domingo, 30 de junho de 2013

e vamo que vamo

Depois que a Luna se foi, fiz um monte de entrevistas. Pra falar a verdade, um pouco de saco cheio daquela baboseira que rola em toda entrevista. Algumas nem me deram retorno, apesar de prometerem que sim, outras já me descartaram.

Agora que entendi o quanto foi importante ficar em casa esses últimos dias pra poder me dedicar a Luna, mas já ta na hora de arrumar um trabalho, afinal, é ruim com, mas muito pior sem ele.

Se eu tô preocupada? Ainda não, mas começo a ficar de saco cheio de ficar em casa sem fazer nada. Sem contar no dinheiro, seria lindo se ele não acabasse.

Enfim, “curtindo” como dá, embora ficar em casa sozinha, sem a Luna, esteja sendo muito duro. Semana passada estive em Foz, logo postarei aqui. Foi uma viagem surpresa que o Ri já tinha planejado pra gente.

E semana que vem, vamos pra Montevidéu. Ou seja, não posso e nem devo reclamar. Mas sei que seria lindo poder voltar dessa viagem e ter um trabalho pra ir.

Que deus me ouça e os anjos digam amém, e que possam me conseguir um lugar bom, com pessoas do bem, porque se for pra ser como o último, senhor, melhor eu ficar em casa mesmo. Afe…

quarta-feira, 19 de junho de 2013

vou te amar pra sempre

Não sei dizer do que mais vou sentir falta. Do seu nariz abrindo as portas, da tua curiosidade de enfiar o focinho em todo e qualquer buraquinho. Da tua companhia no banheiro, é dificil agora tomar meu banho sem ter você do outro lado do box. Do teu jeitinho de pegar um sol no quintal, da tua postura de guarda no portão.
Do seu latido forte que enganava tanta gente, do seu jeito de brigar com todas as abelhas, da tua vontade de caçar todas as moscas pela casa, do teu jeito de se esfregar no chão pra coçar as costas. De te dar banho e te ver brincar com a toalha, do teu cheirinho peculiar, às vezes cheirosa, às vezes fedidinha.
De te esperar chegar do pet shop e ver você cheia de brilhinhos. De te levar pra passear e ver como você se divertia em todo matinho por qual passava. Das pessoas elogiando sua cor tão linda e diferente. De ver você correr pra cozinha cada vez que a gente abria um pacote ou ate mesmo a geladeira.
Do seu olhinho brilhando e do seu rabinho balançando na hora de colocar a comida. De ver como você comia tudinho com a maior vontade, como se não comesse há séculos. Do teu jeitinho de tirar uma soneca, de enfiar o nariz embaixo do paninho.
Do teu jeito de demonstrar carinho, do teu beijo, da tua lambida. Da sua vontade de subir no colo, da sua vontade de subir na cama. De colocar você pra dormir toda noite, de te cobrir, de te beijar, de cantar pra você, de pegar você no colo pra gente dançar.
De te morder, de apertar tuas coxinhas gordinhas, de te fazer cocega no peito, de beijar seu nariz. Do seu ronco durante toda a noite, de te ver dormir. De te ver olhar o vento, o céu, a vida. Do teu olhar nos meus olhos.
Ah, como é difícil saber do que vou sentir mais falta. Certamente sinto muita falta de tudo, de você inteira, aqui, da tua presença, do seu cheiro, do seu calor, de você.
Ai como é duro, como doi, como é difícil.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

minha nova rotina

Em casa há uma semana, estou aprendendo a criar uma nova rotina. Os primeiros dias foram mais leves e fáceis, o dia passa mais rápido quando estamos em casa do que quando estamos no trabalho, com certeza.
Estou acordando até que cedo, visto que dormir é algo que eu amo muito nessa vida, era até pra eu dormir mais, mas fico preocupada com a Luna e acabo levantando lá pelas 10 da manhã.
Não tenho feito nada demais, dei um jeito em algumas coisas pela casa que andavam precisando de um toque mesmo, outras ainda estão esperando por mim, mas pretendo colocá-las em ordem logo menos também.
A Luna tem ganhado toda a minha atenção, a consulta no oncologista é amanhã, mas essa semana já fui 3 vezes ao veterinário dela por conta de uma ou outra ferida que estoura na pele dela. Segundo ele, nada demais, apenas uma consequência da sua baixa imunidade por conta da doença.
Fico feliz de estar em casa e poder correr com ela, cuidar dela, enfim, poder dar toda a atenção que ela está precisando nesse momento. Estou com medo da consulta de amanhã, mas ao mesmo tempo muito ansiosa.
Estou descobrindo o Now, da Net, que instalaram aqui em casa essa semana e tô aproveitando pra ver todos os programas de que gosto da GNT como o Decora e o Chuva de Arroz, sem cortes e sem intervalos. Tô adorando!
Aí, mais pro final do dia, me meto na cozinha e tento inventar alguma coisa diferente e gostosa pra jantar com o Ri. Até aqui tem dado certo. Outro dia que choveu e escureceu no meio da tarde, bati um bolo de laranja e fiquei com a Luna observando a massa crescer dentro do forno, enquanto lá fora era noite e a água caía sem parar. Senti uma felicidade muito grande por aquele momento.
Fiz uma entrevista nesse meio tempo, pra um freela numa agência bem bacana, mas acho que não vai rolar, afinal, já era pra terem me dado uma resposta. Também me ligaram de um canal a cabo super bacana com uma vaga de emprego, mas infelizmente estava com um salário muito abaixo do meu último, resolvi então dar mais uma chance ao tempo e tentar esperar por algo um pouco melhor.
Afinal, se com dinheiro a mais já não estava dando conta das minhas contas, imagina com muito menos. Mas, tenho certeza que o tempo vai se encarregar de trazer pra mim algo bem legal.
Tenho recebido mensagens de ajuda de quem eu nem esperava, entre outras promessas de algo bom pro futuro. Aliás, esqueci de comentar por aqui, mas no dia posterior a minha demissão, finalmente recebi a notícia de que meu outro blog está migrando pro portal do iCasei, onde serei blogueira colaboradora, ou seja, uma graninha extra a vista.
Enfim, pequenas coisas que estão preenchendo meu tempo e deixando os dias menos apreensivos. Embora eu já esteja querendo muito ter algum lugar pra ir porque ficar em casa ja já vai dar no meu saco.
É, a gente tem que se adaptar a nova rotina, criar uma nova, reinventar amanhã pra poder ir tocando o tempo enquanto tudo parece ir mais devagar.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

e de repente tudo acontece ao mesmo tempo


Dizem que Deus dá o frio conforme o cobertor, então quero acreditar que tudo o que está acontecendo tem uma razão de ser, além de que eu vou conseguir passar por tudo isso.
O fato de eu ter perdido o emprego não é nada perto da notícia que tive na sexta. Fui ao veterinário buscar o resultado do exame da Luna: cancer malígno de grau I.
A palavra cancer já carrega um peso negativo imenso, ainda mais acompanhado de outra palavra tão forte e negativa como malígno. Porém, o veterinário me “tranquilizou” um pouco ao dizer que está num nível bom, com chances de cura.
Agora preciso levar a Luna a um oncologista pra saber se primeiro operamos ou se fazemos a químio pra diminuir o tumor e depois operamos.
Mas ainda precisamos fazer alguns outros exames pra saber se o tumor não está em mais nenhuma parte do corpo e analisar algumas opções de tratamento.
Nem preciso dizer o quanto fiquei estragada com essa notícia, né? Bom, meu coracão está mais do que apertado, pra não dizer esmagado mesmo. Meu maior medo é ter que ver minha cachorra sofrer. E rezo a todo momento pedindo pra que Deus me dê forças e que me livre de chegar ao ponto de ter que tomar certas decisões.
A Luna, por outro lado, está bem, é como se não houvesse nada. Ela come, brinca, anda, corre do mesmo jeitinho de antes.
Estar em casa esses dias, pra dar atenção à ela e também poder cuidar um pouco melhor dela, tem sido muito bom.
Eu quero acreditar que tudo isso vai passar e como num milagre ela vai acabar bem, sem passar por nenhum sofrimento e tal. Eu quero muito acreditar. No fundo eu carrego essa esperança sim, porque pra Deus nada é impossível.
Enfim, está sendo um pouco duro duas coisas tão ruins ao mesmo tempo, mas tenho certeza que existe um motivo pra tudo isso e que no fim eu vou acabar entendendo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

fim de um ciclo

Aviso: estou escrevendo de casa, de um lap que veio de fora, ou seja, esta tudo sem seus devidos acentos. Me desculpem, eu odeio escrever assim, mas por enquanto eh o que tenho.
 
Finalmente decidiram tomar alguma atitude na agencia que eu estava. Fui demitida.
Pela primeira vez na vida, na minha breve carreira de 8 anos. Na verdade rolou um corte geral, gracas a deus nao fui demitida por incompetencia, mas sim por problemas financeiros da agencia.
Logico que receber a noticia, apesar de esperada, pois quem acompanha o blog sabe do martirio que era pra mim ir “trabalhar” pra na verdade nao fazer porra nenhuma, foi bem ruim.
Saber que voce eh descartavel, como um pedaco de papel ou algo que nao serve mais, eh bem duro, seja la por qual motivo seja. Alivia saber que a culpa nao eh sua, mas foi uma sensacao bem esquisita.
Mas fui embora pra casa leve e com a certeza de que o melhor vira, ate porque nao eh possivel algo pior do que aquilo.
Ainda estou aprendendo a conviver com esse sentimento. O sentimento de ser dispensada. Ja fui dispensada de varias vagas sem sequer conseguir o emprego, ja fui dispensada de relacionamentos, de amizades rasas, de aulas de educacao fisica, mas nunca de um trabalho.
Entao esses primeiros dias tem sido diferentes, com uma confusao de sentimentos: eh alivio e preocupacao ao mesmo tempo. Afinal, as contas nao vao parar de chegar.
Por enquanto tento ocupar os dias resolvendo o que precisa ser resolvido, mas eh engracado como as horas passam diferente quando estamos em casa.
Ja me deu vontade de xingar, ja desejei um monte de coisas ruins pra agencia onde estava, ja me arrependi de tudo isso, ja fiquei triste, ja fiquei feliz, mas na verdade, isso foi so algo que no fundo, no fundo, eu queria muito.
E o pensamento tem poder sim. Poderia ter sido outra pessoa (e sim, foram tambem outras pessoas), mas poderiam ter ficado comigo. Mas eu nao queria. Faz tempo. Alias, desde os primeiros instantes que percebi que ali nao era meu lugar que eu queria sair.
Quando lembro que ao acordar nao vou ter que ir pra la, olhar pra cara daquela gente estranha, fingir que trabalhava e aturar um monte de babaquices, ai realmente percebo o quanto o universo conspira pro meu bem.
O melhor esta por vir. Sempre esta.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

um dia de futebol

Ri preparou um dia surpresa pra mim, na última quinta-feira, feriado.
Começamos com um tour no estádio do Morumbi, já fui logo torcendo o nariz, mas ele me garantiu que eu ia gostar da segunda parte do passeio.
Até que não foi mesmo um passeio perdido, o estádio tem uma puta estrutura e é muito bem conservado.
O tour no Morumbi custa R$ 30,00 e dura 90 minutos. É guiado e o cara vai contando a história de cada lugar (o que pode ser um pouco chato até pra quem torce pelo time), mas é assim, afinal, ele leva o pessoal na tribuna de honra, vestiário dos jogadores, campo, etc. Então, melhor que seja guiado mesmo.
Achei interessante e o estádio é mesmo muito bacana. Visto assim, vazio, dá pra se ter uma dimensão ainda melhor do que ele é realmente.
Lá tem academia (aberta ao público), salas de fisioterapia, restaurantes (também aberto ao público), loja oficial do clube e algumas outras como a Semp Toshiba, mas estava fechada. Inclusive, o tour dava direito a 10% de desconto nas compras nessas lojas.
Antes de ir, convém dar uma olhadinha no site pra ver os horários das visitas, porque acontecem entre 90 minutos.



De lá, partimos rumo ao Parque São Jorge! Nunca tinha ido, só conheço o Museu do Futebol, que por sinal é muito bacana e recomendo pra quem estiver por aqui.
Bom, lá você visita sem nenhum guia, é mais como um museu mesmo, gostei mais (óbvio!). Custa R$ 10,00 pra entrar, mas como eu tenho o Fiel Torcedor não paguei nada.
Lá estão todas as taças do clube, uma simulação de como é o vestiário, muitas fotos em tamanho real de alguns dos maiores ídolos, galeria de fotos, um pouco da história, enfim, tudo o que um museu precisa ter: uma história.
Tem também um pequeno cinema onde é exibido um vídeo com os lances das principais conquistas, não está atualizado, só tem até a final da Libertadores do ano passado.
E óbvio, termina dentro da lojinha Poderoso Timão, onde acabei levando mais uma camisa pra minha coleção.



Terminamos o dia com comprinhas no shopping Anália Franco (um inferno de lotado, mas tudo bem, eu amo fazer compras!).