar é bem complicado. Ainda mais pra mim que não tenho hora pra chegar em casa. No nosso antigo apê-ninho já era complicado, na casa-castelo então, ohmy!
Só que no apê a gente conseguiu uma faxineira que era da minha sogra há mil séculos atrás. E a mulher cobrava caro, mas fazia uma santa faxina. Até que um dia ela se cansou e levou outra pessoa pra ficar no seu lugar.
Uma senhorinha, boazinha, que herdou o alto valor da anterior, porém que não fazia a mesma faxina caprichada. Mas, como nunca faltava e fazia o que a gente não queria fazer, fomos levando. Mas quando compramos a casa, tive que dispensá-la e até fiz com gosto, confesso.
Era a chance de procurar uma melhor por um custo menor.
Só que não!
Bem, assim que mudamos, demorou um tempo até alguém ter uma faxineira pra indicar pra gente. A da vizinha já tinha desistido porque morava longe e a outra que tinha começado pegou uma doença contagiosa, então saiu de licença.
Aí, uma outra vizinha indicou a dela. Foi uma bênção, a mulher ia duas vezes na semana e cobrava um valor super baixo. E claro que, como tudo que é bom dura pouco, durou apenas uma semana. A moça pegou anemia e o médico recomendou diminuir o ritmo. A casa escolhida para o corte foi a nossa.
Há! Aí ela indicou uma outra moça que, segundo ela, era boa e de confiança e que ela tinha aceitado o mesmo valor, porém pra vir um dia só. Beleza, era o que tinha pro momento. Mas eis que chega a fulana em casa, sacando um cartão de visita escrito "empreguetes" (obrigada rede globo!). E aí ela cobrava um preço específico pra fazer cada coisa. Limpar era tanto, lavar mais tanto, passar mais tanto e mais a condução.
Deixei ela ficar aquele dia apenas, só pra não perder a viagem. A mulher limpava bem, mas deu na cabeça dela de redecorar toda a minha casa, tem coisa que até hoje eu não acho.
Aí foi um longo período sem ninguém, nem sequer indicação. Até que duas mulheres foram em casa, uma já foi torcendo o nariz falando que a casa era muito grande e que tinha banheira, e que dava trabalho lavar o quintal, que achava que não ia dar conta.
A outra achou grande também, mas no momento estava saindo de férias e só retornaria em fevereiro (acho que isso foi em novembro). Beleza, que bom que ela pode se dar a esse luxo de 2 meses de férias né? Quanta gente rica no mundo!
Bom, uma outra ficou de ir lá em casa, no dia marcado não apareceu. Remarcamos pra sábado, não apareceu. Aí ligamos e ela disse que como já não tinha conseguido ir, era melhor desistir porque não ia dar certo. Hã?
Aí coloquei uma súplica no face, rendeu uma indicação, a moça foi em casa e fechamos com ela. Ela foi na primeira semana, na outra não. A filha estava doente e ela ia ter que parar de trabalhar pra cuidar dela.
Parar de trabalhar? Cara, quem me dera!!!
E finalmente, conseguimos do nada 3 indicações de uma só vez, ninguém reclamou que a casa era grande e nem fez cara de preguiça. Conseguimos negociar um preço bom pra 2 dias na semana. A moça começou essa semana, só espero que como as outras, ela não desista de nós.
Sim, a casa é grande. Mas só eu e o Ri não dá tanto trabalho assim. A gente não suja as coisas, não bagunça nada, não faz orgias gastronômicas na cozinha, enfim, não é uma coisa do outro mundo. Enfim, só sei que cada vez mais está mais difícil conseguir faxineira, saiu até uma reportagem no Jornal Hoje. Então, cuide bem da sua (se você tiver), preserve bem viu, porque é realmente uma espécie em extinção.
Elas estão todas ricas gente! Até eu fiz umas contas pra ver se não compensava mudar de profissão...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

decoração do castelo: nossa sala

Já falei aqui antes, assim que vi nossa casa atual, ainda em exposição e sem ter nenhuma certeza de que ela seria minha, visualizei muitas coisas e já sabia como seria cada lugar. Claro, nem tudo deu pra ser como eu queria, como a parede de cimento queimado que acabou sendo substituída por papel de parede, mas a grande maioria, tá saindo muito bem, conforme as minhas "visões" previam.
Não que eu entenda muita coisa de decoração e tal, mas é um assunto que me interessa muito, e vivo atrás de tendências, revistas com ideias e etc. Às vezes eu viajo demais, outras vezes as idéias fogem do orçamento, aí tento adaptá-las, mas digamos que, levo um certo jeito pra coisa. Dizem que é coisa de signo. Sei lá.
Mas quem não gosta de coisa bonita néam?
Pois bem, vamos a mais um cômodo da casa pronto. Agora, além da cozinha e do lavabo: a sala! Praticamente o andar debaixo do castelo está todo pronto. Aleluia irmãos!!!! Demorou, mas foi. E sério, eu sou a mais ansiosa do universo, então estar com tudo parado, caminhando a passos de tartaruga, tem sido uma tortura. Mas aceito (porque não tem jeito) e porque acho que assim vai ser melhor mesmo. Tudo com calma, pra não errar.
Bom, uma das coisas que eu queria muito era pintar a casa de uma cor forte. Mas, como sabem, cor não é uma coisa fácil de entrar na cabeça do Ri. Nosso apê era tudo tons pastéis, clarinho, sem muita cor. Imagina ele aceitar a tal cor forte...
Mas, apesar do nariz torcido, ele adorou o resultado final. A cor escolhida foi Elefante, acho que é da Coral. Ou seja, nossa casa é cinza. Sim, cinza, nada de gelo ou cinza claro, é cinza escuro, daquele que não deixa dúvida. É cinza, ponto!
Vejam só como ela era e como foi ficando cinza.




Bagunça total, não? Mas eu amei o resultado. A combinação do cinza com o branco dos detalhes dos acabamentos e do chão, ficou demais!!! Bom, aí encasquetei que queria trocar o sofá, o nosso antigo era muito pequeno pra essa sala imensa. E eu queria um mais confortável também.
Demos sorte, achamos um de 3 metros (cabem todos os amigos), com encosto e chaise retrátil. Gente, assistir filme ali é delícia demais, não dá vontade nem de sair pra ir pra cama.
E mais uma coisa que trocamos foi a estante, que antes tínhamos umas prateleiras suspensas em cabo de aço (que o Ri fez), mas que não dava pra usar por conta do teto ser de gesso. Comprei um rack pela internet (no Westwing) por uma pechincha. Tá certo que chegou meio amassadinho nos cantos, mas nada que um contact com estampa de madeira não resolva (sim, a gente dá um jeito em tudo).
A mesa de jantar e os outros adereços são todos do nosso apê antigo (amém!), porque haja dinheiro né?

Este foi o resultado final do rack, já devidamente instalado na parede. Ah, essa meia bola ao lado é uma luminária, com luz amarela, pra dar aquele clima sabe? Adoro! E na TV (nova, já que roubaram a nossa velha), Chaves, é claro.


Outra coisa que eu queria muito era um aparador amarelo. É, tinha que ser amarelo. Não sei por que, meti essa idéia na cabeça e nada me fez mudar. Aparador amarelo! E fomos, depois de tentar achar um na internet, rumo a Embu das Artes.
Achamos mil e uma opções de aparadores, amarelo mesmo só sob medida e encomenda. Pasmem, os preços variaram de 2 a 4 mil reais!!!! Oi? Gente, é só um aparador!!!!
Tinha muitas ótimas opções de aparadores de madeira de demolição por 700 reais, mas não era amarelo, embora a moça tenha me dito que poderia pintá-lo (ai que sacrilégio!!!). E, quando já estávamos no caminho de volta, avistei uma lojinha desses móveis e artigos em MDF, de madeira branca. Fiz o Ri parar o carro e levei o aparador pra casa por 200 reais!!!
Tá certo que não era "o" aparador, nem era amarelo, mas por 200 reais, a gente transformaria ele em qualquer coisa. Ele era assim, antes do Ri pintar de amarelão dos meus sonhos:


Bom, e agora chega de enrolação. O resultado final ficou assim:




Fala se o aparador amarelo não fez toda a diferença???

ps: não reparem na qualidade das fotos, é tudo de celular...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

dois mil e treze

Caraca, já são 8 anos que escrevo nesse blog. Só pra constar como tudo passa tão rápido na vida da gente. Tão rápido quanto as minhas férias forçadas de final de ano.
Forçadas porque eu não fiquei a fim de trabalhar, uma vez que meus clientes estariam todos de férias, além de eu não conhecer quase ninguém na agência nova e os poucos que eu conheço são todos estranhos.
Mas, como assim estranhos? Bem, eles sentam na minha frente e ao meu lado, mas não respondem meu bom dia. Estranhos porque quem trabalha diretamente comigo joga um pó ninja na hora do almoço e desaparece, tipo não querem que eu vá, pelo menos essa é a mensagem que eu entendo.
Dessa forma, preferi que mesmo com menos de um mês de casa, descontassem a merda das férias coletivas de uma vez só pra eu não ter que olhar pra cara dessa gente.
Mas, hoje já voltou tudo ao normal. Bom dia pra que né galera? Faz uns 15 dias que eu não vejo ninguém, pra que saber se tá tudo bem e como foi né? Sei lá, talvez por um pingo de educação, mas eu já devia saber, a merda de agência "grande" é a má educação alheia mesmo. Então, foda-se.
Bom, mas nem tudo é ruim. Só estou um pouco mal humorada hoje porque voltar a trabalhar nunca é tão legal, ainda mais num clima desses. Só rezo a deus pra que isso melhore, ou então já vai bater uma pontinha de arrependimento.
Tá, foi um desabafo. No mais, não tenho muitas expectativas pra esse ano não. Só espero que não me falte saúde e dinheiro, porque infelizmente eu vou precisar muito dessa coisinha: dinheiro!
Mochilão foi cancelado, mas outros planos estão entrando no lugar. Falta coragem, enfim.
Odeio segundas, hoje particularmente. Aliás, só pra comentar, em novembro, quando estava na outra agência, tirei 20 dias de férias. O tempo que não fiquei na praia, o pedreiro maldito do vizinho fez o favor de chegar todos os dias às 7h30 da madrugada e furar, batucar, quebrar, serrar, martelar, conversar e ouvir pagode bem na minha janela - inclusive de sábado.
Aí ele também fez esse favor nessas minhas férias forçadas. Ah, mas ele acabou na quinta, então na sexta eu consegui dormir em paz. Muito bom, não?
É, sim, estou de mal humor. Estou de mal humor também porque me parte o coração deixar minha cachorra sozinha em casa. Ela faz uma carinha de dó que é de lascar viu... E ela já estava tão acostumada a passar os dias comigo, grudadinha...
Bom, chega de mal humor e mimimi, o ano começa hoje e só espero que ele possa ser mais leve.