quarta-feira, 27 de novembro de 2013

à beira de um ataque de nervos

Como era de se esperar, ontem foi {mais} um dia daqueles.

Prestes a ter uma crise de nervos ou ataque do coração, no ápice da minha irritação e nervosismo, mandei uma mensagem pro meu diretor dizendo: "preciso de 5 minutos pra falar com você".

A resposta foi: "claro, devo me preocupar??"

E eu disse: "sim, deve"

E ele disse: "se for proposta de outro emprego já me fala quanto você quer porque você não vai"

E a tarde, todo preocupado, ele me chamou pra uma conversa. E eu fui o mais sincera possível, pela primeira vez eu resolvi falar tudo o que sentia, o que achava, como estava, o que esperava. 

Fui bem clara e disse: "assim não dá mais!"

E assim, mais rápido e melhor do que eu esperava, ele não só me entendeu como me deu razão e me prometeu mudanças em breve.

Hoje já tirou 2 contas de mim, botou o povo que não fazia nada pra trabalhar e até sexta vai tirar ainda mais uma conta. Ontem consegui ir embora da agência antes das 8 da noite.

E é isso. Nunca me senti tão leve e tão bem na vida.

Agora é esperar pra ver se as promessas serão mesmo cumpridas. Se não forem, é como eu disse no post anterior, já tenho prazo pra colocar fim.

Hoje, sensação é de leveza.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

enquanto o munda dá voltas, eu sigo levando rasteiras

A pessoa estava toda animada, mas pra que né pessoal? Toda alegria de pobre dura pouco.

Quinta, pós feriado, cheguei no trabalho depois de quase ter desmaiado em casa, por conta do calor, minha pressão - que já é baixa, despencou. Mandei mensagem pro meu diretor avisando.
Cheguei por volta das 10h. Ouço bem assim: "melhorou? que bom, então senta e faz o seu trabalho porque hoje tá foda!"

Beleza. 

Às 15h35, me passaram um job humanamente impossível de se fazer, mas que tinha que estar pronto até às 10h do dia seguinte. Fiquei na agência até às 4h da manhã, quando meu cérebro não funcionava mais e meus olhos teimavam em fechar, mandei o arquivo faltando pouca coisa. Coisas que poderiam ficar pra depois. Coisas completamente dispensáveis.

Cheguei em casa super cansada, porém toda agitada, preocupada. As cachorras ficaram agitadas quando cheguei, então dei uns 10 minutos de atenção. Entrei, tomei um leite, fui tomar banho. Deitei na cama já passava das 5h da manhã. Virava de um lado pro outro, ainda agitada e preocupada. Resultado: não dormi.

Às 7h tocou o despertador, levantei às 7h30, tomei banho. Quando eram 8h, vi uma mensagem do meu diretor no celular e pensei "poxa, será que ele reconheceu e tá me dando o dia - ou pelo menos a manhã de folga?"

Idiota que sou, a mensagem dizia "está faltando um monte de coisa, cadê você?".

Com essa mesma cara de idiota que li essa mensagem, não respondi e saí de casa. Parecendo um zumbi, com o celular cheio de mensagens perguntando onde estava. Ignorei todas. Às 9h15 estava na minha mesa. O que ouço foi: "eu vi que você mandou o arquivo às 4h, mas devia ter ficado mais e me entregue pronto, aí você não precisava vir hoje".

E então eu me pergunto: 

- o que eu fiz pra merecer tanta grosseria e falta de consideração?
- eu mereço isso?
- eu preciso disso?
- até quando eu vou aguentar isso?

Agora estou em busca dessas respostas. Pra todas existe já um deadline na minha cabeça. 

Eu só mentalizei um "tomá no cu" umas mil vezes. Cá estou, na agência, de novo. Vamos ver como será...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

o mundo dá voltas

Não é novidade que ando com a vida um pouco consumida pelo trabalho. Um pouco não, muito. Aí que eu vinha me falando: que ano maluco! Não trabalhava nada na antiga agência, mas em compensação nessa...
Fora isso, me questionava algumas outras coisas, por que tudo acontecendo ao mesmo tempo e tal. Que deus não ia me abrir uma janela se fosse pra ser assim...
Só sei que, de repente, deu uma reviravolta tão grande, que ocasionou uma mudança imensa, tipo 360 graus. 
Fatos que me aproximaram do diretor geral do departamento, o que me deixou com um certo "crédito na casa", além de ter estreitado nossa relação. Ele pode ver de perto meu trabalho e de quebra sacar o que não estava dando certo, não por minha culpa.
O resultado disso é que a vida vai melhorar. Promessa. E estou acreditando muito nisso, com motivo. Nos próximos dias devo mudar de chefe e de quebra redistribuir os clientes. Dessa maneira, vou passar a ter uma vida de gente normal.
E, de quebra, ganhei 2 dias de folga, que inclusive já negociei pra tirar na primeira semana de janeiro. Ou seja, todo mundo da agência volta pra labuta no dia 2, eu no dia 6. Muito mais que justo, digno, eu diria.
E assim, a vida vai entrando nos eixos.
2014, seu lindo, tenho tantos planos pra você...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

alguma coisa certa eu faço

Em setembro de 2009, na segunda semana, aconteceram várias chuvas que deixaram a cidade em estado de alerta. Eu me lembro que na quinta, dia 10, ficamos todos presos na agência por conta de um alagamento na região. Saímos de lá resgatados por um caminhão de guincho.
E até aí, tudo bem, não fosse o fato de que eu me casaria no campo no sábado, dia 12.
Passei a semana toda com medo e apreensiva, achando que todos os meus lindos planos iriam por água abaixo. Já estava até pensando em plano b, c, d, e...
Sexta fez um dia horrível, chuva e frio o dia todo. Lembro que estava bem desanimada. Mas lembro também que o Ri me disse que ia dar tudo certo.
No sábado, dia do casório, acordei com medo, mas logo minha mãe veio avisar que o dia estava lindo. E estava mesmo. Céu aberto, azul, sol de rachar, calor e tudo mais. O que me deixou apreensiva também, afinal, com tanto calor, era certo que viria uma chuva à altura.
Mas, não veio. Nem chuva, nem garoa, nem vento gelado, nem brisa, nada. O dia foi lindo, perfeito. Só deus sabe a felicidade e gratidão que senti.
Ai, esse ano, decidi comemorar meu aniversário com um picnic no parque. Marquei pro dia 5 de outubro, um domingo. Na semana que tomei essa decisão, já fazia dias que o tempo estava firme. Dias lindos, quentes e tudo mais.
Só que mais uma vez na semana anterior, frio, chuva. O pessoal estava querendo dar pra trás, pedindo pra eu mudar de ideia. Mas eu segui firme, pedindo a deus todo santo dia por aquela graça de novo. No sábado mesmo fez um frio horroroso, céu cinza, garoa fina.
Mas sei lá, algo me dizia que daria certo.
E mais uma vez, acordei num domingo de céu azul, ensolarado. O vento estava frio, mas não estragaria nada. Meu aniversário com picnic foi uma delícia, um sucesso. Cheio de pessoas queridas e boas energias. Não faltou ninguém! E o dia: mara!





É, acho que estou fazendo alguma coisa certa pra merecer tanta graça assim.
Amém!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

a família cresceu

Sábado passado fomos até a feira de adoção promovida pela ABEAC, uma ong que cuida de animais resgatados de maus tratos ou da rua mesmo. Eu sigo eles no face e me apaixonei por uma vira lata chamada Samantha, que estaria nessa feira pra ser adotada.
Mesmo eu não querendo mais cachorro (por enquanto), não sei, senti uma vontade de apertar aquela carinha, cuidar dela, sei lá. Só que o Ri quer um cachorro grande, coisa que eu não quero e enquanto a gente não entrava num acordo, estava enrolando pra pegar um cachorro novo.
Mas, ele também se apaixonou por ela e sábado lá fomos nós. Assim que cheguei na feirinha e ela me viu, foi amor a primeira vista. Já peguei ela no colo e não larguei mais. Resultado: ela está lá em casa e atende pelo nome de Malu agora.
Só que o Ri insistiu que também queria um cachorro, grande e tal, e achou um filhote na internet (diz que é mistura de fila com pastor, mas não parece), enfim, foi buscá-la num canil em Santo André. Resultado: temos 2 cachorrinhas em casa agora.
Duas bebês, Malu tem 6 meses e Paçoca (como a batizamos) tem 40 dias. A vida mudou completamente, estamos dormindo mal por conta da adaptação das meninas, a casa está cheia de brinquedinhos espalhados, caixas delimitando espaços, xixi e cocô pra todo lado do quintal, fora as idas e vindas ao veterinário.
Malu veio vacinada, vermifugada e castrada, mas logo nos primeiros dias vomitava muito, então já estamos tendo que nos adaptar aos horários da sua medicação. Já a Paçoca está com verme, ou seja, a vida não está fácil não.
Mas está uma delícia chegar em casa e ter aquelas duas demoninhas me esperando com todo amor e gratidão do mundo. 

Own, delícia!!!