quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

a busca pelo que me faz feliz

Ontem fui pela primeira vez a um consultório de cirurgia plástica. Em plena terça-feira, às 3 da tarde, o consultório estava lotado!!! Um monte de velha com a cara esticada e um monte de mulher, aparentemente perfeitas, sei lá. Era um entra e sai de mulher, que só Jesus na causa. Achei engraçado.
O médico atrasou uma hora pra me atender, mas compensou me dando toda a atenção do mundo (demorei uma hora na consulta). Conversamos muito sobre as minhas expectativas e ele desenhou {literalmente} como era feita a cirurgia de redução de mama.
Me explicou tudo nos maiores detalhes, como seria feito o corte, como é a reconstrução do bico do peito, o que sai, como fica. Que a glândula mamária, com o tempo (principalmente depois dos 20 e poucos), vai virando gordura e por isso o peito vai ficando mais mole, mais flácido.
Me aconselhou a colocar uma pequena prótese apenas para manter o peito mais "firme" e com um volume mais redondinho na parte de cima, porque com o tempo e com a idade mais próxima dos 40, a tendência é uma queda no seio. Mas disse que não era obrigatório, era apenas um conselho.
Tirou as dúvidas sobre os procedimentos cirúrgicos, me falou dos locais onde opera, falou que acha difícil eu conseguir ajuda do convênio, mas disse que eu poderia tentar, porém ele nunca viu ninguém conseguir reembolso pra esse tipo de cirurgia. Amanhã eu vou falar com o convênio, vamos ver.
Feito isso, foi a hora de examinar a mama. Constrangedor pra mim porque ele pegava, amassava, subia, afundava, desenhava e mostrava pro Ri, pedia a opinião dele, me mostrava como ia ser e tal. Morri de vergonha, mas não tem como né.
Depois me mostrou várias fotos de cirurgias que ele fez e o que me deixou mais tranquila é que tinha gente com o seio maior que o meu e que conseguiu um peito lindo, do jeito que eu sempre sonhei.
Decidimos que vou do 46 para um lindo 42!!!!!!
Saí de lá que era só alegria, mas, como nem tudo são flores, o valor de tudo é altíssimo!!! Porém, não impossível. Vou fazer umas contas e uma contra proposta e ver no que dá.
Fui lá por indicação e vou ver uma outra médica, também por indicação, pra ter uma segunda opinião e outra opção. Se tudo der certo e meu dinheiro der, vou passar por cima do meu medo e fazer a tal cirurgia.
Já tenho até a data na cabeça e digo mais, está bem próxima. Vamos ver o que será. Amanhã tenho consulta com a nutricionista. É isso aí, cansei de reclamar, fui à luta.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

enquanto isso no castelo

A dúvida está em qual cômodo da casa agora vamos gastar nossa energia (vulgo dinheiro). Sala, cozinha, banheiros, lavabos, home office (que eu ainda não postei por aqui) e closet já estão prontos. Restam o nosso quarto (o que inclui a sacada, que obviamente vai ter que ter um charme), o quintal (que inclui a lavanderia e a churrasqueira que o Ri sonha) e a garagem (que na verdade é um projeto de jardinagem que habita minha cabeça e que logo estará por ali).
A gente ia partir pro quintal, mas como as cachorras estão na fase da destruição, achamos melhor deixar o mínimo de coisas ao alcance delas, logo, estamos pensando em ir pro quarto. Hoje só tem a nossa cama e a TV em cima de caixas (um horror!!!!).
Por que a gente não pode ser rico né? Ia ficar bem mais fácil...
Enquanto não decidimos nada, vou preparar um post bacana do nosso home office.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

e basta!

"Atravesso o presente de olhos vendados, mal podendo pressentir aquilo que estou vivendo. Só mais tarde, quando a venda é retirada, percebo o que foi vivido e compreendo o sentido do que se passou" - Milan Kundera

Fato! Tá aí. Me despeço de 2013 sem entender absolutamente nada do que me aconteceu. A demissão, os roubos, os assaltos, a perda da Luna, os questionamentos de fé, o emprego novo {e maluco} que consegui, os meses que fiquei em casa sem esperança, enfim, muitas coisas que, pra mim, ainda não estão fazendo sentido.

Mas, chega de tentar buscar resposta pra tudo. Tem coisa que a gente não vai entender mesmo. Ou melhor, alguma coisa não nos permite enxergar nesse momento. Então que seja. Que o ano termine e que venha um novo, com novas possibilidades. 

E que com o passar do tempo - o tal sábio tempo, um dia eu possa olhar pra trás e entender um pouco disso tudo. Até lá, au revoir 2013!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

smells like teen spirit


Eu gosto do cheiro de algumas coisas exatamente por esse motivo: tem o poder de me transportar para algum lugar, em algum tempo da vida que me traz felicidade.

Cheiro de asfalto molhado, peru assando  na cozinha, livros antigos, um moletom do Ri, a roupinha da Luna que ainda não joguei fora...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

atitude

Andei relendo alguns posts daqui, porque há 1 ano eu estava trocando de agência e achando o máximo, quando na verdade era uma grande merda (como sempre). E eu me dei conta que reclamo muito dos trabalhos que arrumo.
Não adianta reclamar, o negócio é ter atitude. Tá certo que sempre que estou insatisfeita, acabo mesmo buscando algo novo, então atitude não me falta até, mas é preciso aceitar que o lugar perfeito não existe. O jeito é tentar procurar algo positivo em meio ao caos. Sempre tem alguma coisinha. (olha só meu lado "Ricardo" falando alto!!!)
E aí que ultimamente o que tem mesmo me irritado não é o trabalho. Até porque depois do ultimato e desabafo que eu tive com meu diretor, pela primeira vez, a vida ficou como eu queria. Agora sim eu tenho vida pessoal e saio da agência no meu horário.
Mas, o que tem me irritado mesmo é que estou acima do peso. Ou seja, nenhuma calça entra e veste bem, as blusas todas estão justas, marcando aquelas gordurinhas a mais, sem contar o fato que sempre me deprimiu a vida toda: meus seios.
Não adianta eu sempre chorar toda vez que entro no provador pra experimentar um biquini, não adianta dar de louca e tacar todas as roupas no chão do meu closet, não adianta ficar irritada com a calça que não fecha. Se eu engordei é porque alguma coisa estou fazendo de errado.
Então, já que reclamar não elimina peso, vou iniciar uma dieta (só que dessa vez eu vou me consultar com uma nutricionista e fazer a coisa direito), vou contratar um personal e me inscrever no estúdio de pilates da minha amiga, e de quebra, fazer uma cirurgia de redução de mama.
Finalmente tomei coragem e já marquei a consulta.
Finalmente entendi que sentada eu não vou resolver nada.
Finalmente.
Agora vai.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

de cara nova

Estou tentando mudar a cara do blog {de novo}. É aquela busca por algo que tenha mais a ver com meu momento atual.
Não sei se é bem isso que eu quero, mas gostei de como ficou. Não estou conseguindo inserir a imagem de cabeçalho que eu quero, tá dando uns paus, mas beleza.
Inseri novos blogs que ando lendo: decoração e moda (que são assuntos que muito tem me interessado ultimamente).
Pode ser que mude tudo de novo, estou mexendo no layout. Acabei de ver que me esqueci dos marcadores. Vou lá mexer de novo.
Ando tão inquieta por esses dias...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

desabafo confesso

Quando eu era pequena, vivia com anemia.
Minha vó me enchia de biotônico fontoura, suco de beterraba e fígado.
Eu usava meia calça por baixo da roupa pra ficar com as pernas mais grossas.
Sempre tive vergonha da minha bunda quadrada.
Sempre pesei menos de 50kg.
Sempre tive peito grande.
Hoje, aos 31, estou 8kg acima do peso.
Já faz um certo tempo que eu deixei de pesar menos de 50kg.
Estou bem mais perto dos 60kg.
O que pra uma baixinha como eu, é péssima ideia.
Com todos esses quilos a mais e toda essa altura de menos, somado aos 46 de sutiã que uso, pareço uma rolha ambulante.
Me sinto pesada, gorda, redonda.
Ultimamente nenhuma roupa veste bem.
Hoje, coloquei 7 (SETE!!!) sutiãs diferentes e meu peito não coube em nenhum.
Aliás, o verão pra mim sempre foi muito triste.
Eu nunca, nunca, nunca consegui comprar um biquini que coubesse meu peito.
E nunca, nunca, nunca tive um biquini bonito.
Sempre compro duas peças iguais: GGGGG pra parte de cima e P pra de baixo.

É sério, preciso muito mudar esse cenário.
Estou começando a ficar bem deprimida com o que vejo no espelho.

Eu sei que em partes, depende de mim.
Uma dieta e uns exercícios daria conta do sobrepeso.
Preciso de vergonha na cara.
É que eu odeio dietas, odeio exercícios e sou preguiçosa.
Mas, se eu quero (e preciso) mudar, isso depende de mim.

Meu peito até diminuiria um pouco se eu emagrecesse.
Mas pra ficar do jeito que eu sonho, só com cirurgia.
Queria usar 42.
Mas morro de medo de cirurgia.
E morro de pena de gastar dinheiro com esse tipo de cirurgia.

Dilema.

Metas?

Vamos ver até quando eu me aguento...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

eu não quero ser heroína

"O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes". 

"Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros".

"Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida".

Esses são alguns trechos de uma entrevista do Roberto Shinyashiki para a revista IstoÉ. Ele acaba de lançar um livro chamado Heróis de Verdade, em que combate a supervalorização das aparências, diz que falta ao Brasil competência e não auto-estima.

Me identifiquei total com a entrevista, porque desde que iniciei na minha carreira, tenho uma grande luta interna entre "me vender bem" X "ter conteúdo de verdade".

Conheço muita gente que começou depois de mim e que hoje está em cargos muito mais importantes que o meu. Alguns até por mérito, outros eu nunca consegui entender. 

No meu mercado, a chance de alguém se dar bem é muito maior quando esse alguém é puxa saco, falso, que gosta de relacionamentos rasos, sem conteúdo mesmo. Não importa muito o que de fato você sabe fazer ou o seu conhecimento, basta que você finja saber muito bem e tenha alguém que saiba fazer abaixo de você.

E eu nunca concordei com isso. Eu sempre busquei o máximo de conteúdo possível. E como não consigo ser falsa e nem puxa saco, vou subindo aos poucos. Já perdi grandes chances na vida, mas porque eu não consigo fingir ser quem eu não sou. Não consigo ser legal com quem não merece, e não consigo ter essas relações de aparência.

Fiquei feliz ao ler essa entrevista e ver que tem gente que pensa como eu sim. Quem acompanha o blog há tempos, sabe que eu não almejo vôos muito longos na minha carreira. Não invejo e nem admiro os que estão lá em cima. Aliás, duvido de muitos deles. A maioria é uma grande farsa.

No mercado que atuo tem muita gente jovem. E essa gente jovem está com muita pressa. Estão conseguindo subir rápido, mas só vejo pessoas vazias com um sorriso falso no rosto. Pena...

Não sei como vou sobreviver a tudo isso, nem sei se vou. Outro dia uma coordenadora me disse que queria chegar ao cargo mais alto do nosso departamento, que assim ela estaria realizada. Eu não quero isso pra mim. 

Eu me sinto realizada quando faço meu trabalho bem feito e consigo chegar em casa a tempo de fazer uma comidinha gostosa, conversar com o Ri enquanto jantamos e depois sentarmos no quintal pra brincarmos com as nossas vira-latas.

Pra mim isso tudo vale muito mais do que jantares com pessoas vazias e fúteis, uma vida que você não tem o controle só pra poder ostentar um título e ser "respeitado" pelos outros.

Na boa, meu respeito não vai pra essas pessoas. O que vai pra elas é meu desprezo e total noção de que eu não quero ser como elas.

Se um dia eu chegar a ser uma diretora {o que teoricamente está muito perto}, quero que seja por competência e não por aparência. Enfim, me sinto leve quando encontro alguém nesse mundo que compartilha dessa mesma ideia.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2013, o ano 13

Mais um ano chegando ao fim. Olhando pra trás, não consigo fazer uma análise muito complexa e nem chegar a nenhuma conclusão final.

Foi um ano diferente, com muitas passagens difíceis. Porém, consegui passar por todas elas, saindo ainda mais forte. É fato que por várias vezes tive meus momentos de descrença e fúria, de questionamentos, de pesar.

Tivemos o carro assaltado, depois roubado. Perdi meu emprego, perdi minha cachorrinha Luna. Por outro lado, recuperamos (em parte) aquilo que foi levado do carro, consegui um novo emprego (melhor que o último), adotamos novas cachorras, enfim, levamos a vida e para melhor.

Claro que tem uma ou outra coisa que ainda não está legal. Nunca estamos completamente satisfeitos, mas é bom olhar pra esse ano (quase acabado) e ver que foi possível passar por tudo, com dor, com lágrimas, com arrependimentos, com raiva, com dúvidas, mas é bom poder agradecer porque nada me falta.

Saúde, dinheiro suficiente pra manter o padrão de vida que preciso, amor, amizades, enfim, aquilo que é essencial, continua firme e forte. 

Não vou mentir, ainda procuro entender algumas coisas que me aconteceram. Eu gosto dessa coisa de razão e consequência. Pra mim, sempre tem que ter um porquê. Ainda não encontrei todas as respostas, por isso mesmo não consigo concluir como de fato foi esse ano pra mim.

Se tivesse - e precisasse, definiria como um ano de "aprendizados". Ainda estou aprendendo, entendendo, buscando as respostas. Quem sabe um dia eu consigo levar a vida de maneira mais leve, sem cobrar tanto os tais motivos.

Às vezes acontecem coisas sem motivo, eu só preciso aprender a aceitar isso.

Confesso que quero que 2013 termine mesmo logo. Sempre tenho a sensação de que assim que viro a página do calendário, novas {e boas} oportunidades se abrem.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

o closet do castelo

Finalmente mais uma etapa da casa concluída: o "closet". 

É que não é bem assim um closet, mas é como eu gosto de chamar, afinal, é um quarto de roupas onde a gente se troca todos os dias. Então, embora não seja dentro do nosso quarto, é o quarto do meio, enfim, nosso closet.

Demorou, afinal, a gente se mudou em agosto do ano passado. Mas, como haviam outras prioridades, o closet acabou ficando pra depois. Só que eu não aguentava mais as araras improvisadas e um monte de coisa encaixotada, eu não sabia onde estavam meus sapatos, as roupas de inverno, nada. Um inferno.

É uma delícia ter suas roupas arrumadinhas. E eu preciso dizer: estou muito satisfeita com nosso closet. Foi uma bela saga, fizemos diversos orçamentos, o primeiro foi na Celmar, uma loja muito boa onde fizemos nossa cama baú (de quando casamos), porém lá ficou em 12 mil reais!

Decidimos ver com um marceneiro (que a irmã do Ri já contratou e que tem um bom serviço também), porém, o orçamento chegou a 18 mil. De lá fomos pro Lar Center, numa loja chamada Edy Planejados, novamente encontramos um orçamento em torno dos 12 mil. Na Evy Lyne, além de mal sermos atendidos, o vendedor estipulou que ficaria em torno de 21 mil.

Fiquei bem desanimada, afinal, esses valores estavam BEM acima do que eu sonhei gastar na vida. Recorremos a um outro marceneiro, tudo ficava em torno de 12 mil. E eu já estava desistindo, tendo que desistir do sonho e empurrar com a barriga mais uma vez, quando uma amiga me indicou a Closet & Cia. 

É um conceito diferente de closet, em que eles usam mais aramados e espaços abertos, com total ventilação. E uma vez que usa-se menos madeira (MDF e derivados), mais barato o projeto fica. Conseguimos um pela metade do orçamento mais baixo que tivemos e ainda fizemos o gabinete do outro banheiro, que ainda não tinha nada.

E o resultado foi esse que você vê abaixo. Eu estou adorando, acho diferente, mas achei super prático e acho que foi a melhor solução. Como o quarto não é muito grande, não consigo imaginar como seria se eu tivesse feito um monte de móvel de madeira. Acho que o ambiente ficaria muito apertado...

Aí vai a carinha do closet vazio.


Tivemos que completar onde deixamos sem o gesso, porque como ia ser tudo de madeira fechada, acabei não fazendo o teto todo. Aí, tive a sensacional ideia de colocar papel de parede no teto. Sim, no teto!


Não preciso dizer que amei muito esse teto né??

E então, o closet pronto!


Essa bancada também foi feita com a Closet & Cia. A cadeira era um modelo que eu tinha visto e me apaixonado e que o Ri achou pela metade do preço no Mercado Livre.

Que tal um giro pelos 4 cantos do closet?


Esse gaveteiro com 8 gavetas também faz parte do closet, mas é feito em MDF, assim como a bancada.


Pra pendurar as bijus, comprei uns ganchos na Leroy Merlin e pra pendurar os lenços e cachecóis, comprei aquelas barras de pendurar toalha em banheiro. O Ri instalou tudo direitinho nesse cantinho que estava reservado pro espelho. E o espelho ficou na parede perto dos sapatos.


Detalhes da bancada que uso pra maquiagem. Essa bomboniere preta eu comprei na Tok&Stok e uso pra guardar minhas alianças e brincos do dia a dia. Gosto também de deixar meus perfumes e cremes à vista, facilita a vida e eu acho super prático.


O resultado final do nosso telhado com o papel de parede e a luminária (comprada na Telhanorte). As caixas de plástico eu também comprei na Telhanorte e forrei por dentro com o mesmo papel de parede do teto.

Amei muito meu closet!!! Dá vontade de ficar lá dentro por horas e horas...