quarta-feira, 23 de outubro de 2013

golpe da vidente

Tem coisas que só acontecem comigo mesmo... ou eu tenho muita cara de idiota ou eu sou mesmo uma idiota...
Ontem, uma das poucas vezes que consegui sair da agência antes das 8 da noite, encontrei uma mulher no trânsito, ela era jovem, loira, falava bem e dirigia um Audi A3 preto. Buzinou e me perguntou qual era minha religião.
Eu fiquei meio sem saber o que dizer, mas ela disse que precisava me dar um recado porque havia visto uma luz em mim, era coisa rápida, mas que eu precisava conversar com ela 2 minutinhos. 
Como ando um pouco sensível sobre o tema espiritual, acreditei na moça e encostei na Faria Lima pra ouvir o que ela tinha pra me dizer.
Ela vestia roupas caras, o carro estava cheio de coisas tecnológicas, enfim, não suspeitei de nada. Ela começou a dizer que tinha sido Deus que havia colocado ela no meu caminho, que nada era por acaso e que ela precisava me dar um recado.
Aí começou a dizer coisas que até faziam sentido, só que, mais tarde - pensando bem, faziam sentido pra qualquer pessoa, sabe?
Até aí beleza, eu estava levando ela a sério, até ela me dizer que meu anjo da guarda estava muito fraco e triste, chorando muito. E que eu precisava acender 21 velas pra ele naquela noite.
Até aí, tranquilo também.
Foi então que ela me disse que não eram velas quaisquer, e sim de metro e que cada uma custava R$ 50. Beleza, eu falei que chegando em casa acenderia as velas que eu tinha, aí ela disse que as minhas não serviam.
Aí não né? Desde quando uma vela acesa com bom pensamento e intenção não serve?
Aí ela começou a me pedir um cheque no valor de R$ 1.050 pra que ela pudesse acender as velas por mim. Eu comecei a rir e ela ficou brava. Eu fui enfática e disse, desculpa mas eu não vou te dar nenhum dinheiro porque eu não tenho.
Ela ficou brava, dizendo que eu não podia negar agradar meu anjo, blá blá blá. Queria que eu fosse sacar no banco, depois queria que eu fizesse uma compra no cartão, depois me pediu o que eu tivesse na bolsa.
Gente, eu demorei pra entender que era um golpe. Aquela mulher, usando Ralph Lauren, dentro de um Audi novinho, me aplicando um golpe sujo, baixo, daquele jeito?
Eu saí de lá meio atordoada, claro que não dei nem 1 real pra ela, mas fui pra casa com aquilo na cabeça. Minha primeira reação foi ter raiva por ter perdido tempo com ela, depois fiquei assustada, fiz algumas orações pro meu anjo da guarda.
Em casa, o Ri disse que eu jamais devia ter parado. E isso me tirou o sono. Joguei na internet e vi que ela não é a primeira a aplicar o tal golpe da vidente do trânsito. Parece que outras mulheres, em carros caros como o dela, já arrancaram mais de 20 mil de pessoas bobas como eu.
Quer dizer, boba até a página 2. Eu jamais daria dinheiro nenhum a um estranho. Nem esmola eu dou. Só sei que eu fiquei puta da vida comigo mesma, como pude ser tão ingênua ao ponto de cair nessa conversa mole?
Pena que eu não anotei a placa do carro dela, a essa hora eu já teria feito um belo BO, isso sim.
Então fica a dica, se alguém quiser te mandar um recado do céu, fuja.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Montevidéu, incrível!

Fomos pra Montevidéu em julho. Que lugar incrível, com aquele mesmo ar europeu de Buenos Aires, aquele mesmo patriotismo e zelo por suas tradições e história. Tudo que falta por aqui...
A cidade é mega, mega gelada, ventava muito, além de estarmos em pleno inverno. O aeroporto era super moderno, com um free shop incrível.

Ficamos hospedado na Ciudad Vieja, ou seja, bem no centro histórico mesmo. Nossa rua ficava numa travessa da avenida principal, a 18 de Julho, com uma estação de metrô bem em frente, mas andamos mesmo muito a pé e de ônibus, e às vezes de táxi.

Não encontrei nenhum hostel que disponibilizasse um quarto com banheiro privativo, então o jeito foi a gente se hospedar num hotel mesmo. Ficamos no Hotel América, bom e preço justo, com café da manhã incluso.

Uma dica que posso dar - e a mais valiosa, é que ao chegar você deve procurar um ponto de informação turística, de preferência o que fica em frente ao prédio da Prefeitura e que também funciona uma universidade ou centro de ciências (não me lembro), e que tem o Mirante, de onde se pode ter uma vista 360 da cidade, com os principais pontos, mais fácil pra traçar o roteiro. 

E atentem-se, tal como Buenos Aires, feriado não abre quase nada, assim como domingo. E por ter ido no período de férias, muitas coisas mudam o horário e dia de funcionamento, por conta da criançada.

Bom, feito isso, aproveitamos pra conhecer toda a Ciudad Vieja a pé, já que ficava pertinho do hotel. Visitamos igrejas, comemos o famoso sorvete do La Cigale (tão bom quanto o Freddo argentino), fizemos uma visita guiada ao Teatro Solís (e voltamos a noite pra ver uma peça), é o teatro mais antigo da América Latina, fundado em 1856. Não preciso nem dizer o quanto é lindo, né?

A praça principal, a Plaza da Independencia guarda o mausoléu dos restos mortais do General Artigas, com troca de guarda e tudo (patriotismo e respeito civil incrível). Como é bom andar em lugares devidamente civilizados e organizados.

Uma das melhores coisas pra se fazer por lá é comer. Na 18 de Julho recomendo o La Pasiva (peça o tradicional chivito), Il Mondo della Pizza (onde comemos essa sobremesa gigante), no Mercado do Porto comemos no Don Garcia (carne muito mais saborosa que a argentina), em Punta Carretas comemos num restaurante mais chique chamado La Perdiz (tem uma sobremesa de chocolate maravilhosa), comemos em Pocitos, num restaurante "a beira mar" chamado Che, e também fomos na doceria tradicional, a Cake´s (mas eu não achei que valia tão a pena não).



Ali na Ciudad Vieja tem uma livraria linda chamada Más Puro Verso, um lugar delicioso pra curtir uma tarde sem fazer nada, lá também tem um restaurante.

Passeamos no shopping de Punta Carretas, no domingo, aproveitando que quase nada estava aberto. Os preços são convidativos, especialmente os dos casacos, afinal, cada R$ 10 equivale a 100 pesos uruguaios (mais ou menos).

Conhecemos também o Parque Rodó, onde tem um parquinho infantil. É bem bonito, mas queria ter tido tempo pra conhecer os outros parques mais afastados, mas não consegui.

Lógico que fizemos uma visitinha ao Estádio Centenário, com direito ao seu pequeno museu. Pena não ter nenhum jogo na época, deve ser fantástico ver uma partida com aquela vista.

Colocamos um cadeado na Fuente de los Candados, pois diz a lenda que quem prende um cadeado na fonte, volta a visitar a cidade. Assim espero, porque eu achei simplesmente maravilhosa e adoraria voltar pra fazer tudo o que deixei de fazer e comer todas aquelas comidinhas maravilhosas de novo.

 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

buscando entender

Desde que a Luna se foi, tenho pensado muito na morte. A gente não costuma pensar muito nisso porque é mesmo um assunto bem chato. Eu acredito que a morte seja apenas uma passagem, não acaba definitivamente ali. Me conforta saber que um dia a gente possa reencontrar quem já partiu. Dói um pouco menos, talvez.
Eu acredito que a passagem por aqui seja pra nossa alma evoluir, sempre estamos tendo uma nova chance de aprender e ser pessoas melhores. E também acredito que nada é por acaso, os laços que construímos aqui é o que realmente a gente leva pro lado de lá.
Eu não tenho nenhuma religião definida, mas simpatizo muito com a doutrina espírita e ultimamente tenho me interessado bastante pela umbanda. Meus avós e minha mãe sempre frequentaram terreiros, eu sempre tive um pouco de medo, mas isso era porque eu não entendia como as coisas funcionavam.
Tento entender um pouco e respeitar, até pra buscar o melhor em mim e evoluir espiritualmente. É uma tarefa bem difícil, eu sou uma pessoa cheia de defeitos. Enfim, voltando à questão da morte, ontem assisti ao filme Nosso Lar, baseado no livro psicografado por Chico Xavier, do médium André Luiz.
Eu quis assistir porque meu coração anda tão apertado, cheio de dúvidas sobre essa questão da morte. Era como se eu buscasse respostas pra acalmar minha mente, aquietar minha alma. Eu rezo todos os dias pra que meu vô esteja cuidando da Luna, onde quer que eles estejam. Eu preciso acreditar que eles estão bem e felizes, em algum lugar.
Que estejam juntos, que estejam bem. Que possam sentir conforto com as minhas orações, que não sofram com a distância, como eu sofro e que um dia a gente se reencontre mesmo. Sempre penso em quem será que virá me buscar. Eu não quero ir embora sozinha, tenho pavor da solidão.
É só um desabafo bobo, eu sei. Mas essas coisas vem rondando minha cabeça. E eu sigo buscando respostas nas doutrinas que considero mais coerentes e que fazem mais sentido pra mim. Acho que é isso, a gente tem que seguir aquilo que mais toca o nosso coração.

Eu acredito sim em vida após a morte, nessa evolução da alma e do espírito e eu quero muito, muito mesmo, voltar a encontrar tanta gente  que já se foi e o quanto puder das que ainda estão por aqui. Senão, pra mim, não tem o menor sentido.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

atualizando

Nossa, minha vida tá tão "walking dead" que eu nem sei como estou sobrevivendo... Nas duas últimas semanas tenho trabalhado tanto, mas tanto, que só vejo o Ri de final de semana. Durmo de 3 a 4 horas por noite (quando durmo tudo isso), quando chego o Ri já tá dormindo e ele sai antes de eu acordar.
Meu almoço e janta se resume a lanche, sentada na cadeira em frente ao computador. Todo o dinheiro que eu investi num tratamento estético pra acabar com gordura localizada já foi todo pro espaço.
Parte disso é culpa da incompetência alheia e outra parte um pouco da loucura de se ter alguém acima de você que seja workaholic.
Se eu tô curtindo? Em partes sim, porém nesse ritmo não sei se aguento muito tempo não.
Alguns amigos meus dizem que eu só reclamo, mas é fácil falar quando se tem horário certinho pra chegar em casa. Semana passada eu nem liguei a tv, aliás, eu chegava em casa em mode on, ia direto pro chuveiro e nem sei como chegava na cama.
Nem sei também como conseguia levantar no outro dia.
Estou num nível de esgotamento físico e mental que nunca passei antes. No meio de tudo isso, o castelo está em reformas: estamos cuidando do closet real. Ou seja, as roupas estão amontoadas até o teto, dá até medo de entrar em casa.
E é isso. Esse é o motivo do sumiço: o glamour da minha profissão.
E olha que tem uns otários que aparecem por aqui, achando que podem meter o dedo na minha cara e me julgar porque eu falei mal do Paraguai. Rá! Só por isso eu sou metida e patricinha. Aham, só rindo mesmo...